terça-feira, março 21, 2006

O 14 (CATORZE)

Recebi hoje a nota do exame da Ordem. Tive 14,10.

Antes de me parabenizarem efusivamente atentem só nisto:

fiz o exame em Dezembro, tive 7.
repeti o exame em Fevereiro tive 14.

Eu acho que me deveria ser dado um bónus no valor de 50% por ter tido a singular capacidade de me cultivar intelectualmente em exactamente o dobro num período de 60 dias (e notem que houve pelo meio Natal e Ano Novo), ao ponto de num espaço de 2 meses passar de burra que mete dó, a perspicaz com alguma genialidade.

é pena é não ter dispensado com distinção, situação que ocorreu com os restantes estagiários que tiveram 14, já que eu fui a única a não ter conseguido angariar 1700 créditos, mas só 1675 porque um dos relatórios continha um "erro" que ainda hoje não percebi qual é.

Ou seja, caso esse malfadado relatório estivesse certo, eu teria os 1700 créditos, e, seria, desde há exactamente 6 horas, oficialmente advogada.

Como assim não sucedeu sou, desde há 6 horas, a pessoa com mais remorsos, questões existenciais, "e se eu tivesse substituído o relatório", "e se eu não fosse calona", " e se eu não deixasse tudo para a última da hora",

enfim, a pessoa com mais tentação de escortanhar os pulsos porque me vou hoje deitar, com advogada-estagiária carimbada na testa,

enquanto poderia estar a telefonar para todos os amigos e a fazer chegar a mensagem a todos os inimigos de que, afinal, até sou uma pessoa esperta.

O que se confirmou é que, viva os anos que viver, tenho que ter muito cuidado para não dar cianeto aos filhos em vez de vitamina c, e não pôr o cão no cesto da roupa suja e as cuecas na trela.

Enfim, vou dormir porque tenho muito remorso para digerir.
E agora sim, parabenizem-me toda.

segunda-feira, março 20, 2006

Comida vs Mundo (como eu amo a comida)

Ontem comi tanto tanto tanto,

tantos bolos, semi-frios, chocolates, sumos com gás, salsichas com Ketchup, e bacalhau com natas até cair para o lado,

que, pela 1ª vez na minha vida, me senti mesmo muito mal.

Hoje acordei, fiz 200 abdominais, dei uma corridinha no bosque do Clube de Campo, passei as cadelas (as 2, isoladamente!!), só bebi chá sem açúcar, uma saladinha de frutas e água, muita água.

Agora cheguei a casa, perfeitamente exausta, olhei para a mesa da cozinha e só vejo sobras e restos e fatias de tudo e mais alguma coisa.

Ainda pensei em meter tudo no lixo, tipo à self made woman do séc. 21, despejar tudo no saco do lixo e virar as costas às tentações.

Mas tive que afastar essa ideia peregrina. O mais certo era a minha mãe chegar a casa e dar-me um arraial de porrada, seguidamente chegar o meu pai, ela (delatora nata) contar-lhe e eu apanhar outra vez. Sem falar na chegada do meu irmão, após a qual eu teria que ser foragida durante os 60 dias seguintes.

Só funciona nos filmes de gajas emancipadas..Na vida real a comida custa caro, e temos mesmo que comer sobras até ao fim da semana, e a nossa família não tem que pagar pelos nossos devaneios dietéticos porque afinal eles tambêm têm fome e, acima de tudo, gula.

Claro que já despejei a panelinha da sopa de couve roxa pelo cano abaixo, com a conivência do irmão e a complacência de ambos os progenitores.

Ajuda-se, precisa-se

Quando estou perfeitamente saturada de estar a estudar, o que normalmente ocorre 15 minutos após o início do mesmo, e se prolonga pelas posteriores 12 horas,

fico a olhar o candeeiro do tecto e a pensar:

se existem 6000 advogados no país

e existem 100 vagas para escritórios decentes

então, em termos estatísticos eu tenho x% de hipóteses de entrar.

