Quando fui morar para Belas e me apercebi que da minha casa à estação ainda ia uma certa distância tive um colapso físico.
Após dias de reanimação a sais minerais, recobrei e passei a deslocar-me para a dita no meu veículo automóvel.
1 ano depois fiquei a achar que o autocarro fazia lindamente a vez do carro, até porque já nem me preocuparia com questões despiciendas como estacionamento e gasolina e sempre andava um bocadinho até à paragem. Fiquei então íntima da Vimeca, orgulho da minha terra, salvação da minha vida.
1 ano depois cheguei à conclusão que caminhar durante meia-hora para a estação era mesmo o melhor remédio, fazia bem, sabia bem, respirava-se ar puro e enrijecia-se as coxas.
1 ano depois, tenho medo. Isto de nós cada vez mais tentarmos transpor os nossos limites pode roçar a insanidade. Quando der por mim vou para a Expo às arrecuas, em marcha acelerada e anilhas de 3 kg atascadas aos tornozelos.
Será que só sou eu que vejo laivos de pedofilia na relação do Manuel O Português e o Zezinho de "O meu Pé de Laranja Lima"? 9 (NOVE) anos depois do início deste blogue muita gente alvitrou sobre tudo menos isto. Portanto tenho concluir que sim, sou só eu.
sexta-feira, novembro 10, 2006
quinta-feira, novembro 09, 2006
Esqueçam
Está sanado o mistério.
São duas competições distintas.
De qualquer forma adorava que esse tuga se sagrasse campeão mundial e ficasse em 9.º lugar no concurso local da Pampilhosa da Serra.
São duas competições distintas.
De qualquer forma adorava que esse tuga se sagrasse campeão mundial e ficasse em 9.º lugar no concurso local da Pampilhosa da Serra.
quarta-feira, novembro 08, 2006
Quebra-cabeças
Vi no Metro um dia destes (também leio o Público!!)
que um português, Tiago não sei quê, tinha-se sagrado o mês passado campeão do mundo em bodyboard, e, este fim-de-semana, grangeou mais uma vez a admiração entre os seus pares ao vencer o campeonato
da Europa.
Por isso é que eu não gosto de desporto.
Pura e simplesmente transcende-me.
que um português, Tiago não sei quê, tinha-se sagrado o mês passado campeão do mundo em bodyboard, e, este fim-de-semana, grangeou mais uma vez a admiração entre os seus pares ao vencer o campeonato
da Europa.
Por isso é que eu não gosto de desporto.
Pura e simplesmente transcende-me.
domingo, novembro 05, 2006
Quem passaja os meus peúgos
Acho que ainda não vos disse que a minha mãe trocou o curso de Filosofia pelo de Direito.
Para mim, considerei um duplo alívio, já que os trabalhos universitários que tenho que fazer não só versam sobre assuntos os quais domino minimamente (ainda hoje preciso de psicoterpia por causa das cinco vias do conhecimento do S. Tomás de Aquino) como ainda me dá um certo gosto oferecer todos os meus apontamentos e livros já sublinhados, encarando no fundo a minha mãe como uma discípula obediente e estudiosa.
Isto até ter passado uma manhã de Domingo inteira a explicar-lhe o processo da fiscalização abstracta das leis constitucionais, assim como as leis avulsas viosigodas em contraposição com as sumérias.
Nem me fez o almoço.
Merda para o cultivo intelectual.
Para mim, considerei um duplo alívio, já que os trabalhos universitários que tenho que fazer não só versam sobre assuntos os quais domino minimamente (ainda hoje preciso de psicoterpia por causa das cinco vias do conhecimento do S. Tomás de Aquino) como ainda me dá um certo gosto oferecer todos os meus apontamentos e livros já sublinhados, encarando no fundo a minha mãe como uma discípula obediente e estudiosa.
Isto até ter passado uma manhã de Domingo inteira a explicar-lhe o processo da fiscalização abstracta das leis constitucionais, assim como as leis avulsas viosigodas em contraposição com as sumérias.
Nem me fez o almoço.
Merda para o cultivo intelectual.
O Progenitor parte VII
Desde 2ªf que tenho um pai altamente fragilizado em casa, com um braço ao peito e demasiado tempo livre para estar confinado às nossas quatro paredes. Durante a semana queixou-se sempre que ouvia um barulho no sotão, irregular e muito estranho.
- São ratos, pai, são ratos - disse eu, qual Rainha D. Isabel com rosas no regaço.
- que ratos, sua burra se o chão é de cimento!
Hoje, domingo, às 9 da manhã e após me ter deitado às 5h30, o meu pai bate à porta do meu quarto, anunciando com voz calma e firme:
- Susana, temos uma cobra no sotão. Levanta-te, vai à garagem e traz-me a enxada. Vai ter comigo lá acima. E afasta-se, deixando-me num estado comatoso de puro terror.
Para que percebam a dimensão da tragédia, adianto-vos que uma vez, na terra da minha avó, vi uma pele de cobra presa nos ciprestes, (o bicho devia tê-la mudado há relativamente pouco tempo porque ainda estava lustrosa e luzidia), e quando me apercebi bem do que era larguei a fugir e só me voltaram a pôr a vista em cima numa povoação vizinha às 8h da noite a cabecear autistamente à porta de um lagar.
Fui à garagem, sempre a olhar para todos os cantos de vassoura em riste e fui buscar a enxada. Subi ao sotão, atirei-a o mais perto possível dos pés do meu pai e fugi como se não houvesse amanhã. Barriquei-me com a minha mãe dentro da casa de banho e esperámos pacientemente pelo óbito do animal.
Passados nem 5 minutos entra o meu pai novamente em casa.
"Já está" - grita ele ao fundo, na cozinha, numa voz animada.
"Dó, olha que eu não quero ver isso!" - responde ela.
"Cortei-a à metade" - clarifica, e de rompante abre a porta da casa de banho, com uma coisa preta na mão espetando aquilo diante do nosso nariz.
Só não caí redonda no chão porque já não tinha grande espaço. A minha mãe manda o berro da vida dela e arremessa-se de cabeça para dentro da banheira.
O meu pai, às gargalhadas e só com um braço, exibe triunfante um imponente tubo preto de plástico das canalizações, que atira para dentro da banheira onde está a minha mãe
"Não vi o que era, só encontrei isto" - elucida ele risonho,
enquanto não se apercebe que cometeu um erro crasso. Caríssimos, nunca veiculem um tubo de plástico a uma mulher que aos 45 anos se vê escondida atrás da coluna do seu chuveiro. Só não lhe destroçou o outro braço porque senão não tem ninguém para lhe tirar o carro da garagem.
oficialmente, a minha casa é, a partir de hoje, a 5ª dimensão.
- São ratos, pai, são ratos - disse eu, qual Rainha D. Isabel com rosas no regaço.
- que ratos, sua burra se o chão é de cimento!
Hoje, domingo, às 9 da manhã e após me ter deitado às 5h30, o meu pai bate à porta do meu quarto, anunciando com voz calma e firme:
- Susana, temos uma cobra no sotão. Levanta-te, vai à garagem e traz-me a enxada. Vai ter comigo lá acima. E afasta-se, deixando-me num estado comatoso de puro terror.
Para que percebam a dimensão da tragédia, adianto-vos que uma vez, na terra da minha avó, vi uma pele de cobra presa nos ciprestes, (o bicho devia tê-la mudado há relativamente pouco tempo porque ainda estava lustrosa e luzidia), e quando me apercebi bem do que era larguei a fugir e só me voltaram a pôr a vista em cima numa povoação vizinha às 8h da noite a cabecear autistamente à porta de um lagar.
Fui à garagem, sempre a olhar para todos os cantos de vassoura em riste e fui buscar a enxada. Subi ao sotão, atirei-a o mais perto possível dos pés do meu pai e fugi como se não houvesse amanhã. Barriquei-me com a minha mãe dentro da casa de banho e esperámos pacientemente pelo óbito do animal.
Passados nem 5 minutos entra o meu pai novamente em casa.
"Já está" - grita ele ao fundo, na cozinha, numa voz animada.
"Dó, olha que eu não quero ver isso!" - responde ela.
"Cortei-a à metade" - clarifica, e de rompante abre a porta da casa de banho, com uma coisa preta na mão espetando aquilo diante do nosso nariz.
Só não caí redonda no chão porque já não tinha grande espaço. A minha mãe manda o berro da vida dela e arremessa-se de cabeça para dentro da banheira.
O meu pai, às gargalhadas e só com um braço, exibe triunfante um imponente tubo preto de plástico das canalizações, que atira para dentro da banheira onde está a minha mãe
"Não vi o que era, só encontrei isto" - elucida ele risonho,
enquanto não se apercebe que cometeu um erro crasso. Caríssimos, nunca veiculem um tubo de plástico a uma mulher que aos 45 anos se vê escondida atrás da coluna do seu chuveiro. Só não lhe destroçou o outro braço porque senão não tem ninguém para lhe tirar o carro da garagem.
oficialmente, a minha casa é, a partir de hoje, a 5ª dimensão.
segunda-feira, outubro 30, 2006
OE 2007
Eu sou, por natureza, gastadora compulsiva. Estranhamente sou também, e afianço que é verdade, uma sovina de primeira apanha, semítica até mais não, completamente agarrada ao dinheiro. O que origina, como se pode imaginar, um duelo de emoções que me deixam diariamente, na melhor das hipóteses, completamente extenuada como se tivesse apanhado uma daquelas sovas que só se tem uma vez na vida.
Para me organizar fiz um orçamento até Maio de 2006. Estabeleci as despesas fixas e impreteríveis, as despesas eventuais, um aforro completamente intocável, e um fundo de maneio razoável para alegrar a minha vida (que representará talvez 15% do meu salário).
Dia 20 de Outubro, dia de pagamento,
9h00: com a língua de fora e o coração apertado termino a feitura o meu orçamento que afixo na minha prateleira laboral e assino com grande pompa e circunstância perante o olhar enlevado e orgulho dos meus colegas.
17h20: olho para todos os lados, assobio para o tecto, mãos nos bolsos e andar descontraído, colo-me à prateleira e tento emendar umas coisinhas.
- COM QUE ENTÃO JÁ NO ORÇAMENTO RECTIFICATIVO NÃO É?!! - gritam em uníssono, enquanto riem burlescamente do meu flagra.
Com amigos assim... Percebem agora porque é que eu me viro para as coisas materiais?
Para me organizar fiz um orçamento até Maio de 2006. Estabeleci as despesas fixas e impreteríveis, as despesas eventuais, um aforro completamente intocável, e um fundo de maneio razoável para alegrar a minha vida (que representará talvez 15% do meu salário).
Dia 20 de Outubro, dia de pagamento,
9h00: com a língua de fora e o coração apertado termino a feitura o meu orçamento que afixo na minha prateleira laboral e assino com grande pompa e circunstância perante o olhar enlevado e orgulho dos meus colegas.
17h20: olho para todos os lados, assobio para o tecto, mãos nos bolsos e andar descontraído, colo-me à prateleira e tento emendar umas coisinhas.
- COM QUE ENTÃO JÁ NO ORÇAMENTO RECTIFICATIVO NÃO É?!! - gritam em uníssono, enquanto riem burlescamente do meu flagra.
Com amigos assim... Percebem agora porque é que eu me viro para as coisas materiais?
Com sorte era da Páscoa
Torre de Belém. 18h.
O rio vaza e avistam-se degraus imundos.
Mas não é tudo.
Uma ratazana gigante, completamente putrefacta e da qual até tive alguma pena, jaz de pernas para o ar com a língua de fora.
Eu observo-a com algum interesse mórbido, agrada-me aquela imobilidade final, o fechar de um ciclo. Estou como que suspensa, num misto de compreensão e assentimento.
De repente aparece nem sei bem de onde uma miudinha gorducha com uns tótós, tão afogueada que até se lhe acarminou as beiças e queda-se frente a frente com o animal.
Observa-o ainda com mais interesse do que eu e grita para trás:
- OH MÃE, OLHA, UM COELHINHO!! E aponta para o bicho recamboleando o tornozelo bojudo.
PORRA! UM COELHINHO?!
A ingenuidade das crianças tem, efectivamente, que ser delimitada nem que seja à chapadona. Se fosse minha filha era corrida dali ao pontapé até aprender a diferença entre um coelhinho e uma ratazana de esgoto.
Qualquer dia peço a um miúdo para me ir comprar um quilo de azeitonas e ele traz-me dois pares de peúgas de lã parda, com sorte ainda com um pé cheio de cascaria calosa lá dentro.
Adultos do meu país: não facilitem, ok?
O rio vaza e avistam-se degraus imundos.
Mas não é tudo.
Uma ratazana gigante, completamente putrefacta e da qual até tive alguma pena, jaz de pernas para o ar com a língua de fora.
Eu observo-a com algum interesse mórbido, agrada-me aquela imobilidade final, o fechar de um ciclo. Estou como que suspensa, num misto de compreensão e assentimento.
De repente aparece nem sei bem de onde uma miudinha gorducha com uns tótós, tão afogueada que até se lhe acarminou as beiças e queda-se frente a frente com o animal.
Observa-o ainda com mais interesse do que eu e grita para trás:
- OH MÃE, OLHA, UM COELHINHO!! E aponta para o bicho recamboleando o tornozelo bojudo.
PORRA! UM COELHINHO?!
A ingenuidade das crianças tem, efectivamente, que ser delimitada nem que seja à chapadona. Se fosse minha filha era corrida dali ao pontapé até aprender a diferença entre um coelhinho e uma ratazana de esgoto.
Qualquer dia peço a um miúdo para me ir comprar um quilo de azeitonas e ele traz-me dois pares de peúgas de lã parda, com sorte ainda com um pé cheio de cascaria calosa lá dentro.
Adultos do meu país: não facilitem, ok?
quinta-feira, outubro 26, 2006
Amor com amor se paga
última hora, veiculada pela "Nova Gente" (medo. terror. não se apoquentem, roubei no dentista)
"Liz Taylor está de casamento marcado aos 74 anos"
Não me choca o facto de estar noiva aos 74.
Não me choca que o faça pela 9ª vez.
Não me choca ter sido uma das mais bobozudas dos anos 20 e agora parecer uma grande bêbeda com lepra.
O que me choca verdadeiramente é ele ter tido o lampejo de amor sincero quando a Lyz foi acometida de uma necrose isquémica seguida de uma valente infecção cardíaca.
alguém disponível para lhe fazer um desenho?
"Liz Taylor está de casamento marcado aos 74 anos"
Não me choca o facto de estar noiva aos 74.
Não me choca que o faça pela 9ª vez.
Não me choca ter sido uma das mais bobozudas dos anos 20 e agora parecer uma grande bêbeda com lepra.
O que me choca verdadeiramente é ele ter tido o lampejo de amor sincero quando a Lyz foi acometida de uma necrose isquémica seguida de uma valente infecção cardíaca.
alguém disponível para lhe fazer um desenho?
quarta-feira, outubro 25, 2006
Subtileza desportiva
Notícia no Destak:
“78 detidos, de 20 estabelecimentos prisionais, remam hoje no V Torneio Nacional Prisional de Remo Indoor”.
Não, brincas. Já os estou a ver Guadiana fora, nadando com fatos de imersão hipotérmicos e Marrocos no horizonte.
“78 detidos, de 20 estabelecimentos prisionais, remam hoje no V Torneio Nacional Prisional de Remo Indoor”.
Não, brincas. Já os estou a ver Guadiana fora, nadando com fatos de imersão hipotérmicos e Marrocos no horizonte.
a ingratidão
Quem me conhece sabe que não sou propriamente bafejada por grandes dotes culinários. Ontem, por inspiração dos arcanjos, e quiçá mesmo divina, cozinhei um peito de peru gratinado e saiu tudo perfeito.
Avanço com um pacote de natas e, num toque final, rego embevecida aquela obra prima. Começo a arrumar a cozinha (informo que haviam panos da loiça dependuradas no candeeiro e luvas de forno esquecidas no congelador) mas de repente estaco, lendo horrorizada que o prazo de validade das natas já havia terminado há quase 1 ano
Em piloto automático e cega de raiva volto a cozinhar o jantar. Escusado será dizer que ficou uma real bosta pelo que o meu pai e o meu irmão, após risada geral de 5 minutos boicotam os pratos e vão comer torradas com manteiga.
Eu bem que jurei a pés juntos que a tachada anterior tinha ficado perfeita, mas infelizmente ninguém assistiu ao meu momento de glória. Assim, para além de autista culinária passei por mentirosa.
Grave, grave é que o meu pai já se lamuriou junto das minha mãe implorando para que ela abandone a faculdade no período nocturno.
É impressão minha ou é totalmente desleal fazer-se comparações com uma mãe no activo há já 25 anos?
Estou profundamente sentida. Homens ingratos..ainda por cima riem-se e não lavam nem um pratinho de biscoitos. Hoje vai tudo corrido a massa com atum.
Avanço com um pacote de natas e, num toque final, rego embevecida aquela obra prima. Começo a arrumar a cozinha (informo que haviam panos da loiça dependuradas no candeeiro e luvas de forno esquecidas no congelador) mas de repente estaco, lendo horrorizada que o prazo de validade das natas já havia terminado há quase 1 ano
Em piloto automático e cega de raiva volto a cozinhar o jantar. Escusado será dizer que ficou uma real bosta pelo que o meu pai e o meu irmão, após risada geral de 5 minutos boicotam os pratos e vão comer torradas com manteiga.
Eu bem que jurei a pés juntos que a tachada anterior tinha ficado perfeita, mas infelizmente ninguém assistiu ao meu momento de glória. Assim, para além de autista culinária passei por mentirosa.
Grave, grave é que o meu pai já se lamuriou junto das minha mãe implorando para que ela abandone a faculdade no período nocturno.
É impressão minha ou é totalmente desleal fazer-se comparações com uma mãe no activo há já 25 anos?
Estou profundamente sentida. Homens ingratos..ainda por cima riem-se e não lavam nem um pratinho de biscoitos. Hoje vai tudo corrido a massa com atum.
terça-feira, outubro 24, 2006
Psico
Escrevo só para anunciar que já existem não um, não dois, mas sim 3 stalkers (stockers, já vi que estão atentos) na minha vida. (vocês sabem bem quem são). (vocês, psicopatas, não os leitores)
Hoje o 3º, que me incomoda e me repugna particularmente, ganhou logo o dia às 9h. Vinha no comboio a salivar, fingindo ler um livro manhoso da colecção Bianca, lançando-me de soslaio olhares repletos de paixão (juro que é verdade! Nota-se! Transpira-se!). Chegados à estação do Oriente, saímos exactamente ao mesmo tempo. O facto de ele medir 1.45 mesmo com sapatos de sola compensada e de eu trazer umas botas cujo salto de 8 cm me elevava quase às linhas de alta tensão não o abonava propriamente, pelo que quando aquele arlequim ridículo se volta para mim, (fingindo que não me tinha visto), dá-me um encontrão e bate mesmo com a cara no meu umbigo e aí permanece enfiado uns largos segundos, como se não houvesse amanhã.
Questão que se coloca: porque é que eu não tenho admiradores normais? Porque é que são todos psicopatas, dementes mentais ou simplesmente estúpidos como este? Que baixeza de nível terei eu para que estas avantesmas saídas do Júlio se arroguem do direito de me dirigirem a palavra, ainda por cima desta maneira simplesmente deprimente? Não terão medo de mim? Não imponho respeito pelo meu porte altivo e segurança de movimentos? Quem é que eles pensam que são para erguerem aqueles olhitos raquíticos acima da altura dos meus tornozelos?
Próxima vez que se me dirigirem lanço-lhes um morteiro no meio dos olhos.
... Mas pior que um psicopata, só mesmo um psicopata zarolho a coxear atrás de mim.
Cheira-me a beco sem saída.
Hoje o 3º, que me incomoda e me repugna particularmente, ganhou logo o dia às 9h. Vinha no comboio a salivar, fingindo ler um livro manhoso da colecção Bianca, lançando-me de soslaio olhares repletos de paixão (juro que é verdade! Nota-se! Transpira-se!). Chegados à estação do Oriente, saímos exactamente ao mesmo tempo. O facto de ele medir 1.45 mesmo com sapatos de sola compensada e de eu trazer umas botas cujo salto de 8 cm me elevava quase às linhas de alta tensão não o abonava propriamente, pelo que quando aquele arlequim ridículo se volta para mim, (fingindo que não me tinha visto), dá-me um encontrão e bate mesmo com a cara no meu umbigo e aí permanece enfiado uns largos segundos, como se não houvesse amanhã.
Questão que se coloca: porque é que eu não tenho admiradores normais? Porque é que são todos psicopatas, dementes mentais ou simplesmente estúpidos como este? Que baixeza de nível terei eu para que estas avantesmas saídas do Júlio se arroguem do direito de me dirigirem a palavra, ainda por cima desta maneira simplesmente deprimente? Não terão medo de mim? Não imponho respeito pelo meu porte altivo e segurança de movimentos? Quem é que eles pensam que são para erguerem aqueles olhitos raquíticos acima da altura dos meus tornozelos?
Próxima vez que se me dirigirem lanço-lhes um morteiro no meio dos olhos.
... Mas pior que um psicopata, só mesmo um psicopata zarolho a coxear atrás de mim.
Cheira-me a beco sem saída.
Autch
Ontem lá fui ver os XL Femme, ou, como eu carinhosamente lhes chamo, Donna Maria.
Para variar, um estrondo e, para mim delicioso já que o B, completamente apaixonado pela vocalista, a tal Marisa Pinto ex-Onda Choquiana e que canta descalça, ofereceu-lhe, no fim do concerto, um cd comprado com o maior desvelo amoroso de que há memória. Ela, comovida, agradece docemente e confidencia baixinho: “Nem sei o que te diga. Elis Regina é a minha deusa. Vou ouvi-lo todo ainda hoje, o meu namorado também adora, vai ser um final de noite lindo. Obrigada..mesmo” e vai-se embora aos saltinhos, enquanto o meu amigo se dilacera cadeira abaixo, batendo contrito com uma mão no peito outra na testa “estúpido, estúpido” .
Escusado será dizer que eu e minha Joana nos desmanchámos ainda a miúda não tinha virado costas. Sinceramente, vi o sofrimento estampado no rosto de um adulto de 27 anos mas mesmo assim não consegui deixar de chorar a rir durante uns bons dois minutos, limpando os olhos às bordas da toalha com o diafragma já dorido.
Telefonei-lhe hoje, parece que vai meter baixa. Psiquiátrica, suponho. Ninguém apanha um abalo destes e se recompõe assim tão facilmente.
Para variar, um estrondo e, para mim delicioso já que o B, completamente apaixonado pela vocalista, a tal Marisa Pinto ex-Onda Choquiana e que canta descalça, ofereceu-lhe, no fim do concerto, um cd comprado com o maior desvelo amoroso de que há memória. Ela, comovida, agradece docemente e confidencia baixinho: “Nem sei o que te diga. Elis Regina é a minha deusa. Vou ouvi-lo todo ainda hoje, o meu namorado também adora, vai ser um final de noite lindo. Obrigada..mesmo” e vai-se embora aos saltinhos, enquanto o meu amigo se dilacera cadeira abaixo, batendo contrito com uma mão no peito outra na testa “estúpido, estúpido” .
