Vantagens de ter uma oral de agregação perante um Júri de 4 pessoas amanhã:
- estou com uma grande dor de barriga e já fui à casa de banho muitas vezes (relembro, no entanto, que as meninas só fazem xixi), pelo que já perdi em 4 dias, mais um quilito;
- a minha mãe mima-me, comprando boas frutas, carregando-me o telemóvel e oferencendo-me as lentes de contacto semestrais (poupei 49 euros, oh joy oh happyness!!)
- o meu pai não me mima, mas também não me repreende
"MAS TU NÃO TENS 2 TELEMÓVEIS?? PORQUE É QUE USAS ENTÃO O TELEFONE FIXO? NÃO SAIRIA MAIS BARATO IRES TER A CASA DAS PESSOAS E FALARES COM ELAS? 9 MINUTOS NUMA CHAMADA MAS TU ÉS LOUCA??"
"mas pai,a Tininha estava no Cadaval.."
"APANHAVAS A A8 SUA PREGUIÇOSA!"
"mas pai, o Nuno levou o carro"
"IAS AO CAMPO GRANDE E APANHAVAS O EXPRESSO PARA A LOURINHÃ!"
"mas pai,o bilhete custa 11 euros com cartão jovem, e a chamada custou 0,43 cêntimos"
"TU CALA-TE E NÃO RESPONDAS A TEU PAI"
E pronto, este diálogo deprimente vem á laia de colmatação porque realmente não estou a ver grandes vantagens em fazer a oral amanhã e passar uma vergonha descomunal.
Vou tentar falar com alguém do conselho distrital e perguntar se, não correndo nua, haverá possibilidade de o fazer com um par de peúgos e um soutien de alças reforçadas.
O máxmo qe me pode acontecer é apanhar com um processo disciplinar. Mas a isso já estou sujeita desde um post que escrevi sobre o exame escrito de Dezembro. Que emoção ter a espada sobre a cabeça.
Será que só sou eu que vejo laivos de pedofilia na relação do Manuel O Português e o Zezinho de "O meu Pé de Laranja Lima"? 9 (NOVE) anos depois do início deste blogue muita gente alvitrou sobre tudo menos isto. Portanto tenho concluir que sim, sou só eu.
quinta-feira, julho 13, 2006
quarta-feira, julho 12, 2006
Façam-me parar
Estou profundamente indignada.
Ainda não percebi se vós, tal como eu, também acreditam que havia ali um picozinho a azedo na relação do Português com o Zezinho do Meu Pé de Laranja Lima.
Ou estão todos compactuados com o Álvaro Reis, director daquele sacrilégio?
Não quero estudar, odeio livros, abomino candeeiros, horrizam-me marcadores fluorescentes,
eu quero ir a ROTERDÃO. Com uma cédula profissional no bolso.
por este andar vou mas é com um carimbo na testa (Burra)
Estou a entrar em estado semi-comatoso.
Ainda não percebi se vós, tal como eu, também acreditam que havia ali um picozinho a azedo na relação do Português com o Zezinho do Meu Pé de Laranja Lima.
Ou estão todos compactuados com o Álvaro Reis, director daquele sacrilégio?
Não quero estudar, odeio livros, abomino candeeiros, horrizam-me marcadores fluorescentes,
eu quero ir a ROTERDÃO. Com uma cédula profissional no bolso.
por este andar vou mas é com um carimbo na testa (Burra)
Estou a entrar em estado semi-comatoso.
Estou notoriamente doente
Oral daqui a menos de 48 horas.
Imagino o diálogo:
Prof do Júri, velho, barrigudo, ligeriamente drogado, voz de bagaço e unhas compridas, cabelos a sairem das orelhas e a cheirar a vinho:
"Então diga lá, quando é que vai apresentar o rol de testemunhas no processo sumário?"
Susana, nova, com uma ligeira barriguinha sexy, ligeiramente drogada pelos calmantes, unhas compridas vermelhas escuras, cabelos pretos sedutoramente caídos pelos ombros e a cheirar a água de rosas:
"Pois, não sei, mas já lhe disse que ali no Solinca são uns grandes porcos, que o meu irmão me estragou a bicicleta quase nova, que a minha mãe me subornou e bem com um portátil, que tenho um cão estropiado e acho todos os homens que conheço indignos de serem os pais dos meus filhos, excepto o Bruno Lopes que para mim é uma gaja e o Tiago Boto que também é outra gaja e já viu a pena que tenho por não ser homossexual (apenas os eternos pensamentos ímpios com a Belluci)?"
e o Júri:
"Não, por acaso não me recordo que me tenha dito isso"
Susana
"Considere-se notificado, então"
e sai segura, aprovada com distinção.
Acho que vou tomar um Voltaren.
Imagino o diálogo:
Prof do Júri, velho, barrigudo, ligeriamente drogado, voz de bagaço e unhas compridas, cabelos a sairem das orelhas e a cheirar a vinho:
"Então diga lá, quando é que vai apresentar o rol de testemunhas no processo sumário?"
Susana, nova, com uma ligeira barriguinha sexy, ligeiramente drogada pelos calmantes, unhas compridas vermelhas escuras, cabelos pretos sedutoramente caídos pelos ombros e a cheirar a água de rosas:
"Pois, não sei, mas já lhe disse que ali no Solinca são uns grandes porcos, que o meu irmão me estragou a bicicleta quase nova, que a minha mãe me subornou e bem com um portátil, que tenho um cão estropiado e acho todos os homens que conheço indignos de serem os pais dos meus filhos, excepto o Bruno Lopes que para mim é uma gaja e o Tiago Boto que também é outra gaja e já viu a pena que tenho por não ser homossexual (apenas os eternos pensamentos ímpios com a Belluci)?"
e o Júri:
"Não, por acaso não me recordo que me tenha dito isso"
Susana
"Considere-se notificado, então"
e sai segura, aprovada com distinção.
Acho que vou tomar um Voltaren.
Após leitura do post é favor anotar na Moleskine
Houve alguém que disse que se mede o nível de popularidade de uma pessoa pelo número de festas surpresa com que já foi brindada.
Pensei no assunto e cheguei à conclusão que nunca tive nenhuma.
Depois pensei melhor e concluí que o facto de andar a alardear 3 meses antes o meu aniversário, com actos bastante concretos nomeadamente:
mandar sms e e-mails grupais,
deixar bilhetinhos dentro das mochilas dos portáteis
fazer interpelações admonitórias via postal
alugar avionetas na comarca de Lisboa
é capaz de não ajudar à preparação de uma festa surpresa,
nesse dia tão lindo que é o de 23 DE AGOSTO,!! (sou alérgica a peshisbeque relembro)
Este ano vou ficar bem caladinha.
Pensei no assunto e cheguei à conclusão que nunca tive nenhuma.
Depois pensei melhor e concluí que o facto de andar a alardear 3 meses antes o meu aniversário, com actos bastante concretos nomeadamente:
mandar sms e e-mails grupais,
deixar bilhetinhos dentro das mochilas dos portáteis
fazer interpelações admonitórias via postal
alugar avionetas na comarca de Lisboa
é capaz de não ajudar à preparação de uma festa surpresa,
nesse dia tão lindo que é o de 23 DE AGOSTO,!! (sou alérgica a peshisbeque relembro)
Este ano vou ficar bem caladinha.
Uma escolha cerceada
6ª feira tenho a oral de agregação da Ordem.
Tenho uma amiga que também a irá fazer e me disse, olhos nos olhos,mãos nas mãos,tremendo levemente com ar psicopático mas marejada de sinceridade:
- Susana, eu preferia passear COMPLETAMENTE NUA PELA EXPO, DE UMA PONTA À OUTRA, 2 VEZES, a ter que fazer o exame.
Pois, mas quem está está pejada de estrias e não dispensa, nem por milisegundo o seu mimoso soutien, acaba por não ter grande alternativa não é?
odeio magras, duplicam-se-lhes sempre as possibilidades.
Tenho uma amiga que também a irá fazer e me disse, olhos nos olhos,mãos nas mãos,tremendo levemente com ar psicopático mas marejada de sinceridade:
- Susana, eu preferia passear COMPLETAMENTE NUA PELA EXPO, DE UMA PONTA À OUTRA, 2 VEZES, a ter que fazer o exame.
Pois, mas quem está está pejada de estrias e não dispensa, nem por milisegundo o seu mimoso soutien, acaba por não ter grande alternativa não é?
odeio magras, duplicam-se-lhes sempre as possibilidades.
segunda-feira, julho 10, 2006
Triste? Correcção, foi o degredo.
Hoje a minha chefe entrou sem bater à porta, por volta das 16h30 com um calor abrasador.
Não posso descrever num post a situação dramática que se viveu.
dos 6, 5 encontravam-se espalhados pelas cadeiras e sofás
dos 5, 3 dormiam efectivamente.
dos 3, 2 ressonavam.
dos 2, 1 já falava durante o sonho (ou seja, já ia na fase paradóxica, mexia os olhitos e levantava as sobrancelhas)
moral: foi triste.
Não posso descrever num post a situação dramática que se viveu.
dos 6, 5 encontravam-se espalhados pelas cadeiras e sofás
dos 5, 3 dormiam efectivamente.
dos 3, 2 ressonavam.
dos 2, 1 já falava durante o sonho (ou seja, já ia na fase paradóxica, mexia os olhitos e levantava as sobrancelhas)
moral: foi triste.
justeza profissional
Hoje, num dos raros momentos em que me debati com algum trabalho profissional,
fui obrigada a debruçar-me sobre a pretensão de um cidadão, bem fundamentada é certo, mas de alguma complexidade técnico-jurídica que me levou algumas horas de estudo profundo sobre um dos nossos Códigos.
Ainda hesitante sobre ou deferimento ou não, descubro consternada que o que havia levado aquela situação fora a alienação de um painel de azulejos, pela módica quantia de
1 MILHÃO E SEISCENTOS MIL EUROS! AZULEJOS!
indeferi instantaneamente.
Tenho a profunda convicção legal de quem vende um par de mosaicos por 300 mil contos não merece mais alegrias.
fui obrigada a debruçar-me sobre a pretensão de um cidadão, bem fundamentada é certo, mas de alguma complexidade técnico-jurídica que me levou algumas horas de estudo profundo sobre um dos nossos Códigos.
Ainda hesitante sobre ou deferimento ou não, descubro consternada que o que havia levado aquela situação fora a alienação de um painel de azulejos, pela módica quantia de
1 MILHÃO E SEISCENTOS MIL EUROS! AZULEJOS!
indeferi instantaneamente.
Tenho a profunda convicção legal de quem vende um par de mosaicos por 300 mil contos não merece mais alegrias.
domingo, julho 09, 2006
1.º aniversário
Hoje faz um ano que eu iniciei este blog.
Não, por acaso não faz, é só 3ª, mas pensei que desencadeasse um momento bonito se dissesse isso agora.
E, um ano depois, o inevitável balanço:
- mais divertida,
- mais confiante,
- mais endinheirada (bendita gestão pessoal para tótós)
- mais magra
- mais solteira
por falar em solteira,
para bom entendedor
o que eu gostei mais neste ano? da minha médica quando me viu em Junho. Sussurrou-me "Parabéns", e eu fiquei feliz.
Não, por acaso não faz, é só 3ª, mas pensei que desencadeasse um momento bonito se dissesse isso agora.
E, um ano depois, o inevitável balanço:
- mais divertida,
- mais confiante,
- mais endinheirada (bendita gestão pessoal para tótós)
- mais magra
- mais solteira
por falar em solteira,
para bom entendedor
o que eu gostei mais neste ano? da minha médica quando me viu em Junho. Sussurrou-me "Parabéns", e eu fiquei feliz.
mega-vergonha
Na 6ªf fui à minha aula de flexibilidade no Solinca.
Uma sala apinhada de gente, gajos incluídos,
e a Su com o seu ar mais sensual, no seu top a condizer com as legging e descalça.
depois de uma hora em poses adoráveis e movimentos hiper-sexys, deito-me para o relaxe final, peito esticado, anca redondinha e rabinho empinado. Depois descubro, HORRORIZADA, que tinha as plantas dos pés completamente pretas por algum motivo obscuro, pareceu-me que pisei uma espécie de graxa no balneário,ó meu Deus nem quero pensar (e não se alvitre que não lavei estes mimosos 37!!)
Foi um momento triste, só isso, às 6ªas passarei a fazer Body Balance noutra sala, não tenho cara nem sola dos pés para enfrentar aquela gente.
Uma sala apinhada de gente, gajos incluídos,
e a Su com o seu ar mais sensual, no seu top a condizer com as legging e descalça.
depois de uma hora em poses adoráveis e movimentos hiper-sexys, deito-me para o relaxe final, peito esticado, anca redondinha e rabinho empinado. Depois descubro, HORRORIZADA, que tinha as plantas dos pés completamente pretas por algum motivo obscuro, pareceu-me que pisei uma espécie de graxa no balneário,ó meu Deus nem quero pensar (e não se alvitre que não lavei estes mimosos 37!!)
Foi um momento triste, só isso, às 6ªas passarei a fazer Body Balance noutra sala, não tenho cara nem sola dos pés para enfrentar aquela gente.
Medo
acabei de vender 10 t-shirts do Projecto Crescer à porta da igreja.
agora vem a correcção: acabei não, a Zélia acabou, porque apesar de eu ser uma grandessíssima desenvergonhada, o certo é que me dão os pudores despropositados nestas situações queridas e amorosas como as de vender t-shirts mimosas com a oração de S. Francisco impressa em letras docinhas, para ajudar as crianças na sua próxima Colónia de Férias.
A Zélia apregoava as virtudes do algodão e afins,
eu barriquei-me atrás de um Opel Vectra fingindo que não era nada comigo, ainda rescaldada da lap dance artesanal que fiz na despedida de solteira de uma amiga no dia anterior.
Continuo com as prioridades do avesso
agora vem a correcção: acabei não, a Zélia acabou, porque apesar de eu ser uma grandessíssima desenvergonhada, o certo é que me dão os pudores despropositados nestas situações queridas e amorosas como as de vender t-shirts mimosas com a oração de S. Francisco impressa em letras docinhas, para ajudar as crianças na sua próxima Colónia de Férias.
A Zélia apregoava as virtudes do algodão e afins,
eu barriquei-me atrás de um Opel Vectra fingindo que não era nada comigo, ainda rescaldada da lap dance artesanal que fiz na despedida de solteira de uma amiga no dia anterior.
Continuo com as prioridades do avesso
sexta-feira, julho 07, 2006
O certo é que me amo e muito
Ontem no curso de escrita criativa foi-nos pedido que escrevessemos 3 episódios, a apresentar para a semana, sendo que dois deles têm que ser verdadeiros e profundamente bizarros, daqueles que nos fazem duvidar da honestidade ou mesmo capacidade intelectual de quem se arroga de os ter vivido, e um completamente falso. Interessa confundir os colegas de forma a que estes não consigam distinguir a verdade da mentira.
após horas a bater com a cabeça nas paredes percebi que não tenho habilidade inventiva para mentir. Quer dizer, mais ou menos.
O que importa retirar daqui é que se fossem 3 episódios verdadeiros bastava-me reler os posts do mês de Agosto e fazer copy paste. Como um tem que ser falso tive a comprovação metafísica de que a minha vida, definitivamente, ultrapassa-me.
Medo.
após horas a bater com a cabeça nas paredes percebi que não tenho habilidade inventiva para mentir. Quer dizer, mais ou menos.
O que importa retirar daqui é que se fossem 3 episódios verdadeiros bastava-me reler os posts do mês de Agosto e fazer copy paste. Como um tem que ser falso tive a comprovação metafísica de que a minha vida, definitivamente, ultrapassa-me.
Medo.
quinta-feira, julho 06, 2006
Jantar refinado
Outra coisa estranha: cabisbaixos do jogo, fomos hoje jantar às bifanas da 24 Julho.
em pleno jantar (se é que assim merece ser apelidado um pão com chouriço bolorento e um caldo verde mortiço com pedacinhos de unhas a boiar)
começamos a ouvir alguém dentro da cozinha a rezar uma ladaínha asneirenta do pior que pode haver. Primeiramente, numa ténue voz lamurienta, minutos mais tarde já estávamos todos com uma mão no tabuleiro outra na carteira prestes a fugir, tamanha era a barulheira e capacidade aterrorizadora da senhora.
Esta, por motivo não apurado, zangou-se com um homem, achando por isso que a melhor maneira de o ofender era segurar profanamente nas suas próprias partes púdicas e gritar-lhe aos ouvidos "TU TENS UMA C...!" (Ainda agora não domino o alcance da ofensa, mas depreendo que o que ela quisesse dizer incluísse o conceito de pequeno pénis e parca satisfação feminina.)
Ficámos boquiabertos, até a vermos saltar balcão fora, a praguejar "Cabrão do c..., seu f.. da p..., merecias morrer paneleiro de m... a tua mãe é uma v..., tu queres é p.., tens uma c... maior que o c.. do teu namorado, f...lhão do c..."
Isto só assim já teria imensa graça (teve, asseguro-vos), quando, para nosso imenso gáudio, o padeiro das bifanas sai em defesa da copeira e atira-se contra o homem injuriado, dando-lhe duas valentes galhetas.
Entretanto, e connosco a beber sofregamente a coca-cola e a deglutir os pedacinhos de unha acrescidos da sopa qual drive-in barrasco de Moscavide, o homem que apanhou na cara riposta e bate também no padeiro.
Emocionadíssimos, a clientela segue o desenrolar desta tragicomédia no mais profundo silêncio, até que se ouve uma voz impaciente de um cantinho da sala " ENTÃO Ó CHEFE E O MEU MENU 4?!!"
Pára a pancadaria e, num gesto meio envergonhado, a copeira pede mais uns segundinhos.
Pergunto-me eu: quem vai ter fome num momento lancinante daqueles? quão grave será a sua vida socio-familiar para estar tão indiferente aos maiores chapadões e asneironas que já ouvi na vida?
Volto lá amanhã, ouvi dizer que o pasteleiro que hoje estava de folga vai arrear no padeiro.
em pleno jantar (se é que assim merece ser apelidado um pão com chouriço bolorento e um caldo verde mortiço com pedacinhos de unhas a boiar)
começamos a ouvir alguém dentro da cozinha a rezar uma ladaínha asneirenta do pior que pode haver. Primeiramente, numa ténue voz lamurienta, minutos mais tarde já estávamos todos com uma mão no tabuleiro outra na carteira prestes a fugir, tamanha era a barulheira e capacidade aterrorizadora da senhora.
Esta, por motivo não apurado, zangou-se com um homem, achando por isso que a melhor maneira de o ofender era segurar profanamente nas suas próprias partes púdicas e gritar-lhe aos ouvidos "TU TENS UMA C...!" (Ainda agora não domino o alcance da ofensa, mas depreendo que o que ela quisesse dizer incluísse o conceito de pequeno pénis e parca satisfação feminina.)
Ficámos boquiabertos, até a vermos saltar balcão fora, a praguejar "Cabrão do c..., seu f.. da p..., merecias morrer paneleiro de m... a tua mãe é uma v..., tu queres é p.., tens uma c... maior que o c.. do teu namorado, f...lhão do c..."
Isto só assim já teria imensa graça (teve, asseguro-vos), quando, para nosso imenso gáudio, o padeiro das bifanas sai em defesa da copeira e atira-se contra o homem injuriado, dando-lhe duas valentes galhetas.
Entretanto, e connosco a beber sofregamente a coca-cola e a deglutir os pedacinhos de unha acrescidos da sopa qual drive-in barrasco de Moscavide, o homem que apanhou na cara riposta e bate também no padeiro.
Emocionadíssimos, a clientela segue o desenrolar desta tragicomédia no mais profundo silêncio, até que se ouve uma voz impaciente de um cantinho da sala " ENTÃO Ó CHEFE E O MEU MENU 4?!!"
Pára a pancadaria e, num gesto meio envergonhado, a copeira pede mais uns segundinhos.
Pergunto-me eu: quem vai ter fome num momento lancinante daqueles? quão grave será a sua vida socio-familiar para estar tão indiferente aos maiores chapadões e asneironas que já ouvi na vida?
Volto lá amanhã, ouvi dizer que o pasteleiro que hoje estava de folga vai arrear no padeiro.
quarta-feira, junho 28, 2006
Novamente a adulta amadurecida
Acompanhem-me pf:
Hoje deitei-me no sofá da minha sala de trabalho, em pele preto, novinho em folha, e dormi durante 60 minutos certos.
após este descanso merecido (trabalhei durante 25 minutos intensivos durante a parte da manhã), limpei a baba, tirei a ramela dos olhos (estes profundamente doentes com as lentes de contacto literalmente coladas às órbitas) e perguntei ao pessoal: "café?"
e lá fomos todos para a pausa de meia hora, quando regressámos já era praticamente hora de sair.
E ganho eu 35 euros diários para esta vida, se adivinhasse que isto é que era crescer já tinha tomado anfetaminas há mais de 9 anos.
Hoje deitei-me no sofá da minha sala de trabalho, em pele preto, novinho em folha, e dormi durante 60 minutos certos.
após este descanso merecido (trabalhei durante 25 minutos intensivos durante a parte da manhã), limpei a baba, tirei a ramela dos olhos (estes profundamente doentes com as lentes de contacto literalmente coladas às órbitas) e perguntei ao pessoal: "café?"
e lá fomos todos para a pausa de meia hora, quando regressámos já era praticamente hora de sair.
E ganho eu 35 euros diários para esta vida, se adivinhasse que isto é que era crescer já tinha tomado anfetaminas há mais de 9 anos.
segunda-feira, junho 26, 2006
Jo desculpa!
Eu prometi que escrevia um post sobre a Joana Morais. Aqui vai:
A Joana é uma cavalona sexy. E veste o n.º36.
Noutro dia fui a casa dela e, deitada no tapete do quarto, resfolgando que nem uma égua, e prestes a acometer-se-me uma apoplexia,
vesti uma saia dela.
Por toda a vila ecoaram urros de alegria até que,
numa fracção de segundo,
se ouve um barulhinho inócuo,
o qual se revelou ser um fecho a estragar-se em directo.
Só tive tempo de esconder outra vez a saia na gaveta e colocar o meu sorriso mais amoroso.
Roliça sim, delatora jamais.
A Joana é uma cavalona sexy. E veste o n.º36.
Noutro dia fui a casa dela e, deitada no tapete do quarto, resfolgando que nem uma égua, e prestes a acometer-se-me uma apoplexia,
vesti uma saia dela.
Por toda a vila ecoaram urros de alegria até que,
numa fracção de segundo,
se ouve um barulhinho inócuo,
o qual se revelou ser um fecho a estragar-se em directo.
Só tive tempo de esconder outra vez a saia na gaveta e colocar o meu sorriso mais amoroso.
Roliça sim, delatora jamais.
Salsicha redecondecorado
Por portas e travessas, fui compelida a ouvir o programa da Comercial sobre o meu salsichinha http://radiocomercial.clix.pt/destaques/blog_radio/index.asp
dentro do carro, com o meu pai, mãe e irmão. (sábado à hora de almoço não
é, definitivamente, um bom momento para a solidão)
começam a ler os posts:
o 1º - "ah e tal, só trabalho há 3 dias e já cheguei atrasada 6 vezes"
a minha mãe: SUSANA SOFIA, NÃO TENS VERGONHA NESSA CARA??
O 2º - "o meu irmão esfarrapou-se todo na bicicleta e toda a gente se riu muito!"
o meu irmão: sua p.. v.. de m..., c.. do c.. FOSTE ESCREVER ISTO porca de m.., p.. do car..
0 3.º e o 4.º não levantaram grande celeuma, à excepção de um olhar homicida da minha mãe "com que então os trabalhos na faculdade eram todos mentira? só te dá é para o mal, palavra de honra!"
5.º - o dos ovnis. Devo dizer que ficámos todos em silêncio relembrando esse momento deprimente.
Mas na realidade, o que levantou uma certa tensão entre os presentes, foi mesmo o 6.º post, referente aos vizinhos do Tiago, que fornicaram violentamente mesmo sob as nossas barbas, num barulho atroz, especialmente para quem anda à míngua já há bastante tempo,
Pai: Então mas quem é esse rapaz?
