quarta-feira, outubro 18, 2006

Gaja que é gaja remenda sempre a situação



Peço as minhas mais sinceras desculpas, mas tive mesmo que apagar a fotografia anexada ao último post. Na verdade, fui bastante ingénua ao pensar que as atenções se desviariam todas para as boobs e ninguém atentaria na minha mais literal cara de rabo. Engano. A primeira coisa que o meu irmão fez foi rebolar-se corredor fora rindo-se cruelmente da foto.


Como estou escaldada, resolvi meter outra, desta feita já com o monitor, e, não querendo ser mazinha, reparem no peúgo branco dele! ahah hilariante! e as calças? ahahah!! e o cabelo? ahahah ahah!! atentem no e meu à-vontade.. com os ténes descaindo para o solo como quem diz "ai ai estamos tão desprotegidos, vamos aterrar com cuidado porque queremos chegar inteiros?". Não se vê logo que eu destilo classe? Ninguém diria que estive quase sempre de olhos fechados rezando o responso a Santo António e fazendo aquelas promessas imediatas que depois nos arrependemos e nunca chegamos a cumprir.

Posso adiantar que estava tão aterrada que nem consegui largar as duas mãos dos cordéis para fazer um manguito ao pessoal que se ria cá em baixo.
Só se alegram com o mal dos outros.

Gaja que é gaja..




Depois de uma viagem de parapente, uma necessidade premente: verificar se as ditas continuam no mesmo sítio, e se possível um pouco mais içadas.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Rewind

Que grande lamechice esta última postagem. Lembrem-me de nunca escrever nada ao som de Israel Kamakawiwo´ole, nomeadamente "somewhere over the rainbow"!

Não se preocupem. Aqui estou, manhosa como sempre: Gosto de que me façam rir, que tenham pulso em mim, da amizades desinteressadas, de calças da Pepe, livros do Camilo Castelo Branco e de bacalhau à lagareiro. Adoro os meus cães e gosto do anormal do meu irmão, apesar de ele ser uma assumida besta porque nunca me faz backups do disco do meu computador e acabo por perder sempre tudo por causa de vírus deveras ranhosos. - (obrigada Safriduo)

Constatação do ano

olá. vim só postar esta mensagem rafeira para dizer

que não há nada de mais lindo no mundo que assistir a uma trovoada medonha e gigantesca à meia-noite no cabo da Roca.

Acreditem, se quiserem.

ps. - a vida é maravilhosa.

domingo, outubro 15, 2006



Esta, é uma história triste.

O ano passado eu tentei abrir um frasco de verniz com os dentes. Sucede que eu consegui a invulgar proeza de desatarrachar e bifurcar praticamente um canino inteiro à pala dessa brincadeira.

Ontem precisava de pintar rapidamente os dedinhos dos pés e deparo-me com outro verniz hermeticamente fechado.Hesitei duas ou três vezes. Avancei.

Não dormi a noite inteira e fiquei com uma estalactite no lugar de um dente.

sábado, outubro 14, 2006

Vão fazer..se Deus quiser.

Palavra de honra (abstenham-se de comentários invejosos sff),

qualquer dia começo a cobrar visitas guiadas ao meu lar aos sábados de manhã.

Cenário: o meu pai incumbido de fazer o almoço, hoje bacalhau à brás, e a minha mãe vai ao supermercado. QuandO chega, a primeira coisa que faz é ir inspeccionar o tacho.

Ouve-se um grito.

- Onde é que está o chouriço?? - pergunta ela com os olhos sanguinários
- e lá bacalhau à brás leva chouriço?! - responde o meu pai
- pois claro que leva, eu ponho sempre!
- mas olha que história! nunca aqui se pôs chouriço no bacalhau!
- nunca se pôs? nunca se pôs mas pode-se pôr!
- e achas que vou estragar o meu bacalhau com chouriço?
- não há cá "teu" bacalhau? NO BACALHAU PÕE-SE O QUE SE QUISER OUVISTE?!
- AI É? AI PÕE-SE O QUE SE QUISER?!

Bem, foi esta última frase que me fez arrancar da cama. Conhecendo o meu pai como eu conheço, daqui só poderia sair um suave momento de distração.

Arrasto-me até à cozinha e vejo-o agarrar em 2 cachos de uvas gigantes, um frasco de compota e um patinho de loiça que costuma estar em cima da chaminé e despejar tudo dentro do tacho, agarrar numa colher de pau e calcar aquilo tudo.

Ainda ensonada, comi um pão com queijo e voltei para a cama.

Voltaram-se a falar neste momento que vos escrevo. Vão fazer bolos de gengibre.

sexta-feira, outubro 13, 2006

O degredo II

Se há coisa que eu tenho um real pavor, é de assistentes de loja que me espiolham e, gentilmente, perguntam se podem ajudar. Não sei se já aqui revelei, mas tenho o hábito diário de me ir encharcar em perfume na Sephora e na Companhia dos Perfumes. Lá sou unicamente importunada pelos seguranças que, convenha-se, enquanto homens são bastante fáceis de ludibriar. Basta fazer um sorriso de esguelha e, com a mão direita, despejo um J´Adore decote abaixo.

Ma agora vem o trauma da minha vida: a DOUGLAS!! Na verdade, a Douglas deve ter despendido quantias avultadíssimas em estratégias de asfixia psicológica, pois é a única loja em que eu entro para me perfumar e saio não só sem uma pinguinha de perfume mas com um objecto inútil e comprado licitamente.
Exemplo na última ida ao mundo da Douglas (e que eu me esfarrape aqui se voltarei mais alguma vez!):

- vou eu colada às paredes, escondendo-me por entre pilares, deslizando no chão de azulejo e soerguendo ocasionalmente a cabeça por cima das prateleiras, tentando alcançar desesperadamente o Light Blue de Dolce&Gabanna. Quando me faltava unicamente meio palmo para agarrar o dito, eis que surge um desses seres atemorizadores chamados “lojistas” que me pergunta se quero alguma coisa.

Pois há muita coisa que eu sei fazer. Inclusive mentir. Mas há qualquer coisa de fisiológico que me transfigura frente às assistentes. Eu feita ursa desorientada começo a inventar problemas como sobrancelhas desfiadas e pestanas quebradiças.

Conclusão: entrei lá à macho latino e saí de pantufas, com a porcaria de um rímel da Givenchi que me custou 22 euros mais dois reafirmantes de coxas da Clarins que me custaram 65 euros!! Um belo total de 87 euros (17 CONTOS E QUATROCENTOS!!!)

MEU DEUS EU SÓ QUERIA UM BORRIFO DE D&G!

E a ratazana da lojista com a sua bela comissão.
Comissão de boas vindas hei-de eu dar-lhe quando a apanhar na estação do Oriente e lhe der uma surra de meia-noite.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Paulo Coelho ou a arte de enlouquecer

Quando não tenho nada que fazer, estou deveras entediada e começo a roçar a insanidade, pesquiso coisas no Google (FSDTC - fonte suprema de todo o conhecimento). Nomeadamente coisas que odeio.

Última pesquisa efectuada “ rio piedra + paulo coelho”

Resposta: vários links (links? Sites? Páginas? Sítios, whatever, pessoas medonhas que GOSTAM de Paulo Coelho) que apresentavam títulos com as seguintes discrepâncias:


Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei

Sentei-me às Margens do Rio Piedra e Chorei

Sentei - me ao bordo do rio Piedra e chorei

Na beira do Rio Piedra sentei e chorei

Às margens do Rio Piedra eu sentei e chorei




Eu sei que isto em nada contribui para a vossa felicidade. Nem tão pouco para a minha, mas o que retiro daqui é que as próprias pessoas que o leram (e, pasme-se, gostaram), acabaram por, de uma maneira ou e outra, soçobrar ao evidente e literalmente ensandeceram.

(Da única vez em que eu peguei nesse livro, sentei-me na borda da toalha, bati com a cabeça nas rochas e, violentamente, solucei).

Próxima pesquisa: " Luciana Abreu ".

quarta-feira, outubro 11, 2006

Un Regalo

Toda a gente gosta de dar e receber miminhos. Umas mais que outras. Não escondo que por vezes uma boa lamparina bem aplicada me aquece o coração (dar e receber, consoante a situação)mas isso não implica que eu seja uma pessoa de maus sentimentos.

Longe disso. Por isso, e com toda o meu sobejamente conhecido altruísmo , ofereço-vos um miminho que li num blogue de uma querida leitora, acerca desta salsicha mal enchida(lolada, ok ok, salsichona robusta)que hoje aqui vos escreve:

"É que as depressões não se tratam só com fármacos tricíclicos ou heterocíclicos, inibidores das MAO ou da recaptação da Serotonina... Terapêutica não sujeita a receita médica em Salsicha não te desgraces

Muito à frente
"

fonte: http://aliensyndrome.blogspot.com/2006/02/que-as-depresses-no-se-tratam-s-com.html

ó Ana, por quem sois, é bondade sua..( salsicha enrubesce com os olhos fitos no chão)

P.S.- Curem-se vocês todos que eu já não tenho solução. Nem qualquer pingo de modéstia.

terça-feira, outubro 10, 2006

The Office

Tenho que confessar que esta semana propiciou momentos laborais gloriosos. Nomeadamente um que ocorreu hoje.

Um ligeiro bater à porta e irrompe bruscamente. Era a chefe na sala.
(Queria-nos quiçá apanhar em flagrante - Terá ela alcançado os seus intentos? - É com grande pesar que vos anuncio que sim.)

Quatro estavam em amena cavaqueira. Será assim tão vergonhoso? Sim, se três estiverem de pé a brincarem às cabeleireiras, e a fazerem tranças à menina-de-primeira-comunhão ao quarto elemento (eu). Com elásticos de prender dossiês. E garrafas de água a fingirem de amaciador e agrafadores a fazerem de máscara da Kerastase.
Tentando disfarçar, começamos todas a mexer e a remexer em papéis. Infelizmente os primeiros que me vieram parar às mãos (e que prontamente passei à minha colega) foram-me dados na estação de comboios e tinham escrito em letras garrafais “FRP – PROPOSTA REINVINDICATIVA 2007”. No mínimo, suspeito.

Outra dormia no sofá. Os vincos deste cravados na face direita não deixavam margem para dúvidas. Estava alapada há, pelo menos, 45 minutos. Ressonando, inclusive. (Esta nem tentou disfarçar.)

O último elemento safou-se melhor. Como estava a dormir em frente ao écran de costas para a porta passou por jurista expedito e dedicado. Felizmente, a chefe não reparou que ele, ansiando por mais espaço para colocar os seus cotovelos cansados, tinha colocado o teclado do computador..

EM CIMA DO MONITOR!!

A chefe olhou para todos, um a um. Ditou mais umas tarefas, atirou-me um ”que bonitas tranças" e saiu.

Agora não me venham reclamar que o dinheiro dos impostos, o meu salário blá blá e mais não sei o quê.
Quando trabalho, trabalho bem. E ninguém me paga estes sustos de levar o caixão à cova.

Ora pensem lá afinal se o vosso chefe não bate à porta?! Uma palavra: criminoso.

sexta-feira, outubro 06, 2006

As probabilidades

Ontem estive a falar com um rapaz que este verão visitou a China, país de onde o seu mestre de kung fu é originário.

Esteve lá 15 dias, fartou-se de palmilhar planaltos e montanhas, esfregou-se em planícies fluviais, saltitou por entre serras e cordilheiras, apanhou com tempestades de poeira,observou com interesse as formções paleozóicas, foi a templos confucionistas, budistas e taoístas, submeteu-se à medicina tradicional e cruzou-se com milhares de chinesitos uns mais amigáveis que outros.

regressou são e salvo. Após 12 horas de viagem aterrou e sentiu-se feliz, em casa.

Sentimento esse que se fortaleceu daí a 15 minutos, já que teve a pregrina ideia de apanhar um táxi e quando chegou às escadas reparou que o taxista lhe havia dado duas moedas de 100$00 em vez de quatro moedas de €2.

Podia ter sido esquartejado, comido vivo, violado em restaurantes, atropelado naquele caos estradal ou simplesmente desaparecido na longínqua e vasta China.

Mas não, foi roubado à porta de casa em Sacavém.

Para quem anda no Kung Fu não dá propriamente uma heróica história para contar aos netos.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Telefone vs Jaguar

Hoje de manhã, a minha mãe ao telefone contando à irmã que tem um telemóvel novo:

mãe - ah sabes, comprei um telemóvel muito bom! Qual? não sei, ó DÓÓÓ (é o meu pai) que telemóvel é que eu tenho?

pai - é um nokia

e a minha mãe ia repetindo: é um nokia

pai, acrescentando: um N90

depois, já meio lançado que isto nos feriados manhã não há grande coisa com que nos divertirmos:

- turbo diesel
- binário elevado
- compressor volumétrico
- função overboost

e a ingénua da minha mãe ia papagueando as virtudes do super-nokia até que achou estranho esta última função. virou-se para trás e lá estávamos nós a rir-nos despudoradamente dela, mas com olhares compadecidos,

direi mesmo enternecidos, para com esta mulher de M grande, tão esperta para umas coisas tão burrita para outras.