Escusado será dizer que eu e minha Joana nos desmanchámos ainda a miúda não tinha virado costas. Sinceramente, vi o sofrimento estampado no rosto de um adulto de 27 anos mas mesmo assim não consegui deixar de chorar a rir durante uns bons dois minutos, limpando os olhos às bordas da toalha com o diafragma já dorido.
Telefonei-lhe hoje, parece que vai meter baixa. Psiquiátrica, suponho. Ninguém apanha um abalo destes e se recompõe assim tão facilmente.
segunda-feira, outubro 23, 2006
O Homem
Li num blogue que os gajos só servem para uma coisa: “para assoprar (sic) quando temos um cisco no olho”.
E já vão 8 vantagens:
1) fazer as apostas na bwin
2) ir buscar o garrafão de gasóleo quando ficamos apeadas na a8
3) arranjar as varetas do chapéu-de-chuva e os varões dos cortinados
4) estacionar de espinha
5) desfragmentar a memória e formatar a motherboard (especialmente úteis neste item, caramba perceber de computadores é mesmo tarefa hercúlea)
6) lavar as portadas e enxaguar o chão da garagem
7)fazer-nos passar de nível no Arkanoid.
É com um carinho imenso que releio esta minha lista.
Sabendo que as mulheres vivem sempre mais uns anos dos que os homens e sabendo que nunca hei-de passar do nível 3 (mas oriento-me bem com o Pacman) tomei hoje uma grande decisão:
vou preservar o respectivo dentro de um balde de formol.
E já vão 8 vantagens:
1) fazer as apostas na bwin
2) ir buscar o garrafão de gasóleo quando ficamos apeadas na a8
3) arranjar as varetas do chapéu-de-chuva e os varões dos cortinados
4) estacionar de espinha
5) desfragmentar a memória e formatar a motherboard (especialmente úteis neste item, caramba perceber de computadores é mesmo tarefa hercúlea)
6) lavar as portadas e enxaguar o chão da garagem
7)fazer-nos passar de nível no Arkanoid.
É com um carinho imenso que releio esta minha lista.
Sabendo que as mulheres vivem sempre mais uns anos dos que os homens e sabendo que nunca hei-de passar do nível 3 (mas oriento-me bem com o Pacman) tomei hoje uma grande decisão:
vou preservar o respectivo dentro de um balde de formol.
Ele é o rei yeah yeah
Vou fazer uma confissão à queima-roupa. Segurem-se.
Ia eu 6ª feira a ouvir fones, logo às 8h da manhã na estação de comboios. Repertório musical? ...Onda Choc, 1994. Antes de ser vaiada em praça pública impõe-se (quer dizer, não se impõe, mas não quero passar por totalmente estúpida) que explicite a seguinte situação:
Era a Marisa Pinto, vocalista dos Donna Maria que cantava uma dessas lindas cantigas (escrita por Ana Faria - mãe dos Queijinhos Frescos). Hoje vou ouvi-los. (Donna Maria, acho que os Queijinhos se azedaram em 1989). E vou falar com ela, que é uma querida (apesar de haver para aqui no meio deste blogue um post em que eu a descompus por se armar em fada e cantar descalça. Esqueçam isso. Eu, por incrível que pareça, também erro.)Por isso quis estar preparada para a surpreender hoje com os seus antigos êxitos e assim ter tema de conversa.
O problema só ocorreu quando os fones, nem sei bem como, sairam lá do buraquinho (isto não soa lá muito bem) e de repente o meu telemóvel começou a fazer ecoar por aquele Queluz fora uma canção aos altos berros em que a Marisa se esmifrava toda: “há muito tempo, que eu já sei, que só por ti, me apaixonei bla bla" que conta a história comovente de dois amigos que se amam perdidamente mas depois ele vai viver para outra cidade (pobres autores..) (e pobre de mim que os ouvia de olhos a brilhar e língua pendente de emoção)!
Ficou a estação em peso a olhar para mim.
Pessoas da minha idade observam-me com um desprezo inqualificável. Eu fiz o ar mais inteligente que a situação concedia e enfrentei-os um por um, em jeito de desafio. Forcei-os todos a baixarem o olhar e discretamente desliguei o telemóvel. Segui pela plataforma e fui esconder-me num nicho debaixo das escadas, enquanto batia com a cabeça no cimento e me apetecia atirar o dito da linha 3 abaixo.
Já pensei que amanhã tenho que levar as músicas mais intelectualmente alternativas que conheço. Que acham de Kasabian? Li não sei onde que davam grande estilo, e confesso que já os ouvi algures num sudoeste manhoso mas preferi ir para a barraquinha dos Kit Kat ver se lambia mais algum de graça e acabei por não lhes prestar grande atenção.
Repto: ajudem uma analfabeta musical e auxiliem-na a recuperar a dignidade perdida.
Não opinem à cara podre, queimada já eu ando por aquelas bandas.
Ia eu 6ª feira a ouvir fones, logo às 8h da manhã na estação de comboios. Repertório musical? ...Onda Choc, 1994. Antes de ser vaiada em praça pública impõe-se (quer dizer, não se impõe, mas não quero passar por totalmente estúpida) que explicite a seguinte situação:
Era a Marisa Pinto, vocalista dos Donna Maria que cantava uma dessas lindas cantigas (escrita por Ana Faria - mãe dos Queijinhos Frescos). Hoje vou ouvi-los. (Donna Maria, acho que os Queijinhos se azedaram em 1989). E vou falar com ela, que é uma querida (apesar de haver para aqui no meio deste blogue um post em que eu a descompus por se armar em fada e cantar descalça. Esqueçam isso. Eu, por incrível que pareça, também erro.)Por isso quis estar preparada para a surpreender hoje com os seus antigos êxitos e assim ter tema de conversa.
O problema só ocorreu quando os fones, nem sei bem como, sairam lá do buraquinho (isto não soa lá muito bem) e de repente o meu telemóvel começou a fazer ecoar por aquele Queluz fora uma canção aos altos berros em que a Marisa se esmifrava toda: “há muito tempo, que eu já sei, que só por ti, me apaixonei bla bla" que conta a história comovente de dois amigos que se amam perdidamente mas depois ele vai viver para outra cidade (pobres autores..) (e pobre de mim que os ouvia de olhos a brilhar e língua pendente de emoção)!
Ficou a estação em peso a olhar para mim.
Pessoas da minha idade observam-me com um desprezo inqualificável. Eu fiz o ar mais inteligente que a situação concedia e enfrentei-os um por um, em jeito de desafio. Forcei-os todos a baixarem o olhar e discretamente desliguei o telemóvel. Segui pela plataforma e fui esconder-me num nicho debaixo das escadas, enquanto batia com a cabeça no cimento e me apetecia atirar o dito da linha 3 abaixo.
Já pensei que amanhã tenho que levar as músicas mais intelectualmente alternativas que conheço. Que acham de Kasabian? Li não sei onde que davam grande estilo, e confesso que já os ouvi algures num sudoeste manhoso mas preferi ir para a barraquinha dos Kit Kat ver se lambia mais algum de graça e acabei por não lhes prestar grande atenção.
Repto: ajudem uma analfabeta musical e auxiliem-na a recuperar a dignidade perdida.
Não opinem à cara podre, queimada já eu ando por aquelas bandas.
sexta-feira, outubro 20, 2006
:(
Afinal, o que é pior?
- a espanhola de renda para pôr o papel higiénico
- o dálmata de loiça na entrada
- o quadro do menino triste a verter uma lágrima
- a fonte de mármore ranhoso do menino a fazer xixi, vulgo Manenken Pis
- a passadeira de plástico branco sobre uma passadeira de lã
- o boneco do arlequim sobre o naperon branco no sofá
- as bolas de naftalina nas arcas canforadas
- o bibelot do sapatinho de cristal a servir de porta-lápis
- os sete anões de gesso debaixo da nespereira
ou
- uma tia-avó com isto tudo e mais umas coisitas e que já me confirmou condescendentemente que me vai deixar o magnífico espólio por herança?
Vou estudar atentamente o regime jurídico da deserdação.
- a espanhola de renda para pôr o papel higiénico
- o dálmata de loiça na entrada
- o quadro do menino triste a verter uma lágrima
- a fonte de mármore ranhoso do menino a fazer xixi, vulgo Manenken Pis
- a passadeira de plástico branco sobre uma passadeira de lã
- o boneco do arlequim sobre o naperon branco no sofá
- as bolas de naftalina nas arcas canforadas
- o bibelot do sapatinho de cristal a servir de porta-lápis
- os sete anões de gesso debaixo da nespereira
ou
- uma tia-avó com isto tudo e mais umas coisitas e que já me confirmou condescendentemente que me vai deixar o magnífico espólio por herança?
Vou estudar atentamente o regime jurídico da deserdação.
quarta-feira, outubro 18, 2006
Gaja que é gaja remenda sempre a situação

Peço as minhas mais sinceras desculpas, mas tive mesmo que apagar a fotografia anexada ao último post. Na verdade, fui bastante ingénua ao pensar que as atenções se desviariam todas para as boobs e ninguém atentaria na minha mais literal cara de rabo. Engano. A primeira coisa que o meu irmão fez foi rebolar-se corredor fora rindo-se cruelmente da foto.
Como estou escaldada, resolvi meter outra, desta feita já com o monitor, e, não querendo ser mazinha, reparem no peúgo branco dele! ahah hilariante! e as calças? ahahah!! e o cabelo? ahahah ahah!! atentem no e meu à-vontade.. com os ténes descaindo para o solo como quem diz "ai ai estamos tão desprotegidos, vamos aterrar com cuidado porque queremos chegar inteiros?". Não se vê logo que eu destilo classe? Ninguém diria que estive quase sempre de olhos fechados rezando o responso a Santo António e fazendo aquelas promessas imediatas que depois nos arrependemos e nunca chegamos a cumprir.
Posso adiantar que estava tão aterrada que nem consegui largar as duas mãos dos cordéis para fazer um manguito ao pessoal que se ria cá em baixo.
Só se alegram com o mal dos outros.
Gaja que é gaja..
segunda-feira, outubro 16, 2006
Rewind
Que grande lamechice esta última postagem. Lembrem-me de nunca escrever nada ao som de Israel Kamakawiwo´ole, nomeadamente "somewhere over the rainbow"!
Não se preocupem. Aqui estou, manhosa como sempre: Gosto de que me façam rir, que tenham pulso em mim, da amizades desinteressadas, de calças da Pepe, livros do Camilo Castelo Branco e de bacalhau à lagareiro. Adoro os meus cães e gosto do anormal do meu irmão, apesar de ele ser uma assumida besta porque nunca me faz backups do disco do meu computador e acabo por perder sempre tudo por causa de vírus deveras ranhosos. - (obrigada Safriduo)
Não se preocupem. Aqui estou, manhosa como sempre: Gosto de que me façam rir, que tenham pulso em mim, da amizades desinteressadas, de calças da Pepe, livros do Camilo Castelo Branco e de bacalhau à lagareiro. Adoro os meus cães e gosto do anormal do meu irmão, apesar de ele ser uma assumida besta porque nunca me faz backups do disco do meu computador e acabo por perder sempre tudo por causa de vírus deveras ranhosos. - (obrigada Safriduo)
Constatação do ano
olá. vim só postar esta mensagem rafeira para dizer
que não há nada de mais lindo no mundo que assistir a uma trovoada medonha e gigantesca à meia-noite no cabo da Roca.
Acreditem, se quiserem.
ps. - a vida é maravilhosa.
que não há nada de mais lindo no mundo que assistir a uma trovoada medonha e gigantesca à meia-noite no cabo da Roca.
Acreditem, se quiserem.
ps. - a vida é maravilhosa.
domingo, outubro 15, 2006

Esta, é uma história triste.
O ano passado eu tentei abrir um frasco de verniz com os dentes. Sucede que eu consegui a invulgar proeza de desatarrachar e bifurcar praticamente um canino inteiro à pala dessa brincadeira.
Ontem precisava de pintar rapidamente os dedinhos dos pés e deparo-me com outro verniz hermeticamente fechado.Hesitei duas ou três vezes. Avancei.
Não dormi a noite inteira e fiquei com uma estalactite no lugar de um dente.
sábado, outubro 14, 2006
Vão fazer..se Deus quiser.
Palavra de honra (abstenham-se de comentários invejosos sff),
qualquer dia começo a cobrar visitas guiadas ao meu lar aos sábados de manhã.
Cenário: o meu pai incumbido de fazer o almoço, hoje bacalhau à brás, e a minha mãe vai ao supermercado. QuandO chega, a primeira coisa que faz é ir inspeccionar o tacho.
Ouve-se um grito.
- Onde é que está o chouriço?? - pergunta ela com os olhos sanguinários
- e lá bacalhau à brás leva chouriço?! - responde o meu pai
- pois claro que leva, eu ponho sempre!
- mas olha que história! nunca aqui se pôs chouriço no bacalhau!
- nunca se pôs? nunca se pôs mas pode-se pôr!
- e achas que vou estragar o meu bacalhau com chouriço?
- não há cá "teu" bacalhau? NO BACALHAU PÕE-SE O QUE SE QUISER OUVISTE?!
- AI É? AI PÕE-SE O QUE SE QUISER?!
Bem, foi esta última frase que me fez arrancar da cama. Conhecendo o meu pai como eu conheço, daqui só poderia sair um suave momento de distração.
Arrasto-me até à cozinha e vejo-o agarrar em 2 cachos de uvas gigantes, um frasco de compota e um patinho de loiça que costuma estar em cima da chaminé e despejar tudo dentro do tacho, agarrar numa colher de pau e calcar aquilo tudo.
Ainda ensonada, comi um pão com queijo e voltei para a cama.
Voltaram-se a falar neste momento que vos escrevo. Vão fazer bolos de gengibre.
qualquer dia começo a cobrar visitas guiadas ao meu lar aos sábados de manhã.
Cenário: o meu pai incumbido de fazer o almoço, hoje bacalhau à brás, e a minha mãe vai ao supermercado. QuandO chega, a primeira coisa que faz é ir inspeccionar o tacho.
Ouve-se um grito.
- Onde é que está o chouriço?? - pergunta ela com os olhos sanguinários
- e lá bacalhau à brás leva chouriço?! - responde o meu pai
- pois claro que leva, eu ponho sempre!
- mas olha que história! nunca aqui se pôs chouriço no bacalhau!
- nunca se pôs? nunca se pôs mas pode-se pôr!
- e achas que vou estragar o meu bacalhau com chouriço?
- não há cá "teu" bacalhau? NO BACALHAU PÕE-SE O QUE SE QUISER OUVISTE?!
- AI É? AI PÕE-SE O QUE SE QUISER?!
Bem, foi esta última frase que me fez arrancar da cama. Conhecendo o meu pai como eu conheço, daqui só poderia sair um suave momento de distração.
Arrasto-me até à cozinha e vejo-o agarrar em 2 cachos de uvas gigantes, um frasco de compota e um patinho de loiça que costuma estar em cima da chaminé e despejar tudo dentro do tacho, agarrar numa colher de pau e calcar aquilo tudo.
Ainda ensonada, comi um pão com queijo e voltei para a cama.
Voltaram-se a falar neste momento que vos escrevo. Vão fazer bolos de gengibre.
sexta-feira, outubro 13, 2006
O degredo II
Se há coisa que eu tenho um real pavor, é de assistentes de loja que me espiolham e, gentilmente, perguntam se podem ajudar. Não sei se já aqui revelei, mas tenho o hábito diário de me ir encharcar em perfume na Sephora e na Companhia dos Perfumes. Lá sou unicamente importunada pelos seguranças que, convenha-se, enquanto homens são bastante fáceis de ludibriar. Basta fazer um sorriso de esguelha e, com a mão direita, despejo um J´Adore decote abaixo.
Ma agora vem o trauma da minha vida: a DOUGLAS!! Na verdade, a Douglas deve ter despendido quantias avultadíssimas em estratégias de asfixia psicológica, pois é a única loja em que eu entro para me perfumar e saio não só sem uma pinguinha de perfume mas com um objecto inútil e comprado licitamente.
Exemplo na última ida ao mundo da Douglas (e que eu me esfarrape aqui se voltarei mais alguma vez!):
- vou eu colada às paredes, escondendo-me por entre pilares, deslizando no chão de azulejo e soerguendo ocasionalmente a cabeça por cima das prateleiras, tentando alcançar desesperadamente o Light Blue de Dolce&Gabanna. Quando me faltava unicamente meio palmo para agarrar o dito, eis que surge um desses seres atemorizadores chamados “lojistas” que me pergunta se quero alguma coisa.
Pois há muita coisa que eu sei fazer. Inclusive mentir. Mas há qualquer coisa de fisiológico que me transfigura frente às assistentes. Eu feita ursa desorientada começo a inventar problemas como sobrancelhas desfiadas e pestanas quebradiças.
Conclusão: entrei lá à macho latino e saí de pantufas, com a porcaria de um rímel da Givenchi que me custou 22 euros mais dois reafirmantes de coxas da Clarins que me custaram 65 euros!! Um belo total de 87 euros (17 CONTOS E QUATROCENTOS!!!)
MEU DEUS EU SÓ QUERIA UM BORRIFO DE D&G!
E a ratazana da lojista com a sua bela comissão.
Comissão de boas vindas hei-de eu dar-lhe quando a apanhar na estação do Oriente e lhe der uma surra de meia-noite.
Ma agora vem o trauma da minha vida: a DOUGLAS!! Na verdade, a Douglas deve ter despendido quantias avultadíssimas em estratégias de asfixia psicológica, pois é a única loja em que eu entro para me perfumar e saio não só sem uma pinguinha de perfume mas com um objecto inútil e comprado licitamente.
Exemplo na última ida ao mundo da Douglas (e que eu me esfarrape aqui se voltarei mais alguma vez!):
- vou eu colada às paredes, escondendo-me por entre pilares, deslizando no chão de azulejo e soerguendo ocasionalmente a cabeça por cima das prateleiras, tentando alcançar desesperadamente o Light Blue de Dolce&Gabanna. Quando me faltava unicamente meio palmo para agarrar o dito, eis que surge um desses seres atemorizadores chamados “lojistas” que me pergunta se quero alguma coisa.
Pois há muita coisa que eu sei fazer. Inclusive mentir. Mas há qualquer coisa de fisiológico que me transfigura frente às assistentes. Eu feita ursa desorientada começo a inventar problemas como sobrancelhas desfiadas e pestanas quebradiças.
Conclusão: entrei lá à macho latino e saí de pantufas, com a porcaria de um rímel da Givenchi que me custou 22 euros mais dois reafirmantes de coxas da Clarins que me custaram 65 euros!! Um belo total de 87 euros (17 CONTOS E QUATROCENTOS!!!)
MEU DEUS EU SÓ QUERIA UM BORRIFO DE D&G!
E a ratazana da lojista com a sua bela comissão.
Comissão de boas vindas hei-de eu dar-lhe quando a apanhar na estação do Oriente e lhe der uma surra de meia-noite.
quinta-feira, outubro 12, 2006
Paulo Coelho ou a arte de enlouquecer
Quando não tenho nada que fazer, estou deveras entediada e começo a roçar a insanidade, pesquiso coisas no Google (FSDTC - fonte suprema de todo o conhecimento). Nomeadamente coisas que odeio.
Última pesquisa efectuada “ rio piedra + paulo coelho”
Resposta: vários links (links? Sites? Páginas? Sítios, whatever, pessoas medonhas que GOSTAM de Paulo Coelho) que apresentavam títulos com as seguintes discrepâncias:
Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei
Sentei-me às Margens do Rio Piedra e Chorei
Sentei - me ao bordo do rio Piedra e chorei
Na beira do Rio Piedra sentei e chorei
Às margens do Rio Piedra eu sentei e chorei
Eu sei que isto em nada contribui para a vossa felicidade. Nem tão pouco para a minha, mas o que retiro daqui é que as próprias pessoas que o leram (e, pasme-se, gostaram), acabaram por, de uma maneira ou e outra, soçobrar ao evidente e literalmente ensandeceram.
(Da única vez em que eu peguei nesse livro, sentei-me na borda da toalha, bati com a cabeça nas rochas e, violentamente, solucei).
Próxima pesquisa: " Luciana Abreu ".
Última pesquisa efectuada “ rio piedra + paulo coelho”
Resposta: vários links (links? Sites? Páginas? Sítios, whatever, pessoas medonhas que GOSTAM de Paulo Coelho) que apresentavam títulos com as seguintes discrepâncias:
Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei
Sentei-me às Margens do Rio Piedra e Chorei
Sentei - me ao bordo do rio Piedra e chorei
Na beira do Rio Piedra sentei e chorei
Às margens do Rio Piedra eu sentei e chorei
Eu sei que isto em nada contribui para a vossa felicidade. Nem tão pouco para a minha, mas o que retiro daqui é que as próprias pessoas que o leram (e, pasme-se, gostaram), acabaram por, de uma maneira ou e outra, soçobrar ao evidente e literalmente ensandeceram.
(Da única vez em que eu peguei nesse livro, sentei-me na borda da toalha, bati com a cabeça nas rochas e, violentamente, solucei).
Próxima pesquisa: " Luciana Abreu ".
quarta-feira, outubro 11, 2006
Un Regalo
Toda a gente gosta de dar e receber miminhos. Umas mais que outras. Não escondo que por vezes uma boa lamparina bem aplicada me aquece o coração (dar e receber, consoante a situação)mas isso não implica que eu seja uma pessoa de maus sentimentos.
Longe disso. Por isso, e com toda o meu sobejamente conhecido altruísmo , ofereço-vos um miminho que li num blogue de uma querida leitora, acerca desta salsicha mal enchida(lolada, ok ok, salsichona robusta)que hoje aqui vos escreve:
"É que as depressões não se tratam só com fármacos tricíclicos ou heterocíclicos, inibidores das MAO ou da recaptação da Serotonina... Terapêutica não sujeita a receita médica em Salsicha não te desgraces
Muito à frente"
fonte: http://aliensyndrome.blogspot.com/2006/02/que-as-depresses-no-se-tratam-s-com.html
ó Ana, por quem sois, é bondade sua..( salsicha enrubesce com os olhos fitos no chão)
P.S.- Curem-se vocês todos que eu já não tenho solução. Nem qualquer pingo de modéstia.
