Quando tinha 17 anos, o Pedro foi para uma (prestigiada) universidade no Canadá (1.º europeu a ser admitido) (POSSO GABÁ-LO? POSSO?! É que vou-me casar dia 4 de Outubro e quero gabar o meu Pedro). Sim, SALSICHA VAI-SE FINALMENTE CASAR Ó MEU DEUS, Ó MEU DEUS, BELISQUEM-ME!!!!!!!
Continuando,
O Pedro teve que ficar em casa de uns tios-avós milionários e, ao mesmo tempo, possivelmente as pessoas mais forretas deste planeta.
Era mais o tio-avô. Do estilo de tomar uma banhoca por semana, de utilizar a piscina pública às 3ªs feiras porque é o dia em que qualquer pessoa pode entrar sem pagar, normalmente eram os sem-abrigo e o tio-avô.
(Uma 3ª feira obrigou o Pedro a ir com ele. Pendurou as calças e a t-shirt. Disse-lhe que não era preciso dar 20 cêntimos por um cacifo, uma vez que no Canadá é tudo gente séria.. Quando chegou tinham-lhe roubado as calças, e o homem andou desesperado em cuecas pela rua, a abrir os caixotes do lixo com a bengala, a ver se ainda encontrava a carteira). (O Pedro manteve-se a uma distância de segurança/vergonha de 10 metros).
Portanto. Era milionário mas era avarento. Infelizmente sofria de leucemia e mais umas 3 ou 4 doenças que agora não me recordo.
Um dia o Pedro perguntou-lhe por que motivo ele não gozava simplesmente a velhice dele e da mulher, e usufruiam dos bens, dinheiro, casas que detinham. Por que não davam a volta ao mundo num jacto particular e compravam uma ilha qualquer.
O tio-avô ficou incrédulo com a pergunta.
O senhor já tinha uns 70 anos, tinha tido 2 acidentes de trabalho, um dos quais bastante grave, que lhe encurtou uma perna (andava com aquela bota simpática compensada), o outro menos grave mas que lhe lixou a coluna e tinha que andar de bengala.
"Por que é que eu não gasto dinheiro??!!!"
"Sim, por que não vai com a sua mulher passear, jantar fora, qualquer coisa?
"Ó filho, tenho que poupar, sei lá se um dia não posso precisar!!!"
Repito: Leucémico, uma perna mais curta que a outra, a coxear que se desunhava, dobrado numa bengala. Mas guardava o seu milhão para uma qualquer eventualidade, não fosse acontecer-lhe qualquer coisa.
(Fui ao freeport snif, sentimento de culpa a extravasar, por isso gozo com os outros. Mais velhos. E falecidos.)
Salsicha vai-se casar, tudo lhe é perdoado.
Será que só sou eu que vejo laivos de pedofilia na relação do Manuel O Português e o Zezinho de "O meu Pé de Laranja Lima"? 9 (NOVE) anos depois do início deste blogue muita gente alvitrou sobre tudo menos isto. Portanto tenho concluir que sim, sou só eu.
quinta-feira, julho 31, 2014
sexta-feira, julho 18, 2014
Se conduzir, não se esqueça de...
Este post é dedicado a todos que, em determinado momento, se sentiram os seres humanos mais
rascas deste mundo. E a vida continua.
Ia eu toda satisfeita com o Pedro
às compras no Modelo (adoro ir às compras domésticas, sinto-me sempre super adulta
e responsável).
As sobremesas estavam todas a 50%
de desconto – imediato!! O Pedro, conduzindo o carrinho das compras, adverte-me
que os nossos gelados (Cornetos 4 ever) iriam ser levados em último lugar para
não derreter. Fiquei algo desconsolada porque tinha um legítimo receio que eles
se esgotassem, mas não tive alternativa senão ir à merda das hortaliças e afins
atrás dele (ODEIO COUVES E COMPANHIA!!! DÃO-ME NERVOS!!). Respiro fundo e
continuo a empurrar o carrinho do Francisco (entretido com os seus próprios
pés).
Finalmente, as compras terminaram. Agarrei nos meus queridos gelados e fomos para uma caixa de pagamento. Por ainda estar na fila, depositei-os
cuidadosamente na prateleira das revistas e espreitei sofregamente a revista Nova
Gente.
“OMG! A Bernardina do S.S. 4 está
grávida?! Really?”
Entretanto, outra caixa de
pagamento, muito mais longe, mas sem ninguém, abriu. O Pedro alcança-a
facilmente. Eu lá vou a arrastar-me como sempre com os sapatos novos da Zara
(saldos).
**
Pedro (de cara fechada,
incomodado): “É tudo?”
Eu (matutando e atingindo pensei:
que estúpida, deixei lá os cornetos).
Volto para trás, por acaso até mais
lesta que o costume e alcanço as duas caixas encantadoras de gelado. Regresso
junto a ele com os cornetos numa mão, e a Bernardina gorda que nem uma texuga
na outra (ainda não tinha acabado de ler. Para onde é que ela vai viver?)
**
**
Pedro (rosto impassível): “Tens mesmo a certeza que não te estás a esquecer de nada?
Fico confusa. As compras todas direitinhas
conforme a lista que elaborei com a língua de fora durante 10 minutos. Não
faltam o queijo e os 5 litros leite (itens OBRIGATÓRIOS lá em casa). Não falta
absolutamente nada, sou a dona de casa perfeita!
Olho para trás. Olho para os lados.
E ao longe, na antepenúltima
caixa, está o carrinho do Francisco. Não consigo perceber se ele está a chorar
ou não porque está realmente distante (mas por acaso até acho que nem está, não
obstante terem-se aglomerado umas quantas pessoas).
Que grande merda! Sinto-me uma carteirista
detida em flagrante no 28. E lá vou eu buscar o meu filho em passo acelerado,
sorrindo para as pessoas que entretanto se juntaram, como quem fez uma partida ao
filho para ele aprender a não ser traquinas.
O Pedro nada disse. Não precisa.
Posteriormente descansou-me um certo
padre, rindo-se: “Susana, não és nada a
pior mãe do mundo!! Mas realmente andas lá pelo rol”. É um pároco com muito sentido de humor.
NOT.
Que homem estúpido! O que há de pior que um enxovalhamento paroquial??!
Então, seres humanos que já se
sentiram muito rascas e a quem dediquei este desabafo… já se ajuizam melhor? Naturalmente que o título completo deste post é "Se conduzir, não se esqueça que tem um filho de 17 meses abandonado numa fila de supermercado, por muito aliciantes que sejam outros estímulos, vulgo gelados e revistas".
(P.f.: a existirem, preciso de comentários meigos)
quinta-feira, fevereiro 27, 2014
Resumo dos últimos 4 anos.
![]() |
| Era uma vez uma miúda simpática, muito dada e bem disposta, uma profissional liberal cheia de tempo e de frescuras. |
quarta-feira, fevereiro 12, 2014
E tudo volta ao normal (not)
O Francisco faz 1 ano 2ª feira. Eu volto a repetir.: O Francisco faz 1 ano 2ª feira.
SANTÍSSIMO NOME DE JESUS!!!
Ainda anteontem apanhei o susto da minha vida com a Taróloga no Fonte Nova de Benfica e agora o meu filho já tem um ano?
Ainda ontem iniciei afincadamente a minha mega-dieta para grávidas na adorável nutricionista para gestantes, engordei 21 kgs e nunca mais lá pus os pés por constrangimento alheio!!
Ainda ontem fiz sabe Deus o quê, uma vez que entretanto a minha memória piorou a 200%, sendo que também tento esquecer determinados períodos em que:
- enjoei de todos os cheiros existentes à face da terra, com especial incidência nos meus MÓVEIS DA SALA com o meu narigão inchado de porca;
- caminhei (ahaahahah hilarious, caminhei!) aos solavancos com as pernas/troncos retesados de tanta tensão e gordura no difícil trajecto sofá/frigorífico - frigorífico/sofá;
- andei permanentemente afogada em 2 bolas ultra-gigantes que suscitavam comentários e, juro, não eram lisonjeiros (Mamas. Assustadoras, mas clinicamente ainda eram mamas)
- HEMORRÓIDAS. Malta, a sério, não se brinca com coisas sérias, a srª das análises do Joaquim Chaves ficou tão perturbada que acabou por deixar escapar um "ai a menina depois vai ter mesmo que ser operada" depois de me tentar fazer uma colheita rectal com um micro-pauzinho e NÃO TER CONSEGUIDO (Nota de rodapé: Não fui operada. Voltou tudo ao sítio.Quase tudo).
O miúdo lá nasceu, gabado por toda a gente por saber mamar e chupar tão bem (aparentemente é uma aptidão que não é inata e requer alguma sensibilidade emocional)
E cresceu. Não desmesuradamente (mãe semi-anã, pai magricelas), mas bonito. Loiro, de olhos castanhos meio tortos como os meus, mas que lhe confere um olhar diferente, misterioso (espero).