Desconfio que hoje alguém dormirá na sala. e esclareço que não sou eu.

quarta-feira, outubro 04, 2006

1ª lição sexual

Não sei porquê, mas hoje lembrei-me de uma noite à muitos, muitos anos atrás.

Eu estava a ver o Fugitivo, era uma terça por volta das 21h. De repente aparece o meu irmão na sala aos saltos todo nu, com uns três anos, correndo esbaforido como quem foge pela vida. O motivo? Só poderia ser um, estava certamente a esquivar-se às mãozinhas higiéncias da minha mãe para não ter que ir tomar banho.

Sempre aos saltinhos,lá se escondeu atrás do sofá, atirou-se para cima da mesa de jantar, lançou -se sobre os cortinados até aterrar mesmo de cu em cima da minha cara.

E foi então que eu reparei: ele, rapaz e futuro homem, parecia-me que só tinha um testículo, ou como a minha mãe carinhosamente chamava "um tomatinho" (recorde-se que a criança ainda andava com o bacio atrás, não eram propriamente aquelas bolas tailandesas enormes anti-stress).

Em pânico, grito: MÃEEE, O NUNO SÓ TEM UM TOMATINHO!!

Ela, intrigada, não fosse o destino pregar-lhe alguma e ainda não ter reparado que tinha um filho mono-tomático,

abeirou-se da criança, afastou-lhe o pénes, que carinhosamente chamava "a piroquita", e suspirando aliviada, aquietou o meu desespero:

- Não Susana, ele tem dois tomatinhos, estão é dentro do mesmo saquinho (hoje em dia vulgo escroto nojento), vês como estão separados aqui por este risquinho? Um dia dará para perceber melhor, quando ele for mais crescido.

Suspirei de alívio e voltei a pregar os olhos na televisão. A criança, que para o exame minucioso havia sido dependurado por um braço qual saguim bébé na floresta tropical, voltou a aperceber-se do perigo eminente e, de rabo, piroquita e (afinal!) dois tomatinhos saltitantes lá debandou outra vez.

Foi a minha primeira e última lição sexual. Isto até ter visto um velho alucinado atrás do liceu de Queluz que perseguiu a mim, à Ana, à Paula e à Bia até ao adro da igreja, de mastro em alta com os bigodes ao vento e murmurando insanidades.

Após o susto inicial, lá olhei de soslaio e retirei as minhas ilações.
A minha mãe tem sempre razão.

terça-feira, outubro 03, 2006

D.MAIL 1

Hoje, no meio dos benefícios fiscais e regimes simplificados, aparece uma lufada de ar fresco: o maravilhoso catálogo das ideias uteis e originais da D.MAIL.PT.

Este intrigou-me:

Repulsor de ratos ultra-sónico
Código do Artigo 30687 € 24,90
IVA Incluído (eu sou assim, amiga do meu amigo e avanço sempre com os detalhes todos)

Não sei porquê, mas após ler as disposições conjugadas de repulsor + ratos + ultra-sónico, imaginei automaticamente um bando de ratazanas de dentuça afiada, fugindo espavoridamente de um buraco na despensa directamente para dentro do meu quarto, debaixo da cama ou quiçá dentro da gaveta das meias, ou seja dispersando-se salomonicamente por todas as divisões da casa, enquanto eu, aos saltos, tento salvar o cão e pôr-me a léguas de tal antro homicida.

Caramba, ao menos enquanto residiam numa morada certa e honesta como a despensa sempre estavam concentradas, quem sabe à volta de uma fogueira aquecendo as suas patinhas em noites de rigoroso inverno!
A partir do memomento em que uma alma mais inquieta se lembra de asesborrifar com repulsor, depreendo que elas agarrem nas trouxas e se vinguem semeando o pânico por um lar cristão como por exemplo o meu.

Chamem-me de antiquada ou mesmo e literalmente porcalhona: prefiro chacinar ratos com um bom veneno comprado na botica, e esperar pacientemente que eles quinem para o lado, ou mesmo esperar que apodreçam violentamente sempre que não sei do seu paradeiro. Mas ao menos sei com o que é que posso contar. Escuso de andar sempre colada às paredes, com saltos de agulha e atiçador de lareira na mão, sempre com o coração nas mãos e o vómito na garganta.

Depois desta cadeia toda de raciocínio (aguçadíssimo, refira-se), cheguei mas foi à conclusão que não moro propriamente na província e era o que mais faltava a minha linda casa com vista para a rotunda ter ratazanas colonizadas.

Bolas, tenho 2 cães e um irmáo, já me chega de bicharada.

sábado, setembro 30, 2006

umsemabrigoumamigo.planetaclix.pt

Não sou de intrigas, mas Alguém contou-me que os sem-abrigo (tugas, cheire-se a dupla adjectivação), estando em digressão no campeonato do mundo de futebol, algures na Tanzânia ou país semelhante,

fizeram birra e foram dormir na rua porque o alojamento onde ficaram, que albergou 200 e tal pessoas, só tinha 19 chuveiros.

Ilações despreendidas:

- então e só se lhes dá para o asseio naquele hemisfério em particular porquê?
- então e se um sem-abrigo quer prevaricar isso lá é greve que se faça?
- alguém, inclusive direcção, se lembrou de revezamentos banhísticos por turnos?


soturnamente, fica a pergunta no ar: alguém, efectivamente, e após a confusão instaurada tomou banho naquela semana?

repito: durante um mundial de futebol, os jogadores, homens feitos e de feromonas activas, passaram uma esponjita que fosse por aqueles corpos suados?


A Epal lá do burgo ficou a perder.
Mas o suicídio colectivo da Tanzânia Airways será certamente bem mais dramático.

sexta-feira, setembro 29, 2006

...

Já passei vergonhas brutais,
mas nada que se compare a isto:

Tendo eu marcado uma entrevista com um coordenador de um projecto de que queria fazer parte, foi-me comunicado que a mesma seria num café dentro do Saldanha Residence, já que a sede estava com obras ou coisa afim.

Lá se marcou a hora e eu, no dia combinado, apresentei-me com o meu melhor vestido acabada de sair do cabeleireiro e, modéstia à parte, completamente amorosa.

Eram 18h30 e eu já estava pontualmente sentada numa mesa do andar de baixo do dito café, esperando que o Senhor Coordenador chegasse, se dirigisse ao patamar superior, altura em que eu me dirigiria reverencialmente à sua pessoa, apresentando-me como a voluntária esperada.

Passados uns minutos aparece um homem de uns 30 anos, sobe, e eu qual meretriz de 3º classe sigo-o.

"olá, penso que está à minha espera" - adianto eu, muito pespireta e despachada.

"Não..penso que está equivocada". e olha para mim com pena. "Para a próxima combine uma flor na lapela" - esclarece ele, com um ligeiro piscar de olhos (VERÍDICO)

Ainda atordoada vou ter com a senhora do balcão e pergunto muito baixinho:

"Por acaso não sabe se já chegou o sr. coordenador da associação xx?"

"Não sei" - responde ela com sotaque brasileiro. "Como é que ele é?"

"Náo faço ideia, nunca o vi"

"JURACYYYYYYY " grita ela, para outra empregada do outro lado do café

"ESTA SENHORA VEM-SE ENCONTRA COM UM SENHOR MAS NÃO SABE QUEM ELE É, NINGUÉM PERGUNTOU POR ELA?

O café em peso com olhos postos em mim. As desvirtudes dos engates na net, pensarão eles certamente.

"O QUÊ?"

"EU DISSE QUE ESTA SENHORA VEM ENCONTRAR-SE COM UM SUJEITO MAS NÃO SABE COMO É QUE ELE É!"

continuam todos a olhar e cheios de pena, eu morta de vergonha, a desfazer-me em agradecimentos e já a fugir porta fora prestes a cortar os pulsos.
Transponho a soleira choco de frente com o coordenador, e, desfeitas as confusões, lá voltamos a entrar.

Sinceramente, penso que só faltaram as palmas. Os frequentadores do café com os olhos marejados de lágrimas, as balconistas soprando beijos e emitindo sinais de força, o pedinte com um sorriso enternecido, o cão, coxo, rodeado de mosquitos acenando num sinal de apreço.

Eu se pudesse enfiava-me num buraco nem que estivesse pejado de ratazanas de esgoto.

Próxima vez nem que a sede esteja a arder em benzina, com uma praga de louva-a-deus e snipers defronte do parapeito. Cafés, JAMAIS.

Dr. DIVAGO

Hoje só tenho duas coisas para adiantar:

1.º - nunca, mas nunca, em toda a minha curta existência, vi uma rapariga trajada de pernas bonitas. deve haver uma causa-efeito, que transcende o facto dos sapatos serem simplesmente um horror medieval, que justifique o facto daquelas pobres miúdas parecerem freak-shows do Poço da Morte. Alvíssaras por uma, mas basta-me UMA ÚNICA foto que comprove documentalmente a existência de uma par de pernas que se possam anatomicamente reputar de tal, sem ligeiros assomos de vómito expectoral.

N.B - sou entendida em photoshop


2.º - Dica da semana: sempre que estiverem na via pública, desfigurados pelo tédio e com larica pela brincadeira,

experimentem fechar a caixa dos óculos com com toda a vossa força e à velocidade da luz, mesmo por detrás de um transeunte mais desprevenido,

e esperar que:

- ou ele erga as mãos em sinal de não-resistència e se atire para o meio da calçada de pernas abertas,

- ou simplesmente olhe para trás e comece a procurar coisas no chão que eventuamente tenham caído

para completar os cenários adianto que:

na 1ª situação convém que a faixa etária atingida seja entre os 35 e os 65, já que os sub não dão parte de fracos, e os sobre já não ouvem sequer.

na 2ª situação, se o tédio for mesmo desesperante, olhem para vossa esquerda e apontem para o meio das couves dizendo "está ali".

Confirmação, sim tenho 26 anos.

domingo, setembro 24, 2006

A oferta

A minha mãe ganhou um dia destes uma viagem a Santiago de Compostela num concurso de rádio qualquer. Este ganho é bem revelador da sua persistência, já que os responsáveis só tinham 5 para oferecer e ela lá desencatou uma 6ª.

Até aqui nada de extrordinário. Para quem já viu a própria mãe a dar uma sova de meia noite num quarentão viçoso que a tentou espreitar numas cabines de duche numa pousada da juventude em S. Pedro de Moel há muitos anos atrás (eu sou assim, caracterizada por traumas, traumas e mais traumas), imaginá-la a desesperar um radialista com chantagens emocionais e choradinhos pseudo-cristãos não se me afigurou difícil.

A questão revelou-se mais complexa quando eu descubro, surpreendida, que ela ganhou nada mais nada menos que uma viagem a Santiago de Compostela de 5 dias ..a pé.

Não sei o que me aflige mais, a audácia dos produtores ou a pobreza franciscana dos ouvintes.

Muito me hei-de eu rir com este generoso passatempo. Estou doida que a minha mãe se meta a caminho e me telefone desconsolada para a ir buscar já bem perto de Santiago

do Cacém.
Há-de apanhar o autocarro para Lisboa para não se armar em esperta. é que, convenhamos, isto do "a cavalo dado.." tem mesmo que ter limites...

sábado, setembro 23, 2006

A corrente utilitarista

Acabei de ouvir no telejornal que uma maternidade não sei de onde vai ser toda desmantelada e ia hoje o material a leilão ou coisa afim.
O jornalista, abelhudo empedernido e mente torpe e distorcida atira-se sobre um eventual adquirente e atira à queima roupa:

- ah e tal anda por aqui não é..e vai comprar alguma coisa? por exemplo, acha que vale a pena licitar uma mesa de ginecologia? e o incauto visitante, transido de medo, ainda surpreendido por ao fim de 45 anos estar finalmente na televisão,

pensa um bocadinho, saliva ligeiramente, as pupilas tornam-se turvas e delas emerge um olhar transversal, a língua avermelhada suspensa que quase lhe chega ao maxilar,

e, por momentos, eu própria fiquei a pensar no que é que aquele predador sexual do jornalista e influenciável tuga estariam a magicar.

e cheguei a uma conclusão: fiquei com pena de ter chegado a meio da reportagem e não saber onde e quando se realizará o leilão.

aceitam-se respostas rápidas, mas dispensam-se mensagens privadas.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Direito de Resposta ao abrigo da Lei n.º 2/99 de 13 de Janeiro

Barracas:

Sei o que fizeste a década passada. E confirma-se que amigo traído é sempre o último a saber.