Então, fico durante uma série infindável de horas, a tentar descobrir essa variável x até que fico com dores de cabeça e esgotada psicologicamente.

E a achar que sou, na verdade, bastante burra quer na vertente jurídica, quer na matemática,

e que assim não vou, definitivamente, a lado nenhum.

Lanço o repto: afinal, qual é o valor de x? Respondam, é todo uma sanidade que está em causa, e se, afinal, o valor foi ridicularmente baixo, dispenso comentários jocosos porque traumatizada já eu estou desde Setembro.

Obrigada.

sexta-feira, março 17, 2006

O meu regresso à escola

Hoje fui inscrever a minha mãe novamente nos exames nacionais, já que ela está na Faculdade de Letras mas quer mudar para a pior faculdade do Mundo: a de Direito.

Não a consgui dissuadir, até porque ela mais teimosa que eu, e tive mesmo que ir ao meu antigo liceu.

Passados 10 anos (com a mesma insuficiência económica, o mesmo juízo, 20 quilos a mais e amigos a menos- mas com telemóvel, note-se)

regresso ao meu 2.º lar.

Só vi foi gente chunga, pitas estupidas, miúdos bêbedos e broncos e professores lívidos a tentarem passar despercebidos nos corredores. Enfim, foi um momento enternecedor.

O pior foi quando eu percebi que aqueles ranhosos pensavam que euzinha estava lá para concluir o 12.º e fazer exames nacionais.

Imediatamente resolvi o problema: agarrei no telemóvel, meti no silêncio, e comecei a falar com um amigo imaginário que por acaso, no minha pensamento egocêntrico , era um acessor do Ministro do Ambiente e me estava a pedir (reformulo, implorar) que eu lhe concedesse um parecer jurídico.

Depois de um monólogo esclarecedor na fila para a Secretaria, de aproximadamente 15 minutos, em que os miúdos levaram uma overdose de direitos reais, criminais, laborais e obrigacionais. Em relação ao ambiente realmente falei pouco, alertei só para a punibilidade do abate de criprestes na Lourinhã, (se é que existem em Portugal..).

Só depois de os ver com um olhar de profunda admiração é que desliguei a chamada.

Uma década depois, o mesmo megalomanismo.

Susana, doce Susana

Fui assistir às orais da Ordem. Estive a ouvir durante 40 minutos a oral de uma rapariga, mas no fim acabei por soçobrar ao desespero, não aprendia nada ali, estava a ser um espectáculo muito constrangedor porque ela era realmente muito má.

Chego cá fora e está uma amiga minha,

"Porra,Tininha, nunca vi uma gaja tão burra na minha vida, como é que ela está a fazer oral e nós chumbámos no exame escrito é algo que ainda estou para perceber. Aquilo com certeza que "comeu" alguém na Comissão de Avaliação! Ainda por cima é feia como os cornos!"

"Ah, estes são o maridos e os pais " - elucida ela, com voz tremelicante e a esfregar ansiosamente uma mão na outra.

Olho então para trás de mim e estão 3 pessoas observando-me atónitos.

temi pela minha vida, mas fiquei mais aliviada quando a senhora desatou a chorar e o marido e o genro tiveram que a consolar.
Aproveitei para fugir.

Eu e o meu grande sentido de oportunidade.

terça-feira, março 14, 2006

Volta Hacker Holográfico, começo a ficar seriamente desgastada contigo

Não sei o que é que a minha vida deve ter de tão excitante já que, pela 2ª vez na minha existência, violentaram o meu e-mail.

(Só espero é que esse criminoso tenha ficado bem podre porque nesse e-mail não há nada de emocionante, exceptuando talvez umas newsletters do Eros Ramazzoti e as novidades de Taize - última, última a oração da noite acabou com Laudate omni gente!)