Não é por ser meu filho, mas acho que é um génio e é muito mais inteligente que todos as outras crianças, nomeadamente os irmãos Pedro e Afonso que já têm 10 e 9 anos. Temos pena, mas é.
1 ano. 2 dentes, unhas dos pés, tomates, tudo a que um bebé e sua mãe têm direito.
E continuei a ser advogada, garantindo a comunidade traveca, ganhando romenos e conquistando cabo-verdianos, O meu próximo objectivo é malta de Leste, mas ainda não consegui.
Moral da história: Ter um filho é muito bom. E marido também, especialmente matrimónio católico, por isso se me estás a ler Pedro Carmo, MANCA-TE.
E era só isto, nada de especial.
(MANCA-TE)
SANTÍSSIMO NOME DE JESUS!!!
Ainda anteontem apanhei o susto da minha vida com a Taróloga no Fonte Nova de Benfica e agora o meu filho já tem um ano?
Ainda ontem iniciei afincadamente a minha mega-dieta para grávidas na adorável nutricionista para gestantes, engordei 21 kgs e nunca mais lá pus os pés por constrangimento alheio!!
Ainda ontem fiz sabe Deus o quê, uma vez que entretanto a minha memória piorou a 200%, sendo que também tento esquecer determinados períodos em que:
- enjoei de todos os cheiros existentes à face da terra, com especial incidência nos meus MÓVEIS DA SALA com o meu narigão inchado de porca;
- caminhei (ahaahahah hilarious, caminhei!) aos solavancos com as pernas/troncos retesados de tanta tensão e gordura no difícil trajecto sofá/frigorífico - frigorífico/sofá;
- andei permanentemente afogada em 2 bolas ultra-gigantes que suscitavam comentários e, juro, não eram lisonjeiros (Mamas. Assustadoras, mas clinicamente ainda eram mamas)
- HEMORRÓIDAS. Malta, a sério, não se brinca com coisas sérias, a srª das análises do Joaquim Chaves ficou tão perturbada que acabou por deixar escapar um "ai a menina depois vai ter mesmo que ser operada" depois de me tentar fazer uma colheita rectal com um micro-pauzinho e NÃO TER CONSEGUIDO (Nota de rodapé: Não fui operada. Voltou tudo ao sítio.Quase tudo).
O miúdo lá nasceu, gabado por toda a gente por saber mamar e chupar tão bem (aparentemente é uma aptidão que não é inata e requer alguma sensibilidade emocional)
E cresceu. Não desmesuradamente (mãe semi-anã, pai magricelas), mas bonito. Loiro, de olhos castanhos meio tortos como os meus, mas que lhe confere um olhar diferente, misterioso (espero).
Não é por ser meu filho, mas acho que é um génio e é muito mais inteligente que todos as outras crianças, nomeadamente os irmãos Pedro e Afonso que já têm 10 e 9 anos. Temos pena, mas é.
1 ano. 2 dentes, unhas dos pés, tomates, tudo a que um bebé e sua mãe têm direito.
E continuei a ser advogada, garantindo a comunidade traveca, ganhando romenos e conquistando cabo-verdianos, O meu próximo objectivo é malta de Leste, mas ainda não consegui.
Moral da história: Ter um filho é muito bom. E marido também, especialmente matrimónio católico, por isso se me estás a ler Pedro Carmo, MANCA-TE.
E era só isto, nada de especial.
(MANCA-TE)
quarta-feira, janeiro 29, 2014
A minha Barriga ( parte XXVII)
A semana passada, numa ida simpática ao bairro típico da Cova da Moura, encontro-me com o meu cliente.
Perfil técnico do mencionado cliente:
- cabo-verdiano de 2ª geração com personalidade francamente criminógena,
- desconhecimento absoluto das regras básicas de vivência em sociedade,
- 20 filhos dispersos, mas nenhuma pensão de alimentos, nem um brinquedo nem um par de sapatos entregue às crianças (argumento demolidor: as mães portam-se mal).
Basicamente, uma pessoa encantadora.
Devia-me dinheiro, mas como é usual entre a minha clientela, só se lembrou disso quando foi apanhado novamente pela polícia, acabou por ser solto mas novo processo-crime às costas.
A realidade é que ele estava verdadeiramente aflito. E eu também me dava jeito o dinheiro, daí a minha ida à Cova da Moura, uma vez que ele de tão borrado que estava não saiu durante 2 dias do perímetro da rua dele, escondido atrás de uns canaviais.
Cheguei ao pé dele às 8 da noite, cansada, olheirenta, um caco humano.
Berrei-lhe logo : O MEU DINHEIRO PÁ??!!! NEM PENSES QUE AMANHÃ VOU AO TEU JULGAMENTO! SÓ COM O CU APERTADO É QUE TE LEMBRAS DE MIM NÃO É? PAGA O QUE DEVES!! P-A-G-A!
Ele, numa pilha de nervos, no seu português acrioulado : DÔTORA NÃO MI ESTRESSA!!!!! JÁ ISTOU ESTRESSADO O SUFICIENTE, DOTÔRA NÃO MI ES..
E de repente parou. Arregalou as vistas e olhou para mim com olhos de ver.
"Dotôra" - disse com uma voz surpreendida
"MAS QUI BARRIGA É ESSA HEIN????! MEU DEUS!!
Num micro-segundo percebi que de tão irritada que estava não tinha contraído a barriga como faço eficazmente desde os meus 14 anos. Estava com uma pança de taberneiro inacreditável, mesmo com as collants redutoras, o que claramente o perturbou.
O MEU DINHEIRO PÁ!!! - continuei eu, perdendo o meu amor-próprio em prol do pagamento da prestação do carro.
Ele sem tirar os olhos da minha barriga sacou das notas, uma a uma, e entregou-mas, mecanicamente.
Naquele dia um mito caiu e deixei de ser a musa branca e boa dos cabo-verdianos da zona para ser uma pançuda avarenta igual a tantas outras velhas desdentadas da estrada da Damaia.
Mas não faz mal. Continuo com a minha comunidade das Travecas. Para essas serei sempre a Suprema Deusa, afinal basta não ter barba e maçã de adão. Travecas Power 4 ever ( e venham lá as comissões de assistentes sociais da comarca da Amadora fazerem comentários depreciativos sobre os meus textos).
Um grande OLÁ a todos, voltei ao activo! (sem ginástica, claro)
Perfil técnico do mencionado cliente:
- cabo-verdiano de 2ª geração com personalidade francamente criminógena,
- desconhecimento absoluto das regras básicas de vivência em sociedade,
- 20 filhos dispersos, mas nenhuma pensão de alimentos, nem um brinquedo nem um par de sapatos entregue às crianças (argumento demolidor: as mães portam-se mal).
Basicamente, uma pessoa encantadora.
Devia-me dinheiro, mas como é usual entre a minha clientela, só se lembrou disso quando foi apanhado novamente pela polícia, acabou por ser solto mas novo processo-crime às costas.
A realidade é que ele estava verdadeiramente aflito. E eu também me dava jeito o dinheiro, daí a minha ida à Cova da Moura, uma vez que ele de tão borrado que estava não saiu durante 2 dias do perímetro da rua dele, escondido atrás de uns canaviais.
Cheguei ao pé dele às 8 da noite, cansada, olheirenta, um caco humano.
Berrei-lhe logo : O MEU DINHEIRO PÁ??!!! NEM PENSES QUE AMANHÃ VOU AO TEU JULGAMENTO! SÓ COM O CU APERTADO É QUE TE LEMBRAS DE MIM NÃO É? PAGA O QUE DEVES!! P-A-G-A!
Ele, numa pilha de nervos, no seu português acrioulado : DÔTORA NÃO MI ESTRESSA!!!!! JÁ ISTOU ESTRESSADO O SUFICIENTE, DOTÔRA NÃO MI ES..
E de repente parou. Arregalou as vistas e olhou para mim com olhos de ver.
"Dotôra" - disse com uma voz surpreendida
"MAS QUI BARRIGA É ESSA HEIN????! MEU DEUS!!
Num micro-segundo percebi que de tão irritada que estava não tinha contraído a barriga como faço eficazmente desde os meus 14 anos. Estava com uma pança de taberneiro inacreditável, mesmo com as collants redutoras, o que claramente o perturbou.
O MEU DINHEIRO PÁ!!! - continuei eu, perdendo o meu amor-próprio em prol do pagamento da prestação do carro.
Ele sem tirar os olhos da minha barriga sacou das notas, uma a uma, e entregou-mas, mecanicamente.
Naquele dia um mito caiu e deixei de ser a musa branca e boa dos cabo-verdianos da zona para ser uma pançuda avarenta igual a tantas outras velhas desdentadas da estrada da Damaia.
Mas não faz mal. Continuo com a minha comunidade das Travecas. Para essas serei sempre a Suprema Deusa, afinal basta não ter barba e maçã de adão. Travecas Power 4 ever ( e venham lá as comissões de assistentes sociais da comarca da Amadora fazerem comentários depreciativos sobre os meus textos).
