Bem,
vou confessar-vos a minha costela mais raquítica:
não resisti e mandei um e-mail ao Fernando Pereira. Qualquer coisa do género: " Então ó Nando, ontem Trump Tower, hoje Quinta dos Carvalhinhos?"
Ao que ele respondeu "Susaninha (weee) (onomatopeia minha),eu fui aprendendo com a vida que a grandeza dos homens se manifesta precisamente nas coisas mais simples. Podes contar sempre comigo se um dia quiseres fazer uma festa original, muito chique e absolutamente glamorosa. Entretanto fica com um beijinho do tamanho da tua Trump Tower."
Pergunta:
- quão cara será a sua actuaçao?
- far-me-á desconto atendendo ao meu e-mail?
ou, ao invés,
fará uma pequena correcção monetária encarecendo-me pelo desplante quase ofensivo?
e ainda,
arranjar-me-a ele varão?
Isso sim, seria muito chique. E poupava-me imenso trabalho.
Será que só sou eu que vejo laivos de pedofilia na relação do Manuel O Português e o Zezinho de "O meu Pé de Laranja Lima"? 9 (NOVE) anos depois do início deste blogue muita gente alvitrou sobre tudo menos isto. Portanto tenho concluir que sim, sou só eu.
quarta-feira, maio 03, 2006
Não é que eu veja, mas
Nem de propósito com o post infra,
ouvi ontem a tia Maya na Tertúlia, a parabenizar o Joao Portugal por se ter feito à vida porque isto o mundo da música não são rosas,
e andar a tirar fotos em casamentos e baptizados.
Lá do fundo da casa-de-banho, preparando-me para mais uma sessão de confrontações fisico-neurológicas com as bandas de cera da Veet, instintivamente gritei: E O FERNANDO PEREIRA TAMBÉM1!!
Depois, reformulei: FOTOS NAO, ELE SÓ CANTA!
Eu vibro com coincidências.
ouvi ontem a tia Maya na Tertúlia, a parabenizar o Joao Portugal por se ter feito à vida porque isto o mundo da música não são rosas,
e andar a tirar fotos em casamentos e baptizados.
Lá do fundo da casa-de-banho, preparando-me para mais uma sessão de confrontações fisico-neurológicas com as bandas de cera da Veet, instintivamente gritei: E O FERNANDO PEREIRA TAMBÉM1!!
Depois, reformulei: FOTOS NAO, ELE SÓ CANTA!
Eu vibro com coincidências.
segunda-feira, maio 01, 2006
Medo
Estou profundamente abalada.
Descobri hoje numa revista especializada de noivas (pânico) que o Fernando Pereira, esse grande nem sei o quê (imitador? entreteneirista? Entretenidor? Imiteirista?)
ACTUA EM CASAMENTOS E BAPTIZADOS!
Eu nao digo que o mundo anda perdido? Qualquer dia vejo vejo o Serra Lopes a domar dromedários e o Claudio Ramos a cantarolar no miradouro de Santa Luzia,
deveria ter-me apercebido que o Apocalipse não tarda quando ouvi os vizinhos do Tiago a fazerem o amor selvaticamente.
No 5.º andar.
(nós nas águas furtadas)
Descobri hoje numa revista especializada de noivas (pânico) que o Fernando Pereira, esse grande nem sei o quê (imitador? entreteneirista? Entretenidor? Imiteirista?)
ACTUA EM CASAMENTOS E BAPTIZADOS!
Eu nao digo que o mundo anda perdido? Qualquer dia vejo vejo o Serra Lopes a domar dromedários e o Claudio Ramos a cantarolar no miradouro de Santa Luzia,
deveria ter-me apercebido que o Apocalipse não tarda quando ouvi os vizinhos do Tiago a fazerem o amor selvaticamente.
No 5.º andar.
(nós nas águas furtadas)
sexta-feira, abril 28, 2006
o meu 1.º emprego
Tantas vezes que a realidade ultrapassa a ficção (nao me refiro aos ovnis obviamente, dou o assunto por encerrado),
que alguma vez me teria que calhar a mim.
Vou começar a ser oficialmente um adulto no dia 15 de Maio,
data em que me deslocarei ao meu 1.º local de emprego.
Não estranhem se a partir daí este blogue se passar a denominar "Tarde de mais, já me desgracei", porque eu não estou preparada para crescer (nao quero trabalhar :(, quero mestrados, doutoramentos, jubilamentos catedráticos, workshops, intercâmbios mas por favor..nao me responsabilizem com trabalho)
Não estranhem também se deixar de escrever aqui por algum tempo. Acho que se chama stress pré-traumático. E pós também terei certamente.
Já me sinto um farrapo humano e ainda faltam 15 dias.
que alguma vez me teria que calhar a mim.
Vou começar a ser oficialmente um adulto no dia 15 de Maio,
data em que me deslocarei ao meu 1.º local de emprego.
Não estranhem se a partir daí este blogue se passar a denominar "Tarde de mais, já me desgracei", porque eu não estou preparada para crescer (nao quero trabalhar :(, quero mestrados, doutoramentos, jubilamentos catedráticos, workshops, intercâmbios mas por favor..nao me responsabilizem com trabalho)
Não estranhem também se deixar de escrever aqui por algum tempo. Acho que se chama stress pré-traumático. E pós também terei certamente.
Já me sinto um farrapo humano e ainda faltam 15 dias.
A minha auréola (extra-mamilar)
Confirmei ontem que eu tenho uma auréola iluminada, em tons raiados de amarelo mesmo por cima da minha cabeça.
Tanto dá para o bem como para o mal,
no dia em que o dentista me cortou a gengiva errada, estava lá
no dia em que eu e zélia nos virámos na canoa duas vezes numa manhã, quando o instrutor disse que nunca tinha visto nenhuma virar-se durante um ano, estava lá
no dia em que o cabeleireireiro me esfanicou o cabelo em pedaços, rindo-se selvaticamente do seu trabalho glorioso com os olhos lampejando de histeria esquizofrénica, estava la (mais perceptivel ainda, devido aos meus parcos 5 cabelos)
no dia em que me apareceu a primeira menstruação, em plena audição para os Jovens Cantores de Lisboa, estava lá
no dia em que fui literalmente arrastada pelos seguranças do aeroporto esbracejando freneticamente enquanto gritava " PORRA EU TNEHO UM GARFO PARA COMER O ATUM E VOCÊS TIRAM-ME A FACA DO TULICREME! FAÇO COISAS INFINITAMENTE PIORES COM ESTE GARFO TIPO ESVENTRAR OS OLHOS AO PILOTO E AGORA COM QUE É QUE EU BARRO O PÃO HEIN? " estava lá, (já com um amarelo mais desmaiado pela fome)
e ontem, felizmente também esteve também lá,
quando eu deixo cair na entrada do túnel para a praia, em plenas escadas
um casaco que eu adoro, com enorme significado para mim, e que fica ali esquecido (mas bem visível!) desde as 9h da manhã até as 16h da tarde,
sem que tenha havido um unico inglês, cigano ou suburbano que lhe tocasse,
regressomos e a Pipa: "O que é isto?" apontando para as escadas
"é meu!!" digo num ápice, recolhendo-o e beijando-o enquanto o afago num abraço sincero.
Vá lá, a auréola ontem acordou para o lado certo, mas fez a sesta para o lado errado
já que às 19h da noite caí das escadas da garagem arrastando comigo a minha própria mãe que acabou sentada com uma perna para cada lado.
Mas teria a vida outro gostinho se tudo corresse bem?
Período de Reflexão.
SIM, EVIDENTE!
Tanto dá para o bem como para o mal,
no dia em que o dentista me cortou a gengiva errada, estava lá
no dia em que eu e zélia nos virámos na canoa duas vezes numa manhã, quando o instrutor disse que nunca tinha visto nenhuma virar-se durante um ano, estava lá
no dia em que o cabeleireireiro me esfanicou o cabelo em pedaços, rindo-se selvaticamente do seu trabalho glorioso com os olhos lampejando de histeria esquizofrénica, estava la (mais perceptivel ainda, devido aos meus parcos 5 cabelos)
no dia em que me apareceu a primeira menstruação, em plena audição para os Jovens Cantores de Lisboa, estava lá
no dia em que fui literalmente arrastada pelos seguranças do aeroporto esbracejando freneticamente enquanto gritava " PORRA EU TNEHO UM GARFO PARA COMER O ATUM E VOCÊS TIRAM-ME A FACA DO TULICREME! FAÇO COISAS INFINITAMENTE PIORES COM ESTE GARFO TIPO ESVENTRAR OS OLHOS AO PILOTO E AGORA COM QUE É QUE EU BARRO O PÃO HEIN? " estava lá, (já com um amarelo mais desmaiado pela fome)
e ontem, felizmente também esteve também lá,
quando eu deixo cair na entrada do túnel para a praia, em plenas escadas
um casaco que eu adoro, com enorme significado para mim, e que fica ali esquecido (mas bem visível!) desde as 9h da manhã até as 16h da tarde,
sem que tenha havido um unico inglês, cigano ou suburbano que lhe tocasse,
regressomos e a Pipa: "O que é isto?" apontando para as escadas
"é meu!!" digo num ápice, recolhendo-o e beijando-o enquanto o afago num abraço sincero.
Vá lá, a auréola ontem acordou para o lado certo, mas fez a sesta para o lado errado
já que às 19h da noite caí das escadas da garagem arrastando comigo a minha própria mãe que acabou sentada com uma perna para cada lado.
Mas teria a vida outro gostinho se tudo corresse bem?
Período de Reflexão.
SIM, EVIDENTE!
terça-feira, abril 25, 2006
Anunciam-se mudanças
Conheço uma pessoa, literalmente execrável,
à qual perguntei aqui há uns tempos se não iria concorrer a um estágio na administração pública.
"LOL (sic), achas que sim, esses trabalhinhos de merda, já tenho lugar assegurado lá no escriório, mas olha que se concorresse de certeza que era dos primeiros, pois domino perfeitamente essa área. Mas não quero, é reles mesmo."
No dia do exame, vejo-o praticamente enfiado dentro de um vaso,tentando pateticamente barricar-se atrás de umas camélias.
"Estás cá hoje?" - perguntei já à cara podre
"Ah e tal", (seguido de uma verborreia ininteligível)e lá fugiu ruborizado.
Ontem sairam os resultados.
Pela 1º vez tenho orgulho de saber e anunciar que as notas vão estar numa pauta pública. O "mestre"..ficou 200 lugares abaixo da ora exponente.
COMO EU ADORO TIROS NOS PÉS!!!
à qual perguntei aqui há uns tempos se não iria concorrer a um estágio na administração pública.
"LOL (sic), achas que sim, esses trabalhinhos de merda, já tenho lugar assegurado lá no escriório, mas olha que se concorresse de certeza que era dos primeiros, pois domino perfeitamente essa área. Mas não quero, é reles mesmo."
No dia do exame, vejo-o praticamente enfiado dentro de um vaso,tentando pateticamente barricar-se atrás de umas camélias.
"Estás cá hoje?" - perguntei já à cara podre
"Ah e tal", (seguido de uma verborreia ininteligível)e lá fugiu ruborizado.
Ontem sairam os resultados.
Pela 1º vez tenho orgulho de saber e anunciar que as notas vão estar numa pauta pública. O "mestre"..ficou 200 lugares abaixo da ora exponente.
COMO EU ADORO TIROS NOS PÉS!!!
domingo, abril 23, 2006
Why, why me?
Eu sei que Deus nao castiga, nao é sádico
mas convenhamos, de vez em quando sai do seu trono em ouro maciço, atira com o ceptro cravejado a diamantes para trás dos cortinados,
e vem rir-se despudoradamente da minha cara.
Ele bem sabia que ontem eu tinha o exame de cultura dos temas sociais e economicos,
bem sabia igualmente que eram 5 temas, cada um com 12 livros de bibliografia aconselhada,
e que eu tenho sinceramente mais que fazer do que andar a ler bichanices em francês e esquizofrénicos libaneses,
pelo que me compenetrei durante 3 admiráveis horas a fazer as mais belas cábulas de que há memoria na historia daquele concurso de ingresso.
Cataloguei-as com um indice, escondi-as dentro da saia, e la fui mais uns quantos mil fazer o exame.
Para mal dos meus pecados (Pai, estás a sufragar-me pelos pensamentos pecaminosos do pároco no ginasio, confirmas?)
a vigilante seria uma senhora dos seus 60 anos, feia de meter dó, mal amada e, certamente, mal "orientada", daí descarregar a sua frustração/tensão sexual em nós, jovens vigorosos expectantes das aventuras deliciosas da vida,
pelo que não consegui vislumbrar uma única consoante das minhas cabulas, que infâmia!!
Pior, que vergonha, pois saiu a Bioética,
e a unica coisa inteligente que me lembrei de dizer foi que a Medicina tinha que se pôr a pau,
que qualquer dia nascemos todos "in vitro" e morremos todos "in machina" (lembrei-me a proposito do "mar adentro"), que profundo nao foi?
E Deus a rir-se baixinho,
E eu a chorar compulsivamente, porque é que as notas vão sair numa PAUTA PÚBLICA?!!
mas convenhamos, de vez em quando sai do seu trono em ouro maciço, atira com o ceptro cravejado a diamantes para trás dos cortinados,
e vem rir-se despudoradamente da minha cara.
Ele bem sabia que ontem eu tinha o exame de cultura dos temas sociais e economicos,
bem sabia igualmente que eram 5 temas, cada um com 12 livros de bibliografia aconselhada,
e que eu tenho sinceramente mais que fazer do que andar a ler bichanices em francês e esquizofrénicos libaneses,
pelo que me compenetrei durante 3 admiráveis horas a fazer as mais belas cábulas de que há memoria na historia daquele concurso de ingresso.
Cataloguei-as com um indice, escondi-as dentro da saia, e la fui mais uns quantos mil fazer o exame.
Para mal dos meus pecados (Pai, estás a sufragar-me pelos pensamentos pecaminosos do pároco no ginasio, confirmas?)
a vigilante seria uma senhora dos seus 60 anos, feia de meter dó, mal amada e, certamente, mal "orientada", daí descarregar a sua frustração/tensão sexual em nós, jovens vigorosos expectantes das aventuras deliciosas da vida,
pelo que não consegui vislumbrar uma única consoante das minhas cabulas, que infâmia!!
Pior, que vergonha, pois saiu a Bioética,
e a unica coisa inteligente que me lembrei de dizer foi que a Medicina tinha que se pôr a pau,
que qualquer dia nascemos todos "in vitro" e morremos todos "in machina" (lembrei-me a proposito do "mar adentro"), que profundo nao foi?
E Deus a rir-se baixinho,
E eu a chorar compulsivamente, porque é que as notas vão sair numa PAUTA PÚBLICA?!!
sábado, abril 22, 2006
Minha Bibi macrobiótica
Desapareceu um bacalhau GIGANTE de cima da mesa.
Se fossem tiritas de milho, ou ovinhos da Páscoa, certamente a suspeita recairia directamente sobre mim.
Como não era, a minha mãe chamou histericamente as cadelas:
aparece uma, meio a medo, a rastejar praticamente colada às paredes
"foste tu?" pergunta a minha mãe já com o chinelo no ar
entretanto passa a outra, a loba, ar descontraído, sorriso de orelha a orelha, andar formoso e confiante, nunca ninguém a acharia comprometida com o acto criminoso.
Até que olhamos melhor e vemos uns bigodes ENCHARCADOS EM SAL!
Só tive tempo de ver a minha mãe disparada atrás dela.
Juro que desta vez até tive pena.
Se fossem tiritas de milho, ou ovinhos da Páscoa, certamente a suspeita recairia directamente sobre mim.
Como não era, a minha mãe chamou histericamente as cadelas:
aparece uma, meio a medo, a rastejar praticamente colada às paredes
"foste tu?" pergunta a minha mãe já com o chinelo no ar
entretanto passa a outra, a loba, ar descontraído, sorriso de orelha a orelha, andar formoso e confiante, nunca ninguém a acharia comprometida com o acto criminoso.
Até que olhamos melhor e vemos uns bigodes ENCHARCADOS EM SAL!
Só tive tempo de ver a minha mãe disparada atrás dela.
Juro que desta vez até tive pena.
Desalojada
Ontem deitei-me cedinho.
Queria estar fresquinha para o exame de hoje à tarde.
Por volta das 2 da manhã entre o anormal do meu irmão, dá-me um chapadão na cara e, como eu comecei a choramingar um pouco, da-me outra ainda mais violentamente
"cala-te estupida, só quero saber se amanha vens dormir a casa" (os meus pais estao de viagem)
" sei la Nuno, nao me chateies, preciso de dormir"
Outra chapadona,
"diz que eu preciso de saber"
"aiii, sim, venho dormir, agora vai-te embora"
outra chapada,
"NÃO vens nada dormir, amanhã não te quero cá!"
e vai-se embora, deixando-me toda marcada, e, pior, com uma insónia desde as 2h até as 5h, sendo que as 7h me levantei para estudar.
Tantos espermatozóides..PORQUÊ ESTE MEU DEUS, PORQUÊ!!!
Queria estar fresquinha para o exame de hoje à tarde.
Por volta das 2 da manhã entre o anormal do meu irmão, dá-me um chapadão na cara e, como eu comecei a choramingar um pouco, da-me outra ainda mais violentamente
"cala-te estupida, só quero saber se amanha vens dormir a casa" (os meus pais estao de viagem)
" sei la Nuno, nao me chateies, preciso de dormir"
Outra chapadona,
"diz que eu preciso de saber"
"aiii, sim, venho dormir, agora vai-te embora"
outra chapada,
"NÃO vens nada dormir, amanhã não te quero cá!"
e vai-se embora, deixando-me toda marcada, e, pior, com uma insónia desde as 2h até as 5h, sendo que as 7h me levantei para estudar.
Tantos espermatozóides..PORQUÊ ESTE MEU DEUS, PORQUÊ!!!
sexta-feira, abril 21, 2006
NAOOOOO
Depois das ecos, vou hoje fazer a mamografia,
Há bocado liguei a televisão e vejo no programa da Fátima uma senhora chorosa e, por baixo, a legenda:
"Fez uma mamografia e ficou com o seio defeituoso"
Bem dizia a Rebelo Pinto.
Há bocado liguei a televisão e vejo no programa da Fátima uma senhora chorosa e, por baixo, a legenda:
"Fez uma mamografia e ficou com o seio defeituoso"
Bem dizia a Rebelo Pinto.
quinta-feira, abril 20, 2006
A auto-flagelação
Ontem tropecei nuns fios do computador(não se preocupem estou bem)
(tipo quando pisei a cortina da banheira em casa da Joaninha e o varão desmontou-se todo em cima de mim com grande estardalhaço, e após 5 segundos de horror sem que alguem tivesse gritado "estas viva?", lá descansei os corações certamente alvoraçados e lhes gritei através da porta "nao se preocupem que eu estou bem"!)
e depois a internet deixou de funcionar.
A minha mãe precisava urgentemente dela e, já literalmente à cabeçada ao computador chorava e dizia "ó Meu Deus, o que é que se passa com este computador"
E eu muito sentadinha no sofá, mordendo os lábios para não me acusar pois a culpa ja me pesava muito.
A minha mae continuava desolada, desta feita já soluçando abraçada à mesa,
e eu sempre a pensar "a culpa foi minha, mas nao me quero denunciar", sempre a olhar em frente não fosse o meu olhar amargurado trair-me.
Até que chega o meu pai e diz " O QUE É QUE FIZERAM AO COMPUTADOR?" com voz de trovão, aí dei um salto e acusei-me, porque a sova sempre dói menos quando é voluntariamente recebida.
"Fui eu, tropecei nos fios e não consegui voltar a ligar a internet" - respondi, com os olhos fitos no jão e avançando já para o tabefe
"MAIS QUAIS FIOS, ÉS PARVA, ISTO FUNCIONA POR WIRELESS!"
Tenho que aprender a optimizar a distribuição de culpas.
(tipo quando pisei a cortina da banheira em casa da Joaninha e o varão desmontou-se todo em cima de mim com grande estardalhaço, e após 5 segundos de horror sem que alguem tivesse gritado "estas viva?", lá descansei os corações certamente alvoraçados e lhes gritei através da porta "nao se preocupem que eu estou bem"!)
e depois a internet deixou de funcionar.
A minha mãe precisava urgentemente dela e, já literalmente à cabeçada ao computador chorava e dizia "ó Meu Deus, o que é que se passa com este computador"
E eu muito sentadinha no sofá, mordendo os lábios para não me acusar pois a culpa ja me pesava muito.
A minha mae continuava desolada, desta feita já soluçando abraçada à mesa,
e eu sempre a pensar "a culpa foi minha, mas nao me quero denunciar", sempre a olhar em frente não fosse o meu olhar amargurado trair-me.
Até que chega o meu pai e diz " O QUE É QUE FIZERAM AO COMPUTADOR?" com voz de trovão, aí dei um salto e acusei-me, porque a sova sempre dói menos quando é voluntariamente recebida.
"Fui eu, tropecei nos fios e não consegui voltar a ligar a internet" - respondi, com os olhos fitos no jão e avançando já para o tabefe
"MAIS QUAIS FIOS, ÉS PARVA, ISTO FUNCIONA POR WIRELESS!"
Tenho que aprender a optimizar a distribuição de culpas.
E a lista de pecados aumenta
Não ando nada boa..
Então não é que fui ao ginásio ontem e, a meio da minha corrida hilariante na passadeira, (em que tento segurá-las, atar o cabelo, nao cair e beber água tudo ao mesmo tempo),
vejo entrar um rapaz cuja cara não me era nada desconhecida.
Acabo a corrida (sem incidentes, ao contrario do dia anterior em que tentei apanhar a toalha do chão - triste, mesmo) e vou para aquela máquina do remo.
Sento-me, com um olho no aparelho outro no rapaz (mas de onde é que o conheço?)
mas a máquina nao se mexia. E eu primeiro doce e discretamente, depois já ao pontapé, descubro finalmente que o capuz do casaco que trago atado ao rabo se prendeu debiaxo do banco.
Curiosamente, é o tal rapaz me vem ajudar.
Loirito, olhos verdes, barba de 2 dias, uns 20 e poucos, bem constituído.
Fico a olhar, e ele, desconfortavel, sorri e lá me tira o casaco.
Fico mais 30 minutos a pensar.
Até que, finalmente, surge uma luz e interiormente digo "DOPE!"
É o novo Padre lá da paróquia.
Quem mandou tirar os óculos, a batina e pôr uma pulseira tao gira da Nike naquele braço másculo e me fazer ter pensamentos ímpios?
Mais uma para me decidir a eternidade. Qual limbo, qual purgatório!
Então não é que fui ao ginásio ontem e, a meio da minha corrida hilariante na passadeira, (em que tento segurá-las, atar o cabelo, nao cair e beber água tudo ao mesmo tempo),
vejo entrar um rapaz cuja cara não me era nada desconhecida.
Acabo a corrida (sem incidentes, ao contrario do dia anterior em que tentei apanhar a toalha do chão - triste, mesmo) e vou para aquela máquina do remo.
Sento-me, com um olho no aparelho outro no rapaz (mas de onde é que o conheço?)
mas a máquina nao se mexia. E eu primeiro doce e discretamente, depois já ao pontapé, descubro finalmente que o capuz do casaco que trago atado ao rabo se prendeu debiaxo do banco.
Curiosamente, é o tal rapaz me vem ajudar.
Loirito, olhos verdes, barba de 2 dias, uns 20 e poucos, bem constituído.
Fico a olhar, e ele, desconfortavel, sorri e lá me tira o casaco.
Fico mais 30 minutos a pensar.