Mãe: às tantas da noite? que andavas tu a fazer?
Irmão (ainda encolerizado pela vergonha bicilitesca) : é uma grande galdéria é o que ela é, a insinuar-se junto a tudo quanto é homem. Bem te vi a soprares beijos ao Rabinho (amigo) sua grande porca mentirosa!
Foi delicioso agitar o mundinho provinciano da minha família..esperem só até eles não resistirem à curiosidade e lerem um certo post de Maio referente a uma fim de semana no Algarve, o qual eu estaria supostamente com a minha avó em Tomar mas estava era a divertir-me principiscamente em Vilamoura..
beijinhos mãe!!!! és linda!!
pai amigo, tb és mt bem apessoado.
dentro do carro, com o meu pai, mãe e irmão. (sábado à hora de almoço não
é, definitivamente, um bom momento para a solidão)
começam a ler os posts:
o 1º - "ah e tal, só trabalho há 3 dias e já cheguei atrasada 6 vezes"
a minha mãe: SUSANA SOFIA, NÃO TENS VERGONHA NESSA CARA??
O 2º - "o meu irmão esfarrapou-se todo na bicicleta e toda a gente se riu muito!"
o meu irmão: sua p.. v.. de m..., c.. do c.. FOSTE ESCREVER ISTO porca de m.., p.. do car..
0 3.º e o 4.º não levantaram grande celeuma, à excepção de um olhar homicida da minha mãe "com que então os trabalhos na faculdade eram todos mentira? só te dá é para o mal, palavra de honra!"
5.º - o dos ovnis. Devo dizer que ficámos todos em silêncio relembrando esse momento deprimente.
Mas na realidade, o que levantou uma certa tensão entre os presentes, foi mesmo o 6.º post, referente aos vizinhos do Tiago, que fornicaram violentamente mesmo sob as nossas barbas, num barulho atroz, especialmente para quem anda à míngua já há bastante tempo,
Pai: Então mas quem é esse rapaz?
Mãe: às tantas da noite? que andavas tu a fazer?
Irmão (ainda encolerizado pela vergonha bicilitesca) : é uma grande galdéria é o que ela é, a insinuar-se junto a tudo quanto é homem. Bem te vi a soprares beijos ao Rabinho (amigo) sua grande porca mentirosa!
Foi delicioso agitar o mundinho provinciano da minha família..esperem só até eles não resistirem à curiosidade e lerem um certo post de Maio referente a uma fim de semana no Algarve, o qual eu estaria supostamente com a minha avó em Tomar mas estava era a divertir-me principiscamente em Vilamoura..
beijinhos mãe!!!! és linda!!
pai amigo, tb és mt bem apessoado.
sexta-feira, junho 23, 2006
Síntese biográfica
Este blog que hoje lêm, e cada dia que passa mais doentio, irá ser lido na rádio Comercial ("o meu blog dava um programa de rádio") num fim de semana já designado mas que não será por mim divulgado (imaginem que corre mal? não terei já eu dificuldades de sobra? Já não vos contei que me fizeram retenção na fonte? Não aguento outro abalo emocional)
Após saturada reflexão dos antigos posts concluí que:
Não, o meu blog não dava um programa de rádio. O meu blog dava:
- direito a hipnoterapia regressiva gratuita durante um período mínimo de 15 anos;
- direito a um título de transporte colectivo mensal com desconto para incapacitados;
- dever de ressarcimento por parte do meu núcleo familiar pelos traumas esotéricos que tenho vindo a desenvolver;
- direito a entrada vitalícia no Clube das Chaves para Enjeitados (a quem mais é que foi esquartejada uma gengiva errada, suturada com 9 pontos, porque o raio-x estava do avesso? Sim, porque o Sr. Dentista estava demasiado ocupado a regatear pratinhos de prata no famigerado E-BAY para atentar na boquinha de anjo da Su!)
- em suma, dava era uma estatística particularmente elucidativa sobre pessoal desocupado.
Após saturada reflexão dos antigos posts concluí que:
Não, o meu blog não dava um programa de rádio. O meu blog dava:
- direito a hipnoterapia regressiva gratuita durante um período mínimo de 15 anos;
- direito a um título de transporte colectivo mensal com desconto para incapacitados;
- dever de ressarcimento por parte do meu núcleo familiar pelos traumas esotéricos que tenho vindo a desenvolver;
- direito a entrada vitalícia no Clube das Chaves para Enjeitados (a quem mais é que foi esquartejada uma gengiva errada, suturada com 9 pontos, porque o raio-x estava do avesso? Sim, porque o Sr. Dentista estava demasiado ocupado a regatear pratinhos de prata no famigerado E-BAY para atentar na boquinha de anjo da Su!)
- em suma, dava era uma estatística particularmente elucidativa sobre pessoal desocupado.
quarta-feira, junho 21, 2006
Lamento, sou mesmo adulta.
Já recebi o meu 1.º ordenado oficial.
Foi uma emoção ter, finalmente, rendimentos que se vejam (não obstante a retenção na fonte, um verdadeiro ultraje)
o único senão foi eu ter estoirado 43 contos de uma assentada e ter ficado estropiada em sentimentos de culpa completamente DISPENSÁVEIS
sim,
porque eu andei 4 anos na primária, 2 no ciclo e 6 no liceu,
mais 5 na faculdade e mais 2 na Ordem,para auferir aquele montante!
Agora que reflicto mais atentamente, eu deveria ter gasto era mesmo TUDO, e mesmo assim ficaria a anos-luz da compensação pela crueldade a que fui submetida nestes últimos 19 anos nos corredores sinistros de todas aquelas instituições.
Tanta chapadona que apanhei na primária por causa das simetrias.. e a vergonha de ter tido a única negativa na prova global de métodos quantitativos? e o 2 a educação visual? (peço perdão por não ter qualquer noção espacio-temporal sim?! ir-me-à valer de muito, quando tiver que parir um filho)
19 anos?? bolas, realmente permanece um mistério insolúvel o que é que eu fiz à informação apreendida em 2 décadas.
Dão-se alvíssaras (não muitas, seus conspurcadores de 1.ºs ordenados alheios!)a quem avançar resposta. Obrigada.
Foi uma emoção ter, finalmente, rendimentos que se vejam (não obstante a retenção na fonte, um verdadeiro ultraje)
o único senão foi eu ter estoirado 43 contos de uma assentada e ter ficado estropiada em sentimentos de culpa completamente DISPENSÁVEIS
sim,
porque eu andei 4 anos na primária, 2 no ciclo e 6 no liceu,
mais 5 na faculdade e mais 2 na Ordem,para auferir aquele montante!
Agora que reflicto mais atentamente, eu deveria ter gasto era mesmo TUDO, e mesmo assim ficaria a anos-luz da compensação pela crueldade a que fui submetida nestes últimos 19 anos nos corredores sinistros de todas aquelas instituições.
Tanta chapadona que apanhei na primária por causa das simetrias.. e a vergonha de ter tido a única negativa na prova global de métodos quantitativos? e o 2 a educação visual? (peço perdão por não ter qualquer noção espacio-temporal sim?! ir-me-à valer de muito, quando tiver que parir um filho)
19 anos?? bolas, realmente permanece um mistério insolúvel o que é que eu fiz à informação apreendida em 2 décadas.
Dão-se alvíssaras (não muitas, seus conspurcadores de 1.ºs ordenados alheios!)a quem avançar resposta. Obrigada.
Tanta capacidade que vos é desconhecida..
É verdade, estou em falta.
Não tenho escrito posts diariamente, como previamente auto-combinado (quem se atreverá a negar que fala sozinho?), mas, curiosamente ninguém colocou a hipótese de eu, em bom rigor, ter entrado num processo de inflamação interna.
Isso entristece-se, nunca supus tanta descrença nos meus impulsos psicocinéticos destrutivos.
Não tenho escrito posts diariamente, como previamente auto-combinado (quem se atreverá a negar que fala sozinho?), mas, curiosamente ninguém colocou a hipótese de eu, em bom rigor, ter entrado num processo de inflamação interna.
Isso entristece-se, nunca supus tanta descrença nos meus impulsos psicocinéticos destrutivos.
terça-feira, junho 20, 2006
Como me tornei um adulto responsável
São 6h46.
A contagem descrecente iniciou-se há 5 minutos e tudo vai mudar daqui a 14. Ou, como se alvitrou, os meus órgãos internos encarregar-se-ão de me poupar trabaho e arderei inexplicavelmente.
A contagem descrecente iniciou-se há 5 minutos e tudo vai mudar daqui a 14. Ou, como se alvitrou, os meus órgãos internos encarregar-se-ão de me poupar trabaho e arderei inexplicavelmente.
segunda-feira, junho 19, 2006
Não acredito que acabei de escrever isto.
Apetece-me desfiar hoje um rol gigantesco de asneiras. Controlei-me e, em vez disso, fiz da minha terapia ocupacional um escape: vou escrever para me organizar.
Eu nunca tive um estojo na minha vida. Eu andei em Humanidades e tinha um lápis todo roído. Andei na FDL e tinha uma lapiseira sem minas. Frequento a Ordem e ando com duas canetas, uma sem tampa e outra que se me esborra os ofícios todos.
Andei, da maneira mais pelintrosa que possam conceber, a esquivar-me à tentação de comprar livros enfarruscados, sem capas e ma-cheirosos nos alfarrabistas da Feira do Livro (quais bancas!!), para no fim dar-me conta que tinha perdido os meus 20 preciosos euros. Porquê?Porque atirei com o dinheiro para dentro da mala sem me dar ao trabalho de a acondicionar convenientemente na carteira. Lá fui eu a ferver obscenidades Parque Eduardo VII fora quando sei que a culpa é exclusivamente minha!
Preciso desesperadamente de me organizar. Eu canso-me a mim própria, esgoto todos os outros com os meus advérvios circnstanciais :"onde esão os óculos? onde estão as chaves? onde estão os livros? onde estão as chávenas?"
Estou completamente farta deste meu estilo de vida e vou mudar HOJE! Aliás, amanhã as 7h, logo logo quando acordar!
VOU COMPRAR UM BLOCO DE NOTAS DA MOLESKINE (12 euros. porcos.)
VOU A TODAS AS REUNÕES E ACTIVIDADES DO PROJECTO CRESCER
VOU ESCREVER À ALICE VIEIRA (ando há, palavra de honra, 12 anos para lhe escrever. Vergonhoso, no mínimo)
VOU ESCOVAR O DESGRAÇADO DA HUSKIE, QUANDO VAI À RUA ESCONDE-SE EM TUDO QUANTO É TAMPO DE ESGOTO E JÁ NÃO SORRI PERANTE AS CARÍCIAS FORTUITAS DE ESTRANHOS (não obstante, aquela lambona!, continua a ofertar-se lascivamente ao Basset da rua de cima)
VOU ESCREVER NESTE BLOGUE DIARIAMENTE, E SÓ COISAS VERDADEIRAS (descansem, corações alvoraçados, nem à frente de um pelotão de fuzilamento nua com uma touca de banho na cabeça e dois peúgos nas orelhas, a aldrabice deste blogue é já marca registada)
Em suma, vou crescer, comprometer-me e deixar de dar problemas.
Ou então entrar simplesmente em combustão espontânea.
Eu nunca tive um estojo na minha vida. Eu andei em Humanidades e tinha um lápis todo roído. Andei na FDL e tinha uma lapiseira sem minas. Frequento a Ordem e ando com duas canetas, uma sem tampa e outra que se me esborra os ofícios todos.
Andei, da maneira mais pelintrosa que possam conceber, a esquivar-me à tentação de comprar livros enfarruscados, sem capas e ma-cheirosos nos alfarrabistas da Feira do Livro (quais bancas!!), para no fim dar-me conta que tinha perdido os meus 20 preciosos euros. Porquê?Porque atirei com o dinheiro para dentro da mala sem me dar ao trabalho de a acondicionar convenientemente na carteira. Lá fui eu a ferver obscenidades Parque Eduardo VII fora quando sei que a culpa é exclusivamente minha!
Preciso desesperadamente de me organizar. Eu canso-me a mim própria, esgoto todos os outros com os meus advérvios circnstanciais :"onde esão os óculos? onde estão as chaves? onde estão os livros? onde estão as chávenas?"
Estou completamente farta deste meu estilo de vida e vou mudar HOJE! Aliás, amanhã as 7h, logo logo quando acordar!
VOU COMPRAR UM BLOCO DE NOTAS DA MOLESKINE (12 euros. porcos.)
VOU A TODAS AS REUNÕES E ACTIVIDADES DO PROJECTO CRESCER
VOU ESCREVER À ALICE VIEIRA (ando há, palavra de honra, 12 anos para lhe escrever. Vergonhoso, no mínimo)
VOU ESCOVAR O DESGRAÇADO DA HUSKIE, QUANDO VAI À RUA ESCONDE-SE EM TUDO QUANTO É TAMPO DE ESGOTO E JÁ NÃO SORRI PERANTE AS CARÍCIAS FORTUITAS DE ESTRANHOS (não obstante, aquela lambona!, continua a ofertar-se lascivamente ao Basset da rua de cima)
VOU ESCREVER NESTE BLOGUE DIARIAMENTE, E SÓ COISAS VERDADEIRAS (descansem, corações alvoraçados, nem à frente de um pelotão de fuzilamento nua com uma touca de banho na cabeça e dois peúgos nas orelhas, a aldrabice deste blogue é já marca registada)
Em suma, vou crescer, comprometer-me e deixar de dar problemas.
Ou então entrar simplesmente em combustão espontânea.
sexta-feira, junho 16, 2006
Taberneira ou carroceira, qualquer uma serve
Só escrevo este post porque sei que a D. Belinha não domina propriamente a internet, (se é que ela alguma vez suspeitou que existiam computadores), e por conseguinte não me lerá. nem me aplicará qualquer tipo de servícias.
O certo é que eu tinha um prazo de 10 dias para entregar uma petição inicial que renderá, espero eu fervorsamente, uns 5 mil euros,
e se não fosse uma colega de trabalho, numa conversa de vão de escada, a alertar-me para a contagem dos dias,
hoje, à meia-noite, caducaria não só o tal mencionado prazo como toda a minha vida profissional e quiçá integridade física,
felizmente lá se fez o requerimento e se salvou a minha deprimente honra profissional.
E já é oficial: mais facilmente taberneira que servidora da Justiça.
Péssima profissional mas com uma consciência clarividente.
O certo é que eu tinha um prazo de 10 dias para entregar uma petição inicial que renderá, espero eu fervorsamente, uns 5 mil euros,
e se não fosse uma colega de trabalho, numa conversa de vão de escada, a alertar-me para a contagem dos dias,
hoje, à meia-noite, caducaria não só o tal mencionado prazo como toda a minha vida profissional e quiçá integridade física,
felizmente lá se fez o requerimento e se salvou a minha deprimente honra profissional.
E já é oficial: mais facilmente taberneira que servidora da Justiça.
Péssima profissional mas com uma consciência clarividente.
sexta-feira, junho 09, 2006
sem título. demasiado consternada para escrever.
Na semana passada estive a contar religiosamente as faltas que poderia dar ao longo do próximo ano. Com a língua de fora, esforçando-me ao mais alto nível, fiz dois gráficos, estatísticas pormenorizadas com feriados nacionais e municipais, folhas de optimização de cálculos e desenhos com legendas sempre com o intuito de saber como fazer render o peixe.
Logo nesta 2ª feira faltei por doença (do foro neurológico ainda por cima, já se sabe que é maleita oficialmente desdenhada, o que é um sistema nervoso esfrangalhado comparado com um abcesso hemorroidal?)
Pura e simplesmente, nasci para ser gozada pelas divindades. Não encontro explicação mais racional.
Logo nesta 2ª feira faltei por doença (do foro neurológico ainda por cima, já se sabe que é maleita oficialmente desdenhada, o que é um sistema nervoso esfrangalhado comparado com um abcesso hemorroidal?)
Pura e simplesmente, nasci para ser gozada pelas divindades. Não encontro explicação mais racional.
Rica menina
Hoje despendi aproximadamente 4 horas a racionalizar o meu ordenado.
segundo o dr. phil, 35% deveriam ser para a alimentação, 15% diversão, 15% poupança, and so on and so on.
após saturada e complexa análise, concluí que ganho mal como a merda, vou viver na miséria, com trapos andrajosos,dentes com escorbuto e moscardos em satélite.
Acho que vou gastar os meus últimos 20 euros no clássico da Bertrand: "Gestão para Tótós". Estes, como o nome indica, são os descompensados que gastam 4 contos nesta edição lamentável.
Tótó sim, descrente..nunca!!
segundo o dr. phil, 35% deveriam ser para a alimentação, 15% diversão, 15% poupança, and so on and so on.
após saturada e complexa análise, concluí que ganho mal como a merda, vou viver na miséria, com trapos andrajosos,dentes com escorbuto e moscardos em satélite.
Acho que vou gastar os meus últimos 20 euros no clássico da Bertrand: "Gestão para Tótós". Estes, como o nome indica, são os descompensados que gastam 4 contos nesta edição lamentável.
Tótó sim, descrente..nunca!!
O Susto 2
Fui ver a peça "o submarino".
não sei com o que é que fiquei mais chocada,
se com as mamas setentrionais da Teresa Guilherme (uma para cada ponto cardeal),
ou a erecção despudorada do Fallabella.
Ou com ambos, pois nunca supus que as duas fossem causa-efeito.
Mas foram, e eu na 2ª fila a assistir. Próxima peça entre o Cláudio Ramos e a Heloísa Miranda compro na última fila do 4.º balcão. Sou demasiado nova para apoplexias fulminantes.
não sei com o que é que fiquei mais chocada,
se com as mamas setentrionais da Teresa Guilherme (uma para cada ponto cardeal),
ou a erecção despudorada do Fallabella.
Ou com ambos, pois nunca supus que as duas fossem causa-efeito.
Mas foram, e eu na 2ª fila a assistir. Próxima peça entre o Cláudio Ramos e a Heloísa Miranda compro na última fila do 4.º balcão. Sou demasiado nova para apoplexias fulminantes.
Herman José e su muchacha
Terça-feira eu e uns amigos fomos jantar aos Bastidores do Herman.
Programa:
jantar mais entretenimento.
Preço:
35 euros
Situação Piscológica:
Após o choque térmico inicial, pois foi-nos dito que seriam 16 euros, não se pode dizer que eu tenha ficado no meu estado mais normal, se é que esta palavra alguma vez se se me aplicou,
não gritei nem esbracejei, limitei-me a choramingar enquanto lançava olhares lancinantes ao palerma do Bruno que ganha 500 contos por mês mais subsídios anuais!!
Situação física:
Penúria total.
Momento baixo (descoberta científica):
Altura da noite em que descobri que uma senhora Secretária de Estado , também faz chichi e cócó como nós tristes mortais. (Também é cá uma esponja)
Momento Alto:
foram 2:
um quando o Herman se dirige à nossa mesa e cumprimenta o seu amigo Bruno (E MEU!!) com um abraço caloroso com os olhos marejados de saudade(eu sei, sou uma provinciana e maravilho-me com estes pormenores)
outro quando já cá fora, aquele pára o seu BM série 7 no meio da rua e se dirige para o nosso grupo, sempre com um olhito lacrimejante no Bruno, e enceta alegre cavaqueira exausto mas feliz.
Agora, este momento alto volta a bifurcar-se, transformando-se numa humilhação exasperante:
1º ele conversa amenamente connosco,
2.º depois pergunta-nos um a um a nossa profissão:
Cláudia: sou bióloga
Miguel: desenho para a Marvel
Bruno: engenheiro informático
Marco: engenheiro urbanista
Su,abrindo a boca mas tarde de mais, pois todos já se haviam antecipado em uníssono num esgar de deleite:
ELA É FUNCIONÁRIA PÚBLICA!!
Uma expressão de nojo perspassa-lhe o olhar, enquanto eu faço instintivamente o que sei melhor para sair de situações embaraçosas: empertigo o peito e trinco os lábios.
Nova expressão de nojo, desta feita salteada de pequenos condimentos invejosos, pelo que voltei à minha condição de suburbana heteressexual e me resignei à minha sorte.
35 euros e uma humilhação gratuita. Que mais uma pelintra sem auto-estima poderá desejar?
Programa:
jantar mais entretenimento.
Preço:
35 euros
Situação Piscológica:
Após o choque térmico inicial, pois foi-nos dito que seriam 16 euros, não se pode dizer que eu tenha ficado no meu estado mais normal, se é que esta palavra alguma vez se se me aplicou,
não gritei nem esbracejei, limitei-me a choramingar enquanto lançava olhares lancinantes ao palerma do Bruno que ganha 500 contos por mês mais subsídios anuais!!
Situação física:
Penúria total.
Momento baixo (descoberta científica):
Altura da noite em que descobri que uma senhora Secretária de Estado , também faz chichi e cócó como nós tristes mortais. (Também é cá uma esponja)
Momento Alto:
foram 2:
um quando o Herman se dirige à nossa mesa e cumprimenta o seu amigo Bruno (E MEU!!) com um abraço caloroso com os olhos marejados de saudade(eu sei, sou uma provinciana e maravilho-me com estes pormenores)
outro quando já cá fora, aquele pára o seu BM série 7 no meio da rua e se dirige para o nosso grupo, sempre com um olhito lacrimejante no Bruno, e enceta alegre cavaqueira exausto mas feliz.
Agora, este momento alto volta a bifurcar-se, transformando-se numa humilhação exasperante:
1º ele conversa amenamente connosco,
2.º depois pergunta-nos um a um a nossa profissão:
Cláudia: sou bióloga
Miguel: desenho para a Marvel
Bruno: engenheiro informático
Marco: engenheiro urbanista
Su,abrindo a boca mas tarde de mais, pois todos já se haviam antecipado em uníssono num esgar de deleite:
ELA É FUNCIONÁRIA PÚBLICA!!
Uma expressão de nojo perspassa-lhe o olhar, enquanto eu faço instintivamente o que sei melhor para sair de situações embaraçosas: empertigo o peito e trinco os lábios.
Nova expressão de nojo, desta feita salteada de pequenos condimentos invejosos, pelo que voltei à minha condição de suburbana heteressexual e me resignei à minha sorte.
35 euros e uma humilhação gratuita. Que mais uma pelintra sem auto-estima poderá desejar?
Qualquer semelhança com a realidade...será compreensivelmente rejeitada
Bem, o que eu faço no meu trabalho..é simplesmente inerrável.
Faltam-nos lá uns pormenores técnicos pelo que temos andado um pouco desocupados enquanto não nos solucionam a lacuna.
Cenário fiel:
1.º dia 6 pesssoas observam-se morbida e mutuamente numa sala.
2.º dia, enquanto não se conhecem conversam polidamente sobre assuntos jurídicos.
3.º e 4.ºapós 2 dias ininterruptos de linguagem educada nota-se uma certa tensão no ar, tipo adolescentes de 15 anos que vêem pela primeira vez um pénis e não sabem o que fazer com ele.
5.º dia já se ouvem umas asneiritas seguidas de risinhos abafados.
3.a semana:
asneironas de fazer corar um casal de taberneiros ressoam pelo piso fora
voam socas,sapatos de berloques e echarpes de musselina.
4ª semana
as peúgas para protegerem os telemóveis são colocadas estrategicamente nas garrafas de água, enquanto se alardeiam comentários sexuais.
Efectuam-se chamadas anónimas e relembramos saudosamente a Árvore dos Espatafúrdios.
Acreditem, a intimidade já é um estado de alma fascinante, então numa sala de 5 mt quadrados com 6 deprimidos torna-se num verdadeiro momento kármico.
Faltam-nos lá uns pormenores técnicos pelo que temos andado um pouco desocupados enquanto não nos solucionam a lacuna.
Cenário fiel:
1.º dia 6 pesssoas observam-se morbida e mutuamente numa sala.
2.º dia, enquanto não se conhecem conversam polidamente sobre assuntos jurídicos.
3.º e 4.ºapós 2 dias ininterruptos de linguagem educada nota-se uma certa tensão no ar, tipo adolescentes de 15 anos que vêem pela primeira vez um pénis e não sabem o que fazer com ele.