Um grande OLÁ a todos, voltei ao activo! (sem ginástica, claro)
sábado, outubro 26, 2013
Meu Filho e Bebégel = Nada a ver
Nota prévia: enquanto escrevo, o puto degladia-se consigo próprio aqui na cama e vejo pernas e braços e peúgas pelo ar, vou tentar abstrair-me mas juro que é uma tarefa quase hercúlea.
O que me traz aqui hoje foi o facto de eu, ao ser mãe, descobri que pura e simplesmente não consigo lidar com introdução de objectos em cavidades e orifícios. (Que não sejam meus, note-se).
Na realidade, ainda na maternidade, quando que me disseram para limpar as orelhas ao miúdo com um cotonete, eu ia simplesmente desmaiando. Voltaram a repetir-me a ordem, porque, pelo que eu percebi, só davam alta às mães minimamente preparadas para o ser.
Voltei a agarrar no cotonete, aproximei-me daquelas orelhinhas de ratinho e de repente senti o chão a fugir-me. Sentei-me numa cadeira e disse "Não consigo. Juro pela minha saúde que não consigo." A enfermeira olhou para mim aturdida mas vendo-me branca e com uma data de outras mães com quem se aborrecer, deixou-me em paz.
Noutra noite mandou-me pôr soro num cotonete e limpar o nariz da criança. Eu mal dava com a cara do miúdo quanto mais com as narinas! Lá as descobri, mas eram mais pequenas que duas cabeças de alfinete. O cotonete assemelhava-se a um tronco de uma sequóia. Vi tudo desfocado e sentei-me na borda da cama. Vieram-me as lágrimas aos olhos e pensei "Eu quero a minha mãe".
Já em casa, o verdadeiro horror aconteceu. O Francisco sem conseguir fazer o seu cocó e o Pedro a tentar ensinar-me a estimulá-lo com um tubinho de Bebégel. Desta vez eu não ia desmaindo. Eu ia mesmo morrendo.
Só de o ver a aproximar-se do rabo do miúdo com um tubo, fiquei com a tensão baixa. Quando o vi a introduzi-lo, deitei-me na cama e trouxeram-me um copo de água com açúcar.
O Pedro, nessa semana, obrigou-me a assistir. Ludibriei-o. Fingi estar super determinada a aprender e disse : "Avança". Depois entortei os olhos desfocando o cenário, enquanto ia lançando frases como "ah, realmente não é assim tão difícil" ou "isso alivia-o tanto, que bom", dando inclusive ligeiros gritinhos. Isto sem ver nada.
Até que chega o dia em que o Pedro me obriga a ser eu. E ele é, digamos, assertivo. Não tive escapatória. A tremer agarro no tubinho. Olho para aquele rabo minúsculo, aquele esfíncter inocente, clamando piedade.
Chorei. O Pedro só me dizia impaciente " Ouve, o teu filho tem cólicas, está a sofrer, precisa de ti"". E aí chorei como se não houvesse amanhã.
E quando o Pedro se ausentou uma semana inteira para Cabo Verde, o meu mundo desabou. Numa madrugada com o Francisco e o seu cocó entalado, tomo um Xanax de 0.5, agarro no famigerado tubinho cortado do Bebégel e aproximo-me.
O Francisco olha para mim. Eu olho para ele. Encaro a fralda, retiro-lha e eis que surge um Rabo Desamparado.
O Bebégel assemelha-se a um míssel, tenho a certeza que já vi torpedos menos ameaçadores.
Olho para o rabo e parece-me um anjo em forma de cu.
Chorei, ele chorava, até acho que o gato estava com um ar triste (a Nina dorme na minha cama).
Desta vez não chamei pela minha mãe. Agarrei numa mochila, no saco dele e fiz-me à ponte Vasco da Gama. (sim Pedro, é verdade! Guess what, não estavas aqui para me impedires!)
Posso ser a pior mãe do mundo, mas felizmente tenho a melhor.
O que me traz aqui hoje foi o facto de eu, ao ser mãe, descobri que pura e simplesmente não consigo lidar com introdução de objectos em cavidades e orifícios. (Que não sejam meus, note-se).
Na realidade, ainda na maternidade, quando que me disseram para limpar as orelhas ao miúdo com um cotonete, eu ia simplesmente desmaiando. Voltaram a repetir-me a ordem, porque, pelo que eu percebi, só davam alta às mães minimamente preparadas para o ser.
Voltei a agarrar no cotonete, aproximei-me daquelas orelhinhas de ratinho e de repente senti o chão a fugir-me. Sentei-me numa cadeira e disse "Não consigo. Juro pela minha saúde que não consigo." A enfermeira olhou para mim aturdida mas vendo-me branca e com uma data de outras mães com quem se aborrecer, deixou-me em paz.
Noutra noite mandou-me pôr soro num cotonete e limpar o nariz da criança. Eu mal dava com a cara do miúdo quanto mais com as narinas! Lá as descobri, mas eram mais pequenas que duas cabeças de alfinete. O cotonete assemelhava-se a um tronco de uma sequóia. Vi tudo desfocado e sentei-me na borda da cama. Vieram-me as lágrimas aos olhos e pensei "Eu quero a minha mãe".
Já em casa, o verdadeiro horror aconteceu. O Francisco sem conseguir fazer o seu cocó e o Pedro a tentar ensinar-me a estimulá-lo com um tubinho de Bebégel. Desta vez eu não ia desmaindo. Eu ia mesmo morrendo.
Só de o ver a aproximar-se do rabo do miúdo com um tubo, fiquei com a tensão baixa. Quando o vi a introduzi-lo, deitei-me na cama e trouxeram-me um copo de água com açúcar.
O Pedro, nessa semana, obrigou-me a assistir. Ludibriei-o. Fingi estar super determinada a aprender e disse : "Avança". Depois entortei os olhos desfocando o cenário, enquanto ia lançando frases como "ah, realmente não é assim tão difícil" ou "isso alivia-o tanto, que bom", dando inclusive ligeiros gritinhos. Isto sem ver nada.
Até que chega o dia em que o Pedro me obriga a ser eu. E ele é, digamos, assertivo. Não tive escapatória. A tremer agarro no tubinho. Olho para aquele rabo minúsculo, aquele esfíncter inocente, clamando piedade.
Chorei. O Pedro só me dizia impaciente " Ouve, o teu filho tem cólicas, está a sofrer, precisa de ti"". E aí chorei como se não houvesse amanhã.
E quando o Pedro se ausentou uma semana inteira para Cabo Verde, o meu mundo desabou. Numa madrugada com o Francisco e o seu cocó entalado, tomo um Xanax de 0.5, agarro no famigerado tubinho cortado do Bebégel e aproximo-me.
O Francisco olha para mim. Eu olho para ele. Encaro a fralda, retiro-lha e eis que surge um Rabo Desamparado.
O Bebégel assemelha-se a um míssel, tenho a certeza que já vi torpedos menos ameaçadores.
Olho para o rabo e parece-me um anjo em forma de cu.
Chorei, ele chorava, até acho que o gato estava com um ar triste (a Nina dorme na minha cama).
Desta vez não chamei pela minha mãe. Agarrei numa mochila, no saco dele e fiz-me à ponte Vasco da Gama. (sim Pedro, é verdade! Guess what, não estavas aqui para me impedires!)
Posso ser a pior mãe do mundo, mas felizmente tenho a melhor.
terça-feira, abril 30, 2013
Advogada Razoável, Péssima Testemunha
Caríssimos,a história que vos vou contar agora é deveras linda. Atentem:
O mês passado, uma tipa bem montada num BMW X3 bateu-me no carro por trás.
Concedo que, posto desta forma, pareça fácil perceber à primeira que foi ela quem teve a culpa. Mas a realidade é que eu sou uma gaja muito gaja, e quando levei com o carro na minha traseira entrei em histeria e esqueci todas as regras estradais e não consegui mesmo discorrer sobre quem seria a culpada e tive vergonha de lhe perguntar.
Ela, que era gaja ainda mais gaja do que eu, começou aos saltinhos a dizer "ai ainda bem que ninguém se aleijou, ai que bom, ai que bom", acrescentando "os nossos carros não têm nada, só umas raspadelas graças a Deus" e continuando a saltitar de volta para o carro dela, soprou-me um n.º de telemóvel e um nome dizendo-me para guardar o contacto para o caso de precisar de alguma coisa e pôs-se ao fresco no seu X3.
Quando caí em mim fiquei possessa. Olhei para a traseira do carro e até a matrícula estava comida. Buracos eram uns 5, o símbolo da BMW estava raspado e os sensores da marcha-atrás já não existiam. Liguei para o Pedro a chorar a dizer que me tinham batido no carro.
Ele perguntou-me se eu tinha chamado a polícia. - "Não".