Até que, finalmente, surge uma luz e interiormente digo "DOPE!"
É o novo Padre lá da paróquia.
Quem mandou tirar os óculos, a batina e pôr uma pulseira tao gira da Nike naquele braço másculo e me fazer ter pensamentos ímpios?
Mais uma para me decidir a eternidade. Qual limbo, qual purgatório!
quarta-feira, abril 19, 2006
A cópula
Não sei como hei-de iniciar este assunto,
mas ontem eu fui a casa de um amigo meu, que mora num prédio. (informação relevante, anote-se mentalmente).
Por volta da 1 da manhã, oiço alguém a gritar aflitivamente.
Com as mãos a tremer consigo segurar no 96 e tentado premir as teclas, e, num estado de puro terror, lá tento marcar o número de emergência médica.
após uns instantes de hesitação: 112, 115, 911? (é o que dá viver no mundo da globalização, sei tanta coisa que não presta para nada e nesta altura só me lembro é de coisas parvas)
(como 95% do tempo em que me mantenho acordada)
até que apanho uma chapada numa mão, ele "o que é que estas a fazer"
e eu "alguém está a sufocar!"
"não Su, alguém está mesmo é a f.."
Medo.
"Impossível, achas que ele ia fazer este barulhão num prédio cheio de gente?" - retorqui eu.
"Su, é o meu vizinho de cima, e já é a 2ª vez que o faz hoje. Vai por mim, não está a morrer e está bem mais feliz que eu e tu neste momento" - esclareceu
Deixei de ter fé na humanidade.
mas ontem eu fui a casa de um amigo meu, que mora num prédio. (informação relevante, anote-se mentalmente).
Por volta da 1 da manhã, oiço alguém a gritar aflitivamente.
Com as mãos a tremer consigo segurar no 96 e tentado premir as teclas, e, num estado de puro terror, lá tento marcar o número de emergência médica.
após uns instantes de hesitação: 112, 115, 911? (é o que dá viver no mundo da globalização, sei tanta coisa que não presta para nada e nesta altura só me lembro é de coisas parvas)
(como 95% do tempo em que me mantenho acordada)
até que apanho uma chapada numa mão, ele "o que é que estas a fazer"
e eu "alguém está a sufocar!"
"não Su, alguém está mesmo é a f.."
Medo.
"Impossível, achas que ele ia fazer este barulhão num prédio cheio de gente?" - retorqui eu.
"Su, é o meu vizinho de cima, e já é a 2ª vez que o faz hoje. Vai por mim, não está a morrer e está bem mais feliz que eu e tu neste momento" - esclareceu
Deixei de ter fé na humanidade.
segunda-feira, abril 17, 2006
O Sexto mandamento
Excerto do livro "Já és uma Mulherzinha" - Iniciação das adolescentes nos mistérios da vida (Padre Klemens Tilmann), 1971
"Será o beijo um pecado?
Mais uma pergunta que ocorre sem dúvida às raparigas do teu meio e que te há-de ocorrer também.
O beijo torna-se uma aventura perigosa, uma embriaguez que leva à total perda de dignidade.
Uma rapariga é como um castelo, cuja chave tem que estar em boas mãos para que a sua porta não se abra ao primeiro aventureiro que apareça. Ora a chave, que abre a sua porta, não é senão o beijo.
Conserva-te altiva para que no teu porte, digno e recatado, e em toda a tua maneira de ser, se leia a mais linda divisa, própria de uma rapariga: NÃO ME TOQUEIS!!"
Este lindo livrinho foi oferecido à minha mãe aos 14 anos como "Prémio de assiduidade do Grupo Juvenil".
Passados 4 anos nasci eu.
In your face, Klemens.
"Será o beijo um pecado?
Mais uma pergunta que ocorre sem dúvida às raparigas do teu meio e que te há-de ocorrer também.
O beijo torna-se uma aventura perigosa, uma embriaguez que leva à total perda de dignidade.
Uma rapariga é como um castelo, cuja chave tem que estar em boas mãos para que a sua porta não se abra ao primeiro aventureiro que apareça. Ora a chave, que abre a sua porta, não é senão o beijo.
Conserva-te altiva para que no teu porte, digno e recatado, e em toda a tua maneira de ser, se leia a mais linda divisa, própria de uma rapariga: NÃO ME TOQUEIS!!"
Este lindo livrinho foi oferecido à minha mãe aos 14 anos como "Prémio de assiduidade do Grupo Juvenil".
Passados 4 anos nasci eu.
In your face, Klemens.
domingo, abril 16, 2006
Eu vi um Ovni, quer queiram quer não
Esqueci-me de contar um pormenor:
ontem à noite, lá em ferreira do zêzere, eu e a minha família, composta aproximadamente por 18 membros vimos o que parecia ser um OVNI, as 23h da noite.
Vimo-lo durante uns 10 minutos, tirámos fotos, isto antes de a minha mãe agarrar na minha madrinha e desatarem a fugir para Tomar, levando com elas a máquina, ainda agora nao percebo porquê (levem-nos os filhos, maridos e cunhados, mas a digital NAO!).
Enfim, depois deste episódio grotesco, perturbador, e que nos lançou num profundo silêncio respeitoso, recebo uma mensagem de um amigo, que estava numa terra próxima,a convidar para uns copos na Sertã.
Respondi-lhe ainda embuída da estupefacção e emoção do sucedido:
"João, hoje não posso, nem sabes estamos aqui em Ferreira a fotografar uns Ovnis!!"
resposta:
"f...-se Susana, já ouvi desculpas melhores"
Mais uma vez a realidade transcendeu-me.
E não me venham com as tretas dos balões metereológicos, nem luzinhas de farol. Não sou ainda totalmente estúpida sim?
ontem à noite, lá em ferreira do zêzere, eu e a minha família, composta aproximadamente por 18 membros vimos o que parecia ser um OVNI, as 23h da noite.
Vimo-lo durante uns 10 minutos, tirámos fotos, isto antes de a minha mãe agarrar na minha madrinha e desatarem a fugir para Tomar, levando com elas a máquina, ainda agora nao percebo porquê (levem-nos os filhos, maridos e cunhados, mas a digital NAO!).
Enfim, depois deste episódio grotesco, perturbador, e que nos lançou num profundo silêncio respeitoso, recebo uma mensagem de um amigo, que estava numa terra próxima,a convidar para uns copos na Sertã.
Respondi-lhe ainda embuída da estupefacção e emoção do sucedido:
"João, hoje não posso, nem sabes estamos aqui em Ferreira a fotografar uns Ovnis!!"
resposta:
"f...-se Susana, já ouvi desculpas melhores"
Mais uma vez a realidade transcendeu-me.
E não me venham com as tretas dos balões metereológicos, nem luzinhas de farol. Não sou ainda totalmente estúpida sim?
Faltou-me um bocadinho assim (tipo TUDO)
Voltei da terra.
Ainda estou com a cabeça à roda com tanto beijo, tanto folar, tantos tios, tanta agua pé, tanto frio, tanta hortaliça, queijo fresco, leitão assado,
e, o momento alto do fim de semana,
estando eu enrolada numa manta de retalhos a tiritar de frio, a cheirar a fumo da lareira, com uma bucha de pão com chouriço numa mão, e um copo de sumo Ika na outra, cabelo desgrenhado, roupa preta de fuligem e peúgos pretinhos por andarem a baloiçar-se nos troncos de lenha,
aparece a minha avó aos gritos "ó Susana anda dar um beijinho ao primooooo0!!"
e eu nem tive tempo de fugir, fui apanhada a arrastar com a manta, um pé já na soleira da porta mas fui demasiado lenta,
lá olho eu resignada para o rapaz "deixa cá ver a prenda" pensei eu, a minha avó só me arranja é gente doente (pudera, a família sofre toda do mesmo mal)
então não é que era um jovem garboso, alto, loiro, de olhos verdes, com um sorriso tímido e super duper casual,
A minha avó enlevada , o rapaz sempre sorridente, eu com vontade de chorar ainda com restos de chouriço nos dentes,
e o meu irmão e os meus primos todos chorando a rir atrás de um alambique.
Jesus, isto é que coisa se faça? Próxima Páscoa não me apanhas Tu desprevenida.
Ainda estou com a cabeça à roda com tanto beijo, tanto folar, tantos tios, tanta agua pé, tanto frio, tanta hortaliça, queijo fresco, leitão assado,
e, o momento alto do fim de semana,
estando eu enrolada numa manta de retalhos a tiritar de frio, a cheirar a fumo da lareira, com uma bucha de pão com chouriço numa mão, e um copo de sumo Ika na outra, cabelo desgrenhado, roupa preta de fuligem e peúgos pretinhos por andarem a baloiçar-se nos troncos de lenha,
aparece a minha avó aos gritos "ó Susana anda dar um beijinho ao primooooo0!!"
e eu nem tive tempo de fugir, fui apanhada a arrastar com a manta, um pé já na soleira da porta mas fui demasiado lenta,
lá olho eu resignada para o rapaz "deixa cá ver a prenda" pensei eu, a minha avó só me arranja é gente doente (pudera, a família sofre toda do mesmo mal)
então não é que era um jovem garboso, alto, loiro, de olhos verdes, com um sorriso tímido e super duper casual,
A minha avó enlevada , o rapaz sempre sorridente, eu com vontade de chorar ainda com restos de chouriço nos dentes,
e o meu irmão e os meus primos todos chorando a rir atrás de um alambique.
Jesus, isto é que coisa se faça? Próxima Páscoa não me apanhas Tu desprevenida.
sexta-feira, abril 14, 2006
À direcção do Marriot
Será que eu deveria fazer uma compilação das coisas mais degradantes que já me aconteceram ou ir ao hipnoterapeuta fazer uma sessão de regressão e esquecimento compulsivo?
Opto pela 1ª. Faltam-me os recursos económicos para a 2ª.
Isto para dizer que um dia fiquei no Marriot de Lisboa, com o .., e fartámos de curtir aquele dia.
1º pela confusão indescritível que deixámos (houve também um vidro partido mas, acreditem ou não, já não foi da minha competência), 2.º pela cara atónita dos recepcionistas, seguranças e demais hóspedes, quando vêem entrar o gajo da Telepiza hall de entrada adentro, com uma familiar de anchovas e 2 litros de coca-cola numa mão, e 4 pãezinhos de alho na outra, não esquecendo o capacete.
"Vou ao 7.ºB" - grita ele, enquanto se dirigia poara os elevadores, isto antes de seer lançado ao chão por dois bisontes, que o manietam e obrigam a ficar de nariz no chão.
Telefonam-nos para o quarto "Pediram uma piza"?
"Sim..mande subir" - nós todos contentes
"Lamento, mas se a quiser tem que vir ca abaixo"
Desconfio que eles fizeram isto para ver quem seria o autor de tamanha pelintrice.
Lá foi ele buscar a familiar, enquanto uns hospedes depenicavam queijo fresco com pimentos mais umas quantas comidas estas de nomes indecifráveis.
Voltámos para o quarto cheios de gula, e lá foi embora o gajo da Telepiza, com as joelheiras rotas e um grande galo naquela cabeça.
Quanto ao Marriot..penso que estaremos barrados para a próxima vez. Quero lá saber, atentem neste pormenor (e gabarolanço): Já fui ao de Nova Iorque, e ninguém me disse nada por exigir uma toalha na piscina as 4h30 da manhã. Pelo contrário, o toalheiro parecia-me bem feliz, enquanto me via submergir da água cabelo preto escorrido e só com uma tanga branca de lantejoulas.
O tuga sempre é muito mesquinho.
Opto pela 1ª. Faltam-me os recursos económicos para a 2ª.
Isto para dizer que um dia fiquei no Marriot de Lisboa, com o .., e fartámos de curtir aquele dia.
1º pela confusão indescritível que deixámos (houve também um vidro partido mas, acreditem ou não, já não foi da minha competência), 2.º pela cara atónita dos recepcionistas, seguranças e demais hóspedes, quando vêem entrar o gajo da Telepiza hall de entrada adentro, com uma familiar de anchovas e 2 litros de coca-cola numa mão, e 4 pãezinhos de alho na outra, não esquecendo o capacete.
"Vou ao 7.ºB" - grita ele, enquanto se dirigia poara os elevadores, isto antes de seer lançado ao chão por dois bisontes, que o manietam e obrigam a ficar de nariz no chão.
Telefonam-nos para o quarto "Pediram uma piza"?
"Sim..mande subir" - nós todos contentes
"Lamento, mas se a quiser tem que vir ca abaixo"
Desconfio que eles fizeram isto para ver quem seria o autor de tamanha pelintrice.
Lá foi ele buscar a familiar, enquanto uns hospedes depenicavam queijo fresco com pimentos mais umas quantas comidas estas de nomes indecifráveis.
Voltámos para o quarto cheios de gula, e lá foi embora o gajo da Telepiza, com as joelheiras rotas e um grande galo naquela cabeça.
Quanto ao Marriot..penso que estaremos barrados para a próxima vez. Quero lá saber, atentem neste pormenor (e gabarolanço): Já fui ao de Nova Iorque, e ninguém me disse nada por exigir uma toalha na piscina as 4h30 da manhã. Pelo contrário, o toalheiro parecia-me bem feliz, enquanto me via submergir da água cabelo preto escorrido e só com uma tanga branca de lantejoulas.
O tuga sempre é muito mesquinho.
Para grandes males..
Isto da sabedoria popular tem muito mais que se lhe diga.
Eu andava-me a queixar de dores de cabeça atrozes já que a minha cadela todas as noites decidia sair da cama dela e ir para o meu quarto, o qual está sempre com a porta fechada.
Aquela persistente cadela batia delicadamente à porta com a patinha e asseguro-vos que NÃO desistia enquanto não entrasse no quarto.
Tentei fazer jogos psicológicos, do género não abrir a porta (eu sou assim, cheia de truues impensáveis), mas tive que me declarar vencida pelo cansaço, e lá fui eu a arrastar-me após 45 minutos de luta incessante e abrir a porta para ela, majestosamente entrar e enfiar-se debaixo da cama.
Acreditem que levantar-me todas as noites de madrugada, completamente bêbeda de sono, e mesmo que eu já o faça em piloto automático, dá cabo da saúde do humano mais reistente!
Após desabafo com o meu irmão (notem o estado tal de desespero!)e após confessar que ja me tinha ococrrido decepar-lhe a pata esquerda (ela é canhota),
ele sai-se com uma ideia tão assustadoramente eficaz que o olhei com um misto de incredulidade e quiçá apreço.
"e que tal deixares a porta encostada"?
Voltei a ser feliz.
Eu andava-me a queixar de dores de cabeça atrozes já que a minha cadela todas as noites decidia sair da cama dela e ir para o meu quarto, o qual está sempre com a porta fechada.
Aquela persistente cadela batia delicadamente à porta com a patinha e asseguro-vos que NÃO desistia enquanto não entrasse no quarto.
Tentei fazer jogos psicológicos, do género não abrir a porta (eu sou assim, cheia de truues impensáveis), mas tive que me declarar vencida pelo cansaço, e lá fui eu a arrastar-me após 45 minutos de luta incessante e abrir a porta para ela, majestosamente entrar e enfiar-se debaixo da cama.
Acreditem que levantar-me todas as noites de madrugada, completamente bêbeda de sono, e mesmo que eu já o faça em piloto automático, dá cabo da saúde do humano mais reistente!
Após desabafo com o meu irmão (notem o estado tal de desespero!)e após confessar que ja me tinha ococrrido decepar-lhe a pata esquerda (ela é canhota),
ele sai-se com uma ideia tão assustadoramente eficaz que o olhei com um misto de incredulidade e quiçá apreço.
"e que tal deixares a porta encostada"?
Voltei a ser feliz.
terça-feira, abril 11, 2006
O último adeus: para quando o 206?
Bem, depois de uma amiga minha, hiper cuidadosa e cautelosa na dose certa, ter partido a frente toda de um autocarro da Vimeca (o que eu rezei para não ser a 144),
provocado o maior pandemónio na artéria principal de uma das cidades mais movimentadas do concelho, e fazer com que uma senhora tivesse que sair pelo tejadilho do seu Xsara actualmente propriedade do ferro velho do Quinito,
fiquei a achar que o mundo está bem mais seguro com o chumbo do meu opel corsa na inspecção.
mas, após aturada e complexa reflexão, decidi que não, e vou aproveitar o mês que resta até à próxima avaliação a sacar cavalinhos e traços, a saltar mortais para a frente, puxar do meu novo travão de mão Isotta 478 e advirto ainda que a próxima street race é na 5ªf ali em Fontanelos.
Já sei que após esta interpelação a A8 em direcção a Leiria se transformará num pânico generalizado de pessoas aterrorizadas a tentarem desesperadamente fugir.
Amigos: eu conduzo desde os 12. Estão a ver aquela roda das máquinas de costura antigas, onde se põe o pé para aquilo girar?
Chill out, que quem sabe, sabe mesmo.
provocado o maior pandemónio na artéria principal de uma das cidades mais movimentadas do concelho, e fazer com que uma senhora tivesse que sair pelo tejadilho do seu Xsara actualmente propriedade do ferro velho do Quinito,
fiquei a achar que o mundo está bem mais seguro com o chumbo do meu opel corsa na inspecção.
mas, após aturada e complexa reflexão, decidi que não, e vou aproveitar o mês que resta até à próxima avaliação a sacar cavalinhos e traços, a saltar mortais para a frente, puxar do meu novo travão de mão Isotta 478 e advirto ainda que a próxima street race é na 5ªf ali em Fontanelos.
Já sei que após esta interpelação a A8 em direcção a Leiria se transformará num pânico generalizado de pessoas aterrorizadas a tentarem desesperadamente fugir.
Amigos: eu conduzo desde os 12. Estão a ver aquela roda das máquinas de costura antigas, onde se põe o pé para aquilo girar?
Chill out, que quem sabe, sabe mesmo.
Atitude
Ontem fui ao cinema ver aquele filme do como desencalhar um despachado, ou despanchar um desencalhado, ou o encalhado do despacho whatever, não me apetece ir rectificar agora ao Google,
e saio de lá com uma grande lição:
aliás, 2, se atendermos ao facto de eu não ter cartão da BP e me ter apercebido que conseguiria bilhetes à borla caso o tivesse;
enfim, isto para dizer que a sarah jessica parker é uma mulher ultra-sexy, sofisticada e destila charme mas feia como os cornos, com um narigão de impôr respeito e uma queixada de meter o da Teresa Guilherma a um canto, escondidinho a chorar copiosamente.
O truque é mesmo acharmos que somos lindas, podres, bambolearmo-nos sedutoramente, como se tivéssemos um barómetro nas nossas coxas a ditar um compassso binário: um dois , um dois..Sacudir o cabelo selvagem (mais para o encrespado, tenho que tratar disso), e enrolar os colares gigantes nos dedos, mesmo ao nível da linha do decote. Sorrir com os olhos fitos no chão e olhar de esguelha quando valer mesmo a pena.
Não esquecer nunca de morder os lábios, para afluir a corrente sanguínea e fazê-los vermelhos como morangos. (um bocado à laia do que os rapazes fazem, ao meter os polegares nos bolsos..que previsíveis Meu Deus!)
Próxima vez que ouvirem música no Rossio, não são os Pan Pipes do Lago Titikaca , é mesmo a Su a acordar para a vida.
e saio de lá com uma grande lição:
aliás, 2, se atendermos ao facto de eu não ter cartão da BP e me ter apercebido que conseguiria bilhetes à borla caso o tivesse;
enfim, isto para dizer que a sarah jessica parker é uma mulher ultra-sexy, sofisticada e destila charme mas feia como os cornos, com um narigão de impôr respeito e uma queixada de meter o da Teresa Guilherma a um canto, escondidinho a chorar copiosamente.
O truque é mesmo acharmos que somos lindas, podres, bambolearmo-nos sedutoramente, como se tivéssemos um barómetro nas nossas coxas a ditar um compassso binário: um dois , um dois..Sacudir o cabelo selvagem (mais para o encrespado, tenho que tratar disso), e enrolar os colares gigantes nos dedos, mesmo ao nível da linha do decote. Sorrir com os olhos fitos no chão e olhar de esguelha quando valer mesmo a pena.
Não esquecer nunca de morder os lábios, para afluir a corrente sanguínea e fazê-los vermelhos como morangos. (um bocado à laia do que os rapazes fazem, ao meter os polegares nos bolsos..que previsíveis Meu Deus!)
Próxima vez que ouvirem música no Rossio, não são os Pan Pipes do Lago Titikaca , é mesmo a Su a acordar para a vida.
segunda-feira, abril 10, 2006
Red Red Wine
Posso dizer com algum embevecimento que só me coloquei voluntariamente no estado de alcolémia 2 vezes na vida.
Poso dizer com algum transtorno e má-disposição psico-corporal que a última vez foi ontem.
Depois de 3 copos de vinho barrasco (eles juram que fora mais..mas já aprendi a desconfiar de informações grupais) sinto-me ligeiramente alegre, desbronco-me sobre variados assuntos (penso que o golfinho veio outra vez à baila), e depois sinto-me verdadeiramente doente, e só tenho tempo de correr para a casa de banho do restaurante, deslizo pela parede abaixo e bato literalmente com a cabeça no bidé.
Será possível descer humanamente mais baixo que isto?
Sim, quando as luzes se apagam e fico a dormitar abraçada ao rolo de papel higiénico.
2 horas depois lá recupero os sentidos, ainda mesmo a tempo de ver o arroz de marisco amarelo-alaranjado deglutido e com resquícios de bílis a verter pelas calças. é melhor não dormir em casa hoje pensei,
mesmo assim não me livrei, 16 horas depois, de um: "que horror, cheiras a azedo, Susana!"
Não mãe, chanson d´eau de 92. duhh
Poso dizer com algum transtorno e má-disposição psico-corporal que a última vez foi ontem.
Depois de 3 copos de vinho barrasco (eles juram que fora mais..mas já aprendi a desconfiar de informações grupais) sinto-me ligeiramente alegre, desbronco-me sobre variados assuntos (penso que o golfinho veio outra vez à baila), e depois sinto-me verdadeiramente doente, e só tenho tempo de correr para a casa de banho do restaurante, deslizo pela parede abaixo e bato literalmente com a cabeça no bidé.
Será possível descer humanamente mais baixo que isto?
Sim, quando as luzes se apagam e fico a dormitar abraçada ao rolo de papel higiénico.
2 horas depois lá recupero os sentidos, ainda mesmo a tempo de ver o arroz de marisco amarelo-alaranjado deglutido e com resquícios de bílis a verter pelas calças. é melhor não dormir em casa hoje pensei,
mesmo assim não me livrei, 16 horas depois, de um: "que horror, cheiras a azedo, Susana!"
Não mãe, chanson d´eau de 92. duhh
O verdadeiro degredo
Um dia destes fui eu alegre e saltitante para um exame, desta feita incidindo sobre o maravilhoso mundo processo-criminal.
Atrás de mim arrasto (como todos os outros milhares de juristas enloquecidos), um troley gigante, atafulhado de material de primeira (sim, obviamente era de consulta)
trazendo dezenas de livros e mais umas centenas de folhas dispersas porque apesar e ter tido um ano para as encadernar, é óbvio que nunca levantei o rabo alapado para o fazer.
Um minuto antes do exame, abro embevecida o meu adorado troley, quando fico roxa e com uns laivos de azul,
quando me apercebo que me esqueci em cima da cama do meu código penal e do meu código de processo penal,
que me acompanham desde ha alguns anos e nos quais sempre depositei todas as minhas esperanças, vulgo cábulas e anotações técnicas.