Haja Hipocrisia e Alegria

Haja Casal Garcia..(a regar tanta mentira desde 1998)

domingo, setembro 10, 2006

Os Visitantes




este quadro não é meu, e, à parte dos visitantes da República Dominicana, Guatemala e Singapura, também não me parece que mesmo que eu dissesse que era meu, a ideia vingasse. Tudo isto para dizer que a bloguista do candyanime.blogs.sapo.pt descobriu que nada mais que 7 entidades alienígenas (santo Deus, será que era o saudoso Benji?)a visitaram recentemente.

À parte de uma cambada de anormais que me espreitam (amiguinhos ecuménicos uns, completamente ateus outros,)que eu identifico à légua e que passam bem por saturnianos tão grande é a camada anelar adiposa de inveja/pretensiosismo que os cobre,

não me consta que tenha sido visitada por alien algum. Se bem que uma vez alguém assinou um comment como Vicky - a menina robot.

Vou-me debruçar sobre o assunto.

Doces 80

Com os olhos marejados de lágrimas, beijo o meu novo DVD do "Crime, disse ela" e preparo-me para me deleitar nas minhas recordações de infância.

Com mil cuidados, coloco-o no leitor, sento-me no sofá, e com o coração a palpitar preparo-me para uma hora de pura magia.

Passados 5 ou 6 minutos já estava com a cara esborrachada no chão, braços abertos no sofá e as pernas no cimo da parede, morta de tédio e mais pobre €3,99 que os chulos do planeta agostini não fazem a coisa por menos.

As cores, um pavor. Som, indistinto e a Jessica Fletcher velha que nem Matusalém. O guião era para sub-13 e atenção que o 2.º dvd já custa o dobro.

Agostinianos: parem de destruir sonhos de criança. Querendo, reponham o 70x7 que traumatizada já eu estou desde esses domingos de 1988.

E se algum dia tiverem a triste ideia de relançar “David, o Gnomo” declaro-me inimputável e cometo mais que um crime. Quem vos avisa..

Diga bom dia com Mokambo!

Nos filmes as coisas fluem sempre bem.

Comigo e na realidade, corre sempre tudo basicamente mal.

Cenário perfeito:

último andar de um prédio reconstruído em Alfama, com janelas viradas para o rio, com a mesma vista do miradouro de Santa Luzia onde, aliás, se situa o dito.

Susana acabada de acordar, com a frescura e a ligeireza dos seus vinte, sem óculos, sem lentes, só ela e a Natureza, vejo figuras difusas ao longe, os barcos a cruzarem o Tejo, o mosteiro ergue-se ao longe e deve ser bem grande porque eu, sem óculos não vejo literalmente nada.

Sinto-me a Ana dos cabelos ruivos, numa manhã solarenga em comunhão com tudo o que há de bom na vida. Espreito por entre a janelinha do quarto, e ponho uma perna de fora. Sentada no parapeito, com os braços cruzados no peito, aí fico eu uns bons minutos, pensando que não pode haver nada melhor que aquilo.

De repente oiço risos abafados. Sem óculos remeto-me praticamente à condição de invisual. Olho para trás e semi-cerro os olhos tentando perceber donde vem o riso e afinal, porque se riem. Os risos ouvem-se cada vez mais alto e um burburinho aumenta de tom.

Tacteio a mesa de cabeceira mesmo ao lado da janela, encontro os óculos e começa-se a fazer luz. As sombras que eu via ao longe, indistintas e longínquas, encontravam-se afinal a 4 metros de mim.

Eram turistas pendurados no miradouro que, vendo uma idiota como eu, de micro-cuecas e soutien, (que vergonha Meu Deus, nem sequer estavam a condizer!)logo se puseram a chamar os restantes compatriotas. Só tenho tempo de me atirar novamente para dentro do quarto mas ainda tive a delicadeza de tentar cerrar as pernas, o que, convenha-se, é bastante difícil quando estamos em plena queda livre num soalho de tijoleira e vendo a morte a passar-nos diante dos olhos.

Oiço novos risos e para ripostar fecho a janela com toda a força. Um espanta-espíritos que, sabe-se lá porquê, foi colocado fora e não dentro da casa desprende-se e cai lá em baixo. Novos risos e só em apetece metralhar aqueles turistas anormais.

Deixei de ser a Ana dos cabelos ruivos e sinto-me a Noiva do Chucky. Quais barquinhos a passear no tejo, quais águas-furtadas de poetas, bando de voyers chilenos era cairem todos do 28 e serem trucidados um por um.

freaks!

sábado, agosto 26, 2006

El Pinguino

Dica da semana:

Nunca, mas nunca, tenham a triste ideia de levar um top decotado (mas de bom gosto), uns corsários de cintura descaída e umas sandálias sexys de atilhos e de se sentarem no banco do comboio mesmo em frente a uma freira.

vão ser os 20 minutos mais agoniantes da vossa vida, em que, qual flashback ante-mortem, vos perpassam pela mente 1001 coisas que poderiam estar a fazer naquele momento mas não, estão a ser minuciosamente avaliados e esconjurados por uma freira com 70 anos e num dia de 35 graus vestida com uma serapiheira desde os tornozelos peludos ao pescoço igualmente guarnecido.

Só sei que li naquele olhar a vontade excruciante de encomendar a minha alma ao Criador com nota de rodapé:

"Senhor, perdoa-a porque ela não sabe o que faz, semelhante figura com uma mama tão descaída!


A partir de hoje abanco sempre na coxia.

Prenda final

Tive a ideia peregrina de, no meu dia de anos, ir com uma mini-saia da Pepe, gira mas esvoaçante.

No regresso a casa, saio do comboio e para minha infelicidade vem uma rabanada de vento e a dita levanta até à altura do umbigo.

Eu vou afogada em sacos, prendas e ramos de flores e não tenho mãos para a fazer baixar, pelo que não tenho alterntiva senão fingir um ar doce e envergonhado e virar-me de costas, ficando desta vez com o meu rabito virado para o revisor. Entretanto oiço umas pancadas na janela, viro-me de soslaio, e vejo o meu antigo director de turma a acenar-me num excitado olá, acompanhado do "Bocas" um antigo colega angolano que com 9 anos de idade já sabia onde era o ponto G e dava assistência a 2 ou 3 contínuas lá do ciclo.

no meio do descalabro dei graças a Deus por não levar as minhas cuecas vermelhas do Snoopy. Acho que soçobrava ao azar e electrocutava-me mesmo ali.

A bota mais mal descalçada de todos os tempos

Hoje retribuí um toque para o telemóvel de um amigo italiano que, (curiosamente!) se encontra em Itália.

Para meu desespero o anormal do meu amigo (amigos amigos negócios à parte) ATENDE o telemóvel! E eu que só tinha dado um nano-toque! (desconfio que ele está lunaticamente apaixonado por mim e dorme abraçado ao Motorolla)

após ouvir um amistoso e empolgado "CIAU SUSANA!" do outro lado,

desfiei sem querer o maior rosário de asneiras italo-ibéricas que uma tuga de gema poderia descobrir no google,


entretando do outro lado continua a ouvir-se um mui estudado e cuidadoso discurso em português com sotaque napolitano "Como estás? Eu estou muito feliz por falar contigo"

e eu ainda a terminar deste lado, espumando de raiva e com os olhos raiados de sangue :"c... f.. da p.. escusavas de atender meu grande deficente"

de repente há um silêncio incriminador.

o amigo italiano, doce como todos os membros da Camorra, repete com sotaque: "deficiente?"

eu, com uma voz ultrajada, gorgolejando de suposta infâmia: "deficiente? que me dizes?! VOU DESLIGAR!!"

Felizmente tenho a convicta ideia de que todos os italianos, apesar de estonteamente giros são particularmente burros. Esperar para ver.

Causa-efeito

Eu confessei a semana passada ter batido no fundo do poço e chegado a um dos momentos mais deprimentes da minha existência, quando me apercebi que faço parte daquela percentagem populacional que

com uma expressão alquebrada e adormecida, cabeceia nas carruagens de comboios e se aninha no companheiro de viagem, seja ele quem for.

Curiosamente, descobri que é possível descer um pouco mais,

já que ontem, em plena aula de Pilates, numa sala a abarrotar,

consegui a brilhante proeza de adormecer, numa posição amorosa é certo (fetal, sempre!), agarrada à toalha com a cabeça enfiada nos ténis, virada contra a parede.

ainda ouvi a monitora a dizer "não, tens que flectir o joelho", até que se apercebeu que eu já não a estava a ouvir fazia algum tempo e me deixou dormitar até ao término da aula.

houve alguém que me disse "tens que começar a pensar seriamente em dormir à noite"

eu digo "o Solinca tem que começar a pensar seriamente em recrutar monitores homens, com mais de 1.82 e com o curso de Economia". Talvez eu arrebite.

quarta-feira, agosto 23, 2006

trailler

Sempre que se faz anos naquele antro de perdição, vulgo local de trabalho, costuma-se comprar um bolinho e velinhas e essas coisas.

Para meu azar, 90% dos meus colegas fazem anos neste mês de Agosto, pelo que, e após um mero e repentino pensamento envolvendo chantili e coberturas de chocolate, a malta começou logo a esverdear e chegámos à conclusão que, hoje, já não haveria bolo.

do que é que nos lembrámos? dos salgados. Lá fomos nós para a zona da padaria e pastelaria, sempre atentos a grávidas histéricas e esquizofrénicos paranóides, e compramos rissóis, coxas de frango, croquetes, pastéis, empadas e chamuças.

Chegámos à sala e comemos tudo.

45 minutos depois do almoço já estávamos todos amarelo-icterícia, inundados de suores frios agarrados à barriga, sem poder ouvir a palavra "frito" e completamente sensíveis aos cheiros. Arrastámo-nos a tarde inteira, revezámo-nos na casa de banho e andámos à chapada por causa da propriedade e usufruto daquele maravilhoso sofá de pele preto, já que nenhum de nós se sustinha de pé nem sentados,

portanto cambaleámos agarrados às prateleiras com um bandulho monstruoso, tentando realizar as tarefas básicas como mudar a frequência do rádio e acertar com os casacos no bengaleiro.

entretanto ainda houve alguém que resolveu comer os ditos às metades, ratando os salgadinhos, pelo que passámos sensivelmente 2 horas e meia em acusações baratas e olhares de soslaio tentando apanhar o infractor alimentício.


Enfim, gostei muito da tarde de hoje, especialmente quando me apercebi que com a ganância dos rissóis o pessoal esqueceu-se de sussurrar a cantilena dos "parabéns" (a equipa do lado não gosta de nós nem da nossa algazarra,segundo consta)

fiquei deveras aborrecida, cheguei a casa e chorei um bocadinho,a té a minha mãe me consolar com o tal cartão de música prometido e um dinheirinho extra cheirando a consumismo.

era só isto que tinha para partilhar, obrigada e um bem haja para todos*

Go Percy it´s your birthday

Estou deveras emocionada.

1.º hoje de manhã ia apanhando um ataque cardíaco qd o meu irmão se lançou de braços estendidos e pernas abertas para cima da cama, logo às 7 da manhã, gritando "jeronimoooooooooooo" em vez do esperado "parabéns!!",

em seguida ouve-se um latir aflitivo e sai debaixo dos lençois um cão profundamente combalido, com os olhos marejados de lágrimas, ainda meio atordoado com o susto.

depois vou eu com a bisga toda saltar para cima da cama da minha mãe, que dormia angelicamente, fazer a pergunta sacramental :"MÃE, ONDE É QUE ESTÁ A MINHA PRENDA!!!!"

resposta : "pergunta ao teu pai"


eu, já meio hesitante: "pai a minha prenda"

ao que ele responde "pergunta ao teu irmão"

e eu, já com o beiço a tremelicar pois tudo o que meta o meu irmão não auspicia nada mas nada mesmo de bom,

"nuno, a minha prenda?"

silêncio

"nuno?"

silêncio seguido de uma risada incontida

"não me vais mandar perguntar à Yuppy não?"

ele ri-se e chama a cadela, e lá aparece a dita com 3 livros amarrados ao lombo, presos por um par de collants de inverno, com uma fita cor-de-rosa enlaçada no rabo.

"parabéns!" diz finalmente. "o cartão do mp3 só vem à noite"

Triste figura a desta família descompensada.

terça-feira, agosto 22, 2006

Intermitências da morte

lembram-se de um post que eu escrevi a dizer que a popularidade das pessoas media-se pelo número de festas-surpresa a que já foram sujeitas?


e lembram-se de eu dizer que não dou qualquer hipótese a semelhante evento porque 1 mês antes começo a alardear aos 4 ventos que em breve serei aniversariante e que sou alérgica a pechisbeque?