5.º dia já se ouvem umas asneiritas seguidas de risinhos abafados.
3.a semana:
asneironas de fazer corar um casal de taberneiros ressoam pelo piso fora
voam socas,sapatos de berloques e echarpes de musselina.
4ª semana
as peúgas para protegerem os telemóveis são colocadas estrategicamente nas garrafas de água, enquanto se alardeiam comentários sexuais.
Efectuam-se chamadas anónimas e relembramos saudosamente a Árvore dos Espatafúrdios.
Acreditem, a intimidade já é um estado de alma fascinante, então numa sala de 5 mt quadrados com 6 deprimidos torna-se num verdadeiro momento kármico.
sexta-feira, junho 02, 2006
O halo de beatude

Con efeito, o inglesismo "soft" nunca se me aplicou.
Mas desde que faço parte do sector terciário activo lusitano, resolvi resguardar-me nalguma réstea de pudor que andasse por aqui entranhada desde os tempos de Castelo do Bode,
e colocar uma foto delico-doce, não deixando, não obstante, de ressalvar a curva adorável da lombar (acentuada pela hérnia discal da 5ª com a 4ª), no famigerado rabinho tísico (in your face), e no peitinho despedidndo-se do pai Sol (não se curva, atente-te, faz uma ligeira contra-vénia simplesmente, afinal a gravidade não perdoa nem mesmo a mim).
Antecipação a comentários de vão de escada:
não sou a minha prima mas admitam que os genes estão lá.
neste fim de semana algarvio não fui alimentada propriamente a soro e estou ligeiramente mais inchada
Zélia, tinhas razão,
acima de tudo respeito pela minha pessoa, não é beatice é desvelo racional,
a foto do bikini branco em que estou languidamente deitada na areia, arqueando os rins e colocando estrategicamente os braços acima da cabeça para elevar as mamitas ficará entre nós.
E Zé, seu ordinário, queres fotos da Elsa vai requisitá-las directamente e despede-te deste blogue respeitável, cambada de pré-adolescentes!
quarta-feira, maio 31, 2006
O blogue é meu seus viperinos!
Aviso aos mais incautos
boa nova para os mais solitários
admoestação para os mais invejosos
preparação metfísica aos mais cardíacos:
proximo post vou colocar uma foto do meu estimado corpo, e depois não digam que é prima, as calças do pai, e imagem do banco de dados, e outras alarvidades que já me chegaram aos ouvidos (mais magros também, o auricular direito é que anda ali numa certa oscilação de peso).
advirto já: sim, sou megalómana, narcisista empedernida, covil de todas as impurezas mundanas,porca deslavada e sensaborona de meia idade. (aprendi com o Eminem, se dissermos mal de nós próprios, os outros já não têm matéria prima por onde pegar)
SO WHAT?
boa nova para os mais solitários
admoestação para os mais invejosos
preparação metfísica aos mais cardíacos:
proximo post vou colocar uma foto do meu estimado corpo, e depois não digam que é prima, as calças do pai, e imagem do banco de dados, e outras alarvidades que já me chegaram aos ouvidos (mais magros também, o auricular direito é que anda ali numa certa oscilação de peso).
advirto já: sim, sou megalómana, narcisista empedernida, covil de todas as impurezas mundanas,porca deslavada e sensaborona de meia idade. (aprendi com o Eminem, se dissermos mal de nós próprios, os outros já não têm matéria prima por onde pegar)
SO WHAT?
Mas valeu a pena. M, és ..!
Ontem lá me libertei da neurose compulsiva da minha mãe e me esgueirei de casa, se bem que já ia no cruzamento dos bombeiros ao pe da rotunda e ainda a ouvia a praguejar como um carroceiro,palavrões de fazer corar o PacMan, ameançando-me de coisas feias caso eu nao lhe acabasse um trabalho pendente até as 9 horas do dia seguinte,
e fui ver os Donna Maria ao Speackeasy.
A conclusão a que cheguei é que, apesar de eles serem muito,mas muito bons mesmo,
eu saio de casa para fugir a uma louca e acabo por ir parar ao pé de uma vocalista lunática, com espasmos espiléticos e com a mania que é fada e esvoaça pela sala fora,
prega os olhos ao tecto e tremelica as beiçolas, num gesto de intectualimo dialético puro, em que por um lado canta o inigualável Variações com um sentimento brutal e difícil de aceder, mas depois rodopia aquelas ancas de tísica e aquele rabinho Trafaluc sub-9 num esforço sexual patético,
canta descalça e apanha os cabelos num sedutor rabo de cavalo, (se ela nao o tem porque nao pedir emprestado ao equídeo certo?)
lançando olhares libidinososa tudo quanto mexe menos a mim,
(que estou perfeitamente entretida em ver as porcas do Champagne, quais hound bassets com trelas de diamantes a serem vigorosamente apalpadas por informáticos desesperados, antecipando um fantástico serão na parte de trás do seu Mecedes Classe A).
Voltei para casa de madrugada e na cozinha esperava-me uma mãe lavada em lágrimas, extenuada e olheirenta, soçobrada pelo cansaço,
o que mesmo assim não a impediu de vir atrás de mim com um livro do David Hume empunhado corredor fora, até eu me trancar no quarto e,num linguarejar profundamente malicioso e visceral proferir a tão fatídica e repetida frase: " AMANHÃ MINHA MENINA, CONVERSAMOS..."
Porra,se ela conversasse menos e escrevesse mais!
e fui ver os Donna Maria ao Speackeasy.
A conclusão a que cheguei é que, apesar de eles serem muito,mas muito bons mesmo,
eu saio de casa para fugir a uma louca e acabo por ir parar ao pé de uma vocalista lunática, com espasmos espiléticos e com a mania que é fada e esvoaça pela sala fora,
prega os olhos ao tecto e tremelica as beiçolas, num gesto de intectualimo dialético puro, em que por um lado canta o inigualável Variações com um sentimento brutal e difícil de aceder, mas depois rodopia aquelas ancas de tísica e aquele rabinho Trafaluc sub-9 num esforço sexual patético,
canta descalça e apanha os cabelos num sedutor rabo de cavalo, (se ela nao o tem porque nao pedir emprestado ao equídeo certo?)
lançando olhares libidinososa tudo quanto mexe menos a mim,
(que estou perfeitamente entretida em ver as porcas do Champagne, quais hound bassets com trelas de diamantes a serem vigorosamente apalpadas por informáticos desesperados, antecipando um fantástico serão na parte de trás do seu Mecedes Classe A).
Voltei para casa de madrugada e na cozinha esperava-me uma mãe lavada em lágrimas, extenuada e olheirenta, soçobrada pelo cansaço,
o que mesmo assim não a impediu de vir atrás de mim com um livro do David Hume empunhado corredor fora, até eu me trancar no quarto e,num linguarejar profundamente malicioso e visceral proferir a tão fatídica e repetida frase: " AMANHÃ MINHA MENINA, CONVERSAMOS..."
Porra,se ela conversasse menos e escrevesse mais!
segunda-feira, maio 29, 2006
já tenho um portátil: espalhe-se a boa nova.
Fui, nestas ultimas semanas, impelida a fazer uns trabalhitos universitarios para a minha desolada mãe.
Basicamente ela lançou-se aos meus pés, choramingando pateticamente num discurso desconexo acerca da falta de tempo, da crueldade dos trabalhos domésticos, de como tinha passados 9 excruciantes meses comigo no ventre, como mentia piedosamente para eu faltar às aulas de educação física (experimentem usar copa D e correr os 100 metros de barreiras!), os castigos corporais que evitou q me fossem aplicados por um pai mais combalido pelas tropelias, o arrependimento honesto de um dia me ter ameaçado coma escola de correcção,
bla bla bla, enfim, uma tentativa lamentável de me chantagear à qual eu, catolica e apostolicamente acedi.
Recebi hoje o meu Toshiba. Vou já instalar o Wireless weee!
Basicamente ela lançou-se aos meus pés, choramingando pateticamente num discurso desconexo acerca da falta de tempo, da crueldade dos trabalhos domésticos, de como tinha passados 9 excruciantes meses comigo no ventre, como mentia piedosamente para eu faltar às aulas de educação física (experimentem usar copa D e correr os 100 metros de barreiras!), os castigos corporais que evitou q me fossem aplicados por um pai mais combalido pelas tropelias, o arrependimento honesto de um dia me ter ameaçado coma escola de correcção,
bla bla bla, enfim, uma tentativa lamentável de me chantagear à qual eu, catolica e apostolicamente acedi.
Recebi hoje o meu Toshiba. Vou já instalar o Wireless weee!
quinta-feira, maio 25, 2006
Resolução de ano novo n.º 19
Decidi hoje de manhã que iria ser vegan.
Uma larica insofismável por bifinhos de peru e 14 horas volvidas obrigaram-me a repensar.
se fosse um filme: "a infiltrada" (nem que seja por 13 horas nesse sub-mundo do straight edge)
se fosse um livro: "A queda de um anjo" (acalmem-se corações gorgolejantes de preocupação, a queda foi inócua - e nada as próximas aulas de aikido não suavizem)
sou uma fraca.
Uma larica insofismável por bifinhos de peru e 14 horas volvidas obrigaram-me a repensar.
se fosse um filme: "a infiltrada" (nem que seja por 13 horas nesse sub-mundo do straight edge)
se fosse um livro: "A queda de um anjo" (acalmem-se corações gorgolejantes de preocupação, a queda foi inócua - e nada as próximas aulas de aikido não suavizem)
sou uma fraca.
sábado, maio 20, 2006
Kiss my..
Para o(a) idiota anónimo,
que disse que agora só me falta arranjar rabo,
mereces um post só para ti porque, mais uma vez, reafirmo que adoro tiros nos pés e, mais,
adoro tapinhas bem dados
daqueles sonoros e se for no rabo melhor,
porque se há coisa que eu prezo é o meu rabinho mundano, rubicundo mas amoroso,
adoravelmente torneado com muito esforço e dedicação, em suma,
um rabo adorável, daqueles de se pregar os olhos no tecto e agradecer às divindades com os olhos marejados tamanho presente.
Compreendo é que a adoração à Trindade seja por mim feita solitariamente porque não estou a ver, assim à queima-roupa, alguma qualidade pela qual possas também agradecer. A não ser claro, essa extremosa capacidade de não ver o evidente.
Mas já dizia o principezinho..
e se tu não vês o notório quanto mais o essencial.
que disse que agora só me falta arranjar rabo,
mereces um post só para ti porque, mais uma vez, reafirmo que adoro tiros nos pés e, mais,
adoro tapinhas bem dados
daqueles sonoros e se for no rabo melhor,
porque se há coisa que eu prezo é o meu rabinho mundano, rubicundo mas amoroso,
adoravelmente torneado com muito esforço e dedicação, em suma,
um rabo adorável, daqueles de se pregar os olhos no tecto e agradecer às divindades com os olhos marejados tamanho presente.
Compreendo é que a adoração à Trindade seja por mim feita solitariamente porque não estou a ver, assim à queima-roupa, alguma qualidade pela qual possas também agradecer. A não ser claro, essa extremosa capacidade de não ver o evidente.
Mas já dizia o principezinho..
e se tu não vês o notório quanto mais o essencial.
sexta-feira, maio 19, 2006
Era uma vez uma Yupi.
Não sei como vos escrevo estas linhas.
Ontem a minha mãe, de índole perfídia e profundamente maléfica, trouxe uma barrita de chocolate para mim.
Resisti aos instintos primitivos e limitei-me a jantar um copo de leite.
Hoje quando regressei do meu novo emprego (caso ainda haja alguém neste Portugal pequenino que ainda não saiba),
vejo a barrita, piscando o olhito matreiro em cima de uma cadeira na cozinha, já sem embrulho e tudo, pedindo-me para ser deglutida.
Debati-me, mais uma vez, numa célere luta interior, até que, finalmente, a gula vulgo larica triunfou,
e me lanço vorazmente sobre ela.
Mais tarde aparece o meu pai, vociferando e perguntando-me porque é que eu não limpei o cócó da yupi.
e eu "nao vi!"
e ele "como nao viste? é gigante mesmo à entrada!!"
eu "se é gigante e se o viste porque nao limpaste tu?"
"cala-te e vai mas é limpar" seguido de uma dissertação mundana sobre a mudança dos tempos, e se no tempo dele ele falasse assim com o meu avô era chicoteado no pelourinho da aldeia e açoitado com ramos de laranjeira.
Sosseguem-se os corações mais alvoraçados: não, a barrita não era cócó de cão. Mas quase.
pai, coçando a cabeça em estado pensativo "pois, aquilo de certeza que foi a barrita manhosa"
eu, em situação clínica pré-traumático mas muito cautelosa: "estás a falar do quê?"
pai, rindo-se com a singular lembrança "à bocado a tua mãe deu-lhe uma barra, comeu um bocado e vá lá que vomitou o resto, senão grande c... que iria para ali"
eu, azul-topázio, mão já à frente da boca "vomitou como?"
pai encolhendo os ombros cansado"oh, como querias que fosse? comeu e deitou fora"
su apoiada já na parede,ardendo em febre e de mão erguida suplicante: " e..alguém apanhou?"
conclui ele, à laia de despedida "a tua mãe deixou aí, pode ser que a Bianca goste"
A sério, quando apanhar o cão a jeito desfaço-o em pancada. (Só não faço o mesmo com a minha mãe porque teve o bom gosto de se me emprenhar e concedeu-me excelentes e portentosos genes ADNeicos. Que por acaso neste momento devem estar revolvidos na minha própria bílis porque ainda não consegui vomitar a barra.)
E ainda ingeri 190 calorias mastigadas de uma assentada.
Reiteiro o conselho já aqui uma vez prestado: na loja, escolham a tartaruga anã. Até porque em caso de asneira sempre conseguem persegui-la, violentá-la selvaticamente e lançá-la pelo esgoto.
Escusado será dizer que o cão anda foragido há já 3 horas.
Ontem a minha mãe, de índole perfídia e profundamente maléfica, trouxe uma barrita de chocolate para mim.
Resisti aos instintos primitivos e limitei-me a jantar um copo de leite.
Hoje quando regressei do meu novo emprego (caso ainda haja alguém neste Portugal pequenino que ainda não saiba),
vejo a barrita, piscando o olhito matreiro em cima de uma cadeira na cozinha, já sem embrulho e tudo, pedindo-me para ser deglutida.
Debati-me, mais uma vez, numa célere luta interior, até que, finalmente, a gula vulgo larica triunfou,
e me lanço vorazmente sobre ela.
Mais tarde aparece o meu pai, vociferando e perguntando-me porque é que eu não limpei o cócó da yupi.
e eu "nao vi!"
e ele "como nao viste? é gigante mesmo à entrada!!"
eu "se é gigante e se o viste porque nao limpaste tu?"
"cala-te e vai mas é limpar" seguido de uma dissertação mundana sobre a mudança dos tempos, e se no tempo dele ele falasse assim com o meu avô era chicoteado no pelourinho da aldeia e açoitado com ramos de laranjeira.
Sosseguem-se os corações mais alvoraçados: não, a barrita não era cócó de cão. Mas quase.
pai, coçando a cabeça em estado pensativo "pois, aquilo de certeza que foi a barrita manhosa"
eu, em situação clínica pré-traumático mas muito cautelosa: "estás a falar do quê?"
pai, rindo-se com a singular lembrança "à bocado a tua mãe deu-lhe uma barra, comeu um bocado e vá lá que vomitou o resto, senão grande c... que iria para ali"
eu, azul-topázio, mão já à frente da boca "vomitou como?"
pai encolhendo os ombros cansado"oh, como querias que fosse? comeu e deitou fora"
su apoiada já na parede,ardendo em febre e de mão erguida suplicante: " e..alguém apanhou?"
conclui ele, à laia de despedida "a tua mãe deixou aí, pode ser que a Bianca goste"
A sério, quando apanhar o cão a jeito desfaço-o em pancada. (Só não faço o mesmo com a minha mãe porque teve o bom gosto de se me emprenhar e concedeu-me excelentes e portentosos genes ADNeicos. Que por acaso neste momento devem estar revolvidos na minha própria bílis porque ainda não consegui vomitar a barra.)
E ainda ingeri 190 calorias mastigadas de uma assentada.
Reiteiro o conselho já aqui uma vez prestado: na loja, escolham a tartaruga anã. Até porque em caso de asneira sempre conseguem persegui-la, violentá-la selvaticamente e lançá-la pelo esgoto.
Escusado será dizer que o cão anda foragido há já 3 horas.
quarta-feira, maio 17, 2006
ou com regressão hipnótica, quiçá
Estou chocada com o meu provincianismo blogueico destes últimos dias.
Posts deprimentes e maldosos, mal projectados e ainda mais mal escritos.
Ó Meu Deus, já incorporei em Funcionária Pública!! Mamaduuuuu, preciso de ti!
Posts deprimentes e maldosos, mal projectados e ainda mais mal escritos.
Ó Meu Deus, já incorporei em Funcionária Pública!! Mamaduuuuu, preciso de ti!
a minha 1ª semana como assalariada
é o 3º dia de trabalho e já consegui chegar atrasada 6 vezes (3 de manha e 3 ao almoço).
saímos 15 minutos mais cedo com a desculpa dos transportes (mesmo cara podre, com a estação do oriente a 1 minuto!!)
estou numa sala com mais 8 sub-30, falamos de tudo menos, na verdade, daquilo que interessa.
já arranjámos esquemas para nos revezarmos para o cafe durante o maximo de tempo possível.
os minutos livres que sobram nesta, enfim, selvajaria ultra-doce aproveitamos para realizar algum trabalho profissional, nomeadamente aceder a informações confidenciais e rirmo-nos muito.
E sinto que vai melhorar.
saímos 15 minutos mais cedo com a desculpa dos transportes (mesmo cara podre, com a estação do oriente a 1 minuto!!)
estou numa sala com mais 8 sub-30, falamos de tudo menos, na verdade, daquilo que interessa.
já arranjámos esquemas para nos revezarmos para o cafe durante o maximo de tempo possível.
os minutos livres que sobram nesta, enfim, selvajaria ultra-doce aproveitamos para realizar algum trabalho profissional, nomeadamente aceder a informações confidenciais e rirmo-nos muito.
E sinto que vai melhorar.
domingo, maio 14, 2006
Não se preocupem, ela tem arranjo
Hoje chorei tanto a rir que já ganhei o dia para, pelo menos, 3 semanas e meia.
Estou no meu quarto e oiço o maior aparato policial. Sirenes nervosas ouviam-se já ha quase um minuto quando 6 carros da polícia, em fila indiana e numa bisga indescritível, aterram na rotunda mesmo em frente à minha casa (e eu ca em cima a assistir a tudo despudoradamente) e cortam todas as saídas da mesma.
Vai haver molho pensa a minha família em uníssono, esfregando já as mãos de contentamento por tamanho deleite neste fim de tarde.
O meu irmão não estava, pelo que só eu e os meus pais nos desfazíamos em hipóteses mirabolantes, envolvendo sempre os presos da Carregueira e Lexus em fuga.
Estamos todos muito atentos à curva que antece a rotunda, esperando impacientemente pelos foragidos, quando aparece o meu irmão na minha bicicleta, esborrando-se todo para conseguir controlar a dita, bufando por todos os lados e já em perfeito desequilíbrio pelo esforço dispendido.
Nós os 3, da varanda, não soltamos pio. A ideia do meu irmão ser um meliante em debandada por um lado preocupa-nos, por outro é algo tão impensável que até se torna emocionante. Mas, pela cara apoplética do miúdo percebemos que o problema dele é o excesso de peso e nao problemas com as autoridades, pelo que ficámos imóveis esperando o desfecho.
Este foi, adiante-se, lindo, porque o meu irmão, já mais morto que vivo já que pedalar mais do que 10 minutos é um suplício que nem pela pátria,
apagou-se definitivamente quando vê 6 carros da polícia parados na rotunda para a qual ele se dirige,
sem contar com os 200 desocupados que assomam às janelas.
morto de susto pela suposta espera, vem estrada fora aos ziguezagues, num esforço hercúleo para dominar o veículo desmotorizado até, finalmente, embater no sinal de cedência de prioridade, rebolar estrada fora até ao 1º carro ficando prostrado de barriga para cima e pernas cada uma para seu lado.
A minha mãe grita, o meu pai abana a cabeça e eu rio-me. Depois, subitamente, contraio-me num esgar azedo ao recordar-me que não carreguei a bateria da máquina digital.
De qualquer forma a gargalhada colectiva que ecoou por Belas fora fez-me regressar à realidade e sentir-me vingada. Quem mandou vender-me o bilhete de Pearl Jam a preços abusivos?
Que fique com o dinheiro, a minha vista regalada não tem preço! E acreditem, vê-lo depois chegar a casa todo roto do asfalto e com o guiador pendurado ao pescoço (apesar da bicicleta ser minha) fez-me relembrar quão maravilhosa e cintilante a vida é.
Life, oh life..
Estou no meu quarto e oiço o maior aparato policial. Sirenes nervosas ouviam-se já ha quase um minuto quando 6 carros da polícia, em fila indiana e numa bisga indescritível, aterram na rotunda mesmo em frente à minha casa (e eu ca em cima a assistir a tudo despudoradamente) e cortam todas as saídas da mesma.
Vai haver molho pensa a minha família em uníssono, esfregando já as mãos de contentamento por tamanho deleite neste fim de tarde.
O meu irmão não estava, pelo que só eu e os meus pais nos desfazíamos em hipóteses mirabolantes, envolvendo sempre os presos da Carregueira e Lexus em fuga.
Estamos todos muito atentos à curva que antece a rotunda, esperando impacientemente pelos foragidos, quando aparece o meu irmão na minha bicicleta, esborrando-se todo para conseguir controlar a dita, bufando por todos os lados e já em perfeito desequilíbrio pelo esforço dispendido.
Nós os 3, da varanda, não soltamos pio. A ideia do meu irmão ser um meliante em debandada por um lado preocupa-nos, por outro é algo tão impensável que até se torna emocionante. Mas, pela cara apoplética do miúdo percebemos que o problema dele é o excesso de peso e nao problemas com as autoridades, pelo que ficámos imóveis esperando o desfecho.
Este foi, adiante-se, lindo, porque o meu irmão, já mais morto que vivo já que pedalar mais do que 10 minutos é um suplício que nem pela pátria,
apagou-se definitivamente quando vê 6 carros da polícia parados na rotunda para a qual ele se dirige,
sem contar com os 200 desocupados que assomam às janelas.
morto de susto pela suposta espera, vem estrada fora aos ziguezagues, num esforço hercúleo para dominar o veículo desmotorizado até, finalmente, embater no sinal de cedência de prioridade, rebolar estrada fora até ao 1º carro ficando prostrado de barriga para cima e pernas cada uma para seu lado.
A minha mãe grita, o meu pai abana a cabeça e eu rio-me. Depois, subitamente, contraio-me num esgar azedo ao recordar-me que não carreguei a bateria da máquina digital.
De qualquer forma a gargalhada colectiva que ecoou por Belas fora fez-me regressar à realidade e sentir-me vingada. Quem mandou vender-me o bilhete de Pearl Jam a preços abusivos?
Que fique com o dinheiro, a minha vista regalada não tem preço! E acreditem, vê-lo depois chegar a casa todo roto do asfalto e com o guiador pendurado ao pescoço (apesar da bicicleta ser minha) fez-me relembrar quão maravilhosa e cintilante a vida é.
Life, oh life..
terça-feira, maio 09, 2006
O julgamento
Todo este blogue versa sobre, como alguém referiu e bem, a "twilight zone" que é a minha vida.
O ano passado:
su na sala de audiências, ar compungido, de pé e com a mão no peito,
" Os meus cumprimentos a este Tribunal, na pessoa do Meretíssimo Sr. Dr. Juiz de Direito, ao Digníssimo Magistrado do Ministério Público, ao caro Colega, ao Sr. Funcionário Judicial e demais presentes,
Peço justiça."
E sentei-me, resplandecente de orgulho do meu maravilhoso trabalho juridico.
E sou assim, pequenina mas mt ladina.
Burra mas profundamente educada.