Desta vez a situação foi um pouco mais melodramática porque deixei também de aceder ao msn.

aproveito então este tempo de antena para dizer que meu novo e-mail é susanalexandre@gmail.com,

msn ainda não tenho porque o meu irmão disse que vai dar muito trabalho e que agora tem mais que fazer.

Por conseguinte, só após um surto de boa-vontade fraternal e uma dose inigualável de paciência para aturar chantagens é que conseguirei comunicar novamente convosco.


Até lá

domingo, março 12, 2006

Tudo é Para Sempre

Ontem sonhei que os Donna Maria me tinham pedido para os adicionar no Hi5.

Até aqui tudo bem, para quem já sonhou que tinha sido condecorada num evento oficial, por ter inventado o automóvel(!), isto numa cerimónia completamente desprovida de som e com cangurus em vez de pessoas (engalanados e tudo, com direito a smoking e a cigarrilha; confesso que não em lembro bem das fêmeas, usavam uma espécie de gorro artesanal, com 2 pompons nas orelhas, em suma assustadores)

este pequeno sonho não foi nada de especial.


O pior vem a seguir. A minha afilhada faz hoje anos e eu viro-me para ela "nem sabes, os Donna Maria pediram-me que os adicionasse no hi5"

e ela, no alto dos seus 13 anos, menosprezando a conquista: "o que é isso?"

Lá expliquei, Marisa, dos Onda Choc, mais 2 gajos, com fortes influências da música electrónica e uma alma profundamente portuguesa.

Depois lembrei-me, foi simplesmente um sonho. E demorei aproximadamente 12 horas para me aperceber disso.

A sério, afianço-vos,já tive alguns delírios sociopatas vergonhosos, mas este abalou-me mesmo.


Marisa, onde andas? (Estou no canal Paulo de Carvalho + António Variações)

sábado, março 11, 2006

Epicondilite lateral, vulgo DOR DE COTOVELO

Para além do salsicha ter sido condecorado,

também eu fui promovida a esquizofrénica patológica,
já que a pessoa que acha que o meu blogue é "muito mau" (e não o pior do mundo, como sabem gosto de extrapolar) colocou a hipótese virtual do comentário colocado pela Elsa, a minha prima, não ter sido mais, afinal, que um desdobramento do meu alter ego.

Ademais, considerou que a expressão do Gonçalo "borraste-te na cueca" foi, e passo a citar "totalmente ridícula, quiçá despropositada".

Agora façamos uma decomposição semântica: é impressão minha, ou esta brilhante frase está ao contrário? No meu campo graduado de vocábulos, ridículo é bem pior que despropositado, tens que rever os teus substantivos prioritários se quiseres singrar neste mundo cão sim?

De qualquer modo, não me compete a mim ensinar quem quer que seja, até porque para a disgrafia e a disortografia costumo recomendar apoio psicopedagógico,

destarte,

para quem acha que aquela expressão coloquial é estúpida,
bem que podia ter-se coibido de escrever TODA uma frase idiota.

sexta-feira, março 10, 2006

Salsicha condecorado:

Presunção e água benta..

Houve para aí algures um ecuménico,

que se lembrou de dizer que o meu blogue era o pior do mundo. E linkou para o salsicha.

Comentário de um leitor: " (...) Não percebi o porquê de ser "tão mau".Obrigado pelo link!"

Também eu agradeço ao meu bloguicida, mais um leitor para o alforge!

Paciência é uma virtude

Hoje de manhã acordei particularmente mal disposta.
Mau feitio, mesmo.

Tive que ir ao centro de saúde, conhecido pelas suas enfermeiras menopáusicas, buscar umas credenciais e, após tê-las recebido, disse "boa tarde".

Silêncio atroador do outro lado do guinchet.

Então fiquei parada, credencial na mão, sobrolho franzido.