Longe disso. Por isso, e com toda o meu sobejamente conhecido altruísmo , ofereço-vos um miminho que li num blogue de uma querida leitora, acerca desta salsicha mal enchida(lolada, ok ok, salsichona robusta)que hoje aqui vos escreve:
"É que as depressões não se tratam só com fármacos tricíclicos ou heterocíclicos, inibidores das MAO ou da recaptação da Serotonina... Terapêutica não sujeita a receita médica em Salsicha não te desgraces
Muito à frente"
fonte: http://aliensyndrome.blogspot.com/2006/02/que-as-depresses-no-se-tratam-s-com.html
ó Ana, por quem sois, é bondade sua..( salsicha enrubesce com os olhos fitos no chão)
P.S.- Curem-se vocês todos que eu já não tenho solução. Nem qualquer pingo de modéstia.
terça-feira, outubro 10, 2006
The Office
Tenho que confessar que esta semana propiciou momentos laborais gloriosos. Nomeadamente um que ocorreu hoje.
Um ligeiro bater à porta e irrompe bruscamente. Era a chefe na sala.
(Queria-nos quiçá apanhar em flagrante - Terá ela alcançado os seus intentos? - É com grande pesar que vos anuncio que sim.)
Quatro estavam em amena cavaqueira. Será assim tão vergonhoso? Sim, se três estiverem de pé a brincarem às cabeleireiras, e a fazerem tranças à menina-de-primeira-comunhão ao quarto elemento (eu). Com elásticos de prender dossiês. E garrafas de água a fingirem de amaciador e agrafadores a fazerem de máscara da Kerastase.
Tentando disfarçar, começamos todas a mexer e a remexer em papéis. Infelizmente os primeiros que me vieram parar às mãos (e que prontamente passei à minha colega) foram-me dados na estação de comboios e tinham escrito em letras garrafais “FRP – PROPOSTA REINVINDICATIVA 2007”. No mínimo, suspeito.
Outra dormia no sofá. Os vincos deste cravados na face direita não deixavam margem para dúvidas. Estava alapada há, pelo menos, 45 minutos. Ressonando, inclusive. (Esta nem tentou disfarçar.)
O último elemento safou-se melhor. Como estava a dormir em frente ao écran de costas para a porta passou por jurista expedito e dedicado. Felizmente, a chefe não reparou que ele, ansiando por mais espaço para colocar os seus cotovelos cansados, tinha colocado o teclado do computador..
EM CIMA DO MONITOR!!
A chefe olhou para todos, um a um. Ditou mais umas tarefas, atirou-me um ”que bonitas tranças" e saiu.
Agora não me venham reclamar que o dinheiro dos impostos, o meu salário blá blá e mais não sei o quê.
Quando trabalho, trabalho bem. E ninguém me paga estes sustos de levar o caixão à cova.
Ora pensem lá afinal se o vosso chefe não bate à porta?! Uma palavra: criminoso.
Um ligeiro bater à porta e irrompe bruscamente. Era a chefe na sala.
(Queria-nos quiçá apanhar em flagrante - Terá ela alcançado os seus intentos? - É com grande pesar que vos anuncio que sim.)
Quatro estavam em amena cavaqueira. Será assim tão vergonhoso? Sim, se três estiverem de pé a brincarem às cabeleireiras, e a fazerem tranças à menina-de-primeira-comunhão ao quarto elemento (eu). Com elásticos de prender dossiês. E garrafas de água a fingirem de amaciador e agrafadores a fazerem de máscara da Kerastase.
Tentando disfarçar, começamos todas a mexer e a remexer em papéis. Infelizmente os primeiros que me vieram parar às mãos (e que prontamente passei à minha colega) foram-me dados na estação de comboios e tinham escrito em letras garrafais “FRP – PROPOSTA REINVINDICATIVA 2007”. No mínimo, suspeito.
Outra dormia no sofá. Os vincos deste cravados na face direita não deixavam margem para dúvidas. Estava alapada há, pelo menos, 45 minutos. Ressonando, inclusive. (Esta nem tentou disfarçar.)
O último elemento safou-se melhor. Como estava a dormir em frente ao écran de costas para a porta passou por jurista expedito e dedicado. Felizmente, a chefe não reparou que ele, ansiando por mais espaço para colocar os seus cotovelos cansados, tinha colocado o teclado do computador..
EM CIMA DO MONITOR!!
A chefe olhou para todos, um a um. Ditou mais umas tarefas, atirou-me um ”que bonitas tranças" e saiu.
Agora não me venham reclamar que o dinheiro dos impostos, o meu salário blá blá e mais não sei o quê.
Quando trabalho, trabalho bem. E ninguém me paga estes sustos de levar o caixão à cova.
Ora pensem lá afinal se o vosso chefe não bate à porta?! Uma palavra: criminoso.
sexta-feira, outubro 06, 2006
As probabilidades
Ontem estive a falar com um rapaz que este verão visitou a China, país de onde o seu mestre de kung fu é originário.
Esteve lá 15 dias, fartou-se de palmilhar planaltos e montanhas, esfregou-se em planícies fluviais, saltitou por entre serras e cordilheiras, apanhou com tempestades de poeira,observou com interesse as formções paleozóicas, foi a templos confucionistas, budistas e taoístas, submeteu-se à medicina tradicional e cruzou-se com milhares de chinesitos uns mais amigáveis que outros.
regressou são e salvo. Após 12 horas de viagem aterrou e sentiu-se feliz, em casa.
Sentimento esse que se fortaleceu daí a 15 minutos, já que teve a pregrina ideia de apanhar um táxi e quando chegou às escadas reparou que o taxista lhe havia dado duas moedas de 100$00 em vez de quatro moedas de €2.
Podia ter sido esquartejado, comido vivo, violado em restaurantes, atropelado naquele caos estradal ou simplesmente desaparecido na longínqua e vasta China.
Mas não, foi roubado à porta de casa em Sacavém.
Para quem anda no Kung Fu não dá propriamente uma heróica história para contar aos netos.
Esteve lá 15 dias, fartou-se de palmilhar planaltos e montanhas, esfregou-se em planícies fluviais, saltitou por entre serras e cordilheiras, apanhou com tempestades de poeira,observou com interesse as formções paleozóicas, foi a templos confucionistas, budistas e taoístas, submeteu-se à medicina tradicional e cruzou-se com milhares de chinesitos uns mais amigáveis que outros.
regressou são e salvo. Após 12 horas de viagem aterrou e sentiu-se feliz, em casa.
Sentimento esse que se fortaleceu daí a 15 minutos, já que teve a pregrina ideia de apanhar um táxi e quando chegou às escadas reparou que o taxista lhe havia dado duas moedas de 100$00 em vez de quatro moedas de €2.
Podia ter sido esquartejado, comido vivo, violado em restaurantes, atropelado naquele caos estradal ou simplesmente desaparecido na longínqua e vasta China.
Mas não, foi roubado à porta de casa em Sacavém.
Para quem anda no Kung Fu não dá propriamente uma heróica história para contar aos netos.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Telefone vs Jaguar
Hoje de manhã, a minha mãe ao telefone contando à irmã que tem um telemóvel novo:
mãe - ah sabes, comprei um telemóvel muito bom! Qual? não sei, ó DÓÓÓ (é o meu pai) que telemóvel é que eu tenho?
pai - é um nokia
e a minha mãe ia repetindo: é um nokia
pai, acrescentando: um N90
depois, já meio lançado que isto nos feriados manhã não há grande coisa com que nos divertirmos:
- turbo diesel
- binário elevado
- compressor volumétrico
- função overboost
e a ingénua da minha mãe ia papagueando as virtudes do super-nokia até que achou estranho esta última função. virou-se para trás e lá estávamos nós a rir-nos despudoradamente dela, mas com olhares compadecidos,
direi mesmo enternecidos, para com esta mulher de M grande, tão esperta para umas coisas tão burrita para outras.
Desconfio que hoje alguém dormirá na sala. e esclareço que não sou eu.
mãe - ah sabes, comprei um telemóvel muito bom! Qual? não sei, ó DÓÓÓ (é o meu pai) que telemóvel é que eu tenho?
pai - é um nokia
e a minha mãe ia repetindo: é um nokia
pai, acrescentando: um N90
depois, já meio lançado que isto nos feriados manhã não há grande coisa com que nos divertirmos:
- turbo diesel
- binário elevado
- compressor volumétrico
- função overboost
e a ingénua da minha mãe ia papagueando as virtudes do super-nokia até que achou estranho esta última função. virou-se para trás e lá estávamos nós a rir-nos despudoradamente dela, mas com olhares compadecidos,
direi mesmo enternecidos, para com esta mulher de M grande, tão esperta para umas coisas tão burrita para outras.
Desconfio que hoje alguém dormirá na sala. e esclareço que não sou eu.
quarta-feira, outubro 04, 2006
1ª lição sexual
Não sei porquê, mas hoje lembrei-me de uma noite à muitos, muitos anos atrás.
Eu estava a ver o Fugitivo, era uma terça por volta das 21h. De repente aparece o meu irmão na sala aos saltos todo nu, com uns três anos, correndo esbaforido como quem foge pela vida. O motivo? Só poderia ser um, estava certamente a esquivar-se às mãozinhas higiéncias da minha mãe para não ter que ir tomar banho.
Sempre aos saltinhos,lá se escondeu atrás do sofá, atirou-se para cima da mesa de jantar, lançou -se sobre os cortinados até aterrar mesmo de cu em cima da minha cara.
E foi então que eu reparei: ele, rapaz e futuro homem, parecia-me que só tinha um testículo, ou como a minha mãe carinhosamente chamava "um tomatinho" (recorde-se que a criança ainda andava com o bacio atrás, não eram propriamente aquelas bolas tailandesas enormes anti-stress).
Em pânico, grito: MÃEEE, O NUNO SÓ TEM UM TOMATINHO!!
Ela, intrigada, não fosse o destino pregar-lhe alguma e ainda não ter reparado que tinha um filho mono-tomático,
abeirou-se da criança, afastou-lhe o pénes, que carinhosamente chamava "a piroquita", e suspirando aliviada, aquietou o meu desespero:
- Não Susana, ele tem dois tomatinhos, estão é dentro do mesmo saquinho (hoje em dia vulgo escroto nojento), vês como estão separados aqui por este risquinho? Um dia dará para perceber melhor, quando ele for mais crescido.
Suspirei de alívio e voltei a pregar os olhos na televisão. A criança, que para o exame minucioso havia sido dependurado por um braço qual saguim bébé na floresta tropical, voltou a aperceber-se do perigo eminente e, de rabo, piroquita e (afinal!) dois tomatinhos saltitantes lá debandou outra vez.
Foi a minha primeira e última lição sexual. Isto até ter visto um velho alucinado atrás do liceu de Queluz que perseguiu a mim, à Ana, à Paula e à Bia até ao adro da igreja, de mastro em alta com os bigodes ao vento e murmurando insanidades.
Após o susto inicial, lá olhei de soslaio e retirei as minhas ilações.
A minha mãe tem sempre razão.
Eu estava a ver o Fugitivo, era uma terça por volta das 21h. De repente aparece o meu irmão na sala aos saltos todo nu, com uns três anos, correndo esbaforido como quem foge pela vida. O motivo? Só poderia ser um, estava certamente a esquivar-se às mãozinhas higiéncias da minha mãe para não ter que ir tomar banho.
Sempre aos saltinhos,lá se escondeu atrás do sofá, atirou-se para cima da mesa de jantar, lançou -se sobre os cortinados até aterrar mesmo de cu em cima da minha cara.
E foi então que eu reparei: ele, rapaz e futuro homem, parecia-me que só tinha um testículo, ou como a minha mãe carinhosamente chamava "um tomatinho" (recorde-se que a criança ainda andava com o bacio atrás, não eram propriamente aquelas bolas tailandesas enormes anti-stress).
Em pânico, grito: MÃEEE, O NUNO SÓ TEM UM TOMATINHO!!
Ela, intrigada, não fosse o destino pregar-lhe alguma e ainda não ter reparado que tinha um filho mono-tomático,
abeirou-se da criança, afastou-lhe o pénes, que carinhosamente chamava "a piroquita", e suspirando aliviada, aquietou o meu desespero:
- Não Susana, ele tem dois tomatinhos, estão é dentro do mesmo saquinho (hoje em dia vulgo escroto nojento), vês como estão separados aqui por este risquinho? Um dia dará para perceber melhor, quando ele for mais crescido.
Suspirei de alívio e voltei a pregar os olhos na televisão. A criança, que para o exame minucioso havia sido dependurado por um braço qual saguim bébé na floresta tropical, voltou a aperceber-se do perigo eminente e, de rabo, piroquita e (afinal!) dois tomatinhos saltitantes lá debandou outra vez.
Foi a minha primeira e última lição sexual. Isto até ter visto um velho alucinado atrás do liceu de Queluz que perseguiu a mim, à Ana, à Paula e à Bia até ao adro da igreja, de mastro em alta com os bigodes ao vento e murmurando insanidades.
Após o susto inicial, lá olhei de soslaio e retirei as minhas ilações.
A minha mãe tem sempre razão.
terça-feira, outubro 03, 2006
D.MAIL 1
Hoje, no meio dos benefícios fiscais e regimes simplificados, aparece uma lufada de ar fresco: o maravilhoso catálogo das ideias uteis e originais da D.MAIL.PT.
Este intrigou-me:
Repulsor de ratos ultra-sónico
Código do Artigo 30687 € 24,90
IVA Incluído (eu sou assim, amiga do meu amigo e avanço sempre com os detalhes todos)
Não sei porquê, mas após ler as disposições conjugadas de repulsor + ratos + ultra-sónico, imaginei automaticamente um bando de ratazanas de dentuça afiada, fugindo espavoridamente de um buraco na despensa directamente para dentro do meu quarto, debaixo da cama ou quiçá dentro da gaveta das meias, ou seja dispersando-se salomonicamente por todas as divisões da casa, enquanto eu, aos saltos, tento salvar o cão e pôr-me a léguas de tal antro homicida.
Caramba, ao menos enquanto residiam numa morada certa e honesta como a despensa sempre estavam concentradas, quem sabe à volta de uma fogueira aquecendo as suas patinhas em noites de rigoroso inverno!
A partir do memomento em que uma alma mais inquieta se lembra de asesborrifar com repulsor, depreendo que elas agarrem nas trouxas e se vinguem semeando o pânico por um lar cristão como por exemplo o meu.
Chamem-me de antiquada ou mesmo e literalmente porcalhona: prefiro chacinar ratos com um bom veneno comprado na botica, e esperar pacientemente que eles quinem para o lado, ou mesmo esperar que apodreçam violentamente sempre que não sei do seu paradeiro. Mas ao menos sei com o que é que posso contar. Escuso de andar sempre colada às paredes, com saltos de agulha e atiçador de lareira na mão, sempre com o coração nas mãos e o vómito na garganta.
Depois desta cadeia toda de raciocínio (aguçadíssimo, refira-se), cheguei mas foi à conclusão que não moro propriamente na província e era o que mais faltava a minha linda casa com vista para a rotunda ter ratazanas colonizadas.
Bolas, tenho 2 cães e um irmáo, já me chega de bicharada.
Este intrigou-me:
Repulsor de ratos ultra-sónico
Código do Artigo 30687 € 24,90
IVA Incluído (eu sou assim, amiga do meu amigo e avanço sempre com os detalhes todos)
Não sei porquê, mas após ler as disposições conjugadas de repulsor + ratos + ultra-sónico, imaginei automaticamente um bando de ratazanas de dentuça afiada, fugindo espavoridamente de um buraco na despensa directamente para dentro do meu quarto, debaixo da cama ou quiçá dentro da gaveta das meias, ou seja dispersando-se salomonicamente por todas as divisões da casa, enquanto eu, aos saltos, tento salvar o cão e pôr-me a léguas de tal antro homicida.
Caramba, ao menos enquanto residiam numa morada certa e honesta como a despensa sempre estavam concentradas, quem sabe à volta de uma fogueira aquecendo as suas patinhas em noites de rigoroso inverno!
A partir do memomento em que uma alma mais inquieta se lembra de asesborrifar com repulsor, depreendo que elas agarrem nas trouxas e se vinguem semeando o pânico por um lar cristão como por exemplo o meu.
Chamem-me de antiquada ou mesmo e literalmente porcalhona: prefiro chacinar ratos com um bom veneno comprado na botica, e esperar pacientemente que eles quinem para o lado, ou mesmo esperar que apodreçam violentamente sempre que não sei do seu paradeiro. Mas ao menos sei com o que é que posso contar. Escuso de andar sempre colada às paredes, com saltos de agulha e atiçador de lareira na mão, sempre com o coração nas mãos e o vómito na garganta.
Depois desta cadeia toda de raciocínio (aguçadíssimo, refira-se), cheguei mas foi à conclusão que não moro propriamente na província e era o que mais faltava a minha linda casa com vista para a rotunda ter ratazanas colonizadas.
Bolas, tenho 2 cães e um irmáo, já me chega de bicharada.
sábado, setembro 30, 2006
umsemabrigoumamigo.planetaclix.pt
Não sou de intrigas, mas Alguém contou-me que os sem-abrigo (tugas, cheire-se a dupla adjectivação), estando em digressão no campeonato do mundo de futebol, algures na Tanzânia ou país semelhante,
fizeram birra e foram dormir na rua porque o alojamento onde ficaram, que albergou 200 e tal pessoas, só tinha 19 chuveiros.
Ilações despreendidas:
- então e só se lhes dá para o asseio naquele hemisfério em particular porquê?
- então e se um sem-abrigo quer prevaricar isso lá é greve que se faça?
- alguém, inclusive direcção, se lembrou de revezamentos banhísticos por turnos?
soturnamente, fica a pergunta no ar: alguém, efectivamente, e após a confusão instaurada tomou banho naquela semana?
repito: durante um mundial de futebol, os jogadores, homens feitos e de feromonas activas, passaram uma esponjita que fosse por aqueles corpos suados?
A Epal lá do burgo ficou a perder.
Mas o suicídio colectivo da Tanzânia Airways será certamente bem mais dramático.
fizeram birra e foram dormir na rua porque o alojamento onde ficaram, que albergou 200 e tal pessoas, só tinha 19 chuveiros.
Ilações despreendidas:
- então e só se lhes dá para o asseio naquele hemisfério em particular porquê?
- então e se um sem-abrigo quer prevaricar isso lá é greve que se faça?
- alguém, inclusive direcção, se lembrou de revezamentos banhísticos por turnos?
soturnamente, fica a pergunta no ar: alguém, efectivamente, e após a confusão instaurada tomou banho naquela semana?
repito: durante um mundial de futebol, os jogadores, homens feitos e de feromonas activas, passaram uma esponjita que fosse por aqueles corpos suados?
A Epal lá do burgo ficou a perder.
Mas o suicídio colectivo da Tanzânia Airways será certamente bem mais dramático.
sexta-feira, setembro 29, 2006
...
Já passei vergonhas brutais,
mas nada que se compare a isto:
Tendo eu marcado uma entrevista com um coordenador de um projecto de que queria fazer parte, foi-me comunicado que a mesma seria num café dentro do Saldanha Residence, já que a sede estava com obras ou coisa afim.
Lá se marcou a hora e eu, no dia combinado, apresentei-me com o meu melhor vestido acabada de sair do cabeleireiro e, modéstia à parte, completamente amorosa.
Eram 18h30 e eu já estava pontualmente sentada numa mesa do andar de baixo do dito café, esperando que o Senhor Coordenador chegasse, se dirigisse ao patamar superior, altura em que eu me dirigiria reverencialmente à sua pessoa, apresentando-me como a voluntária esperada.
Passados uns minutos aparece um homem de uns 30 anos, sobe, e eu qual meretriz de 3º classe sigo-o.
"olá, penso que está à minha espera" - adianto eu, muito pespireta e despachada.
"Não..penso que está equivocada". e olha para mim com pena. "Para a próxima combine uma flor na lapela" - esclarece ele, com um ligeiro piscar de olhos (VERÍDICO)
Ainda atordoada vou ter com a senhora do balcão e pergunto muito baixinho:
"Por acaso não sabe se já chegou o sr. coordenador da associação xx?"
"Não sei" - responde ela com sotaque brasileiro. "Como é que ele é?"
"Náo faço ideia, nunca o vi"
"JURACYYYYYYY " grita ela, para outra empregada do outro lado do café
"ESTA SENHORA VEM-SE ENCONTRA COM UM SENHOR MAS NÃO SABE QUEM ELE É, NINGUÉM PERGUNTOU POR ELA?
O café em peso com olhos postos em mim. As desvirtudes dos engates na net, pensarão eles certamente.
"O QUÊ?"
"EU DISSE QUE ESTA SENHORA VEM ENCONTRAR-SE COM UM SUJEITO MAS NÃO SABE COMO É QUE ELE É!"
continuam todos a olhar e cheios de pena, eu morta de vergonha, a desfazer-me em agradecimentos e já a fugir porta fora prestes a cortar os pulsos.
Transponho a soleira choco de frente com o coordenador, e, desfeitas as confusões, lá voltamos a entrar.
Sinceramente, penso que só faltaram as palmas. Os frequentadores do café com os olhos marejados de lágrimas, as balconistas soprando beijos e emitindo sinais de força, o pedinte com um sorriso enternecido, o cão, coxo, rodeado de mosquitos acenando num sinal de apreço.
Eu se pudesse enfiava-me num buraco nem que estivesse pejado de ratazanas de esgoto.
Próxima vez nem que a sede esteja a arder em benzina, com uma praga de louva-a-deus e snipers defronte do parapeito. Cafés, JAMAIS.
mas nada que se compare a isto:
Tendo eu marcado uma entrevista com um coordenador de um projecto de que queria fazer parte, foi-me comunicado que a mesma seria num café dentro do Saldanha Residence, já que a sede estava com obras ou coisa afim.
Lá se marcou a hora e eu, no dia combinado, apresentei-me com o meu melhor vestido acabada de sair do cabeleireiro e, modéstia à parte, completamente amorosa.
Eram 18h30 e eu já estava pontualmente sentada numa mesa do andar de baixo do dito café, esperando que o Senhor Coordenador chegasse, se dirigisse ao patamar superior, altura em que eu me dirigiria reverencialmente à sua pessoa, apresentando-me como a voluntária esperada.
Passados uns minutos aparece um homem de uns 30 anos, sobe, e eu qual meretriz de 3º classe sigo-o.
"olá, penso que está à minha espera" - adianto eu, muito pespireta e despachada.
"Não..penso que está equivocada". e olha para mim com pena. "Para a próxima combine uma flor na lapela" - esclarece ele, com um ligeiro piscar de olhos (VERÍDICO)
Ainda atordoada vou ter com a senhora do balcão e pergunto muito baixinho:
"Por acaso não sabe se já chegou o sr. coordenador da associação xx?"
"Não sei" - responde ela com sotaque brasileiro. "Como é que ele é?"
"Náo faço ideia, nunca o vi"
"JURACYYYYYYY " grita ela, para outra empregada do outro lado do café
"ESTA SENHORA VEM-SE ENCONTRA COM UM SENHOR MAS NÃO SABE QUEM ELE É, NINGUÉM PERGUNTOU POR ELA?
O café em peso com olhos postos em mim. As desvirtudes dos engates na net, pensarão eles certamente.
"O QUÊ?"