O ano passado:
su na sala de audiências, ar compungido, de pé e com a mão no peito,
" Os meus cumprimentos a este Tribunal, na pessoa do Meretíssimo Sr. Dr. Juiz de Direito, ao Digníssimo Magistrado do Ministério Público, ao caro Colega, ao Sr. Funcionário Judicial e demais presentes,
Peço justiça."
E sentei-me, resplandecente de orgulho do meu maravilhoso trabalho juridico.
E sou assim, pequenina mas mt ladina.
Burra mas profundamente educada.
domingo, maio 07, 2006
Abuso filial
Eu anteontem comprei a minha primeira biciceta sem rodinhas.
Estive 3 horas e meia a escolher os espigões de selim, suspensões traseiras e quadros em carbono.
Quando cheguei finalmente a casa pedalei nela 8 minutos porque estava, literalmente, exausta, mas, para meu grande infortúnio, no dia seguinte o meu pai anuncia-me que eu tinha partido uns cabos não sei do quê dos punhos do guiador.
De seguida praguejou dementemente e gritou-me aos ouvidos " RAI´S PARTAM OS MIUDOS, NÃO SE LHES PODE DAR NADA, FOI A ULTIMA COISA QUE EU TE COMPREI NA MINHA VIDA OUVISTE?!"
Hoje pedi-lhe uns óculos de sol porque os meus se partiram todos num tralho na semana passada ao que ele respondeu:
- não me andes a comprar porcarias, com a saúde não se brinca, 200 euros chegam?
Como eu adoro a velhice que assoma docemente o 2º quartel da vida dele.
Saltito impacientemente pelo 3.º
Estive 3 horas e meia a escolher os espigões de selim, suspensões traseiras e quadros em carbono.
Quando cheguei finalmente a casa pedalei nela 8 minutos porque estava, literalmente, exausta, mas, para meu grande infortúnio, no dia seguinte o meu pai anuncia-me que eu tinha partido uns cabos não sei do quê dos punhos do guiador.
De seguida praguejou dementemente e gritou-me aos ouvidos " RAI´S PARTAM OS MIUDOS, NÃO SE LHES PODE DAR NADA, FOI A ULTIMA COISA QUE EU TE COMPREI NA MINHA VIDA OUVISTE?!"
Hoje pedi-lhe uns óculos de sol porque os meus se partiram todos num tralho na semana passada ao que ele respondeu:
- não me andes a comprar porcarias, com a saúde não se brinca, 200 euros chegam?
Como eu adoro a velhice que assoma docemente o 2º quartel da vida dele.
Saltito impacientemente pelo 3.º
quinta-feira, maio 04, 2006
O Pesadelo da Susana
Hoje foi um daqueles dias em que tive uma montanha-russa de emoções, dos quais passei de um estado de euforia extrema capaz de abraçar o Mundo num enlace profundo,
até um de comportamentos sanguinários, com os olhos vermelhos raiados de sangue, prestes a pontapear a velha que passa aqui a vender rissóis,
(nao pontapeei, segurei-me a tempo)
(caso houvesse velha, que não há)
porque descobri, num espaço de 15 segundos:
1.º, que quem morreu foi mesmo a Joana (weeee, ainda andou o S. Tomás de Aquino a tentar arranjar 5 vias ontologicas e cosmologicas para provar a existência de Deus! Mais que provado!!!!)
2.º, que a deprimente escritora escreveu "Herdeiros da Lua de Joana". Glup
Pausa.
Em jeito de peça de teatro.
VOLTA AQUINO, NÃO QUERO SER DESCRENTE!
até um de comportamentos sanguinários, com os olhos vermelhos raiados de sangue, prestes a pontapear a velha que passa aqui a vender rissóis,
(nao pontapeei, segurei-me a tempo)
(caso houvesse velha, que não há)
porque descobri, num espaço de 15 segundos:
1.º, que quem morreu foi mesmo a Joana (weeee, ainda andou o S. Tomás de Aquino a tentar arranjar 5 vias ontologicas e cosmologicas para provar a existência de Deus! Mais que provado!!!!)
2.º, que a deprimente escritora escreveu "Herdeiros da Lua de Joana". Glup
Pausa.
Em jeito de peça de teatro.
VOLTA AQUINO, NÃO QUERO SER DESCRENTE!
quarta-feira, maio 03, 2006
Lua de Joana
Preciso, desde ha muito, de desabafar sobre a Lua de Joana.
Eu odeio, abomino, esventro-me toda só de pensar nessa obra literária. É muito má mesmo, e continuo a achar que quem deveria ter morrido era a miuda e não o irmão para não haver o perigo público de uma Lua de Joana 2, e que a própria autora também já deve ter comprado uns grandes sabugos,
Tipo Gato fedorento, mas esses dá-lhs para o brilhantismo.
A Maria Teresa deu-lhe para a merda que deu.
Sinto-me bem melhor.
Amanhã aflorarei "Uma Aventura no Estádio".
Eu odeio, abomino, esventro-me toda só de pensar nessa obra literária. É muito má mesmo, e continuo a achar que quem deveria ter morrido era a miuda e não o irmão para não haver o perigo público de uma Lua de Joana 2, e que a própria autora também já deve ter comprado uns grandes sabugos,
Tipo Gato fedorento, mas esses dá-lhs para o brilhantismo.
A Maria Teresa deu-lhe para a merda que deu.
Sinto-me bem melhor.
Amanhã aflorarei "Uma Aventura no Estádio".
Cara podre 2
Bem,
vou confessar-vos a minha costela mais raquítica:
não resisti e mandei um e-mail ao Fernando Pereira. Qualquer coisa do género: " Então ó Nando, ontem Trump Tower, hoje Quinta dos Carvalhinhos?"
Ao que ele respondeu "Susaninha (weee) (onomatopeia minha),eu fui aprendendo com a vida que a grandeza dos homens se manifesta precisamente nas coisas mais simples. Podes contar sempre comigo se um dia quiseres fazer uma festa original, muito chique e absolutamente glamorosa. Entretanto fica com um beijinho do tamanho da tua Trump Tower."
Pergunta:
- quão cara será a sua actuaçao?
- far-me-á desconto atendendo ao meu e-mail?
ou, ao invés,
fará uma pequena correcção monetária encarecendo-me pelo desplante quase ofensivo?
e ainda,
arranjar-me-a ele varão?
Isso sim, seria muito chique. E poupava-me imenso trabalho.
vou confessar-vos a minha costela mais raquítica:
não resisti e mandei um e-mail ao Fernando Pereira. Qualquer coisa do género: " Então ó Nando, ontem Trump Tower, hoje Quinta dos Carvalhinhos?"
Ao que ele respondeu "Susaninha (weee) (onomatopeia minha),eu fui aprendendo com a vida que a grandeza dos homens se manifesta precisamente nas coisas mais simples. Podes contar sempre comigo se um dia quiseres fazer uma festa original, muito chique e absolutamente glamorosa. Entretanto fica com um beijinho do tamanho da tua Trump Tower."
Pergunta:
- quão cara será a sua actuaçao?
- far-me-á desconto atendendo ao meu e-mail?
ou, ao invés,
fará uma pequena correcção monetária encarecendo-me pelo desplante quase ofensivo?
e ainda,
arranjar-me-a ele varão?
Isso sim, seria muito chique. E poupava-me imenso trabalho.
Não é que eu veja, mas
Nem de propósito com o post infra,
ouvi ontem a tia Maya na Tertúlia, a parabenizar o Joao Portugal por se ter feito à vida porque isto o mundo da música não são rosas,
e andar a tirar fotos em casamentos e baptizados.
Lá do fundo da casa-de-banho, preparando-me para mais uma sessão de confrontações fisico-neurológicas com as bandas de cera da Veet, instintivamente gritei: E O FERNANDO PEREIRA TAMBÉM1!!
Depois, reformulei: FOTOS NAO, ELE SÓ CANTA!
Eu vibro com coincidências.
ouvi ontem a tia Maya na Tertúlia, a parabenizar o Joao Portugal por se ter feito à vida porque isto o mundo da música não são rosas,
e andar a tirar fotos em casamentos e baptizados.
Lá do fundo da casa-de-banho, preparando-me para mais uma sessão de confrontações fisico-neurológicas com as bandas de cera da Veet, instintivamente gritei: E O FERNANDO PEREIRA TAMBÉM1!!
Depois, reformulei: FOTOS NAO, ELE SÓ CANTA!
Eu vibro com coincidências.
segunda-feira, maio 01, 2006
Medo
Estou profundamente abalada.
Descobri hoje numa revista especializada de noivas (pânico) que o Fernando Pereira, esse grande nem sei o quê (imitador? entreteneirista? Entretenidor? Imiteirista?)
ACTUA EM CASAMENTOS E BAPTIZADOS!
Eu nao digo que o mundo anda perdido? Qualquer dia vejo vejo o Serra Lopes a domar dromedários e o Claudio Ramos a cantarolar no miradouro de Santa Luzia,
deveria ter-me apercebido que o Apocalipse não tarda quando ouvi os vizinhos do Tiago a fazerem o amor selvaticamente.
No 5.º andar.
(nós nas águas furtadas)
Descobri hoje numa revista especializada de noivas (pânico) que o Fernando Pereira, esse grande nem sei o quê (imitador? entreteneirista? Entretenidor? Imiteirista?)
ACTUA EM CASAMENTOS E BAPTIZADOS!
Eu nao digo que o mundo anda perdido? Qualquer dia vejo vejo o Serra Lopes a domar dromedários e o Claudio Ramos a cantarolar no miradouro de Santa Luzia,
deveria ter-me apercebido que o Apocalipse não tarda quando ouvi os vizinhos do Tiago a fazerem o amor selvaticamente.
No 5.º andar.
(nós nas águas furtadas)
sexta-feira, abril 28, 2006
o meu 1.º emprego
Tantas vezes que a realidade ultrapassa a ficção (nao me refiro aos ovnis obviamente, dou o assunto por encerrado),
que alguma vez me teria que calhar a mim.
Vou começar a ser oficialmente um adulto no dia 15 de Maio,
data em que me deslocarei ao meu 1.º local de emprego.
Não estranhem se a partir daí este blogue se passar a denominar "Tarde de mais, já me desgracei", porque eu não estou preparada para crescer (nao quero trabalhar :(, quero mestrados, doutoramentos, jubilamentos catedráticos, workshops, intercâmbios mas por favor..nao me responsabilizem com trabalho)
Não estranhem também se deixar de escrever aqui por algum tempo. Acho que se chama stress pré-traumático. E pós também terei certamente.
Já me sinto um farrapo humano e ainda faltam 15 dias.
que alguma vez me teria que calhar a mim.
Vou começar a ser oficialmente um adulto no dia 15 de Maio,
data em que me deslocarei ao meu 1.º local de emprego.
Não estranhem se a partir daí este blogue se passar a denominar "Tarde de mais, já me desgracei", porque eu não estou preparada para crescer (nao quero trabalhar :(, quero mestrados, doutoramentos, jubilamentos catedráticos, workshops, intercâmbios mas por favor..nao me responsabilizem com trabalho)
Não estranhem também se deixar de escrever aqui por algum tempo. Acho que se chama stress pré-traumático. E pós também terei certamente.
Já me sinto um farrapo humano e ainda faltam 15 dias.
A minha auréola (extra-mamilar)
Confirmei ontem que eu tenho uma auréola iluminada, em tons raiados de amarelo mesmo por cima da minha cabeça.
Tanto dá para o bem como para o mal,
no dia em que o dentista me cortou a gengiva errada, estava lá
no dia em que eu e zélia nos virámos na canoa duas vezes numa manhã, quando o instrutor disse que nunca tinha visto nenhuma virar-se durante um ano, estava lá
no dia em que o cabeleireireiro me esfanicou o cabelo em pedaços, rindo-se selvaticamente do seu trabalho glorioso com os olhos lampejando de histeria esquizofrénica, estava la (mais perceptivel ainda, devido aos meus parcos 5 cabelos)
no dia em que me apareceu a primeira menstruação, em plena audição para os Jovens Cantores de Lisboa, estava lá
no dia em que fui literalmente arrastada pelos seguranças do aeroporto esbracejando freneticamente enquanto gritava " PORRA EU TNEHO UM GARFO PARA COMER O ATUM E VOCÊS TIRAM-ME A FACA DO TULICREME! FAÇO COISAS INFINITAMENTE PIORES COM ESTE GARFO TIPO ESVENTRAR OS OLHOS AO PILOTO E AGORA COM QUE É QUE EU BARRO O PÃO HEIN? " estava lá, (já com um amarelo mais desmaiado pela fome)
e ontem, felizmente também esteve também lá,
quando eu deixo cair na entrada do túnel para a praia, em plenas escadas
um casaco que eu adoro, com enorme significado para mim, e que fica ali esquecido (mas bem visível!) desde as 9h da manhã até as 16h da tarde,
sem que tenha havido um unico inglês, cigano ou suburbano que lhe tocasse,
regressomos e a Pipa: "O que é isto?" apontando para as escadas
"é meu!!" digo num ápice, recolhendo-o e beijando-o enquanto o afago num abraço sincero.
Vá lá, a auréola ontem acordou para o lado certo, mas fez a sesta para o lado errado
já que às 19h da noite caí das escadas da garagem arrastando comigo a minha própria mãe que acabou sentada com uma perna para cada lado.
Mas teria a vida outro gostinho se tudo corresse bem?
Período de Reflexão.
SIM, EVIDENTE!
Tanto dá para o bem como para o mal,
no dia em que o dentista me cortou a gengiva errada, estava lá
no dia em que eu e zélia nos virámos na canoa duas vezes numa manhã, quando o instrutor disse que nunca tinha visto nenhuma virar-se durante um ano, estava lá
no dia em que o cabeleireireiro me esfanicou o cabelo em pedaços, rindo-se selvaticamente do seu trabalho glorioso com os olhos lampejando de histeria esquizofrénica, estava la (mais perceptivel ainda, devido aos meus parcos 5 cabelos)
no dia em que me apareceu a primeira menstruação, em plena audição para os Jovens Cantores de Lisboa, estava lá
no dia em que fui literalmente arrastada pelos seguranças do aeroporto esbracejando freneticamente enquanto gritava " PORRA EU TNEHO UM GARFO PARA COMER O ATUM E VOCÊS TIRAM-ME A FACA DO TULICREME! FAÇO COISAS INFINITAMENTE PIORES COM ESTE GARFO TIPO ESVENTRAR OS OLHOS AO PILOTO E AGORA COM QUE É QUE EU BARRO O PÃO HEIN? " estava lá, (já com um amarelo mais desmaiado pela fome)
e ontem, felizmente também esteve também lá,
quando eu deixo cair na entrada do túnel para a praia, em plenas escadas
um casaco que eu adoro, com enorme significado para mim, e que fica ali esquecido (mas bem visível!) desde as 9h da manhã até as 16h da tarde,
sem que tenha havido um unico inglês, cigano ou suburbano que lhe tocasse,
regressomos e a Pipa: "O que é isto?" apontando para as escadas
"é meu!!" digo num ápice, recolhendo-o e beijando-o enquanto o afago num abraço sincero.
Vá lá, a auréola ontem acordou para o lado certo, mas fez a sesta para o lado errado
já que às 19h da noite caí das escadas da garagem arrastando comigo a minha própria mãe que acabou sentada com uma perna para cada lado.
Mas teria a vida outro gostinho se tudo corresse bem?
Período de Reflexão.
SIM, EVIDENTE!
terça-feira, abril 25, 2006
Anunciam-se mudanças
Conheço uma pessoa, literalmente execrável,
à qual perguntei aqui há uns tempos se não iria concorrer a um estágio na administração pública.
"LOL (sic), achas que sim, esses trabalhinhos de merda, já tenho lugar assegurado lá no escriório, mas olha que se concorresse de certeza que era dos primeiros, pois domino perfeitamente essa área. Mas não quero, é reles mesmo."
No dia do exame, vejo-o praticamente enfiado dentro de um vaso,tentando pateticamente barricar-se atrás de umas camélias.
"Estás cá hoje?" - perguntei já à cara podre
"Ah e tal", (seguido de uma verborreia ininteligível)e lá fugiu ruborizado.
Ontem sairam os resultados.
Pela 1º vez tenho orgulho de saber e anunciar que as notas vão estar numa pauta pública. O "mestre"..ficou 200 lugares abaixo da ora exponente.
COMO EU ADORO TIROS NOS PÉS!!!
à qual perguntei aqui há uns tempos se não iria concorrer a um estágio na administração pública.
"LOL (sic), achas que sim, esses trabalhinhos de merda, já tenho lugar assegurado lá no escriório, mas olha que se concorresse de certeza que era dos primeiros, pois domino perfeitamente essa área. Mas não quero, é reles mesmo."
No dia do exame, vejo-o praticamente enfiado dentro de um vaso,tentando pateticamente barricar-se atrás de umas camélias.
"Estás cá hoje?" - perguntei já à cara podre
"Ah e tal", (seguido de uma verborreia ininteligível)e lá fugiu ruborizado.
Ontem sairam os resultados.
Pela 1º vez tenho orgulho de saber e anunciar que as notas vão estar numa pauta pública. O "mestre"..ficou 200 lugares abaixo da ora exponente.
COMO EU ADORO TIROS NOS PÉS!!!
domingo, abril 23, 2006
Why, why me?
Eu sei que Deus nao castiga, nao é sádico
mas convenhamos, de vez em quando sai do seu trono em ouro maciço, atira com o ceptro cravejado a diamantes para trás dos cortinados,
e vem rir-se despudoradamente da minha cara.
Ele bem sabia que ontem eu tinha o exame de cultura dos temas sociais e economicos,
bem sabia igualmente que eram 5 temas, cada um com 12 livros de bibliografia aconselhada,
e que eu tenho sinceramente mais que fazer do que andar a ler bichanices em francês e esquizofrénicos libaneses,
pelo que me compenetrei durante 3 admiráveis horas a fazer as mais belas cábulas de que há memoria na historia daquele concurso de ingresso.
Cataloguei-as com um indice, escondi-as dentro da saia, e la fui mais uns quantos mil fazer o exame.
Para mal dos meus pecados (Pai, estás a sufragar-me pelos pensamentos pecaminosos do pároco no ginasio, confirmas?)
a vigilante seria uma senhora dos seus 60 anos, feia de meter dó, mal amada e, certamente, mal "orientada", daí descarregar a sua frustração/tensão sexual em nós, jovens vigorosos expectantes das aventuras deliciosas da vida,
pelo que não consegui vislumbrar uma única consoante das minhas cabulas, que infâmia!!
Pior, que vergonha, pois saiu a Bioética,
e a unica coisa inteligente que me lembrei de dizer foi que a Medicina tinha que se pôr a pau,
que qualquer dia nascemos todos "in vitro" e morremos todos "in machina" (lembrei-me a proposito do "mar adentro"), que profundo nao foi?
E Deus a rir-se baixinho,
E eu a chorar compulsivamente, porque é que as notas vão sair numa PAUTA PÚBLICA?!!
mas convenhamos, de vez em quando sai do seu trono em ouro maciço, atira com o ceptro cravejado a diamantes para trás dos cortinados,
e vem rir-se despudoradamente da minha cara.
Ele bem sabia que ontem eu tinha o exame de cultura dos temas sociais e economicos,
bem sabia igualmente que eram 5 temas, cada um com 12 livros de bibliografia aconselhada,
e que eu tenho sinceramente mais que fazer do que andar a ler bichanices em francês e esquizofrénicos libaneses,
pelo que me compenetrei durante 3 admiráveis horas a fazer as mais belas cábulas de que há memoria na historia daquele concurso de ingresso.
Cataloguei-as com um indice, escondi-as dentro da saia, e la fui mais uns quantos mil fazer o exame.
Para mal dos meus pecados (Pai, estás a sufragar-me pelos pensamentos pecaminosos do pároco no ginasio, confirmas?)
a vigilante seria uma senhora dos seus 60 anos, feia de meter dó, mal amada e, certamente, mal "orientada", daí descarregar a sua frustração/tensão sexual em nós, jovens vigorosos expectantes das aventuras deliciosas da vida,
pelo que não consegui vislumbrar uma única consoante das minhas cabulas, que infâmia!!
Pior, que vergonha, pois saiu a Bioética,
e a unica coisa inteligente que me lembrei de dizer foi que a Medicina tinha que se pôr a pau,
que qualquer dia nascemos todos "in vitro" e morremos todos "in machina" (lembrei-me a proposito do "mar adentro"), que profundo nao foi?
E Deus a rir-se baixinho,
E eu a chorar compulsivamente, porque é que as notas vão sair numa PAUTA PÚBLICA?!!
sábado, abril 22, 2006
Minha Bibi macrobiótica
Desapareceu um bacalhau GIGANTE de cima da mesa.
Se fossem tiritas de milho, ou ovinhos da Páscoa, certamente a suspeita recairia directamente sobre mim.
Como não era, a minha mãe chamou histericamente as cadelas:
aparece uma, meio a medo, a rastejar praticamente colada às paredes
"foste tu?" pergunta a minha mãe já com o chinelo no ar
entretanto passa a outra, a loba, ar descontraído, sorriso de orelha a orelha, andar formoso e confiante, nunca ninguém a acharia comprometida com o acto criminoso.
Até que olhamos melhor e vemos uns bigodes ENCHARCADOS EM SAL!
Só tive tempo de ver a minha mãe disparada atrás dela.
Juro que desta vez até tive pena.
Se fossem tiritas de milho, ou ovinhos da Páscoa, certamente a suspeita recairia directamente sobre mim.
Como não era, a minha mãe chamou histericamente as cadelas:
aparece uma, meio a medo, a rastejar praticamente colada às paredes
"foste tu?" pergunta a minha mãe já com o chinelo no ar
entretanto passa a outra, a loba, ar descontraído, sorriso de orelha a orelha, andar formoso e confiante, nunca ninguém a acharia comprometida com o acto criminoso.
Até que olhamos melhor e vemos uns bigodes ENCHARCADOS EM SAL!
Só tive tempo de ver a minha mãe disparada atrás dela.
Juro que desta vez até tive pena.
Desalojada
Ontem deitei-me cedinho.
Queria estar fresquinha para o exame de hoje à tarde.
Por volta das 2 da manhã entre o anormal do meu irmão, dá-me um chapadão na cara e, como eu comecei a choramingar um pouco, da-me outra ainda mais violentamente
"cala-te estupida, só quero saber se amanha vens dormir a casa" (os meus pais estao de viagem)
" sei la Nuno, nao me chateies, preciso de dormir"
Outra chapadona,
"diz que eu preciso de saber"
"aiii, sim, venho dormir, agora vai-te embora"
outra chapada,
"NÃO vens nada dormir, amanhã não te quero cá!"
e vai-se embora, deixando-me toda marcada, e, pior, com uma insónia desde as 2h até as 5h, sendo que as 7h me levantei para estudar.
Tantos espermatozóides..PORQUÊ ESTE MEU DEUS, PORQUÊ!!!
Queria estar fresquinha para o exame de hoje à tarde.
Por volta das 2 da manhã entre o anormal do meu irmão, dá-me um chapadão na cara e, como eu comecei a choramingar um pouco, da-me outra ainda mais violentamente
"cala-te estupida, só quero saber se amanha vens dormir a casa" (os meus pais estao de viagem)
" sei la Nuno, nao me chateies, preciso de dormir"
Outra chapadona,
"diz que eu preciso de saber"
"aiii, sim, venho dormir, agora vai-te embora"
outra chapada,
"NÃO vens nada dormir, amanhã não te quero cá!"
e vai-se embora, deixando-me toda marcada, e, pior, com uma insónia desde as 2h até as 5h, sendo que as 7h me levantei para estudar.
Tantos espermatozóides..PORQUÊ ESTE MEU DEUS, PORQUÊ!!!
sexta-feira, abril 21, 2006
NAOOOOO
Depois das ecos, vou hoje fazer a mamografia,
Há bocado liguei a televisão e vejo no programa da Fátima uma senhora chorosa e, por baixo, a legenda:
"Fez uma mamografia e ficou com o seio defeituoso"
Bem dizia a Rebelo Pinto.