Passados uns 5 segundos, ela com um ar enfastiado, falando comigo como se eu fosse burra (característica que me arrogo desde já não ter:

- "já está tudo".

retorqui: "eu sei, estou à espera que me retribua o boa tarde".

E fiquei imóvel, na mesma posição.

ouvi um burburinho na sala de estar, mas não quis nem saber.

Não sairia dali sem o cumprimento devido, senão haveria uma réplica, e das sonoras!

"Boa tarde" - respondeu ela, ar meio azangado, meio envergonhado.

Agarrei no envelope e saí porta fora. Ao passar pela janela ainda ouvi umas palmas sumidas.

Lá tenho medo de enfermeiras não? Próxima técnica que me seja desrespeitosa apanha um chuto na boca e obrigo-a a ir fazer cistografias a incontinentes.

snif também queria




é impressão minha ou a minha prima Joana tem semelhanças com a porca invejosa da Pimpinha Jardim?

quinta-feira, março 09, 2006

OS AMIGOS

É no meio deste stress citadino, e ideias peregrinas sobre colocações de bandas gástricas, reafirmação dos seios, o Mundo, o amor, os exames da Ordem, concursos administrativos,
que eu páro para pensar e me recordo da minha infância.

Brincava na rua, sirumba, polícias e ladrões, futebol humano, a escolha de equipas: "Araponga é meu", "Cláudia", "Bruno", "escolho a Xana"

e lá restava eu, a mais nova de todos, enfezada que metia dó, com os joelhitos tortos e pouca coordenação motora, indagando-me porque seria sempre a última a ser escolhida para os jogos,

mas, em contrapartida,

a primeira a ser lançada para debaixo dos carros quando a bola fugia para debaixo de um motor, e a única a ser lançada à altura de um primeiro andar, para ir buscar o boomerang à varanda da vizinha.

Tenho orgulho em dizer que cortei 2 sobrolhos, parti a cabeça, caí do vai-vém e espetei um pau no rabo que, até hoje, me dá dores e me fez deslocar o osso do cócxis.

Altura em que a nossa vida se resumia a brincadeira, ao parque na praceta, com baloiços construídos pelos nossos pais e avós, ao campo de futebol, aos jogos do guelas, às noites em roda, contando histórias assustadoras, aos piqueniques no monte, à fogueira dos Santos Populares, aos rebuçados do Sr. Almeida, as fugas à Careca Cigana, miúda das barracas que nos aterrorizava e nos perseguia quase até ao elevador.

Os namoros infantis, o sermos moços de recados dos mais velhos, o quarto-escuro na casa da Paula, os lanches da Toia, os jogos de mesa (25 em 1!), o espancar o amigo mas passados 10 minutos fazer as pazes

O verão, e todas as noites jogos, jogo das cores

(na na, isso é azul
- não é nada é verde turquesa
-que é isso? não vale inventar cores assim não brinco!

apanhada, stop, escondidas (eu vi-te eu vi-te "arrebenta" a bolha!),

jogo dos países. O "N" - Noruega, Nuno, nanás (nanás nao é nenhum fruto, batoteira!), Nadador-salvador, Nissan, Negro

(fosga-se granda batotas, negro não é cor,
- ai não ai não?
- NAO!
- então ponho noir
- isso é inglês, assim nao vale!)


Os amigos que mudaram de rua, de terra, de país.

O amigo que morreu, os amigos com que nunca mais falei, e os amigos que hoje ainda o são.

Hoje tenho uma mão cheia de tudo outra cheia de nada.
Cheia está aquela com todas as minhas recordações dos meus amigos,

A vida pode dar muitas voltas, mas o facto de nos termos conhecido e sido irmãos ninguém nos tira.

Na altura não o adivinhávamos, mas naqueles anos em que sonhámos, fizemos planos e pensámos no que a vida nos reservaria, pensando sempre no futuro e não atentando no presente, no momento exacto que estávamos a viver,

crescíamos, e éramos tudo uns para os outros.