"Alguém tem um código penal e um código de processo penal que possa emprestar?" - perguntei eu em voz sumida, já a deslizar pela cadeira abaixo prestes a enfiar-me debaixo de um taco do soalho.
As 40 cabeças que estavam naquela sala se viraram imediatamente na minha direcção, com um misto de nojo, vingança, alegria e incredulidade.
Ninguém respondeu, até que houve um rapaz caridoso que estava ao meu lado e que lá me emprestou uma edição de bolso do código penal.
Basicamente fiz o exame a meias com o tal rapaz e cada vez que um olhava para o outro desatávamos a rir, porque para além do exame ser surreal, só viamos pessoas às portas da morte, com apoplexias e a baterem literalmente com a cabeça nas mesas!! (Eu vi, a gaja deve ter saído dali toda negrinha!)
E lá estavamos nós, a partilharmos os dois um código em formato micra, sem percebermos um cu daquilo mas suficientemente lúcidos para alcançarmos que a vida é para aproveitar, somos novos, para o ano ha mais, e meu Deus, que gente doida existe neste mundo (EU INCLUÍDA)!
Atrás de mim arrasto (como todos os outros milhares de juristas enloquecidos), um troley gigante, atafulhado de material de primeira (sim, obviamente era de consulta)
trazendo dezenas de livros e mais umas centenas de folhas dispersas porque apesar e ter tido um ano para as encadernar, é óbvio que nunca levantei o rabo alapado para o fazer.
Um minuto antes do exame, abro embevecida o meu adorado troley, quando fico roxa e com uns laivos de azul,
quando me apercebo que me esqueci em cima da cama do meu código penal e do meu código de processo penal,
que me acompanham desde ha alguns anos e nos quais sempre depositei todas as minhas esperanças, vulgo cábulas e anotações técnicas.
"Alguém tem um código penal e um código de processo penal que possa emprestar?" - perguntei eu em voz sumida, já a deslizar pela cadeira abaixo prestes a enfiar-me debaixo de um taco do soalho.
As 40 cabeças que estavam naquela sala se viraram imediatamente na minha direcção, com um misto de nojo, vingança, alegria e incredulidade.
Ninguém respondeu, até que houve um rapaz caridoso que estava ao meu lado e que lá me emprestou uma edição de bolso do código penal.
Basicamente fiz o exame a meias com o tal rapaz e cada vez que um olhava para o outro desatávamos a rir, porque para além do exame ser surreal, só viamos pessoas às portas da morte, com apoplexias e a baterem literalmente com a cabeça nas mesas!! (Eu vi, a gaja deve ter saído dali toda negrinha!)
E lá estavamos nós, a partilharmos os dois um código em formato micra, sem percebermos um cu daquilo mas suficientemente lúcidos para alcançarmos que a vida é para aproveitar, somos novos, para o ano ha mais, e meu Deus, que gente doida existe neste mundo (EU INCLUÍDA)!
domingo, março 26, 2006
Salsicha e o merecido descanso
Tudo tem um início e um fim.
Mas poderá ter, eventualmente, uma suspensão, interrupção, enfim, uma qualquer vicissitude que determine, em certo momento, a paragem de algo.
Eu vou suspender indefinidamente este blogue, por motivos pessoais que, neste momento, me impedem de ter o (sumido) humor que vocês gentilmente me atribuem. Mas adianto que muito gostaria de o recomeçar, mais que não fosse por ser um bom augúrio de que, apesar de tudo, melhores tempos virão e tudo que cai ao chão pode, esforçadamente, levantar-se.
Obrigada a todos, foram 203 post que adorei escrever!
Inté.
Mas poderá ter, eventualmente, uma suspensão, interrupção, enfim, uma qualquer vicissitude que determine, em certo momento, a paragem de algo.
Eu vou suspender indefinidamente este blogue, por motivos pessoais que, neste momento, me impedem de ter o (sumido) humor que vocês gentilmente me atribuem. Mas adianto que muito gostaria de o recomeçar, mais que não fosse por ser um bom augúrio de que, apesar de tudo, melhores tempos virão e tudo que cai ao chão pode, esforçadamente, levantar-se.
Obrigada a todos, foram 203 post que adorei escrever!
Inté.
sábado, março 25, 2006
Preferia o vulgo --!
Arranjei um DVD com exercícios gímnicos, daqueles para fazer em casa com uma esteira e halteres de 1,5 kg.
Este que eu tenho é de uma produtora francesa, com um personal trainner e 2 anorécticas a ajudarem-me na exemplificação prática das várias sequências.
Fui vestir a melhor farpela desportiva, com umas leggings de lycra pretas antigas que já só me ficam pelo meio do rabo, uma t-shirt justinha com conquilhas para as ditas não saltitarem demasiado, umas soquetes brancas da Coq Sportif, fita à Rambo, protectores de pulsos e joelheiras da Nike.
Fui buscar à despensa dois pacotes de sumo do LIDL de 1lt cada e a mantinha do cão a fazer de tapete.
Enfim, após 1 hora de preparativos emocionantes, com os olhos marejados ponho no play, e eis que tenho que escolher fazer o DVD em fracês ou optar pela tradução portuguesa.
Em má hora o fiz. Logo de chofre oiço um emigrante de Lausanne a dizer "bóm dia! O meu nóme é Olibiê e bou sere o bosso personale treiner na seguinte (sibilante) mêia hóura"
e eu - oh não, que pesadelo.
Até que oiço o pior:
"bamos começár com os exercícios dos ombros e em seguida o dos NADEGUÊIROS"
Por amor de Deus.
A sério, exijo saber quem é o tradutor certificado deste pesadelo.
E o bimbo que lhe foi atrás na locução.
Este que eu tenho é de uma produtora francesa, com um personal trainner e 2 anorécticas a ajudarem-me na exemplificação prática das várias sequências.
Fui vestir a melhor farpela desportiva, com umas leggings de lycra pretas antigas que já só me ficam pelo meio do rabo, uma t-shirt justinha com conquilhas para as ditas não saltitarem demasiado, umas soquetes brancas da Coq Sportif, fita à Rambo, protectores de pulsos e joelheiras da Nike.
Fui buscar à despensa dois pacotes de sumo do LIDL de 1lt cada e a mantinha do cão a fazer de tapete.
Enfim, após 1 hora de preparativos emocionantes, com os olhos marejados ponho no play, e eis que tenho que escolher fazer o DVD em fracês ou optar pela tradução portuguesa.
Em má hora o fiz. Logo de chofre oiço um emigrante de Lausanne a dizer "bóm dia! O meu nóme é Olibiê e bou sere o bosso personale treiner na seguinte (sibilante) mêia hóura"
e eu - oh não, que pesadelo.
Até que oiço o pior:
"bamos começár com os exercícios dos ombros e em seguida o dos NADEGUÊIROS"
Por amor de Deus.
A sério, exijo saber quem é o tradutor certificado deste pesadelo.
E o bimbo que lhe foi atrás na locução.
sexta-feira, março 24, 2006
Creature From The Black Lagoon - 1954
Por falar em máscaras grotescas,
nem a propósito, ontem saído meu cubículo e fui à estreia de "V de Vingança".
Não sei se estão a ver a personagem, mas dá-me a impressão que se isto fosse há uns anos atrás,
e os meus pais repetissem a dose de irresponsabilidade que tiveram quando permitiram que eu visionasse, através de uns óculos multicolores, "O Monstro da Lagoa Negra",
e após o qual eu, literalmente, defequei nas jardineiras e recusei-me a ficar sozinha numa divisão durante os 5 anos subsequentes;
e me deixassem ver o filme que anteriormente vos citei,
eu teria, pura e simplesmente, e após um estado catatónico de alguns segundos, morrido de susto.
Aposto que os Wachowski também tiveram experiências sinistras com o Palhaço Pobre.
nem a propósito, ontem saído meu cubículo e fui à estreia de "V de Vingança".
Não sei se estão a ver a personagem, mas dá-me a impressão que se isto fosse há uns anos atrás,
e os meus pais repetissem a dose de irresponsabilidade que tiveram quando permitiram que eu visionasse, através de uns óculos multicolores, "O Monstro da Lagoa Negra",
e após o qual eu, literalmente, defequei nas jardineiras e recusei-me a ficar sozinha numa divisão durante os 5 anos subsequentes;
e me deixassem ver o filme que anteriormente vos citei,
eu teria, pura e simplesmente, e após um estado catatónico de alguns segundos, morrido de susto.
Aposto que os Wachowski também tiveram experiências sinistras com o Palhaço Pobre.
quinta-feira, março 23, 2006
Saudade, saudade
Por falar em pais e portas adentro,
nunca vos aconteceu fazerem birras terríveis para comerem, logo após o paizinho sair de casa, isto porque podem fazer gato-sapato da mãe, até porque se ela nos bater apenas ficaremos com um bocadinho de vermelhidão, aliada a uma certa comichão,
ao invés das tareias do pai, que nos deixam a esfregar o rabo com halibut durante uma noite, sendo que na manhã seguinte quando tomamamos banho ainda têm a marca da mão gigante de homem?
Uma tarde, pela enésima vez, fui depenicando o peixe até o meu pai se levantar da mesa para sair de casa.
Ele beija a minha mãe, dá-me um piparote na cabeça que quase enfio as espinhas pelo nariz adentro e diz-me "come isso tudo" e sai de casa.
Esperei 10 segundos (não, chamem-me burra!) findos os quais me levantei da cadeira, atirei com o prato ao ar, exigi mais groselha e arrotei ruidosamente. Depois, desejosa de ouvir o meu cd dos ministar, fui a saltitar pelo corredor fora, com as trancinhas negras a rodopiarem ao vento e a cantarolar feliz, até que dobro a esquina e estava o meu pai escondido atrás de um móvel.
Nem tive reacção.
Lá sai aquele bisonte, 1.80 e 110 kilos, "o que é que estás aqui a fazer?"
E eu "vou à casa de banho", amaldiçoando a hora em que os meus pais tinham comprado aquele t4 em que o wc era precisamente no lado oposto.
E ele "ah vais, anda cá que eu ajudo-te", e ergue a botifarra no ar e eu a fugir corredor fora, ainda com os bigodes cheios de groselha a gritar pela minha mãe.
Bons velhos tempos. Hoje em dia limita-se a tirar-me a chave do carro. É compreensível. Com 45 anos já não consegue levantar a perna acima do joelho.
nunca vos aconteceu fazerem birras terríveis para comerem, logo após o paizinho sair de casa, isto porque podem fazer gato-sapato da mãe, até porque se ela nos bater apenas ficaremos com um bocadinho de vermelhidão, aliada a uma certa comichão,
ao invés das tareias do pai, que nos deixam a esfregar o rabo com halibut durante uma noite, sendo que na manhã seguinte quando tomamamos banho ainda têm a marca da mão gigante de homem?
Uma tarde, pela enésima vez, fui depenicando o peixe até o meu pai se levantar da mesa para sair de casa.
Ele beija a minha mãe, dá-me um piparote na cabeça que quase enfio as espinhas pelo nariz adentro e diz-me "come isso tudo" e sai de casa.
Esperei 10 segundos (não, chamem-me burra!) findos os quais me levantei da cadeira, atirei com o prato ao ar, exigi mais groselha e arrotei ruidosamente. Depois, desejosa de ouvir o meu cd dos ministar, fui a saltitar pelo corredor fora, com as trancinhas negras a rodopiarem ao vento e a cantarolar feliz, até que dobro a esquina e estava o meu pai escondido atrás de um móvel.
Nem tive reacção.
Lá sai aquele bisonte, 1.80 e 110 kilos, "o que é que estás aqui a fazer?"
E eu "vou à casa de banho", amaldiçoando a hora em que os meus pais tinham comprado aquele t4 em que o wc era precisamente no lado oposto.
E ele "ah vais, anda cá que eu ajudo-te", e ergue a botifarra no ar e eu a fugir corredor fora, ainda com os bigodes cheios de groselha a gritar pela minha mãe.
Bons velhos tempos. Hoje em dia limita-se a tirar-me a chave do carro. É compreensível. Com 45 anos já não consegue levantar a perna acima do joelho.
Criança ávida, adulto infeliz
Sempre tive pavor a palhaços, uma vez na festa de Natal da EDP um palhaço com cara de quisto pediu uma criança para ir ao palco. Sempre fui hiper-envergonhada, ao contrário dos meus provincianos pais que, entusiasmados com o convite me atiraram das escadas abaixo pelo que eu, cheia de ranho e chorar convulsivamente me vi no meio do meu pior pesadelo.
Até que claro os palhaços, que embora não o pareçam são humanos (mas afianço que já vi jacarés menos assustadores) se fartaram de mim e me recambiaram de volta para o meu lugar. Lá fui contente, até me deparar com a cara sanguinária dos meus pais e passou-me logo a vontade de rir.
Isto para dizer que sempre tive horror a palhaços, a cabeçudos do Entrudo, ao pessoal dos ranchos, enfim a tudo o que cheire a máscara exagerada.
Mas, não obstante esta fobia, lembro-me perfeitamente que quando o meu pai se mascarava de Pai Natal e eu, inocentemente, pensava que era mesmo alguém que se tinha dado ao trabalho de viajar da Lapónia a Queluz para me dar umas prendas apesar de,
dia sim dia sim fazer estragos em tudo o que fosse humanamente possível, e ter sido ameaçada de escola de correcção durante anos a fio,
(não é suposto o Pai Natal estar a par disto? Tipo relatórios da Comissão de Menores? Meu Deus fui tão ingénua)
enfim, quando eu via o Pai Natal lança-me aos pés dele, cobria-o de beijos, arrastava-o por um braço e obrigava-o a sentar no sofá, isto enquanto sacava de dentro de uma mochila da Hello Kitty pacotinhos de leite com chocolate e merendas de fiambre e lhe oferecia altruistamente, sempre à espera do retorno.
Pergunto-me eu agora,2 décadas depois:
Não era suposto eu correr velozmente na direcção oposta sempre que via um homem com uma manta vermelha, com papel higiénico a fazer de barba (ainda não havia a loja dos chineses), a calçar o 44, e com uma cervejita na mão a entrar pela minha porta dentro?
Resposta: claro que não, ele vinha para me dar presentes! Até podia ser um chimpazé octogenário, agressivo e vestido de mulher, eu haveria sempre de o reconfortar com bons tremoços e água-pé, miminhos para quem tinha vindo de tão longe para me agraciar com bons brinquedos.
Enfim, a ganância sobrepunha-se ao temor reverencial a coisas estranhas, e em situações nas quais o meu instinto me diria habitulamente a piscar "Foge" "Foge", naquela altura gritava "vende-te" "vende-te" (se te venderes para o ano há mais!).
Criança mais deplorável.
Até que claro os palhaços, que embora não o pareçam são humanos (mas afianço que já vi jacarés menos assustadores) se fartaram de mim e me recambiaram de volta para o meu lugar. Lá fui contente, até me deparar com a cara sanguinária dos meus pais e passou-me logo a vontade de rir.
Isto para dizer que sempre tive horror a palhaços, a cabeçudos do Entrudo, ao pessoal dos ranchos, enfim a tudo o que cheire a máscara exagerada.
Mas, não obstante esta fobia, lembro-me perfeitamente que quando o meu pai se mascarava de Pai Natal e eu, inocentemente, pensava que era mesmo alguém que se tinha dado ao trabalho de viajar da Lapónia a Queluz para me dar umas prendas apesar de,
dia sim dia sim fazer estragos em tudo o que fosse humanamente possível, e ter sido ameaçada de escola de correcção durante anos a fio,
(não é suposto o Pai Natal estar a par disto? Tipo relatórios da Comissão de Menores? Meu Deus fui tão ingénua)
enfim, quando eu via o Pai Natal lança-me aos pés dele, cobria-o de beijos, arrastava-o por um braço e obrigava-o a sentar no sofá, isto enquanto sacava de dentro de uma mochila da Hello Kitty pacotinhos de leite com chocolate e merendas de fiambre e lhe oferecia altruistamente, sempre à espera do retorno.
Pergunto-me eu agora,2 décadas depois:
Não era suposto eu correr velozmente na direcção oposta sempre que via um homem com uma manta vermelha, com papel higiénico a fazer de barba (ainda não havia a loja dos chineses), a calçar o 44, e com uma cervejita na mão a entrar pela minha porta dentro?
Resposta: claro que não, ele vinha para me dar presentes! Até podia ser um chimpazé octogenário, agressivo e vestido de mulher, eu haveria sempre de o reconfortar com bons tremoços e água-pé, miminhos para quem tinha vindo de tão longe para me agraciar com bons brinquedos.
Enfim, a ganância sobrepunha-se ao temor reverencial a coisas estranhas, e em situações nas quais o meu instinto me diria habitulamente a piscar "Foge" "Foge", naquela altura gritava "vende-te" "vende-te" (se te venderes para o ano há mais!).
Criança mais deplorável.
terça-feira, março 21, 2006
O 14 (CATORZE)
Recebi hoje a nota do exame da Ordem. Tive 14,10.
Antes de me parabenizarem efusivamente atentem só nisto:
fiz o exame em Dezembro, tive 7.
repeti o exame em Fevereiro tive 14.
Eu acho que me deveria ser dado um bónus no valor de 50% por ter tido a singular capacidade de me cultivar intelectualmente em exactamente o dobro num período de 60 dias (e notem que houve pelo meio Natal e Ano Novo), ao ponto de num espaço de 2 meses passar de burra que mete dó, a perspicaz com alguma genialidade.
é pena é não ter dispensado com distinção, situação que ocorreu com os restantes estagiários que tiveram 14, já que eu fui a única a não ter conseguido angariar 1700 créditos, mas só 1675 porque um dos relatórios continha um "erro" que ainda hoje não percebi qual é.
Ou seja, caso esse malfadado relatório estivesse certo, eu teria os 1700 créditos, e, seria, desde há exactamente 6 horas, oficialmente advogada.
Como assim não sucedeu sou, desde há 6 horas, a pessoa com mais remorsos, questões existenciais, "e se eu tivesse substituído o relatório", "e se eu não fosse calona", " e se eu não deixasse tudo para a última da hora",
enfim, a pessoa com mais tentação de escortanhar os pulsos porque me vou hoje deitar, com advogada-estagiária carimbada na testa,
enquanto poderia estar a telefonar para todos os amigos e a fazer chegar a mensagem a todos os inimigos de que, afinal, até sou uma pessoa esperta.
O que se confirmou é que, viva os anos que viver, tenho que ter muito cuidado para não dar cianeto aos filhos em vez de vitamina c, e não pôr o cão no cesto da roupa suja e as cuecas na trela.
Enfim, vou dormir porque tenho muito remorso para digerir.
E agora sim, parabenizem-me toda.
Antes de me parabenizarem efusivamente atentem só nisto:
fiz o exame em Dezembro, tive 7.
repeti o exame em Fevereiro tive 14.
Eu acho que me deveria ser dado um bónus no valor de 50% por ter tido a singular capacidade de me cultivar intelectualmente em exactamente o dobro num período de 60 dias (e notem que houve pelo meio Natal e Ano Novo), ao ponto de num espaço de 2 meses passar de burra que mete dó, a perspicaz com alguma genialidade.
é pena é não ter dispensado com distinção, situação que ocorreu com os restantes estagiários que tiveram 14, já que eu fui a única a não ter conseguido angariar 1700 créditos, mas só 1675 porque um dos relatórios continha um "erro" que ainda hoje não percebi qual é.
Ou seja, caso esse malfadado relatório estivesse certo, eu teria os 1700 créditos, e, seria, desde há exactamente 6 horas, oficialmente advogada.
Como assim não sucedeu sou, desde há 6 horas, a pessoa com mais remorsos, questões existenciais, "e se eu tivesse substituído o relatório", "e se eu não fosse calona", " e se eu não deixasse tudo para a última da hora",
enfim, a pessoa com mais tentação de escortanhar os pulsos porque me vou hoje deitar, com advogada-estagiária carimbada na testa,
enquanto poderia estar a telefonar para todos os amigos e a fazer chegar a mensagem a todos os inimigos de que, afinal, até sou uma pessoa esperta.
O que se confirmou é que, viva os anos que viver, tenho que ter muito cuidado para não dar cianeto aos filhos em vez de vitamina c, e não pôr o cão no cesto da roupa suja e as cuecas na trela.
Enfim, vou dormir porque tenho muito remorso para digerir.
E agora sim, parabenizem-me toda.
segunda-feira, março 20, 2006
Comida vs Mundo (como eu amo a comida)
Ontem comi tanto tanto tanto,
tantos bolos, semi-frios, chocolates, sumos com gás, salsichas com Ketchup, e bacalhau com natas até cair para o lado,
que, pela 1ª vez na minha vida, me senti mesmo muito mal.
Hoje acordei, fiz 200 abdominais, dei uma corridinha no bosque do Clube de Campo, passei as cadelas (as 2, isoladamente!!), só bebi chá sem açúcar, uma saladinha de frutas e água, muita água.
Agora cheguei a casa, perfeitamente exausta, olhei para a mesa da cozinha e só vejo sobras e restos e fatias de tudo e mais alguma coisa.
Ainda pensei em meter tudo no lixo, tipo à self made woman do séc. 21, despejar tudo no saco do lixo e virar as costas às tentações.
Mas tive que afastar essa ideia peregrina. O mais certo era a minha mãe chegar a casa e dar-me um arraial de porrada, seguidamente chegar o meu pai, ela (delatora nata) contar-lhe e eu apanhar outra vez. Sem falar na chegada do meu irmão, após a qual eu teria que ser foragida durante os 60 dias seguintes.
Só funciona nos filmes de gajas emancipadas..Na vida real a comida custa caro, e temos mesmo que comer sobras até ao fim da semana, e a nossa família não tem que pagar pelos nossos devaneios dietéticos porque afinal eles tambêm têm fome e, acima de tudo, gula.
Claro que já despejei a panelinha da sopa de couve roxa pelo cano abaixo, com a conivência do irmão e a complacência de ambos os progenitores.
tantos bolos, semi-frios, chocolates, sumos com gás, salsichas com Ketchup, e bacalhau com natas até cair para o lado,
que, pela 1ª vez na minha vida, me senti mesmo muito mal.
Hoje acordei, fiz 200 abdominais, dei uma corridinha no bosque do Clube de Campo, passei as cadelas (as 2, isoladamente!!), só bebi chá sem açúcar, uma saladinha de frutas e água, muita água.
Agora cheguei a casa, perfeitamente exausta, olhei para a mesa da cozinha e só vejo sobras e restos e fatias de tudo e mais alguma coisa.
Ainda pensei em meter tudo no lixo, tipo à self made woman do séc. 21, despejar tudo no saco do lixo e virar as costas às tentações.
Mas tive que afastar essa ideia peregrina. O mais certo era a minha mãe chegar a casa e dar-me um arraial de porrada, seguidamente chegar o meu pai, ela (delatora nata) contar-lhe e eu apanhar outra vez. Sem falar na chegada do meu irmão, após a qual eu teria que ser foragida durante os 60 dias seguintes.
Só funciona nos filmes de gajas emancipadas..Na vida real a comida custa caro, e temos mesmo que comer sobras até ao fim da semana, e a nossa família não tem que pagar pelos nossos devaneios dietéticos porque afinal eles tambêm têm fome e, acima de tudo, gula.
Claro que já despejei a panelinha da sopa de couve roxa pelo cano abaixo, com a conivência do irmão e a complacência de ambos os progenitores.
Ajuda-se, precisa-se
Quando estou perfeitamente saturada de estar a estudar, o que normalmente ocorre 15 minutos após o início do mesmo, e se prolonga pelas posteriores 12 horas,
fico a olhar o candeeiro do tecto e a pensar:
se existem 6000 advogados no país
e existem 100 vagas para escritórios decentes
então, em termos estatísticos eu tenho x% de hipóteses de entrar.