Há bocado liguei a televisão e vejo no programa da Fátima uma senhora chorosa e, por baixo, a legenda:
"Fez uma mamografia e ficou com o seio defeituoso"
Bem dizia a Rebelo Pinto.
quinta-feira, abril 20, 2006
A auto-flagelação
Ontem tropecei nuns fios do computador(não se preocupem estou bem)
(tipo quando pisei a cortina da banheira em casa da Joaninha e o varão desmontou-se todo em cima de mim com grande estardalhaço, e após 5 segundos de horror sem que alguem tivesse gritado "estas viva?", lá descansei os corações certamente alvoraçados e lhes gritei através da porta "nao se preocupem que eu estou bem"!)
e depois a internet deixou de funcionar.
A minha mãe precisava urgentemente dela e, já literalmente à cabeçada ao computador chorava e dizia "ó Meu Deus, o que é que se passa com este computador"
E eu muito sentadinha no sofá, mordendo os lábios para não me acusar pois a culpa ja me pesava muito.
A minha mae continuava desolada, desta feita já soluçando abraçada à mesa,
e eu sempre a pensar "a culpa foi minha, mas nao me quero denunciar", sempre a olhar em frente não fosse o meu olhar amargurado trair-me.
Até que chega o meu pai e diz " O QUE É QUE FIZERAM AO COMPUTADOR?" com voz de trovão, aí dei um salto e acusei-me, porque a sova sempre dói menos quando é voluntariamente recebida.
"Fui eu, tropecei nos fios e não consegui voltar a ligar a internet" - respondi, com os olhos fitos no jão e avançando já para o tabefe
"MAIS QUAIS FIOS, ÉS PARVA, ISTO FUNCIONA POR WIRELESS!"
Tenho que aprender a optimizar a distribuição de culpas.
(tipo quando pisei a cortina da banheira em casa da Joaninha e o varão desmontou-se todo em cima de mim com grande estardalhaço, e após 5 segundos de horror sem que alguem tivesse gritado "estas viva?", lá descansei os corações certamente alvoraçados e lhes gritei através da porta "nao se preocupem que eu estou bem"!)
e depois a internet deixou de funcionar.
A minha mãe precisava urgentemente dela e, já literalmente à cabeçada ao computador chorava e dizia "ó Meu Deus, o que é que se passa com este computador"
E eu muito sentadinha no sofá, mordendo os lábios para não me acusar pois a culpa ja me pesava muito.
A minha mae continuava desolada, desta feita já soluçando abraçada à mesa,
e eu sempre a pensar "a culpa foi minha, mas nao me quero denunciar", sempre a olhar em frente não fosse o meu olhar amargurado trair-me.
Até que chega o meu pai e diz " O QUE É QUE FIZERAM AO COMPUTADOR?" com voz de trovão, aí dei um salto e acusei-me, porque a sova sempre dói menos quando é voluntariamente recebida.
"Fui eu, tropecei nos fios e não consegui voltar a ligar a internet" - respondi, com os olhos fitos no jão e avançando já para o tabefe
"MAIS QUAIS FIOS, ÉS PARVA, ISTO FUNCIONA POR WIRELESS!"
Tenho que aprender a optimizar a distribuição de culpas.
E a lista de pecados aumenta
Não ando nada boa..
Então não é que fui ao ginásio ontem e, a meio da minha corrida hilariante na passadeira, (em que tento segurá-las, atar o cabelo, nao cair e beber água tudo ao mesmo tempo),
vejo entrar um rapaz cuja cara não me era nada desconhecida.
Acabo a corrida (sem incidentes, ao contrario do dia anterior em que tentei apanhar a toalha do chão - triste, mesmo) e vou para aquela máquina do remo.
Sento-me, com um olho no aparelho outro no rapaz (mas de onde é que o conheço?)
mas a máquina nao se mexia. E eu primeiro doce e discretamente, depois já ao pontapé, descubro finalmente que o capuz do casaco que trago atado ao rabo se prendeu debiaxo do banco.
Curiosamente, é o tal rapaz me vem ajudar.
Loirito, olhos verdes, barba de 2 dias, uns 20 e poucos, bem constituído.
Fico a olhar, e ele, desconfortavel, sorri e lá me tira o casaco.
Fico mais 30 minutos a pensar.
Até que, finalmente, surge uma luz e interiormente digo "DOPE!"
É o novo Padre lá da paróquia.
Quem mandou tirar os óculos, a batina e pôr uma pulseira tao gira da Nike naquele braço másculo e me fazer ter pensamentos ímpios?
Mais uma para me decidir a eternidade. Qual limbo, qual purgatório!
Então não é que fui ao ginásio ontem e, a meio da minha corrida hilariante na passadeira, (em que tento segurá-las, atar o cabelo, nao cair e beber água tudo ao mesmo tempo),
vejo entrar um rapaz cuja cara não me era nada desconhecida.
Acabo a corrida (sem incidentes, ao contrario do dia anterior em que tentei apanhar a toalha do chão - triste, mesmo) e vou para aquela máquina do remo.
Sento-me, com um olho no aparelho outro no rapaz (mas de onde é que o conheço?)
mas a máquina nao se mexia. E eu primeiro doce e discretamente, depois já ao pontapé, descubro finalmente que o capuz do casaco que trago atado ao rabo se prendeu debiaxo do banco.
Curiosamente, é o tal rapaz me vem ajudar.
Loirito, olhos verdes, barba de 2 dias, uns 20 e poucos, bem constituído.
Fico a olhar, e ele, desconfortavel, sorri e lá me tira o casaco.
Fico mais 30 minutos a pensar.
Até que, finalmente, surge uma luz e interiormente digo "DOPE!"
É o novo Padre lá da paróquia.
Quem mandou tirar os óculos, a batina e pôr uma pulseira tao gira da Nike naquele braço másculo e me fazer ter pensamentos ímpios?
Mais uma para me decidir a eternidade. Qual limbo, qual purgatório!
quarta-feira, abril 19, 2006
A cópula
Não sei como hei-de iniciar este assunto,
mas ontem eu fui a casa de um amigo meu, que mora num prédio. (informação relevante, anote-se mentalmente).
Por volta da 1 da manhã, oiço alguém a gritar aflitivamente.
Com as mãos a tremer consigo segurar no 96 e tentado premir as teclas, e, num estado de puro terror, lá tento marcar o número de emergência médica.
após uns instantes de hesitação: 112, 115, 911? (é o que dá viver no mundo da globalização, sei tanta coisa que não presta para nada e nesta altura só me lembro é de coisas parvas)
(como 95% do tempo em que me mantenho acordada)
até que apanho uma chapada numa mão, ele "o que é que estas a fazer"
e eu "alguém está a sufocar!"
"não Su, alguém está mesmo é a f.."
Medo.
"Impossível, achas que ele ia fazer este barulhão num prédio cheio de gente?" - retorqui eu.
"Su, é o meu vizinho de cima, e já é a 2ª vez que o faz hoje. Vai por mim, não está a morrer e está bem mais feliz que eu e tu neste momento" - esclareceu
Deixei de ter fé na humanidade.
mas ontem eu fui a casa de um amigo meu, que mora num prédio. (informação relevante, anote-se mentalmente).
Por volta da 1 da manhã, oiço alguém a gritar aflitivamente.
Com as mãos a tremer consigo segurar no 96 e tentado premir as teclas, e, num estado de puro terror, lá tento marcar o número de emergência médica.
após uns instantes de hesitação: 112, 115, 911? (é o que dá viver no mundo da globalização, sei tanta coisa que não presta para nada e nesta altura só me lembro é de coisas parvas)
(como 95% do tempo em que me mantenho acordada)
até que apanho uma chapada numa mão, ele "o que é que estas a fazer"
e eu "alguém está a sufocar!"
"não Su, alguém está mesmo é a f.."
Medo.
"Impossível, achas que ele ia fazer este barulhão num prédio cheio de gente?" - retorqui eu.
"Su, é o meu vizinho de cima, e já é a 2ª vez que o faz hoje. Vai por mim, não está a morrer e está bem mais feliz que eu e tu neste momento" - esclareceu
Deixei de ter fé na humanidade.
segunda-feira, abril 17, 2006
O Sexto mandamento
Excerto do livro "Já és uma Mulherzinha" - Iniciação das adolescentes nos mistérios da vida (Padre Klemens Tilmann), 1971
"Será o beijo um pecado?
Mais uma pergunta que ocorre sem dúvida às raparigas do teu meio e que te há-de ocorrer também.
O beijo torna-se uma aventura perigosa, uma embriaguez que leva à total perda de dignidade.
Uma rapariga é como um castelo, cuja chave tem que estar em boas mãos para que a sua porta não se abra ao primeiro aventureiro que apareça. Ora a chave, que abre a sua porta, não é senão o beijo.
Conserva-te altiva para que no teu porte, digno e recatado, e em toda a tua maneira de ser, se leia a mais linda divisa, própria de uma rapariga: NÃO ME TOQUEIS!!"
Este lindo livrinho foi oferecido à minha mãe aos 14 anos como "Prémio de assiduidade do Grupo Juvenil".
Passados 4 anos nasci eu.
In your face, Klemens.
"Será o beijo um pecado?
Mais uma pergunta que ocorre sem dúvida às raparigas do teu meio e que te há-de ocorrer também.
O beijo torna-se uma aventura perigosa, uma embriaguez que leva à total perda de dignidade.
Uma rapariga é como um castelo, cuja chave tem que estar em boas mãos para que a sua porta não se abra ao primeiro aventureiro que apareça. Ora a chave, que abre a sua porta, não é senão o beijo.
Conserva-te altiva para que no teu porte, digno e recatado, e em toda a tua maneira de ser, se leia a mais linda divisa, própria de uma rapariga: NÃO ME TOQUEIS!!"
Este lindo livrinho foi oferecido à minha mãe aos 14 anos como "Prémio de assiduidade do Grupo Juvenil".
Passados 4 anos nasci eu.
In your face, Klemens.
domingo, abril 16, 2006
Eu vi um Ovni, quer queiram quer não
Esqueci-me de contar um pormenor:
ontem à noite, lá em ferreira do zêzere, eu e a minha família, composta aproximadamente por 18 membros vimos o que parecia ser um OVNI, as 23h da noite.
Vimo-lo durante uns 10 minutos, tirámos fotos, isto antes de a minha mãe agarrar na minha madrinha e desatarem a fugir para Tomar, levando com elas a máquina, ainda agora nao percebo porquê (levem-nos os filhos, maridos e cunhados, mas a digital NAO!).
Enfim, depois deste episódio grotesco, perturbador, e que nos lançou num profundo silêncio respeitoso, recebo uma mensagem de um amigo, que estava numa terra próxima,a convidar para uns copos na Sertã.
Respondi-lhe ainda embuída da estupefacção e emoção do sucedido:
"João, hoje não posso, nem sabes estamos aqui em Ferreira a fotografar uns Ovnis!!"
resposta:
"f...-se Susana, já ouvi desculpas melhores"
Mais uma vez a realidade transcendeu-me.
E não me venham com as tretas dos balões metereológicos, nem luzinhas de farol. Não sou ainda totalmente estúpida sim?
ontem à noite, lá em ferreira do zêzere, eu e a minha família, composta aproximadamente por 18 membros vimos o que parecia ser um OVNI, as 23h da noite.
Vimo-lo durante uns 10 minutos, tirámos fotos, isto antes de a minha mãe agarrar na minha madrinha e desatarem a fugir para Tomar, levando com elas a máquina, ainda agora nao percebo porquê (levem-nos os filhos, maridos e cunhados, mas a digital NAO!).
Enfim, depois deste episódio grotesco, perturbador, e que nos lançou num profundo silêncio respeitoso, recebo uma mensagem de um amigo, que estava numa terra próxima,a convidar para uns copos na Sertã.
Respondi-lhe ainda embuída da estupefacção e emoção do sucedido:
"João, hoje não posso, nem sabes estamos aqui em Ferreira a fotografar uns Ovnis!!"
resposta:
"f...-se Susana, já ouvi desculpas melhores"
Mais uma vez a realidade transcendeu-me.
E não me venham com as tretas dos balões metereológicos, nem luzinhas de farol. Não sou ainda totalmente estúpida sim?
Faltou-me um bocadinho assim (tipo TUDO)
Voltei da terra.
Ainda estou com a cabeça à roda com tanto beijo, tanto folar, tantos tios, tanta agua pé, tanto frio, tanta hortaliça, queijo fresco, leitão assado,
e, o momento alto do fim de semana,
estando eu enrolada numa manta de retalhos a tiritar de frio, a cheirar a fumo da lareira, com uma bucha de pão com chouriço numa mão, e um copo de sumo Ika na outra, cabelo desgrenhado, roupa preta de fuligem e peúgos pretinhos por andarem a baloiçar-se nos troncos de lenha,
aparece a minha avó aos gritos "ó Susana anda dar um beijinho ao primooooo0!!"
e eu nem tive tempo de fugir, fui apanhada a arrastar com a manta, um pé já na soleira da porta mas fui demasiado lenta,
lá olho eu resignada para o rapaz "deixa cá ver a prenda" pensei eu, a minha avó só me arranja é gente doente (pudera, a família sofre toda do mesmo mal)
então não é que era um jovem garboso, alto, loiro, de olhos verdes, com um sorriso tímido e super duper casual,
A minha avó enlevada , o rapaz sempre sorridente, eu com vontade de chorar ainda com restos de chouriço nos dentes,
e o meu irmão e os meus primos todos chorando a rir atrás de um alambique.
Jesus, isto é que coisa se faça? Próxima Páscoa não me apanhas Tu desprevenida.
Ainda estou com a cabeça à roda com tanto beijo, tanto folar, tantos tios, tanta agua pé, tanto frio, tanta hortaliça, queijo fresco, leitão assado,
e, o momento alto do fim de semana,
estando eu enrolada numa manta de retalhos a tiritar de frio, a cheirar a fumo da lareira, com uma bucha de pão com chouriço numa mão, e um copo de sumo Ika na outra, cabelo desgrenhado, roupa preta de fuligem e peúgos pretinhos por andarem a baloiçar-se nos troncos de lenha,
aparece a minha avó aos gritos "ó Susana anda dar um beijinho ao primooooo0!!"
e eu nem tive tempo de fugir, fui apanhada a arrastar com a manta, um pé já na soleira da porta mas fui demasiado lenta,
lá olho eu resignada para o rapaz "deixa cá ver a prenda" pensei eu, a minha avó só me arranja é gente doente (pudera, a família sofre toda do mesmo mal)
então não é que era um jovem garboso, alto, loiro, de olhos verdes, com um sorriso tímido e super duper casual,
A minha avó enlevada , o rapaz sempre sorridente, eu com vontade de chorar ainda com restos de chouriço nos dentes,
e o meu irmão e os meus primos todos chorando a rir atrás de um alambique.
Jesus, isto é que coisa se faça? Próxima Páscoa não me apanhas Tu desprevenida.
sexta-feira, abril 14, 2006
À direcção do Marriot
Será que eu deveria fazer uma compilação das coisas mais degradantes que já me aconteceram ou ir ao hipnoterapeuta fazer uma sessão de regressão e esquecimento compulsivo?
Opto pela 1ª. Faltam-me os recursos económicos para a 2ª.
Isto para dizer que um dia fiquei no Marriot de Lisboa, com o .., e fartámos de curtir aquele dia.
1º pela confusão indescritível que deixámos (houve também um vidro partido mas, acreditem ou não, já não foi da minha competência), 2.º pela cara atónita dos recepcionistas, seguranças e demais hóspedes, quando vêem entrar o gajo da Telepiza hall de entrada adentro, com uma familiar de anchovas e 2 litros de coca-cola numa mão, e 4 pãezinhos de alho na outra, não esquecendo o capacete.
"Vou ao 7.ºB" - grita ele, enquanto se dirigia poara os elevadores, isto antes de seer lançado ao chão por dois bisontes, que o manietam e obrigam a ficar de nariz no chão.
Telefonam-nos para o quarto "Pediram uma piza"?
"Sim..mande subir" - nós todos contentes
"Lamento, mas se a quiser tem que vir ca abaixo"
Desconfio que eles fizeram isto para ver quem seria o autor de tamanha pelintrice.
Lá foi ele buscar a familiar, enquanto uns hospedes depenicavam queijo fresco com pimentos mais umas quantas comidas estas de nomes indecifráveis.
Voltámos para o quarto cheios de gula, e lá foi embora o gajo da Telepiza, com as joelheiras rotas e um grande galo naquela cabeça.
Quanto ao Marriot..penso que estaremos barrados para a próxima vez. Quero lá saber, atentem neste pormenor (e gabarolanço): Já fui ao de Nova Iorque, e ninguém me disse nada por exigir uma toalha na piscina as 4h30 da manhã. Pelo contrário, o toalheiro parecia-me bem feliz, enquanto me via submergir da água cabelo preto escorrido e só com uma tanga branca de lantejoulas.
O tuga sempre é muito mesquinho.
Opto pela 1ª. Faltam-me os recursos económicos para a 2ª.
Isto para dizer que um dia fiquei no Marriot de Lisboa, com o .., e fartámos de curtir aquele dia.
1º pela confusão indescritível que deixámos (houve também um vidro partido mas, acreditem ou não, já não foi da minha competência), 2.º pela cara atónita dos recepcionistas, seguranças e demais hóspedes, quando vêem entrar o gajo da Telepiza hall de entrada adentro, com uma familiar de anchovas e 2 litros de coca-cola numa mão, e 4 pãezinhos de alho na outra, não esquecendo o capacete.
"Vou ao 7.ºB" - grita ele, enquanto se dirigia poara os elevadores, isto antes de seer lançado ao chão por dois bisontes, que o manietam e obrigam a ficar de nariz no chão.
Telefonam-nos para o quarto "Pediram uma piza"?
"Sim..mande subir" - nós todos contentes
"Lamento, mas se a quiser tem que vir ca abaixo"
Desconfio que eles fizeram isto para ver quem seria o autor de tamanha pelintrice.
Lá foi ele buscar a familiar, enquanto uns hospedes depenicavam queijo fresco com pimentos mais umas quantas comidas estas de nomes indecifráveis.
Voltámos para o quarto cheios de gula, e lá foi embora o gajo da Telepiza, com as joelheiras rotas e um grande galo naquela cabeça.
Quanto ao Marriot..penso que estaremos barrados para a próxima vez. Quero lá saber, atentem neste pormenor (e gabarolanço): Já fui ao de Nova Iorque, e ninguém me disse nada por exigir uma toalha na piscina as 4h30 da manhã. Pelo contrário, o toalheiro parecia-me bem feliz, enquanto me via submergir da água cabelo preto escorrido e só com uma tanga branca de lantejoulas.
O tuga sempre é muito mesquinho.
Para grandes males..
Isto da sabedoria popular tem muito mais que se lhe diga.
Eu andava-me a queixar de dores de cabeça atrozes já que a minha cadela todas as noites decidia sair da cama dela e ir para o meu quarto, o qual está sempre com a porta fechada.
Aquela persistente cadela batia delicadamente à porta com a patinha e asseguro-vos que NÃO desistia enquanto não entrasse no quarto.
Tentei fazer jogos psicológicos, do género não abrir a porta (eu sou assim, cheia de truues impensáveis), mas tive que me declarar vencida pelo cansaço, e lá fui eu a arrastar-me após 45 minutos de luta incessante e abrir a porta para ela, majestosamente entrar e enfiar-se debaixo da cama.
Acreditem que levantar-me todas as noites de madrugada, completamente bêbeda de sono, e mesmo que eu já o faça em piloto automático, dá cabo da saúde do humano mais reistente!
Após desabafo com o meu irmão (notem o estado tal de desespero!)e após confessar que ja me tinha ococrrido decepar-lhe a pata esquerda (ela é canhota),
ele sai-se com uma ideia tão assustadoramente eficaz que o olhei com um misto de incredulidade e quiçá apreço.
"e que tal deixares a porta encostada"?
Voltei a ser feliz.
Eu andava-me a queixar de dores de cabeça atrozes já que a minha cadela todas as noites decidia sair da cama dela e ir para o meu quarto, o qual está sempre com a porta fechada.
Aquela persistente cadela batia delicadamente à porta com a patinha e asseguro-vos que NÃO desistia enquanto não entrasse no quarto.
Tentei fazer jogos psicológicos, do género não abrir a porta (eu sou assim, cheia de truues impensáveis), mas tive que me declarar vencida pelo cansaço, e lá fui eu a arrastar-me após 45 minutos de luta incessante e abrir a porta para ela, majestosamente entrar e enfiar-se debaixo da cama.
Acreditem que levantar-me todas as noites de madrugada, completamente bêbeda de sono, e mesmo que eu já o faça em piloto automático, dá cabo da saúde do humano mais reistente!
Após desabafo com o meu irmão (notem o estado tal de desespero!)e após confessar que ja me tinha ococrrido decepar-lhe a pata esquerda (ela é canhota),
ele sai-se com uma ideia tão assustadoramente eficaz que o olhei com um misto de incredulidade e quiçá apreço.
"e que tal deixares a porta encostada"?
Voltei a ser feliz.
terça-feira, abril 11, 2006
O último adeus: para quando o 206?
Bem, depois de uma amiga minha, hiper cuidadosa e cautelosa na dose certa, ter partido a frente toda de um autocarro da Vimeca (o que eu rezei para não ser a 144),
provocado o maior pandemónio na artéria principal de uma das cidades mais movimentadas do concelho, e fazer com que uma senhora tivesse que sair pelo tejadilho do seu Xsara actualmente propriedade do ferro velho do Quinito,
fiquei a achar que o mundo está bem mais seguro com o chumbo do meu opel corsa na inspecção.
mas, após aturada e complexa reflexão, decidi que não, e vou aproveitar o mês que resta até à próxima avaliação a sacar cavalinhos e traços, a saltar mortais para a frente, puxar do meu novo travão de mão Isotta 478 e advirto ainda que a próxima street race é na 5ªf ali em Fontanelos.
Já sei que após esta interpelação a A8 em direcção a Leiria se transformará num pânico generalizado de pessoas aterrorizadas a tentarem desesperadamente fugir.
Amigos: eu conduzo desde os 12. Estão a ver aquela roda das máquinas de costura antigas, onde se põe o pé para aquilo girar?
Chill out, que quem sabe, sabe mesmo.
provocado o maior pandemónio na artéria principal de uma das cidades mais movimentadas do concelho, e fazer com que uma senhora tivesse que sair pelo tejadilho do seu Xsara actualmente propriedade do ferro velho do Quinito,
fiquei a achar que o mundo está bem mais seguro com o chumbo do meu opel corsa na inspecção.
mas, após aturada e complexa reflexão, decidi que não, e vou aproveitar o mês que resta até à próxima avaliação a sacar cavalinhos e traços, a saltar mortais para a frente, puxar do meu novo travão de mão Isotta 478 e advirto ainda que a próxima street race é na 5ªf ali em Fontanelos.
Já sei que após esta interpelação a A8 em direcção a Leiria se transformará num pânico generalizado de pessoas aterrorizadas a tentarem desesperadamente fugir.
Amigos: eu conduzo desde os 12. Estão a ver aquela roda das máquinas de costura antigas, onde se põe o pé para aquilo girar?
Chill out, que quem sabe, sabe mesmo.
Atitude
Ontem fui ao cinema ver aquele filme do como desencalhar um despachado, ou despanchar um desencalhado, ou o encalhado do despacho whatever, não me apetece ir rectificar agora ao Google,
e saio de lá com uma grande lição:
aliás, 2, se atendermos ao facto de eu não ter cartão da BP e me ter apercebido que conseguiria bilhetes à borla caso o tivesse;
enfim, isto para dizer que a sarah jessica parker é uma mulher ultra-sexy, sofisticada e destila charme mas feia como os cornos, com um narigão de impôr respeito e uma queixada de meter o da Teresa Guilherma a um canto, escondidinho a chorar copiosamente.
O truque é mesmo acharmos que somos lindas, podres, bambolearmo-nos sedutoramente, como se tivéssemos um barómetro nas nossas coxas a ditar um compassso binário: um dois , um dois..Sacudir o cabelo selvagem (mais para o encrespado, tenho que tratar disso), e enrolar os colares gigantes nos dedos, mesmo ao nível da linha do decote. Sorrir com os olhos fitos no chão e olhar de esguelha quando valer mesmo a pena.