Os meus amigos, os meus queridos amigos, foram os melhores que se poderiam ter.

O SUSTO

Ontem tive que ir conversar com o Gonçalo,que ja nao via ha quase 20 dias.

Fomos lá para a "quintinha" na aldeola, afastada da civilização, no meio do arvoredo sem vivalma nas redondezas. Ele esqueceu-se da chave e do comando do portão, pelo que ele me teve que lançar para o outro lado da vedação, não sem antes 20 minutos de ardilosas tentativas.

Fomos para a casa dos caseiros, muito fria mas o o sítio ideal para conversarmos.O que não me impede de afirmar, sempre com bastante medo, que aquela casa seria o cenário idilíco de um filme de terror.

Acendemos 3 velas, um aquecedor, e assim ficámos na penumbra, o tempo a passar e as conversas em catadupa.

Já deviam ser 2 da manhã quando as velas se apagam, num sopro, exactamente no mesmo segundo.

Estávamos sozinhos, muito sozinhos mesmo, num raio de 5 km.

Como é que as velas se apagaram exactamente no mesmo segundo,num quarto hermeticamente fechado, se nem sequer tinham sido acesas na mesma altura?

Ele, sempre muito sensível pergunta-me:
"borraste-te na cueca nao?"

e eu - "G, já sabe que sou uma menina, e não faço dessas coisas" e ri-me, para disfarçar o medo.

E ele continua

"bem, isto foi mesmo muito, mas muito bizarro".

De repente, a luz do aquecedor apaga-se. E ficamos envoltos na mais total escuridão.

Então eu grito e bazámos o mais rapidamente que podiamos, a merda foi que chegámos à vedação

e eu a gritar "atira-me atira-me", e ele com o meu rabo na cara dele, sem ver nada, e com os joelhos a tremer "f... és pesada!", e eu a debater-me sozinha esborrachada contra o muro "dá balanço, caraças atira-me!" e ele num esforço hercúleo lá me abraça a barriga das pernas e me arremessa para o outro lado, não sem antes eu bater com a cabeça na caixa do correio

Finalmente chegámos ao carro, eu toda rota e o Gonçalo semi-desfalecido.

"Próxima vez trazemos candeeiros" diz ele

PRÓXIMA VEZ?! Sou muito nova para morrer.

terça-feira, março 07, 2006

BIBI

Quem é quem é um advogado conhecido na nossa praça que escreveu a outro dizendo:

"salvo o devido respeito, você é uma grandessíssima merda"?


Grandes túbaros sim senhor... Não muito esperto, mas invejo-lhe a displicência!

Contra factos..

Para os indecisos da Herbalife:


Descobri hoje que o fundador da Herbalife morreu há uns anos, com a prosaica idade de 44, com uma enxurrada de comprimidos, drogas avulsas e, pasme-se, herbalife.


Mas já dizia o outro, não há má publicidade certo?

Sá. Machado? Não, Bandeira.

A Sofia Sá da da Bandeira é uma mulher...sui generis.


Por um lado tem 40 e tal anos e parece ter 17.

Por outro conseguiu escrever um livro e ser, concomitantemente, burra que faz dó.

Não sei que artifícios utilizará ela para sobreviver neste mundo cão (saberá ela como alimentar-se? e atravessar a estrada na passadeira?)

para além do nome sonoro e das beiças imensas,


a conclusão é que o quer que seja que ela faz,

eu também quero fazer (excepto lembrar-me que já me relacionei sexualmente com o Nicolau).

segunda-feira, março 06, 2006

Lês muito mas não me alegras

Já toda a gente sabe a história do Marcelo Rebelo de Sousa,

sim, porque eu tenho o condão de me chibar de tudo o que me prejudica,

mas respondendo a pedidos de várias famílias, aqui fica registado formalmente:


Em pleno exame do cadeirão mais aterrorizador da Faculdade, vulgo Direito Administrativo, no 2.º ano,que ainda hoje não percebo bem o que é (e não sei como ajudei um vizinho meu num despejo da Câmara, se calhar sou sobredotada e não sabia)

cadeira leccionada pelo MRS

estou eu muito entretida a tentar cabular quando me aparece o dito professor.