Perguntou-me ainda se tinha preenchido a participação amigável. - "Não".
Respirando fundo, questionou-me sobre a matrícula do carro. - "Não sei, não vi. Mas ela deu-me tenho um n.º de telemóvel" - acrescentei. Silêncio sepulcral do outro lado da linha.
Enfim, depois de passar por estúpida e doente por não ter sensores de marcha atrás liguei-lhe. Curiosamente ela atendeu, mas o certo é que despachou-me sem parcimónia e disse que voltava a ligar. Não ligou.
Fiquei com os olhos raiados de sangue e comecei a preparar a minha vingança cruel. Fui ao google e ao facebook pesquisar pelo nome e localidade. Encontrei-a facilmente. A mesma cara de cu, as mesmas orelhas de ratazana e cabelo lambido.
Esfreguei as mãos (meu Deus, a urgência demoníaca que me assolou) e em 10 minutos já sabia tudo sobre ela, filhos, escolas, trabalho, amigos, concursos públicos a que concorreu, casas que tinha para arrendar, pesquisei os pais dela e ex-marido (um dono de uma escola de condução cujo n.º de telefone guardei).
"Vou lixá-la" - decidi. Afinal sabia tudo sobre ela e tinha mil e uma ideias...
Mas o certo é que passados uns 2 dias ela voltou a ligar e combinámos fazer a participação amigável, pelo que temporariamente coloquei de lado a minha sede de vingança, mas com o coração ainda a destilar muita raiva mal gerida.
Combinei com ela no dia seguinte, ainda expectante se ela apareceria ou não. Ela compareceu sorridente, com os papéis do seguro na mão.
NÃO ERA a rapariga do Facebook.
Hihihi
O mês passado, uma tipa bem montada num BMW X3 bateu-me no carro por trás.
Concedo que, posto desta forma, pareça fácil perceber à primeira que foi ela quem teve a culpa. Mas a realidade é que eu sou uma gaja muito gaja, e quando levei com o carro na minha traseira entrei em histeria e esqueci todas as regras estradais e não consegui mesmo discorrer sobre quem seria a culpada e tive vergonha de lhe perguntar.
Ela, que era gaja ainda mais gaja do que eu, começou aos saltinhos a dizer "ai ainda bem que ninguém se aleijou, ai que bom, ai que bom", acrescentando "os nossos carros não têm nada, só umas raspadelas graças a Deus" e continuando a saltitar de volta para o carro dela, soprou-me um n.º de telemóvel e um nome dizendo-me para guardar o contacto para o caso de precisar de alguma coisa e pôs-se ao fresco no seu X3.
Quando caí em mim fiquei possessa. Olhei para a traseira do carro e até a matrícula estava comida. Buracos eram uns 5, o símbolo da BMW estava raspado e os sensores da marcha-atrás já não existiam. Liguei para o Pedro a chorar a dizer que me tinham batido no carro.
Ele perguntou-me se eu tinha chamado a polícia. - "Não".
Perguntou-me ainda se tinha preenchido a participação amigável. - "Não".
Respirando fundo, questionou-me sobre a matrícula do carro. - "Não sei, não vi. Mas ela deu-me tenho um n.º de telemóvel" - acrescentei. Silêncio sepulcral do outro lado da linha.
Enfim, depois de passar por estúpida e doente por não ter sensores de marcha atrás liguei-lhe. Curiosamente ela atendeu, mas o certo é que despachou-me sem parcimónia e disse que voltava a ligar. Não ligou.
Fiquei com os olhos raiados de sangue e comecei a preparar a minha vingança cruel. Fui ao google e ao facebook pesquisar pelo nome e localidade. Encontrei-a facilmente. A mesma cara de cu, as mesmas orelhas de ratazana e cabelo lambido.
Esfreguei as mãos (meu Deus, a urgência demoníaca que me assolou) e em 10 minutos já sabia tudo sobre ela, filhos, escolas, trabalho, amigos, concursos públicos a que concorreu, casas que tinha para arrendar, pesquisei os pais dela e ex-marido (um dono de uma escola de condução cujo n.º de telefone guardei).
"Vou lixá-la" - decidi. Afinal sabia tudo sobre ela e tinha mil e uma ideias...
Mas o certo é que passados uns 2 dias ela voltou a ligar e combinámos fazer a participação amigável, pelo que temporariamente coloquei de lado a minha sede de vingança, mas com o coração ainda a destilar muita raiva mal gerida.
Combinei com ela no dia seguinte, ainda expectante se ela apareceria ou não. Ela compareceu sorridente, com os papéis do seguro na mão.
NÃO ERA a rapariga do Facebook.
Hihihi
segunda-feira, abril 08, 2013
Sou mãe mas podia ser uma palhaça do circo com seios gigantes
Caríssimos,
Já sou Mãe. De um vitelo com 4kgs, o que semi-justificou os meus 21 que
ganhei nestes 9 meses. (Nunca mais pus os pés na nutricionista, não quero que
ela se sinta má profissional perante este desastre ecológico).
Na semana prevista para o parto, a médica piscou-me o olho e
disse que estava na altura dos progenitores “namorarem” para ver se as contracções
do útero e as substâncias libertadas – prolactina e afins resolviam a coisa.
Ri-me. Primeiro numa suave risada, depois histericamente até
me desfazer num mar de lágrimas
hormonais.
Sexo? ÀS 40 SEMANAS, MAS ESTÁ TUDO DOIDO? Se eu tivesse um
pingo de equilíbrio e excitação naquela altura ia mas era passar as camisas a
ferro e fazer as camas de lavado, qual fazer sexo…Nem às 30 semanas quanto mais
às 40.
E acabei por deixar a natureza seguir o seu curso. Não fiz o
amor, não andei kms pelo calçadão (cientificamente impossível), nem dei
saltinhos em cima de uma bola de pilates (se me desequilibrasse e tombasse ou
para a direita ou para a esquerda era a minha morte, pura e simplesmente a
minha morte).
Não. Limitei-me a chorar copiosamente e a ir às urgências do Hospital dia sim dia não para me controlarem a
tensão.
E um dia ele resolveu sair. Rebentaram-me as águas, de um
verde acastanhado que fiz questão de guardar num copo de iogurte para que os
meus sogros vissem e cheirassem e me dissessem honestamente se eu ia morrer.
Morrer não ia – afiançaram-me, mas tive mesmo que me despachar para a
Maternidade porque o meu filho não queria esperar e já andava a borrar-se violentamente
cá dentro.
Por falar em águas rebentadas, santa inocência, pensava eu
que rebentavam de uma só vez. Tanta leitura especializada, tanto youtube,
tantas consultas de obstrectícia, tanta ignorância.
Passadas 16 horas ainda andava eu a chapinhar no meu próprio
líquido amniótico, deixando um rasto verde atrás de mim pelos corredores do
hospital fora, tentando tapar-me com a p.. da bata do hospital, que
praticamente só me cobria os bicos das mamas, até eu bater o pé e dizer que não
tinha aquele filho enquanto não me desse outra bata para tapar o rabo com
dignidade.
E por falar em dignidade, são 17h20 e é tempo de outra
mamada. Acredito que dar de mamar seja um acto de amor belo e contemplativo
para quase todas as mães. Mas a verdade é que no meu caso se por um lado vejo o meu filho a
alimentar-se, por outro vejo-o a debater-se e a lutar pela vida, tentando respirar debaixo de
um GIGANTESCO SEIO de 2 kgs..
Amamentar para mim? Sim, e chama-se FILME DE TERROR!
Até já...
quarta-feira, novembro 21, 2012
Eu sou assim
Dantes eu lia mundos e fundos. Comprava uma média de 4 livros por mês, relia outros 4 da minha colecção, pedia dezenas de livros emprestados e raramente os devolvia (quase ponto de honra fazê-lo, a sério). Conclusão: na altura, eventualmente por ler tanto, eu achava-me super esperta.
Depois fui viver com o Pedro, prodígio sobredotado, consagrado mundialmente. Ao início é genial namorarmos com alguém que consideramos verdadeiramente mais perspicaz e inteligente do que nós. Depois passa a ser simplesmente, e à laia de melhor adjectivo, embaraçoso. Eu sei que há que dar a volta a situação,dizer frontalmente "não percebo dois terços do que dizes, mas caramba, alguma vez viste uma mulher que se bamboleasse tão bem como eu, cinturinha de vespa e estas mamas de Samantha Fox?!"
Era o que eu deveria fazer. Mas desde que estou grávida e bamboleio-me como um alcóolatra, cintura é uma cena que não em assiste, e mamas bem...de chorar a rir,
e para melhorar o cenário deprimente, sempre que pego no nosso tablet, a porcaria do dedo indicador foge-me para o Facebook e o Fórum da Casa dos Segredos, ainda por cima fica tudo registado no ambiente de trabalho daquilo, mesmo que eu tente visitar o Expresso e sites de economia macro-económica, tenho sempre uma janela denunciadora com o título "Tatiana e Alexandra no duche" ou "Ruaaaaaaaa Petra sua Judas!!"".