"EU DISSE QUE ESTA SENHORA VEM ENCONTRAR-SE COM UM SUJEITO MAS NÃO SABE COMO É QUE ELE É!"
continuam todos a olhar e cheios de pena, eu morta de vergonha, a desfazer-me em agradecimentos e já a fugir porta fora prestes a cortar os pulsos.
Transponho a soleira choco de frente com o coordenador, e, desfeitas as confusões, lá voltamos a entrar.
Sinceramente, penso que só faltaram as palmas. Os frequentadores do café com os olhos marejados de lágrimas, as balconistas soprando beijos e emitindo sinais de força, o pedinte com um sorriso enternecido, o cão, coxo, rodeado de mosquitos acenando num sinal de apreço.
Eu se pudesse enfiava-me num buraco nem que estivesse pejado de ratazanas de esgoto.
Próxima vez nem que a sede esteja a arder em benzina, com uma praga de louva-a-deus e snipers defronte do parapeito. Cafés, JAMAIS.
Dr. DIVAGO
Hoje só tenho duas coisas para adiantar:
1.º - nunca, mas nunca, em toda a minha curta existência, vi uma rapariga trajada de pernas bonitas. deve haver uma causa-efeito, que transcende o facto dos sapatos serem simplesmente um horror medieval, que justifique o facto daquelas pobres miúdas parecerem freak-shows do Poço da Morte. Alvíssaras por uma, mas basta-me UMA ÚNICA foto que comprove documentalmente a existência de uma par de pernas que se possam anatomicamente reputar de tal, sem ligeiros assomos de vómito expectoral.
N.B - sou entendida em photoshop
2.º - Dica da semana: sempre que estiverem na via pública, desfigurados pelo tédio e com larica pela brincadeira,
experimentem fechar a caixa dos óculos com com toda a vossa força e à velocidade da luz, mesmo por detrás de um transeunte mais desprevenido,
e esperar que:
- ou ele erga as mãos em sinal de não-resistència e se atire para o meio da calçada de pernas abertas,
- ou simplesmente olhe para trás e comece a procurar coisas no chão que eventuamente tenham caído
para completar os cenários adianto que:
na 1ª situação convém que a faixa etária atingida seja entre os 35 e os 65, já que os sub não dão parte de fracos, e os sobre já não ouvem sequer.
na 2ª situação, se o tédio for mesmo desesperante, olhem para vossa esquerda e apontem para o meio das couves dizendo "está ali".
Confirmação, sim tenho 26 anos.
1.º - nunca, mas nunca, em toda a minha curta existência, vi uma rapariga trajada de pernas bonitas. deve haver uma causa-efeito, que transcende o facto dos sapatos serem simplesmente um horror medieval, que justifique o facto daquelas pobres miúdas parecerem freak-shows do Poço da Morte. Alvíssaras por uma, mas basta-me UMA ÚNICA foto que comprove documentalmente a existência de uma par de pernas que se possam anatomicamente reputar de tal, sem ligeiros assomos de vómito expectoral.
N.B - sou entendida em photoshop
2.º - Dica da semana: sempre que estiverem na via pública, desfigurados pelo tédio e com larica pela brincadeira,
experimentem fechar a caixa dos óculos com com toda a vossa força e à velocidade da luz, mesmo por detrás de um transeunte mais desprevenido,
e esperar que:
- ou ele erga as mãos em sinal de não-resistència e se atire para o meio da calçada de pernas abertas,
- ou simplesmente olhe para trás e comece a procurar coisas no chão que eventuamente tenham caído
para completar os cenários adianto que:
na 1ª situação convém que a faixa etária atingida seja entre os 35 e os 65, já que os sub não dão parte de fracos, e os sobre já não ouvem sequer.
na 2ª situação, se o tédio for mesmo desesperante, olhem para vossa esquerda e apontem para o meio das couves dizendo "está ali".
Confirmação, sim tenho 26 anos.
domingo, setembro 24, 2006
A oferta
A minha mãe ganhou um dia destes uma viagem a Santiago de Compostela num concurso de rádio qualquer. Este ganho é bem revelador da sua persistência, já que os responsáveis só tinham 5 para oferecer e ela lá desencatou uma 6ª.
Até aqui nada de extrordinário. Para quem já viu a própria mãe a dar uma sova de meia noite num quarentão viçoso que a tentou espreitar numas cabines de duche numa pousada da juventude em S. Pedro de Moel há muitos anos atrás (eu sou assim, caracterizada por traumas, traumas e mais traumas), imaginá-la a desesperar um radialista com chantagens emocionais e choradinhos pseudo-cristãos não se me afigurou difícil.
A questão revelou-se mais complexa quando eu descubro, surpreendida, que ela ganhou nada mais nada menos que uma viagem a Santiago de Compostela de 5 dias ..a pé.
Não sei o que me aflige mais, a audácia dos produtores ou a pobreza franciscana dos ouvintes.
Muito me hei-de eu rir com este generoso passatempo. Estou doida que a minha mãe se meta a caminho e me telefone desconsolada para a ir buscar já bem perto de Santiago
do Cacém.
Há-de apanhar o autocarro para Lisboa para não se armar em esperta. é que, convenhamos, isto do "a cavalo dado.." tem mesmo que ter limites...
Até aqui nada de extrordinário. Para quem já viu a própria mãe a dar uma sova de meia noite num quarentão viçoso que a tentou espreitar numas cabines de duche numa pousada da juventude em S. Pedro de Moel há muitos anos atrás (eu sou assim, caracterizada por traumas, traumas e mais traumas), imaginá-la a desesperar um radialista com chantagens emocionais e choradinhos pseudo-cristãos não se me afigurou difícil.
A questão revelou-se mais complexa quando eu descubro, surpreendida, que ela ganhou nada mais nada menos que uma viagem a Santiago de Compostela de 5 dias ..a pé.
Não sei o que me aflige mais, a audácia dos produtores ou a pobreza franciscana dos ouvintes.
Muito me hei-de eu rir com este generoso passatempo. Estou doida que a minha mãe se meta a caminho e me telefone desconsolada para a ir buscar já bem perto de Santiago
do Cacém.
Há-de apanhar o autocarro para Lisboa para não se armar em esperta. é que, convenhamos, isto do "a cavalo dado.." tem mesmo que ter limites...
sábado, setembro 23, 2006
A corrente utilitarista
Acabei de ouvir no telejornal que uma maternidade não sei de onde vai ser toda desmantelada e ia hoje o material a leilão ou coisa afim.
O jornalista, abelhudo empedernido e mente torpe e distorcida atira-se sobre um eventual adquirente e atira à queima roupa:
- ah e tal anda por aqui não é..e vai comprar alguma coisa? por exemplo, acha que vale a pena licitar uma mesa de ginecologia? e o incauto visitante, transido de medo, ainda surpreendido por ao fim de 45 anos estar finalmente na televisão,
pensa um bocadinho, saliva ligeiramente, as pupilas tornam-se turvas e delas emerge um olhar transversal, a língua avermelhada suspensa que quase lhe chega ao maxilar,
e, por momentos, eu própria fiquei a pensar no que é que aquele predador sexual do jornalista e influenciável tuga estariam a magicar.
e cheguei a uma conclusão: fiquei com pena de ter chegado a meio da reportagem e não saber onde e quando se realizará o leilão.
aceitam-se respostas rápidas, mas dispensam-se mensagens privadas.
O jornalista, abelhudo empedernido e mente torpe e distorcida atira-se sobre um eventual adquirente e atira à queima roupa:
- ah e tal anda por aqui não é..e vai comprar alguma coisa? por exemplo, acha que vale a pena licitar uma mesa de ginecologia? e o incauto visitante, transido de medo, ainda surpreendido por ao fim de 45 anos estar finalmente na televisão,
pensa um bocadinho, saliva ligeiramente, as pupilas tornam-se turvas e delas emerge um olhar transversal, a língua avermelhada suspensa que quase lhe chega ao maxilar,
e, por momentos, eu própria fiquei a pensar no que é que aquele predador sexual do jornalista e influenciável tuga estariam a magicar.
e cheguei a uma conclusão: fiquei com pena de ter chegado a meio da reportagem e não saber onde e quando se realizará o leilão.
aceitam-se respostas rápidas, mas dispensam-se mensagens privadas.
sexta-feira, setembro 15, 2006
Direito de Resposta ao abrigo da Lei n.º 2/99 de 13 de Janeiro
Barracas:
Sei o que fizeste a década passada. E confirma-se que amigo traído é sempre o último a saber.
Haja Hipocrisia e Alegria
Haja Casal Garcia..(a regar tanta mentira desde 1998)
Sei o que fizeste a década passada. E confirma-se que amigo traído é sempre o último a saber.
Haja Hipocrisia e Alegria
Haja Casal Garcia..(a regar tanta mentira desde 1998)
domingo, setembro 10, 2006
Os Visitantes

este quadro não é meu, e, à parte dos visitantes da República Dominicana, Guatemala e Singapura, também não me parece que mesmo que eu dissesse que era meu, a ideia vingasse. Tudo isto para dizer que a bloguista do candyanime.blogs.sapo.pt descobriu que nada mais que 7 entidades alienígenas (santo Deus, será que era o saudoso Benji?)a visitaram recentemente.
À parte de uma cambada de anormais que me espreitam (amiguinhos ecuménicos uns, completamente ateus outros,)que eu identifico à légua e que passam bem por saturnianos tão grande é a camada anelar adiposa de inveja/pretensiosismo que os cobre,
não me consta que tenha sido visitada por alien algum. Se bem que uma vez alguém assinou um comment como Vicky - a menina robot.
Vou-me debruçar sobre o assunto.
Doces 80
Com os olhos marejados de lágrimas, beijo o meu novo DVD do "Crime, disse ela" e preparo-me para me deleitar nas minhas recordações de infância.
Com mil cuidados, coloco-o no leitor, sento-me no sofá, e com o coração a palpitar preparo-me para uma hora de pura magia.
Passados 5 ou 6 minutos já estava com a cara esborrachada no chão, braços abertos no sofá e as pernas no cimo da parede, morta de tédio e mais pobre €3,99 que os chulos do planeta agostini não fazem a coisa por menos.
As cores, um pavor. Som, indistinto e a Jessica Fletcher velha que nem Matusalém. O guião era para sub-13 e atenção que o 2.º dvd já custa o dobro.
Agostinianos: parem de destruir sonhos de criança. Querendo, reponham o 70x7 que traumatizada já eu estou desde esses domingos de 1988.
E se algum dia tiverem a triste ideia de relançar “David, o Gnomo” declaro-me inimputável e cometo mais que um crime. Quem vos avisa..
Com mil cuidados, coloco-o no leitor, sento-me no sofá, e com o coração a palpitar preparo-me para uma hora de pura magia.
Passados 5 ou 6 minutos já estava com a cara esborrachada no chão, braços abertos no sofá e as pernas no cimo da parede, morta de tédio e mais pobre €3,99 que os chulos do planeta agostini não fazem a coisa por menos.
As cores, um pavor. Som, indistinto e a Jessica Fletcher velha que nem Matusalém. O guião era para sub-13 e atenção que o 2.º dvd já custa o dobro.
Agostinianos: parem de destruir sonhos de criança. Querendo, reponham o 70x7 que traumatizada já eu estou desde esses domingos de 1988.
E se algum dia tiverem a triste ideia de relançar “David, o Gnomo” declaro-me inimputável e cometo mais que um crime. Quem vos avisa..
Diga bom dia com Mokambo!
Nos filmes as coisas fluem sempre bem.
Comigo e na realidade, corre sempre tudo basicamente mal.
Cenário perfeito:
último andar de um prédio reconstruído em Alfama, com janelas viradas para o rio, com a mesma vista do miradouro de Santa Luzia onde, aliás, se situa o dito.
Susana acabada de acordar, com a frescura e a ligeireza dos seus vinte, sem óculos, sem lentes, só ela e a Natureza, vejo figuras difusas ao longe, os barcos a cruzarem o Tejo, o mosteiro ergue-se ao longe e deve ser bem grande porque eu, sem óculos não vejo literalmente nada.
Sinto-me a Ana dos cabelos ruivos, numa manhã solarenga em comunhão com tudo o que há de bom na vida. Espreito por entre a janelinha do quarto, e ponho uma perna de fora. Sentada no parapeito, com os braços cruzados no peito, aí fico eu uns bons minutos, pensando que não pode haver nada melhor que aquilo.
De repente oiço risos abafados. Sem óculos remeto-me praticamente à condição de invisual. Olho para trás e semi-cerro os olhos tentando perceber donde vem o riso e afinal, porque se riem. Os risos ouvem-se cada vez mais alto e um burburinho aumenta de tom.
Tacteio a mesa de cabeceira mesmo ao lado da janela, encontro os óculos e começa-se a fazer luz. As sombras que eu via ao longe, indistintas e longínquas, encontravam-se afinal a 4 metros de mim.
Eram turistas pendurados no miradouro que, vendo uma idiota como eu, de micro-cuecas e soutien, (que vergonha Meu Deus, nem sequer estavam a condizer!)logo se puseram a chamar os restantes compatriotas. Só tenho tempo de me atirar novamente para dentro do quarto mas ainda tive a delicadeza de tentar cerrar as pernas, o que, convenha-se, é bastante difícil quando estamos em plena queda livre num soalho de tijoleira e vendo a morte a passar-nos diante dos olhos.
Oiço novos risos e para ripostar fecho a janela com toda a força. Um espanta-espíritos que, sabe-se lá porquê, foi colocado fora e não dentro da casa desprende-se e cai lá em baixo. Novos risos e só em apetece metralhar aqueles turistas anormais.
Deixei de ser a Ana dos cabelos ruivos e sinto-me a Noiva do Chucky. Quais barquinhos a passear no tejo, quais águas-furtadas de poetas, bando de voyers chilenos era cairem todos do 28 e serem trucidados um por um.
freaks!
Comigo e na realidade, corre sempre tudo basicamente mal.
Cenário perfeito:
último andar de um prédio reconstruído em Alfama, com janelas viradas para o rio, com a mesma vista do miradouro de Santa Luzia onde, aliás, se situa o dito.
Susana acabada de acordar, com a frescura e a ligeireza dos seus vinte, sem óculos, sem lentes, só ela e a Natureza, vejo figuras difusas ao longe, os barcos a cruzarem o Tejo, o mosteiro ergue-se ao longe e deve ser bem grande porque eu, sem óculos não vejo literalmente nada.
Sinto-me a Ana dos cabelos ruivos, numa manhã solarenga em comunhão com tudo o que há de bom na vida. Espreito por entre a janelinha do quarto, e ponho uma perna de fora. Sentada no parapeito, com os braços cruzados no peito, aí fico eu uns bons minutos, pensando que não pode haver nada melhor que aquilo.
De repente oiço risos abafados. Sem óculos remeto-me praticamente à condição de invisual. Olho para trás e semi-cerro os olhos tentando perceber donde vem o riso e afinal, porque se riem. Os risos ouvem-se cada vez mais alto e um burburinho aumenta de tom.
Tacteio a mesa de cabeceira mesmo ao lado da janela, encontro os óculos e começa-se a fazer luz. As sombras que eu via ao longe, indistintas e longínquas, encontravam-se afinal a 4 metros de mim.
Eram turistas pendurados no miradouro que, vendo uma idiota como eu, de micro-cuecas e soutien, (que vergonha Meu Deus, nem sequer estavam a condizer!)logo se puseram a chamar os restantes compatriotas. Só tenho tempo de me atirar novamente para dentro do quarto mas ainda tive a delicadeza de tentar cerrar as pernas, o que, convenha-se, é bastante difícil quando estamos em plena queda livre num soalho de tijoleira e vendo a morte a passar-nos diante dos olhos.
Oiço novos risos e para ripostar fecho a janela com toda a força. Um espanta-espíritos que, sabe-se lá porquê, foi colocado fora e não dentro da casa desprende-se e cai lá em baixo. Novos risos e só em apetece metralhar aqueles turistas anormais.
Deixei de ser a Ana dos cabelos ruivos e sinto-me a Noiva do Chucky. Quais barquinhos a passear no tejo, quais águas-furtadas de poetas, bando de voyers chilenos era cairem todos do 28 e serem trucidados um por um.
freaks!
sábado, agosto 26, 2006
El Pinguino
Dica da semana:
Nunca, mas nunca, tenham a triste ideia de levar um top decotado (mas de bom gosto), uns corsários de cintura descaída e umas sandálias sexys de atilhos e de se sentarem no banco do comboio mesmo em frente a uma freira.
vão ser os 20 minutos mais agoniantes da vossa vida, em que, qual flashback ante-mortem, vos perpassam pela mente 1001 coisas que poderiam estar a fazer naquele momento mas não, estão a ser minuciosamente avaliados e esconjurados por uma freira com 70 anos e num dia de 35 graus vestida com uma serapiheira desde os tornozelos peludos ao pescoço igualmente guarnecido.
Só sei que li naquele olhar a vontade excruciante de encomendar a minha alma ao Criador com nota de rodapé:
"Senhor, perdoa-a porque ela não sabe o que faz, semelhante figura com uma mama tão descaída!
A partir de hoje abanco sempre na coxia.
Nunca, mas nunca, tenham a triste ideia de levar um top decotado (mas de bom gosto), uns corsários de cintura descaída e umas sandálias sexys de atilhos e de se sentarem no banco do comboio mesmo em frente a uma freira.
vão ser os 20 minutos mais agoniantes da vossa vida, em que, qual flashback ante-mortem, vos perpassam pela mente 1001 coisas que poderiam estar a fazer naquele momento mas não, estão a ser minuciosamente avaliados e esconjurados por uma freira com 70 anos e num dia de 35 graus vestida com uma serapiheira desde os tornozelos peludos ao pescoço igualmente guarnecido.
Só sei que li naquele olhar a vontade excruciante de encomendar a minha alma ao Criador com nota de rodapé:
"Senhor, perdoa-a porque ela não sabe o que faz, semelhante figura com uma mama tão descaída!
A partir de hoje abanco sempre na coxia.
Prenda final
Tive a ideia peregrina de, no meu dia de anos, ir com uma mini-saia da Pepe, gira mas esvoaçante.
No regresso a casa, saio do comboio e para minha infelicidade vem uma rabanada de vento e a dita levanta até à altura do umbigo.
Eu vou afogada em sacos, prendas e ramos de flores e não tenho mãos para a fazer baixar, pelo que não tenho alterntiva senão fingir um ar doce e envergonhado e virar-me de costas, ficando desta vez com o meu rabito virado para o revisor. Entretanto oiço umas pancadas na janela, viro-me de soslaio, e vejo o meu antigo director de turma a acenar-me num excitado olá, acompanhado do "Bocas" um antigo colega angolano que com 9 anos de idade já sabia onde era o ponto G e dava assistência a 2 ou 3 contínuas lá do ciclo.
no meio do descalabro dei graças a Deus por não levar as minhas cuecas vermelhas do Snoopy. Acho que soçobrava ao azar e electrocutava-me mesmo ali.
No regresso a casa, saio do comboio e para minha infelicidade vem uma rabanada de vento e a dita levanta até à altura do umbigo.
Eu vou afogada em sacos, prendas e ramos de flores e não tenho mãos para a fazer baixar, pelo que não tenho alterntiva senão fingir um ar doce e envergonhado e virar-me de costas, ficando desta vez com o meu rabito virado para o revisor. Entretanto oiço umas pancadas na janela, viro-me de soslaio, e vejo o meu antigo director de turma a acenar-me num excitado olá, acompanhado do "Bocas" um antigo colega angolano que com 9 anos de idade já sabia onde era o ponto G e dava assistência a 2 ou 3 contínuas lá do ciclo.
no meio do descalabro dei graças a Deus por não levar as minhas cuecas vermelhas do Snoopy. Acho que soçobrava ao azar e electrocutava-me mesmo ali.
A bota mais mal descalçada de todos os tempos
Hoje retribuí um toque para o telemóvel de um amigo italiano que, (curiosamente!) se encontra em Itália.
Para meu desespero o anormal do meu amigo (amigos amigos negócios à parte) ATENDE o telemóvel! E eu que só tinha dado um nano-toque! (desconfio que ele está lunaticamente apaixonado por mim e dorme abraçado ao Motorolla)
após ouvir um amistoso e empolgado "CIAU SUSANA!" do outro lado,
desfiei sem querer o maior rosário de asneiras italo-ibéricas que uma tuga de gema poderia descobrir no google,
entretando do outro lado continua a ouvir-se um mui estudado e cuidadoso discurso em português com sotaque napolitano "Como estás? Eu estou muito feliz por falar contigo"
e eu ainda a terminar deste lado, espumando de raiva e com os olhos raiados de sangue :"c... f.. da p.. escusavas de atender meu grande deficente"
de repente há um silêncio incriminador.
o amigo italiano, doce como todos os membros da Camorra, repete com sotaque: "deficiente?"
eu, com uma voz ultrajada, gorgolejando de suposta infâmia: "deficiente? que me dizes?! VOU DESLIGAR!!"
Felizmente tenho a convicta ideia de que todos os italianos, apesar de estonteamente giros são particularmente burros. Esperar para ver.
Para meu desespero o anormal do meu amigo (amigos amigos negócios à parte) ATENDE o telemóvel! E eu que só tinha dado um nano-toque! (desconfio que ele está lunaticamente apaixonado por mim e dorme abraçado ao Motorolla)
após ouvir um amistoso e empolgado "CIAU SUSANA!" do outro lado,
desfiei sem querer o maior rosário de asneiras italo-ibéricas que uma tuga de gema poderia descobrir no google,
entretando do outro lado continua a ouvir-se um mui estudado e cuidadoso discurso em português com sotaque napolitano "Como estás? Eu estou muito feliz por falar contigo"
e eu ainda a terminar deste lado, espumando de raiva e com os olhos raiados de sangue :"c... f.. da p.. escusavas de atender meu grande deficente"
de repente há um silêncio incriminador.
o amigo italiano, doce como todos os membros da Camorra, repete com sotaque: "deficiente?"
eu, com uma voz ultrajada, gorgolejando de suposta infâmia: "deficiente? que me dizes?! VOU DESLIGAR!!"
Felizmente tenho a convicta ideia de que todos os italianos, apesar de estonteamente giros são particularmente burros. Esperar para ver.
Causa-efeito
Eu confessei a semana passada ter batido no fundo do poço e chegado a um dos momentos mais deprimentes da minha existência, quando me apercebi que faço parte daquela percentagem populacional que
com uma expressão alquebrada e adormecida, cabeceia nas carruagens de comboios e se aninha no companheiro de viagem, seja ele quem for.
Curiosamente, descobri que é possível descer um pouco mais,
já que ontem, em plena aula de Pilates, numa sala a abarrotar,
consegui a brilhante proeza de adormecer, numa posição amorosa é certo (fetal, sempre!), agarrada à toalha com a cabeça enfiada nos ténis, virada contra a parede.
ainda ouvi a monitora a dizer "não, tens que flectir o joelho", até que se apercebeu que eu já não a estava a ouvir fazia algum tempo e me deixou dormitar até ao término da aula.
houve alguém que me disse "tens que começar a pensar seriamente em dormir à noite"
eu digo "o Solinca tem que começar a pensar seriamente em recrutar monitores homens, com mais de 1.82 e com o curso de Economia". Talvez eu arrebite.
com uma expressão alquebrada e adormecida, cabeceia nas carruagens de comboios e se aninha no companheiro de viagem, seja ele quem for.