Este ano controlei-me. O mês de Julho foi calmo e é só hoje, com um incontido orgulho, que anuncio que amanhã é um grande dia para todos nós. Faço 26 anos e oficialmente estou mais perto da meia-idade do que dos anos teen.

pausa.

grande dia? eu disse grande dia? 26 ANOS?! meia-idade? menopausa? AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

sábado, agosto 19, 2006

4 vivas para mim

No dia 20 de Maio postei aqui uma foto minha com uma barriga amorosa e 9 kgs a menos (que logo um palhaço anónimo fez questão de diminuir, dizendo que só me faltava era compor o rabo)

hoje anuncio com desmesurado orgulho uma silhueta igualmente amorosa, desta feita, com menos 13 kgs do que os meus iniciais (Gustavo, só me faltam mais 7!)

Para a posterioridade: (e reparem no meu à vontade perante a câmara)(e sim, que narcisista é a Su!)

quinta-feira, agosto 17, 2006

Educação recomenda-se

Eu e uma colega no Continente, na zona da padaria, sem senha mas completamente sozinhas,

de repente, vem espavorida aos coices, do fundo do corredor dos detergentes, uma grávida histérica

grávida histérica, a partir de agora denominada G.H. - ahhhhh eu estou grávida e quero ser atendida primeiro!!

susana e mónica, vulgo SM - sim, mas a prioridade é só nas caixas e não aqui. mas se estiver com muita pressa cedemos o lugar..

G.H.- tenho prioridade sim, e onde estão as vossas senhas hein?

S.M- nós não temos, mas sabe perfeitamente que estamos aqui primeiro. se quiser, por gentileza, cedemos a nossa vez..

G.H.- puff, não quero a vossa vez, já vi que estão muito excitadinhas..

Mónica, bem alto - oiça, excitadinha esteve você uma noite, senão estava nesse lindo estado..

e fugimos a rir, enquando a grávida histérica proferia vigorosos insultos e ameaçava chamar a polícia.

depois fiquei triste porque não comi a bola de berlim.

quarta-feira, agosto 16, 2006

Qual limbo qual purgatório!




legenda: conspurcação explícita do Mr. Klent sob o olhar atento e deveras guloso de um sub-3 (falta o Krypto, o supercão, mas no Jumbo não se vende snif)

estação Oriente

Hoje cheguei a um ponto bem triste da minha existência

infelizmente descobri, por mero acaso, que eu cabeceio nos comboios, mas cabecear a sério, com a língua pendente e testa contra a janela. Ocasionalmente acordo, lá recolho a baba e peço desculpa ao vizinho do lado, que entretanto já está com as duas pernas praticamente barricadas na coxia. Outros há mais simpáticos, que me acariciam o queixo enquanto sussuram canções de embalar.

ou seja, eu descobri que me tornei numa daquelas pessoas das quais eu sempre ri em miúda.Meu Deus, o que me reservarás para o amanhã??

Usar cintas?

EU NÃO QUERO CRESCER!!

segunda-feira, agosto 14, 2006

Mimos laborais

Este post é DEDICADO
a todos aqueles que dizem que o meu trabalho de FP é só estar deitada no sofá preto de cabedal, com os livros repousados no cima da testa e a ressonar ligeiramente, com os olhos semi-cerrados ansiando desesperadamente pelo toque dass 17h30:

recebi esta simpática missiva de um cidadão mais desanimado, eis alguns trechos (Deus queira que não seja processada, caso o seja, este post teve como único intento o gáudio da bloguista e seus eventuais leitores, e não qualquer ataque pessoal e deprimente ao seu autor, pessoa mui digna e, apesar de esquizofrénica, de profunda gentileza e fino trato):

(contexto: pedido de esclarecimentos de um senhor de meia idade à minha amorosa pessoa, esclarecimentos esses que prestei da forma mais prudente e eficaz:)

carta do senhor de meia-idade: " V. Exa porventura, não está ai para responder às questões que lhe faço? Então HÁ UM DE NÓS QUE NÃO ESTÁ A VER BEM A SITUAÇÃO!! E desde já lhe vou deixar uma dica de quem poderá ser: V. Exa!! Com o devido respeito.

V. Exa neste momento não faz parte de nenhuma solução muito menos de qualquer esclarecimento. V. Exa É O PROBLEMA E A FORÇA QUE BLOQUEIA O ESCLARECIMENTO!"


Bolas, sou isso tudo? Porque continuo solteira então?

sexta-feira, agosto 11, 2006

Medo 2

Hoje assolou-me nova dúvida:

é sabido que o SuperMaxi comemora este ano o seu 30.º aniversário, mas o que continua por esclarecer é a a questão de qual o calendário que rege esse animal.

gregoriano, canídeo? qualquer cenário é assustador, porque eu tenho dois cães e o vet disse que nenhum vai durar mais que 16 anos, imagine-se que estamos a falar do calendârio ocidental, que atribuirá ao Maxi qq coisa como 145 anos.

Ah, está esclarecida a questão do Super. Mea culpa.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Pesadelo na Trafaria

ontem fui à costa. consegui estacionar eram 6h da tarde.
saí de lá às 21h e mesmo assim apanhei 1 hora de trânsito.


eu cá não sou de intrigas, mas tenho a firme convicção de que o mundo está perdido.

Praga

O Dinis adora corrigir-me os erros DACTILOGRÁFICOS. Sim, porque os ortográficos são praticamente nulos e, a existirem, derivam de uma perturbação momentânea imediatamente anulada.
Mas o que eu queria mesmo dizer, é que graças ao menino Dinis fiquei 1 semana doente a fungar vertiginosamente por causa do briol que apanhei na Cril, e passei uma vergonha inerrável no comboio porque precisava de me assoar e não tinha lenços à mão, dado que a única coisa que tinha era um homem de meia-idade a olhar fixamente para mim enquanto secreções nasais teimavam em ver a luz do dia.

Moral:

se queres passear com o Dinis
vou-te dar um bom conselho
limpa muito bem o teu nariz
para não andares cheia de ranho

ele adora corrigir
é mau e não olha a meios
isto não é a fingir
quero que te cresçam seios (bonitos, bem sulcados)

Eu e o elder

Estive a pensar cuidadosamente e cheguei à conclusão de que o homem ideal é, sem margem para dúvidas, mormon.

O mormon tem indeléveis qualidades que me fazem desejar contrair matrimónio com um espécimen assim.

São muito limpos e asseados, sempre com os peúgos passajados, a camisa branca imaculada e calças impecavelmente engomadas.

São quase sempre loiros de olhos verdes, os morenos, quando os há, são sempre bem compostos e de tronco largo, uma mixagem entre italianos (do sul) e austro-húngaros.

andam sempre aos pares denotando grande capacidade de interacção e níveis de sociabilidade médio-alto, sorrisos doces e dentaduras branquinhas.

E, acima de tudo, nunca, mas NUNCA olham para as gajas.

Fiéis ao ponto extremo, orgulho de qualquer mãe, sonho de qualquer sogra, prece de qualquer rapariga.
Tenho a impressão que se a Belluci se saracoteasse à frente deles, pluma espetada no rabo e socas com pompons cor-de-rosinha, desencadeariam apenas uma reacção fisiológica de contornar o obstáculo e seguir em frente, olhos fitos no horizonte, sacola naqueles ombros másculos e ala que se faz tarde, há que divulgar a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Até agora ainda não encontrei qualquer tipo de inconveniente nestas pessoas, aliás, o único problema é mesmo esse, nunca encontrei nenhum porque, e volto a sublinhar, eles fogem das miúdas como eu do trabalho.

Qualquer dia prego uma sapa num, à laia do "ai desculpe foi sem querer" e tento tirar nabos da púcara.

Esperam-se cenas escaldantes dos próximos capítulos.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Lip balsam

estou profundamente aborrecida.

um dia destes dei € o,75 por um suposto bálsamo para os lábios numa loja de chineses.

Hoje descobri, após gargalhada colectiva de colegas de trabalho (deveras insensíveis, para não dizer grandes bardajonas),

que aquilo era uma espécie de spray da vicky para curar broncopneunomias, desentupidor de expectoração e que se cheirava a cinco quarteirões de distância. Mas como eu por acaso até estou doente (e tanto jeito me teria dado isto no concerto da Maria João!), andei com aquela vergonha a brilhar nas beiças,

completamente inocente e espantada com a a reacção do mundo em geral, que fugia de mim a sete pés no comboio quando eu ainda ia a subir as escadas rolantes, e se amontoava no centro comercial a um canto encolhido, quando eu me encontrava ainda no piso de baixo.

Tirei 2 conclusões:

1.º os c... não legenderam aquela merda, vou processá-los. Tem uns quantos hieroglifos em chinês e a Susana que passe vergonhas não é?

2.º tenho que dar a mão à palmatória e reconhecer que as papas de milhaço já eram, próxima pneunomia vou a voar comprar aquela trampa.

e depois enclausurar-me num lugar ermo sem vivalma nas redondezas. é que depois das gargalhadas efusivas, as minhas colegas lançaram-me olhares enojados.

Gajas..

segunda-feira, julho 31, 2006

o verdadeiro momento zen no tai chi

Vou tentar sintetizar ao máximo:


eu
estágio internacional de Budo (artes marciais)
muitas pessoas, mas muitas mesmo
jantar japonês
sushi
ligeiro ardor no estômago
concerto privado de Maria João e Mário Laginha
numa sala à luz das velas
com o público todo sentado no chão
Susana está na frente
começa a sentir-se mal
com tosse e vómitos à mistura
tenta conter-se
olha para trás, vê uma multidão disforme atrás de si, pelo que se quiser passar terá que saltitar por cima de 250 cabeças
a tosse aflige-a cada vez mais
já não está a aguentar
a Maria João continua com os seus trinados insofismáveis
está paciente e mortalmente esperando que Mª termine a cantiga para fugir e ir vomitar-se
ela nunca mais termina
começa a rezar com o beiço ja a tremer
a tosse já lhe faz chegar as lágrimas aos olhos
a Susana pensa que nunca esteve numa situação tão difícil
começa a suar em bica e com princípios de desmaio
finalmente a música pára
num ápice só se vê uma silhueta recortada à luz das velas (esguia, muito esguia) a rasar cabeças, cruzando corpos, toalhas, em direcção à porta
a Susana demora sensivelmente 15 segundos a conseguir sair da sala
está descalça (porque o Mestre assim o impôs a toda a gente)
dirige-se freneticamente à casa de banho
antes de entrar lembra-se que não tem chinelos
caga bem no assunto e entra descalça, a patinhar em águas suspeitas
vomita-se toda

e pensa: "consegui"

sexta-feira, julho 28, 2006

Viva a Intranet

Caríssimos,

é com a voz embargada pela comoção que anuncio que escrevo estas linhas no pc do meu trabalho.

Não, não se amedrontem, o dinheiro dos vossos impostos continuará a ser bem empregue no salário desta vossa criada, já que a internet só está disponível sob o regime fascita das chamadas "happy hours", que de felizes não têm nada, pois só me fazem lembrar quão longe está o meu computador maravilha, sem restrições nem horas mundanas.

O certo é que a internet só estará disponível das 17h30 da tarde às 9 da manhã, e na hora de almoço, das 12h30 às 14h.

Aplicação prática deste presente envenenado:

atendendo ao facto inequívoco de que eu chego sempre às 9h30, saio sempre às 12h25 disparada para o ginásio (ou, aos dias 20, para a desgraça consumista), e à tarde saio 5 minutos mais cedo para apanhar o comboio,


É NULA! APLICAÇÃO NULA! BANDO DE CRIMINOSOS!


p.s. - só estou aqui agora porque me enchi de línguas de veado de manhã e não me consegui arrastar para o almoço.

quarta-feira, julho 26, 2006

Ops, enganei-me

Estava um dia destes com um amigo, quando reparo inocentemente numa carrada, minto, numa alarvidade de abdominais que aquele homem tem incrustados no seu corpo.

"Ehhhhhhhhhhhhhhhhh LECAS!! Andamos a ir muitas vezes ao Holmes Place não?" comento eu com os olhos a brilhar

"Pois..não, eu quando era pequeno fazia competição de natação. O meu treinador puxou demasiado por mim e eu fiquei com um problema grave chamado hipertrofia abdominal. Basicamente os meus abdominais cresceram e não ficaram a caber na cavidade torácica..vou ter que ficar assim para sempre". lamuriou-se, com o olhar marejado de lagrimas e o beiço a tremer de desgosto.


Quando olhei novamente já não me pareciam abdominais. Pareciam-me pistachios com olhos.

Impressionante, o poder da informação faz mesmo milagres.