Então, fico durante uma série infindável de horas, a tentar descobrir essa variável x até que fico com dores de cabeça e esgotada psicologicamente.
E a achar que sou, na verdade, bastante burra quer na vertente jurídica, quer na matemática,
e que assim não vou, definitivamente, a lado nenhum.
Lanço o repto: afinal, qual é o valor de x? Respondam, é todo uma sanidade que está em causa, e se, afinal, o valor foi ridicularmente baixo, dispenso comentários jocosos porque traumatizada já eu estou desde Setembro.
Obrigada.
fico a olhar o candeeiro do tecto e a pensar:
se existem 6000 advogados no país
e existem 100 vagas para escritórios decentes
então, em termos estatísticos eu tenho x% de hipóteses de entrar.
Então, fico durante uma série infindável de horas, a tentar descobrir essa variável x até que fico com dores de cabeça e esgotada psicologicamente.
E a achar que sou, na verdade, bastante burra quer na vertente jurídica, quer na matemática,
e que assim não vou, definitivamente, a lado nenhum.
Lanço o repto: afinal, qual é o valor de x? Respondam, é todo uma sanidade que está em causa, e se, afinal, o valor foi ridicularmente baixo, dispenso comentários jocosos porque traumatizada já eu estou desde Setembro.
Obrigada.
sexta-feira, março 17, 2006
O meu regresso à escola
Hoje fui inscrever a minha mãe novamente nos exames nacionais, já que ela está na Faculdade de Letras mas quer mudar para a pior faculdade do Mundo: a de Direito.
Não a consgui dissuadir, até porque ela mais teimosa que eu, e tive mesmo que ir ao meu antigo liceu.
Passados 10 anos (com a mesma insuficiência económica, o mesmo juízo, 20 quilos a mais e amigos a menos- mas com telemóvel, note-se)
regresso ao meu 2.º lar.
Só vi foi gente chunga, pitas estupidas, miúdos bêbedos e broncos e professores lívidos a tentarem passar despercebidos nos corredores. Enfim, foi um momento enternecedor.
O pior foi quando eu percebi que aqueles ranhosos pensavam que euzinha estava lá para concluir o 12.º e fazer exames nacionais.
Imediatamente resolvi o problema: agarrei no telemóvel, meti no silêncio, e comecei a falar com um amigo imaginário que por acaso, no minha pensamento egocêntrico , era um acessor do Ministro do Ambiente e me estava a pedir (reformulo, implorar) que eu lhe concedesse um parecer jurídico.
Depois de um monólogo esclarecedor na fila para a Secretaria, de aproximadamente 15 minutos, em que os miúdos levaram uma overdose de direitos reais, criminais, laborais e obrigacionais. Em relação ao ambiente realmente falei pouco, alertei só para a punibilidade do abate de criprestes na Lourinhã, (se é que existem em Portugal..).
Só depois de os ver com um olhar de profunda admiração é que desliguei a chamada.
Uma década depois, o mesmo megalomanismo.
Não a consgui dissuadir, até porque ela mais teimosa que eu, e tive mesmo que ir ao meu antigo liceu.
Passados 10 anos (com a mesma insuficiência económica, o mesmo juízo, 20 quilos a mais e amigos a menos- mas com telemóvel, note-se)
regresso ao meu 2.º lar.
Só vi foi gente chunga, pitas estupidas, miúdos bêbedos e broncos e professores lívidos a tentarem passar despercebidos nos corredores. Enfim, foi um momento enternecedor.
O pior foi quando eu percebi que aqueles ranhosos pensavam que euzinha estava lá para concluir o 12.º e fazer exames nacionais.
Imediatamente resolvi o problema: agarrei no telemóvel, meti no silêncio, e comecei a falar com um amigo imaginário que por acaso, no minha pensamento egocêntrico , era um acessor do Ministro do Ambiente e me estava a pedir (reformulo, implorar) que eu lhe concedesse um parecer jurídico.
Depois de um monólogo esclarecedor na fila para a Secretaria, de aproximadamente 15 minutos, em que os miúdos levaram uma overdose de direitos reais, criminais, laborais e obrigacionais. Em relação ao ambiente realmente falei pouco, alertei só para a punibilidade do abate de criprestes na Lourinhã, (se é que existem em Portugal..).
Só depois de os ver com um olhar de profunda admiração é que desliguei a chamada.
Uma década depois, o mesmo megalomanismo.
Susana, doce Susana
Fui assistir às orais da Ordem. Estive a ouvir durante 40 minutos a oral de uma rapariga, mas no fim acabei por soçobrar ao desespero, não aprendia nada ali, estava a ser um espectáculo muito constrangedor porque ela era realmente muito má.
Chego cá fora e está uma amiga minha,
"Porra,Tininha, nunca vi uma gaja tão burra na minha vida, como é que ela está a fazer oral e nós chumbámos no exame escrito é algo que ainda estou para perceber. Aquilo com certeza que "comeu" alguém na Comissão de Avaliação! Ainda por cima é feia como os cornos!"
"Ah, estes são o maridos e os pais " - elucida ela, com voz tremelicante e a esfregar ansiosamente uma mão na outra.
Olho então para trás de mim e estão 3 pessoas observando-me atónitos.
temi pela minha vida, mas fiquei mais aliviada quando a senhora desatou a chorar e o marido e o genro tiveram que a consolar.
Aproveitei para fugir.
Eu e o meu grande sentido de oportunidade.
Chego cá fora e está uma amiga minha,
"Porra,Tininha, nunca vi uma gaja tão burra na minha vida, como é que ela está a fazer oral e nós chumbámos no exame escrito é algo que ainda estou para perceber. Aquilo com certeza que "comeu" alguém na Comissão de Avaliação! Ainda por cima é feia como os cornos!"
"Ah, estes são o maridos e os pais " - elucida ela, com voz tremelicante e a esfregar ansiosamente uma mão na outra.
Olho então para trás de mim e estão 3 pessoas observando-me atónitos.
temi pela minha vida, mas fiquei mais aliviada quando a senhora desatou a chorar e o marido e o genro tiveram que a consolar.
Aproveitei para fugir.
Eu e o meu grande sentido de oportunidade.
terça-feira, março 14, 2006
Volta Hacker Holográfico, começo a ficar seriamente desgastada contigo
Não sei o que é que a minha vida deve ter de tão excitante já que, pela 2ª vez na minha existência, violentaram o meu e-mail.
(Só espero é que esse criminoso tenha ficado bem podre porque nesse e-mail não há nada de emocionante, exceptuando talvez umas newsletters do Eros Ramazzoti e as novidades de Taize - última, última a oração da noite acabou com Laudate omni gente!)
Desta vez a situação foi um pouco mais melodramática porque deixei também de aceder ao msn.
aproveito então este tempo de antena para dizer que meu novo e-mail é susanalexandre@gmail.com,
msn ainda não tenho porque o meu irmão disse que vai dar muito trabalho e que agora tem mais que fazer.
Por conseguinte, só após um surto de boa-vontade fraternal e uma dose inigualável de paciência para aturar chantagens é que conseguirei comunicar novamente convosco.
Até lá
(Só espero é que esse criminoso tenha ficado bem podre porque nesse e-mail não há nada de emocionante, exceptuando talvez umas newsletters do Eros Ramazzoti e as novidades de Taize - última, última a oração da noite acabou com Laudate omni gente!)
Desta vez a situação foi um pouco mais melodramática porque deixei também de aceder ao msn.
aproveito então este tempo de antena para dizer que meu novo e-mail é susanalexandre@gmail.com,
msn ainda não tenho porque o meu irmão disse que vai dar muito trabalho e que agora tem mais que fazer.
Por conseguinte, só após um surto de boa-vontade fraternal e uma dose inigualável de paciência para aturar chantagens é que conseguirei comunicar novamente convosco.
Até lá
domingo, março 12, 2006
Tudo é Para Sempre
Ontem sonhei que os Donna Maria me tinham pedido para os adicionar no Hi5.
Até aqui tudo bem, para quem já sonhou que tinha sido condecorada num evento oficial, por ter inventado o automóvel(!), isto numa cerimónia completamente desprovida de som e com cangurus em vez de pessoas (engalanados e tudo, com direito a smoking e a cigarrilha; confesso que não em lembro bem das fêmeas, usavam uma espécie de gorro artesanal, com 2 pompons nas orelhas, em suma assustadores)
este pequeno sonho não foi nada de especial.
O pior vem a seguir. A minha afilhada faz hoje anos e eu viro-me para ela "nem sabes, os Donna Maria pediram-me que os adicionasse no hi5"
e ela, no alto dos seus 13 anos, menosprezando a conquista: "o que é isso?"
Lá expliquei, Marisa, dos Onda Choc, mais 2 gajos, com fortes influências da música electrónica e uma alma profundamente portuguesa.
Depois lembrei-me, foi simplesmente um sonho. E demorei aproximadamente 12 horas para me aperceber disso.
A sério, afianço-vos,já tive alguns delírios sociopatas vergonhosos, mas este abalou-me mesmo.
Marisa, onde andas? (Estou no canal Paulo de Carvalho + António Variações)
Até aqui tudo bem, para quem já sonhou que tinha sido condecorada num evento oficial, por ter inventado o automóvel(!), isto numa cerimónia completamente desprovida de som e com cangurus em vez de pessoas (engalanados e tudo, com direito a smoking e a cigarrilha; confesso que não em lembro bem das fêmeas, usavam uma espécie de gorro artesanal, com 2 pompons nas orelhas, em suma assustadores)
este pequeno sonho não foi nada de especial.
O pior vem a seguir. A minha afilhada faz hoje anos e eu viro-me para ela "nem sabes, os Donna Maria pediram-me que os adicionasse no hi5"
e ela, no alto dos seus 13 anos, menosprezando a conquista: "o que é isso?"
Lá expliquei, Marisa, dos Onda Choc, mais 2 gajos, com fortes influências da música electrónica e uma alma profundamente portuguesa.
Depois lembrei-me, foi simplesmente um sonho. E demorei aproximadamente 12 horas para me aperceber disso.
A sério, afianço-vos,já tive alguns delírios sociopatas vergonhosos, mas este abalou-me mesmo.
Marisa, onde andas? (Estou no canal Paulo de Carvalho + António Variações)
sábado, março 11, 2006
Epicondilite lateral, vulgo DOR DE COTOVELO
Para além do salsicha ter sido condecorado,
também eu fui promovida a esquizofrénica patológica,
já que a pessoa que acha que o meu blogue é "muito mau" (e não o pior do mundo, como sabem gosto de extrapolar) colocou a hipótese virtual do comentário colocado pela Elsa, a minha prima, não ter sido mais, afinal, que um desdobramento do meu alter ego.
Ademais, considerou que a expressão do Gonçalo "borraste-te na cueca" foi, e passo a citar "totalmente ridícula, quiçá despropositada".
Agora façamos uma decomposição semântica: é impressão minha, ou esta brilhante frase está ao contrário? No meu campo graduado de vocábulos, ridículo é bem pior que despropositado, tens que rever os teus substantivos prioritários se quiseres singrar neste mundo cão sim?
De qualquer modo, não me compete a mim ensinar quem quer que seja, até porque para a disgrafia e a disortografia costumo recomendar apoio psicopedagógico,
destarte,
para quem acha que aquela expressão coloquial é estúpida,
bem que podia ter-se coibido de escrever TODA uma frase idiota.
também eu fui promovida a esquizofrénica patológica,
já que a pessoa que acha que o meu blogue é "muito mau" (e não o pior do mundo, como sabem gosto de extrapolar) colocou a hipótese virtual do comentário colocado pela Elsa, a minha prima, não ter sido mais, afinal, que um desdobramento do meu alter ego.
Ademais, considerou que a expressão do Gonçalo "borraste-te na cueca" foi, e passo a citar "totalmente ridícula, quiçá despropositada".
Agora façamos uma decomposição semântica: é impressão minha, ou esta brilhante frase está ao contrário? No meu campo graduado de vocábulos, ridículo é bem pior que despropositado, tens que rever os teus substantivos prioritários se quiseres singrar neste mundo cão sim?
De qualquer modo, não me compete a mim ensinar quem quer que seja, até porque para a disgrafia e a disortografia costumo recomendar apoio psicopedagógico,
destarte,
para quem acha que aquela expressão coloquial é estúpida,
bem que podia ter-se coibido de escrever TODA uma frase idiota.
sexta-feira, março 10, 2006
Salsicha condecorado:
Presunção e água benta..
Houve para aí algures um ecuménico,
que se lembrou de dizer que o meu blogue era o pior do mundo. E linkou para o salsicha.
Comentário de um leitor: " (...) Não percebi o porquê de ser "tão mau".Obrigado pelo link!"
Também eu agradeço ao meu bloguicida, mais um leitor para o alforge!
Houve para aí algures um ecuménico,
que se lembrou de dizer que o meu blogue era o pior do mundo. E linkou para o salsicha.
Comentário de um leitor: " (...) Não percebi o porquê de ser "tão mau".Obrigado pelo link!"
Também eu agradeço ao meu bloguicida, mais um leitor para o alforge!
Paciência é uma virtude
Hoje de manhã acordei particularmente mal disposta.
Mau feitio, mesmo.
Tive que ir ao centro de saúde, conhecido pelas suas enfermeiras menopáusicas, buscar umas credenciais e, após tê-las recebido, disse "boa tarde".
Silêncio atroador do outro lado do guinchet.
Então fiquei parada, credencial na mão, sobrolho franzido.
Passados uns 5 segundos, ela com um ar enfastiado, falando comigo como se eu fosse burra (característica que me arrogo desde já não ter:
- "já está tudo".
retorqui: "eu sei, estou à espera que me retribua o boa tarde".
E fiquei imóvel, na mesma posição.
ouvi um burburinho na sala de estar, mas não quis nem saber.
Não sairia dali sem o cumprimento devido, senão haveria uma réplica, e das sonoras!
"Boa tarde" - respondeu ela, ar meio azangado, meio envergonhado.
Agarrei no envelope e saí porta fora. Ao passar pela janela ainda ouvi umas palmas sumidas.
Lá tenho medo de enfermeiras não? Próxima técnica que me seja desrespeitosa apanha um chuto na boca e obrigo-a a ir fazer cistografias a incontinentes.
Mau feitio, mesmo.
Tive que ir ao centro de saúde, conhecido pelas suas enfermeiras menopáusicas, buscar umas credenciais e, após tê-las recebido, disse "boa tarde".
Silêncio atroador do outro lado do guinchet.
Então fiquei parada, credencial na mão, sobrolho franzido.
Passados uns 5 segundos, ela com um ar enfastiado, falando comigo como se eu fosse burra (característica que me arrogo desde já não ter:
- "já está tudo".
retorqui: "eu sei, estou à espera que me retribua o boa tarde".
E fiquei imóvel, na mesma posição.
ouvi um burburinho na sala de estar, mas não quis nem saber.
Não sairia dali sem o cumprimento devido, senão haveria uma réplica, e das sonoras!
"Boa tarde" - respondeu ela, ar meio azangado, meio envergonhado.
Agarrei no envelope e saí porta fora. Ao passar pela janela ainda ouvi umas palmas sumidas.
Lá tenho medo de enfermeiras não? Próxima técnica que me seja desrespeitosa apanha um chuto na boca e obrigo-a a ir fazer cistografias a incontinentes.
quinta-feira, março 09, 2006
OS AMIGOS
É no meio deste stress citadino, e ideias peregrinas sobre colocações de bandas gástricas, reafirmação dos seios, o Mundo, o amor, os exames da Ordem, concursos administrativos,
que eu páro para pensar e me recordo da minha infância.
Brincava na rua, sirumba, polícias e ladrões, futebol humano, a escolha de equipas: "Araponga é meu", "Cláudia", "Bruno", "escolho a Xana"
e lá restava eu, a mais nova de todos, enfezada que metia dó, com os joelhitos tortos e pouca coordenação motora, indagando-me porque seria sempre a última a ser escolhida para os jogos,
mas, em contrapartida,
a primeira a ser lançada para debaixo dos carros quando a bola fugia para debaixo de um motor, e a única a ser lançada à altura de um primeiro andar, para ir buscar o boomerang à varanda da vizinha.
Tenho orgulho em dizer que cortei 2 sobrolhos, parti a cabeça, caí do vai-vém e espetei um pau no rabo que, até hoje, me dá dores e me fez deslocar o osso do cócxis.
Altura em que a nossa vida se resumia a brincadeira, ao parque na praceta, com baloiços construídos pelos nossos pais e avós, ao campo de futebol, aos jogos do guelas, às noites em roda, contando histórias assustadoras, aos piqueniques no monte, à fogueira dos Santos Populares, aos rebuçados do Sr. Almeida, as fugas à Careca Cigana, miúda das barracas que nos aterrorizava e nos perseguia quase até ao elevador.
Os namoros infantis, o sermos moços de recados dos mais velhos, o quarto-escuro na casa da Paula, os lanches da Toia, os jogos de mesa (25 em 1!), o espancar o amigo mas passados 10 minutos fazer as pazes
O verão, e todas as noites jogos, jogo das cores
(na na, isso é azul
- não é nada é verde turquesa
-que é isso? não vale inventar cores assim não brinco!
apanhada, stop, escondidas (eu vi-te eu vi-te "arrebenta" a bolha!),
jogo dos países. O "N" - Noruega, Nuno, nanás (nanás nao é nenhum fruto, batoteira!), Nadador-salvador, Nissan, Negro
(fosga-se granda batotas, negro não é cor,
- ai não ai não?
- NAO!
- então ponho noir
- isso é inglês, assim nao vale!)
Os amigos que mudaram de rua, de terra, de país.
O amigo que morreu, os amigos com que nunca mais falei, e os amigos que hoje ainda o são.
Hoje tenho uma mão cheia de tudo outra cheia de nada.
Cheia está aquela com todas as minhas recordações dos meus amigos,
A vida pode dar muitas voltas, mas o facto de nos termos conhecido e sido irmãos ninguém nos tira.
Na altura não o adivinhávamos, mas naqueles anos em que sonhámos, fizemos planos e pensámos no que a vida nos reservaria, pensando sempre no futuro e não atentando no presente, no momento exacto que estávamos a viver,
crescíamos, e éramos tudo uns para os outros.
Os meus amigos, os meus queridos amigos, foram os melhores que se poderiam ter.
que eu páro para pensar e me recordo da minha infância.
Brincava na rua, sirumba, polícias e ladrões, futebol humano, a escolha de equipas: "Araponga é meu", "Cláudia", "Bruno", "escolho a Xana"
e lá restava eu, a mais nova de todos, enfezada que metia dó, com os joelhitos tortos e pouca coordenação motora, indagando-me porque seria sempre a última a ser escolhida para os jogos,
mas, em contrapartida,
a primeira a ser lançada para debaixo dos carros quando a bola fugia para debaixo de um motor, e a única a ser lançada à altura de um primeiro andar, para ir buscar o boomerang à varanda da vizinha.
Tenho orgulho em dizer que cortei 2 sobrolhos, parti a cabeça, caí do vai-vém e espetei um pau no rabo que, até hoje, me dá dores e me fez deslocar o osso do cócxis.
Altura em que a nossa vida se resumia a brincadeira, ao parque na praceta, com baloiços construídos pelos nossos pais e avós, ao campo de futebol, aos jogos do guelas, às noites em roda, contando histórias assustadoras, aos piqueniques no monte, à fogueira dos Santos Populares, aos rebuçados do Sr. Almeida, as fugas à Careca Cigana, miúda das barracas que nos aterrorizava e nos perseguia quase até ao elevador.
Os namoros infantis, o sermos moços de recados dos mais velhos, o quarto-escuro na casa da Paula, os lanches da Toia, os jogos de mesa (25 em 1!), o espancar o amigo mas passados 10 minutos fazer as pazes
O verão, e todas as noites jogos, jogo das cores
(na na, isso é azul
- não é nada é verde turquesa
-que é isso? não vale inventar cores assim não brinco!
apanhada, stop, escondidas (eu vi-te eu vi-te "arrebenta" a bolha!),
jogo dos países. O "N" - Noruega, Nuno, nanás (nanás nao é nenhum fruto, batoteira!), Nadador-salvador, Nissan, Negro
(fosga-se granda batotas, negro não é cor,
- ai não ai não?
- NAO!
- então ponho noir
- isso é inglês, assim nao vale!)
Os amigos que mudaram de rua, de terra, de país.
O amigo que morreu, os amigos com que nunca mais falei, e os amigos que hoje ainda o são.
Hoje tenho uma mão cheia de tudo outra cheia de nada.
Cheia está aquela com todas as minhas recordações dos meus amigos,
A vida pode dar muitas voltas, mas o facto de nos termos conhecido e sido irmãos ninguém nos tira.
Na altura não o adivinhávamos, mas naqueles anos em que sonhámos, fizemos planos e pensámos no que a vida nos reservaria, pensando sempre no futuro e não atentando no presente, no momento exacto que estávamos a viver,
crescíamos, e éramos tudo uns para os outros.
Os meus amigos, os meus queridos amigos, foram os melhores que se poderiam ter.
O SUSTO
Ontem tive que ir conversar com o Gonçalo,que ja nao via ha quase 20 dias.
Fomos lá para a "quintinha" na aldeola, afastada da civilização, no meio do arvoredo sem vivalma nas redondezas. Ele esqueceu-se da chave e do comando do portão, pelo que ele me teve que lançar para o outro lado da vedação, não sem antes 20 minutos de ardilosas tentativas.
Fomos para a casa dos caseiros, muito fria mas o o sítio ideal para conversarmos.O que não me impede de afirmar, sempre com bastante medo, que aquela casa seria o cenário idilíco de um filme de terror.
Acendemos 3 velas, um aquecedor, e assim ficámos na penumbra, o tempo a passar e as conversas em catadupa.
Já deviam ser 2 da manhã quando as velas se apagam, num sopro, exactamente no mesmo segundo.
Estávamos sozinhos, muito sozinhos mesmo, num raio de 5 km.
Como é que as velas se apagaram exactamente no mesmo segundo,num quarto hermeticamente fechado, se nem sequer tinham sido acesas na mesma altura?
Ele, sempre muito sensível pergunta-me:
"borraste-te na cueca nao?"
e eu - "G, já sabe que sou uma menina, e não faço dessas coisas" e ri-me, para disfarçar o medo.
E ele continua
"bem, isto foi mesmo muito, mas muito bizarro".
De repente, a luz do aquecedor apaga-se. E ficamos envoltos na mais total escuridão.
Então eu grito e bazámos o mais rapidamente que podiamos, a merda foi que chegámos à vedação
e eu a gritar "atira-me atira-me", e ele com o meu rabo na cara dele, sem ver nada, e com os joelhos a tremer "f... és pesada!", e eu a debater-me sozinha esborrachada contra o muro "dá balanço, caraças atira-me!" e ele num esforço hercúleo lá me abraça a barriga das pernas e me arremessa para o outro lado, não sem antes eu bater com a cabeça na caixa do correio
Finalmente chegámos ao carro, eu toda rota e o Gonçalo semi-desfalecido.
"Próxima vez trazemos candeeiros" diz ele
PRÓXIMA VEZ?! Sou muito nova para morrer.
Fomos lá para a "quintinha" na aldeola, afastada da civilização, no meio do arvoredo sem vivalma nas redondezas. Ele esqueceu-se da chave e do comando do portão, pelo que ele me teve que lançar para o outro lado da vedação, não sem antes 20 minutos de ardilosas tentativas.