Curiosamente, descobri que é possível descer um pouco mais,
já que ontem, em plena aula de Pilates, numa sala a abarrotar,
consegui a brilhante proeza de adormecer, numa posição amorosa é certo (fetal, sempre!), agarrada à toalha com a cabeça enfiada nos ténis, virada contra a parede.
ainda ouvi a monitora a dizer "não, tens que flectir o joelho", até que se apercebeu que eu já não a estava a ouvir fazia algum tempo e me deixou dormitar até ao término da aula.
houve alguém que me disse "tens que começar a pensar seriamente em dormir à noite"
eu digo "o Solinca tem que começar a pensar seriamente em recrutar monitores homens, com mais de 1.82 e com o curso de Economia". Talvez eu arrebite.
quarta-feira, agosto 23, 2006
trailler
Sempre que se faz anos naquele antro de perdição, vulgo local de trabalho, costuma-se comprar um bolinho e velinhas e essas coisas.
Para meu azar, 90% dos meus colegas fazem anos neste mês de Agosto, pelo que, e após um mero e repentino pensamento envolvendo chantili e coberturas de chocolate, a malta começou logo a esverdear e chegámos à conclusão que, hoje, já não haveria bolo.
do que é que nos lembrámos? dos salgados. Lá fomos nós para a zona da padaria e pastelaria, sempre atentos a grávidas histéricas e esquizofrénicos paranóides, e compramos rissóis, coxas de frango, croquetes, pastéis, empadas e chamuças.
Chegámos à sala e comemos tudo.
45 minutos depois do almoço já estávamos todos amarelo-icterícia, inundados de suores frios agarrados à barriga, sem poder ouvir a palavra "frito" e completamente sensíveis aos cheiros. Arrastámo-nos a tarde inteira, revezámo-nos na casa de banho e andámos à chapada por causa da propriedade e usufruto daquele maravilhoso sofá de pele preto, já que nenhum de nós se sustinha de pé nem sentados,
portanto cambaleámos agarrados às prateleiras com um bandulho monstruoso, tentando realizar as tarefas básicas como mudar a frequência do rádio e acertar com os casacos no bengaleiro.
entretanto ainda houve alguém que resolveu comer os ditos às metades, ratando os salgadinhos, pelo que passámos sensivelmente 2 horas e meia em acusações baratas e olhares de soslaio tentando apanhar o infractor alimentício.
Enfim, gostei muito da tarde de hoje, especialmente quando me apercebi que com a ganância dos rissóis o pessoal esqueceu-se de sussurrar a cantilena dos "parabéns" (a equipa do lado não gosta de nós nem da nossa algazarra,segundo consta)
fiquei deveras aborrecida, cheguei a casa e chorei um bocadinho,a té a minha mãe me consolar com o tal cartão de música prometido e um dinheirinho extra cheirando a consumismo.
era só isto que tinha para partilhar, obrigada e um bem haja para todos*
Para meu azar, 90% dos meus colegas fazem anos neste mês de Agosto, pelo que, e após um mero e repentino pensamento envolvendo chantili e coberturas de chocolate, a malta começou logo a esverdear e chegámos à conclusão que, hoje, já não haveria bolo.
do que é que nos lembrámos? dos salgados. Lá fomos nós para a zona da padaria e pastelaria, sempre atentos a grávidas histéricas e esquizofrénicos paranóides, e compramos rissóis, coxas de frango, croquetes, pastéis, empadas e chamuças.
Chegámos à sala e comemos tudo.
45 minutos depois do almoço já estávamos todos amarelo-icterícia, inundados de suores frios agarrados à barriga, sem poder ouvir a palavra "frito" e completamente sensíveis aos cheiros. Arrastámo-nos a tarde inteira, revezámo-nos na casa de banho e andámos à chapada por causa da propriedade e usufruto daquele maravilhoso sofá de pele preto, já que nenhum de nós se sustinha de pé nem sentados,
portanto cambaleámos agarrados às prateleiras com um bandulho monstruoso, tentando realizar as tarefas básicas como mudar a frequência do rádio e acertar com os casacos no bengaleiro.
entretanto ainda houve alguém que resolveu comer os ditos às metades, ratando os salgadinhos, pelo que passámos sensivelmente 2 horas e meia em acusações baratas e olhares de soslaio tentando apanhar o infractor alimentício.
Enfim, gostei muito da tarde de hoje, especialmente quando me apercebi que com a ganância dos rissóis o pessoal esqueceu-se de sussurrar a cantilena dos "parabéns" (a equipa do lado não gosta de nós nem da nossa algazarra,segundo consta)
fiquei deveras aborrecida, cheguei a casa e chorei um bocadinho,a té a minha mãe me consolar com o tal cartão de música prometido e um dinheirinho extra cheirando a consumismo.
era só isto que tinha para partilhar, obrigada e um bem haja para todos*
Go Percy it´s your birthday
Estou deveras emocionada.
1.º hoje de manhã ia apanhando um ataque cardíaco qd o meu irmão se lançou de braços estendidos e pernas abertas para cima da cama, logo às 7 da manhã, gritando "jeronimoooooooooooo" em vez do esperado "parabéns!!",
em seguida ouve-se um latir aflitivo e sai debaixo dos lençois um cão profundamente combalido, com os olhos marejados de lágrimas, ainda meio atordoado com o susto.
depois vou eu com a bisga toda saltar para cima da cama da minha mãe, que dormia angelicamente, fazer a pergunta sacramental :"MÃE, ONDE É QUE ESTÁ A MINHA PRENDA!!!!"
resposta : "pergunta ao teu pai"
eu, já meio hesitante: "pai a minha prenda"
ao que ele responde "pergunta ao teu irmão"
e eu, já com o beiço a tremelicar pois tudo o que meta o meu irmão não auspicia nada mas nada mesmo de bom,
"nuno, a minha prenda?"
silêncio
"nuno?"
silêncio seguido de uma risada incontida
"não me vais mandar perguntar à Yuppy não?"
ele ri-se e chama a cadela, e lá aparece a dita com 3 livros amarrados ao lombo, presos por um par de collants de inverno, com uma fita cor-de-rosa enlaçada no rabo.
"parabéns!" diz finalmente. "o cartão do mp3 só vem à noite"
Triste figura a desta família descompensada.
1.º hoje de manhã ia apanhando um ataque cardíaco qd o meu irmão se lançou de braços estendidos e pernas abertas para cima da cama, logo às 7 da manhã, gritando "jeronimoooooooooooo" em vez do esperado "parabéns!!",
em seguida ouve-se um latir aflitivo e sai debaixo dos lençois um cão profundamente combalido, com os olhos marejados de lágrimas, ainda meio atordoado com o susto.
depois vou eu com a bisga toda saltar para cima da cama da minha mãe, que dormia angelicamente, fazer a pergunta sacramental :"MÃE, ONDE É QUE ESTÁ A MINHA PRENDA!!!!"
resposta : "pergunta ao teu pai"
eu, já meio hesitante: "pai a minha prenda"
ao que ele responde "pergunta ao teu irmão"
e eu, já com o beiço a tremelicar pois tudo o que meta o meu irmão não auspicia nada mas nada mesmo de bom,
"nuno, a minha prenda?"
silêncio
"nuno?"
silêncio seguido de uma risada incontida
"não me vais mandar perguntar à Yuppy não?"
ele ri-se e chama a cadela, e lá aparece a dita com 3 livros amarrados ao lombo, presos por um par de collants de inverno, com uma fita cor-de-rosa enlaçada no rabo.
"parabéns!" diz finalmente. "o cartão do mp3 só vem à noite"
Triste figura a desta família descompensada.
terça-feira, agosto 22, 2006
Intermitências da morte
lembram-se de um post que eu escrevi a dizer que a popularidade das pessoas media-se pelo número de festas-surpresa a que já foram sujeitas?
e lembram-se de eu dizer que não dou qualquer hipótese a semelhante evento porque 1 mês antes começo a alardear aos 4 ventos que em breve serei aniversariante e que sou alérgica a pechisbeque?
Este ano controlei-me. O mês de Julho foi calmo e é só hoje, com um incontido orgulho, que anuncio que amanhã é um grande dia para todos nós. Faço 26 anos e oficialmente estou mais perto da meia-idade do que dos anos teen.
pausa.
grande dia? eu disse grande dia? 26 ANOS?! meia-idade? menopausa? AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
e lembram-se de eu dizer que não dou qualquer hipótese a semelhante evento porque 1 mês antes começo a alardear aos 4 ventos que em breve serei aniversariante e que sou alérgica a pechisbeque?
Este ano controlei-me. O mês de Julho foi calmo e é só hoje, com um incontido orgulho, que anuncio que amanhã é um grande dia para todos nós. Faço 26 anos e oficialmente estou mais perto da meia-idade do que dos anos teen.
pausa.
grande dia? eu disse grande dia? 26 ANOS?! meia-idade? menopausa? AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
sábado, agosto 19, 2006
4 vivas para mim
No dia 20 de Maio postei aqui uma foto minha com uma barriga amorosa e 9 kgs a menos (que logo um palhaço anónimo fez questão de diminuir, dizendo que só me faltava era compor o rabo)
hoje anuncio com desmesurado orgulho uma silhueta igualmente amorosa, desta feita, com menos 13 kgs do que os meus iniciais (Gustavo, só me faltam mais 7!)
Para a posterioridade: (e reparem no meu à vontade perante a câmara)(e sim, que narcisista é a Su!)
hoje anuncio com desmesurado orgulho uma silhueta igualmente amorosa, desta feita, com menos 13 kgs do que os meus iniciais (Gustavo, só me faltam mais 7!)
Para a posterioridade: (e reparem no meu à vontade perante a câmara)(e sim, que narcisista é a Su!)
quinta-feira, agosto 17, 2006
Educação recomenda-se
Eu e uma colega no Continente, na zona da padaria, sem senha mas completamente sozinhas,
de repente, vem espavorida aos coices, do fundo do corredor dos detergentes, uma grávida histérica
grávida histérica, a partir de agora denominada G.H. - ahhhhh eu estou grávida e quero ser atendida primeiro!!
susana e mónica, vulgo SM - sim, mas a prioridade é só nas caixas e não aqui. mas se estiver com muita pressa cedemos o lugar..
G.H.- tenho prioridade sim, e onde estão as vossas senhas hein?
S.M- nós não temos, mas sabe perfeitamente que estamos aqui primeiro. se quiser, por gentileza, cedemos a nossa vez..
G.H.- puff, não quero a vossa vez, já vi que estão muito excitadinhas..
Mónica, bem alto - oiça, excitadinha esteve você uma noite, senão estava nesse lindo estado..
e fugimos a rir, enquando a grávida histérica proferia vigorosos insultos e ameaçava chamar a polícia.
depois fiquei triste porque não comi a bola de berlim.
de repente, vem espavorida aos coices, do fundo do corredor dos detergentes, uma grávida histérica
grávida histérica, a partir de agora denominada G.H. - ahhhhh eu estou grávida e quero ser atendida primeiro!!
susana e mónica, vulgo SM - sim, mas a prioridade é só nas caixas e não aqui. mas se estiver com muita pressa cedemos o lugar..
G.H.- tenho prioridade sim, e onde estão as vossas senhas hein?
S.M- nós não temos, mas sabe perfeitamente que estamos aqui primeiro. se quiser, por gentileza, cedemos a nossa vez..
G.H.- puff, não quero a vossa vez, já vi que estão muito excitadinhas..
Mónica, bem alto - oiça, excitadinha esteve você uma noite, senão estava nesse lindo estado..
e fugimos a rir, enquando a grávida histérica proferia vigorosos insultos e ameaçava chamar a polícia.
depois fiquei triste porque não comi a bola de berlim.
quarta-feira, agosto 16, 2006
Qual limbo qual purgatório!
estação Oriente
Hoje cheguei a um ponto bem triste da minha existência
infelizmente descobri, por mero acaso, que eu cabeceio nos comboios, mas cabecear a sério, com a língua pendente e testa contra a janela. Ocasionalmente acordo, lá recolho a baba e peço desculpa ao vizinho do lado, que entretanto já está com as duas pernas praticamente barricadas na coxia. Outros há mais simpáticos, que me acariciam o queixo enquanto sussuram canções de embalar.
ou seja, eu descobri que me tornei numa daquelas pessoas das quais eu sempre ri em miúda.Meu Deus, o que me reservarás para o amanhã??
Usar cintas?
EU NÃO QUERO CRESCER!!
infelizmente descobri, por mero acaso, que eu cabeceio nos comboios, mas cabecear a sério, com a língua pendente e testa contra a janela. Ocasionalmente acordo, lá recolho a baba e peço desculpa ao vizinho do lado, que entretanto já está com as duas pernas praticamente barricadas na coxia. Outros há mais simpáticos, que me acariciam o queixo enquanto sussuram canções de embalar.
ou seja, eu descobri que me tornei numa daquelas pessoas das quais eu sempre ri em miúda.Meu Deus, o que me reservarás para o amanhã??
Usar cintas?
EU NÃO QUERO CRESCER!!
segunda-feira, agosto 14, 2006
Mimos laborais
Este post é DEDICADO
a todos aqueles que dizem que o meu trabalho de FP é só estar deitada no sofá preto de cabedal, com os livros repousados no cima da testa e a ressonar ligeiramente, com os olhos semi-cerrados ansiando desesperadamente pelo toque dass 17h30:
recebi esta simpática missiva de um cidadão mais desanimado, eis alguns trechos (Deus queira que não seja processada, caso o seja, este post teve como único intento o gáudio da bloguista e seus eventuais leitores, e não qualquer ataque pessoal e deprimente ao seu autor, pessoa mui digna e, apesar de esquizofrénica, de profunda gentileza e fino trato):
(contexto: pedido de esclarecimentos de um senhor de meia idade à minha amorosa pessoa, esclarecimentos esses que prestei da forma mais prudente e eficaz:)
carta do senhor de meia-idade: " V. Exa porventura, não está ai para responder às questões que lhe faço? Então HÁ UM DE NÓS QUE NÃO ESTÁ A VER BEM A SITUAÇÃO!! E desde já lhe vou deixar uma dica de quem poderá ser: V. Exa!! Com o devido respeito.
V. Exa neste momento não faz parte de nenhuma solução muito menos de qualquer esclarecimento. V. Exa É O PROBLEMA E A FORÇA QUE BLOQUEIA O ESCLARECIMENTO!"
Bolas, sou isso tudo? Porque continuo solteira então?
a todos aqueles que dizem que o meu trabalho de FP é só estar deitada no sofá preto de cabedal, com os livros repousados no cima da testa e a ressonar ligeiramente, com os olhos semi-cerrados ansiando desesperadamente pelo toque dass 17h30:
recebi esta simpática missiva de um cidadão mais desanimado, eis alguns trechos (Deus queira que não seja processada, caso o seja, este post teve como único intento o gáudio da bloguista e seus eventuais leitores, e não qualquer ataque pessoal e deprimente ao seu autor, pessoa mui digna e, apesar de esquizofrénica, de profunda gentileza e fino trato):
(contexto: pedido de esclarecimentos de um senhor de meia idade à minha amorosa pessoa, esclarecimentos esses que prestei da forma mais prudente e eficaz:)
carta do senhor de meia-idade: " V. Exa porventura, não está ai para responder às questões que lhe faço? Então HÁ UM DE NÓS QUE NÃO ESTÁ A VER BEM A SITUAÇÃO!! E desde já lhe vou deixar uma dica de quem poderá ser: V. Exa!! Com o devido respeito.
V. Exa neste momento não faz parte de nenhuma solução muito menos de qualquer esclarecimento. V. Exa É O PROBLEMA E A FORÇA QUE BLOQUEIA O ESCLARECIMENTO!"
Bolas, sou isso tudo? Porque continuo solteira então?
sexta-feira, agosto 11, 2006
Medo 2
Hoje assolou-me nova dúvida:
é sabido que o SuperMaxi comemora este ano o seu 30.º aniversário, mas o que continua por esclarecer é a a questão de qual o calendário que rege esse animal.
gregoriano, canídeo? qualquer cenário é assustador, porque eu tenho dois cães e o vet disse que nenhum vai durar mais que 16 anos, imagine-se que estamos a falar do calendârio ocidental, que atribuirá ao Maxi qq coisa como 145 anos.
Ah, está esclarecida a questão do Super. Mea culpa.
é sabido que o SuperMaxi comemora este ano o seu 30.º aniversário, mas o que continua por esclarecer é a a questão de qual o calendário que rege esse animal.
gregoriano, canídeo? qualquer cenário é assustador, porque eu tenho dois cães e o vet disse que nenhum vai durar mais que 16 anos, imagine-se que estamos a falar do calendârio ocidental, que atribuirá ao Maxi qq coisa como 145 anos.
Ah, está esclarecida a questão do Super. Mea culpa.
segunda-feira, agosto 07, 2006
Pesadelo na Trafaria
ontem fui à costa. consegui estacionar eram 6h da tarde.
saí de lá às 21h e mesmo assim apanhei 1 hora de trânsito.
eu cá não sou de intrigas, mas tenho a firme convicção de que o mundo está perdido.
saí de lá às 21h e mesmo assim apanhei 1 hora de trânsito.
eu cá não sou de intrigas, mas tenho a firme convicção de que o mundo está perdido.
Praga
O Dinis adora corrigir-me os erros DACTILOGRÁFICOS. Sim, porque os ortográficos são praticamente nulos e, a existirem, derivam de uma perturbação momentânea imediatamente anulada.
Mas o que eu queria mesmo dizer, é que graças ao menino Dinis fiquei 1 semana doente a fungar vertiginosamente por causa do briol que apanhei na Cril, e passei uma vergonha inerrável no comboio porque precisava de me assoar e não tinha lenços à mão, dado que a única coisa que tinha era um homem de meia-idade a olhar fixamente para mim enquanto secreções nasais teimavam em ver a luz do dia.
Moral:
se queres passear com o Dinis
vou-te dar um bom conselho
limpa muito bem o teu nariz
para não andares cheia de ranho
ele adora corrigir
é mau e não olha a meios
isto não é a fingir
quero que te cresçam seios (bonitos, bem sulcados)
Mas o que eu queria mesmo dizer, é que graças ao menino Dinis fiquei 1 semana doente a fungar vertiginosamente por causa do briol que apanhei na Cril, e passei uma vergonha inerrável no comboio porque precisava de me assoar e não tinha lenços à mão, dado que a única coisa que tinha era um homem de meia-idade a olhar fixamente para mim enquanto secreções nasais teimavam em ver a luz do dia.
Moral:
se queres passear com o Dinis
vou-te dar um bom conselho
limpa muito bem o teu nariz
para não andares cheia de ranho
ele adora corrigir
é mau e não olha a meios
isto não é a fingir
quero que te cresçam seios (bonitos, bem sulcados)
Eu e o elder
Estive a pensar cuidadosamente e cheguei à conclusão de que o homem ideal é, sem margem para dúvidas, mormon.
O mormon tem indeléveis qualidades que me fazem desejar contrair matrimónio com um espécimen assim.
São muito limpos e asseados, sempre com os peúgos passajados, a camisa branca imaculada e calças impecavelmente engomadas.
São quase sempre loiros de olhos verdes, os morenos, quando os há, são sempre bem compostos e de tronco largo, uma mixagem entre italianos (do sul) e austro-húngaros.
andam sempre aos pares denotando grande capacidade de interacção e níveis de sociabilidade médio-alto, sorrisos doces e dentaduras branquinhas.
E, acima de tudo, nunca, mas NUNCA olham para as gajas.
Fiéis ao ponto extremo, orgulho de qualquer mãe, sonho de qualquer sogra, prece de qualquer rapariga.
Tenho a impressão que se a Belluci se saracoteasse à frente deles, pluma espetada no rabo e socas com pompons cor-de-rosinha, desencadeariam apenas uma reacção fisiológica de contornar o obstáculo e seguir em frente, olhos fitos no horizonte, sacola naqueles ombros másculos e ala que se faz tarde, há que divulgar a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Até agora ainda não encontrei qualquer tipo de inconveniente nestas pessoas, aliás, o único problema é mesmo esse, nunca encontrei nenhum porque, e volto a sublinhar, eles fogem das miúdas como eu do trabalho.
Qualquer dia prego uma sapa num, à laia do "ai desculpe foi sem querer" e tento tirar nabos da púcara.
Esperam-se cenas escaldantes dos próximos capítulos.
O mormon tem indeléveis qualidades que me fazem desejar contrair matrimónio com um espécimen assim.
São muito limpos e asseados, sempre com os peúgos passajados, a camisa branca imaculada e calças impecavelmente engomadas.
São quase sempre loiros de olhos verdes, os morenos, quando os há, são sempre bem compostos e de tronco largo, uma mixagem entre italianos (do sul) e austro-húngaros.
andam sempre aos pares denotando grande capacidade de interacção e níveis de sociabilidade médio-alto, sorrisos doces e dentaduras branquinhas.
E, acima de tudo, nunca, mas NUNCA olham para as gajas.
Fiéis ao ponto extremo, orgulho de qualquer mãe, sonho de qualquer sogra, prece de qualquer rapariga.
Tenho a impressão que se a Belluci se saracoteasse à frente deles, pluma espetada no rabo e socas com pompons cor-de-rosinha, desencadeariam apenas uma reacção fisiológica de contornar o obstáculo e seguir em frente, olhos fitos no horizonte, sacola naqueles ombros másculos e ala que se faz tarde, há que divulgar a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Até agora ainda não encontrei qualquer tipo de inconveniente nestas pessoas, aliás, o único problema é mesmo esse, nunca encontrei nenhum porque, e volto a sublinhar, eles fogem das miúdas como eu do trabalho.
Qualquer dia prego uma sapa num, à laia do "ai desculpe foi sem querer" e tento tirar nabos da púcara.
Esperam-se cenas escaldantes dos próximos capítulos.
quinta-feira, agosto 03, 2006
quarta-feira, agosto 02, 2006
Lip balsam
estou profundamente aborrecida.
um dia destes dei € o,75 por um suposto bálsamo para os lábios numa loja de chineses.
Hoje descobri, após gargalhada colectiva de colegas de trabalho (deveras insensíveis, para não dizer grandes bardajonas),
que aquilo era uma espécie de spray da vicky para curar broncopneunomias, desentupidor de expectoração e que se cheirava a cinco quarteirões de distância. Mas como eu por acaso até estou doente (e tanto jeito me teria dado isto no concerto da Maria João!), andei com aquela vergonha a brilhar nas beiças,
completamente inocente e espantada com a a reacção do mundo em geral, que fugia de mim a sete pés no comboio quando eu ainda ia a subir as escadas rolantes, e se amontoava no centro comercial a um canto encolhido, quando eu me encontrava ainda no piso de baixo.