(não se preocupem que ele não me apanhou, ainda hoje sou mestrina nessas artes)


E o prof:

"Então..está mais gordinha"


E eu: (com menos 10 kg do que tenho hoje) sem mais nada para dizer do que um brilhante "Não, não estou"

"Ai está sim, vai ter que fazer uma dieta, mas só depois dos exames" e pisca o olho seguindo o seu caminho.


Eu em pleno exame, com uma cambada de burróides a olhar para mim, ponho-me a prescrutar os pneus e a chorar baixinho,

e agora pergunto-me eu,

porque é que um dos homens mais espertos do nosso país

tem a inteligência emocional de um lince ibérico?

Por algum motivo estes estão praticamente extintos,

e ai Marcelo, o que eu não dava para poder dizer o mesmo!

E sempre levei o 15

O actual Ministro da Presidência, Silva Pereira foi o 1.º professor a dar-me uma aula na Faculdade.

Fiquei aturdida como a boca dele se revirava enquanto falava extasiado dos círculos eleitorais e partidos políticos, com o cuspo a assomar-se ritmicamente nos cantos da boca de 10 em 10 segundos,

se calhar por causa disso,

traumas de falar em público imaginando que estou toda salivada,

ou simplesmente porque nunca tive nada de inteligente para dizer,

nunca abri a minha boquinha numa aula dele.


No fim do ano, tinha tido boas notas nos exames mas nunca tinha participado na aula e ele diz-me:

"Pois, não sei que nota he lhei-de dar...é que nunca tive o prazer de ouvir a sua voz!"

eu viro-me para ele:

e esboço um ternurento sorriso.


Burra talvez, coerente: sempre.

O equilíbrio

Por falar em filmes,


conheço uma pessoa, estudioso e circunspecto.

Média alta na Faculdade Direito Lisboa, trabalha num escritório considerado grande.
Um dia viro-me para ela e digo:

"Vi o Truman Show"

e ela: "E que tal?"

"Pensei que o Peter Weir fizesse melhor" - respondi

PIMBA

Apanhei um chapadão de meia noite em pleno bar da faculdade. E lá foi essa pessoa indignada corredor fora, como é que eu me havia atrevido a dizer mal de tal sumidade cinematográfica!


é na mão desta gente que os nossos interesses jurídicos estão acometidos.

Da próxima vez que meterem o senhorio em tribunal,

insanidade por insanidade contratem-me a mim.

Porque é que eu acho que sou um ser maravilhoso e especial:

Ontem, num vídeo-clube imenso, de quintiliões de filmes, sendo que só 1/5 eram porno,

consegui escolher, ao fim de 30 segundos, um único

que, por acaso, nem sabia estar nomeado para os Óscares (estou a estudar, não tenho a vossa vida)

e ganhou na categoria de melhor filme, vulgo Crash (não o de 98, grande porca aquela Holy Hunter)ou Colisão.


Para quem já levou (em tempos idos)2 horas a escolher, e trouxe para casa "Holacausto Canibal" ando a progredir substancialmente não?

sábado, março 04, 2006

a realidade

São 22h56 e faltam 4 minutos para o Sexo e a Cidade.

4 minutos para fazer 100 abdominais

4 minutos para ir trocar a fronha da almofada que já o devia ter sido a semana passada

4 minutos para limpar este teclado que até grainhas de uvas tem entre o Shift e o CapsLock

4 minutos para ir recolher as cadeiras que estão na rua porque com o vendaval nocturno de ontem uma quase que entrou pelo meu quarto adentro e me chacinou na minha própria cama.