Não esquecer nunca de morder os lábios, para afluir a corrente sanguínea e fazê-los vermelhos como morangos. (um bocado à laia do que os rapazes fazem, ao meter os polegares nos bolsos..que previsíveis Meu Deus!)
Próxima vez que ouvirem música no Rossio, não são os Pan Pipes do Lago Titikaca , é mesmo a Su a acordar para a vida.
e saio de lá com uma grande lição:
aliás, 2, se atendermos ao facto de eu não ter cartão da BP e me ter apercebido que conseguiria bilhetes à borla caso o tivesse;
enfim, isto para dizer que a sarah jessica parker é uma mulher ultra-sexy, sofisticada e destila charme mas feia como os cornos, com um narigão de impôr respeito e uma queixada de meter o da Teresa Guilherma a um canto, escondidinho a chorar copiosamente.
O truque é mesmo acharmos que somos lindas, podres, bambolearmo-nos sedutoramente, como se tivéssemos um barómetro nas nossas coxas a ditar um compassso binário: um dois , um dois..Sacudir o cabelo selvagem (mais para o encrespado, tenho que tratar disso), e enrolar os colares gigantes nos dedos, mesmo ao nível da linha do decote. Sorrir com os olhos fitos no chão e olhar de esguelha quando valer mesmo a pena.
Não esquecer nunca de morder os lábios, para afluir a corrente sanguínea e fazê-los vermelhos como morangos. (um bocado à laia do que os rapazes fazem, ao meter os polegares nos bolsos..que previsíveis Meu Deus!)
Próxima vez que ouvirem música no Rossio, não são os Pan Pipes do Lago Titikaca , é mesmo a Su a acordar para a vida.
segunda-feira, abril 10, 2006
Red Red Wine
Posso dizer com algum embevecimento que só me coloquei voluntariamente no estado de alcolémia 2 vezes na vida.
Poso dizer com algum transtorno e má-disposição psico-corporal que a última vez foi ontem.
Depois de 3 copos de vinho barrasco (eles juram que fora mais..mas já aprendi a desconfiar de informações grupais) sinto-me ligeiramente alegre, desbronco-me sobre variados assuntos (penso que o golfinho veio outra vez à baila), e depois sinto-me verdadeiramente doente, e só tenho tempo de correr para a casa de banho do restaurante, deslizo pela parede abaixo e bato literalmente com a cabeça no bidé.
Será possível descer humanamente mais baixo que isto?
Sim, quando as luzes se apagam e fico a dormitar abraçada ao rolo de papel higiénico.
2 horas depois lá recupero os sentidos, ainda mesmo a tempo de ver o arroz de marisco amarelo-alaranjado deglutido e com resquícios de bílis a verter pelas calças. é melhor não dormir em casa hoje pensei,
mesmo assim não me livrei, 16 horas depois, de um: "que horror, cheiras a azedo, Susana!"
Não mãe, chanson d´eau de 92. duhh
Poso dizer com algum transtorno e má-disposição psico-corporal que a última vez foi ontem.
Depois de 3 copos de vinho barrasco (eles juram que fora mais..mas já aprendi a desconfiar de informações grupais) sinto-me ligeiramente alegre, desbronco-me sobre variados assuntos (penso que o golfinho veio outra vez à baila), e depois sinto-me verdadeiramente doente, e só tenho tempo de correr para a casa de banho do restaurante, deslizo pela parede abaixo e bato literalmente com a cabeça no bidé.
Será possível descer humanamente mais baixo que isto?
Sim, quando as luzes se apagam e fico a dormitar abraçada ao rolo de papel higiénico.
2 horas depois lá recupero os sentidos, ainda mesmo a tempo de ver o arroz de marisco amarelo-alaranjado deglutido e com resquícios de bílis a verter pelas calças. é melhor não dormir em casa hoje pensei,
mesmo assim não me livrei, 16 horas depois, de um: "que horror, cheiras a azedo, Susana!"
Não mãe, chanson d´eau de 92. duhh
O verdadeiro degredo
Um dia destes fui eu alegre e saltitante para um exame, desta feita incidindo sobre o maravilhoso mundo processo-criminal.
Atrás de mim arrasto (como todos os outros milhares de juristas enloquecidos), um troley gigante, atafulhado de material de primeira (sim, obviamente era de consulta)
trazendo dezenas de livros e mais umas centenas de folhas dispersas porque apesar e ter tido um ano para as encadernar, é óbvio que nunca levantei o rabo alapado para o fazer.
Um minuto antes do exame, abro embevecida o meu adorado troley, quando fico roxa e com uns laivos de azul,
quando me apercebo que me esqueci em cima da cama do meu código penal e do meu código de processo penal,
que me acompanham desde ha alguns anos e nos quais sempre depositei todas as minhas esperanças, vulgo cábulas e anotações técnicas.
"Alguém tem um código penal e um código de processo penal que possa emprestar?" - perguntei eu em voz sumida, já a deslizar pela cadeira abaixo prestes a enfiar-me debaixo de um taco do soalho.
As 40 cabeças que estavam naquela sala se viraram imediatamente na minha direcção, com um misto de nojo, vingança, alegria e incredulidade.
Ninguém respondeu, até que houve um rapaz caridoso que estava ao meu lado e que lá me emprestou uma edição de bolso do código penal.
Basicamente fiz o exame a meias com o tal rapaz e cada vez que um olhava para o outro desatávamos a rir, porque para além do exame ser surreal, só viamos pessoas às portas da morte, com apoplexias e a baterem literalmente com a cabeça nas mesas!! (Eu vi, a gaja deve ter saído dali toda negrinha!)
E lá estavamos nós, a partilharmos os dois um código em formato micra, sem percebermos um cu daquilo mas suficientemente lúcidos para alcançarmos que a vida é para aproveitar, somos novos, para o ano ha mais, e meu Deus, que gente doida existe neste mundo (EU INCLUÍDA)!
Atrás de mim arrasto (como todos os outros milhares de juristas enloquecidos), um troley gigante, atafulhado de material de primeira (sim, obviamente era de consulta)
trazendo dezenas de livros e mais umas centenas de folhas dispersas porque apesar e ter tido um ano para as encadernar, é óbvio que nunca levantei o rabo alapado para o fazer.
Um minuto antes do exame, abro embevecida o meu adorado troley, quando fico roxa e com uns laivos de azul,
quando me apercebo que me esqueci em cima da cama do meu código penal e do meu código de processo penal,
que me acompanham desde ha alguns anos e nos quais sempre depositei todas as minhas esperanças, vulgo cábulas e anotações técnicas.
"Alguém tem um código penal e um código de processo penal que possa emprestar?" - perguntei eu em voz sumida, já a deslizar pela cadeira abaixo prestes a enfiar-me debaixo de um taco do soalho.
As 40 cabeças que estavam naquela sala se viraram imediatamente na minha direcção, com um misto de nojo, vingança, alegria e incredulidade.
Ninguém respondeu, até que houve um rapaz caridoso que estava ao meu lado e que lá me emprestou uma edição de bolso do código penal.
Basicamente fiz o exame a meias com o tal rapaz e cada vez que um olhava para o outro desatávamos a rir, porque para além do exame ser surreal, só viamos pessoas às portas da morte, com apoplexias e a baterem literalmente com a cabeça nas mesas!! (Eu vi, a gaja deve ter saído dali toda negrinha!)
E lá estavamos nós, a partilharmos os dois um código em formato micra, sem percebermos um cu daquilo mas suficientemente lúcidos para alcançarmos que a vida é para aproveitar, somos novos, para o ano ha mais, e meu Deus, que gente doida existe neste mundo (EU INCLUÍDA)!
domingo, março 26, 2006
Salsicha e o merecido descanso
Tudo tem um início e um fim.
Mas poderá ter, eventualmente, uma suspensão, interrupção, enfim, uma qualquer vicissitude que determine, em certo momento, a paragem de algo.
Eu vou suspender indefinidamente este blogue, por motivos pessoais que, neste momento, me impedem de ter o (sumido) humor que vocês gentilmente me atribuem. Mas adianto que muito gostaria de o recomeçar, mais que não fosse por ser um bom augúrio de que, apesar de tudo, melhores tempos virão e tudo que cai ao chão pode, esforçadamente, levantar-se.
Obrigada a todos, foram 203 post que adorei escrever!
Inté.
Mas poderá ter, eventualmente, uma suspensão, interrupção, enfim, uma qualquer vicissitude que determine, em certo momento, a paragem de algo.
Eu vou suspender indefinidamente este blogue, por motivos pessoais que, neste momento, me impedem de ter o (sumido) humor que vocês gentilmente me atribuem. Mas adianto que muito gostaria de o recomeçar, mais que não fosse por ser um bom augúrio de que, apesar de tudo, melhores tempos virão e tudo que cai ao chão pode, esforçadamente, levantar-se.
Obrigada a todos, foram 203 post que adorei escrever!
Inté.
sábado, março 25, 2006
Preferia o vulgo --!
Arranjei um DVD com exercícios gímnicos, daqueles para fazer em casa com uma esteira e halteres de 1,5 kg.
Este que eu tenho é de uma produtora francesa, com um personal trainner e 2 anorécticas a ajudarem-me na exemplificação prática das várias sequências.
Fui vestir a melhor farpela desportiva, com umas leggings de lycra pretas antigas que já só me ficam pelo meio do rabo, uma t-shirt justinha com conquilhas para as ditas não saltitarem demasiado, umas soquetes brancas da Coq Sportif, fita à Rambo, protectores de pulsos e joelheiras da Nike.
Fui buscar à despensa dois pacotes de sumo do LIDL de 1lt cada e a mantinha do cão a fazer de tapete.
Enfim, após 1 hora de preparativos emocionantes, com os olhos marejados ponho no play, e eis que tenho que escolher fazer o DVD em fracês ou optar pela tradução portuguesa.
Em má hora o fiz. Logo de chofre oiço um emigrante de Lausanne a dizer "bóm dia! O meu nóme é Olibiê e bou sere o bosso personale treiner na seguinte (sibilante) mêia hóura"
e eu - oh não, que pesadelo.
Até que oiço o pior:
"bamos começár com os exercícios dos ombros e em seguida o dos NADEGUÊIROS"
Por amor de Deus.
A sério, exijo saber quem é o tradutor certificado deste pesadelo.
E o bimbo que lhe foi atrás na locução.
Este que eu tenho é de uma produtora francesa, com um personal trainner e 2 anorécticas a ajudarem-me na exemplificação prática das várias sequências.
Fui vestir a melhor farpela desportiva, com umas leggings de lycra pretas antigas que já só me ficam pelo meio do rabo, uma t-shirt justinha com conquilhas para as ditas não saltitarem demasiado, umas soquetes brancas da Coq Sportif, fita à Rambo, protectores de pulsos e joelheiras da Nike.
Fui buscar à despensa dois pacotes de sumo do LIDL de 1lt cada e a mantinha do cão a fazer de tapete.
Enfim, após 1 hora de preparativos emocionantes, com os olhos marejados ponho no play, e eis que tenho que escolher fazer o DVD em fracês ou optar pela tradução portuguesa.
Em má hora o fiz. Logo de chofre oiço um emigrante de Lausanne a dizer "bóm dia! O meu nóme é Olibiê e bou sere o bosso personale treiner na seguinte (sibilante) mêia hóura"
e eu - oh não, que pesadelo.
Até que oiço o pior:
"bamos começár com os exercícios dos ombros e em seguida o dos NADEGUÊIROS"
Por amor de Deus.
A sério, exijo saber quem é o tradutor certificado deste pesadelo.
E o bimbo que lhe foi atrás na locução.
sexta-feira, março 24, 2006
Creature From The Black Lagoon - 1954
Por falar em máscaras grotescas,
nem a propósito, ontem saído meu cubículo e fui à estreia de "V de Vingança".
Não sei se estão a ver a personagem, mas dá-me a impressão que se isto fosse há uns anos atrás,
e os meus pais repetissem a dose de irresponsabilidade que tiveram quando permitiram que eu visionasse, através de uns óculos multicolores, "O Monstro da Lagoa Negra",
e após o qual eu, literalmente, defequei nas jardineiras e recusei-me a ficar sozinha numa divisão durante os 5 anos subsequentes;
e me deixassem ver o filme que anteriormente vos citei,
eu teria, pura e simplesmente, e após um estado catatónico de alguns segundos, morrido de susto.
Aposto que os Wachowski também tiveram experiências sinistras com o Palhaço Pobre.
nem a propósito, ontem saído meu cubículo e fui à estreia de "V de Vingança".
Não sei se estão a ver a personagem, mas dá-me a impressão que se isto fosse há uns anos atrás,
e os meus pais repetissem a dose de irresponsabilidade que tiveram quando permitiram que eu visionasse, através de uns óculos multicolores, "O Monstro da Lagoa Negra",
e após o qual eu, literalmente, defequei nas jardineiras e recusei-me a ficar sozinha numa divisão durante os 5 anos subsequentes;
e me deixassem ver o filme que anteriormente vos citei,
eu teria, pura e simplesmente, e após um estado catatónico de alguns segundos, morrido de susto.
Aposto que os Wachowski também tiveram experiências sinistras com o Palhaço Pobre.
quinta-feira, março 23, 2006
Saudade, saudade
Por falar em pais e portas adentro,
nunca vos aconteceu fazerem birras terríveis para comerem, logo após o paizinho sair de casa, isto porque podem fazer gato-sapato da mãe, até porque se ela nos bater apenas ficaremos com um bocadinho de vermelhidão, aliada a uma certa comichão,
ao invés das tareias do pai, que nos deixam a esfregar o rabo com halibut durante uma noite, sendo que na manhã seguinte quando tomamamos banho ainda têm a marca da mão gigante de homem?
Uma tarde, pela enésima vez, fui depenicando o peixe até o meu pai se levantar da mesa para sair de casa.
Ele beija a minha mãe, dá-me um piparote na cabeça que quase enfio as espinhas pelo nariz adentro e diz-me "come isso tudo" e sai de casa.
Esperei 10 segundos (não, chamem-me burra!) findos os quais me levantei da cadeira, atirei com o prato ao ar, exigi mais groselha e arrotei ruidosamente. Depois, desejosa de ouvir o meu cd dos ministar, fui a saltitar pelo corredor fora, com as trancinhas negras a rodopiarem ao vento e a cantarolar feliz, até que dobro a esquina e estava o meu pai escondido atrás de um móvel.
Nem tive reacção.
Lá sai aquele bisonte, 1.80 e 110 kilos, "o que é que estás aqui a fazer?"
E eu "vou à casa de banho", amaldiçoando a hora em que os meus pais tinham comprado aquele t4 em que o wc era precisamente no lado oposto.
E ele "ah vais, anda cá que eu ajudo-te", e ergue a botifarra no ar e eu a fugir corredor fora, ainda com os bigodes cheios de groselha a gritar pela minha mãe.
Bons velhos tempos. Hoje em dia limita-se a tirar-me a chave do carro. É compreensível. Com 45 anos já não consegue levantar a perna acima do joelho.
nunca vos aconteceu fazerem birras terríveis para comerem, logo após o paizinho sair de casa, isto porque podem fazer gato-sapato da mãe, até porque se ela nos bater apenas ficaremos com um bocadinho de vermelhidão, aliada a uma certa comichão,
ao invés das tareias do pai, que nos deixam a esfregar o rabo com halibut durante uma noite, sendo que na manhã seguinte quando tomamamos banho ainda têm a marca da mão gigante de homem?
Uma tarde, pela enésima vez, fui depenicando o peixe até o meu pai se levantar da mesa para sair de casa.
Ele beija a minha mãe, dá-me um piparote na cabeça que quase enfio as espinhas pelo nariz adentro e diz-me "come isso tudo" e sai de casa.
Esperei 10 segundos (não, chamem-me burra!) findos os quais me levantei da cadeira, atirei com o prato ao ar, exigi mais groselha e arrotei ruidosamente. Depois, desejosa de ouvir o meu cd dos ministar, fui a saltitar pelo corredor fora, com as trancinhas negras a rodopiarem ao vento e a cantarolar feliz, até que dobro a esquina e estava o meu pai escondido atrás de um móvel.
Nem tive reacção.
Lá sai aquele bisonte, 1.80 e 110 kilos, "o que é que estás aqui a fazer?"
E eu "vou à casa de banho", amaldiçoando a hora em que os meus pais tinham comprado aquele t4 em que o wc era precisamente no lado oposto.
E ele "ah vais, anda cá que eu ajudo-te", e ergue a botifarra no ar e eu a fugir corredor fora, ainda com os bigodes cheios de groselha a gritar pela minha mãe.
Bons velhos tempos. Hoje em dia limita-se a tirar-me a chave do carro. É compreensível. Com 45 anos já não consegue levantar a perna acima do joelho.
Criança ávida, adulto infeliz
Sempre tive pavor a palhaços, uma vez na festa de Natal da EDP um palhaço com cara de quisto pediu uma criança para ir ao palco. Sempre fui hiper-envergonhada, ao contrário dos meus provincianos pais que, entusiasmados com o convite me atiraram das escadas abaixo pelo que eu, cheia de ranho e chorar convulsivamente me vi no meio do meu pior pesadelo.
Até que claro os palhaços, que embora não o pareçam são humanos (mas afianço que já vi jacarés menos assustadores) se fartaram de mim e me recambiaram de volta para o meu lugar. Lá fui contente, até me deparar com a cara sanguinária dos meus pais e passou-me logo a vontade de rir.
Isto para dizer que sempre tive horror a palhaços, a cabeçudos do Entrudo, ao pessoal dos ranchos, enfim a tudo o que cheire a máscara exagerada.
Mas, não obstante esta fobia, lembro-me perfeitamente que quando o meu pai se mascarava de Pai Natal e eu, inocentemente, pensava que era mesmo alguém que se tinha dado ao trabalho de viajar da Lapónia a Queluz para me dar umas prendas apesar de,
dia sim dia sim fazer estragos em tudo o que fosse humanamente possível, e ter sido ameaçada de escola de correcção durante anos a fio,
(não é suposto o Pai Natal estar a par disto? Tipo relatórios da Comissão de Menores? Meu Deus fui tão ingénua)
enfim, quando eu via o Pai Natal lança-me aos pés dele, cobria-o de beijos, arrastava-o por um braço e obrigava-o a sentar no sofá, isto enquanto sacava de dentro de uma mochila da Hello Kitty pacotinhos de leite com chocolate e merendas de fiambre e lhe oferecia altruistamente, sempre à espera do retorno.
Pergunto-me eu agora,2 décadas depois:
Não era suposto eu correr velozmente na direcção oposta sempre que via um homem com uma manta vermelha, com papel higiénico a fazer de barba (ainda não havia a loja dos chineses), a calçar o 44, e com uma cervejita na mão a entrar pela minha porta dentro?
Resposta: claro que não, ele vinha para me dar presentes! Até podia ser um chimpazé octogenário, agressivo e vestido de mulher, eu haveria sempre de o reconfortar com bons tremoços e água-pé, miminhos para quem tinha vindo de tão longe para me agraciar com bons brinquedos.
Enfim, a ganância sobrepunha-se ao temor reverencial a coisas estranhas, e em situações nas quais o meu instinto me diria habitulamente a piscar "Foge" "Foge", naquela altura gritava "vende-te" "vende-te" (se te venderes para o ano há mais!).
Criança mais deplorável.
Até que claro os palhaços, que embora não o pareçam são humanos (mas afianço que já vi jacarés menos assustadores) se fartaram de mim e me recambiaram de volta para o meu lugar. Lá fui contente, até me deparar com a cara sanguinária dos meus pais e passou-me logo a vontade de rir.
Isto para dizer que sempre tive horror a palhaços, a cabeçudos do Entrudo, ao pessoal dos ranchos, enfim a tudo o que cheire a máscara exagerada.
Mas, não obstante esta fobia, lembro-me perfeitamente que quando o meu pai se mascarava de Pai Natal e eu, inocentemente, pensava que era mesmo alguém que se tinha dado ao trabalho de viajar da Lapónia a Queluz para me dar umas prendas apesar de,
dia sim dia sim fazer estragos em tudo o que fosse humanamente possível, e ter sido ameaçada de escola de correcção durante anos a fio,
(não é suposto o Pai Natal estar a par disto? Tipo relatórios da Comissão de Menores? Meu Deus fui tão ingénua)
enfim, quando eu via o Pai Natal lança-me aos pés dele, cobria-o de beijos, arrastava-o por um braço e obrigava-o a sentar no sofá, isto enquanto sacava de dentro de uma mochila da Hello Kitty pacotinhos de leite com chocolate e merendas de fiambre e lhe oferecia altruistamente, sempre à espera do retorno.
Pergunto-me eu agora,2 décadas depois:
Não era suposto eu correr velozmente na direcção oposta sempre que via um homem com uma manta vermelha, com papel higiénico a fazer de barba (ainda não havia a loja dos chineses), a calçar o 44, e com uma cervejita na mão a entrar pela minha porta dentro?
Resposta: claro que não, ele vinha para me dar presentes! Até podia ser um chimpazé octogenário, agressivo e vestido de mulher, eu haveria sempre de o reconfortar com bons tremoços e água-pé, miminhos para quem tinha vindo de tão longe para me agraciar com bons brinquedos.
Enfim, a ganância sobrepunha-se ao temor reverencial a coisas estranhas, e em situações nas quais o meu instinto me diria habitulamente a piscar "Foge" "Foge", naquela altura gritava "vende-te" "vende-te" (se te venderes para o ano há mais!).
Criança mais deplorável.
terça-feira, março 21, 2006
O 14 (CATORZE)
Recebi hoje a nota do exame da Ordem. Tive 14,10.
Antes de me parabenizarem efusivamente atentem só nisto:
fiz o exame em Dezembro, tive 7.
repeti o exame em Fevereiro tive 14.
Eu acho que me deveria ser dado um bónus no valor de 50% por ter tido a singular capacidade de me cultivar intelectualmente em exactamente o dobro num período de 60 dias (e notem que houve pelo meio Natal e Ano Novo), ao ponto de num espaço de 2 meses passar de burra que mete dó, a perspicaz com alguma genialidade.
é pena é não ter dispensado com distinção, situação que ocorreu com os restantes estagiários que tiveram 14, já que eu fui a única a não ter conseguido angariar 1700 créditos, mas só 1675 porque um dos relatórios continha um "erro" que ainda hoje não percebi qual é.
Ou seja, caso esse malfadado relatório estivesse certo, eu teria os 1700 créditos, e, seria, desde há exactamente 6 horas, oficialmente advogada.
Como assim não sucedeu sou, desde há 6 horas, a pessoa com mais remorsos, questões existenciais, "e se eu tivesse substituído o relatório", "e se eu não fosse calona", " e se eu não deixasse tudo para a última da hora",
enfim, a pessoa com mais tentação de escortanhar os pulsos porque me vou hoje deitar, com advogada-estagiária carimbada na testa,
enquanto poderia estar a telefonar para todos os amigos e a fazer chegar a mensagem a todos os inimigos de que, afinal, até sou uma pessoa esperta.
O que se confirmou é que, viva os anos que viver, tenho que ter muito cuidado para não dar cianeto aos filhos em vez de vitamina c, e não pôr o cão no cesto da roupa suja e as cuecas na trela.
Enfim, vou dormir porque tenho muito remorso para digerir.
E agora sim, parabenizem-me toda.
Antes de me parabenizarem efusivamente atentem só nisto:
fiz o exame em Dezembro, tive 7.
repeti o exame em Fevereiro tive 14.
Eu acho que me deveria ser dado um bónus no valor de 50% por ter tido a singular capacidade de me cultivar intelectualmente em exactamente o dobro num período de 60 dias (e notem que houve pelo meio Natal e Ano Novo), ao ponto de num espaço de 2 meses passar de burra que mete dó, a perspicaz com alguma genialidade.
é pena é não ter dispensado com distinção, situação que ocorreu com os restantes estagiários que tiveram 14, já que eu fui a única a não ter conseguido angariar 1700 créditos, mas só 1675 porque um dos relatórios continha um "erro" que ainda hoje não percebi qual é.
Ou seja, caso esse malfadado relatório estivesse certo, eu teria os 1700 créditos, e, seria, desde há exactamente 6 horas, oficialmente advogada.