Eu acho que ele já percebeu que não sou assim tão pispereta como lhe quis fazer crer ao início. Já percebeu claramente que Deus as mamas dá mas as mamas tira (ou deixa cair) e que nunca terá uma conversa decente comigo após o "Negócios da Semana" na Sic Notícias às quartas-feiras, porque eu simplesmente não entendo o que ele está a dizer.
Sobra-me o quê? Sobra a minha incrível capacidade de o fazer rir quando tento dar uma cambalhota no sofá, com direito a bracinhos no ar e tudo (acho que é a "chamada") e digo-vos aqui hoje e em exclusivo, esse momento é único na vida de alguém. Aliás, era, porque agora nem os bracinhos no ar consigo pôr, quanto mais lançar-me numa cambalhota, só se fosse para me matar.
Ah, e sobra-me este blogue. Obrigada a todos, hoje estou bem disposta (a Ana Zarolha ficou nomeada, ruaaaaaaa no domigo!!!!)
quarta-feira, novembro 14, 2012
Tenho as mamas gigantes.
Disse algures que não ia tornar este salsicha num baby blog. Não vou. Mas Deus é minha testemunha que isso me custa horrores. E porque uma grávida não se pode enervar, é melhor contar umas coisinhas desta minha jornada:
1.º -Lembram-se da srª taróloga me ter dito que eu estava grávida e que ia ter um menino? Pois no dia dos meus anos (2 meses depois), a confirmação que um Francisco Pila Linda vem a caminho.
A obstreta quis fazer um grande suspense e disse que ainda era cedo para confirmar o sexo mas que, se tivesse que arriscar seria .. e eu interropendo-a "sim, eu sei, é um menino, a taróloga já me disse isso em Junho". Lançou-me um olhar intranquilo e continou a sua eco.
2.º - O Francisco ao que consta tem 25 semanas mas ossos robustos de 29 :
"vai ser um bebé muito alto!" - exclamou a médica.
"O quê?" perguntei
"Então, claro, vocês também são alt..." e de repente sinto a médica a baixar os olhos para os nossos 1.59 e 1.70 respectivamente e a calar-se com a sua vozinha em fade out
3.º - Engordei 10 kgs. O Francisco tem 1 kg.
Todos os dias rezo a Deus para ter uma placenta gigante de 9, enquanto como um pacote de Lays
feitas em forno de lenha e rissóis de camarão.
4.º - Sabem como os bebés são feitos? Sabem que fazer isso depois de ter uma criança no ventre me parece um absoluto sacrilégio?! Sei que sou a única, pois das 10 amigas minhas que estão grávidas ao mesmo tempo que eu, todas elas violam os maridos dia sim dia não. Que mães pecaminosas que não respeitam a tranquilidade amniótica dos seus rebentos!!
5.º - Sabem o segredo do Cláudio da Secret Story 3 que é "Sobrevivi a um terramoto", referindo-se ao tremor de terra em Itália em Maio? Pois eu também estive em Itália e não só sobrevivi ao terramoto como ainda me deu para andar às cambalhotas num sofá-cama na sala e fazer um grande filho.Que mariquinhas bissexual!
Termino dizendo que desde miúda que adorava ouvir as anedotas do meu Tio Xico, algumas delas sobre hemorróidas. Não vos consigo transmitir exactamente o efeito que as palavras "hemorróidas" e "gravidez" produzem no meu ser. E se vos confidenciar que pesquisei estas 2 palavras no google e tive a infeliz ideia de carregar em "imagens", logo se abrindo diante de mim lindas fotografias.. enfim,
não foi inteligente da minha parte. Nada mesmo. Mas desde que eu e a minha prima Elsa (eu com 22, ela com 18) tentámos fazer puré de batata no passevite com batatas cruas, a nossa família já não faz grande fé no nosso discernimento.
1.º -Lembram-se da srª taróloga me ter dito que eu estava grávida e que ia ter um menino? Pois no dia dos meus anos (2 meses depois), a confirmação que um Francisco Pila Linda vem a caminho.
A obstreta quis fazer um grande suspense e disse que ainda era cedo para confirmar o sexo mas que, se tivesse que arriscar seria .. e eu interropendo-a "sim, eu sei, é um menino, a taróloga já me disse isso em Junho". Lançou-me um olhar intranquilo e continou a sua eco.
2.º - O Francisco ao que consta tem 25 semanas mas ossos robustos de 29 :
"vai ser um bebé muito alto!" - exclamou a médica.
"O quê?" perguntei
"Então, claro, vocês também são alt..." e de repente sinto a médica a baixar os olhos para os nossos 1.59 e 1.70 respectivamente e a calar-se com a sua vozinha em fade out
3.º - Engordei 10 kgs. O Francisco tem 1 kg.
Todos os dias rezo a Deus para ter uma placenta gigante de 9, enquanto como um pacote de Lays
feitas em forno de lenha e rissóis de camarão.
4.º - Sabem como os bebés são feitos? Sabem que fazer isso depois de ter uma criança no ventre me parece um absoluto sacrilégio?! Sei que sou a única, pois das 10 amigas minhas que estão grávidas ao mesmo tempo que eu, todas elas violam os maridos dia sim dia não. Que mães pecaminosas que não respeitam a tranquilidade amniótica dos seus rebentos!!
5.º - Sabem o segredo do Cláudio da Secret Story 3 que é "Sobrevivi a um terramoto", referindo-se ao tremor de terra em Itália em Maio? Pois eu também estive em Itália e não só sobrevivi ao terramoto como ainda me deu para andar às cambalhotas num sofá-cama na sala e fazer um grande filho.Que mariquinhas bissexual!
Termino dizendo que desde miúda que adorava ouvir as anedotas do meu Tio Xico, algumas delas sobre hemorróidas. Não vos consigo transmitir exactamente o efeito que as palavras "hemorróidas" e "gravidez" produzem no meu ser. E se vos confidenciar que pesquisei estas 2 palavras no google e tive a infeliz ideia de carregar em "imagens", logo se abrindo diante de mim lindas fotografias.. enfim,
não foi inteligente da minha parte. Nada mesmo. Mas desde que eu e a minha prima Elsa (eu com 22, ela com 18) tentámos fazer puré de batata no passevite com batatas cruas, a nossa família já não faz grande fé no nosso discernimento.
segunda-feira, agosto 20, 2012
VI(m) D(o)ENTE
Se acham que o facto da Salsicha estar grávida é curioso, esperem até saber como é que me foi dito.
Nunca lá tínhamos ido, mas desde que ela previra, com 6 meses de antecedência, coisas medonhas que estou absolutamente proibida de aqui reproduzir, eu e Tininha nem pensámos duas vezes.
Primeiro foi a Tininha. Depois de a senhora acertar com precisão cirúrgica na confusão épica que é a sua vida amorosa, questões de saúde e de trabalho que mais uma vez estou vedada de contar, ficámos as duas com muito respeitinho. A seguir fui eu.
Nem tive tempo para aquecer a cadeira. Ainda nem tinha puxado a saia para a frente quando ela sentenciou logo:
Nem tive tempo para aquecer a cadeira. Ainda nem tinha puxado a saia para a frente quando ela sentenciou logo:
- " Vai ter um bebé "; " e é se já não está grávida"; "hum..deixe cá ver, sim, já está grávida".
Fiquei parada, com as mãos no forro, língua semi-dependurada e ar de estúpida. A Tininha gritou.
"Vai ser um menino" - acrescentou a senhora, na que se revelou ser ba consulta de Tarot mais rápida de todos os tempos (e ainda assim relação qualidade/preço/emoção francamente bestial)
A pantomineira da Tininha voltou a gritar. Eu continuei com a boca aberta e uma vontade incrível de vomitar. Por falar nisso, vomitar é agora o meu segundo nome (yeahhh deixei de ser Susana Sofia)
PS - A Tininha ainda não recuperou do susto.
PS2 - (Acrescentado às 20h51): Ó MEU DEUS ISTO VAI SER UM BABY BLOG!!!
PS - A Tininha ainda não recuperou do susto.
PS2 - (Acrescentado às 20h51): Ó MEU DEUS ISTO VAI SER UM BABY BLOG!!!
quinta-feira, agosto 16, 2012
Salsicha Grávida: Salsichinha a caminho
E o inevitável aconteceu, engravidei e em Fevereiro nasce-me uma criança.
E não, eu não faço o amor (eu sou uma menina, dou-me ao respeito), a realidade é que numa noite de terramoto escala 6.1 de Richter em Maio, o sofá cama onde eu dormitava juntamente com o Pedro em Itália, sacudiu-se de tal maneira que acabei virada de pernas para o ar, estremunhada e de esperanças.