Tirei 2 conclusões:
1.º os c... não legenderam aquela merda, vou processá-los. Tem uns quantos hieroglifos em chinês e a Susana que passe vergonhas não é?
2.º tenho que dar a mão à palmatória e reconhecer que as papas de milhaço já eram, próxima pneunomia vou a voar comprar aquela trampa.
e depois enclausurar-me num lugar ermo sem vivalma nas redondezas. é que depois das gargalhadas efusivas, as minhas colegas lançaram-me olhares enojados.
Gajas..
um dia destes dei € o,75 por um suposto bálsamo para os lábios numa loja de chineses.
Hoje descobri, após gargalhada colectiva de colegas de trabalho (deveras insensíveis, para não dizer grandes bardajonas),
que aquilo era uma espécie de spray da vicky para curar broncopneunomias, desentupidor de expectoração e que se cheirava a cinco quarteirões de distância. Mas como eu por acaso até estou doente (e tanto jeito me teria dado isto no concerto da Maria João!), andei com aquela vergonha a brilhar nas beiças,
completamente inocente e espantada com a a reacção do mundo em geral, que fugia de mim a sete pés no comboio quando eu ainda ia a subir as escadas rolantes, e se amontoava no centro comercial a um canto encolhido, quando eu me encontrava ainda no piso de baixo.
Tirei 2 conclusões:
1.º os c... não legenderam aquela merda, vou processá-los. Tem uns quantos hieroglifos em chinês e a Susana que passe vergonhas não é?
2.º tenho que dar a mão à palmatória e reconhecer que as papas de milhaço já eram, próxima pneunomia vou a voar comprar aquela trampa.
e depois enclausurar-me num lugar ermo sem vivalma nas redondezas. é que depois das gargalhadas efusivas, as minhas colegas lançaram-me olhares enojados.
Gajas..
terça-feira, agosto 01, 2006
segunda-feira, julho 31, 2006
o verdadeiro momento zen no tai chi
Vou tentar sintetizar ao máximo:
eu
estágio internacional de Budo (artes marciais)
muitas pessoas, mas muitas mesmo
jantar japonês
sushi
ligeiro ardor no estômago
concerto privado de Maria João e Mário Laginha
numa sala à luz das velas
com o público todo sentado no chão
Susana está na frente
começa a sentir-se mal
com tosse e vómitos à mistura
tenta conter-se
olha para trás, vê uma multidão disforme atrás de si, pelo que se quiser passar terá que saltitar por cima de 250 cabeças
a tosse aflige-a cada vez mais
já não está a aguentar
a Maria João continua com os seus trinados insofismáveis
está paciente e mortalmente esperando que Mª termine a cantiga para fugir e ir vomitar-se
ela nunca mais termina
começa a rezar com o beiço ja a tremer
a tosse já lhe faz chegar as lágrimas aos olhos
a Susana pensa que nunca esteve numa situação tão difícil
começa a suar em bica e com princípios de desmaio
finalmente a música pára
num ápice só se vê uma silhueta recortada à luz das velas (esguia, muito esguia) a rasar cabeças, cruzando corpos, toalhas, em direcção à porta
a Susana demora sensivelmente 15 segundos a conseguir sair da sala
está descalça (porque o Mestre assim o impôs a toda a gente)
dirige-se freneticamente à casa de banho
antes de entrar lembra-se que não tem chinelos
caga bem no assunto e entra descalça, a patinhar em águas suspeitas
vomita-se toda
e pensa: "consegui"
eu
estágio internacional de Budo (artes marciais)
muitas pessoas, mas muitas mesmo
jantar japonês
sushi
ligeiro ardor no estômago
concerto privado de Maria João e Mário Laginha
numa sala à luz das velas
com o público todo sentado no chão
Susana está na frente
começa a sentir-se mal
com tosse e vómitos à mistura
tenta conter-se
olha para trás, vê uma multidão disforme atrás de si, pelo que se quiser passar terá que saltitar por cima de 250 cabeças
a tosse aflige-a cada vez mais
já não está a aguentar
a Maria João continua com os seus trinados insofismáveis
está paciente e mortalmente esperando que Mª termine a cantiga para fugir e ir vomitar-se
ela nunca mais termina
começa a rezar com o beiço ja a tremer
a tosse já lhe faz chegar as lágrimas aos olhos
a Susana pensa que nunca esteve numa situação tão difícil
começa a suar em bica e com princípios de desmaio
finalmente a música pára
num ápice só se vê uma silhueta recortada à luz das velas (esguia, muito esguia) a rasar cabeças, cruzando corpos, toalhas, em direcção à porta
a Susana demora sensivelmente 15 segundos a conseguir sair da sala
está descalça (porque o Mestre assim o impôs a toda a gente)
dirige-se freneticamente à casa de banho
antes de entrar lembra-se que não tem chinelos
caga bem no assunto e entra descalça, a patinhar em águas suspeitas
vomita-se toda
e pensa: "consegui"
sexta-feira, julho 28, 2006
Viva a Intranet
Caríssimos,
é com a voz embargada pela comoção que anuncio que escrevo estas linhas no pc do meu trabalho.
Não, não se amedrontem, o dinheiro dos vossos impostos continuará a ser bem empregue no salário desta vossa criada, já que a internet só está disponível sob o regime fascita das chamadas "happy hours", que de felizes não têm nada, pois só me fazem lembrar quão longe está o meu computador maravilha, sem restrições nem horas mundanas.
O certo é que a internet só estará disponível das 17h30 da tarde às 9 da manhã, e na hora de almoço, das 12h30 às 14h.
Aplicação prática deste presente envenenado:
atendendo ao facto inequívoco de que eu chego sempre às 9h30, saio sempre às 12h25 disparada para o ginásio (ou, aos dias 20, para a desgraça consumista), e à tarde saio 5 minutos mais cedo para apanhar o comboio,
É NULA! APLICAÇÃO NULA! BANDO DE CRIMINOSOS!
p.s. - só estou aqui agora porque me enchi de línguas de veado de manhã e não me consegui arrastar para o almoço.
é com a voz embargada pela comoção que anuncio que escrevo estas linhas no pc do meu trabalho.
Não, não se amedrontem, o dinheiro dos vossos impostos continuará a ser bem empregue no salário desta vossa criada, já que a internet só está disponível sob o regime fascita das chamadas "happy hours", que de felizes não têm nada, pois só me fazem lembrar quão longe está o meu computador maravilha, sem restrições nem horas mundanas.
O certo é que a internet só estará disponível das 17h30 da tarde às 9 da manhã, e na hora de almoço, das 12h30 às 14h.
Aplicação prática deste presente envenenado:
atendendo ao facto inequívoco de que eu chego sempre às 9h30, saio sempre às 12h25 disparada para o ginásio (ou, aos dias 20, para a desgraça consumista), e à tarde saio 5 minutos mais cedo para apanhar o comboio,
É NULA! APLICAÇÃO NULA! BANDO DE CRIMINOSOS!
p.s. - só estou aqui agora porque me enchi de línguas de veado de manhã e não me consegui arrastar para o almoço.
quarta-feira, julho 26, 2006
Ops, enganei-me
Estava um dia destes com um amigo, quando reparo inocentemente numa carrada, minto, numa alarvidade de abdominais que aquele homem tem incrustados no seu corpo.
"Ehhhhhhhhhhhhhhhhh LECAS!! Andamos a ir muitas vezes ao Holmes Place não?" comento eu com os olhos a brilhar
"Pois..não, eu quando era pequeno fazia competição de natação. O meu treinador puxou demasiado por mim e eu fiquei com um problema grave chamado hipertrofia abdominal. Basicamente os meus abdominais cresceram e não ficaram a caber na cavidade torácica..vou ter que ficar assim para sempre". lamuriou-se, com o olhar marejado de lagrimas e o beiço a tremer de desgosto.
Quando olhei novamente já não me pareciam abdominais. Pareciam-me pistachios com olhos.
Impressionante, o poder da informação faz mesmo milagres.
Fugi a sete pés.
"Ehhhhhhhhhhhhhhhhh LECAS!! Andamos a ir muitas vezes ao Holmes Place não?" comento eu com os olhos a brilhar
"Pois..não, eu quando era pequeno fazia competição de natação. O meu treinador puxou demasiado por mim e eu fiquei com um problema grave chamado hipertrofia abdominal. Basicamente os meus abdominais cresceram e não ficaram a caber na cavidade torácica..vou ter que ficar assim para sempre". lamuriou-se, com o olhar marejado de lagrimas e o beiço a tremer de desgosto.
Quando olhei novamente já não me pareciam abdominais. Pareciam-me pistachios com olhos.
Impressionante, o poder da informação faz mesmo milagres.
Fugi a sete pés.
sexta-feira, julho 21, 2006
Desafio:
Um dia, numa repartição de Finanças em 1999, apercebi-me que as pessoas que estavam na fila para o imposto sobre sucessões estavam todas vestidas de preto.
Fiquei emocionada com a própria argúcia e poder de observação.
Pouco tempo depois saio da Repartição, atravesso a estrada sem olhar e apanhei com um carro daqueles que não precisa de carta de condução, vulgo "porra-velhos", que acertou numa perna que me ficou a latejar durante 2 semanas.
Alguém consegue perceber a moral deste história? (sim, tem uma)
Não, não se dão alvíssaras.
Fiquei emocionada com a própria argúcia e poder de observação.
Pouco tempo depois saio da Repartição, atravesso a estrada sem olhar e apanhei com um carro daqueles que não precisa de carta de condução, vulgo "porra-velhos", que acertou numa perna que me ficou a latejar durante 2 semanas.
Alguém consegue perceber a moral deste história? (sim, tem uma)
Não, não se dão alvíssaras.
terça-feira, julho 18, 2006
Continuo a gostar de comida
Gostaria de perguntar se mais alguém é viciado em iogurtes cremosos com pintarolas e/ou Minimilks de 33 ml.
Por favor, qualquer missiva remetam-na para o e-mail,
eu agradeço, e a vossa dignidade também.
p.s- aceitam-se versões adulteradas de pacotes de Conguitos do DIA e e hamburgers de queijo fossilizados do LIDL.
Não há motivo para nos envergonharmos sozinhos.
Por favor, qualquer missiva remetam-na para o e-mail,
eu agradeço, e a vossa dignidade também.
p.s- aceitam-se versões adulteradas de pacotes de Conguitos do DIA e e hamburgers de queijo fossilizados do LIDL.
Não há motivo para nos envergonharmos sozinhos.
Portuguesa cidadã do Mundo, aliás, do Vasco da Gama
Criei um ritual.
Aos dias 20 (sacralizado por ser dia de pagamento) não como. Mal bate o meio-dia e meia do almoço, corro disparada para o multibanco mais próximo, levanto o que posso e mimo-me com bons cremes, bonitas roupas e maravilhosos livros no espaço de 1h30.
Depois regresso ao meu local de trabalho, aviada com 2 dezenas de sacos qual bimba no país dos descontos, de estômago vazio mas de peito cheio, feliz que nem um pássaro.
Aos dias 21 chego taciturna, desolada e arrependida, com os talões de troca em punho e pensando "mas que grande merda, para que é que eu fui comprar isto?".
E o ciclo repete-se ininterruptamente.
Novo-riquismo no seu mais puro estado de saloísmo.
Aos dias 20 (sacralizado por ser dia de pagamento) não como. Mal bate o meio-dia e meia do almoço, corro disparada para o multibanco mais próximo, levanto o que posso e mimo-me com bons cremes, bonitas roupas e maravilhosos livros no espaço de 1h30.
Depois regresso ao meu local de trabalho, aviada com 2 dezenas de sacos qual bimba no país dos descontos, de estômago vazio mas de peito cheio, feliz que nem um pássaro.
Aos dias 21 chego taciturna, desolada e arrependida, com os talões de troca em punho e pensando "mas que grande merda, para que é que eu fui comprar isto?".
E o ciclo repete-se ininterruptamente.
Novo-riquismo no seu mais puro estado de saloísmo.
Piquei-me
Ao contrário do que o Gustavo alvitrou não, eu não deixei de escrever posts para que o último fosse bem saboreado, se bem que a ideia não me desgosta de todo,
o certo é que nos ultimos 4 dias da semana passada habituei-me (vos?) mal.
Sim, porque com uma oral no dia 14 as 10h da manhã, eu, num impulso de auto-destruição evidente, lembrei-me de, nas vésperas, lavar sanitas, incluindo a da garagem (só lá vão homens, garanto, foi uma experiência de quase-morte), limpar o pó aos cantinhos dos armários da cozinha, lavar o frigorífico (incluindo as prateleiras!!! descobri lá objectos insofismáveis, já não fabricados desde 1987!),
cheguei até (pasme-se) a CONVERSAR COM O MEU IRMÃO! TIPO: CONVERSAS! Diálogos, orações com sujeitos, contracção de proposições e complementos directos.
.
tudo isto para evitar o inadiável: estudar.
Dentro dos devaneios desesperados lembrei-me, inclusive, de escrever aqui 4 e 5 episódios diários, sendo que o meu momento salsichiano era a aúrea zen do meu dia.
Perspectivem: não, eu não escrevi pouco desde sábado, eu escrevi foi muito até 6ª.
Hás-de cá vir Gustavo Manuel.
o certo é que nos ultimos 4 dias da semana passada habituei-me (vos?) mal.
Sim, porque com uma oral no dia 14 as 10h da manhã, eu, num impulso de auto-destruição evidente, lembrei-me de, nas vésperas, lavar sanitas, incluindo a da garagem (só lá vão homens, garanto, foi uma experiência de quase-morte), limpar o pó aos cantinhos dos armários da cozinha, lavar o frigorífico (incluindo as prateleiras!!! descobri lá objectos insofismáveis, já não fabricados desde 1987!),
cheguei até (pasme-se) a CONVERSAR COM O MEU IRMÃO! TIPO: CONVERSAS! Diálogos, orações com sujeitos, contracção de proposições e complementos directos.
.
tudo isto para evitar o inadiável: estudar.
Dentro dos devaneios desesperados lembrei-me, inclusive, de escrever aqui 4 e 5 episódios diários, sendo que o meu momento salsichiano era a aúrea zen do meu dia.
Perspectivem: não, eu não escrevi pouco desde sábado, eu escrevi foi muito até 6ª.
Hás-de cá vir Gustavo Manuel.
sábado, julho 15, 2006
Sobrevivi
APROVADA COM DISTINÇÃO!!!
Como eu adoro o Direito, a advocacia, ó que nobre profissão!
Profissão? Vocação!É a voz da razão ao serviço da verdade, somos uma magistratura cívica, lutando contra o arbítrio e a iniquidade!
Como eu adoro livros, códigos, ofícios, a Ordem, ó que bela e prestigiada Ordem que eu tenho orgulho de pertencer!
Sou uma vendida, mas a partir de ontem uma vendida qualificada.
Como eu adoro o Direito, a advocacia, ó que nobre profissão!
Profissão? Vocação!É a voz da razão ao serviço da verdade, somos uma magistratura cívica, lutando contra o arbítrio e a iniquidade!
Como eu adoro livros, códigos, ofícios, a Ordem, ó que bela e prestigiada Ordem que eu tenho orgulho de pertencer!
Sou uma vendida, mas a partir de ontem uma vendida qualificada.
quinta-feira, julho 13, 2006
Sistema Esq(uizo)lético
Meu Deus,
obrigada pela Tua bondade e desmesurada misericórdia.
Acabei de reparar que tenho os ossos da clavícula (será? isto sou eu a atirar para o ar, aqueles ossitos debaixo do pescoço)
finalmente SALIENTES! voltaram à sua condição normal e viram-se livres do jugo aterrorizador das glândulas gordurosas!
Estou tão feliz que nem vou estudar mais.
...
De que vale ter clavículas ossudas se tenho sempre a voz da consciência a martirizar-me?
Quando acabar a oral vou assassinar o grilo falante e cozê-lo para o almoço. Ah, mas depois lá se vão as clavículas ossudas, não posso comer demasiadas proteínas! Isto realmente o Universo está muito bem estudado. Hum..deixo o grilo da consciência em paz, impossível enganar o Arquitecto.
p.s.- este post pode parecer estúpido, mas não é. asseguro-vos. Pelo menos não na sua totalidade.
tenho que ir estudar.
obrigada pela Tua bondade e desmesurada misericórdia.
Acabei de reparar que tenho os ossos da clavícula (será? isto sou eu a atirar para o ar, aqueles ossitos debaixo do pescoço)
finalmente SALIENTES! voltaram à sua condição normal e viram-se livres do jugo aterrorizador das glândulas gordurosas!
Estou tão feliz que nem vou estudar mais.
...
De que vale ter clavículas ossudas se tenho sempre a voz da consciência a martirizar-me?
Quando acabar a oral vou assassinar o grilo falante e cozê-lo para o almoço. Ah, mas depois lá se vão as clavículas ossudas, não posso comer demasiadas proteínas! Isto realmente o Universo está muito bem estudado. Hum..deixo o grilo da consciência em paz, impossível enganar o Arquitecto.
p.s.- este post pode parecer estúpido, mas não é. asseguro-vos. Pelo menos não na sua totalidade.
tenho que ir estudar.
menos de 24 horas, a doença agrava-se
Vantagens de ter uma oral de agregação perante um Júri de 4 pessoas amanhã:
- estou com uma grande dor de barriga e já fui à casa de banho muitas vezes (relembro, no entanto, que as meninas só fazem xixi), pelo que já perdi em 4 dias, mais um quilito;
- a minha mãe mima-me, comprando boas frutas, carregando-me o telemóvel e oferencendo-me as lentes de contacto semestrais (poupei 49 euros, oh joy oh happyness!!)
- o meu pai não me mima, mas também não me repreende
"MAS TU NÃO TENS 2 TELEMÓVEIS?? PORQUE É QUE USAS ENTÃO O TELEFONE FIXO? NÃO SAIRIA MAIS BARATO IRES TER A CASA DAS PESSOAS E FALARES COM ELAS? 9 MINUTOS NUMA CHAMADA MAS TU ÉS LOUCA??"
"mas pai,a Tininha estava no Cadaval.."
"APANHAVAS A A8 SUA PREGUIÇOSA!"
"mas pai, o Nuno levou o carro"
"IAS AO CAMPO GRANDE E APANHAVAS O EXPRESSO PARA A LOURINHÃ!"
"mas pai,o bilhete custa 11 euros com cartão jovem, e a chamada custou 0,43 cêntimos"
"TU CALA-TE E NÃO RESPONDAS A TEU PAI"
E pronto, este diálogo deprimente vem á laia de colmatação porque realmente não estou a ver grandes vantagens em fazer a oral amanhã e passar uma vergonha descomunal.
Vou tentar falar com alguém do conselho distrital e perguntar se, não correndo nua, haverá possibilidade de o fazer com um par de peúgos e um soutien de alças reforçadas.
O máxmo qe me pode acontecer é apanhar com um processo disciplinar. Mas a isso já estou sujeita desde um post que escrevi sobre o exame escrito de Dezembro. Que emoção ter a espada sobre a cabeça.
- estou com uma grande dor de barriga e já fui à casa de banho muitas vezes (relembro, no entanto, que as meninas só fazem xixi), pelo que já perdi em 4 dias, mais um quilito;
- a minha mãe mima-me, comprando boas frutas, carregando-me o telemóvel e oferencendo-me as lentes de contacto semestrais (poupei 49 euros, oh joy oh happyness!!)
- o meu pai não me mima, mas também não me repreende
"MAS TU NÃO TENS 2 TELEMÓVEIS?? PORQUE É QUE USAS ENTÃO O TELEFONE FIXO? NÃO SAIRIA MAIS BARATO IRES TER A CASA DAS PESSOAS E FALARES COM ELAS? 9 MINUTOS NUMA CHAMADA MAS TU ÉS LOUCA??"
"mas pai,a Tininha estava no Cadaval.."
"APANHAVAS A A8 SUA PREGUIÇOSA!"
"mas pai, o Nuno levou o carro"
"IAS AO CAMPO GRANDE E APANHAVAS O EXPRESSO PARA A LOURINHÃ!"
"mas pai,o bilhete custa 11 euros com cartão jovem, e a chamada custou 0,43 cêntimos"
"TU CALA-TE E NÃO RESPONDAS A TEU PAI"
E pronto, este diálogo deprimente vem á laia de colmatação porque realmente não estou a ver grandes vantagens em fazer a oral amanhã e passar uma vergonha descomunal.
Vou tentar falar com alguém do conselho distrital e perguntar se, não correndo nua, haverá possibilidade de o fazer com um par de peúgos e um soutien de alças reforçadas.
O máxmo qe me pode acontecer é apanhar com um processo disciplinar. Mas a isso já estou sujeita desde um post que escrevi sobre o exame escrito de Dezembro. Que emoção ter a espada sobre a cabeça.
quarta-feira, julho 12, 2006
Façam-me parar
Estou profundamente indignada.
Ainda não percebi se vós, tal como eu, também acreditam que havia ali um picozinho a azedo na relação do Português com o Zezinho do Meu Pé de Laranja Lima.
Ou estão todos compactuados com o Álvaro Reis, director daquele sacrilégio?
Não quero estudar, odeio livros, abomino candeeiros, horrizam-me marcadores fluorescentes,
eu quero ir a ROTERDÃO. Com uma cédula profissional no bolso.
por este andar vou mas é com um carimbo na testa (Burra)
Estou a entrar em estado semi-comatoso.
Ainda não percebi se vós, tal como eu, também acreditam que havia ali um picozinho a azedo na relação do Português com o Zezinho do Meu Pé de Laranja Lima.
Ou estão todos compactuados com o Álvaro Reis, director daquele sacrilégio?
Não quero estudar, odeio livros, abomino candeeiros, horrizam-me marcadores fluorescentes,
eu quero ir a ROTERDÃO. Com uma cédula profissional no bolso.
por este andar vou mas é com um carimbo na testa (Burra)
Estou a entrar em estado semi-comatoso.
Estou notoriamente doente
Oral daqui a menos de 48 horas.
Imagino o diálogo:
Prof do Júri, velho, barrigudo, ligeriamente drogado, voz de bagaço e unhas compridas, cabelos a sairem das orelhas e a cheirar a vinho:
"Então diga lá, quando é que vai apresentar o rol de testemunhas no processo sumário?"
Susana, nova, com uma ligeira barriguinha sexy, ligeiramente drogada pelos calmantes, unhas compridas vermelhas escuras, cabelos pretos sedutoramente caídos pelos ombros e a cheirar a água de rosas:
"Pois, não sei, mas já lhe disse que ali no Solinca são uns grandes porcos, que o meu irmão me estragou a bicicleta quase nova, que a minha mãe me subornou e bem com um portátil, que tenho um cão estropiado e acho todos os homens que conheço indignos de serem os pais dos meus filhos, excepto o Bruno Lopes que para mim é uma gaja e o Tiago Boto que também é outra gaja e já viu a pena que tenho por não ser homossexual (apenas os eternos pensamentos ímpios com a Belluci)?"
e o Júri:
"Não, por acaso não me recordo que me tenha dito isso"
Susana
"Considere-se notificado, então"
e sai segura, aprovada com distinção.