Como assim não sucedeu sou, desde há 6 horas, a pessoa com mais remorsos, questões existenciais, "e se eu tivesse substituído o relatório", "e se eu não fosse calona", " e se eu não deixasse tudo para a última da hora",
enfim, a pessoa com mais tentação de escortanhar os pulsos porque me vou hoje deitar, com advogada-estagiária carimbada na testa,
enquanto poderia estar a telefonar para todos os amigos e a fazer chegar a mensagem a todos os inimigos de que, afinal, até sou uma pessoa esperta.
O que se confirmou é que, viva os anos que viver, tenho que ter muito cuidado para não dar cianeto aos filhos em vez de vitamina c, e não pôr o cão no cesto da roupa suja e as cuecas na trela.
Enfim, vou dormir porque tenho muito remorso para digerir.
E agora sim, parabenizem-me toda.
segunda-feira, março 20, 2006
Comida vs Mundo (como eu amo a comida)
Ontem comi tanto tanto tanto,
tantos bolos, semi-frios, chocolates, sumos com gás, salsichas com Ketchup, e bacalhau com natas até cair para o lado,
que, pela 1ª vez na minha vida, me senti mesmo muito mal.
Hoje acordei, fiz 200 abdominais, dei uma corridinha no bosque do Clube de Campo, passei as cadelas (as 2, isoladamente!!), só bebi chá sem açúcar, uma saladinha de frutas e água, muita água.
Agora cheguei a casa, perfeitamente exausta, olhei para a mesa da cozinha e só vejo sobras e restos e fatias de tudo e mais alguma coisa.
Ainda pensei em meter tudo no lixo, tipo à self made woman do séc. 21, despejar tudo no saco do lixo e virar as costas às tentações.
Mas tive que afastar essa ideia peregrina. O mais certo era a minha mãe chegar a casa e dar-me um arraial de porrada, seguidamente chegar o meu pai, ela (delatora nata) contar-lhe e eu apanhar outra vez. Sem falar na chegada do meu irmão, após a qual eu teria que ser foragida durante os 60 dias seguintes.
Só funciona nos filmes de gajas emancipadas..Na vida real a comida custa caro, e temos mesmo que comer sobras até ao fim da semana, e a nossa família não tem que pagar pelos nossos devaneios dietéticos porque afinal eles tambêm têm fome e, acima de tudo, gula.
Claro que já despejei a panelinha da sopa de couve roxa pelo cano abaixo, com a conivência do irmão e a complacência de ambos os progenitores.
tantos bolos, semi-frios, chocolates, sumos com gás, salsichas com Ketchup, e bacalhau com natas até cair para o lado,
que, pela 1ª vez na minha vida, me senti mesmo muito mal.
Hoje acordei, fiz 200 abdominais, dei uma corridinha no bosque do Clube de Campo, passei as cadelas (as 2, isoladamente!!), só bebi chá sem açúcar, uma saladinha de frutas e água, muita água.
Agora cheguei a casa, perfeitamente exausta, olhei para a mesa da cozinha e só vejo sobras e restos e fatias de tudo e mais alguma coisa.
Ainda pensei em meter tudo no lixo, tipo à self made woman do séc. 21, despejar tudo no saco do lixo e virar as costas às tentações.
Mas tive que afastar essa ideia peregrina. O mais certo era a minha mãe chegar a casa e dar-me um arraial de porrada, seguidamente chegar o meu pai, ela (delatora nata) contar-lhe e eu apanhar outra vez. Sem falar na chegada do meu irmão, após a qual eu teria que ser foragida durante os 60 dias seguintes.
Só funciona nos filmes de gajas emancipadas..Na vida real a comida custa caro, e temos mesmo que comer sobras até ao fim da semana, e a nossa família não tem que pagar pelos nossos devaneios dietéticos porque afinal eles tambêm têm fome e, acima de tudo, gula.
Claro que já despejei a panelinha da sopa de couve roxa pelo cano abaixo, com a conivência do irmão e a complacência de ambos os progenitores.
Ajuda-se, precisa-se
Quando estou perfeitamente saturada de estar a estudar, o que normalmente ocorre 15 minutos após o início do mesmo, e se prolonga pelas posteriores 12 horas,
fico a olhar o candeeiro do tecto e a pensar:
se existem 6000 advogados no país
e existem 100 vagas para escritórios decentes
então, em termos estatísticos eu tenho x% de hipóteses de entrar.
Então, fico durante uma série infindável de horas, a tentar descobrir essa variável x até que fico com dores de cabeça e esgotada psicologicamente.
E a achar que sou, na verdade, bastante burra quer na vertente jurídica, quer na matemática,
e que assim não vou, definitivamente, a lado nenhum.
Lanço o repto: afinal, qual é o valor de x? Respondam, é todo uma sanidade que está em causa, e se, afinal, o valor foi ridicularmente baixo, dispenso comentários jocosos porque traumatizada já eu estou desde Setembro.
Obrigada.
fico a olhar o candeeiro do tecto e a pensar:
se existem 6000 advogados no país
e existem 100 vagas para escritórios decentes
então, em termos estatísticos eu tenho x% de hipóteses de entrar.
Então, fico durante uma série infindável de horas, a tentar descobrir essa variável x até que fico com dores de cabeça e esgotada psicologicamente.
E a achar que sou, na verdade, bastante burra quer na vertente jurídica, quer na matemática,
e que assim não vou, definitivamente, a lado nenhum.
Lanço o repto: afinal, qual é o valor de x? Respondam, é todo uma sanidade que está em causa, e se, afinal, o valor foi ridicularmente baixo, dispenso comentários jocosos porque traumatizada já eu estou desde Setembro.
Obrigada.
sexta-feira, março 17, 2006
O meu regresso à escola
Hoje fui inscrever a minha mãe novamente nos exames nacionais, já que ela está na Faculdade de Letras mas quer mudar para a pior faculdade do Mundo: a de Direito.
Não a consgui dissuadir, até porque ela mais teimosa que eu, e tive mesmo que ir ao meu antigo liceu.
Passados 10 anos (com a mesma insuficiência económica, o mesmo juízo, 20 quilos a mais e amigos a menos- mas com telemóvel, note-se)
regresso ao meu 2.º lar.
Só vi foi gente chunga, pitas estupidas, miúdos bêbedos e broncos e professores lívidos a tentarem passar despercebidos nos corredores. Enfim, foi um momento enternecedor.
O pior foi quando eu percebi que aqueles ranhosos pensavam que euzinha estava lá para concluir o 12.º e fazer exames nacionais.
Imediatamente resolvi o problema: agarrei no telemóvel, meti no silêncio, e comecei a falar com um amigo imaginário que por acaso, no minha pensamento egocêntrico , era um acessor do Ministro do Ambiente e me estava a pedir (reformulo, implorar) que eu lhe concedesse um parecer jurídico.
Depois de um monólogo esclarecedor na fila para a Secretaria, de aproximadamente 15 minutos, em que os miúdos levaram uma overdose de direitos reais, criminais, laborais e obrigacionais. Em relação ao ambiente realmente falei pouco, alertei só para a punibilidade do abate de criprestes na Lourinhã, (se é que existem em Portugal..).
Só depois de os ver com um olhar de profunda admiração é que desliguei a chamada.
Uma década depois, o mesmo megalomanismo.
Não a consgui dissuadir, até porque ela mais teimosa que eu, e tive mesmo que ir ao meu antigo liceu.
Passados 10 anos (com a mesma insuficiência económica, o mesmo juízo, 20 quilos a mais e amigos a menos- mas com telemóvel, note-se)
regresso ao meu 2.º lar.
Só vi foi gente chunga, pitas estupidas, miúdos bêbedos e broncos e professores lívidos a tentarem passar despercebidos nos corredores. Enfim, foi um momento enternecedor.
O pior foi quando eu percebi que aqueles ranhosos pensavam que euzinha estava lá para concluir o 12.º e fazer exames nacionais.
Imediatamente resolvi o problema: agarrei no telemóvel, meti no silêncio, e comecei a falar com um amigo imaginário que por acaso, no minha pensamento egocêntrico , era um acessor do Ministro do Ambiente e me estava a pedir (reformulo, implorar) que eu lhe concedesse um parecer jurídico.
Depois de um monólogo esclarecedor na fila para a Secretaria, de aproximadamente 15 minutos, em que os miúdos levaram uma overdose de direitos reais, criminais, laborais e obrigacionais. Em relação ao ambiente realmente falei pouco, alertei só para a punibilidade do abate de criprestes na Lourinhã, (se é que existem em Portugal..).
Só depois de os ver com um olhar de profunda admiração é que desliguei a chamada.
Uma década depois, o mesmo megalomanismo.
Susana, doce Susana
Fui assistir às orais da Ordem. Estive a ouvir durante 40 minutos a oral de uma rapariga, mas no fim acabei por soçobrar ao desespero, não aprendia nada ali, estava a ser um espectáculo muito constrangedor porque ela era realmente muito má.
Chego cá fora e está uma amiga minha,
"Porra,Tininha, nunca vi uma gaja tão burra na minha vida, como é que ela está a fazer oral e nós chumbámos no exame escrito é algo que ainda estou para perceber. Aquilo com certeza que "comeu" alguém na Comissão de Avaliação! Ainda por cima é feia como os cornos!"
"Ah, estes são o maridos e os pais " - elucida ela, com voz tremelicante e a esfregar ansiosamente uma mão na outra.
Olho então para trás de mim e estão 3 pessoas observando-me atónitos.
temi pela minha vida, mas fiquei mais aliviada quando a senhora desatou a chorar e o marido e o genro tiveram que a consolar.
Aproveitei para fugir.
Eu e o meu grande sentido de oportunidade.
Chego cá fora e está uma amiga minha,
"Porra,Tininha, nunca vi uma gaja tão burra na minha vida, como é que ela está a fazer oral e nós chumbámos no exame escrito é algo que ainda estou para perceber. Aquilo com certeza que "comeu" alguém na Comissão de Avaliação! Ainda por cima é feia como os cornos!"
"Ah, estes são o maridos e os pais " - elucida ela, com voz tremelicante e a esfregar ansiosamente uma mão na outra.
Olho então para trás de mim e estão 3 pessoas observando-me atónitos.
temi pela minha vida, mas fiquei mais aliviada quando a senhora desatou a chorar e o marido e o genro tiveram que a consolar.
Aproveitei para fugir.
Eu e o meu grande sentido de oportunidade.
terça-feira, março 14, 2006
Volta Hacker Holográfico, começo a ficar seriamente desgastada contigo
Não sei o que é que a minha vida deve ter de tão excitante já que, pela 2ª vez na minha existência, violentaram o meu e-mail.
(Só espero é que esse criminoso tenha ficado bem podre porque nesse e-mail não há nada de emocionante, exceptuando talvez umas newsletters do Eros Ramazzoti e as novidades de Taize - última, última a oração da noite acabou com Laudate omni gente!)
Desta vez a situação foi um pouco mais melodramática porque deixei também de aceder ao msn.
aproveito então este tempo de antena para dizer que meu novo e-mail é susanalexandre@gmail.com,
msn ainda não tenho porque o meu irmão disse que vai dar muito trabalho e que agora tem mais que fazer.
Por conseguinte, só após um surto de boa-vontade fraternal e uma dose inigualável de paciência para aturar chantagens é que conseguirei comunicar novamente convosco.
Até lá
(Só espero é que esse criminoso tenha ficado bem podre porque nesse e-mail não há nada de emocionante, exceptuando talvez umas newsletters do Eros Ramazzoti e as novidades de Taize - última, última a oração da noite acabou com Laudate omni gente!)
Desta vez a situação foi um pouco mais melodramática porque deixei também de aceder ao msn.
aproveito então este tempo de antena para dizer que meu novo e-mail é susanalexandre@gmail.com,
msn ainda não tenho porque o meu irmão disse que vai dar muito trabalho e que agora tem mais que fazer.
Por conseguinte, só após um surto de boa-vontade fraternal e uma dose inigualável de paciência para aturar chantagens é que conseguirei comunicar novamente convosco.
Até lá
domingo, março 12, 2006
Tudo é Para Sempre
Ontem sonhei que os Donna Maria me tinham pedido para os adicionar no Hi5.
Até aqui tudo bem, para quem já sonhou que tinha sido condecorada num evento oficial, por ter inventado o automóvel(!), isto numa cerimónia completamente desprovida de som e com cangurus em vez de pessoas (engalanados e tudo, com direito a smoking e a cigarrilha; confesso que não em lembro bem das fêmeas, usavam uma espécie de gorro artesanal, com 2 pompons nas orelhas, em suma assustadores)
este pequeno sonho não foi nada de especial.
O pior vem a seguir. A minha afilhada faz hoje anos e eu viro-me para ela "nem sabes, os Donna Maria pediram-me que os adicionasse no hi5"
e ela, no alto dos seus 13 anos, menosprezando a conquista: "o que é isso?"
Lá expliquei, Marisa, dos Onda Choc, mais 2 gajos, com fortes influências da música electrónica e uma alma profundamente portuguesa.
Depois lembrei-me, foi simplesmente um sonho. E demorei aproximadamente 12 horas para me aperceber disso.
A sério, afianço-vos,já tive alguns delírios sociopatas vergonhosos, mas este abalou-me mesmo.
Marisa, onde andas? (Estou no canal Paulo de Carvalho + António Variações)
Até aqui tudo bem, para quem já sonhou que tinha sido condecorada num evento oficial, por ter inventado o automóvel(!), isto numa cerimónia completamente desprovida de som e com cangurus em vez de pessoas (engalanados e tudo, com direito a smoking e a cigarrilha; confesso que não em lembro bem das fêmeas, usavam uma espécie de gorro artesanal, com 2 pompons nas orelhas, em suma assustadores)
este pequeno sonho não foi nada de especial.
O pior vem a seguir. A minha afilhada faz hoje anos e eu viro-me para ela "nem sabes, os Donna Maria pediram-me que os adicionasse no hi5"
e ela, no alto dos seus 13 anos, menosprezando a conquista: "o que é isso?"
Lá expliquei, Marisa, dos Onda Choc, mais 2 gajos, com fortes influências da música electrónica e uma alma profundamente portuguesa.
Depois lembrei-me, foi simplesmente um sonho. E demorei aproximadamente 12 horas para me aperceber disso.
A sério, afianço-vos,já tive alguns delírios sociopatas vergonhosos, mas este abalou-me mesmo.
Marisa, onde andas? (Estou no canal Paulo de Carvalho + António Variações)
sábado, março 11, 2006
Epicondilite lateral, vulgo DOR DE COTOVELO
Para além do salsicha ter sido condecorado,
também eu fui promovida a esquizofrénica patológica,
já que a pessoa que acha que o meu blogue é "muito mau" (e não o pior do mundo, como sabem gosto de extrapolar) colocou a hipótese virtual do comentário colocado pela Elsa, a minha prima, não ter sido mais, afinal, que um desdobramento do meu alter ego.
Ademais, considerou que a expressão do Gonçalo "borraste-te na cueca" foi, e passo a citar "totalmente ridícula, quiçá despropositada".
Agora façamos uma decomposição semântica: é impressão minha, ou esta brilhante frase está ao contrário? No meu campo graduado de vocábulos, ridículo é bem pior que despropositado, tens que rever os teus substantivos prioritários se quiseres singrar neste mundo cão sim?
De qualquer modo, não me compete a mim ensinar quem quer que seja, até porque para a disgrafia e a disortografia costumo recomendar apoio psicopedagógico,
destarte,
para quem acha que aquela expressão coloquial é estúpida,
bem que podia ter-se coibido de escrever TODA uma frase idiota.
também eu fui promovida a esquizofrénica patológica,
já que a pessoa que acha que o meu blogue é "muito mau" (e não o pior do mundo, como sabem gosto de extrapolar) colocou a hipótese virtual do comentário colocado pela Elsa, a minha prima, não ter sido mais, afinal, que um desdobramento do meu alter ego.
Ademais, considerou que a expressão do Gonçalo "borraste-te na cueca" foi, e passo a citar "totalmente ridícula, quiçá despropositada".
Agora façamos uma decomposição semântica: é impressão minha, ou esta brilhante frase está ao contrário? No meu campo graduado de vocábulos, ridículo é bem pior que despropositado, tens que rever os teus substantivos prioritários se quiseres singrar neste mundo cão sim?
De qualquer modo, não me compete a mim ensinar quem quer que seja, até porque para a disgrafia e a disortografia costumo recomendar apoio psicopedagógico,
destarte,
para quem acha que aquela expressão coloquial é estúpida,
bem que podia ter-se coibido de escrever TODA uma frase idiota.
sexta-feira, março 10, 2006
Salsicha condecorado:
Presunção e água benta..
Houve para aí algures um ecuménico,
que se lembrou de dizer que o meu blogue era o pior do mundo. E linkou para o salsicha.
Comentário de um leitor: " (...) Não percebi o porquê de ser "tão mau".Obrigado pelo link!"
Também eu agradeço ao meu bloguicida, mais um leitor para o alforge!
Houve para aí algures um ecuménico,
que se lembrou de dizer que o meu blogue era o pior do mundo. E linkou para o salsicha.
Comentário de um leitor: " (...) Não percebi o porquê de ser "tão mau".Obrigado pelo link!"
Também eu agradeço ao meu bloguicida, mais um leitor para o alforge!
Paciência é uma virtude
Hoje de manhã acordei particularmente mal disposta.
Mau feitio, mesmo.
Tive que ir ao centro de saúde, conhecido pelas suas enfermeiras menopáusicas, buscar umas credenciais e, após tê-las recebido, disse "boa tarde".
Silêncio atroador do outro lado do guinchet.
Então fiquei parada, credencial na mão, sobrolho franzido.
Passados uns 5 segundos, ela com um ar enfastiado, falando comigo como se eu fosse burra (característica que me arrogo desde já não ter:
- "já está tudo".
retorqui: "eu sei, estou à espera que me retribua o boa tarde".
E fiquei imóvel, na mesma posição.
ouvi um burburinho na sala de estar, mas não quis nem saber.
Não sairia dali sem o cumprimento devido, senão haveria uma réplica, e das sonoras!
"Boa tarde" - respondeu ela, ar meio azangado, meio envergonhado.
Agarrei no envelope e saí porta fora. Ao passar pela janela ainda ouvi umas palmas sumidas.
Lá tenho medo de enfermeiras não? Próxima técnica que me seja desrespeitosa apanha um chuto na boca e obrigo-a a ir fazer cistografias a incontinentes.
Mau feitio, mesmo.
Tive que ir ao centro de saúde, conhecido pelas suas enfermeiras menopáusicas, buscar umas credenciais e, após tê-las recebido, disse "boa tarde".
Silêncio atroador do outro lado do guinchet.
Então fiquei parada, credencial na mão, sobrolho franzido.
Passados uns 5 segundos, ela com um ar enfastiado, falando comigo como se eu fosse burra (característica que me arrogo desde já não ter:
- "já está tudo".
retorqui: "eu sei, estou à espera que me retribua o boa tarde".
E fiquei imóvel, na mesma posição.
ouvi um burburinho na sala de estar, mas não quis nem saber.
Não sairia dali sem o cumprimento devido, senão haveria uma réplica, e das sonoras!
"Boa tarde" - respondeu ela, ar meio azangado, meio envergonhado.
Agarrei no envelope e saí porta fora. Ao passar pela janela ainda ouvi umas palmas sumidas.
Lá tenho medo de enfermeiras não? Próxima técnica que me seja desrespeitosa apanha um chuto na boca e obrigo-a a ir fazer cistografias a incontinentes.
quinta-feira, março 09, 2006
OS AMIGOS
É no meio deste stress citadino, e ideias peregrinas sobre colocações de bandas gástricas, reafirmação dos seios, o Mundo, o amor, os exames da Ordem, concursos administrativos,
que eu páro para pensar e me recordo da minha infância.
Brincava na rua, sirumba, polícias e ladrões, futebol humano, a escolha de equipas: "Araponga é meu", "Cláudia", "Bruno", "escolho a Xana"
e lá restava eu, a mais nova de todos, enfezada que metia dó, com os joelhitos tortos e pouca coordenação motora, indagando-me porque seria sempre a última a ser escolhida para os jogos,
mas, em contrapartida,
a primeira a ser lançada para debaixo dos carros quando a bola fugia para debaixo de um motor, e a única a ser lançada à altura de um primeiro andar, para ir buscar o boomerang à varanda da vizinha.
Tenho orgulho em dizer que cortei 2 sobrolhos, parti a cabeça, caí do vai-vém e espetei um pau no rabo que, até hoje, me dá dores e me fez deslocar o osso do cócxis.
Altura em que a nossa vida se resumia a brincadeira, ao parque na praceta, com baloiços construídos pelos nossos pais e avós, ao campo de futebol, aos jogos do guelas, às noites em roda, contando histórias assustadoras, aos piqueniques no monte, à fogueira dos Santos Populares, aos rebuçados do Sr. Almeida, as fugas à Careca Cigana, miúda das barracas que nos aterrorizava e nos perseguia quase até ao elevador.
Os namoros infantis, o sermos moços de recados dos mais velhos, o quarto-escuro na casa da Paula, os lanches da Toia, os jogos de mesa (25 em 1!), o espancar o amigo mas passados 10 minutos fazer as pazes
O verão, e todas as noites jogos, jogo das cores
(na na, isso é azul
- não é nada é verde turquesa
-que é isso? não vale inventar cores assim não brinco!
apanhada, stop, escondidas (eu vi-te eu vi-te "arrebenta" a bolha!),
jogo dos países. O "N" - Noruega, Nuno, nanás (nanás nao é nenhum fruto, batoteira!), Nadador-salvador, Nissan, Negro
(fosga-se granda batotas, negro não é cor,
- ai não ai não?
- NAO!
- então ponho noir
- isso é inglês, assim nao vale!)
Os amigos que mudaram de rua, de terra, de país.
O amigo que morreu, os amigos com que nunca mais falei, e os amigos que hoje ainda o são.
Hoje tenho uma mão cheia de tudo outra cheia de nada.
Cheia está aquela com todas as minhas recordações dos meus amigos,
A vida pode dar muitas voltas, mas o facto de nos termos conhecido e sido irmãos ninguém nos tira.
Na altura não o adivinhávamos, mas naqueles anos em que sonhámos, fizemos planos e pensámos no que a vida nos reservaria, pensando sempre no futuro e não atentando no presente, no momento exacto que estávamos a viver,
crescíamos, e éramos tudo uns para os outros.
Os meus amigos, os meus queridos amigos, foram os melhores que se poderiam ter.
que eu páro para pensar e me recordo da minha infância.
Brincava na rua, sirumba, polícias e ladrões, futebol humano, a escolha de equipas: "Araponga é meu", "Cláudia", "Bruno", "escolho a Xana"
e lá restava eu, a mais nova de todos, enfezada que metia dó, com os joelhitos tortos e pouca coordenação motora, indagando-me porque seria sempre a última a ser escolhida para os jogos,
mas, em contrapartida,
a primeira a ser lançada para debaixo dos carros quando a bola fugia para debaixo de um motor, e a única a ser lançada à altura de um primeiro andar, para ir buscar o boomerang à varanda da vizinha.
Tenho orgulho em dizer que cortei 2 sobrolhos, parti a cabeça, caí do vai-vém e espetei um pau no rabo que, até hoje, me dá dores e me fez deslocar o osso do cócxis.
Altura em que a nossa vida se resumia a brincadeira, ao parque na praceta, com baloiços construídos pelos nossos pais e avós, ao campo de futebol, aos jogos do guelas, às noites em roda, contando histórias assustadoras, aos piqueniques no monte, à fogueira dos Santos Populares, aos rebuçados do Sr. Almeida, as fugas à Careca Cigana, miúda das barracas que nos aterrorizava e nos perseguia quase até ao elevador.
Os namoros infantis, o sermos moços de recados dos mais velhos, o quarto-escuro na casa da Paula, os lanches da Toia, os jogos de mesa (25 em 1!), o espancar o amigo mas passados 10 minutos fazer as pazes
O verão, e todas as noites jogos, jogo das cores
(na na, isso é azul
- não é nada é verde turquesa
-que é isso? não vale inventar cores assim não brinco!
apanhada, stop, escondidas (eu vi-te eu vi-te "arrebenta" a bolha!),
jogo dos países. O "N" - Noruega, Nuno, nanás (nanás nao é nenhum fruto, batoteira!), Nadador-salvador, Nissan, Negro
(fosga-se granda batotas, negro não é cor,
- ai não ai não?