Perguntam-me qual foi a reacção do Pedro quando eu lhe disse. Não sei, não vi. Estávamos num parque de estacionamento do nosso centro de saúde, eu atirei-lhe com o teste positivo para cima do colo tipo granada-caseira e gritei "VAIS SER PAI" e fugi espavorida pelo parque fora, a dar aos braços envergonhada pelas minhas próprias palavras.
Por mero caso, uma hora antes, eu e o Pedro fomos ao nosso médico de família. Fui à consulta em último, e aproveitei para dizer ao sr. doutor que estava grávida mas que o Pedro ainda não sabia.
Médico (de semblante preocupado) : "Mas...a Susana sabe...tem consciência de que o Pedro vai para a Guiné??"
Silêncio.
Susana (titubeando) : " Mas...mas... ele volta?"
Médico (em declarado pânico) : "Eu acho... quer dizer, não sei, bem.. eu acho que sim!!"
Mistério desvendado: parece que o Pedro pediu na consulta as vacinas correspondentes para ir à Guiné-Equatorial, país ao qual eventualmente irá, mas em trabalho e durante apenas 2 semanas. Médico abelhudo e Susana grávida e parva de todo a perguntar se o pai da criança volta...
Ainda,
Susana (ainda a suar) : "Dr, eu tenho medo... AINDA SOU MUITO NOVA PARA SER MÃE...!!!"
Médico (procurando qualquer coisa na minha ficha clínica): "Mas afinal.., espere..., então mas afinal quantos anos a Susana tem?"
Susana (em voz sumida) : "Quase 32..."
Médico: (sem paciência): "Pois é, uma verdadeira Mãe Adolescente.".
É assim que me sinto.
Será que esta criança vai ler o meu blogue? Meu Deus, tanta asneira, tanta idiotice junta, que credibilidade a minha enquanto Mãe...Quão difícil será rectificar este blogue desde Julho de 2005?
E não, eu não faço o amor (eu sou uma menina, dou-me ao respeito), a realidade é que numa noite de terramoto escala 6.1 de Richter em Maio, o sofá cama onde eu dormitava juntamente com o Pedro em Itália, sacudiu-se de tal maneira que acabei virada de pernas para o ar, estremunhada e de esperanças.
Perguntam-me qual foi a reacção do Pedro quando eu lhe disse. Não sei, não vi. Estávamos num parque de estacionamento do nosso centro de saúde, eu atirei-lhe com o teste positivo para cima do colo tipo granada-caseira e gritei "VAIS SER PAI" e fugi espavorida pelo parque fora, a dar aos braços envergonhada pelas minhas próprias palavras.
Por mero caso, uma hora antes, eu e o Pedro fomos ao nosso médico de família. Fui à consulta em último, e aproveitei para dizer ao sr. doutor que estava grávida mas que o Pedro ainda não sabia.
Médico (de semblante preocupado) : "Mas...a Susana sabe...tem consciência de que o Pedro vai para a Guiné??"
Silêncio.
Susana (titubeando) : " Mas...mas... ele volta?"
Médico (em declarado pânico) : "Eu acho... quer dizer, não sei, bem.. eu acho que sim!!"
Mistério desvendado: parece que o Pedro pediu na consulta as vacinas correspondentes para ir à Guiné-Equatorial, país ao qual eventualmente irá, mas em trabalho e durante apenas 2 semanas. Médico abelhudo e Susana grávida e parva de todo a perguntar se o pai da criança volta...
Ainda,
Susana (ainda a suar) : "Dr, eu tenho medo... AINDA SOU MUITO NOVA PARA SER MÃE...!!!"
Médico (procurando qualquer coisa na minha ficha clínica): "Mas afinal.., espere..., então mas afinal quantos anos a Susana tem?"
Susana (em voz sumida) : "Quase 32..."
Médico: (sem paciência): "Pois é, uma verdadeira Mãe Adolescente.".
É assim que me sinto.
Será que esta criança vai ler o meu blogue? Meu Deus, tanta asneira, tanta idiotice junta, que credibilidade a minha enquanto Mãe...Quão difícil será rectificar este blogue desde Julho de 2005?
domingo, junho 17, 2012
A Minha Traveca
Infelizmente nem todos percebem o tipo de humor (palerma ou não) que se faz aqui. Sei que andam por aí umas almas que acham que não gosto de homossexuais e que gozo com transexuais.
Não é verdade. As histórias que aqui conto acontecem precisamente porque me DOU COM ELES e faço questão de estar presente na vida de quem gosto. Eu trato os transexuais com quem me dou por TRAVECAS, o meu namorado por Suga Pilas e os gays amigos por Abafadores de Palhinhas porque os tenho no coração. Os preconceitos são das pessoas que se levam tão a sério e, Meu Deus, como eu tenho medo dessa gente que se tem em tão grande conta. MANQUEM-SE.
Fui beber um cafezinho com a minha Traveca Preferida - (um dentinho só, dois metros, um toutiço, lembram-se?..uma espécie de Luisão ainda sem cirurgia de redesignação sexual), que entretanto já saiu da prisão e infelizmente recaiu no vício,
Cafezinho esse que culminou numa ida às compras no Pingo Doce que me deixou quase a zeros porque eu não sei dizer não a uma pessoa que sei que não come (aliás, por acaso até consegui verbalizar um rotundo NÃO, quando por entre pacotes de leite e cereais de chocolate, aquela aproveitadora me pediu um aparelho de TDT e ainda uma base da Maybelline de 18 euros para esconder aquela barba!).
Enfim, conversa puxa conversa - adianto-vos já que, à parte de ela não se mancar que é uma traveca muito feia, é no entanto, uma mulher muito, mas muito inteligente (O problema dela é mesmo a droga, e para a ter faz de tudo. De tudo mesmo, mas isso ficará para outro post).
No meio desse café, ela conta-me como foi presa pela 1ª vez. E eu fiquei chocada quando ela me fala em Roubo. Não era suposto a minha amiga Roubar mas sim Furtar, ou seja, sem violência. Contou-me ela e JURO, MAS JURO MESMO, TUDO VERDADE!:
Trav - " A Susana, sabe como é, quando ficamos com um cliente fixo que gosta de nós é como se saísse a lotaria né? Então eu comecei a ir com um senhor todo fino que até tinha um cargo importante, que andava numa cadeira de rodas, e e eu até pensava que era paraplégico mas depois logo na 2ª noite fomos para o motel, eu fui à casa de banho e deixei-o na cadeira de rodas, pensando que ele ia balançar as pernas e ficar deitado e quietinho em cima da cama,
Susana, qual não é o meu susto quando regressei e ele ESTAVA DE PÉ, com o tronco peludo e 2 cotos a esbracejar! ai amor, que grande susto que eu apanhei que até me ia dando um ataque!
Bem, quer dizer, o senhor lá tinha umas pernas de plástico, ao princípio deu-me um nojo mas passado uns tempos habituei-me e até nem desgostava dele, a verdade é que era um homem muito amável que se preocupava comigo. (eu ainda estava a limpar as lágrimas dos gestos que ela fez para demonstrar os cotos a barbatear)
O pior é que eu já dava na branca, e precisava mesmo de dinheiro, na altura tinha um namorado que me começou a dar ideias, para eu assaltar a casa do velho, e eu sempre a dizer que não, porque ele até pagava bem, e não valia a pena arranjar confusão, até que um dia ele me convenceu.
Bem, E o que eu fiz deu-me 5 anos de cana.
Choca-me... - disse eu
Uma das noites, ele levou-me para casa dele, estávamos na cama, na brincadeira, então ganhei coragem, amarrei-o à cama, e roubei-lhe tudo o que tinha. Ficou ainda lá umas horas atado.
Que horror! coitado do velho! - gritei
Bem, amarrá-lo à cama, bem, isso também não é assim tão grave! Ele gritava muito, mas eu sempre a pensar no dinheiro, na altura eram seis mil contos, eu estava pensar ir para a Suíça..., O pior foi que ... (e escondeu a cara por entre os guardanapos que tinha no soutien a fazer de mamas) o pior foi que eu deixei-o amarrado e ainda por cima... ROUBEI-LHE AS PERNAS E ESCONDI-AS!
MEU DEUS! - lancei horrorizada
Pois... quer dizer, com a confusão, eu queria esconder-lhe as perninhas para ele depois não fugir, mas até acabei por levar uma comigo, depois ele lá se libertou dos atacadores, arrastou-se para o telefone e chamou a Judiciária.
Fui apanhada no Conde Redondo. Nunca imaginei que ele tivesse coragem de fazer queixa, foi uma vergonha para ele! E na Boa-Hora, enfim, levei com os 5 anos por roubo". - concluiu ela, com o ar mais natural deste mundo (enfim, o mais natural que lhe é possível, se nos abstrairmos da imagem de um Luisão com um top de licra e micro-saia a roçar-lhe as bordas do rabo)
5 (cinco) anos de prisão. Para ela foi duro, para o senhor foi um escândalo, para mim deu-me uma história que eu nunca hei-de esquecer. O raio da traveca é tão esperta, só é pena é que com a droga lhe dê para o mal...