Fugi a sete pés.

sexta-feira, julho 21, 2006

Desafio:

Um dia, numa repartição de Finanças em 1999, apercebi-me que as pessoas que estavam na fila para o imposto sobre sucessões estavam todas vestidas de preto.

Fiquei emocionada com a própria argúcia e poder de observação.

Pouco tempo depois saio da Repartição, atravesso a estrada sem olhar e apanhei com um carro daqueles que não precisa de carta de condução, vulgo "porra-velhos", que acertou numa perna que me ficou a latejar durante 2 semanas.


Alguém consegue perceber a moral deste história? (sim, tem uma)
Não, não se dão alvíssaras.

terça-feira, julho 18, 2006

Continuo a gostar de comida

Gostaria de perguntar se mais alguém é viciado em iogurtes cremosos com pintarolas e/ou Minimilks de 33 ml.

Por favor, qualquer missiva remetam-na para o e-mail,

eu agradeço, e a vossa dignidade também.

p.s- aceitam-se versões adulteradas de pacotes de Conguitos do DIA e e hamburgers de queijo fossilizados do LIDL.

Não há motivo para nos envergonharmos sozinhos.

Portuguesa cidadã do Mundo, aliás, do Vasco da Gama

Criei um ritual.

Aos dias 20 (sacralizado por ser dia de pagamento) não como. Mal bate o meio-dia e meia do almoço, corro disparada para o multibanco mais próximo, levanto o que posso e mimo-me com bons cremes, bonitas roupas e maravilhosos livros no espaço de 1h30.

Depois regresso ao meu local de trabalho, aviada com 2 dezenas de sacos qual bimba no país dos descontos, de estômago vazio mas de peito cheio, feliz que nem um pássaro.

Aos dias 21 chego taciturna, desolada e arrependida, com os talões de troca em punho e pensando "mas que grande merda, para que é que eu fui comprar isto?".

E o ciclo repete-se ininterruptamente.
Novo-riquismo no seu mais puro estado de saloísmo.

Piquei-me

Ao contrário do que o Gustavo alvitrou não, eu não deixei de escrever posts para que o último fosse bem saboreado, se bem que a ideia não me desgosta de todo,

o certo é que nos ultimos 4 dias da semana passada habituei-me (vos?) mal.

Sim, porque com uma oral no dia 14 as 10h da manhã, eu, num impulso de auto-destruição evidente, lembrei-me de, nas vésperas, lavar sanitas, incluindo a da garagem (só lá vão homens, garanto, foi uma experiência de quase-morte), limpar o pó aos cantinhos dos armários da cozinha, lavar o frigorífico (incluindo as prateleiras!!! descobri lá objectos insofismáveis, já não fabricados desde 1987!),

cheguei até (pasme-se) a CONVERSAR COM O MEU IRMÃO! TIPO: CONVERSAS! Diálogos, orações com sujeitos, contracção de proposições e complementos directos.
.
tudo isto para evitar o inadiável: estudar.

Dentro dos devaneios desesperados lembrei-me, inclusive, de escrever aqui 4 e 5 episódios diários, sendo que o meu momento salsichiano era a aúrea zen do meu dia.


Perspectivem: não, eu não escrevi pouco desde sábado, eu escrevi foi muito até 6ª.

Hás-de cá vir Gustavo Manuel.

sábado, julho 15, 2006

Sobrevivi

APROVADA COM DISTINÇÃO!!!


Como eu adoro o Direito, a advocacia, ó que nobre profissão!

Profissão? Vocação!É a voz da razão ao serviço da verdade, somos uma magistratura cívica, lutando contra o arbítrio e a iniquidade!

Como eu adoro livros, códigos, ofícios, a Ordem, ó que bela e prestigiada Ordem que eu tenho orgulho de pertencer!


Sou uma vendida, mas a partir de ontem uma vendida qualificada.

quinta-feira, julho 13, 2006

Sistema Esq(uizo)lético

Meu Deus,

obrigada pela Tua bondade e desmesurada misericórdia.

Acabei de reparar que tenho os ossos da clavícula (será? isto sou eu a atirar para o ar, aqueles ossitos debaixo do pescoço)

finalmente SALIENTES! voltaram à sua condição normal e viram-se livres do jugo aterrorizador das glândulas gordurosas!

Estou tão feliz que nem vou estudar mais.

...


De que vale ter clavículas ossudas se tenho sempre a voz da consciência a martirizar-me?

Quando acabar a oral vou assassinar o grilo falante e cozê-lo para o almoço. Ah, mas depois lá se vão as clavículas ossudas, não posso comer demasiadas proteínas! Isto realmente o Universo está muito bem estudado. Hum..deixo o grilo da consciência em paz, impossível enganar o Arquitecto.


p.s.- este post pode parecer estúpido, mas não é. asseguro-vos. Pelo menos não na sua totalidade.

tenho que ir estudar.

menos de 24 horas, a doença agrava-se

Vantagens de ter uma oral de agregação perante um Júri de 4 pessoas amanhã:

- estou com uma grande dor de barriga e já fui à casa de banho muitas vezes (relembro, no entanto, que as meninas só fazem xixi), pelo que já perdi em 4 dias, mais um quilito;

- a minha mãe mima-me, comprando boas frutas, carregando-me o telemóvel e oferencendo-me as lentes de contacto semestrais (poupei 49 euros, oh joy oh happyness!!)

- o meu pai não me mima, mas também não me repreende

"MAS TU NÃO TENS 2 TELEMÓVEIS?? PORQUE É QUE USAS ENTÃO O TELEFONE FIXO? NÃO SAIRIA MAIS BARATO IRES TER A CASA DAS PESSOAS E FALARES COM ELAS? 9 MINUTOS NUMA CHAMADA MAS TU ÉS LOUCA??"

"mas pai,a Tininha estava no Cadaval.."

"APANHAVAS A A8 SUA PREGUIÇOSA!"

"mas pai, o Nuno levou o carro"

"IAS AO CAMPO GRANDE E APANHAVAS O EXPRESSO PARA A LOURINHÃ!"

"mas pai,o bilhete custa 11 euros com cartão jovem, e a chamada custou 0,43 cêntimos"

"TU CALA-TE E NÃO RESPONDAS A TEU PAI"



E pronto, este diálogo deprimente vem á laia de colmatação porque realmente não estou a ver grandes vantagens em fazer a oral amanhã e passar uma vergonha descomunal.

Vou tentar falar com alguém do conselho distrital e perguntar se, não correndo nua, haverá possibilidade de o fazer com um par de peúgos e um soutien de alças reforçadas.

O máxmo qe me pode acontecer é apanhar com um processo disciplinar. Mas a isso já estou sujeita desde um post que escrevi sobre o exame escrito de Dezembro. Que emoção ter a espada sobre a cabeça.

quarta-feira, julho 12, 2006

Façam-me parar

Estou profundamente indignada.

Ainda não percebi se vós, tal como eu, também acreditam que havia ali um picozinho a azedo na relação do Português com o Zezinho do Meu Pé de Laranja Lima.

Ou estão todos compactuados com o Álvaro Reis, director daquele sacrilégio?

Não quero estudar, odeio livros, abomino candeeiros, horrizam-me marcadores fluorescentes,

eu quero ir a ROTERDÃO. Com uma cédula profissional no bolso.
por este andar vou mas é com um carimbo na testa (Burra)

Estou a entrar em estado semi-comatoso.

Estou notoriamente doente

Oral daqui a menos de 48 horas.

Imagino o diálogo:

Prof do Júri, velho, barrigudo, ligeriamente drogado, voz de bagaço e unhas compridas, cabelos a sairem das orelhas e a cheirar a vinho:

"Então diga lá, quando é que vai apresentar o rol de testemunhas no processo sumário?"

Susana, nova, com uma ligeira barriguinha sexy, ligeiramente drogada pelos calmantes, unhas compridas vermelhas escuras, cabelos pretos sedutoramente caídos pelos ombros e a cheirar a água de rosas:

"Pois, não sei, mas já lhe disse que ali no Solinca são uns grandes porcos, que o meu irmão me estragou a bicicleta quase nova, que a minha mãe me subornou e bem com um portátil, que tenho um cão estropiado e acho todos os homens que conheço indignos de serem os pais dos meus filhos, excepto o Bruno Lopes que para mim é uma gaja e o Tiago Boto que também é outra gaja e já viu a pena que tenho por não ser homossexual (apenas os eternos pensamentos ímpios com a Belluci)?"

e o Júri:

"Não, por acaso não me recordo que me tenha dito isso"

Susana

"Considere-se notificado, então"

e sai segura, aprovada com distinção.



Acho que vou tomar um Voltaren.

Após leitura do post é favor anotar na Moleskine

Houve alguém que disse que se mede o nível de popularidade de uma pessoa pelo número de festas surpresa com que já foi brindada.

Pensei no assunto e cheguei à conclusão que nunca tive nenhuma.

Depois pensei melhor e concluí que o facto de andar a alardear 3 meses antes o meu aniversário, com actos bastante concretos nomeadamente:

mandar sms e e-mails grupais,
deixar bilhetinhos dentro das mochilas dos portáteis
fazer interpelações admonitórias via postal
alugar avionetas na comarca de Lisboa

é capaz de não ajudar à preparação de uma festa surpresa,

nesse dia tão lindo que é o de 23 DE AGOSTO,!! (sou alérgica a peshisbeque relembro)


Este ano vou ficar bem caladinha.

Uma escolha cerceada

6ª feira tenho a oral de agregação da Ordem.

Tenho uma amiga que também a irá fazer e me disse, olhos nos olhos,mãos nas mãos,tremendo levemente com ar psicopático mas marejada de sinceridade:

- Susana, eu preferia passear COMPLETAMENTE NUA PELA EXPO, DE UMA PONTA À OUTRA, 2 VEZES, a ter que fazer o exame.

Pois, mas quem está está pejada de estrias e não dispensa, nem por milisegundo o seu mimoso soutien, acaba por não ter grande alternativa não é?

odeio magras, duplicam-se-lhes sempre as possibilidades.

segunda-feira, julho 10, 2006

Triste? Correcção, foi o degredo.

Hoje a minha chefe entrou sem bater à porta, por volta das 16h30 com um calor abrasador.

Não posso descrever num post a situação dramática que se viveu.

dos 6, 5 encontravam-se espalhados pelas cadeiras e sofás
dos 5, 3 dormiam efectivamente.
dos 3, 2 ressonavam.
dos 2, 1 já falava durante o sonho (ou seja, já ia na fase paradóxica, mexia os olhitos e levantava as sobrancelhas)


moral: foi triste.

justeza profissional

Hoje, num dos raros momentos em que me debati com algum trabalho profissional,

fui obrigada a debruçar-me sobre a pretensão de um cidadão, bem fundamentada é certo, mas de alguma complexidade técnico-jurídica que me levou algumas horas de estudo profundo sobre um dos nossos Códigos.

Ainda hesitante sobre ou deferimento ou não, descubro consternada que o que havia levado aquela situação fora a alienação de um painel de azulejos, pela módica quantia de

1 MILHÃO E SEISCENTOS MIL EUROS! AZULEJOS!

indeferi instantaneamente.
Tenho a profunda convicção legal de quem vende um par de mosaicos por 300 mil contos não merece mais alegrias.

domingo, julho 09, 2006

1.º aniversário

Hoje faz um ano que eu iniciei este blog.

Não, por acaso não faz, é só 3ª, mas pensei que desencadeasse um momento bonito se dissesse isso agora.

E, um ano depois, o inevitável balanço:


- mais divertida,
- mais confiante,
- mais endinheirada (bendita gestão pessoal para tótós)
- mais magra
- mais solteira

por falar em solteira,
para bom entendedor

o que eu gostei mais neste ano? da minha médica quando me viu em Junho. Sussurrou-me "Parabéns", e eu fiquei feliz.

mega-vergonha

Na 6ªf fui à minha aula de flexibilidade no Solinca.

Uma sala apinhada de gente, gajos incluídos,

e a Su com o seu ar mais sensual, no seu top a condizer com as legging e descalça.

depois de uma hora em poses adoráveis e movimentos hiper-sexys, deito-me para o relaxe final, peito esticado, anca redondinha e rabinho empinado. Depois descubro, HORRORIZADA, que tinha as plantas dos pés completamente pretas por algum motivo obscuro, pareceu-me que pisei uma espécie de graxa no balneário,ó meu Deus nem quero pensar (e não se alvitre que não lavei estes mimosos 37!!)

Foi um momento triste, só isso, às 6ªas passarei a fazer Body Balance noutra sala, não tenho cara nem sola dos pés para enfrentar aquela gente.