Fomos para a casa dos caseiros, muito fria mas o o sítio ideal para conversarmos.O que não me impede de afirmar, sempre com bastante medo, que aquela casa seria o cenário idilíco de um filme de terror.
Acendemos 3 velas, um aquecedor, e assim ficámos na penumbra, o tempo a passar e as conversas em catadupa.
Já deviam ser 2 da manhã quando as velas se apagam, num sopro, exactamente no mesmo segundo.
Estávamos sozinhos, muito sozinhos mesmo, num raio de 5 km.
Como é que as velas se apagaram exactamente no mesmo segundo,num quarto hermeticamente fechado, se nem sequer tinham sido acesas na mesma altura?
Ele, sempre muito sensível pergunta-me:
"borraste-te na cueca nao?"
e eu - "G, já sabe que sou uma menina, e não faço dessas coisas" e ri-me, para disfarçar o medo.
E ele continua
"bem, isto foi mesmo muito, mas muito bizarro".
De repente, a luz do aquecedor apaga-se. E ficamos envoltos na mais total escuridão.
Então eu grito e bazámos o mais rapidamente que podiamos, a merda foi que chegámos à vedação
e eu a gritar "atira-me atira-me", e ele com o meu rabo na cara dele, sem ver nada, e com os joelhos a tremer "f... és pesada!", e eu a debater-me sozinha esborrachada contra o muro "dá balanço, caraças atira-me!" e ele num esforço hercúleo lá me abraça a barriga das pernas e me arremessa para o outro lado, não sem antes eu bater com a cabeça na caixa do correio
Finalmente chegámos ao carro, eu toda rota e o Gonçalo semi-desfalecido.
"Próxima vez trazemos candeeiros" diz ele
PRÓXIMA VEZ?! Sou muito nova para morrer.
terça-feira, março 07, 2006
BIBI
Quem é quem é um advogado conhecido na nossa praça que escreveu a outro dizendo:
"salvo o devido respeito, você é uma grandessíssima merda"?
Grandes túbaros sim senhor... Não muito esperto, mas invejo-lhe a displicência!
"salvo o devido respeito, você é uma grandessíssima merda"?
Grandes túbaros sim senhor... Não muito esperto, mas invejo-lhe a displicência!
Contra factos..
Para os indecisos da Herbalife:
Descobri hoje que o fundador da Herbalife morreu há uns anos, com a prosaica idade de 44, com uma enxurrada de comprimidos, drogas avulsas e, pasme-se, herbalife.
Mas já dizia o outro, não há má publicidade certo?
Descobri hoje que o fundador da Herbalife morreu há uns anos, com a prosaica idade de 44, com uma enxurrada de comprimidos, drogas avulsas e, pasme-se, herbalife.
Mas já dizia o outro, não há má publicidade certo?
Sá. Machado? Não, Bandeira.
A Sofia Sá da da Bandeira é uma mulher...sui generis.
Por um lado tem 40 e tal anos e parece ter 17.
Por outro conseguiu escrever um livro e ser, concomitantemente, burra que faz dó.
Não sei que artifícios utilizará ela para sobreviver neste mundo cão (saberá ela como alimentar-se? e atravessar a estrada na passadeira?)
para além do nome sonoro e das beiças imensas,
a conclusão é que o quer que seja que ela faz,
eu também quero fazer (excepto lembrar-me que já me relacionei sexualmente com o Nicolau).
Por um lado tem 40 e tal anos e parece ter 17.
Por outro conseguiu escrever um livro e ser, concomitantemente, burra que faz dó.
Não sei que artifícios utilizará ela para sobreviver neste mundo cão (saberá ela como alimentar-se? e atravessar a estrada na passadeira?)
para além do nome sonoro e das beiças imensas,
a conclusão é que o quer que seja que ela faz,
eu também quero fazer (excepto lembrar-me que já me relacionei sexualmente com o Nicolau).
segunda-feira, março 06, 2006
Lês muito mas não me alegras
Já toda a gente sabe a história do Marcelo Rebelo de Sousa,
sim, porque eu tenho o condão de me chibar de tudo o que me prejudica,
mas respondendo a pedidos de várias famílias, aqui fica registado formalmente:
Em pleno exame do cadeirão mais aterrorizador da Faculdade, vulgo Direito Administrativo, no 2.º ano,que ainda hoje não percebo bem o que é (e não sei como ajudei um vizinho meu num despejo da Câmara, se calhar sou sobredotada e não sabia)
cadeira leccionada pelo MRS
estou eu muito entretida a tentar cabular quando me aparece o dito professor.
(não se preocupem que ele não me apanhou, ainda hoje sou mestrina nessas artes)
E o prof:
"Então..está mais gordinha"
E eu: (com menos 10 kg do que tenho hoje) sem mais nada para dizer do que um brilhante "Não, não estou"
"Ai está sim, vai ter que fazer uma dieta, mas só depois dos exames" e pisca o olho seguindo o seu caminho.
Eu em pleno exame, com uma cambada de burróides a olhar para mim, ponho-me a prescrutar os pneus e a chorar baixinho,
e agora pergunto-me eu,
porque é que um dos homens mais espertos do nosso país
tem a inteligência emocional de um lince ibérico?
Por algum motivo estes estão praticamente extintos,
e ai Marcelo, o que eu não dava para poder dizer o mesmo!
sim, porque eu tenho o condão de me chibar de tudo o que me prejudica,
mas respondendo a pedidos de várias famílias, aqui fica registado formalmente:
Em pleno exame do cadeirão mais aterrorizador da Faculdade, vulgo Direito Administrativo, no 2.º ano,que ainda hoje não percebo bem o que é (e não sei como ajudei um vizinho meu num despejo da Câmara, se calhar sou sobredotada e não sabia)
cadeira leccionada pelo MRS
estou eu muito entretida a tentar cabular quando me aparece o dito professor.
(não se preocupem que ele não me apanhou, ainda hoje sou mestrina nessas artes)
E o prof:
"Então..está mais gordinha"
E eu: (com menos 10 kg do que tenho hoje) sem mais nada para dizer do que um brilhante "Não, não estou"
"Ai está sim, vai ter que fazer uma dieta, mas só depois dos exames" e pisca o olho seguindo o seu caminho.
Eu em pleno exame, com uma cambada de burróides a olhar para mim, ponho-me a prescrutar os pneus e a chorar baixinho,
e agora pergunto-me eu,
porque é que um dos homens mais espertos do nosso país
tem a inteligência emocional de um lince ibérico?
Por algum motivo estes estão praticamente extintos,
e ai Marcelo, o que eu não dava para poder dizer o mesmo!
E sempre levei o 15
O actual Ministro da Presidência, Silva Pereira foi o 1.º professor a dar-me uma aula na Faculdade.
Fiquei aturdida como a boca dele se revirava enquanto falava extasiado dos círculos eleitorais e partidos políticos, com o cuspo a assomar-se ritmicamente nos cantos da boca de 10 em 10 segundos,
se calhar por causa disso,
traumas de falar em público imaginando que estou toda salivada,
ou simplesmente porque nunca tive nada de inteligente para dizer,
nunca abri a minha boquinha numa aula dele.
No fim do ano, tinha tido boas notas nos exames mas nunca tinha participado na aula e ele diz-me:
"Pois, não sei que nota he lhei-de dar...é que nunca tive o prazer de ouvir a sua voz!"
eu viro-me para ele:
e esboço um ternurento sorriso.
Burra talvez, coerente: sempre.
Fiquei aturdida como a boca dele se revirava enquanto falava extasiado dos círculos eleitorais e partidos políticos, com o cuspo a assomar-se ritmicamente nos cantos da boca de 10 em 10 segundos,
se calhar por causa disso,
traumas de falar em público imaginando que estou toda salivada,
ou simplesmente porque nunca tive nada de inteligente para dizer,
nunca abri a minha boquinha numa aula dele.
No fim do ano, tinha tido boas notas nos exames mas nunca tinha participado na aula e ele diz-me:
"Pois, não sei que nota he lhei-de dar...é que nunca tive o prazer de ouvir a sua voz!"
eu viro-me para ele:
e esboço um ternurento sorriso.
Burra talvez, coerente: sempre.
O equilíbrio
Por falar em filmes,
conheço uma pessoa, estudioso e circunspecto.
Média alta na Faculdade Direito Lisboa, trabalha num escritório considerado grande.
Um dia viro-me para ela e digo:
"Vi o Truman Show"
e ela: "E que tal?"
"Pensei que o Peter Weir fizesse melhor" - respondi
PIMBA
Apanhei um chapadão de meia noite em pleno bar da faculdade. E lá foi essa pessoa indignada corredor fora, como é que eu me havia atrevido a dizer mal de tal sumidade cinematográfica!
é na mão desta gente que os nossos interesses jurídicos estão acometidos.
Da próxima vez que meterem o senhorio em tribunal,
insanidade por insanidade contratem-me a mim.
conheço uma pessoa, estudioso e circunspecto.
Média alta na Faculdade Direito Lisboa, trabalha num escritório considerado grande.
Um dia viro-me para ela e digo:
"Vi o Truman Show"
e ela: "E que tal?"
"Pensei que o Peter Weir fizesse melhor" - respondi
PIMBA
Apanhei um chapadão de meia noite em pleno bar da faculdade. E lá foi essa pessoa indignada corredor fora, como é que eu me havia atrevido a dizer mal de tal sumidade cinematográfica!
é na mão desta gente que os nossos interesses jurídicos estão acometidos.
Da próxima vez que meterem o senhorio em tribunal,
insanidade por insanidade contratem-me a mim.
Porque é que eu acho que sou um ser maravilhoso e especial:
Ontem, num vídeo-clube imenso, de quintiliões de filmes, sendo que só 1/5 eram porno,
consegui escolher, ao fim de 30 segundos, um único
que, por acaso, nem sabia estar nomeado para os Óscares (estou a estudar, não tenho a vossa vida)
e ganhou na categoria de melhor filme, vulgo Crash (não o de 98, grande porca aquela Holy Hunter)ou Colisão.
Para quem já levou (em tempos idos)2 horas a escolher, e trouxe para casa "Holacausto Canibal" ando a progredir substancialmente não?
consegui escolher, ao fim de 30 segundos, um único
que, por acaso, nem sabia estar nomeado para os Óscares (estou a estudar, não tenho a vossa vida)
e ganhou na categoria de melhor filme, vulgo Crash (não o de 98, grande porca aquela Holy Hunter)ou Colisão.
Para quem já levou (em tempos idos)2 horas a escolher, e trouxe para casa "Holacausto Canibal" ando a progredir substancialmente não?
sábado, março 04, 2006
a realidade
São 22h56 e faltam 4 minutos para o Sexo e a Cidade.
4 minutos para fazer 100 abdominais
4 minutos para ir trocar a fronha da almofada que já o devia ter sido a semana passada
4 minutos para limpar este teclado que até grainhas de uvas tem entre o Shift e o CapsLock
4 minutos para ir recolher as cadeiras que estão na rua porque com o vendaval nocturno de ontem uma quase que entrou pelo meu quarto adentro e me chacinou na minha própria cama.
Mas náo, aqui estou, ar lambido, arrastando-me pensoamente entre o meu quarto e este computador, escrevendo devaneios que ninguém irá ler ou se, o fizer, ficará intrigado com tamanha deprimência .
Pensava que com a idade esta cena das prioridades se alteravam.
Faço 26 em Agost, mas não auspicio nada de muito grandioso para os restantes 50.
4 minutos para fazer 100 abdominais
4 minutos para ir trocar a fronha da almofada que já o devia ter sido a semana passada
4 minutos para limpar este teclado que até grainhas de uvas tem entre o Shift e o CapsLock
4 minutos para ir recolher as cadeiras que estão na rua porque com o vendaval nocturno de ontem uma quase que entrou pelo meu quarto adentro e me chacinou na minha própria cama.
Mas náo, aqui estou, ar lambido, arrastando-me pensoamente entre o meu quarto e este computador, escrevendo devaneios que ninguém irá ler ou se, o fizer, ficará intrigado com tamanha deprimência .
Pensava que com a idade esta cena das prioridades se alteravam.
Faço 26 em Agost, mas não auspicio nada de muito grandioso para os restantes 50.
Agricultura biológica
Vergonha do dia:
Regressei após um ano de interregno ao ginásio, nome que eu carinhosamente atribuo a umas águas furtada pertencentes aos Bombeiros, com as paredes forradas a musgo e com 4 baldes um em cada canto, a evitar o desperdício de um bem precioso: água barrenta salpicada de elementos ácidos que cai do céu, vulgo chuvinha de Inverno.
Devo dizer que fazemos todos os exercícios gímnicos de casacos felpudos e capuz na cabeça, não porque somos o pessoal do Hip hop e quê mas porque temos mesmo muito frio.
Enfim, isto para dizer que saí de casa, e logo á saída do portão tinha um grande enlaçado de cócó, provavelmente um dos inúmeros ameigados da minha Bianca a mandar-lhe sinais amorosos (os cães são tão expressivos).
Pisei aquele montinho mas tive que ir a correr para o ginásio porque já estava atrasada. E tive mesmo que fazer a aula com os ténis porque não sabia que dos 300 metros que separam a minha casa daquele mundo olímpico iria ser presenteada com fezes quadrúpedes, senão teria ido munida com outro par!
Moral da história, o pessoal passou a hora inteira a snifar tentando descortinar que cheiro era aquilo e donde provinha.
Eu, com um ar profundamente enojado só ollhava reprovadoramente para o gajo que estava na máquina à minha esquerda que, inocente, já nem sabia onde haveria de se meter.
De regresso a casa vim a arrastar o pé, tentando apagar os vestígios criminosos.O plano saiu-me gorado porque o odor ainda estava realmente muito intenso.
Acabei por os ir dependurar no quintal,bem longe do meu quarto. Aproveitei para estrumar as beringelas.
Regressei após um ano de interregno ao ginásio, nome que eu carinhosamente atribuo a umas águas furtada pertencentes aos Bombeiros, com as paredes forradas a musgo e com 4 baldes um em cada canto, a evitar o desperdício de um bem precioso: água barrenta salpicada de elementos ácidos que cai do céu, vulgo chuvinha de Inverno.
Devo dizer que fazemos todos os exercícios gímnicos de casacos felpudos e capuz na cabeça, não porque somos o pessoal do Hip hop e quê mas porque temos mesmo muito frio.
Enfim, isto para dizer que saí de casa, e logo á saída do portão tinha um grande enlaçado de cócó, provavelmente um dos inúmeros ameigados da minha Bianca a mandar-lhe sinais amorosos (os cães são tão expressivos).
Pisei aquele montinho mas tive que ir a correr para o ginásio porque já estava atrasada. E tive mesmo que fazer a aula com os ténis porque não sabia que dos 300 metros que separam a minha casa daquele mundo olímpico iria ser presenteada com fezes quadrúpedes, senão teria ido munida com outro par!
Moral da história, o pessoal passou a hora inteira a snifar tentando descortinar que cheiro era aquilo e donde provinha.
Eu, com um ar profundamente enojado só ollhava reprovadoramente para o gajo que estava na máquina à minha esquerda que, inocente, já nem sabia onde haveria de se meter.
De regresso a casa vim a arrastar o pé, tentando apagar os vestígios criminosos.O plano saiu-me gorado porque o odor ainda estava realmente muito intenso.
Acabei por os ir dependurar no quintal,bem longe do meu quarto. Aproveitei para estrumar as beringelas.
Responsabilidade por factos ilícitos
Anteontem tive que ir à faculdade fotocopiar uns livros. Fui comprar o cartãozinho, e fui tirá-las à biblioteca, mas ao fim de uns 5 minutos a máquina começa a apitar e a piscar confusamente.
Eu via uns bonequitos, umas coisas em inglês, mas detesto tudo o que seja sinalépticas e sinais sonoros, fico sempre muito confusa e apetece-me fugir.
Mas as fotocópias eram tão importantes que eu me lancei à descoberta, e já que a funcionária andava a namoriscar um professor pelos corredores, achei que daria conta do recado.
Ao fim de uns quantos minutos, começo ao pontapé à máquina, abrir e a fechar a tampa gigante, a desligá-la da ficha e a saltar-lhe literalmente em cima.
Tive que dar-me por vencida.
A espumar de raiva, saco das folhas que já estavam fotocopiadas, alinhadas num tabuleiro, e preparo-me para me ir embora. Quando as retiro uma luz acende-se no visor e leio "Papel retirado, máquina pronta a copiar".
Ah, então era isto penso, e volto a abrir a tampa. De repento vejo um lanho monumental no superfície da máquina, uma espécie de fenda, quer dizer - o vidro estava mesmo partido.
Tirei o meu cartão das fotocópias, arrumei a mala e os livros, e fugi o mais sub-repticiamente possível.
Ontem voltei lá e no lugar da fotocopiadora estava uma cadeira .
Senti-me finalmente recompensada pela tormenta das propinas.
Eu via uns bonequitos, umas coisas em inglês, mas detesto tudo o que seja sinalépticas e sinais sonoros, fico sempre muito confusa e apetece-me fugir.
Mas as fotocópias eram tão importantes que eu me lancei à descoberta, e já que a funcionária andava a namoriscar um professor pelos corredores, achei que daria conta do recado.
Ao fim de uns quantos minutos, começo ao pontapé à máquina, abrir e a fechar a tampa gigante, a desligá-la da ficha e a saltar-lhe literalmente em cima.
Tive que dar-me por vencida.
A espumar de raiva, saco das folhas que já estavam fotocopiadas, alinhadas num tabuleiro, e preparo-me para me ir embora. Quando as retiro uma luz acende-se no visor e leio "Papel retirado, máquina pronta a copiar".
Ah, então era isto penso, e volto a abrir a tampa. De repento vejo um lanho monumental no superfície da máquina, uma espécie de fenda, quer dizer - o vidro estava mesmo partido.
Tirei o meu cartão das fotocópias, arrumei a mala e os livros, e fugi o mais sub-repticiamente possível.
Ontem voltei lá e no lugar da fotocopiadora estava uma cadeira .
Senti-me finalmente recompensada pela tormenta das propinas.
quinta-feira, março 02, 2006
Eu e o Pancho Villa
Preciso de ajuda especializada.
Há 10 ou 15 anos para cá que abomino o Carnaval.
Apetece-me esventrar aqueles recalcados que se vestem de mulher, assim como aqueles que, munidos de laranjas e melancias acham muita graça arremessar os referidos frutos a cabeças desprevenidas, a uma velocidade supersónica igual à que se escondem debaixo das marquises.
Horroriza-me os disfarces deploráveis, as serpentinas e os confettis.
Confesso que acho alguma graça às bombinhas de mau-cheiro, mas, mesmo assim, continuo a achar o Carnaval uma grande deprimência, um conjunto de ideias enfastiantes e acontecimentos simpelsmente tristes.
Por isso é que fiquei petrificada quando acordei, nesta 3ª feira dia 28,
ainda com resquícios de serpentinas dentro das orelhas e dependuradas nas pregas das nádegas,
e me lembrei que havia passado a noite, vestida à el mariachi, com um sombrero gigante e um poncho multicolor em pleno Bairro.
Deus, se me amares como ao filho pródigo, impede que alguém se recorde de mim naquela figura.
Se não me amares mas tiveres um especial carinho, faz com que aqueles pensem que eu estava vestida de criadinha francesa.
Ou de esteticista pernambucana.
Tudo, mas tudo, menos de revolucionário mexicano.
Há 10 ou 15 anos para cá que abomino o Carnaval.
Apetece-me esventrar aqueles recalcados que se vestem de mulher, assim como aqueles que, munidos de laranjas e melancias acham muita graça arremessar os referidos frutos a cabeças desprevenidas, a uma velocidade supersónica igual à que se escondem debaixo das marquises.
Horroriza-me os disfarces deploráveis, as serpentinas e os confettis.
Confesso que acho alguma graça às bombinhas de mau-cheiro, mas, mesmo assim, continuo a achar o Carnaval uma grande deprimência, um conjunto de ideias enfastiantes e acontecimentos simpelsmente tristes.
Por isso é que fiquei petrificada quando acordei, nesta 3ª feira dia 28,
ainda com resquícios de serpentinas dentro das orelhas e dependuradas nas pregas das nádegas,
e me lembrei que havia passado a noite, vestida à el mariachi, com um sombrero gigante e um poncho multicolor em pleno Bairro.
Deus, se me amares como ao filho pródigo, impede que alguém se recorde de mim naquela figura.
Se não me amares mas tiveres um especial carinho, faz com que aqueles pensem que eu estava vestida de criadinha francesa.
Ou de esteticista pernambucana.
Tudo, mas tudo, menos de revolucionário mexicano.
sábado, fevereiro 25, 2006
Big MÁRIO
O Mário do BB foi preso (como testemunhas abonatórias tem o gordo do pasteleiro, o Bruno do BB2,e o Zé Maria, aquele que há 3 anos corria espavorido pela 24 de Julho, todo nu).
Mário, Mário, Mário..
Pareces um querubim
Tens tudo que é necessário
ao fim e ao cabo és um armário
tens pernas, peitoriais, enfim..
para seres um miminho nesse jardim
que dá pelo nome de ESTABELECIMENTO PRISIONAL DO PORTO!
...apanhar no rabito tás a ver?
Mário, Mário, Mário..
Pareces um querubim
Tens tudo que é necessário
ao fim e ao cabo és um armário
tens pernas, peitoriais, enfim..
para seres um miminho nesse jardim
que dá pelo nome de ESTABELECIMENTO PRISIONAL DO PORTO!
...apanhar no rabito tás a ver?
Um comentário infeliz
Um jornal semanal, provavelmente o mais decrépito da sociedade portuguesa, sondou umas quantas "personalidades" fazendo as perguntas da praxe, nomeadamente "neste carnaval mascarava-se a quê" e "a quem tirava a máscara?"
Quanto a esta segunda pergunta, posso adiantar que 9 dos 10 entrevistados respondeu qualquer coisa como: "ao governo" "a estes ministros corruptos", "aos políticos" e afins.
Vem a atrasada mental da Ruth Marlene: "tirava a máscara a Sua Santidade, o Papa".
Sim...realmente, que brilhante ideia, esbofetear o Santo Padre enquanto o levantamos pelos colarinhos e gritamos aos ouvidos: "Bento como é, seu dissimulado, a condenares o pecado da gula e ainda te ontem te vi a lamberes um pratinho de amoras silvestres!"
Ruth, um conselho:
próximo Carnaval mascara-te de peça de caça e vai abanar o rabinho para a Coutada de Alijó.
Quanto a esta segunda pergunta, posso adiantar que 9 dos 10 entrevistados respondeu qualquer coisa como: "ao governo" "a estes ministros corruptos", "aos políticos" e afins.
Vem a atrasada mental da Ruth Marlene: "tirava a máscara a Sua Santidade, o Papa".
Sim...realmente, que brilhante ideia, esbofetear o Santo Padre enquanto o levantamos pelos colarinhos e gritamos aos ouvidos: "Bento como é, seu dissimulado, a condenares o pecado da gula e ainda te ontem te vi a lamberes um pratinho de amoras silvestres!"
Ruth, um conselho:
próximo Carnaval mascara-te de peça de caça e vai abanar o rabinho para a Coutada de Alijó.
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
Meu querido Deus
Deus escreve Direito por linhas tortas.
Sempre gostava de saber porque é que Ele se esqueceu de estar presente no dia do exame da Ordem..Tinha escrevinhado o que Quisesse, nem que fosse de pernas para o ar.
Vai na volta e aquilo da omnisciência não é bem como a pintam..Não é Sr. Deus?