E TDT.. sinceramente, que mulher tão abusada!!!
Não é verdade. As histórias que aqui conto acontecem precisamente porque me DOU COM ELES e faço questão de estar presente na vida de quem gosto. Eu trato os transexuais com quem me dou por TRAVECAS, o meu namorado por Suga Pilas e os gays amigos por Abafadores de Palhinhas porque os tenho no coração. Os preconceitos são das pessoas que se levam tão a sério e, Meu Deus, como eu tenho medo dessa gente que se tem em tão grande conta. MANQUEM-SE.
Fui beber um cafezinho com a minha Traveca Preferida - (um dentinho só, dois metros, um toutiço, lembram-se?..uma espécie de Luisão ainda sem cirurgia de redesignação sexual), que entretanto já saiu da prisão e infelizmente recaiu no vício,
Cafezinho esse que culminou numa ida às compras no Pingo Doce que me deixou quase a zeros porque eu não sei dizer não a uma pessoa que sei que não come (aliás, por acaso até consegui verbalizar um rotundo NÃO, quando por entre pacotes de leite e cereais de chocolate, aquela aproveitadora me pediu um aparelho de TDT e ainda uma base da Maybelline de 18 euros para esconder aquela barba!).
Enfim, conversa puxa conversa - adianto-vos já que, à parte de ela não se mancar que é uma traveca muito feia, é no entanto, uma mulher muito, mas muito inteligente (O problema dela é mesmo a droga, e para a ter faz de tudo. De tudo mesmo, mas isso ficará para outro post).
No meio desse café, ela conta-me como foi presa pela 1ª vez. E eu fiquei chocada quando ela me fala em Roubo. Não era suposto a minha amiga Roubar mas sim Furtar, ou seja, sem violência. Contou-me ela e JURO, MAS JURO MESMO, TUDO VERDADE!:
Trav - " A Susana, sabe como é, quando ficamos com um cliente fixo que gosta de nós é como se saísse a lotaria né? Então eu comecei a ir com um senhor todo fino que até tinha um cargo importante, que andava numa cadeira de rodas, e e eu até pensava que era paraplégico mas depois logo na 2ª noite fomos para o motel, eu fui à casa de banho e deixei-o na cadeira de rodas, pensando que ele ia balançar as pernas e ficar deitado e quietinho em cima da cama,
Susana, qual não é o meu susto quando regressei e ele ESTAVA DE PÉ, com o tronco peludo e 2 cotos a esbracejar! ai amor, que grande susto que eu apanhei que até me ia dando um ataque!
Bem, quer dizer, o senhor lá tinha umas pernas de plástico, ao princípio deu-me um nojo mas passado uns tempos habituei-me e até nem desgostava dele, a verdade é que era um homem muito amável que se preocupava comigo. (eu ainda estava a limpar as lágrimas dos gestos que ela fez para demonstrar os cotos a barbatear)
O pior é que eu já dava na branca, e precisava mesmo de dinheiro, na altura tinha um namorado que me começou a dar ideias, para eu assaltar a casa do velho, e eu sempre a dizer que não, porque ele até pagava bem, e não valia a pena arranjar confusão, até que um dia ele me convenceu.
Bem, E o que eu fiz deu-me 5 anos de cana.
Choca-me... - disse eu
Uma das noites, ele levou-me para casa dele, estávamos na cama, na brincadeira, então ganhei coragem, amarrei-o à cama, e roubei-lhe tudo o que tinha. Ficou ainda lá umas horas atado.
Que horror! coitado do velho! - gritei
Bem, amarrá-lo à cama, bem, isso também não é assim tão grave! Ele gritava muito, mas eu sempre a pensar no dinheiro, na altura eram seis mil contos, eu estava pensar ir para a Suíça..., O pior foi que ... (e escondeu a cara por entre os guardanapos que tinha no soutien a fazer de mamas) o pior foi que eu deixei-o amarrado e ainda por cima... ROUBEI-LHE AS PERNAS E ESCONDI-AS!
MEU DEUS! - lancei horrorizada
Pois... quer dizer, com a confusão, eu queria esconder-lhe as perninhas para ele depois não fugir, mas até acabei por levar uma comigo, depois ele lá se libertou dos atacadores, arrastou-se para o telefone e chamou a Judiciária.
Fui apanhada no Conde Redondo. Nunca imaginei que ele tivesse coragem de fazer queixa, foi uma vergonha para ele! E na Boa-Hora, enfim, levei com os 5 anos por roubo". - concluiu ela, com o ar mais natural deste mundo (enfim, o mais natural que lhe é possível, se nos abstrairmos da imagem de um Luisão com um top de licra e micro-saia a roçar-lhe as bordas do rabo)
5 (cinco) anos de prisão. Para ela foi duro, para o senhor foi um escândalo, para mim deu-me uma história que eu nunca hei-de esquecer. O raio da traveca é tão esperta, só é pena é que com a droga lhe dê para o mal...
E TDT.. sinceramente, que mulher tão abusada!!!
sexta-feira, abril 20, 2012
Adoro-vos brazucas, não levem a mal.
O Pedro foi ao Brasil em trabalho.
O Pedro é lindo, inteligente, é a coisa mais sexy deste mundo, absolutamente adorável.
As brasileiras são sabidas.
Mandei-lhe e-mail: "Cuidado com as Jucineides nas praias de Fortaleza que ao que consta engravidam só de te cheirarem as cuecas".
Recebi a resposta: "Pormenor encantador do Ceará é a beleza exótica das pessoas. Elas e eles. Nunca vi um rácio tão desfavorável para uma população. Na certa, 99 em cada 100 pessoas têm semelhanças com os seus ascendentes, nomeadamente com os seus avós após falecerem."
(Teve ainda o cuidado de me dizer que "Aqui no centro fica a praia do Futuro, onde o célebre grupo de trolhas ficou do lado errado da parede de cimento. É medonho. Areia e água imundas.")
Falei com um cliente meu, preso, e que é de Fortaleza ( e para lá vai ser recambiado muito em breve). Perguntei-lhe acerca da beleza das meninas.
Derivaldo Afrânio (ansioso por falar, sou a única visita dele)- "Xiii... Beleza? As mulheres do sul sim... Mas as do Ceará?!Dotôra, se eu vou num calçadão, ou na fila de um banco, qualquer lugar...nossa o que não falta é MULHER FEIA!!!"
"E a dotôra é linda..." - acrescentou maroto, imbuído do espírito confiante de quem dá uma boa notícia a alguém e espera retribuição.
"Sim, eu sei" - respondi secamente, desviando o olhar da sua cara horripilenda de antílopes das estepes.
sábado, março 31, 2012
Ele já mudou de PIN
A semana passada estava com uma pessoa cujo nome não irei revelar mas que chamarei de "José".
Fomos almoçar a um restaurantezinho muito simpático, mas incrivelmente pequeno, com as mesas todas atravancadas umas em cima das outras.
Após uma lauta refeição, tivemos que pagar. Bem, ele teve, já que ma ofereceu. Como eu era a pessoa que estava mais próxima do balcão, levei o cartão de multibanco dele, decorei o código, e passando por cima de cabeças e mesas lá cheguei ao senhor da caixa.
Óbvio que no decorrer daqueles 10 segundos que mediaram a saída da minha cadeira até à chegada ao balcão, esqueci-me do código.
Não muito subtilmente, até porque o restaurante estava cheio, todos conversavam e havia o burburinho típico da hora das refeições arrisquei:
- Olha, como é que é .. aquilo?
"José" - "Susaninha, "ODISSEIA NO ESPAÇO"
Eu - "HEIN?"
"José" (num tom de voz mais elevado) - "ODISSEIA NO ESPAÇO!"
Eu (enfastiada) - "Opá, eu quero é saber "aquilo"!"
"José" (berrando lá do fundo da sala) - "ODISSEIA NO ESPAÇO!!!KUBRICK!!"
Desconhecido danado que aguardava lugar de pé à porta da entrada - "MINHA SENHORA: DOIS ZERO ZERO UM!"
Silêncio desconfortável na sala.
Vêem-me as lágrimas aos olhos e marco o PIN.
Saímos os dois o mais sorrateiramente possível (o que não foi fácil dado que o meu amigo sofre de olho preguiçoso, vulgo não vê a ponta de um corno, e quase todos os presentes no restaurante o tiveram que ajudar a agarrar na bengala e sair atrás de mim).
Mais uma vez silêncio, até ele se desatar a rir.
Abomino Cult Movies.
domingo, março 25, 2012
Vida Boa

Para provar que invento muito, mas não minto.
1 - A gata psicótica com compulsão sexual que se alambuza na urina das crianças n.º 1 e 2;
2 - A criança n.º 1 que faz chichi e não puxa o autoclismo e tem um fetiche por caudas;
3 - A criança n.º 2 sem dentes que grita "Anger" dos Downset (HOSTILITY TOWARDS THE OPPOSITION!!!!!!) aos meus ouvidos em TODAS as viagens de carro.