Medo

acabei de vender 10 t-shirts do Projecto Crescer à porta da igreja.

agora vem a correcção: acabei não, a Zélia acabou, porque apesar de eu ser uma grandessíssima desenvergonhada, o certo é que me dão os pudores despropositados nestas situações queridas e amorosas como as de vender t-shirts mimosas com a oração de S. Francisco impressa em letras docinhas, para ajudar as crianças na sua próxima Colónia de Férias.

A Zélia apregoava as virtudes do algodão e afins,
eu barriquei-me atrás de um Opel Vectra fingindo que não era nada comigo, ainda rescaldada da lap dance artesanal que fiz na despedida de solteira de uma amiga no dia anterior.

Continuo com as prioridades do avesso

sexta-feira, julho 07, 2006

O certo é que me amo e muito

Ontem no curso de escrita criativa foi-nos pedido que escrevessemos 3 episódios, a apresentar para a semana, sendo que dois deles têm que ser verdadeiros e profundamente bizarros, daqueles que nos fazem duvidar da honestidade ou mesmo capacidade intelectual de quem se arroga de os ter vivido, e um completamente falso. Interessa confundir os colegas de forma a que estes não consigam distinguir a verdade da mentira.

após horas a bater com a cabeça nas paredes percebi que não tenho habilidade inventiva para mentir. Quer dizer, mais ou menos.
O que importa retirar daqui é que se fossem 3 episódios verdadeiros bastava-me reler os posts do mês de Agosto e fazer copy paste. Como um tem que ser falso tive a comprovação metafísica de que a minha vida, definitivamente, ultrapassa-me.

Medo.

quinta-feira, julho 06, 2006

Jantar refinado

Outra coisa estranha: cabisbaixos do jogo, fomos hoje jantar às bifanas da 24 Julho.

em pleno jantar (se é que assim merece ser apelidado um pão com chouriço bolorento e um caldo verde mortiço com pedacinhos de unhas a boiar)

começamos a ouvir alguém dentro da cozinha a rezar uma ladaínha asneirenta do pior que pode haver. Primeiramente, numa ténue voz lamurienta, minutos mais tarde já estávamos todos com uma mão no tabuleiro outra na carteira prestes a fugir, tamanha era a barulheira e capacidade aterrorizadora da senhora.

Esta, por motivo não apurado, zangou-se com um homem, achando por isso que a melhor maneira de o ofender era segurar profanamente nas suas próprias partes púdicas e gritar-lhe aos ouvidos "TU TENS UMA C...!" (Ainda agora não domino o alcance da ofensa, mas depreendo que o que ela quisesse dizer incluísse o conceito de pequeno pénis e parca satisfação feminina.)

Ficámos boquiabertos, até a vermos saltar balcão fora, a praguejar "Cabrão do c..., seu f.. da p..., merecias morrer paneleiro de m... a tua mãe é uma v..., tu queres é p.., tens uma c... maior que o c.. do teu namorado, f...lhão do c..."

Isto só assim já teria imensa graça (teve, asseguro-vos), quando, para nosso imenso gáudio, o padeiro das bifanas sai em defesa da copeira e atira-se contra o homem injuriado, dando-lhe duas valentes galhetas.

Entretanto, e connosco a beber sofregamente a coca-cola e a deglutir os pedacinhos de unha acrescidos da sopa qual drive-in barrasco de Moscavide, o homem que apanhou na cara riposta e bate também no padeiro.

Emocionadíssimos, a clientela segue o desenrolar desta tragicomédia no mais profundo silêncio, até que se ouve uma voz impaciente de um cantinho da sala " ENTÃO Ó CHEFE E O MEU MENU 4?!!"

Pára a pancadaria e, num gesto meio envergonhado, a copeira pede mais uns segundinhos.

Pergunto-me eu: quem vai ter fome num momento lancinante daqueles? quão grave será a sua vida socio-familiar para estar tão indiferente aos maiores chapadões e asneironas que já ouvi na vida?

Volto lá amanhã, ouvi dizer que o pasteleiro que hoje estava de folga vai arrear no padeiro.

quarta-feira, junho 28, 2006

Novamente a adulta amadurecida

Acompanhem-me pf:

Hoje deitei-me no sofá da minha sala de trabalho, em pele preto, novinho em folha, e dormi durante 60 minutos certos.

após este descanso merecido (trabalhei durante 25 minutos intensivos durante a parte da manhã), limpei a baba, tirei a ramela dos olhos (estes profundamente doentes com as lentes de contacto literalmente coladas às órbitas) e perguntei ao pessoal: "café?"

e lá fomos todos para a pausa de meia hora, quando regressámos já era praticamente hora de sair.

E ganho eu 35 euros diários para esta vida, se adivinhasse que isto é que era crescer já tinha tomado anfetaminas há mais de 9 anos.

segunda-feira, junho 26, 2006

Jo desculpa!

Eu prometi que escrevia um post sobre a Joana Morais. Aqui vai:

A Joana é uma cavalona sexy. E veste o n.º36.
Noutro dia fui a casa dela e, deitada no tapete do quarto, resfolgando que nem uma égua, e prestes a acometer-se-me uma apoplexia,

vesti uma saia dela.

Por toda a vila ecoaram urros de alegria até que,

numa fracção de segundo,

se ouve um barulhinho inócuo,

o qual se revelou ser um fecho a estragar-se em directo.

Só tive tempo de esconder outra vez a saia na gaveta e colocar o meu sorriso mais amoroso.

Roliça sim, delatora jamais.

Salsicha redecondecorado

Por portas e travessas, fui compelida a ouvir o programa da Comercial sobre o meu salsichinha http://radiocomercial.clix.pt/destaques/blog_radio/index.asp

dentro do carro, com o meu pai, mãe e irmão. (sábado à hora de almoço não
é, definitivamente, um bom momento para a solidão)


começam a ler os posts:

o 1º - "ah e tal, só trabalho há 3 dias e já cheguei atrasada 6 vezes"

a minha mãe: SUSANA SOFIA, NÃO TENS VERGONHA NESSA CARA??

O 2º - "o meu irmão esfarrapou-se todo na bicicleta e toda a gente se riu muito!"

o meu irmão: sua p.. v.. de m..., c.. do c.. FOSTE ESCREVER ISTO porca de m.., p.. do car..


0 3.º e o 4.º não levantaram grande celeuma, à excepção de um olhar homicida da minha mãe "com que então os trabalhos na faculdade eram todos mentira? só te dá é para o mal, palavra de honra!"

5.º - o dos ovnis. Devo dizer que ficámos todos em silêncio relembrando esse momento deprimente.

Mas na realidade, o que levantou uma certa tensão entre os presentes, foi mesmo o 6.º post, referente aos vizinhos do Tiago, que fornicaram violentamente mesmo sob as nossas barbas, num barulho atroz, especialmente para quem anda à míngua já há bastante tempo,


Pai: Então mas quem é esse rapaz?
Mãe: às tantas da noite? que andavas tu a fazer?
Irmão (ainda encolerizado pela vergonha bicilitesca) : é uma grande galdéria é o que ela é, a insinuar-se junto a tudo quanto é homem. Bem te vi a soprares beijos ao Rabinho (amigo) sua grande porca mentirosa!

Foi delicioso agitar o mundinho provinciano da minha família..esperem só até eles não resistirem à curiosidade e lerem um certo post de Maio referente a uma fim de semana no Algarve, o qual eu estaria supostamente com a minha avó em Tomar mas estava era a divertir-me principiscamente em Vilamoura..


beijinhos mãe!!!! és linda!!
pai amigo, tb és mt bem apessoado.

sexta-feira, junho 23, 2006

Síntese biográfica

Este blog que hoje lêm, e cada dia que passa mais doentio, irá ser lido na rádio Comercial ("o meu blog dava um programa de rádio") num fim de semana já designado mas que não será por mim divulgado (imaginem que corre mal? não terei já eu dificuldades de sobra? Já não vos contei que me fizeram retenção na fonte? Não aguento outro abalo emocional)

Após saturada reflexão dos antigos posts concluí que:

Não, o meu blog não dava um programa de rádio. O meu blog dava:

- direito a hipnoterapia regressiva gratuita durante um período mínimo de 15 anos;
- direito a um título de transporte colectivo mensal com desconto para incapacitados;
- dever de ressarcimento por parte do meu núcleo familiar pelos traumas esotéricos que tenho vindo a desenvolver;
- direito a entrada vitalícia no Clube das Chaves para Enjeitados (a quem mais é que foi esquartejada uma gengiva errada, suturada com 9 pontos, porque o raio-x estava do avesso? Sim, porque o Sr. Dentista estava demasiado ocupado a regatear pratinhos de prata no famigerado E-BAY para atentar na boquinha de anjo da Su!)

- em suma, dava era uma estatística particularmente elucidativa sobre pessoal desocupado.

quarta-feira, junho 21, 2006

Lamento, sou mesmo adulta.

Já recebi o meu 1.º ordenado oficial.

Foi uma emoção ter, finalmente, rendimentos que se vejam (não obstante a retenção na fonte, um verdadeiro ultraje)

o único senão foi eu ter estoirado 43 contos de uma assentada e ter ficado estropiada em sentimentos de culpa completamente DISPENSÁVEIS

sim,

porque eu andei 4 anos na primária, 2 no ciclo e 6 no liceu,
mais 5 na faculdade e mais 2 na Ordem,para auferir aquele montante!

Agora que reflicto mais atentamente, eu deveria ter gasto era mesmo TUDO, e mesmo assim ficaria a anos-luz da compensação pela crueldade a que fui submetida nestes últimos 19 anos nos corredores sinistros de todas aquelas instituições.

Tanta chapadona que apanhei na primária por causa das simetrias.. e a vergonha de ter tido a única negativa na prova global de métodos quantitativos? e o 2 a educação visual? (peço perdão por não ter qualquer noção espacio-temporal sim?! ir-me-à valer de muito, quando tiver que parir um filho)

19 anos?? bolas, realmente permanece um mistério insolúvel o que é que eu fiz à informação apreendida em 2 décadas.

Dão-se alvíssaras (não muitas, seus conspurcadores de 1.ºs ordenados alheios!)a quem avançar resposta. Obrigada.

Tanta capacidade que vos é desconhecida..

É verdade, estou em falta.

Não tenho escrito posts diariamente, como previamente auto-combinado (quem se atreverá a negar que fala sozinho?), mas, curiosamente ninguém colocou a hipótese de eu, em bom rigor, ter entrado num processo de inflamação interna.
Isso entristece-se, nunca supus tanta descrença nos meus impulsos psicocinéticos destrutivos.

terça-feira, junho 20, 2006

Como me tornei um adulto responsável

São 6h46.

A contagem descrecente iniciou-se há 5 minutos e tudo vai mudar daqui a 14. Ou, como se alvitrou, os meus órgãos internos encarregar-se-ão de me poupar trabaho e arderei inexplicavelmente.

segunda-feira, junho 19, 2006

Não acredito que acabei de escrever isto.

Apetece-me desfiar hoje um rol gigantesco de asneiras. Controlei-me e, em vez disso, fiz da minha terapia ocupacional um escape: vou escrever para me organizar.

Eu nunca tive um estojo na minha vida. Eu andei em Humanidades e tinha um lápis todo roído. Andei na FDL e tinha uma lapiseira sem minas. Frequento a Ordem e ando com duas canetas, uma sem tampa e outra que se me esborra os ofícios todos.

Andei, da maneira mais pelintrosa que possam conceber, a esquivar-me à tentação de comprar livros enfarruscados, sem capas e ma-cheirosos nos alfarrabistas da Feira do Livro (quais bancas!!), para no fim dar-me conta que tinha perdido os meus 20 preciosos euros. Porquê?Porque atirei com o dinheiro para dentro da mala sem me dar ao trabalho de a acondicionar convenientemente na carteira. Lá fui eu a ferver obscenidades Parque Eduardo VII fora quando sei que a culpa é exclusivamente minha!

Preciso desesperadamente de me organizar. Eu canso-me a mim própria, esgoto todos os outros com os meus advérvios circnstanciais :"onde esão os óculos? onde estão as chaves? onde estão os livros? onde estão as chávenas?"

Estou completamente farta deste meu estilo de vida e vou mudar HOJE! Aliás, amanhã as 7h, logo logo quando acordar!