Mas náo, aqui estou, ar lambido, arrastando-me pensoamente entre o meu quarto e este computador, escrevendo devaneios que ninguém irá ler ou se, o fizer, ficará intrigado com tamanha deprimência .


Pensava que com a idade esta cena das prioridades se alteravam.
Faço 26 em Agost, mas não auspicio nada de muito grandioso para os restantes 50.

Agricultura biológica

Vergonha do dia:

Regressei após um ano de interregno ao ginásio, nome que eu carinhosamente atribuo a umas águas furtada pertencentes aos Bombeiros, com as paredes forradas a musgo e com 4 baldes um em cada canto, a evitar o desperdício de um bem precioso: água barrenta salpicada de elementos ácidos que cai do céu, vulgo chuvinha de Inverno.

Devo dizer que fazemos todos os exercícios gímnicos de casacos felpudos e capuz na cabeça, não porque somos o pessoal do Hip hop e quê mas porque temos mesmo muito frio.

Enfim, isto para dizer que saí de casa, e logo á saída do portão tinha um grande enlaçado de cócó, provavelmente um dos inúmeros ameigados da minha Bianca a mandar-lhe sinais amorosos (os cães são tão expressivos).

Pisei aquele montinho mas tive que ir a correr para o ginásio porque já estava atrasada. E tive mesmo que fazer a aula com os ténis porque não sabia que dos 300 metros que separam a minha casa daquele mundo olímpico iria ser presenteada com fezes quadrúpedes, senão teria ido munida com outro par!

Moral da história, o pessoal passou a hora inteira a snifar tentando descortinar que cheiro era aquilo e donde provinha.

Eu, com um ar profundamente enojado só ollhava reprovadoramente para o gajo que estava na máquina à minha esquerda que, inocente, já nem sabia onde haveria de se meter.

De regresso a casa vim a arrastar o pé, tentando apagar os vestígios criminosos.O plano saiu-me gorado porque o odor ainda estava realmente muito intenso.

Acabei por os ir dependurar no quintal,bem longe do meu quarto. Aproveitei para estrumar as beringelas.

Responsabilidade por factos ilícitos

Anteontem tive que ir à faculdade fotocopiar uns livros. Fui comprar o cartãozinho, e fui tirá-las à biblioteca, mas ao fim de uns 5 minutos a máquina começa a apitar e a piscar confusamente.

Eu via uns bonequitos, umas coisas em inglês, mas detesto tudo o que seja sinalépticas e sinais sonoros, fico sempre muito confusa e apetece-me fugir.

Mas as fotocópias eram tão importantes que eu me lancei à descoberta, e já que a funcionária andava a namoriscar um professor pelos corredores, achei que daria conta do recado.

Ao fim de uns quantos minutos, começo ao pontapé à máquina, abrir e a fechar a tampa gigante, a desligá-la da ficha e a saltar-lhe literalmente em cima.

Tive que dar-me por vencida.

A espumar de raiva, saco das folhas que já estavam fotocopiadas, alinhadas num tabuleiro, e preparo-me para me ir embora. Quando as retiro uma luz acende-se no visor e leio "Papel retirado, máquina pronta a copiar".

Ah, então era isto penso, e volto a abrir a tampa. De repento vejo um lanho monumental no superfície da máquina, uma espécie de fenda, quer dizer - o vidro estava mesmo partido.

Tirei o meu cartão das fotocópias, arrumei a mala e os livros, e fugi o mais sub-repticiamente possível.

Ontem voltei lá e no lugar da fotocopiadora estava uma cadeira .

Senti-me finalmente recompensada pela tormenta das propinas.

quinta-feira, março 02, 2006

Eu e o Pancho Villa

Preciso de ajuda especializada.