(Senhor, se considerar este post heresia, relembre-se por favor, daquele episódio em que ajudei o senhor da secretaria da Junta de Freguesia de Queluz a apanhar uns impressos azuis do chão e que, por azar, coloquei os ténis da Airwalker em cima deles e ao levantá-los rasguei-os todinhos ao meio,
não sou tão engraçada? Deliciosamente trapalhona com um toquezinho de mal enjorcada? - lá se pode repreender uma coisinha fofa como eu!)
P.s.- a Oral é em Junho.E eu tenho uma dúvida:
Só Escreves ou também Sussuras?
Sempre gostava de saber porque é que Ele se esqueceu de estar presente no dia do exame da Ordem..Tinha escrevinhado o que Quisesse, nem que fosse de pernas para o ar.
Vai na volta e aquilo da omnisciência não é bem como a pintam..Não é Sr. Deus?
(Senhor, se considerar este post heresia, relembre-se por favor, daquele episódio em que ajudei o senhor da secretaria da Junta de Freguesia de Queluz a apanhar uns impressos azuis do chão e que, por azar, coloquei os ténis da Airwalker em cima deles e ao levantá-los rasguei-os todinhos ao meio,
não sou tão engraçada? Deliciosamente trapalhona com um toquezinho de mal enjorcada? - lá se pode repreender uma coisinha fofa como eu!)
P.s.- a Oral é em Junho.E eu tenho uma dúvida:
Só Escreves ou também Sussuras?
Post interdito às autoridades e à gerência do Magnetic
Acho que já aqui referi que sou cleptomaníaca.
Mas não se preocupem comigo, por 2 razões:
1º antes clepto que ninfo.
2º ando a refinar a minha amoralidade com pequenos laivos de consciência cívica e religiosa: hoje de madrugada esperei pontualmente pelas 00H01 para furtar o jornal "Público" do ex-cup&cino da Duque de Ávila, oficialmente do dia anterior.
Quão elevado será prejuízo? Lógico que eu sou a única demente que gosta de ler tudo quanto sejam letrinhas, independentemente da sua validade. Quando vou à minha avó escondo-me no sotão as ler as fotonovelas da revista "Ela" de 1967, - não sabem o susto que eu apanhei ao descobrir que o Eládio Clímaco já teve 30 anos!!
Enfim, certamente não magoei os sentimentos de niguém, se bem que a mim também não me proporcionou grande lucro..
Quando cheguei à cama e me preparava para degustar tamanho petisco comecei a ter rebates, não de consciência, mas sim de higiene, pois fiquei profundamente enojada com o jornal, cheio de nódoas de café e alguns restos de caramelo.
Depois daquela adrenalina toda, olhares furtivos para as câmaras de vigilância, controlo dissimulado sobre os empregados, e olhares ameaçadores para os restantes convivas (nomeadamente a Joana e o Bruno que me observavam petrificados)
até me ficou mal aquele enojamento súbito, mas eu sou assim. Ladra mas muito asseada.
Mas não se preocupem comigo, por 2 razões:
1º antes clepto que ninfo.
2º ando a refinar a minha amoralidade com pequenos laivos de consciência cívica e religiosa: hoje de madrugada esperei pontualmente pelas 00H01 para furtar o jornal "Público" do ex-cup&cino da Duque de Ávila, oficialmente do dia anterior.
Quão elevado será prejuízo? Lógico que eu sou a única demente que gosta de ler tudo quanto sejam letrinhas, independentemente da sua validade. Quando vou à minha avó escondo-me no sotão as ler as fotonovelas da revista "Ela" de 1967, - não sabem o susto que eu apanhei ao descobrir que o Eládio Clímaco já teve 30 anos!!
Enfim, certamente não magoei os sentimentos de niguém, se bem que a mim também não me proporcionou grande lucro..
Quando cheguei à cama e me preparava para degustar tamanho petisco comecei a ter rebates, não de consciência, mas sim de higiene, pois fiquei profundamente enojada com o jornal, cheio de nódoas de café e alguns restos de caramelo.
Depois daquela adrenalina toda, olhares furtivos para as câmaras de vigilância, controlo dissimulado sobre os empregados, e olhares ameaçadores para os restantes convivas (nomeadamente a Joana e o Bruno que me observavam petrificados)
até me ficou mal aquele enojamento súbito, mas eu sou assim. Ladra mas muito asseada.
Paixões Juvenis

Acreditem ou não, escolhi esta foto não para horrorizar mas sim para sublinhar algo que me faz sempre muita confusão:
é notório que os 2 petizes estão a errar,
e ainda por cima fazem-no à boca podre, com um sorriso estampado no rosto e um à-vontade genuíno (reparem na sacola sobre o ombro direito do menino mais feliz, como quem diz "hoje vou para a escola aprender os advérbios temporais, as fracções matemáticas, as linhas de caminho-de-ferro e jogar à sirumba, não sem antes penetrar analmente este amável burrito"
Mas a mim o que me CHOCA profundamente, para além do minísculo "penes" do segundo menino, mais contido mas também danado para a brincadeira,
é o facto de alguém estar a tirar contentemente uma fotografia, sem nunca ter alvitrado sequer ajudar o pobre animal! Este deve andar de sol a sol na labuta campina, e depois, em vez de recolher ao seu celeiro, tem que aguentar com os desejos adolescentes de 2 crianças desenvergonhadas!
Envergonhado está o próprio animal que, sabendo estar a ser perpetuado por um dagarreótipo tenta nem olhar para a objectiva, baixando os olhos pudoradamente e rezando para que a sua santa mãe nunca chegue a descobrir.
E o porco do fotógrafo a rir-se certamente, com as calças nos tornozelos e uma sensação de bem-estar relaxante...Era estar entretido e vir o pai do burrinho por detrás! Ou não.. provavelmente só o elevaria às nuvens, seguido de um bem merecido cigarro.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Pormenores
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
ídolos
A minha amiga Joana Morais consititui, de certa forma, o meu modelo ideal de gaja despreeocupada, mas feliz.
Eu uma vez fiquei com um livro da biblioteca José Régio na Venteira mais 3 dias que o permitido e,
nas 2 noites anteriores à entrega final fiquei doente, com assomos de vómito e dores de cabeça.
Sonhava com fiscais de livros e multas astronómicas que me perseguiam até à velhice.
Ao 3.º dia fui à biblioteca, com um xaile na cabeça e um nariz falso com bigode e óculos,
murmurei o meu n.º de leitor e antes dela me repreender lancei-me aos pés da funcionária e desfieei os meus azares, todos inventados no próprio momento mas profundamente comovedores.
Ela, muito admirada como é que eu me mantinha ainda em pé, com uma operação à vesícula na noite anterior e 2 às coronárias três dias antes, (mas com efeitos secundários óbvios concretizados no bigode farfalhudo) lá me deixou ir, sem sequer se lembrar da burla dos 3 dias atrasados (sou mesmo maquiavélicca muah ahhh ahh).
Mas a Joana já é grande e vive sozinha.
Alugou 7 filmes (confirmo!! eu estava lá!!) na blockbuster;
deixou-os a apodrecer no sofá durante uma semana,
e depois ainda passou 15 dias na neve.
Conclusão, quando vou a casa dela, para me inteirar das novidades, vejo 7 DVDS lançados ao desalento.
e eu :"tipo, não devias já ter entregue isso?"
ela, despachada e descansada: "nope, ta-se bem"
200 euros.
Eu ouvi isto e depois fui para casa, cabisbaixa a pontapear as pedras da calçada..
Inveja, pura inveja.
Com 200 euros ia ao Campera, comprava a Mango, leiloava a Lanidor e ainda limpava o ranho a notas de 20 lançando-as depois na fonte da Fortuna (que ainda não há passaria a haver depois da minha gestão desastrosa à frente do Outlet).
Ela foi à Blockbuster e calou a boca aos gajos.
Quando for grande quero ser como a Joana. Com um bocadinho de Soraia Chaves.
Eu uma vez fiquei com um livro da biblioteca José Régio na Venteira mais 3 dias que o permitido e,
nas 2 noites anteriores à entrega final fiquei doente, com assomos de vómito e dores de cabeça.
Sonhava com fiscais de livros e multas astronómicas que me perseguiam até à velhice.
Ao 3.º dia fui à biblioteca, com um xaile na cabeça e um nariz falso com bigode e óculos,
murmurei o meu n.º de leitor e antes dela me repreender lancei-me aos pés da funcionária e desfieei os meus azares, todos inventados no próprio momento mas profundamente comovedores.
Ela, muito admirada como é que eu me mantinha ainda em pé, com uma operação à vesícula na noite anterior e 2 às coronárias três dias antes, (mas com efeitos secundários óbvios concretizados no bigode farfalhudo) lá me deixou ir, sem sequer se lembrar da burla dos 3 dias atrasados (sou mesmo maquiavélicca muah ahhh ahh).
Mas a Joana já é grande e vive sozinha.
Alugou 7 filmes (confirmo!! eu estava lá!!) na blockbuster;
deixou-os a apodrecer no sofá durante uma semana,
e depois ainda passou 15 dias na neve.
Conclusão, quando vou a casa dela, para me inteirar das novidades, vejo 7 DVDS lançados ao desalento.
e eu :"tipo, não devias já ter entregue isso?"
ela, despachada e descansada: "nope, ta-se bem"
200 euros.
Eu ouvi isto e depois fui para casa, cabisbaixa a pontapear as pedras da calçada..
Inveja, pura inveja.
Com 200 euros ia ao Campera, comprava a Mango, leiloava a Lanidor e ainda limpava o ranho a notas de 20 lançando-as depois na fonte da Fortuna (que ainda não há passaria a haver depois da minha gestão desastrosa à frente do Outlet).
Ela foi à Blockbuster e calou a boca aos gajos.
Quando for grande quero ser como a Joana. Com um bocadinho de Soraia Chaves.
Momento bíblico
Lembram-se de uma história bíblica em que Labão, pai de Lia, (a mais velha) e Raquel, oferece a mão da sua caçula a Jacob, não sem antes lhe ordenar 7 anos de trabalhos no campo?
E depois de labutar 7 anos ele é enganado já que, na noite de núpcias, Raquel é trocada no meio da penumbra por Lia. Jacob, na manhã seguinte e após descobrir o embuste, é obrigado a trabalhar mais 7 anos se quiser casar finalmente com Raquel...
Bem, hoje acordei de noite com insónias e pus-me a matutar no assunto.
Esse Labão estaria bem tramado pelas autoridades judiciárias contemporâneas se resolvesse repetir a gracinha neste séc. 21
Senão, vejamos:
Tráfico - Mas que é isto?? andar a vender as filhas a desconhecidos? PIOR! - é um crime QUALIFICADO, pelas relações de parentesco.
- Lenocínio. Obrigá-las a entregar o corpo em vista a obter trabalhos forçados no campo por um homem forte e vigoroso. Quem o mandou ter filhas? Procriasse varão!
- Coacção. Nem quero imaginar a tensão coactiva sobre aquele desgraçado, homem no vigor da sua juventude ansiando dementemente pela esposa casta e linda. Por alguma razão ele queria a mais nova, certo?
- Escravidão. Não tem outro nome. 14 anos a trabalhar de sol a sol é, definitivamente,muito mais que escravidão, é doentio! (por muito boa que fosse a paga! diziam que a Raquel era cá um miminho..)
E sabem o que é passar a noite de núpcias aninhado na esposa e, na manhã seguinte apercebem-se que não só copularam com um coirão tão feio que mais parece um escroto, como ainda têm que trabalhar mais 7 anos para viver condignamente com uma esposa ao lado que possam levar para passear e mostrar aos amigos nas festas de aldeia?
Palavra de honra, no meio de tanta mesquinhez, acho que o Gutemberg se enganou na impressão, o meu Deus só poderia ter baptizado esse homem de Grande Lambão!
Faltou o "m".
Ficou o historial criminoso. No livro mais lido de todos os tempos.
Mau negócio.
E depois de labutar 7 anos ele é enganado já que, na noite de núpcias, Raquel é trocada no meio da penumbra por Lia. Jacob, na manhã seguinte e após descobrir o embuste, é obrigado a trabalhar mais 7 anos se quiser casar finalmente com Raquel...
Bem, hoje acordei de noite com insónias e pus-me a matutar no assunto.
Esse Labão estaria bem tramado pelas autoridades judiciárias contemporâneas se resolvesse repetir a gracinha neste séc. 21
Senão, vejamos:
Tráfico - Mas que é isto?? andar a vender as filhas a desconhecidos? PIOR! - é um crime QUALIFICADO, pelas relações de parentesco.
- Lenocínio. Obrigá-las a entregar o corpo em vista a obter trabalhos forçados no campo por um homem forte e vigoroso. Quem o mandou ter filhas? Procriasse varão!
- Coacção. Nem quero imaginar a tensão coactiva sobre aquele desgraçado, homem no vigor da sua juventude ansiando dementemente pela esposa casta e linda. Por alguma razão ele queria a mais nova, certo?
- Escravidão. Não tem outro nome. 14 anos a trabalhar de sol a sol é, definitivamente,muito mais que escravidão, é doentio! (por muito boa que fosse a paga! diziam que a Raquel era cá um miminho..)
E sabem o que é passar a noite de núpcias aninhado na esposa e, na manhã seguinte apercebem-se que não só copularam com um coirão tão feio que mais parece um escroto, como ainda têm que trabalhar mais 7 anos para viver condignamente com uma esposa ao lado que possam levar para passear e mostrar aos amigos nas festas de aldeia?
Palavra de honra, no meio de tanta mesquinhez, acho que o Gutemberg se enganou na impressão, o meu Deus só poderia ter baptizado esse homem de Grande Lambão!
Faltou o "m".
Ficou o historial criminoso. No livro mais lido de todos os tempos.
Mau negócio.
domingo, fevereiro 19, 2006
Filhos da Droga 2
Nunca fizeram uma grande asneira e depois pensaram:
"Poça, se calhar Deus ficou zangado comigo".
E sabem que isso não é nada auspicioso...por isso tremelicam de arrependimento, ficando a torcer para que Deus já se tenha esquecido.
E depois pensam: "bolas, se Deus já se esqueceu, neste momento deve-se estar a recordar!"
Findo este pequeno momento de reflexão tentam pensar no nada, no vazio, de modo a que não sejam apanhados em falso, nas porcarias que já fizeram?
E depois pensam, "bem, isto de ter um Pai omnisciente tem muito que se lhe diga, que ganda m.."
E após pensarem isto não ficam à espera que, literalmente, vos caia um raio em cima, por pensamento tão impuro?
Depois esta última indagação não ficam completamente mortificados por terem efectivamente achado, nem que por um micro-segundo, que Deus poderia ser cruel a esse ponto? E não ficam à espera que, e agora sim,após esta heresia venha um grande castigo dos céus, personificado em labaredas de fogo e esqueletos neuro-obcessivos?
A sério, há alturas do dia em que, após esta cadeia sucessiva de perguntas e auto-respostas,qual delas a mais estúpida, entro num ciclo vicioso tão deprimente que fico a falar sozinha, pior, a conversar diligentemente com os dedos anelares e a fantasiar episódios grotescos.
Tipo agora, em que escrevo este post, murmuro insanidades e espreito por cima dos ombros sempre à espera do fariseu Nicodemos (o célebre cobrador de impostos semítico) a esbofetear-me rancoroso por ainda não ter entregue o IRS de 2005.
Joana, tens razão.
Tenho mesmo que largar as drogas.
"Poça, se calhar Deus ficou zangado comigo".
E sabem que isso não é nada auspicioso...por isso tremelicam de arrependimento, ficando a torcer para que Deus já se tenha esquecido.
E depois pensam: "bolas, se Deus já se esqueceu, neste momento deve-se estar a recordar!"
Findo este pequeno momento de reflexão tentam pensar no nada, no vazio, de modo a que não sejam apanhados em falso, nas porcarias que já fizeram?
E depois pensam, "bem, isto de ter um Pai omnisciente tem muito que se lhe diga, que ganda m.."
E após pensarem isto não ficam à espera que, literalmente, vos caia um raio em cima, por pensamento tão impuro?
Depois esta última indagação não ficam completamente mortificados por terem efectivamente achado, nem que por um micro-segundo, que Deus poderia ser cruel a esse ponto? E não ficam à espera que, e agora sim,após esta heresia venha um grande castigo dos céus, personificado em labaredas de fogo e esqueletos neuro-obcessivos?
A sério, há alturas do dia em que, após esta cadeia sucessiva de perguntas e auto-respostas,qual delas a mais estúpida, entro num ciclo vicioso tão deprimente que fico a falar sozinha, pior, a conversar diligentemente com os dedos anelares e a fantasiar episódios grotescos.
Tipo agora, em que escrevo este post, murmuro insanidades e espreito por cima dos ombros sempre à espera do fariseu Nicodemos (o célebre cobrador de impostos semítico) a esbofetear-me rancoroso por ainda não ter entregue o IRS de 2005.
Joana, tens razão.
Tenho mesmo que largar as drogas.
Home sweet home
Mais um episódio triste da minha vida:
Ontem, sábado à noite, a trovejar violentamente e a chover a potes,
tomei a resolução sensata de ficar em casa. Eram 18h e pus-me a analisar criteriosamente o site da tv cabo, fazendo um esquema com horas e canais, de forma a conseguir ver o maior número possível de horas televisivas, sempre ao seu mais alto nível.
Começava às 21h com o AXN - CSI, passava para o Pepole & Arts às 21h, com A Promovida, em seguida veria o Scrubs na Sic Radical, findo o qual assistiria, novamente na Sic Radical ao South Park, passando de seguida para Sic Mulheres com o Sexo e a Cidade, acabando, finalmente, com o filme A Última Testemunha no canal inicial, o AXN.
Voltei a refazer o esquema porque me dei conta que, por exemplo, e no que diz respeito à Sic Radical, não rentabilizaria o tempo disponível a ver 2 séries cómicas, haveria sim que prescrutar qualquer coisa mais didática, tipo Mar Portuguez na Sic Notícias. Mas depois tive que mudar o programa a seguir, senão a Carrie Bradshaw não me cairia bem após as epopoeias nacionais.
Refiz toda a análise anterior, vezes e vezes sem conta, até me deparar com o programa nocturno perfeito. E fiquei contente porque faltavam apenas 5 minutos para começar o 1.º visionamento, no AXN.
Vi a 1ª parte. Com os olhos fechados consegui arrastar-me até à televisão, desligando-a. Atirei-me para cima da cama esgotada psicologicamente, mas ainda com o discernimento suficiente para saber que esta seria a noite de sábado mais degradante dos últimos anos.
Depois lembrei-me:
"não, houve uma vez que a minha vizinha me arrastou para o Tabernáculo da Fé, igreja baptista em Mira-Sintra".
Assunto resolvido, esqueci os remorsos.
Ontem, sábado à noite, a trovejar violentamente e a chover a potes,
tomei a resolução sensata de ficar em casa. Eram 18h e pus-me a analisar criteriosamente o site da tv cabo, fazendo um esquema com horas e canais, de forma a conseguir ver o maior número possível de horas televisivas, sempre ao seu mais alto nível.
Começava às 21h com o AXN - CSI, passava para o Pepole & Arts às 21h, com A Promovida, em seguida veria o Scrubs na Sic Radical, findo o qual assistiria, novamente na Sic Radical ao South Park, passando de seguida para Sic Mulheres com o Sexo e a Cidade, acabando, finalmente, com o filme A Última Testemunha no canal inicial, o AXN.
Voltei a refazer o esquema porque me dei conta que, por exemplo, e no que diz respeito à Sic Radical, não rentabilizaria o tempo disponível a ver 2 séries cómicas, haveria sim que prescrutar qualquer coisa mais didática, tipo Mar Portuguez na Sic Notícias. Mas depois tive que mudar o programa a seguir, senão a Carrie Bradshaw não me cairia bem após as epopoeias nacionais.
Refiz toda a análise anterior, vezes e vezes sem conta, até me deparar com o programa nocturno perfeito. E fiquei contente porque faltavam apenas 5 minutos para começar o 1.º visionamento, no AXN.
Vi a 1ª parte. Com os olhos fechados consegui arrastar-me até à televisão, desligando-a. Atirei-me para cima da cama esgotada psicologicamente, mas ainda com o discernimento suficiente para saber que esta seria a noite de sábado mais degradante dos últimos anos.
Depois lembrei-me:
"não, houve uma vez que a minha vizinha me arrastou para o Tabernáculo da Fé, igreja baptista em Mira-Sintra".
Assunto resolvido, esqueci os remorsos.
Um porquinho chamado "FOGE!"
Este post é dedicado a todas as meninas que fazem anos durante a época dos saldos, do género pleno Agosto tipo eu,
e quando vão com os olhos delirantes de febre abrir as prendas, língua pendente e a salivar abundantemente, completamente esfaimadas por dinheiro, vulgo notas de 20
deparam-se com paninhos da loiça, enternecedoramente bordados com patinhos e laguinhos, pintainhos e coelhinhos e outros motivos igualmente cruéis,
ou, pior, com um envelope (daqueles em que já nos cheira a Freeport, ou, se formos mais pobres ainda, a Zara da Amadora)
em que lá dentro está um postal de aniversário a desejar-nos muita paz e saúde!
SAÚDE?? Eu fico é DOENTE! Onde já se viu postaizinhos! Só faltam é ser com os mlfadados pintainhos e coelhinhos. E olhem que normalmente envolvem porquinhos ou vaquinhas falantes..
Estou com uma raiva a animais campestres que tenho a impressão que se me derem um cordeirinho nos anos, o esfacelo em 10 bocados e atiro-os pela janela. Não sem a antes lhe espetar daquelas colherzinhas para tirar o esparguete no rabo e arremessá-lo vezes sem contra contra a porta da despensa.
Nos meus anos,e volto a repetir, lembrem-se: sou alérgica a pechisbeque e adoro ouro branco.
e quando vão com os olhos delirantes de febre abrir as prendas, língua pendente e a salivar abundantemente, completamente esfaimadas por dinheiro, vulgo notas de 20
deparam-se com paninhos da loiça, enternecedoramente bordados com patinhos e laguinhos, pintainhos e coelhinhos e outros motivos igualmente cruéis,
ou, pior, com um envelope (daqueles em que já nos cheira a Freeport, ou, se formos mais pobres ainda, a Zara da Amadora)
em que lá dentro está um postal de aniversário a desejar-nos muita paz e saúde!
SAÚDE?? Eu fico é DOENTE! Onde já se viu postaizinhos! Só faltam é ser com os mlfadados pintainhos e coelhinhos. E olhem que normalmente envolvem porquinhos ou vaquinhas falantes..
Estou com uma raiva a animais campestres que tenho a impressão que se me derem um cordeirinho nos anos, o esfacelo em 10 bocados e atiro-os pela janela. Não sem a antes lhe espetar daquelas colherzinhas para tirar o esparguete no rabo e arremessá-lo vezes sem contra contra a porta da despensa.
Nos meus anos,e volto a repetir, lembrem-se: sou alérgica a pechisbeque e adoro ouro branco.
sábado, fevereiro 18, 2006
Carta Aberta
Querem que partilhe algo de muito degradante convosco?
Não, não me façam esgares horrizados como quem não está nem para aí virado, porque ao fim e ao cabo, e apesar de este blogue não ser propriamente o rotten, sei que adoram tudo o que cheire a instintos homicidas e pernas desfeitas.
Tudo isto para dizer,
que aqui há usn dias escrevi um post assertivo, bastante comovedor e com grande relevância político-ambiental (em que pedia a ajuda desesperada às autoridades competentes de forma a repôr o appearance do salsicha)
e cujo título rezava assim
"Ai deste que não tenha 5 comentários, no mínimo".