VOU COMPRAR UM BLOCO DE NOTAS DA MOLESKINE (12 euros. porcos.)
VOU A TODAS AS REUNÕES E ACTIVIDADES DO PROJECTO CRESCER
VOU ESCREVER À ALICE VIEIRA (ando há, palavra de honra, 12 anos para lhe escrever. Vergonhoso, no mínimo)
VOU ESCOVAR O DESGRAÇADO DA HUSKIE, QUANDO VAI À RUA ESCONDE-SE EM TUDO QUANTO É TAMPO DE ESGOTO E JÁ NÃO SORRI PERANTE AS CARÍCIAS FORTUITAS DE ESTRANHOS (não obstante, aquela lambona!, continua a ofertar-se lascivamente ao Basset da rua de cima)
VOU ESCREVER NESTE BLOGUE DIARIAMENTE, E SÓ COISAS VERDADEIRAS (descansem, corações alvoraçados, nem à frente de um pelotão de fuzilamento nua com uma touca de banho na cabeça e dois peúgos nas orelhas, a aldrabice deste blogue é já marca registada)

Em suma, vou crescer, comprometer-me e deixar de dar problemas.
Ou então entrar simplesmente em combustão espontânea.

sexta-feira, junho 16, 2006

Taberneira ou carroceira, qualquer uma serve

Só escrevo este post porque sei que a D. Belinha não domina propriamente a internet, (se é que ela alguma vez suspeitou que existiam computadores), e por conseguinte não me lerá. nem me aplicará qualquer tipo de servícias.

O certo é que eu tinha um prazo de 10 dias para entregar uma petição inicial que renderá, espero eu fervorsamente, uns 5 mil euros,

e se não fosse uma colega de trabalho, numa conversa de vão de escada, a alertar-me para a contagem dos dias,

hoje, à meia-noite, caducaria não só o tal mencionado prazo como toda a minha vida profissional e quiçá integridade física,

felizmente lá se fez o requerimento e se salvou a minha deprimente honra profissional.

E já é oficial: mais facilmente taberneira que servidora da Justiça.
Péssima profissional mas com uma consciência clarividente.

sexta-feira, junho 09, 2006

sem título. demasiado consternada para escrever.

Na semana passada estive a contar religiosamente as faltas que poderia dar ao longo do próximo ano. Com a língua de fora, esforçando-me ao mais alto nível, fiz dois gráficos, estatísticas pormenorizadas com feriados nacionais e municipais, folhas de optimização de cálculos e desenhos com legendas sempre com o intuito de saber como fazer render o peixe.

Logo nesta 2ª feira faltei por doença (do foro neurológico ainda por cima, já se sabe que é maleita oficialmente desdenhada, o que é um sistema nervoso esfrangalhado comparado com um abcesso hemorroidal?)

Pura e simplesmente, nasci para ser gozada pelas divindades. Não encontro explicação mais racional.

Rica menina

Hoje despendi aproximadamente 4 horas a racionalizar o meu ordenado.

segundo o dr. phil, 35% deveriam ser para a alimentação, 15% diversão, 15% poupança, and so on and so on.

após saturada e complexa análise, concluí que ganho mal como a merda, vou viver na miséria, com trapos andrajosos,dentes com escorbuto e moscardos em satélite.

Acho que vou gastar os meus últimos 20 euros no clássico da Bertrand: "Gestão para Tótós". Estes, como o nome indica, são os descompensados que gastam 4 contos nesta edição lamentável.

Tótó sim, descrente..nunca!!

O Susto 2

Fui ver a peça "o submarino".

não sei com o que é que fiquei mais chocada,

se com as mamas setentrionais da Teresa Guilherme (uma para cada ponto cardeal),

ou a erecção despudorada do Fallabella.

Ou com ambos, pois nunca supus que as duas fossem causa-efeito.


Mas foram, e eu na 2ª fila a assistir. Próxima peça entre o Cláudio Ramos e a Heloísa Miranda compro na última fila do 4.º balcão. Sou demasiado nova para apoplexias fulminantes.

Herman José e su muchacha

Terça-feira eu e uns amigos fomos jantar aos Bastidores do Herman.

Programa:
jantar mais entretenimento.

Preço:
35 euros

Situação Piscológica:
Após o choque térmico inicial, pois foi-nos dito que seriam 16 euros, não se pode dizer que eu tenha ficado no meu estado mais normal, se é que esta palavra alguma vez se se me aplicou,

não gritei nem esbracejei, limitei-me a choramingar enquanto lançava olhares lancinantes ao palerma do Bruno que ganha 500 contos por mês mais subsídios anuais!!

Situação física:
Penúria total.

Momento baixo (descoberta científica):
Altura da noite em que descobri que uma senhora Secretária de Estado , também faz chichi e cócó como nós tristes mortais. (Também é cá uma esponja)


Momento Alto:
foram 2:

um quando o Herman se dirige à nossa mesa e cumprimenta o seu amigo Bruno (E MEU!!) com um abraço caloroso com os olhos marejados de saudade(eu sei, sou uma provinciana e maravilho-me com estes pormenores)

outro quando já cá fora, aquele pára o seu BM série 7 no meio da rua e se dirige para o nosso grupo, sempre com um olhito lacrimejante no Bruno, e enceta alegre cavaqueira exausto mas feliz.

Agora, este momento alto volta a bifurcar-se, transformando-se numa humilhação exasperante:


1º ele conversa amenamente connosco,
2.º depois pergunta-nos um a um a nossa profissão:

Cláudia: sou bióloga
Miguel: desenho para a Marvel
Bruno: engenheiro informático
Marco: engenheiro urbanista


Su,abrindo a boca mas tarde de mais, pois todos já se haviam antecipado em uníssono num esgar de deleite:

ELA É FUNCIONÁRIA PÚBLICA!!


Uma expressão de nojo perspassa-lhe o olhar, enquanto eu faço instintivamente o que sei melhor para sair de situações embaraçosas: empertigo o peito e trinco os lábios.

Nova expressão de nojo, desta feita salteada de pequenos condimentos invejosos, pelo que voltei à minha condição de suburbana heteressexual e me resignei à minha sorte.


35 euros e uma humilhação gratuita. Que mais uma pelintra sem auto-estima poderá desejar?

Qualquer semelhança com a realidade...será compreensivelmente rejeitada

Bem, o que eu faço no meu trabalho..é simplesmente inerrável.
Faltam-nos lá uns pormenores técnicos pelo que temos andado um pouco desocupados enquanto não nos solucionam a lacuna.

Cenário fiel:

1.º dia 6 pesssoas observam-se morbida e mutuamente numa sala.
2.º dia, enquanto não se conhecem conversam polidamente sobre assuntos jurídicos.
3.º e 4.ºapós 2 dias ininterruptos de linguagem educada nota-se uma certa tensão no ar, tipo adolescentes de 15 anos que vêem pela primeira vez um pénis e não sabem o que fazer com ele.
5.º dia já se ouvem umas asneiritas seguidas de risinhos abafados.

3.a semana:
asneironas de fazer corar um casal de taberneiros ressoam pelo piso fora
voam socas,sapatos de berloques e echarpes de musselina.

4ª semana
as peúgas para protegerem os telemóveis são colocadas estrategicamente nas garrafas de água, enquanto se alardeiam comentários sexuais.
Efectuam-se chamadas anónimas e relembramos saudosamente a Árvore dos Espatafúrdios.


Acreditem, a intimidade já é um estado de alma fascinante, então numa sala de 5 mt quadrados com 6 deprimidos torna-se num verdadeiro momento kármico.

sexta-feira, junho 02, 2006

O halo de beatude




Con efeito, o inglesismo "soft" nunca se me aplicou.

Mas desde que faço parte do sector terciário activo lusitano, resolvi resguardar-me nalguma réstea de pudor que andasse por aqui entranhada desde os tempos de Castelo do Bode,

e colocar uma foto delico-doce, não deixando, não obstante, de ressalvar a curva adorável da lombar (acentuada pela hérnia discal da 5ª com a 4ª), no famigerado rabinho tísico (in your face), e no peitinho despedidndo-se do pai Sol (não se curva, atente-te, faz uma ligeira contra-vénia simplesmente, afinal a gravidade não perdoa nem mesmo a mim).

Antecipação a comentários de vão de escada:

não sou a minha prima mas admitam que os genes estão lá.
neste fim de semana algarvio não fui alimentada propriamente a soro e estou ligeiramente mais inchada

Zélia, tinhas razão,

acima de tudo respeito pela minha pessoa, não é beatice é desvelo racional,

a foto do bikini branco em que estou languidamente deitada na areia, arqueando os rins e colocando estrategicamente os braços acima da cabeça para elevar as mamitas ficará entre nós.

E Zé, seu ordinário, queres fotos da Elsa vai requisitá-las directamente e despede-te deste blogue respeitável, cambada de pré-adolescentes!

quarta-feira, maio 31, 2006

O blogue é meu seus viperinos!

Aviso aos mais incautos
boa nova para os mais solitários
admoestação para os mais invejosos
preparação metfísica aos mais cardíacos:


proximo post vou colocar uma foto do meu estimado corpo, e depois não digam que é prima, as calças do pai, e imagem do banco de dados, e outras alarvidades que já me chegaram aos ouvidos (mais magros também, o auricular direito é que anda ali numa certa oscilação de peso).

advirto já: sim, sou megalómana, narcisista empedernida, covil de todas as impurezas mundanas,porca deslavada e sensaborona de meia idade. (aprendi com o Eminem, se dissermos mal de nós próprios, os outros já não têm matéria prima por onde pegar)

SO WHAT?

Mas valeu a pena. M, és ..!

Ontem lá me libertei da neurose compulsiva da minha mãe e me esgueirei de casa, se bem que já ia no cruzamento dos bombeiros ao pe da rotunda e ainda a ouvia a praguejar como um carroceiro,palavrões de fazer corar o PacMan, ameançando-me de coisas feias caso eu nao lhe acabasse um trabalho pendente até as 9 horas do dia seguinte,

e fui ver os Donna Maria ao Speackeasy.

A conclusão a que cheguei é que, apesar de eles serem muito,mas muito bons mesmo,

eu saio de casa para fugir a uma louca e acabo por ir parar ao pé de uma vocalista lunática, com espasmos espiléticos e com a mania que é fada e esvoaça pela sala fora,

prega os olhos ao tecto e tremelica as beiçolas, num gesto de intectualimo dialético puro, em que por um lado canta o inigualável Variações com um sentimento brutal e difícil de aceder, mas depois rodopia aquelas ancas de tísica e aquele rabinho Trafaluc sub-9 num esforço sexual patético,

canta descalça e apanha os cabelos num sedutor rabo de cavalo, (se ela nao o tem porque nao pedir emprestado ao equídeo certo?)

lançando olhares libidinososa tudo quanto mexe menos a mim,

(que estou perfeitamente entretida em ver as porcas do Champagne, quais hound bassets com trelas de diamantes a serem vigorosamente apalpadas por informáticos desesperados, antecipando um fantástico serão na parte de trás do seu Mecedes Classe A).

Voltei para casa de madrugada e na cozinha esperava-me uma mãe lavada em lágrimas, extenuada e olheirenta, soçobrada pelo cansaço,

o que mesmo assim não a impediu de vir atrás de mim com um livro do David Hume empunhado corredor fora, até eu me trancar no quarto e,num linguarejar profundamente malicioso e visceral proferir a tão fatídica e repetida frase: " AMANHÃ MINHA MENINA, CONVERSAMOS..."

Porra,se ela conversasse menos e escrevesse mais!

segunda-feira, maio 29, 2006

já tenho um portátil: espalhe-se a boa nova.

Fui, nestas ultimas semanas, impelida a fazer uns trabalhitos universitarios para a minha desolada mãe.

Basicamente ela lançou-se aos meus pés, choramingando pateticamente num discurso desconexo acerca da falta de tempo, da crueldade dos trabalhos domésticos, de como tinha passados 9 excruciantes meses comigo no ventre, como mentia piedosamente para eu faltar às aulas de educação física (experimentem usar copa D e correr os 100 metros de barreiras!), os castigos corporais que evitou q me fossem aplicados por um pai mais combalido pelas tropelias, o arrependimento honesto de um dia me ter ameaçado coma escola de correcção,

bla bla bla, enfim, uma tentativa lamentável de me chantagear à qual eu, catolica e apostolicamente acedi.

Recebi hoje o meu Toshiba. Vou já instalar o Wireless weee!

quinta-feira, maio 25, 2006

Resolução de ano novo n.º 19

Decidi hoje de manhã que iria ser vegan.

Uma larica insofismável por bifinhos de peru e 14 horas volvidas obrigaram-me a repensar.


se fosse um filme: "a infiltrada" (nem que seja por 13 horas nesse sub-mundo do straight edge)

se fosse um livro: "A queda de um anjo" (acalmem-se corações gorgolejantes de preocupação, a queda foi inócua - e nada as próximas aulas de aikido não suavizem)


sou uma fraca.

sábado, maio 20, 2006

Kiss my..

Para o(a) idiota anónimo,

que disse que agora só me falta arranjar rabo,

mereces um post só para ti porque, mais uma vez, reafirmo que adoro tiros nos pés e, mais,

adoro tapinhas bem dados

daqueles sonoros e se for no rabo melhor,

porque se há coisa que eu prezo é o meu rabinho mundano, rubicundo mas amoroso,
adoravelmente torneado com muito esforço e dedicação, em suma,

um rabo adorável, daqueles de se pregar os olhos no tecto e agradecer às divindades com os olhos marejados tamanho presente.