Acho que vou tomar um Voltaren.
Imagino o diálogo:
Prof do Júri, velho, barrigudo, ligeriamente drogado, voz de bagaço e unhas compridas, cabelos a sairem das orelhas e a cheirar a vinho:
"Então diga lá, quando é que vai apresentar o rol de testemunhas no processo sumário?"
Susana, nova, com uma ligeira barriguinha sexy, ligeiramente drogada pelos calmantes, unhas compridas vermelhas escuras, cabelos pretos sedutoramente caídos pelos ombros e a cheirar a água de rosas:
"Pois, não sei, mas já lhe disse que ali no Solinca são uns grandes porcos, que o meu irmão me estragou a bicicleta quase nova, que a minha mãe me subornou e bem com um portátil, que tenho um cão estropiado e acho todos os homens que conheço indignos de serem os pais dos meus filhos, excepto o Bruno Lopes que para mim é uma gaja e o Tiago Boto que também é outra gaja e já viu a pena que tenho por não ser homossexual (apenas os eternos pensamentos ímpios com a Belluci)?"
e o Júri:
"Não, por acaso não me recordo que me tenha dito isso"
Susana
"Considere-se notificado, então"
e sai segura, aprovada com distinção.
Acho que vou tomar um Voltaren.
Após leitura do post é favor anotar na Moleskine
Houve alguém que disse que se mede o nível de popularidade de uma pessoa pelo número de festas surpresa com que já foi brindada.
Pensei no assunto e cheguei à conclusão que nunca tive nenhuma.
Depois pensei melhor e concluí que o facto de andar a alardear 3 meses antes o meu aniversário, com actos bastante concretos nomeadamente:
mandar sms e e-mails grupais,
deixar bilhetinhos dentro das mochilas dos portáteis
fazer interpelações admonitórias via postal
alugar avionetas na comarca de Lisboa
é capaz de não ajudar à preparação de uma festa surpresa,
nesse dia tão lindo que é o de 23 DE AGOSTO,!! (sou alérgica a peshisbeque relembro)
Este ano vou ficar bem caladinha.
Pensei no assunto e cheguei à conclusão que nunca tive nenhuma.
Depois pensei melhor e concluí que o facto de andar a alardear 3 meses antes o meu aniversário, com actos bastante concretos nomeadamente:
mandar sms e e-mails grupais,
deixar bilhetinhos dentro das mochilas dos portáteis
fazer interpelações admonitórias via postal
alugar avionetas na comarca de Lisboa
é capaz de não ajudar à preparação de uma festa surpresa,
nesse dia tão lindo que é o de 23 DE AGOSTO,!! (sou alérgica a peshisbeque relembro)
Este ano vou ficar bem caladinha.
Uma escolha cerceada
6ª feira tenho a oral de agregação da Ordem.
Tenho uma amiga que também a irá fazer e me disse, olhos nos olhos,mãos nas mãos,tremendo levemente com ar psicopático mas marejada de sinceridade:
- Susana, eu preferia passear COMPLETAMENTE NUA PELA EXPO, DE UMA PONTA À OUTRA, 2 VEZES, a ter que fazer o exame.
Pois, mas quem está está pejada de estrias e não dispensa, nem por milisegundo o seu mimoso soutien, acaba por não ter grande alternativa não é?
odeio magras, duplicam-se-lhes sempre as possibilidades.
Tenho uma amiga que também a irá fazer e me disse, olhos nos olhos,mãos nas mãos,tremendo levemente com ar psicopático mas marejada de sinceridade:
- Susana, eu preferia passear COMPLETAMENTE NUA PELA EXPO, DE UMA PONTA À OUTRA, 2 VEZES, a ter que fazer o exame.
Pois, mas quem está está pejada de estrias e não dispensa, nem por milisegundo o seu mimoso soutien, acaba por não ter grande alternativa não é?
odeio magras, duplicam-se-lhes sempre as possibilidades.
segunda-feira, julho 10, 2006
Triste? Correcção, foi o degredo.
Hoje a minha chefe entrou sem bater à porta, por volta das 16h30 com um calor abrasador.
Não posso descrever num post a situação dramática que se viveu.
dos 6, 5 encontravam-se espalhados pelas cadeiras e sofás
dos 5, 3 dormiam efectivamente.
dos 3, 2 ressonavam.
dos 2, 1 já falava durante o sonho (ou seja, já ia na fase paradóxica, mexia os olhitos e levantava as sobrancelhas)
moral: foi triste.
Não posso descrever num post a situação dramática que se viveu.
dos 6, 5 encontravam-se espalhados pelas cadeiras e sofás
dos 5, 3 dormiam efectivamente.
dos 3, 2 ressonavam.
dos 2, 1 já falava durante o sonho (ou seja, já ia na fase paradóxica, mexia os olhitos e levantava as sobrancelhas)
moral: foi triste.
justeza profissional
Hoje, num dos raros momentos em que me debati com algum trabalho profissional,
fui obrigada a debruçar-me sobre a pretensão de um cidadão, bem fundamentada é certo, mas de alguma complexidade técnico-jurídica que me levou algumas horas de estudo profundo sobre um dos nossos Códigos.
Ainda hesitante sobre ou deferimento ou não, descubro consternada que o que havia levado aquela situação fora a alienação de um painel de azulejos, pela módica quantia de
1 MILHÃO E SEISCENTOS MIL EUROS! AZULEJOS!
indeferi instantaneamente.
Tenho a profunda convicção legal de quem vende um par de mosaicos por 300 mil contos não merece mais alegrias.
fui obrigada a debruçar-me sobre a pretensão de um cidadão, bem fundamentada é certo, mas de alguma complexidade técnico-jurídica que me levou algumas horas de estudo profundo sobre um dos nossos Códigos.
Ainda hesitante sobre ou deferimento ou não, descubro consternada que o que havia levado aquela situação fora a alienação de um painel de azulejos, pela módica quantia de
1 MILHÃO E SEISCENTOS MIL EUROS! AZULEJOS!
indeferi instantaneamente.
Tenho a profunda convicção legal de quem vende um par de mosaicos por 300 mil contos não merece mais alegrias.
domingo, julho 09, 2006
1.º aniversário
Hoje faz um ano que eu iniciei este blog.
Não, por acaso não faz, é só 3ª, mas pensei que desencadeasse um momento bonito se dissesse isso agora.
E, um ano depois, o inevitável balanço:
- mais divertida,
- mais confiante,
- mais endinheirada (bendita gestão pessoal para tótós)
- mais magra
- mais solteira
por falar em solteira,
para bom entendedor
o que eu gostei mais neste ano? da minha médica quando me viu em Junho. Sussurrou-me "Parabéns", e eu fiquei feliz.
Não, por acaso não faz, é só 3ª, mas pensei que desencadeasse um momento bonito se dissesse isso agora.
E, um ano depois, o inevitável balanço:
- mais divertida,
- mais confiante,
- mais endinheirada (bendita gestão pessoal para tótós)
- mais magra
- mais solteira
por falar em solteira,
para bom entendedor
o que eu gostei mais neste ano? da minha médica quando me viu em Junho. Sussurrou-me "Parabéns", e eu fiquei feliz.
mega-vergonha
Na 6ªf fui à minha aula de flexibilidade no Solinca.
Uma sala apinhada de gente, gajos incluídos,
e a Su com o seu ar mais sensual, no seu top a condizer com as legging e descalça.
depois de uma hora em poses adoráveis e movimentos hiper-sexys, deito-me para o relaxe final, peito esticado, anca redondinha e rabinho empinado. Depois descubro, HORRORIZADA, que tinha as plantas dos pés completamente pretas por algum motivo obscuro, pareceu-me que pisei uma espécie de graxa no balneário,ó meu Deus nem quero pensar (e não se alvitre que não lavei estes mimosos 37!!)
Foi um momento triste, só isso, às 6ªas passarei a fazer Body Balance noutra sala, não tenho cara nem sola dos pés para enfrentar aquela gente.
Uma sala apinhada de gente, gajos incluídos,
e a Su com o seu ar mais sensual, no seu top a condizer com as legging e descalça.
depois de uma hora em poses adoráveis e movimentos hiper-sexys, deito-me para o relaxe final, peito esticado, anca redondinha e rabinho empinado. Depois descubro, HORRORIZADA, que tinha as plantas dos pés completamente pretas por algum motivo obscuro, pareceu-me que pisei uma espécie de graxa no balneário,ó meu Deus nem quero pensar (e não se alvitre que não lavei estes mimosos 37!!)
Foi um momento triste, só isso, às 6ªas passarei a fazer Body Balance noutra sala, não tenho cara nem sola dos pés para enfrentar aquela gente.
Medo
acabei de vender 10 t-shirts do Projecto Crescer à porta da igreja.
agora vem a correcção: acabei não, a Zélia acabou, porque apesar de eu ser uma grandessíssima desenvergonhada, o certo é que me dão os pudores despropositados nestas situações queridas e amorosas como as de vender t-shirts mimosas com a oração de S. Francisco impressa em letras docinhas, para ajudar as crianças na sua próxima Colónia de Férias.
A Zélia apregoava as virtudes do algodão e afins,
eu barriquei-me atrás de um Opel Vectra fingindo que não era nada comigo, ainda rescaldada da lap dance artesanal que fiz na despedida de solteira de uma amiga no dia anterior.
Continuo com as prioridades do avesso
agora vem a correcção: acabei não, a Zélia acabou, porque apesar de eu ser uma grandessíssima desenvergonhada, o certo é que me dão os pudores despropositados nestas situações queridas e amorosas como as de vender t-shirts mimosas com a oração de S. Francisco impressa em letras docinhas, para ajudar as crianças na sua próxima Colónia de Férias.
A Zélia apregoava as virtudes do algodão e afins,
eu barriquei-me atrás de um Opel Vectra fingindo que não era nada comigo, ainda rescaldada da lap dance artesanal que fiz na despedida de solteira de uma amiga no dia anterior.
Continuo com as prioridades do avesso
sexta-feira, julho 07, 2006
O certo é que me amo e muito
Ontem no curso de escrita criativa foi-nos pedido que escrevessemos 3 episódios, a apresentar para a semana, sendo que dois deles têm que ser verdadeiros e profundamente bizarros, daqueles que nos fazem duvidar da honestidade ou mesmo capacidade intelectual de quem se arroga de os ter vivido, e um completamente falso. Interessa confundir os colegas de forma a que estes não consigam distinguir a verdade da mentira.
após horas a bater com a cabeça nas paredes percebi que não tenho habilidade inventiva para mentir. Quer dizer, mais ou menos.
O que importa retirar daqui é que se fossem 3 episódios verdadeiros bastava-me reler os posts do mês de Agosto e fazer copy paste. Como um tem que ser falso tive a comprovação metafísica de que a minha vida, definitivamente, ultrapassa-me.
Medo.
após horas a bater com a cabeça nas paredes percebi que não tenho habilidade inventiva para mentir. Quer dizer, mais ou menos.
O que importa retirar daqui é que se fossem 3 episódios verdadeiros bastava-me reler os posts do mês de Agosto e fazer copy paste. Como um tem que ser falso tive a comprovação metafísica de que a minha vida, definitivamente, ultrapassa-me.
Medo.
quinta-feira, julho 06, 2006
Jantar refinado
Outra coisa estranha: cabisbaixos do jogo, fomos hoje jantar às bifanas da 24 Julho.
em pleno jantar (se é que assim merece ser apelidado um pão com chouriço bolorento e um caldo verde mortiço com pedacinhos de unhas a boiar)
começamos a ouvir alguém dentro da cozinha a rezar uma ladaínha asneirenta do pior que pode haver. Primeiramente, numa ténue voz lamurienta, minutos mais tarde já estávamos todos com uma mão no tabuleiro outra na carteira prestes a fugir, tamanha era a barulheira e capacidade aterrorizadora da senhora.
Esta, por motivo não apurado, zangou-se com um homem, achando por isso que a melhor maneira de o ofender era segurar profanamente nas suas próprias partes púdicas e gritar-lhe aos ouvidos "TU TENS UMA C...!" (Ainda agora não domino o alcance da ofensa, mas depreendo que o que ela quisesse dizer incluísse o conceito de pequeno pénis e parca satisfação feminina.)
Ficámos boquiabertos, até a vermos saltar balcão fora, a praguejar "Cabrão do c..., seu f.. da p..., merecias morrer paneleiro de m... a tua mãe é uma v..., tu queres é p.., tens uma c... maior que o c.. do teu namorado, f...lhão do c..."
Isto só assim já teria imensa graça (teve, asseguro-vos), quando, para nosso imenso gáudio, o padeiro das bifanas sai em defesa da copeira e atira-se contra o homem injuriado, dando-lhe duas valentes galhetas.
Entretanto, e connosco a beber sofregamente a coca-cola e a deglutir os pedacinhos de unha acrescidos da sopa qual drive-in barrasco de Moscavide, o homem que apanhou na cara riposta e bate também no padeiro.
Emocionadíssimos, a clientela segue o desenrolar desta tragicomédia no mais profundo silêncio, até que se ouve uma voz impaciente de um cantinho da sala " ENTÃO Ó CHEFE E O MEU MENU 4?!!"
Pára a pancadaria e, num gesto meio envergonhado, a copeira pede mais uns segundinhos.
Pergunto-me eu: quem vai ter fome num momento lancinante daqueles? quão grave será a sua vida socio-familiar para estar tão indiferente aos maiores chapadões e asneironas que já ouvi na vida?
Volto lá amanhã, ouvi dizer que o pasteleiro que hoje estava de folga vai arrear no padeiro.
em pleno jantar (se é que assim merece ser apelidado um pão com chouriço bolorento e um caldo verde mortiço com pedacinhos de unhas a boiar)
começamos a ouvir alguém dentro da cozinha a rezar uma ladaínha asneirenta do pior que pode haver. Primeiramente, numa ténue voz lamurienta, minutos mais tarde já estávamos todos com uma mão no tabuleiro outra na carteira prestes a fugir, tamanha era a barulheira e capacidade aterrorizadora da senhora.
Esta, por motivo não apurado, zangou-se com um homem, achando por isso que a melhor maneira de o ofender era segurar profanamente nas suas próprias partes púdicas e gritar-lhe aos ouvidos "TU TENS UMA C...!" (Ainda agora não domino o alcance da ofensa, mas depreendo que o que ela quisesse dizer incluísse o conceito de pequeno pénis e parca satisfação feminina.)
Ficámos boquiabertos, até a vermos saltar balcão fora, a praguejar "Cabrão do c..., seu f.. da p..., merecias morrer paneleiro de m... a tua mãe é uma v..., tu queres é p.., tens uma c... maior que o c.. do teu namorado, f...lhão do c..."
Isto só assim já teria imensa graça (teve, asseguro-vos), quando, para nosso imenso gáudio, o padeiro das bifanas sai em defesa da copeira e atira-se contra o homem injuriado, dando-lhe duas valentes galhetas.
Entretanto, e connosco a beber sofregamente a coca-cola e a deglutir os pedacinhos de unha acrescidos da sopa qual drive-in barrasco de Moscavide, o homem que apanhou na cara riposta e bate também no padeiro.
Emocionadíssimos, a clientela segue o desenrolar desta tragicomédia no mais profundo silêncio, até que se ouve uma voz impaciente de um cantinho da sala " ENTÃO Ó CHEFE E O MEU MENU 4?!!"
Pára a pancadaria e, num gesto meio envergonhado, a copeira pede mais uns segundinhos.
Pergunto-me eu: quem vai ter fome num momento lancinante daqueles? quão grave será a sua vida socio-familiar para estar tão indiferente aos maiores chapadões e asneironas que já ouvi na vida?
Volto lá amanhã, ouvi dizer que o pasteleiro que hoje estava de folga vai arrear no padeiro.
quarta-feira, junho 28, 2006
Novamente a adulta amadurecida
Acompanhem-me pf:
Hoje deitei-me no sofá da minha sala de trabalho, em pele preto, novinho em folha, e dormi durante 60 minutos certos.
após este descanso merecido (trabalhei durante 25 minutos intensivos durante a parte da manhã), limpei a baba, tirei a ramela dos olhos (estes profundamente doentes com as lentes de contacto literalmente coladas às órbitas) e perguntei ao pessoal: "café?"
e lá fomos todos para a pausa de meia hora, quando regressámos já era praticamente hora de sair.
E ganho eu 35 euros diários para esta vida, se adivinhasse que isto é que era crescer já tinha tomado anfetaminas há mais de 9 anos.
Hoje deitei-me no sofá da minha sala de trabalho, em pele preto, novinho em folha, e dormi durante 60 minutos certos.
após este descanso merecido (trabalhei durante 25 minutos intensivos durante a parte da manhã), limpei a baba, tirei a ramela dos olhos (estes profundamente doentes com as lentes de contacto literalmente coladas às órbitas) e perguntei ao pessoal: "café?"
e lá fomos todos para a pausa de meia hora, quando regressámos já era praticamente hora de sair.
E ganho eu 35 euros diários para esta vida, se adivinhasse que isto é que era crescer já tinha tomado anfetaminas há mais de 9 anos.
segunda-feira, junho 26, 2006
Jo desculpa!
Eu prometi que escrevia um post sobre a Joana Morais. Aqui vai:
A Joana é uma cavalona sexy. E veste o n.º36.
Noutro dia fui a casa dela e, deitada no tapete do quarto, resfolgando que nem uma égua, e prestes a acometer-se-me uma apoplexia,
vesti uma saia dela.
Por toda a vila ecoaram urros de alegria até que,
numa fracção de segundo,
se ouve um barulhinho inócuo,
o qual se revelou ser um fecho a estragar-se em directo.
Só tive tempo de esconder outra vez a saia na gaveta e colocar o meu sorriso mais amoroso.
Roliça sim, delatora jamais.
A Joana é uma cavalona sexy. E veste o n.º36.
Noutro dia fui a casa dela e, deitada no tapete do quarto, resfolgando que nem uma égua, e prestes a acometer-se-me uma apoplexia,
vesti uma saia dela.
Por toda a vila ecoaram urros de alegria até que,
numa fracção de segundo,
se ouve um barulhinho inócuo,
o qual se revelou ser um fecho a estragar-se em directo.
Só tive tempo de esconder outra vez a saia na gaveta e colocar o meu sorriso mais amoroso.
Roliça sim, delatora jamais.
Salsicha redecondecorado
Por portas e travessas, fui compelida a ouvir o programa da Comercial sobre o meu salsichinha http://radiocomercial.clix.pt/destaques/blog_radio/index.asp
dentro do carro, com o meu pai, mãe e irmão. (sábado à hora de almoço não
é, definitivamente, um bom momento para a solidão)
começam a ler os posts:
o 1º - "ah e tal, só trabalho há 3 dias e já cheguei atrasada 6 vezes"
a minha mãe: SUSANA SOFIA, NÃO TENS VERGONHA NESSA CARA??
O 2º - "o meu irmão esfarrapou-se todo na bicicleta e toda a gente se riu muito!"
o meu irmão: sua p.. v.. de m..., c.. do c.. FOSTE ESCREVER ISTO porca de m.., p.. do car..
0 3.º e o 4.º não levantaram grande celeuma, à excepção de um olhar homicida da minha mãe "com que então os trabalhos na faculdade eram todos mentira? só te dá é para o mal, palavra de honra!"
5.º - o dos ovnis. Devo dizer que ficámos todos em silêncio relembrando esse momento deprimente.
Mas na realidade, o que levantou uma certa tensão entre os presentes, foi mesmo o 6.º post, referente aos vizinhos do Tiago, que fornicaram violentamente mesmo sob as nossas barbas, num barulho atroz, especialmente para quem anda à míngua já há bastante tempo,
Pai: Então mas quem é esse rapaz?
Mãe: às tantas da noite? que andavas tu a fazer?
Irmão (ainda encolerizado pela vergonha bicilitesca) : é uma grande galdéria é o que ela é, a insinuar-se junto a tudo quanto é homem. Bem te vi a soprares beijos ao Rabinho (amigo) sua grande porca mentirosa!
Foi delicioso agitar o mundinho provinciano da minha família..esperem só até eles não resistirem à curiosidade e lerem um certo post de Maio referente a uma fim de semana no Algarve, o qual eu estaria supostamente com a minha avó em Tomar mas estava era a divertir-me principiscamente em Vilamoura..
beijinhos mãe!!!! és linda!!
pai amigo, tb és mt bem apessoado.
dentro do carro, com o meu pai, mãe e irmão. (sábado à hora de almoço não
é, definitivamente, um bom momento para a solidão)
começam a ler os posts:
o 1º - "ah e tal, só trabalho há 3 dias e já cheguei atrasada 6 vezes"
a minha mãe: SUSANA SOFIA, NÃO TENS VERGONHA NESSA CARA??
O 2º - "o meu irmão esfarrapou-se todo na bicicleta e toda a gente se riu muito!"
o meu irmão: sua p.. v.. de m..., c.. do c.. FOSTE ESCREVER ISTO porca de m.., p.. do car..
0 3.º e o 4.º não levantaram grande celeuma, à excepção de um olhar homicida da minha mãe "com que então os trabalhos na faculdade eram todos mentira? só te dá é para o mal, palavra de honra!"
5.º - o dos ovnis. Devo dizer que ficámos todos em silêncio relembrando esse momento deprimente.
Mas na realidade, o que levantou uma certa tensão entre os presentes, foi mesmo o 6.º post, referente aos vizinhos do Tiago, que fornicaram violentamente mesmo sob as nossas barbas, num barulho atroz, especialmente para quem anda à míngua já há bastante tempo,
Pai: Então mas quem é esse rapaz?
Mãe: às tantas da noite? que andavas tu a fazer?
Irmão (ainda encolerizado pela vergonha bicilitesca) : é uma grande galdéria é o que ela é, a insinuar-se junto a tudo quanto é homem. Bem te vi a soprares beijos ao Rabinho (amigo) sua grande porca mentirosa!
Foi delicioso agitar o mundinho provinciano da minha família..esperem só até eles não resistirem à curiosidade e lerem um certo post de Maio referente a uma fim de semana no Algarve, o qual eu estaria supostamente com a minha avó em Tomar mas estava era a divertir-me principiscamente em Vilamoura..
beijinhos mãe!!!! és linda!!
pai amigo, tb és mt bem apessoado.
sexta-feira, junho 23, 2006
Síntese biográfica
Este blog que hoje lêm, e cada dia que passa mais doentio, irá ser lido na rádio Comercial ("o meu blog dava um programa de rádio") num fim de semana já designado mas que não será por mim divulgado (imaginem que corre mal? não terei já eu dificuldades de sobra? Já não vos contei que me fizeram retenção na fonte? Não aguento outro abalo emocional)
Após saturada reflexão dos antigos posts concluí que:
Não, o meu blog não dava um programa de rádio. O meu blog dava:
- direito a hipnoterapia regressiva gratuita durante um período mínimo de 15 anos;
- direito a um título de transporte colectivo mensal com desconto para incapacitados;
- dever de ressarcimento por parte do meu núcleo familiar pelos traumas esotéricos que tenho vindo a desenvolver;
- direito a entrada vitalícia no Clube das Chaves para Enjeitados (a quem mais é que foi esquartejada uma gengiva errada, suturada com 9 pontos, porque o raio-x estava do avesso? Sim, porque o Sr. Dentista estava demasiado ocupado a regatear pratinhos de prata no famigerado E-BAY para atentar na boquinha de anjo da Su!)