- NAO!
- então ponho noir
- isso é inglês, assim nao vale!)
Os amigos que mudaram de rua, de terra, de país.
O amigo que morreu, os amigos com que nunca mais falei, e os amigos que hoje ainda o são.
Hoje tenho uma mão cheia de tudo outra cheia de nada.
Cheia está aquela com todas as minhas recordações dos meus amigos,
A vida pode dar muitas voltas, mas o facto de nos termos conhecido e sido irmãos ninguém nos tira.
Na altura não o adivinhávamos, mas naqueles anos em que sonhámos, fizemos planos e pensámos no que a vida nos reservaria, pensando sempre no futuro e não atentando no presente, no momento exacto que estávamos a viver,
crescíamos, e éramos tudo uns para os outros.
Os meus amigos, os meus queridos amigos, foram os melhores que se poderiam ter.
O SUSTO
Ontem tive que ir conversar com o Gonçalo,que ja nao via ha quase 20 dias.
Fomos lá para a "quintinha" na aldeola, afastada da civilização, no meio do arvoredo sem vivalma nas redondezas. Ele esqueceu-se da chave e do comando do portão, pelo que ele me teve que lançar para o outro lado da vedação, não sem antes 20 minutos de ardilosas tentativas.
Fomos para a casa dos caseiros, muito fria mas o o sítio ideal para conversarmos.O que não me impede de afirmar, sempre com bastante medo, que aquela casa seria o cenário idilíco de um filme de terror.
Acendemos 3 velas, um aquecedor, e assim ficámos na penumbra, o tempo a passar e as conversas em catadupa.
Já deviam ser 2 da manhã quando as velas se apagam, num sopro, exactamente no mesmo segundo.
Estávamos sozinhos, muito sozinhos mesmo, num raio de 5 km.
Como é que as velas se apagaram exactamente no mesmo segundo,num quarto hermeticamente fechado, se nem sequer tinham sido acesas na mesma altura?
Ele, sempre muito sensível pergunta-me:
"borraste-te na cueca nao?"
e eu - "G, já sabe que sou uma menina, e não faço dessas coisas" e ri-me, para disfarçar o medo.
E ele continua
"bem, isto foi mesmo muito, mas muito bizarro".
De repente, a luz do aquecedor apaga-se. E ficamos envoltos na mais total escuridão.
Então eu grito e bazámos o mais rapidamente que podiamos, a merda foi que chegámos à vedação
e eu a gritar "atira-me atira-me", e ele com o meu rabo na cara dele, sem ver nada, e com os joelhos a tremer "f... és pesada!", e eu a debater-me sozinha esborrachada contra o muro "dá balanço, caraças atira-me!" e ele num esforço hercúleo lá me abraça a barriga das pernas e me arremessa para o outro lado, não sem antes eu bater com a cabeça na caixa do correio
Finalmente chegámos ao carro, eu toda rota e o Gonçalo semi-desfalecido.
"Próxima vez trazemos candeeiros" diz ele
PRÓXIMA VEZ?! Sou muito nova para morrer.
Fomos lá para a "quintinha" na aldeola, afastada da civilização, no meio do arvoredo sem vivalma nas redondezas. Ele esqueceu-se da chave e do comando do portão, pelo que ele me teve que lançar para o outro lado da vedação, não sem antes 20 minutos de ardilosas tentativas.
Fomos para a casa dos caseiros, muito fria mas o o sítio ideal para conversarmos.O que não me impede de afirmar, sempre com bastante medo, que aquela casa seria o cenário idilíco de um filme de terror.
Acendemos 3 velas, um aquecedor, e assim ficámos na penumbra, o tempo a passar e as conversas em catadupa.
Já deviam ser 2 da manhã quando as velas se apagam, num sopro, exactamente no mesmo segundo.
Estávamos sozinhos, muito sozinhos mesmo, num raio de 5 km.
Como é que as velas se apagaram exactamente no mesmo segundo,num quarto hermeticamente fechado, se nem sequer tinham sido acesas na mesma altura?
Ele, sempre muito sensível pergunta-me:
"borraste-te na cueca nao?"
e eu - "G, já sabe que sou uma menina, e não faço dessas coisas" e ri-me, para disfarçar o medo.
E ele continua
"bem, isto foi mesmo muito, mas muito bizarro".
De repente, a luz do aquecedor apaga-se. E ficamos envoltos na mais total escuridão.
Então eu grito e bazámos o mais rapidamente que podiamos, a merda foi que chegámos à vedação
e eu a gritar "atira-me atira-me", e ele com o meu rabo na cara dele, sem ver nada, e com os joelhos a tremer "f... és pesada!", e eu a debater-me sozinha esborrachada contra o muro "dá balanço, caraças atira-me!" e ele num esforço hercúleo lá me abraça a barriga das pernas e me arremessa para o outro lado, não sem antes eu bater com a cabeça na caixa do correio
Finalmente chegámos ao carro, eu toda rota e o Gonçalo semi-desfalecido.
"Próxima vez trazemos candeeiros" diz ele
PRÓXIMA VEZ?! Sou muito nova para morrer.
terça-feira, março 07, 2006
BIBI
Quem é quem é um advogado conhecido na nossa praça que escreveu a outro dizendo:
"salvo o devido respeito, você é uma grandessíssima merda"?
Grandes túbaros sim senhor... Não muito esperto, mas invejo-lhe a displicência!
"salvo o devido respeito, você é uma grandessíssima merda"?
Grandes túbaros sim senhor... Não muito esperto, mas invejo-lhe a displicência!
Contra factos..
Para os indecisos da Herbalife:
Descobri hoje que o fundador da Herbalife morreu há uns anos, com a prosaica idade de 44, com uma enxurrada de comprimidos, drogas avulsas e, pasme-se, herbalife.
Mas já dizia o outro, não há má publicidade certo?
Descobri hoje que o fundador da Herbalife morreu há uns anos, com a prosaica idade de 44, com uma enxurrada de comprimidos, drogas avulsas e, pasme-se, herbalife.
Mas já dizia o outro, não há má publicidade certo?
Sá. Machado? Não, Bandeira.
A Sofia Sá da da Bandeira é uma mulher...sui generis.
Por um lado tem 40 e tal anos e parece ter 17.
Por outro conseguiu escrever um livro e ser, concomitantemente, burra que faz dó.
Não sei que artifícios utilizará ela para sobreviver neste mundo cão (saberá ela como alimentar-se? e atravessar a estrada na passadeira?)
para além do nome sonoro e das beiças imensas,
a conclusão é que o quer que seja que ela faz,
eu também quero fazer (excepto lembrar-me que já me relacionei sexualmente com o Nicolau).
Por um lado tem 40 e tal anos e parece ter 17.
Por outro conseguiu escrever um livro e ser, concomitantemente, burra que faz dó.
Não sei que artifícios utilizará ela para sobreviver neste mundo cão (saberá ela como alimentar-se? e atravessar a estrada na passadeira?)
para além do nome sonoro e das beiças imensas,
a conclusão é que o quer que seja que ela faz,
eu também quero fazer (excepto lembrar-me que já me relacionei sexualmente com o Nicolau).
segunda-feira, março 06, 2006
Lês muito mas não me alegras
Já toda a gente sabe a história do Marcelo Rebelo de Sousa,
sim, porque eu tenho o condão de me chibar de tudo o que me prejudica,
mas respondendo a pedidos de várias famílias, aqui fica registado formalmente:
Em pleno exame do cadeirão mais aterrorizador da Faculdade, vulgo Direito Administrativo, no 2.º ano,que ainda hoje não percebo bem o que é (e não sei como ajudei um vizinho meu num despejo da Câmara, se calhar sou sobredotada e não sabia)
cadeira leccionada pelo MRS
estou eu muito entretida a tentar cabular quando me aparece o dito professor.
(não se preocupem que ele não me apanhou, ainda hoje sou mestrina nessas artes)
E o prof:
"Então..está mais gordinha"
E eu: (com menos 10 kg do que tenho hoje) sem mais nada para dizer do que um brilhante "Não, não estou"
"Ai está sim, vai ter que fazer uma dieta, mas só depois dos exames" e pisca o olho seguindo o seu caminho.
Eu em pleno exame, com uma cambada de burróides a olhar para mim, ponho-me a prescrutar os pneus e a chorar baixinho,
e agora pergunto-me eu,
porque é que um dos homens mais espertos do nosso país
tem a inteligência emocional de um lince ibérico?
Por algum motivo estes estão praticamente extintos,
e ai Marcelo, o que eu não dava para poder dizer o mesmo!
sim, porque eu tenho o condão de me chibar de tudo o que me prejudica,
mas respondendo a pedidos de várias famílias, aqui fica registado formalmente:
Em pleno exame do cadeirão mais aterrorizador da Faculdade, vulgo Direito Administrativo, no 2.º ano,que ainda hoje não percebo bem o que é (e não sei como ajudei um vizinho meu num despejo da Câmara, se calhar sou sobredotada e não sabia)
cadeira leccionada pelo MRS
estou eu muito entretida a tentar cabular quando me aparece o dito professor.
(não se preocupem que ele não me apanhou, ainda hoje sou mestrina nessas artes)
E o prof:
"Então..está mais gordinha"
E eu: (com menos 10 kg do que tenho hoje) sem mais nada para dizer do que um brilhante "Não, não estou"
"Ai está sim, vai ter que fazer uma dieta, mas só depois dos exames" e pisca o olho seguindo o seu caminho.
Eu em pleno exame, com uma cambada de burróides a olhar para mim, ponho-me a prescrutar os pneus e a chorar baixinho,
e agora pergunto-me eu,
porque é que um dos homens mais espertos do nosso país
tem a inteligência emocional de um lince ibérico?
Por algum motivo estes estão praticamente extintos,
e ai Marcelo, o que eu não dava para poder dizer o mesmo!
E sempre levei o 15
O actual Ministro da Presidência, Silva Pereira foi o 1.º professor a dar-me uma aula na Faculdade.
Fiquei aturdida como a boca dele se revirava enquanto falava extasiado dos círculos eleitorais e partidos políticos, com o cuspo a assomar-se ritmicamente nos cantos da boca de 10 em 10 segundos,
se calhar por causa disso,
traumas de falar em público imaginando que estou toda salivada,
ou simplesmente porque nunca tive nada de inteligente para dizer,
nunca abri a minha boquinha numa aula dele.
No fim do ano, tinha tido boas notas nos exames mas nunca tinha participado na aula e ele diz-me:
"Pois, não sei que nota he lhei-de dar...é que nunca tive o prazer de ouvir a sua voz!"
eu viro-me para ele:
e esboço um ternurento sorriso.
Burra talvez, coerente: sempre.
Fiquei aturdida como a boca dele se revirava enquanto falava extasiado dos círculos eleitorais e partidos políticos, com o cuspo a assomar-se ritmicamente nos cantos da boca de 10 em 10 segundos,
se calhar por causa disso,
traumas de falar em público imaginando que estou toda salivada,
ou simplesmente porque nunca tive nada de inteligente para dizer,
nunca abri a minha boquinha numa aula dele.
No fim do ano, tinha tido boas notas nos exames mas nunca tinha participado na aula e ele diz-me:
"Pois, não sei que nota he lhei-de dar...é que nunca tive o prazer de ouvir a sua voz!"
eu viro-me para ele:
e esboço um ternurento sorriso.
Burra talvez, coerente: sempre.
O equilíbrio
Por falar em filmes,
conheço uma pessoa, estudioso e circunspecto.
Média alta na Faculdade Direito Lisboa, trabalha num escritório considerado grande.
Um dia viro-me para ela e digo:
"Vi o Truman Show"
e ela: "E que tal?"
"Pensei que o Peter Weir fizesse melhor" - respondi
PIMBA
Apanhei um chapadão de meia noite em pleno bar da faculdade. E lá foi essa pessoa indignada corredor fora, como é que eu me havia atrevido a dizer mal de tal sumidade cinematográfica!
é na mão desta gente que os nossos interesses jurídicos estão acometidos.
Da próxima vez que meterem o senhorio em tribunal,
insanidade por insanidade contratem-me a mim.
conheço uma pessoa, estudioso e circunspecto.
Média alta na Faculdade Direito Lisboa, trabalha num escritório considerado grande.
Um dia viro-me para ela e digo:
"Vi o Truman Show"
e ela: "E que tal?"
"Pensei que o Peter Weir fizesse melhor" - respondi
PIMBA
Apanhei um chapadão de meia noite em pleno bar da faculdade. E lá foi essa pessoa indignada corredor fora, como é que eu me havia atrevido a dizer mal de tal sumidade cinematográfica!
é na mão desta gente que os nossos interesses jurídicos estão acometidos.
Da próxima vez que meterem o senhorio em tribunal,
insanidade por insanidade contratem-me a mim.
Porque é que eu acho que sou um ser maravilhoso e especial:
Ontem, num vídeo-clube imenso, de quintiliões de filmes, sendo que só 1/5 eram porno,
consegui escolher, ao fim de 30 segundos, um único
que, por acaso, nem sabia estar nomeado para os Óscares (estou a estudar, não tenho a vossa vida)
e ganhou na categoria de melhor filme, vulgo Crash (não o de 98, grande porca aquela Holy Hunter)ou Colisão.
Para quem já levou (em tempos idos)2 horas a escolher, e trouxe para casa "Holacausto Canibal" ando a progredir substancialmente não?
consegui escolher, ao fim de 30 segundos, um único
que, por acaso, nem sabia estar nomeado para os Óscares (estou a estudar, não tenho a vossa vida)
e ganhou na categoria de melhor filme, vulgo Crash (não o de 98, grande porca aquela Holy Hunter)ou Colisão.
Para quem já levou (em tempos idos)2 horas a escolher, e trouxe para casa "Holacausto Canibal" ando a progredir substancialmente não?
sábado, março 04, 2006
a realidade
São 22h56 e faltam 4 minutos para o Sexo e a Cidade.
4 minutos para fazer 100 abdominais
4 minutos para ir trocar a fronha da almofada que já o devia ter sido a semana passada
4 minutos para limpar este teclado que até grainhas de uvas tem entre o Shift e o CapsLock
4 minutos para ir recolher as cadeiras que estão na rua porque com o vendaval nocturno de ontem uma quase que entrou pelo meu quarto adentro e me chacinou na minha própria cama.
Mas náo, aqui estou, ar lambido, arrastando-me pensoamente entre o meu quarto e este computador, escrevendo devaneios que ninguém irá ler ou se, o fizer, ficará intrigado com tamanha deprimência .
Pensava que com a idade esta cena das prioridades se alteravam.
Faço 26 em Agost, mas não auspicio nada de muito grandioso para os restantes 50.
4 minutos para fazer 100 abdominais
4 minutos para ir trocar a fronha da almofada que já o devia ter sido a semana passada
4 minutos para limpar este teclado que até grainhas de uvas tem entre o Shift e o CapsLock
4 minutos para ir recolher as cadeiras que estão na rua porque com o vendaval nocturno de ontem uma quase que entrou pelo meu quarto adentro e me chacinou na minha própria cama.
Mas náo, aqui estou, ar lambido, arrastando-me pensoamente entre o meu quarto e este computador, escrevendo devaneios que ninguém irá ler ou se, o fizer, ficará intrigado com tamanha deprimência .
Pensava que com a idade esta cena das prioridades se alteravam.
Faço 26 em Agost, mas não auspicio nada de muito grandioso para os restantes 50.
Agricultura biológica
Vergonha do dia:
Regressei após um ano de interregno ao ginásio, nome que eu carinhosamente atribuo a umas águas furtada pertencentes aos Bombeiros, com as paredes forradas a musgo e com 4 baldes um em cada canto, a evitar o desperdício de um bem precioso: água barrenta salpicada de elementos ácidos que cai do céu, vulgo chuvinha de Inverno.
Devo dizer que fazemos todos os exercícios gímnicos de casacos felpudos e capuz na cabeça, não porque somos o pessoal do Hip hop e quê mas porque temos mesmo muito frio.
Enfim, isto para dizer que saí de casa, e logo á saída do portão tinha um grande enlaçado de cócó, provavelmente um dos inúmeros ameigados da minha Bianca a mandar-lhe sinais amorosos (os cães são tão expressivos).
Pisei aquele montinho mas tive que ir a correr para o ginásio porque já estava atrasada. E tive mesmo que fazer a aula com os ténis porque não sabia que dos 300 metros que separam a minha casa daquele mundo olímpico iria ser presenteada com fezes quadrúpedes, senão teria ido munida com outro par!
Moral da história, o pessoal passou a hora inteira a snifar tentando descortinar que cheiro era aquilo e donde provinha.
Eu, com um ar profundamente enojado só ollhava reprovadoramente para o gajo que estava na máquina à minha esquerda que, inocente, já nem sabia onde haveria de se meter.
De regresso a casa vim a arrastar o pé, tentando apagar os vestígios criminosos.O plano saiu-me gorado porque o odor ainda estava realmente muito intenso.
Acabei por os ir dependurar no quintal,bem longe do meu quarto. Aproveitei para estrumar as beringelas.
Regressei após um ano de interregno ao ginásio, nome que eu carinhosamente atribuo a umas águas furtada pertencentes aos Bombeiros, com as paredes forradas a musgo e com 4 baldes um em cada canto, a evitar o desperdício de um bem precioso: água barrenta salpicada de elementos ácidos que cai do céu, vulgo chuvinha de Inverno.
Devo dizer que fazemos todos os exercícios gímnicos de casacos felpudos e capuz na cabeça, não porque somos o pessoal do Hip hop e quê mas porque temos mesmo muito frio.
Enfim, isto para dizer que saí de casa, e logo á saída do portão tinha um grande enlaçado de cócó, provavelmente um dos inúmeros ameigados da minha Bianca a mandar-lhe sinais amorosos (os cães são tão expressivos).
Pisei aquele montinho mas tive que ir a correr para o ginásio porque já estava atrasada. E tive mesmo que fazer a aula com os ténis porque não sabia que dos 300 metros que separam a minha casa daquele mundo olímpico iria ser presenteada com fezes quadrúpedes, senão teria ido munida com outro par!
Moral da história, o pessoal passou a hora inteira a snifar tentando descortinar que cheiro era aquilo e donde provinha.
Eu, com um ar profundamente enojado só ollhava reprovadoramente para o gajo que estava na máquina à minha esquerda que, inocente, já nem sabia onde haveria de se meter.
De regresso a casa vim a arrastar o pé, tentando apagar os vestígios criminosos.O plano saiu-me gorado porque o odor ainda estava realmente muito intenso.
Acabei por os ir dependurar no quintal,bem longe do meu quarto. Aproveitei para estrumar as beringelas.
Responsabilidade por factos ilícitos
Anteontem tive que ir à faculdade fotocopiar uns livros. Fui comprar o cartãozinho, e fui tirá-las à biblioteca, mas ao fim de uns 5 minutos a máquina começa a apitar e a piscar confusamente.
Eu via uns bonequitos, umas coisas em inglês, mas detesto tudo o que seja sinalépticas e sinais sonoros, fico sempre muito confusa e apetece-me fugir.
Mas as fotocópias eram tão importantes que eu me lancei à descoberta, e já que a funcionária andava a namoriscar um professor pelos corredores, achei que daria conta do recado.
Ao fim de uns quantos minutos, começo ao pontapé à máquina, abrir e a fechar a tampa gigante, a desligá-la da ficha e a saltar-lhe literalmente em cima.
Tive que dar-me por vencida.
A espumar de raiva, saco das folhas que já estavam fotocopiadas, alinhadas num tabuleiro, e preparo-me para me ir embora. Quando as retiro uma luz acende-se no visor e leio "Papel retirado, máquina pronta a copiar".
Ah, então era isto penso, e volto a abrir a tampa. De repento vejo um lanho monumental no superfície da máquina, uma espécie de fenda, quer dizer - o vidro estava mesmo partido.
Tirei o meu cartão das fotocópias, arrumei a mala e os livros, e fugi o mais sub-repticiamente possível.
Ontem voltei lá e no lugar da fotocopiadora estava uma cadeira .
Senti-me finalmente recompensada pela tormenta das propinas.
Eu via uns bonequitos, umas coisas em inglês, mas detesto tudo o que seja sinalépticas e sinais sonoros, fico sempre muito confusa e apetece-me fugir.
Mas as fotocópias eram tão importantes que eu me lancei à descoberta, e já que a funcionária andava a namoriscar um professor pelos corredores, achei que daria conta do recado.
Ao fim de uns quantos minutos, começo ao pontapé à máquina, abrir e a fechar a tampa gigante, a desligá-la da ficha e a saltar-lhe literalmente em cima.
Tive que dar-me por vencida.
A espumar de raiva, saco das folhas que já estavam fotocopiadas, alinhadas num tabuleiro, e preparo-me para me ir embora. Quando as retiro uma luz acende-se no visor e leio "Papel retirado, máquina pronta a copiar".
Ah, então era isto penso, e volto a abrir a tampa. De repento vejo um lanho monumental no superfície da máquina, uma espécie de fenda, quer dizer - o vidro estava mesmo partido.
Tirei o meu cartão das fotocópias, arrumei a mala e os livros, e fugi o mais sub-repticiamente possível.
Ontem voltei lá e no lugar da fotocopiadora estava uma cadeira .
Senti-me finalmente recompensada pela tormenta das propinas.
quinta-feira, março 02, 2006
Eu e o Pancho Villa
Preciso de ajuda especializada.
Há 10 ou 15 anos para cá que abomino o Carnaval.
Apetece-me esventrar aqueles recalcados que se vestem de mulher, assim como aqueles que, munidos de laranjas e melancias acham muita graça arremessar os referidos frutos a cabeças desprevenidas, a uma velocidade supersónica igual à que se escondem debaixo das marquises.
Horroriza-me os disfarces deploráveis, as serpentinas e os confettis.
Confesso que acho alguma graça às bombinhas de mau-cheiro, mas, mesmo assim, continuo a achar o Carnaval uma grande deprimência, um conjunto de ideias enfastiantes e acontecimentos simpelsmente tristes.
Por isso é que fiquei petrificada quando acordei, nesta 3ª feira dia 28,
ainda com resquícios de serpentinas dentro das orelhas e dependuradas nas pregas das nádegas,
e me lembrei que havia passado a noite, vestida à el mariachi, com um sombrero gigante e um poncho multicolor em pleno Bairro.
Deus, se me amares como ao filho pródigo, impede que alguém se recorde de mim naquela figura.
Se não me amares mas tiveres um especial carinho, faz com que aqueles pensem que eu estava vestida de criadinha francesa.
Ou de esteticista pernambucana.
Tudo, mas tudo, menos de revolucionário mexicano.
Há 10 ou 15 anos para cá que abomino o Carnaval.
Apetece-me esventrar aqueles recalcados que se vestem de mulher, assim como aqueles que, munidos de laranjas e melancias acham muita graça arremessar os referidos frutos a cabeças desprevenidas, a uma velocidade supersónica igual à que se escondem debaixo das marquises.
Horroriza-me os disfarces deploráveis, as serpentinas e os confettis.
Confesso que acho alguma graça às bombinhas de mau-cheiro, mas, mesmo assim, continuo a achar o Carnaval uma grande deprimência, um conjunto de ideias enfastiantes e acontecimentos simpelsmente tristes.
Por isso é que fiquei petrificada quando acordei, nesta 3ª feira dia 28,
ainda com resquícios de serpentinas dentro das orelhas e dependuradas nas pregas das nádegas,
e me lembrei que havia passado a noite, vestida à el mariachi, com um sombrero gigante e um poncho multicolor em pleno Bairro.
Deus, se me amares como ao filho pródigo, impede que alguém se recorde de mim naquela figura.
Se não me amares mas tiveres um especial carinho, faz com que aqueles pensem que eu estava vestida de criadinha francesa.
Ou de esteticista pernambucana.
Tudo, mas tudo, menos de revolucionário mexicano.
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