Aliás, escrevo neste momento no blogue para fugir ao barulho de Faith No More. Algo me diz que vou recomeçar os posts semanais de fones nos ouvidos e lágrimas nos olhos.
domingo, março 18, 2012
Nem sei que título pôr
Há coisa de ano e meio que sou oficialmente e, preparem-se, "madrasta"(Chocante, eu sei). As crianças, de 6 e 7 anos ( espertos que nem ratos, que choramingam para o pai lhes atar as sapatilhas mas entram no carro e cantam Alice in Chains em berros demoníacos) enfim, estes dois loiros de olhos verdes/azuis têm efectivamente duas características engraçadas.
A 1ª é que os adoráveis querubins jogam "Gears of War III" (nível hard) aniquilando monstros humanóides com lança-chamas e com moto-serras, utilizando comandos com controladores duplo-analógicos, salvando a Humanidade
A 2ª é que quando dá a Rosa Fogo na SIC o mundo inteiro pára.
Apesar de cá em casa as novelas não constarem das nossas opções televisivas, certo é que os miúdos seguem-nas com sofreguidão e fazem questão de reproduzir fielmente as cenas de amor (especialmente os da Alma Gémea, taradice pegada), dizendo com sotaque brasileiro "me dá um beijo amor", "isso é sexo forçado!", "vamos fazer sexo" e "quero fazer sexo Ivan", enquanto de olhos fechados e bocas abertas e línguas de fora, acariciam as próprias costas com os bracitos cruzados, vivenciando intensamente o momento.
Nós estamos acostumados ( efectivamente ainda só não me habituei ao facto de antes de irem tomar banho fazerem sempre questão de me mostrarem o rabo ficando com os tomatitos dependurados); mas claramente que o resto do mundo não.
Ontem fomos jantar fora com os tios dos miúdos, irmão do Pedro e respectiva mulher, senhora de grande sensibilidade. No final da refeição o mais velho pediu um Calipo. Foi o fim do mundo em cuecas.
Cenário: miúdo de 7 anos com as duas mãos a agarrarem carinhosamente o Calipo, com a língua a rodopiar e os cílios a piscar , ar lânguido e um " VAMOS FAZER SEXO AMOR!"perfeitamente audível no parque de estacionamento. Semblante pálido da tia e olhares incrédulos dos casais presentes.
Lá explicámos o mais rápido possível que para estas amorosas crianças, fazer sexo são beijos na boca, beijos estes que suscitam as curiosidades normais nestas idades (eu acho que não era assim, mas também só dava o Sassaricando e Sassá Mutema)apesar da tia, lívida, continuar com a mão no peito, ainda assombrada pelo fellatio homossexual que afinal só acorreu na cabeça dos adultos.
Pessoalmente, achei extremamente divertido. Vou tentar fazê-los comer em frente aos bisavós.
domingo, março 04, 2012
O teste.
Depois do último post que foi um hit e atingiu 506 comentários, sendo quinhentos e um a dizerem "amo-te", ou ainda na variante "amo-te meu amor" (desse egrégio leitor que se chama Anónimo), voltei.
O Pedro ofereceu-me há uns tempos uma gatinha persa de 4 meses. Eu sorri, contente, embora soubesse que isto seria uma avaliação informativa para aferir as minhas competências maternais (vulgo não deixar morrer o animal). Não obstante saber que as mesmas são praticamente nulas não me preocupei demasiado, afinal alimentar o animal e manter a caixa limpa de cocós parecia-me algo relativamente simples.
Não é :(
Comprei orgulhosa um saco de friskies para gatos, coisa fina de 4 euros. Ora no dia seguinte tinha a casa pejada de fezes diarreicas nos sítios mais incríveis que se possam imaginar. Erro n.º 1: Friskies sim. Gatos não. Gatinhos.
Depois de saudades loucas da minha Yupi (não morreu, está em Belas), afeiçoei-me a este bicho (Nina) exigindo-lhe beijos e obrigando-a a recebê-los, uns atrás dos outros, com os seus bigodes húmidos. Húmidos? Sim, depois de tantas trocas de manifestação de amor humano/gatídeo, apanhei-a DENTRO da sanita (atenção, não é a beber da sanita, é dentro dela mesmo) a deleitar-se muma absoluta luxúria com o chichi dos miúdos (descobri tardiamente que as crianças não puxam o autoclismo quando fazem chichi, apenas o n.º 2. Weird..) Erro n.º 2: Beijos sim. Na boca não.
A coisa até nem estava a correr mal, aparte do cocó desenfreado e dos bigodes de urina.
O pior foi quando um dia estava na sala a ver o America Next Top Model e oiço miar mesmo ao meu lado. Um miar esquisito, muiiiito esquisito. Olhei na direcção do gemido e à minha frente, a menos de um palmo desenrolou-se um verdadeiro filme de terror.
Uma gata.
Um cio.
Uma vagina escancarada de cor vermelha a verter secreções acastanhadas e um períneo brilhante e dengoso a 2 cm do meu nariz.
Não aguentei a pressão. Foi uma mistura de miúdo do Sozinho em Casa a pôr after sahave com Tom Sawyer a fugir rio abaixo... só sei que gritei e atravessei num tiro o corredor a tremer.
Curiosamente, o Pedro percebe bué de genitália feminina dos gato e lidou bem com o facto da nossa gatinha de 6 meses já ser afinal uma porca do hi5 de enorme receptividade sexual.
Não sei se passei no teste da competência parental ou não, mas que sofro tal como uma mãe que vê a sua filha (que ainda ontem brincava com O Meu Pequeno Pónei) a exibir dengosamente, de rabo alçado, uma vulva inchada e purpúrica... isso sofro.
Não sou de intrigas, mas ia jurar que a Yupi já nasceu velha e menopáusica. Pela minha saúde (refluxo urinário grau IV, desvio do septo nasal grotescos), nunca vi nem um dozeavo do que se passou naquele dia, naquele sofá. Moral da história: Adoro bebés. Pequeninos.
sexta-feira, outubro 28, 2011
Peso Pesado e a Filosofia Ocidental
Malta,
Urge dizer-vos que tenho visto o Peso Pesado (e também a Casa dos Segredos ocasionalmente, mas isso não é para contar a ninguém) (e ficará para outro post).
Tenho uma colega de faculdade nessa Herdade, a gorducha Marta (simpática mesmo), e ontem eu e o Pedro voltámos a espreitar o programa.
E chegámos a uma conclusão. Amo o Pedro e fomos feitos um para o outro.
Com efeito, após uma altercação lá na Herdade não sei bem com o quê, ouvimos o gordo Alfredo que pesa 200kg a gritar,
(sendo que um outro lhe disse em plena discussão "tens 200kg mas não me assustas" e eu e Pedro ao mesmo tempo "f...não te assustas mas devias! ")
E foi aí que tivemos, ao mesmo tempo, uma epifania. Ao ouvir o gordinho Alfredo, de 200kg, na mais completa indignação e fúria, olhámos um para o outro e dissemos ao mesmo tempo:
"Roto!".
Ao mesmo tempo! O amor é tão cúmplice...
Após a constatação que o Alfredo é gay ( e acho muito bem, a genitália masculina é amorosa), o Pedro, que é um filósofo conceptual e gosta de analisar tudo ao pormenor, após um período de breve reflexão afirmou:
"Se o Alfredo for passivo, garanto-te que é frustrado."
"Porquê?"
"Porque com 200kgs acredita que é preciso mais de meio metro de piça para lhe atravessar aquelas bordas do cu". "E olha que meio metro não é fácil de arranjar. E eu não posso lá ir porque não sou roto".
Reitero o meu amor por Pedro,
Esse grande homem que prioriza o seu olhar sobre a condição humana e a retrata magistralmente.
quinta-feira, setembro 08, 2011
Auto-avaliação: nota 5 (0/5)
Só uma pequena anotação da última conversa que tive com o meu irmão:
- Então minha grande besta , vais para esses países medonhos russos e bielo-russos, mesmo tendo visto o Hostel 1 e 2?
- E... que queres dizer com isso?
- Não tens receio de ir para esses motéis sinistros, em que dormes em quartos de 15 pessoas, a pagar €3,50 ? Uma espécie de ameaça velada que paira sobre ti durante a noite?
- E por que razão teria medo?
- ...Não tens medo de ir parar a uma camarata com seres tipo, hum... clinicamente perversos? Psicopatas, psicotrópicos e afins? Pessoas de quem deverias ter medo, muito medo!
O meu irmão sorriu e lançou-me um olhar sobranceiro.
- Susana. minha grande estúpida:
EU SOU A PESSOA ESQUISITA DE QUEM OS OUTROS 14 DEVEM TER MEDO.
Nunca fui calada com tanta propriedade. Nuno, os meus sinceros parabéns.
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