- em suma, dava era uma estatística particularmente elucidativa sobre pessoal desocupado.
Após saturada reflexão dos antigos posts concluí que:
Não, o meu blog não dava um programa de rádio. O meu blog dava:
- direito a hipnoterapia regressiva gratuita durante um período mínimo de 15 anos;
- direito a um título de transporte colectivo mensal com desconto para incapacitados;
- dever de ressarcimento por parte do meu núcleo familiar pelos traumas esotéricos que tenho vindo a desenvolver;
- direito a entrada vitalícia no Clube das Chaves para Enjeitados (a quem mais é que foi esquartejada uma gengiva errada, suturada com 9 pontos, porque o raio-x estava do avesso? Sim, porque o Sr. Dentista estava demasiado ocupado a regatear pratinhos de prata no famigerado E-BAY para atentar na boquinha de anjo da Su!)
- em suma, dava era uma estatística particularmente elucidativa sobre pessoal desocupado.
quarta-feira, junho 21, 2006
Lamento, sou mesmo adulta.
Já recebi o meu 1.º ordenado oficial.
Foi uma emoção ter, finalmente, rendimentos que se vejam (não obstante a retenção na fonte, um verdadeiro ultraje)
o único senão foi eu ter estoirado 43 contos de uma assentada e ter ficado estropiada em sentimentos de culpa completamente DISPENSÁVEIS
sim,
porque eu andei 4 anos na primária, 2 no ciclo e 6 no liceu,
mais 5 na faculdade e mais 2 na Ordem,para auferir aquele montante!
Agora que reflicto mais atentamente, eu deveria ter gasto era mesmo TUDO, e mesmo assim ficaria a anos-luz da compensação pela crueldade a que fui submetida nestes últimos 19 anos nos corredores sinistros de todas aquelas instituições.
Tanta chapadona que apanhei na primária por causa das simetrias.. e a vergonha de ter tido a única negativa na prova global de métodos quantitativos? e o 2 a educação visual? (peço perdão por não ter qualquer noção espacio-temporal sim?! ir-me-à valer de muito, quando tiver que parir um filho)
19 anos?? bolas, realmente permanece um mistério insolúvel o que é que eu fiz à informação apreendida em 2 décadas.
Dão-se alvíssaras (não muitas, seus conspurcadores de 1.ºs ordenados alheios!)a quem avançar resposta. Obrigada.
Foi uma emoção ter, finalmente, rendimentos que se vejam (não obstante a retenção na fonte, um verdadeiro ultraje)
o único senão foi eu ter estoirado 43 contos de uma assentada e ter ficado estropiada em sentimentos de culpa completamente DISPENSÁVEIS
sim,
porque eu andei 4 anos na primária, 2 no ciclo e 6 no liceu,
mais 5 na faculdade e mais 2 na Ordem,para auferir aquele montante!
Agora que reflicto mais atentamente, eu deveria ter gasto era mesmo TUDO, e mesmo assim ficaria a anos-luz da compensação pela crueldade a que fui submetida nestes últimos 19 anos nos corredores sinistros de todas aquelas instituições.
Tanta chapadona que apanhei na primária por causa das simetrias.. e a vergonha de ter tido a única negativa na prova global de métodos quantitativos? e o 2 a educação visual? (peço perdão por não ter qualquer noção espacio-temporal sim?! ir-me-à valer de muito, quando tiver que parir um filho)
19 anos?? bolas, realmente permanece um mistério insolúvel o que é que eu fiz à informação apreendida em 2 décadas.
Dão-se alvíssaras (não muitas, seus conspurcadores de 1.ºs ordenados alheios!)a quem avançar resposta. Obrigada.
Tanta capacidade que vos é desconhecida..
É verdade, estou em falta.
Não tenho escrito posts diariamente, como previamente auto-combinado (quem se atreverá a negar que fala sozinho?), mas, curiosamente ninguém colocou a hipótese de eu, em bom rigor, ter entrado num processo de inflamação interna.
Isso entristece-se, nunca supus tanta descrença nos meus impulsos psicocinéticos destrutivos.
Não tenho escrito posts diariamente, como previamente auto-combinado (quem se atreverá a negar que fala sozinho?), mas, curiosamente ninguém colocou a hipótese de eu, em bom rigor, ter entrado num processo de inflamação interna.
Isso entristece-se, nunca supus tanta descrença nos meus impulsos psicocinéticos destrutivos.
terça-feira, junho 20, 2006
Como me tornei um adulto responsável
São 6h46.
A contagem descrecente iniciou-se há 5 minutos e tudo vai mudar daqui a 14. Ou, como se alvitrou, os meus órgãos internos encarregar-se-ão de me poupar trabaho e arderei inexplicavelmente.
A contagem descrecente iniciou-se há 5 minutos e tudo vai mudar daqui a 14. Ou, como se alvitrou, os meus órgãos internos encarregar-se-ão de me poupar trabaho e arderei inexplicavelmente.
segunda-feira, junho 19, 2006
Não acredito que acabei de escrever isto.
Apetece-me desfiar hoje um rol gigantesco de asneiras. Controlei-me e, em vez disso, fiz da minha terapia ocupacional um escape: vou escrever para me organizar.
Eu nunca tive um estojo na minha vida. Eu andei em Humanidades e tinha um lápis todo roído. Andei na FDL e tinha uma lapiseira sem minas. Frequento a Ordem e ando com duas canetas, uma sem tampa e outra que se me esborra os ofícios todos.
Andei, da maneira mais pelintrosa que possam conceber, a esquivar-me à tentação de comprar livros enfarruscados, sem capas e ma-cheirosos nos alfarrabistas da Feira do Livro (quais bancas!!), para no fim dar-me conta que tinha perdido os meus 20 preciosos euros. Porquê?Porque atirei com o dinheiro para dentro da mala sem me dar ao trabalho de a acondicionar convenientemente na carteira. Lá fui eu a ferver obscenidades Parque Eduardo VII fora quando sei que a culpa é exclusivamente minha!
Preciso desesperadamente de me organizar. Eu canso-me a mim própria, esgoto todos os outros com os meus advérvios circnstanciais :"onde esão os óculos? onde estão as chaves? onde estão os livros? onde estão as chávenas?"
Estou completamente farta deste meu estilo de vida e vou mudar HOJE! Aliás, amanhã as 7h, logo logo quando acordar!
VOU COMPRAR UM BLOCO DE NOTAS DA MOLESKINE (12 euros. porcos.)
VOU A TODAS AS REUNÕES E ACTIVIDADES DO PROJECTO CRESCER
VOU ESCREVER À ALICE VIEIRA (ando há, palavra de honra, 12 anos para lhe escrever. Vergonhoso, no mínimo)
VOU ESCOVAR O DESGRAÇADO DA HUSKIE, QUANDO VAI À RUA ESCONDE-SE EM TUDO QUANTO É TAMPO DE ESGOTO E JÁ NÃO SORRI PERANTE AS CARÍCIAS FORTUITAS DE ESTRANHOS (não obstante, aquela lambona!, continua a ofertar-se lascivamente ao Basset da rua de cima)
VOU ESCREVER NESTE BLOGUE DIARIAMENTE, E SÓ COISAS VERDADEIRAS (descansem, corações alvoraçados, nem à frente de um pelotão de fuzilamento nua com uma touca de banho na cabeça e dois peúgos nas orelhas, a aldrabice deste blogue é já marca registada)
Em suma, vou crescer, comprometer-me e deixar de dar problemas.
Ou então entrar simplesmente em combustão espontânea.
Eu nunca tive um estojo na minha vida. Eu andei em Humanidades e tinha um lápis todo roído. Andei na FDL e tinha uma lapiseira sem minas. Frequento a Ordem e ando com duas canetas, uma sem tampa e outra que se me esborra os ofícios todos.
Andei, da maneira mais pelintrosa que possam conceber, a esquivar-me à tentação de comprar livros enfarruscados, sem capas e ma-cheirosos nos alfarrabistas da Feira do Livro (quais bancas!!), para no fim dar-me conta que tinha perdido os meus 20 preciosos euros. Porquê?Porque atirei com o dinheiro para dentro da mala sem me dar ao trabalho de a acondicionar convenientemente na carteira. Lá fui eu a ferver obscenidades Parque Eduardo VII fora quando sei que a culpa é exclusivamente minha!
Preciso desesperadamente de me organizar. Eu canso-me a mim própria, esgoto todos os outros com os meus advérvios circnstanciais :"onde esão os óculos? onde estão as chaves? onde estão os livros? onde estão as chávenas?"
Estou completamente farta deste meu estilo de vida e vou mudar HOJE! Aliás, amanhã as 7h, logo logo quando acordar!
VOU COMPRAR UM BLOCO DE NOTAS DA MOLESKINE (12 euros. porcos.)
VOU A TODAS AS REUNÕES E ACTIVIDADES DO PROJECTO CRESCER
VOU ESCREVER À ALICE VIEIRA (ando há, palavra de honra, 12 anos para lhe escrever. Vergonhoso, no mínimo)
VOU ESCOVAR O DESGRAÇADO DA HUSKIE, QUANDO VAI À RUA ESCONDE-SE EM TUDO QUANTO É TAMPO DE ESGOTO E JÁ NÃO SORRI PERANTE AS CARÍCIAS FORTUITAS DE ESTRANHOS (não obstante, aquela lambona!, continua a ofertar-se lascivamente ao Basset da rua de cima)
VOU ESCREVER NESTE BLOGUE DIARIAMENTE, E SÓ COISAS VERDADEIRAS (descansem, corações alvoraçados, nem à frente de um pelotão de fuzilamento nua com uma touca de banho na cabeça e dois peúgos nas orelhas, a aldrabice deste blogue é já marca registada)
Em suma, vou crescer, comprometer-me e deixar de dar problemas.
Ou então entrar simplesmente em combustão espontânea.
sexta-feira, junho 16, 2006
Taberneira ou carroceira, qualquer uma serve
Só escrevo este post porque sei que a D. Belinha não domina propriamente a internet, (se é que ela alguma vez suspeitou que existiam computadores), e por conseguinte não me lerá. nem me aplicará qualquer tipo de servícias.
O certo é que eu tinha um prazo de 10 dias para entregar uma petição inicial que renderá, espero eu fervorsamente, uns 5 mil euros,
e se não fosse uma colega de trabalho, numa conversa de vão de escada, a alertar-me para a contagem dos dias,
hoje, à meia-noite, caducaria não só o tal mencionado prazo como toda a minha vida profissional e quiçá integridade física,
felizmente lá se fez o requerimento e se salvou a minha deprimente honra profissional.
E já é oficial: mais facilmente taberneira que servidora da Justiça.
Péssima profissional mas com uma consciência clarividente.
O certo é que eu tinha um prazo de 10 dias para entregar uma petição inicial que renderá, espero eu fervorsamente, uns 5 mil euros,
e se não fosse uma colega de trabalho, numa conversa de vão de escada, a alertar-me para a contagem dos dias,
hoje, à meia-noite, caducaria não só o tal mencionado prazo como toda a minha vida profissional e quiçá integridade física,
felizmente lá se fez o requerimento e se salvou a minha deprimente honra profissional.
E já é oficial: mais facilmente taberneira que servidora da Justiça.
Péssima profissional mas com uma consciência clarividente.
sexta-feira, junho 09, 2006
sem título. demasiado consternada para escrever.
Na semana passada estive a contar religiosamente as faltas que poderia dar ao longo do próximo ano. Com a língua de fora, esforçando-me ao mais alto nível, fiz dois gráficos, estatísticas pormenorizadas com feriados nacionais e municipais, folhas de optimização de cálculos e desenhos com legendas sempre com o intuito de saber como fazer render o peixe.
Logo nesta 2ª feira faltei por doença (do foro neurológico ainda por cima, já se sabe que é maleita oficialmente desdenhada, o que é um sistema nervoso esfrangalhado comparado com um abcesso hemorroidal?)
Pura e simplesmente, nasci para ser gozada pelas divindades. Não encontro explicação mais racional.
Logo nesta 2ª feira faltei por doença (do foro neurológico ainda por cima, já se sabe que é maleita oficialmente desdenhada, o que é um sistema nervoso esfrangalhado comparado com um abcesso hemorroidal?)
Pura e simplesmente, nasci para ser gozada pelas divindades. Não encontro explicação mais racional.
Rica menina
Hoje despendi aproximadamente 4 horas a racionalizar o meu ordenado.
segundo o dr. phil, 35% deveriam ser para a alimentação, 15% diversão, 15% poupança, and so on and so on.
após saturada e complexa análise, concluí que ganho mal como a merda, vou viver na miséria, com trapos andrajosos,dentes com escorbuto e moscardos em satélite.
Acho que vou gastar os meus últimos 20 euros no clássico da Bertrand: "Gestão para Tótós". Estes, como o nome indica, são os descompensados que gastam 4 contos nesta edição lamentável.
Tótó sim, descrente..nunca!!
segundo o dr. phil, 35% deveriam ser para a alimentação, 15% diversão, 15% poupança, and so on and so on.
após saturada e complexa análise, concluí que ganho mal como a merda, vou viver na miséria, com trapos andrajosos,dentes com escorbuto e moscardos em satélite.
Acho que vou gastar os meus últimos 20 euros no clássico da Bertrand: "Gestão para Tótós". Estes, como o nome indica, são os descompensados que gastam 4 contos nesta edição lamentável.
Tótó sim, descrente..nunca!!
O Susto 2
Fui ver a peça "o submarino".
não sei com o que é que fiquei mais chocada,
se com as mamas setentrionais da Teresa Guilherme (uma para cada ponto cardeal),
ou a erecção despudorada do Fallabella.
Ou com ambos, pois nunca supus que as duas fossem causa-efeito.
Mas foram, e eu na 2ª fila a assistir. Próxima peça entre o Cláudio Ramos e a Heloísa Miranda compro na última fila do 4.º balcão. Sou demasiado nova para apoplexias fulminantes.
não sei com o que é que fiquei mais chocada,
se com as mamas setentrionais da Teresa Guilherme (uma para cada ponto cardeal),
ou a erecção despudorada do Fallabella.
Ou com ambos, pois nunca supus que as duas fossem causa-efeito.
Mas foram, e eu na 2ª fila a assistir. Próxima peça entre o Cláudio Ramos e a Heloísa Miranda compro na última fila do 4.º balcão. Sou demasiado nova para apoplexias fulminantes.
Herman José e su muchacha
Terça-feira eu e uns amigos fomos jantar aos Bastidores do Herman.
Programa:
jantar mais entretenimento.
Preço:
35 euros
Situação Piscológica:
Após o choque térmico inicial, pois foi-nos dito que seriam 16 euros, não se pode dizer que eu tenha ficado no meu estado mais normal, se é que esta palavra alguma vez se se me aplicou,
não gritei nem esbracejei, limitei-me a choramingar enquanto lançava olhares lancinantes ao palerma do Bruno que ganha 500 contos por mês mais subsídios anuais!!
Situação física:
Penúria total.
Momento baixo (descoberta científica):
Altura da noite em que descobri que uma senhora Secretária de Estado , também faz chichi e cócó como nós tristes mortais. (Também é cá uma esponja)
Momento Alto:
foram 2:
um quando o Herman se dirige à nossa mesa e cumprimenta o seu amigo Bruno (E MEU!!) com um abraço caloroso com os olhos marejados de saudade(eu sei, sou uma provinciana e maravilho-me com estes pormenores)
outro quando já cá fora, aquele pára o seu BM série 7 no meio da rua e se dirige para o nosso grupo, sempre com um olhito lacrimejante no Bruno, e enceta alegre cavaqueira exausto mas feliz.
Agora, este momento alto volta a bifurcar-se, transformando-se numa humilhação exasperante:
1º ele conversa amenamente connosco,
2.º depois pergunta-nos um a um a nossa profissão:
Cláudia: sou bióloga
Miguel: desenho para a Marvel
Bruno: engenheiro informático
Marco: engenheiro urbanista
Su,abrindo a boca mas tarde de mais, pois todos já se haviam antecipado em uníssono num esgar de deleite:
ELA É FUNCIONÁRIA PÚBLICA!!
Uma expressão de nojo perspassa-lhe o olhar, enquanto eu faço instintivamente o que sei melhor para sair de situações embaraçosas: empertigo o peito e trinco os lábios.
Nova expressão de nojo, desta feita salteada de pequenos condimentos invejosos, pelo que voltei à minha condição de suburbana heteressexual e me resignei à minha sorte.
35 euros e uma humilhação gratuita. Que mais uma pelintra sem auto-estima poderá desejar?
Programa:
jantar mais entretenimento.
Preço:
35 euros
Situação Piscológica:
Após o choque térmico inicial, pois foi-nos dito que seriam 16 euros, não se pode dizer que eu tenha ficado no meu estado mais normal, se é que esta palavra alguma vez se se me aplicou,
não gritei nem esbracejei, limitei-me a choramingar enquanto lançava olhares lancinantes ao palerma do Bruno que ganha 500 contos por mês mais subsídios anuais!!
Situação física:
Penúria total.
Momento baixo (descoberta científica):
Altura da noite em que descobri que uma senhora Secretária de Estado , também faz chichi e cócó como nós tristes mortais. (Também é cá uma esponja)
Momento Alto:
foram 2:
um quando o Herman se dirige à nossa mesa e cumprimenta o seu amigo Bruno (E MEU!!) com um abraço caloroso com os olhos marejados de saudade(eu sei, sou uma provinciana e maravilho-me com estes pormenores)
outro quando já cá fora, aquele pára o seu BM série 7 no meio da rua e se dirige para o nosso grupo, sempre com um olhito lacrimejante no Bruno, e enceta alegre cavaqueira exausto mas feliz.
Agora, este momento alto volta a bifurcar-se, transformando-se numa humilhação exasperante:
1º ele conversa amenamente connosco,
2.º depois pergunta-nos um a um a nossa profissão:
Cláudia: sou bióloga
Miguel: desenho para a Marvel
Bruno: engenheiro informático
Marco: engenheiro urbanista
Su,abrindo a boca mas tarde de mais, pois todos já se haviam antecipado em uníssono num esgar de deleite:
ELA É FUNCIONÁRIA PÚBLICA!!
Uma expressão de nojo perspassa-lhe o olhar, enquanto eu faço instintivamente o que sei melhor para sair de situações embaraçosas: empertigo o peito e trinco os lábios.
Nova expressão de nojo, desta feita salteada de pequenos condimentos invejosos, pelo que voltei à minha condição de suburbana heteressexual e me resignei à minha sorte.
35 euros e uma humilhação gratuita. Que mais uma pelintra sem auto-estima poderá desejar?
Qualquer semelhança com a realidade...será compreensivelmente rejeitada
Bem, o que eu faço no meu trabalho..é simplesmente inerrável.
Faltam-nos lá uns pormenores técnicos pelo que temos andado um pouco desocupados enquanto não nos solucionam a lacuna.
Cenário fiel:
1.º dia 6 pesssoas observam-se morbida e mutuamente numa sala.
2.º dia, enquanto não se conhecem conversam polidamente sobre assuntos jurídicos.
3.º e 4.ºapós 2 dias ininterruptos de linguagem educada nota-se uma certa tensão no ar, tipo adolescentes de 15 anos que vêem pela primeira vez um pénis e não sabem o que fazer com ele.
5.º dia já se ouvem umas asneiritas seguidas de risinhos abafados.
3.a semana:
asneironas de fazer corar um casal de taberneiros ressoam pelo piso fora
voam socas,sapatos de berloques e echarpes de musselina.
4ª semana
as peúgas para protegerem os telemóveis são colocadas estrategicamente nas garrafas de água, enquanto se alardeiam comentários sexuais.
Efectuam-se chamadas anónimas e relembramos saudosamente a Árvore dos Espatafúrdios.
Acreditem, a intimidade já é um estado de alma fascinante, então numa sala de 5 mt quadrados com 6 deprimidos torna-se num verdadeiro momento kármico.
Faltam-nos lá uns pormenores técnicos pelo que temos andado um pouco desocupados enquanto não nos solucionam a lacuna.
Cenário fiel:
1.º dia 6 pesssoas observam-se morbida e mutuamente numa sala.
2.º dia, enquanto não se conhecem conversam polidamente sobre assuntos jurídicos.
3.º e 4.ºapós 2 dias ininterruptos de linguagem educada nota-se uma certa tensão no ar, tipo adolescentes de 15 anos que vêem pela primeira vez um pénis e não sabem o que fazer com ele.
5.º dia já se ouvem umas asneiritas seguidas de risinhos abafados.
3.a semana:
asneironas de fazer corar um casal de taberneiros ressoam pelo piso fora
voam socas,sapatos de berloques e echarpes de musselina.
4ª semana
as peúgas para protegerem os telemóveis são colocadas estrategicamente nas garrafas de água, enquanto se alardeiam comentários sexuais.
Efectuam-se chamadas anónimas e relembramos saudosamente a Árvore dos Espatafúrdios.
Acreditem, a intimidade já é um estado de alma fascinante, então numa sala de 5 mt quadrados com 6 deprimidos torna-se num verdadeiro momento kármico.
sexta-feira, junho 02, 2006
O halo de beatude

Con efeito, o inglesismo "soft" nunca se me aplicou.
Mas desde que faço parte do sector terciário activo lusitano, resolvi resguardar-me nalguma réstea de pudor que andasse por aqui entranhada desde os tempos de Castelo do Bode,
e colocar uma foto delico-doce, não deixando, não obstante, de ressalvar a curva adorável da lombar (acentuada pela hérnia discal da 5ª com a 4ª), no famigerado rabinho tísico (in your face), e no peitinho despedidndo-se do pai Sol (não se curva, atente-te, faz uma ligeira contra-vénia simplesmente, afinal a gravidade não perdoa nem mesmo a mim).
Antecipação a comentários de vão de escada:
não sou a minha prima mas admitam que os genes estão lá.
neste fim de semana algarvio não fui alimentada propriamente a soro e estou ligeiramente mais inchada
Zélia, tinhas razão,
acima de tudo respeito pela minha pessoa, não é beatice é desvelo racional,
a foto do bikini branco em que estou languidamente deitada na areia, arqueando os rins e colocando estrategicamente os braços acima da cabeça para elevar as mamitas ficará entre nós.
E Zé, seu ordinário, queres fotos da Elsa vai requisitá-las directamente e despede-te deste blogue respeitável, cambada de pré-adolescentes!
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