Nem vos vou dizer quantas pessoas responderam. Espero que se redimam no presente post, senão nunca mais haverá historietas com as seguintes frases:
- plaquetas de cócó de pombo
- bati com o septo no portão
- fui à serra de sintra ao parque das merendas e acabei por assistir acidentalmente a uma reunião secreta entre a classe operária dos antílopes e o sindicato sapateiro das osgas marítimas.
E nem se alvitre que as osgas não têm pés. Uma imaginação espicaçada move montanhas. Ou serras. de Sintra.
Querem mais post estúpidos como estes? Então assumam-se, seus blogofóbicos enpedernidos.
Não, não me façam esgares horrizados como quem não está nem para aí virado, porque ao fim e ao cabo, e apesar de este blogue não ser propriamente o rotten, sei que adoram tudo o que cheire a instintos homicidas e pernas desfeitas.
Tudo isto para dizer,
que aqui há usn dias escrevi um post assertivo, bastante comovedor e com grande relevância político-ambiental (em que pedia a ajuda desesperada às autoridades competentes de forma a repôr o appearance do salsicha)
e cujo título rezava assim
"Ai deste que não tenha 5 comentários, no mínimo".
Nem vos vou dizer quantas pessoas responderam. Espero que se redimam no presente post, senão nunca mais haverá historietas com as seguintes frases:
- plaquetas de cócó de pombo
- bati com o septo no portão
- fui à serra de sintra ao parque das merendas e acabei por assistir acidentalmente a uma reunião secreta entre a classe operária dos antílopes e o sindicato sapateiro das osgas marítimas.
E nem se alvitre que as osgas não têm pés. Uma imaginação espicaçada move montanhas. Ou serras. de Sintra.
Querem mais post estúpidos como estes? Então assumam-se, seus blogofóbicos enpedernidos.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
A senciência
Eu sei.
Sinto-vos.
Tacteio-vos.
Calco-vos.
Cheiro-vos.
Efabulo-vos.
Saboreio-vos
Sei.
por isso,
QUERO A MERDA DOS COMENTÁRIOS AOS MEUS POSTS SEUS IMISCUIDORES DISSIMULADOS!
Sinto-vos.
Tacteio-vos.
Calco-vos.
Cheiro-vos.
Efabulo-vos.
Saboreio-vos
Sei.
por isso,
QUERO A MERDA DOS COMENTÁRIOS AOS MEUS POSTS SEUS IMISCUIDORES DISSIMULADOS!
Outra vez o autocarro
Eu e os autocarros...Devo advertir que esta história é verídica embora claro, e como não podia deixar de ser, salpicada de alguns devaneios imaginativos, mas não muitos (ok, alguns, verão quais são, certamente).
Ia hoje na malfadada 144, atolada de livros gigantes, quando me resolvo a depô-los no banco vazio ao meu lado.
Depois de passar ali num bairro manhoso ao pé de Alfragide, penso que o Bairro do Zambujal, e após terem entrado no autocarro algumas pessoas com um ar mais suspeito,
o motorista faz uma curva apertada e os meus livros escorregam para o chão.
Devo antes de mais recordar que eram livros bem grandes, nomeadamente um Código de Processo Civil anotado, com o heróico número de 800 páginas que,
quando caiu ao chão, fez um barulho seco, um baque sonoro que se ouviu quase na Cruz de Pau.
Um nano segundo depois, o motorista encosta o autocarro e, sem se virar para trás, leva as mãos ao ar, em jeito de rendição.
Está tudo no mais pleno silêncio. Os passageiros entreolham-se, pensando que o motorista endoideceu de vez.
E só então percebo que ele pensa que os guineenses recém-entrados estão a fazer um saque audacioso ao cofrezinho dos bilhetes.
Pigarreio como quem não quer a coisa, tusso com bocadinho mais de força e, finalmente e a tremer, o motorista vira-se para nós.
Então vê o livro caído na coxia e percebe tudo. Lança um olhar cruel aos passageiros.
Não tenho muito por onde escapar. Para além dos 3 guineenses com o ar homicida, só estão 2 velhitos fofos mas que, infelizmente, têm cara de nem de saber ler a cartilha infantil quanto mais um código anotado.
Resto eu. Esboço um sorriso amarelo e, em biquinhos de pés vou buscar o livro, acenando com a mão como quem diz "não se aflija, já o tenho".
O homem, ainda a cambalear, vai-se apoiando nos assentos até finalmente se sentar de novo. Respira fundo, massaja as fontes, e, após um compasso de espera de 3 minutos arranca novamente.
Eu olho para os guineenses em jeito de cumplicidade à laia de "estes motoristas...fazem tudo para não chegar a horas!"
Os guineenses homicidas..lançaram-me um olhar de desprezo e vaticinei uma chacina eminente.
Saí escoltada pelos casal idoso, enquanto de dentro do autocarro os pretinhos me ameaçavam de punho fechado.
Com dizia a minha catequista do 9.º volume: CAGUEI E ANDEI!
Se bem que isto melhor se aplicaria ao motorista.
Ia hoje na malfadada 144, atolada de livros gigantes, quando me resolvo a depô-los no banco vazio ao meu lado.
Depois de passar ali num bairro manhoso ao pé de Alfragide, penso que o Bairro do Zambujal, e após terem entrado no autocarro algumas pessoas com um ar mais suspeito,
o motorista faz uma curva apertada e os meus livros escorregam para o chão.
Devo antes de mais recordar que eram livros bem grandes, nomeadamente um Código de Processo Civil anotado, com o heróico número de 800 páginas que,
quando caiu ao chão, fez um barulho seco, um baque sonoro que se ouviu quase na Cruz de Pau.
Um nano segundo depois, o motorista encosta o autocarro e, sem se virar para trás, leva as mãos ao ar, em jeito de rendição.
Está tudo no mais pleno silêncio. Os passageiros entreolham-se, pensando que o motorista endoideceu de vez.
E só então percebo que ele pensa que os guineenses recém-entrados estão a fazer um saque audacioso ao cofrezinho dos bilhetes.
Pigarreio como quem não quer a coisa, tusso com bocadinho mais de força e, finalmente e a tremer, o motorista vira-se para nós.
Então vê o livro caído na coxia e percebe tudo. Lança um olhar cruel aos passageiros.
Não tenho muito por onde escapar. Para além dos 3 guineenses com o ar homicida, só estão 2 velhitos fofos mas que, infelizmente, têm cara de nem de saber ler a cartilha infantil quanto mais um código anotado.
Resto eu. Esboço um sorriso amarelo e, em biquinhos de pés vou buscar o livro, acenando com a mão como quem diz "não se aflija, já o tenho".
O homem, ainda a cambalear, vai-se apoiando nos assentos até finalmente se sentar de novo. Respira fundo, massaja as fontes, e, após um compasso de espera de 3 minutos arranca novamente.
Eu olho para os guineenses em jeito de cumplicidade à laia de "estes motoristas...fazem tudo para não chegar a horas!"
Os guineenses homicidas..lançaram-me um olhar de desprezo e vaticinei uma chacina eminente.
Saí escoltada pelos casal idoso, enquanto de dentro do autocarro os pretinhos me ameaçavam de punho fechado.
Com dizia a minha catequista do 9.º volume: CAGUEI E ANDEI!
Se bem que isto melhor se aplicaria ao motorista.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
O dia em que quase matei um ente querido
Sabem aqueles episódios que desejamos nunca ter vivenciado? Aquelas coisas que nos arrependemos para sempre?
Um dia estava a ver "Crime She Wrote", com a admirável Angela Lansbury. Era o meu programa preferido, e vivia uma semana inteira à espera que desse na televisão.
Não será então de estranhar que uma vez, sentada orgasmicamente a ver a série, tenha enxotado o meu irmão quando ele se abeirou do sofá para me aborrecer.
Primeiro, e sem descolar os olhos da televisão, dei-lhe uma estalada fraquinha, garanto que não fez muito barulho.
Da segunda vez, micro-segundos mais tarde, já lhe dei um bofetão com a mão aberta.
Como se ele insistisse em importunar-me com os seus guinchinhos de menina, viro-me na direcção dele para lhe pregar uma sova de meia noite, eis quando senão
vejo o meu irmão completamente ROXO, a agarrar na garganta e a tentar respirar, função essa que, manifestamente não estava a conseguir, já que andava aos círculos pela sala, indo embater na mesa de centro antes de cair redondo no chão com um gemido já fraco.
Olho para a mesa e vejo lá um prato com uma carne de porco à alentejana. Com um raciocínio lógico brilhante, compreendo que ele está a tentar lutar com um pedação enorme de bácoro entalado na garganta!
Espojado no chão, agarro-lhe uma perna e vou a arrastá-lo até às escadas do meu prédio, até que toco a todas as campainhas do meu andar e grito por socorro.
Lá aparece uma velhota que lhe faz respiração boca a boca e lhe sacode o diafragma e o miúdo sobrevive.
Mas estava tão fraco que nem teve força de me esconjurar pelo mal-entendido.
Não tenham pena.
Estou há 19 anos a pagar pelo sucedido.
Um dia estava a ver "Crime She Wrote", com a admirável Angela Lansbury. Era o meu programa preferido, e vivia uma semana inteira à espera que desse na televisão.
Não será então de estranhar que uma vez, sentada orgasmicamente a ver a série, tenha enxotado o meu irmão quando ele se abeirou do sofá para me aborrecer.
Primeiro, e sem descolar os olhos da televisão, dei-lhe uma estalada fraquinha, garanto que não fez muito barulho.
Da segunda vez, micro-segundos mais tarde, já lhe dei um bofetão com a mão aberta.
Como se ele insistisse em importunar-me com os seus guinchinhos de menina, viro-me na direcção dele para lhe pregar uma sova de meia noite, eis quando senão
vejo o meu irmão completamente ROXO, a agarrar na garganta e a tentar respirar, função essa que, manifestamente não estava a conseguir, já que andava aos círculos pela sala, indo embater na mesa de centro antes de cair redondo no chão com um gemido já fraco.
Olho para a mesa e vejo lá um prato com uma carne de porco à alentejana. Com um raciocínio lógico brilhante, compreendo que ele está a tentar lutar com um pedação enorme de bácoro entalado na garganta!
Espojado no chão, agarro-lhe uma perna e vou a arrastá-lo até às escadas do meu prédio, até que toco a todas as campainhas do meu andar e grito por socorro.
Lá aparece uma velhota que lhe faz respiração boca a boca e lhe sacode o diafragma e o miúdo sobrevive.
Mas estava tão fraco que nem teve força de me esconjurar pelo mal-entendido.
Não tenham pena.
Estou há 19 anos a pagar pelo sucedido.
Amadora, esse paraíso na Terra
Quão contraditória é uma residência ao pé de uma certa estação de comboios da linha de Sintra denominada "Amadora Palace"?
Mas esta gente pensa que ludibria alguém?!
Ou estão convencidos que camuflam brilhantemente o facto do recepcionista ter não uma mas duas arma no coldre, e o segurança atrás dele uma arma branca a respontar do cuecão ?
Que degredo..Os próprios assaltantes devem rir-se à boca podre desses ardis geniais!
Mas esta gente pensa que ludibria alguém?!
Ou estão convencidos que camuflam brilhantemente o facto do recepcionista ter não uma mas duas arma no coldre, e o segurança atrás dele uma arma branca a respontar do cuecão ?
Que degredo..Os próprios assaltantes devem rir-se à boca podre desses ardis geniais!
O assédio
Eu tenho um fã.
Não, mais uma vez não cucuritem os galos, não zurrem os burros, não chiem os ratos, não crocitem os corvos, nem guinchem os porcos (chiu Nuno, é uma ordem!).
O fã que me assedia diariamente com o olhar lânguido e língua estrategicamente pendente no lado esquerdo da boca é:
- o senhor do Bar da Universidade
- aflitivamente baixo (só chega até à prateleira dos salgados)
- tem uma dentadura assaz duvidosa (vislumbrei até hoje 4 dentes, 3 dos quais em estado mórbido de decomposição, e com umas gengivas castanho pálido muito intrigantes).
- 2 faixas etárias acima, vulgo velho como um escroto (44/52)
e por fim, e à laia de conclusão:
- tem um ligeiro atraso. Não, minto,
é simplesmente estúpido, aliado a um abissal atraso.
Ontem fui jantar ao bar.
Detectei logo os sinais de excitação físca, perfeitamente manifestos mas que preferi ignorar pois, afinal de contas, ia jantar e não queria estar com o estômago revolvido pela imagem daquele homem nu.
Ele, suando em bica e sorrindo com aqueles dentinhos apodrecidos, franzindo o sobrolho com o seu ar sensual e que me fez lembrar o Homem Elefante,
fez-me sinal para aproximar e, em jeito de confidência, sussurou-me que, por ser para mim, me ia "fazer um jeitinho".
Rezei para que ele não dispusesse do seu órgão sexual em plena cantina pensando que me deleitaria, mas, pelos vistos, a sua ideia era mesmo ajudar-me no que concernia à minha refeição.
Eu tinha pedido e pago uma tosta,
mas logo o imaginei a trazer-me 1 prato de strogonoff e batatinhas, com um sumo de laranja natural e uma taça de gelatina, e eventualmente com uma dose de arroz.
Ele vai para a copa, e quando sai, com um ar deveras suspeito, escondendo-se do resto dos colegas e ludibriando as câmaras de vigilância,
dá-me já um saco cheio,
e antes de eu o abrir, confidencia-me lascivamente:
"Em vez de 2 guardanapinhos..pus aqui 4!! Só para ser para a menina...".
E juro que quase me pareceu que me soprou um beijo, mas entretanto eu já tinha fugido a uma tal rotação que ainda estava ele a dizer "até amanhã princesa" e já a porta do bar tinha batido.
Pulha! Frustar-me as expectativas alimentícias daquela maneira.. A tosta soube-me a nada, ainda por cima acorriam-me imagens do anãozito nu.
Não sei para quando a recuperação, mas só espero não desenvolver traumas sexuais relacionados com a comida.
Não, mais uma vez não cucuritem os galos, não zurrem os burros, não chiem os ratos, não crocitem os corvos, nem guinchem os porcos (chiu Nuno, é uma ordem!).
O fã que me assedia diariamente com o olhar lânguido e língua estrategicamente pendente no lado esquerdo da boca é:
- o senhor do Bar da Universidade
- aflitivamente baixo (só chega até à prateleira dos salgados)
- tem uma dentadura assaz duvidosa (vislumbrei até hoje 4 dentes, 3 dos quais em estado mórbido de decomposição, e com umas gengivas castanho pálido muito intrigantes).
- 2 faixas etárias acima, vulgo velho como um escroto (44/52)
e por fim, e à laia de conclusão:
- tem um ligeiro atraso. Não, minto,
é simplesmente estúpido, aliado a um abissal atraso.
Ontem fui jantar ao bar.
Detectei logo os sinais de excitação físca, perfeitamente manifestos mas que preferi ignorar pois, afinal de contas, ia jantar e não queria estar com o estômago revolvido pela imagem daquele homem nu.
Ele, suando em bica e sorrindo com aqueles dentinhos apodrecidos, franzindo o sobrolho com o seu ar sensual e que me fez lembrar o Homem Elefante,
fez-me sinal para aproximar e, em jeito de confidência, sussurou-me que, por ser para mim, me ia "fazer um jeitinho".
Rezei para que ele não dispusesse do seu órgão sexual em plena cantina pensando que me deleitaria, mas, pelos vistos, a sua ideia era mesmo ajudar-me no que concernia à minha refeição.
Eu tinha pedido e pago uma tosta,
mas logo o imaginei a trazer-me 1 prato de strogonoff e batatinhas, com um sumo de laranja natural e uma taça de gelatina, e eventualmente com uma dose de arroz.
Ele vai para a copa, e quando sai, com um ar deveras suspeito, escondendo-se do resto dos colegas e ludibriando as câmaras de vigilância,
dá-me já um saco cheio,
e antes de eu o abrir, confidencia-me lascivamente:
"Em vez de 2 guardanapinhos..pus aqui 4!! Só para ser para a menina...".
E juro que quase me pareceu que me soprou um beijo, mas entretanto eu já tinha fugido a uma tal rotação que ainda estava ele a dizer "até amanhã princesa" e já a porta do bar tinha batido.
Pulha! Frustar-me as expectativas alimentícias daquela maneira.. A tosta soube-me a nada, ainda por cima acorriam-me imagens do anãozito nu.
Não sei para quando a recuperação, mas só espero não desenvolver traumas sexuais relacionados com a comida.
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Vou sentar-me e esperar
olhem, arzahhhhh para esta merda de blogue que tanto está bem como a seguir já está todo virado do avesso. Agora não tem o site meter, nao tem foto, não tem posts recentes, nem meses longíquos.
Desconjunturou-se todo e eu CAGUEI BEM DE ALTO (literalmente, porque eu não faço cócó, sou uma menina, e o Gonçalo sabe bem disso, sou um ser abençoado, um anjinho iluminado, sou muito fofinha),
por isso enquanto isto nao voltar ao normal OU ALGUÉM ME AJUDE porque o irmão que tenho em casa vale tanto como uma mão cheia de merda e outra cheia de nada!,
vou barricar-me na sala, a ver dvd´s, comer chetoo´s e pensar nos posts maravilhendos que poderia estar a escrver e que, manifestamente, não estarei.
Em momento oportuno voltarei a esta bodega.
Desconjunturou-se todo e eu CAGUEI BEM DE ALTO (literalmente, porque eu não faço cócó, sou uma menina, e o Gonçalo sabe bem disso, sou um ser abençoado, um anjinho iluminado, sou muito fofinha),
por isso enquanto isto nao voltar ao normal OU ALGUÉM ME AJUDE porque o irmão que tenho em casa vale tanto como uma mão cheia de merda e outra cheia de nada!,
vou barricar-me na sala, a ver dvd´s, comer chetoo´s e pensar nos posts maravilhendos que poderia estar a escrver e que, manifestamente, não estarei.
Em momento oportuno voltarei a esta bodega.
Ai deste que não tenha 5 comentários, no mínimo
Por favor,
alguma alma caridosa se apiede do meu desespero e me ajude a tirar as letras azuis e restantes idiotices que coloquei no malfadado dia 9 de Fevereiro e agora não sei como tirar? E nem se diga para eu voltar ao sítio e repôr como estava pois, obviamente, e atendendo ao pomenor não despiciendo de que não sou, ao contrário de muita má-língua que por aqui ciranda, atrasada mental, motivo pelo qual já tentei fazer a tarefa supra,
nessa medida agradeço complacência para este meu suplício, concretizada em directrizes práticas e eficazes..
Obrigada
alguma alma caridosa se apiede do meu desespero e me ajude a tirar as letras azuis e restantes idiotices que coloquei no malfadado dia 9 de Fevereiro e agora não sei como tirar? E nem se diga para eu voltar ao sítio e repôr como estava pois, obviamente, e atendendo ao pomenor não despiciendo de que não sou, ao contrário de muita má-língua que por aqui ciranda, atrasada mental, motivo pelo qual já tentei fazer a tarefa supra,
nessa medida agradeço complacência para este meu suplício, concretizada em directrizes práticas e eficazes..
Obrigada
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Informação Escatológica
Bolas,
tive que voltar porque me lembrei que não intitulei o post infra.
E se há coisa que eu gosto é de merdas perfeitinhas.
Chamar-lhe-ei "O Desabafo".
tive que voltar porque me lembrei que não intitulei o post infra.
E se há coisa que eu gosto é de merdas perfeitinhas.
Chamar-lhe-ei "O Desabafo".
Não sei se já repararam (espero que não, senão há indícios sérios que não têm vida própria, uma conflituosidade inter-social acentuada, e, por demais evidente, uma hetero-exclusão comunitária perturbadora, vulgo PESSOAL SEM AMIGOS)
mas eu hoje já escrevi uma data de posts,
cada um mais sem sentido e amoral que o outro,
pela simples razão de que, amanhã, tenho a repetição do exame da Ordem,
e, como qualquer estudante preguiçosa, desorganizada e cábula que se preze, já inventei mil e uma coisas para fazer,
inclusive lavei a banheira com Cif, tarefa que, ao fim de 2 minutos, achei demasiadamente afrontosa à minha condição de..enfim, qualquer coisa que me impede de executar a empreitada supra-mecionada,
só para não ter que estudar.
Pelo que me voltei a sentar frente a este teclado para vos dizer isto mesmo que vos acabei de transmitir.
E dizer nada em tanto é obra certo? Só me dá é para o mal. Lá para os contratos de impugnações paulianas não me dá tanto a veia artística.
Arghhh façam-me parar!
Vou desligar o pc no botão do reset com o dedo do pé.
mas eu hoje já escrevi uma data de posts,
cada um mais sem sentido e amoral que o outro,
pela simples razão de que, amanhã, tenho a repetição do exame da Ordem,
e, como qualquer estudante preguiçosa, desorganizada e cábula que se preze, já inventei mil e uma coisas para fazer,
inclusive lavei a banheira com Cif, tarefa que, ao fim de 2 minutos, achei demasiadamente afrontosa à minha condição de..enfim, qualquer coisa que me impede de executar a empreitada supra-mecionada,
só para não ter que estudar.
Pelo que me voltei a sentar frente a este teclado para vos dizer isto mesmo que vos acabei de transmitir.
E dizer nada em tanto é obra certo? Só me dá é para o mal. Lá para os contratos de impugnações paulianas não me dá tanto a veia artística.
Arghhh façam-me parar!
Vou desligar o pc no botão do reset com o dedo do pé.
é favor não atentar às novas alterações mundanas deste blog
Caros,
Estou bastante desolada, porque o meu irmão é que teve a brilhante ideia de apalhaçar o blogue com pormenores giros.
Mostrou-me uma coisa ou outra e depois foi sair.
O certo é que eu me entusiasmei, andei a mexer em coisas com nomes insofismáveis tipo html e dashboar, pelo que no fim da brincadeira me apercebi que tinha posto o salsichinha meio virado do avesso, com comentários estúpidos tipo "o meu olho gigante"
e agora não só os não consigo tirar,
como os post mais recentes ficaram num azul escuro (meio cobalto, meio metalizado) e nem eu, que os sei de cor, consigo perceber o que dizem.
é uma tragédia, e suspeito vagamente que ele fez de propósito.
Lá porque escutei a conversa dele ao telefone,já tive a minha paga não?! Um pontapé daquela perna elefantísica
ainda por cima com sabor (ele espetou-ma na boca) a VENENO!
Snif
Estou bastante desolada, porque o meu irmão é que teve a brilhante ideia de apalhaçar o blogue com pormenores giros.
Mostrou-me uma coisa ou outra e depois foi sair.
O certo é que eu me entusiasmei, andei a mexer em coisas com nomes insofismáveis tipo html e dashboar, pelo que no fim da brincadeira me apercebi que tinha posto o salsichinha meio virado do avesso, com comentários estúpidos tipo "o meu olho gigante"
e agora não só os não consigo tirar,
como os post mais recentes ficaram num azul escuro (meio cobalto, meio metalizado) e nem eu, que os sei de cor, consigo perceber o que dizem.
é uma tragédia, e suspeito vagamente que ele fez de propósito.
Lá porque escutei a conversa dele ao telefone,já tive a minha paga não?! Um pontapé daquela perna elefantísica
ainda por cima com sabor (ele espetou-ma na boca) a VENENO!