Compreendo é que a adoração à Trindade seja por mim feita solitariamente porque não estou a ver, assim à queima-roupa, alguma qualidade pela qual possas também agradecer. A não ser claro, essa extremosa capacidade de não ver o evidente.

Mas já dizia o principezinho..
e se tu não vês o notório quanto mais o essencial.

9 quilos a menos



e a auto-estima nunca é demais.
três vivas para mim!

sexta-feira, maio 19, 2006

Era uma vez uma Yupi.

Não sei como vos escrevo estas linhas.


Ontem a minha mãe, de índole perfídia e profundamente maléfica, trouxe uma barrita de chocolate para mim.
Resisti aos instintos primitivos e limitei-me a jantar um copo de leite.
Hoje quando regressei do meu novo emprego (caso ainda haja alguém neste Portugal pequenino que ainda não saiba),

vejo a barrita, piscando o olhito matreiro em cima de uma cadeira na cozinha, já sem embrulho e tudo, pedindo-me para ser deglutida.
Debati-me, mais uma vez, numa célere luta interior, até que, finalmente, a gula vulgo larica triunfou,

e me lanço vorazmente sobre ela.

Mais tarde aparece o meu pai, vociferando e perguntando-me porque é que eu não limpei o cócó da yupi.

e eu "nao vi!"

e ele "como nao viste? é gigante mesmo à entrada!!"

eu "se é gigante e se o viste porque nao limpaste tu?"

"cala-te e vai mas é limpar" seguido de uma dissertação mundana sobre a mudança dos tempos, e se no tempo dele ele falasse assim com o meu avô era chicoteado no pelourinho da aldeia e açoitado com ramos de laranjeira.

Sosseguem-se os corações mais alvoraçados: não, a barrita não era cócó de cão. Mas quase.

pai, coçando a cabeça em estado pensativo "pois, aquilo de certeza que foi a barrita manhosa"

eu, em situação clínica pré-traumático mas muito cautelosa: "estás a falar do quê?"

pai, rindo-se com a singular lembrança "à bocado a tua mãe deu-lhe uma barra, comeu um bocado e vá lá que vomitou o resto, senão grande c... que iria para ali"

eu, azul-topázio, mão já à frente da boca "vomitou como?"

pai encolhendo os ombros cansado"oh, como querias que fosse? comeu e deitou fora"

su apoiada já na parede,ardendo em febre e de mão erguida suplicante: " e..alguém apanhou?"

conclui ele, à laia de despedida "a tua mãe deixou aí, pode ser que a Bianca goste"


A sério, quando apanhar o cão a jeito desfaço-o em pancada. (Só não faço o mesmo com a minha mãe porque teve o bom gosto de se me emprenhar e concedeu-me excelentes e portentosos genes ADNeicos. Que por acaso neste momento devem estar revolvidos na minha própria bílis porque ainda não consegui vomitar a barra.)
E ainda ingeri 190 calorias mastigadas de uma assentada.

Reiteiro o conselho já aqui uma vez prestado: na loja, escolham a tartaruga anã. Até porque em caso de asneira sempre conseguem persegui-la, violentá-la selvaticamente e lançá-la pelo esgoto.

Escusado será dizer que o cão anda foragido há já 3 horas.

quarta-feira, maio 17, 2006

ou com regressão hipnótica, quiçá

Estou chocada com o meu provincianismo blogueico destes últimos dias.
Posts deprimentes e maldosos, mal projectados e ainda mais mal escritos.


Ó Meu Deus, já incorporei em Funcionária Pública!! Mamaduuuuu, preciso de ti!

a minha 1ª semana como assalariada

é o 3º dia de trabalho e já consegui chegar atrasada 6 vezes (3 de manha e 3 ao almoço).

saímos 15 minutos mais cedo com a desculpa dos transportes (mesmo cara podre, com a estação do oriente a 1 minuto!!)

estou numa sala com mais 8 sub-30, falamos de tudo menos, na verdade, daquilo que interessa.

já arranjámos esquemas para nos revezarmos para o cafe durante o maximo de tempo possível.

os minutos livres que sobram nesta, enfim, selvajaria ultra-doce aproveitamos para realizar algum trabalho profissional, nomeadamente aceder a informações confidenciais e rirmo-nos muito.

E sinto que vai melhorar.

domingo, maio 14, 2006

Não se preocupem, ela tem arranjo

Hoje chorei tanto a rir que já ganhei o dia para, pelo menos, 3 semanas e meia.

Estou no meu quarto e oiço o maior aparato policial. Sirenes nervosas ouviam-se já ha quase um minuto quando 6 carros da polícia, em fila indiana e numa bisga indescritível, aterram na rotunda mesmo em frente à minha casa (e eu ca em cima a assistir a tudo despudoradamente) e cortam todas as saídas da mesma.

Vai haver molho pensa a minha família em uníssono, esfregando já as mãos de contentamento por tamanho deleite neste fim de tarde.

O meu irmão não estava, pelo que só eu e os meus pais nos desfazíamos em hipóteses mirabolantes, envolvendo sempre os presos da Carregueira e Lexus em fuga.


Estamos todos muito atentos à curva que antece a rotunda, esperando impacientemente pelos foragidos, quando aparece o meu irmão na minha bicicleta, esborrando-se todo para conseguir controlar a dita, bufando por todos os lados e já em perfeito desequilíbrio pelo esforço dispendido.

Nós os 3, da varanda, não soltamos pio. A ideia do meu irmão ser um meliante em debandada por um lado preocupa-nos, por outro é algo tão impensável que até se torna emocionante. Mas, pela cara apoplética do miúdo percebemos que o problema dele é o excesso de peso e nao problemas com as autoridades, pelo que ficámos imóveis esperando o desfecho.

Este foi, adiante-se, lindo, porque o meu irmão, já mais morto que vivo já que pedalar mais do que 10 minutos é um suplício que nem pela pátria,

apagou-se definitivamente quando vê 6 carros da polícia parados na rotunda para a qual ele se dirige,

sem contar com os 200 desocupados que assomam às janelas.


morto de susto pela suposta espera, vem estrada fora aos ziguezagues, num esforço hercúleo para dominar o veículo desmotorizado até, finalmente, embater no sinal de cedência de prioridade, rebolar estrada fora até ao 1º carro ficando prostrado de barriga para cima e pernas cada uma para seu lado.

A minha mãe grita, o meu pai abana a cabeça e eu rio-me. Depois, subitamente, contraio-me num esgar azedo ao recordar-me que não carreguei a bateria da máquina digital.

De qualquer forma a gargalhada colectiva que ecoou por Belas fora fez-me regressar à realidade e sentir-me vingada. Quem mandou vender-me o bilhete de Pearl Jam a preços abusivos?

Que fique com o dinheiro, a minha vista regalada não tem preço! E acreditem, vê-lo depois chegar a casa todo roto do asfalto e com o guiador pendurado ao pescoço (apesar da bicicleta ser minha) fez-me relembrar quão maravilhosa e cintilante a vida é.

Life, oh life..

terça-feira, maio 09, 2006

O julgamento

Todo este blogue versa sobre, como alguém referiu e bem, a "twilight zone" que é a minha vida.

O ano passado:

su na sala de audiências, ar compungido, de pé e com a mão no peito,


" Os meus cumprimentos a este Tribunal, na pessoa do Meretíssimo Sr. Dr. Juiz de Direito, ao Digníssimo Magistrado do Ministério Público, ao caro Colega, ao Sr. Funcionário Judicial e demais presentes,



Peço justiça."



E sentei-me, resplandecente de orgulho do meu maravilhoso trabalho juridico.
E sou assim, pequenina mas mt ladina.
Burra mas profundamente educada.

domingo, maio 07, 2006

Abuso filial

Eu anteontem comprei a minha primeira biciceta sem rodinhas.

Estive 3 horas e meia a escolher os espigões de selim, suspensões traseiras e quadros em carbono.

Quando cheguei finalmente a casa pedalei nela 8 minutos porque estava, literalmente, exausta, mas, para meu grande infortúnio, no dia seguinte o meu pai anuncia-me que eu tinha partido uns cabos não sei do quê dos punhos do guiador.


De seguida praguejou dementemente e gritou-me aos ouvidos " RAI´S PARTAM OS MIUDOS, NÃO SE LHES PODE DAR NADA, FOI A ULTIMA COISA QUE EU TE COMPREI NA MINHA VIDA OUVISTE?!"

Hoje pedi-lhe uns óculos de sol porque os meus se partiram todos num tralho na semana passada ao que ele respondeu:

- não me andes a comprar porcarias, com a saúde não se brinca, 200 euros chegam?



Como eu adoro a velhice que assoma docemente o 2º quartel da vida dele.
Saltito impacientemente pelo 3.º

quinta-feira, maio 04, 2006

O Pesadelo da Susana

Hoje foi um daqueles dias em que tive uma montanha-russa de emoções, dos quais passei de um estado de euforia extrema capaz de abraçar o Mundo num enlace profundo,

até um de comportamentos sanguinários, com os olhos vermelhos raiados de sangue, prestes a pontapear a velha que passa aqui a vender rissóis,
(nao pontapeei, segurei-me a tempo)
(caso houvesse velha, que não há)

porque descobri, num espaço de 15 segundos:

1.º, que quem morreu foi mesmo a Joana (weeee, ainda andou o S. Tomás de Aquino a tentar arranjar 5 vias ontologicas e cosmologicas para provar a existência de Deus! Mais que provado!!!!)

2.º, que a deprimente escritora escreveu "Herdeiros da Lua de Joana". Glup

Pausa.

Em jeito de peça de teatro.


VOLTA AQUINO, NÃO QUERO SER DESCRENTE!

quarta-feira, maio 03, 2006

Lua de Joana

Preciso, desde ha muito, de desabafar sobre a Lua de Joana.

Eu odeio, abomino, esventro-me toda só de pensar nessa obra literária. É muito má mesmo, e continuo a achar que quem deveria ter morrido era a miuda e não o irmão para não haver o perigo público de uma Lua de Joana 2, e que a própria autora também já deve ter comprado uns grandes sabugos,

Tipo Gato fedorento, mas esses dá-lhs para o brilhantismo.
A Maria Teresa deu-lhe para a merda que deu.

Sinto-me bem melhor.
Amanhã aflorarei "Uma Aventura no Estádio".

Cara podre 2

Bem,

vou confessar-vos a minha costela mais raquítica:


não resisti e mandei um e-mail ao Fernando Pereira. Qualquer coisa do género: " Então ó Nando, ontem Trump Tower, hoje Quinta dos Carvalhinhos?"

Ao que ele respondeu "Susaninha (weee) (onomatopeia minha),eu fui aprendendo com a vida que a grandeza dos homens se manifesta precisamente nas coisas mais simples. Podes contar sempre comigo se um dia quiseres fazer uma festa original, muito chique e absolutamente glamorosa. Entretanto fica com um beijinho do tamanho da tua Trump Tower."

Pergunta:

- quão cara será a sua actuaçao?
- far-me-á desconto atendendo ao meu e-mail?

ou, ao invés,

fará uma pequena correcção monetária encarecendo-me pelo desplante quase ofensivo?

e ainda,

arranjar-me-a ele varão?


Isso sim, seria muito chique. E poupava-me imenso trabalho.

Não é que eu veja, mas

Nem de propósito com o post infra,

ouvi ontem a tia Maya na Tertúlia, a parabenizar o Joao Portugal por se ter feito à vida porque isto o mundo da música não são rosas,

e andar a tirar fotos em casamentos e baptizados.

Lá do fundo da casa-de-banho, preparando-me para mais uma sessão de confrontações fisico-neurológicas com as bandas de cera da Veet, instintivamente gritei: E O FERNANDO PEREIRA TAMBÉM1!!

Depois, reformulei: FOTOS NAO, ELE SÓ CANTA!



Eu vibro com coincidências.

segunda-feira, maio 01, 2006

Medo

Estou profundamente abalada.

Descobri hoje numa revista especializada de noivas (pânico) que o Fernando Pereira, esse grande nem sei o quê (imitador? entreteneirista? Entretenidor? Imiteirista?)

ACTUA EM CASAMENTOS E BAPTIZADOS!

Eu nao digo que o mundo anda perdido? Qualquer dia vejo vejo o Serra Lopes a domar dromedários e o Claudio Ramos a cantarolar no miradouro de Santa Luzia,

deveria ter-me apercebido que o Apocalipse não tarda quando ouvi os vizinhos do Tiago a fazerem o amor selvaticamente.

No 5.º andar.

(nós nas águas furtadas)