Snif
Ai os cãezinhos tão giros
Não me levem a mal.. eu adoro animais,
mas estão a ver aquelas situações,
em que estamos de cócoras atrás da porta da sala, a tentar diligentemente ouvir uma conversa ao telefone,
entre o nosso irmão e uma miúda, há já quase 10 minutos,
na mesma posição, quase sem respirar, com os joelhos esfolados, os ombros deslocados e o rabo a descair para trás?
e, ao mesmo tempo, rimo-nos muito baixinho, quase afogando-nos com o esforço de contenção, enquanto tentamos explicar à nossa mãe, do outro lado do corredor, que não estamos a fazer nada de mal, para ela dar meia volta de modo a que consigamos continuar a ouvir a conversa?
Pois, o problema dos animais é que, sem qualquer pudor, e em qualquer tipo de situações, quer estejamos naquela situação há 1 ou 30 minutos, acabam por nos denunciar. Sempre.
Aquele cão vinha da sala, ar abatido, arrastando-se pela divisão. Quando dobra a esquina vê-me naqueles propósitos. Claro que para um animal que não faz nada o dia inteiro, ver a dona naquela posição é um petisco pincelado a mel.
Primeiro começa a abanar o rabo. Antes de entrar em pânico faço-lhe sinal com a mão para ele vir sem grande alarido.
Porque algum motivo é cão, burro que nem uma porta, interpreta o meu aceno como um convite tácito para brincar. Começa a saltitar à minha volta, latindo alegremente, olhando também para o meu irmão como que a convidá-lo para uma grande brincadeira.
Nem tenho tempo para lhe dar um pontapé.
Só vejo surgir o peúgo roto do meu irmão e, quando me preparo para fugir apanho com aquela meia nojenta, à qual vem atrelado um dedo do pé com ar suspeito.
Nem pude reclamar. A minha dignidade não mo permitiu.
Limitei-me a dar um chapadão no cão e a imaginar o desfecho da conversa telefónica.
Um conselho? Na lojinha..escolham os peixes.
mas estão a ver aquelas situações,
em que estamos de cócoras atrás da porta da sala, a tentar diligentemente ouvir uma conversa ao telefone,
entre o nosso irmão e uma miúda, há já quase 10 minutos,
na mesma posição, quase sem respirar, com os joelhos esfolados, os ombros deslocados e o rabo a descair para trás?
e, ao mesmo tempo, rimo-nos muito baixinho, quase afogando-nos com o esforço de contenção, enquanto tentamos explicar à nossa mãe, do outro lado do corredor, que não estamos a fazer nada de mal, para ela dar meia volta de modo a que consigamos continuar a ouvir a conversa?
Pois, o problema dos animais é que, sem qualquer pudor, e em qualquer tipo de situações, quer estejamos naquela situação há 1 ou 30 minutos, acabam por nos denunciar. Sempre.
Aquele cão vinha da sala, ar abatido, arrastando-se pela divisão. Quando dobra a esquina vê-me naqueles propósitos. Claro que para um animal que não faz nada o dia inteiro, ver a dona naquela posição é um petisco pincelado a mel.
Primeiro começa a abanar o rabo. Antes de entrar em pânico faço-lhe sinal com a mão para ele vir sem grande alarido.
Porque algum motivo é cão, burro que nem uma porta, interpreta o meu aceno como um convite tácito para brincar. Começa a saltitar à minha volta, latindo alegremente, olhando também para o meu irmão como que a convidá-lo para uma grande brincadeira.
Nem tenho tempo para lhe dar um pontapé.
Só vejo surgir o peúgo roto do meu irmão e, quando me preparo para fugir apanho com aquela meia nojenta, à qual vem atrelado um dedo do pé com ar suspeito.
Nem pude reclamar. A minha dignidade não mo permitiu.
Limitei-me a dar um chapadão no cão e a imaginar o desfecho da conversa telefónica.
Um conselho? Na lojinha..escolham os peixes.
Desculpa..
Cláudia, (pigarreio)
Hum... lembras-te de me terem dado um vibrador na minha Benção das Fitas, com a forma de um golfinho e azul?
Lembras-te de eu o ter guardado no bolso do casado pendurado no roupeiro?
Lembras-te de ele ter um dia desaparecido? (perguntavas-me diariamente pela saúde dele..)
Bem, eu realmente deitei-o fora,
Isto porque a minha mãe um dia o encontrou no guarda-fatos,
Perguntou-me o que era aquilo e o que estava ali a fazer,
E eu disse-lhe que era TEU E MO TINHAS PEDIDO PARA GUARDAR!
Ela ficou horrorizada e disse para eu tirar aquilo dali para fora.
Por isso é que ela te olha agora com alguma desconfiança, e não te comprou prenda de Natal este ano.
Mas vê isto pelo meu prisma: FUI OBRIGADA A DEITAR O MEU GOLFINHO FORA!!
Tu ficaste apenas com a fama. E o meu proveito? snif
Hum... lembras-te de me terem dado um vibrador na minha Benção das Fitas, com a forma de um golfinho e azul?
Lembras-te de eu o ter guardado no bolso do casado pendurado no roupeiro?
Lembras-te de ele ter um dia desaparecido? (perguntavas-me diariamente pela saúde dele..)
Bem, eu realmente deitei-o fora,
Isto porque a minha mãe um dia o encontrou no guarda-fatos,
Perguntou-me o que era aquilo e o que estava ali a fazer,
E eu disse-lhe que era TEU E MO TINHAS PEDIDO PARA GUARDAR!
Ela ficou horrorizada e disse para eu tirar aquilo dali para fora.
Por isso é que ela te olha agora com alguma desconfiança, e não te comprou prenda de Natal este ano.
Mas vê isto pelo meu prisma: FUI OBRIGADA A DEITAR O MEU GOLFINHO FORA!!
Tu ficaste apenas com a fama. E o meu proveito? snif
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Outra vez o poema
Poema ao Milésimo:
és roto, nem te acusaste,
shame on you caro leitor
mas porque aqui entraste
e sempre me visitaste
não te reprovo com vigor
condecoro-te com louvor
brincadeira, achas que sim?
bonificar quem entra.. enfim..
de mansinho, armado em esperto
em vez de surgir de peito aberto
fazendo ecoar por este mundo,
durante toda uma vida,
(contento-me com um segundo)
o salsicha não tem medida
é meu, é profundo. (lolada)
és roto, nem te acusaste,
shame on you caro leitor
mas porque aqui entraste
e sempre me visitaste
não te reprovo com vigor
condecoro-te com louvor
brincadeira, achas que sim?
bonificar quem entra.. enfim..
de mansinho, armado em esperto
em vez de surgir de peito aberto
fazendo ecoar por este mundo,
durante toda uma vida,
(contento-me com um segundo)
o salsicha não tem medida
é meu, é profundo. (lolada)
Interpelação admonitória
Caríssimos Confreires,
obrigado por NADA!!!
Se ontem alguém cá tivesse vindo, que não veio, mas por algum acaso insusceptível de compreensão viesse, da parte das Produções Fictícias,
o certo é que teria encontrado um vasto e inóspito deserto interactivo, um monólogo patético entre a minha pessoa e o meu alter ego, devaneios de meia idade que nunca os supus ter mas agora até já estou assustada,
já que sou só eu a falar, é só 0 comentários em tudo o que escrevo e nem o 1000 leitor se atreveu a denunciar-se, visitando-me sob a forma de anónimo, por ser mais dignificante do que ter que, frontalmente, confessar que me lê.
Hum.. estou deveras conspurcada com estes procedimentos, e toda a minha áurea de ser peculiar se esfumou, não passando agora de uma lunática que beija o cão e mata os periquitos à fome.
É lamentável.
obrigado por NADA!!!
Se ontem alguém cá tivesse vindo, que não veio, mas por algum acaso insusceptível de compreensão viesse, da parte das Produções Fictícias,
o certo é que teria encontrado um vasto e inóspito deserto interactivo, um monólogo patético entre a minha pessoa e o meu alter ego, devaneios de meia idade que nunca os supus ter mas agora até já estou assustada,
já que sou só eu a falar, é só 0 comentários em tudo o que escrevo e nem o 1000 leitor se atreveu a denunciar-se, visitando-me sob a forma de anónimo, por ser mais dignificante do que ter que, frontalmente, confessar que me lê.
Hum.. estou deveras conspurcada com estes procedimentos, e toda a minha áurea de ser peculiar se esfumou, não passando agora de uma lunática que beija o cão e mata os periquitos à fome.
É lamentável.
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
URGENTE!!
Desocupados amigos,
Há, se bem que ínfima, uma micro-possibilidade de alguém das Produções Fictícias ler este blogue, porque mandei há pouco mais de 7 minutos um e-mail para eles, bastante deprimente e desesperado, com o único objectivo de participar num sketch,
motivo o qual me forçou a puxar os galões e, à falta de melhor, (corpo da Soraia, leia-se)
lhes meter pelos olhos adentro aquilo que tenho de melhor: o salsichinha
(a dança no poste fica reservada exclusivamente para o Gonçalo)
É FAVOR, POR CONSEGUINTE,
colocarem comentários a enaltecerem as minhas grandes qualidades,
quer físicas,
quer físicas!,
abstenham-se de missivas que contenham palavras como "cu de bomba, badocha, óbelixa, cara de cu", como já apanhei aqui,
e realcem tudo o que há de melhor, inventando sempre que necessário, mas de uma forma realista e convincente.
Sereis recompensados.
No sketch farei um sinal imperceptível aos meus amigos leitores, à laia de exemplo, abano o rabinho de frente para a câmara, gritando "in your face cristina do gouxa"
Será, decerto, um momento enternecedor.
Obrigada.
Há, se bem que ínfima, uma micro-possibilidade de alguém das Produções Fictícias ler este blogue, porque mandei há pouco mais de 7 minutos um e-mail para eles, bastante deprimente e desesperado, com o único objectivo de participar num sketch,
motivo o qual me forçou a puxar os galões e, à falta de melhor, (corpo da Soraia, leia-se)
lhes meter pelos olhos adentro aquilo que tenho de melhor: o salsichinha
(a dança no poste fica reservada exclusivamente para o Gonçalo)
É FAVOR, POR CONSEGUINTE,
colocarem comentários a enaltecerem as minhas grandes qualidades,
quer físicas,
quer físicas!,
abstenham-se de missivas que contenham palavras como "cu de bomba, badocha, óbelixa, cara de cu", como já apanhei aqui,
e realcem tudo o que há de melhor, inventando sempre que necessário, mas de uma forma realista e convincente.
Sereis recompensados.
No sketch farei um sinal imperceptível aos meus amigos leitores, à laia de exemplo, abano o rabinho de frente para a câmara, gritando "in your face cristina do gouxa"
Será, decerto, um momento enternecedor.
Obrigada.
terça-feira, fevereiro 07, 2006
Falso alarme
Não tenho palavras. Estou literalmente boquiaberta (tanto o quanto a minha parastesia me permite).
Isto passou de 1000 (weee) visitantes para 930 (dooop)
Estou farta de ti, hacker desocpuado. Qualquer dia apanhas na tromba, estou-te a avisar.
Isto passou de 1000 (weee) visitantes para 930 (dooop)
Estou farta de ti, hacker desocpuado. Qualquer dia apanhas na tromba, estou-te a avisar.
1000 visitantes!!!
Bolas, isto foi um pouco mais rápido do que eu pensava!
Foi só o tempo de eu ir à casinha de banho e eis quando se me deparo com a obrigação (reformulo) prazer imenso de dedicar um poema à milésima pessoa que, por acaso, nao faço ideia de quem seja porque entrou anónimo.
Anónimo:
Um dia no meu site entraste
e pelos vistos retornaste
és uma pessoa culta e muito esperta
Ao contrario de mim que sou pouco certa.
Foi só o tempo de eu ir à casinha de banho e eis quando se me deparo com a obrigação (reformulo) prazer imenso de dedicar um poema à milésima pessoa que, por acaso, nao faço ideia de quem seja porque entrou anónimo.
Anónimo:
Um dia no meu site entraste
e pelos vistos retornaste
és uma pessoa culta e muito esperta
Ao contrario de mim que sou pouco certa.
IMPORTANTE!
Ó Meu Deus, que emoção, faltam só 3 pessoas para os 1000 visitantes!!!
Devo adiantar que vou escrever uma pequena prosa em honra ao meu milésimo leitor.
Tenho é que abster-me de vir aqui tantas vezes senão arrisco-me a fazer uma auto-serenata.
O que não deixaria de ter a sua graça mas, em ultima instância, é muito degradante.
Resta-me esperar. E que ganhe o mais desocupado.
Devo adiantar que vou escrever uma pequena prosa em honra ao meu milésimo leitor.
Tenho é que abster-me de vir aqui tantas vezes senão arrisco-me a fazer uma auto-serenata.
O que não deixaria de ter a sua graça mas, em ultima instância, é muito degradante.
Resta-me esperar. E que ganhe o mais desocupado.
O meu cão anfíbio
Nunca vos aconteceu virarem-se de repente e o vosso cão está a olhar para vocês, com um ar misterioso e os olhos brilhantes, como quem tem alguma coisa para dizer mas por qualquer motivo está impedido, como quase uma necessidade imperiosa imperiosa de falar e, ao mesmo tempo, permanecer calado?
Confesso que me passaram algumas ideias pela cabeça.
Do género ser um animal preso numa armadilha fantasiosa, estilo contos de Grimm de 1760.
Experimentei. Não resultou.
E daí? E se fosse mesmo um príncipe? Quem riria por último?
Confesso que me passaram algumas ideias pela cabeça.
Do género ser um animal preso numa armadilha fantasiosa, estilo contos de Grimm de 1760.
Experimentei. Não resultou.
E daí? E se fosse mesmo um príncipe? Quem riria por último?
Show business
Cada vez me convenço mais que as figuras públicas são, ao fim e ao cabo, uma grande merda como nós os mortais.
Já tinha suspeitado disto quando uma vez, em pleno Jardim Zoológico, vi o Carlos Moniz, cujo programa "A Casa do Tio Carlos" bombava nas horas.
Empoleirei-me em cima da manjedoura dos dromedários enquanto lhe soprava beijos, e gesticulava para chamar a sua atenção. Mesmo quando fui manietada pelos funcionários e arrastada até ao atendimento administrativo para me pedirem contas da incauta acção, o Tio Carlos olhou para mim com um ar melindrado e prosseguiu o seu caminho, sem sequer acenar um adeus.
Passados uns tempos foi aquele episódio com o Bonga, que já qui relatei. Mesmo totalmente espojada no chão, com os cotovelos e joelhos dolorosamente arruinados, sem um dente e a sangrar abundantemente do sobrolho, esse senhor foi capaz de esboçar um gesto de apreço, continuando a fumar o seu cigarro e enquanto o meu gemido cada vez mais fraco se deixada de ouvir até, finamente, perder os sentidos no meio do parque de estacionamento.
Anos mais tarde vi o José Malhoa na Costa da Caparica, enrolado aos beijos com uma loira de 25 anos, cheia de celulite mas mesmo assim demasiado boa para aquela trampa.
Quando tentei acenar-lhe, simulando um gesto como quem vai telefonar, neste caso para a esposa traída dizendo "Srª Malhoa? Sabe onde está o seu marido?", e rindo-me selvaticamente com o gosto antecipado desta chantagem,
o certo é que ele olhou para mim e ignorou-me, continuando com as suas lascívias repulsivas.
A semana passada, numa discoteca lisbonense, vejo a Cristina do "Você na TV". Não resisti e lancei-me aos pés dela, dizendo "adoro-te adoro-te és tão linda".
Acto contínuo a Cristina deu-me uma ligeira biqueirada com o estilete da sua sandália e, apesar de me ter feito um furinho no braço, ainda me consegui agarrar aos seus tornezelos, enquanto ela armada em estrela chamava um amigo da musculação, que me pontapeou nas costelas e com gestos obscenos me disse para eu ir copular.
Mas o que é que se passa com esta gente? Se são conhecidos são graças a pessoas anónimas como nós, que lhes compramos os discos, copiamos as roupas e gozamos com as suas gaffes!
Hás-de cá vir, Cristina. Telefono para o Gouxa em directo e mando o meu irmão arrotar-te grotescamente na cara.
Estúpida.
Já tinha suspeitado disto quando uma vez, em pleno Jardim Zoológico, vi o Carlos Moniz, cujo programa "A Casa do Tio Carlos" bombava nas horas.
Empoleirei-me em cima da manjedoura dos dromedários enquanto lhe soprava beijos, e gesticulava para chamar a sua atenção. Mesmo quando fui manietada pelos funcionários e arrastada até ao atendimento administrativo para me pedirem contas da incauta acção, o Tio Carlos olhou para mim com um ar melindrado e prosseguiu o seu caminho, sem sequer acenar um adeus.
Passados uns tempos foi aquele episódio com o Bonga, que já qui relatei. Mesmo totalmente espojada no chão, com os cotovelos e joelhos dolorosamente arruinados, sem um dente e a sangrar abundantemente do sobrolho, esse senhor foi capaz de esboçar um gesto de apreço, continuando a fumar o seu cigarro e enquanto o meu gemido cada vez mais fraco se deixada de ouvir até, finamente, perder os sentidos no meio do parque de estacionamento.
Anos mais tarde vi o José Malhoa na Costa da Caparica, enrolado aos beijos com uma loira de 25 anos, cheia de celulite mas mesmo assim demasiado boa para aquela trampa.
Quando tentei acenar-lhe, simulando um gesto como quem vai telefonar, neste caso para a esposa traída dizendo "Srª Malhoa? Sabe onde está o seu marido?", e rindo-me selvaticamente com o gosto antecipado desta chantagem,
o certo é que ele olhou para mim e ignorou-me, continuando com as suas lascívias repulsivas.
A semana passada, numa discoteca lisbonense, vejo a Cristina do "Você na TV". Não resisti e lancei-me aos pés dela, dizendo "adoro-te adoro-te és tão linda".
Acto contínuo a Cristina deu-me uma ligeira biqueirada com o estilete da sua sandália e, apesar de me ter feito um furinho no braço, ainda me consegui agarrar aos seus tornezelos, enquanto ela armada em estrela chamava um amigo da musculação, que me pontapeou nas costelas e com gestos obscenos me disse para eu ir copular.
Mas o que é que se passa com esta gente? Se são conhecidos são graças a pessoas anónimas como nós, que lhes compramos os discos, copiamos as roupas e gozamos com as suas gaffes!
Hás-de cá vir, Cristina. Telefono para o Gouxa em directo e mando o meu irmão arrotar-te grotescamente na cara.
Estúpida.
Renove-se as boas vindas!
Más notícias:
o hacker holográfico que vivia apenas na minha cabeça aluncinada pelos vistos ressuscitou,
porque eu tinha um post a desabafar sobre os meus dois periquitos nojentos, mortos à fome, post esse que eu já vi aqui neste blogue maravilhoso e que, inacreditavelmente, já aqui NÃO ESTÁ!
Se alguém leu esse post por favor diga-me, porque senão posso, eventualmente (não muito, duvidar da minha sanidade mental.
O post versava sobre um casal chamado Papo Seco e Meia Noite, que me andam a atormentar sob a forma de hieroglifos num bloco de notas,
e terminava com um pedido de tréguas.
Eu ainda não estou assim tão doida...
o hacker holográfico que vivia apenas na minha cabeça aluncinada pelos vistos ressuscitou,
porque eu tinha um post a desabafar sobre os meus dois periquitos nojentos, mortos à fome, post esse que eu já vi aqui neste blogue maravilhoso e que, inacreditavelmente, já aqui NÃO ESTÁ!
Se alguém leu esse post por favor diga-me, porque senão posso, eventualmente (não muito, duvidar da minha sanidade mental.
O post versava sobre um casal chamado Papo Seco e Meia Noite, que me andam a atormentar sob a forma de hieroglifos num bloco de notas,
e terminava com um pedido de tréguas.
Eu ainda não estou assim tão doida...
domingo, fevereiro 05, 2006
O servicinho
Hoje o meu pai apareceu-me a berrar no meu quarto, a dizer que havia verniz vermelho espalhado pelas loiças da casa de banho, e que se eu achava que aquilo nao dava trabalho a limpar, então que levantasse o meu real traseiro e fosse lá tirar aquela porcaria.
Muito condignamente levantei-me da cadeira onde estava a estudar e, sem lhe dirigir palavra, calcei as minhas pantufas gigantes de pés de pedinte com as meias rotas e os dedões à mostra (um must da Michelle K)e enlacei o robe,
e lá fui eu para a casa de banho onde, com um pouco de acetona e algodão, retirei aquele verniz vermelhão da bancada, atirei os restos para a sanita, lavei as mãos e fui-me embora.
Há dias em que dá gosto fazer nojices sem querer, deixá-las lá por preguiça, e no dia seguinte ser chamada à atenção e desfazer-me da imundice em 20 segundos.
Ficou lá bem caladinho, a remoer-se por eu nao me ter lamuriado e implorado perdão.
Muuuu ahh ahhh ahhh!!!!
Muito condignamente levantei-me da cadeira onde estava a estudar e, sem lhe dirigir palavra, calcei as minhas pantufas gigantes de pés de pedinte com as meias rotas e os dedões à mostra (um must da Michelle K)e enlacei o robe,
e lá fui eu para a casa de banho onde, com um pouco de acetona e algodão, retirei aquele verniz vermelhão da bancada, atirei os restos para a sanita, lavei as mãos e fui-me embora.
Há dias em que dá gosto fazer nojices sem querer, deixá-las lá por preguiça, e no dia seguinte ser chamada à atenção e desfazer-me da imundice em 20 segundos.
Ficou lá bem caladinho, a remoer-se por eu nao me ter lamuriado e implorado perdão.
Muuuu ahh ahhh ahhh!!!!
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
Aviso:
Por favor, quero advertir que o meu e-mail susana.alexandre@gmail.com, estará temporariamente desactivado, pela monumental vergonha que terei passado desde o dia 1 de Fevereiro,
data em que, por infortúnio do destino,
resolvi mandar um em-mail privado para uma pessoa de um fórum jurídico,
e-mail esse,
esperem, ainda que me custa falar no assunto,
foi enviado sem querer para o endereço geral do fórum.
Devo dizer que a missiva continha grande parte das ASNEIRAS eruditas no período pós-medieval português (séc.XVI),
e quase todas as contemporâneas, incluindo os dialectos da Cruz de Pau e Bairro de Santa Fiolomena,
isto para basicamente qualificar criteriosamente o mentor da lista e 90% dos restantes participantes.
Ainda nem tive coragem de ir ver o que se passou. Por isso, qualquer assunto susi_nunes@hotmail.com, esperem só que seja saneada da lista e se esqueçam da minha existência o que,
a avaliar pela dimensão dos impropérios que lhes foram dirigidos,
demorará aproximadamente 2 meses, isto se não fizerem participação disciplinar e eu for presa.
altura em que me contactarão provavelmente em D.65478@epc.pt.
Fica dado o recado!
data em que, por infortúnio do destino,
resolvi mandar um em-mail privado para uma pessoa de um fórum jurídico,
e-mail esse,
esperem, ainda que me custa falar no assunto,
foi enviado sem querer para o endereço geral do fórum.
Devo dizer que a missiva continha grande parte das ASNEIRAS eruditas no período pós-medieval português (séc.XVI),
e quase todas as contemporâneas, incluindo os dialectos da Cruz de Pau e Bairro de Santa Fiolomena,
isto para basicamente qualificar criteriosamente o mentor da lista e 90% dos restantes participantes.
Ainda nem tive coragem de ir ver o que se passou. Por isso, qualquer assunto susi_nunes@hotmail.com, esperem só que seja saneada da lista e se esqueçam da minha existência o que,
a avaliar pela dimensão dos impropérios que lhes foram dirigidos,
demorará aproximadamente 2 meses, isto se não fizerem participação disciplinar e eu for presa.
altura em que me contactarão provavelmente em D.65478@epc.pt.
Fica dado o recado!
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