Há 10 ou 15 anos para cá que abomino o Carnaval.
Apetece-me esventrar aqueles recalcados que se vestem de mulher, assim como aqueles que, munidos de laranjas e melancias acham muita graça arremessar os referidos frutos a cabeças desprevenidas, a uma velocidade supersónica igual à que se escondem debaixo das marquises.

Horroriza-me os disfarces deploráveis, as serpentinas e os confettis.

Confesso que acho alguma graça às bombinhas de mau-cheiro, mas, mesmo assim, continuo a achar o Carnaval uma grande deprimência, um conjunto de ideias enfastiantes e acontecimentos simpelsmente tristes.

Por isso é que fiquei petrificada quando acordei, nesta 3ª feira dia 28,

ainda com resquícios de serpentinas dentro das orelhas e dependuradas nas pregas das nádegas,

e me lembrei que havia passado a noite, vestida à el mariachi, com um sombrero gigante e um poncho multicolor em pleno Bairro.

Deus, se me amares como ao filho pródigo, impede que alguém se recorde de mim naquela figura.

Se não me amares mas tiveres um especial carinho, faz com que aqueles pensem que eu estava vestida de criadinha francesa.

Ou de esteticista pernambucana.

Tudo, mas tudo, menos de revolucionário mexicano.

sábado, fevereiro 25, 2006

Big MÁRIO

O Mário do BB foi preso (como testemunhas abonatórias tem o gordo do pasteleiro, o Bruno do BB2,e o Zé Maria, aquele que há 3 anos corria espavorido pela 24 de Julho, todo nu).


Mário, Mário, Mário..
Pareces um querubim
Tens tudo que é necessário
ao fim e ao cabo és um armário
tens pernas, peitoriais, enfim..
para seres um miminho nesse jardim
que dá pelo nome de ESTABELECIMENTO PRISIONAL DO PORTO!

...apanhar no rabito tás a ver?

Um comentário infeliz

Um jornal semanal, provavelmente o mais decrépito da sociedade portuguesa, sondou umas quantas "personalidades" fazendo as perguntas da praxe, nomeadamente "neste carnaval mascarava-se a quê" e "a quem tirava a máscara?"

Quanto a esta segunda pergunta, posso adiantar que 9 dos 10 entrevistados respondeu qualquer coisa como: "ao governo" "a estes ministros corruptos", "aos políticos" e afins.

Vem a atrasada mental da Ruth Marlene: "tirava a máscara a Sua Santidade, o Papa".


Sim...realmente, que brilhante ideia, esbofetear o Santo Padre enquanto o levantamos pelos colarinhos e gritamos aos ouvidos: "Bento como é, seu dissimulado, a condenares o pecado da gula e ainda te ontem te vi a lamberes um pratinho de amoras silvestres!"


Ruth, um conselho:

próximo Carnaval mascara-te de peça de caça e vai abanar o rabinho para a Coutada de Alijó.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Meu querido Deus

Deus escreve Direito por linhas tortas.

Sempre gostava de saber porque é que Ele se esqueceu de estar presente no dia do exame da Ordem..Tinha escrevinhado o que Quisesse, nem que fosse de pernas para o ar.

Vai na volta e aquilo da omnisciência não é bem como a pintam..Não é Sr. Deus?

(Senhor, se considerar este post heresia, relembre-se por favor, daquele episódio em que ajudei o senhor da secretaria da Junta de Freguesia de Queluz a apanhar uns impressos azuis do chão e que, por azar, coloquei os ténis da Airwalker em cima deles e ao levantá-los rasguei-os todinhos ao meio,

não sou tão engraçada? Deliciosamente trapalhona com um toquezinho de mal enjorcada? - lá se pode repreender uma coisinha fofa como eu!)

P.s.- a Oral é em Junho.E eu tenho uma dúvida:

Só Escreves ou também Sussuras?

Post interdito às autoridades e à gerência do Magnetic

Acho que já aqui referi que sou cleptomaníaca.

Mas não se preocupem comigo, por 2 razões:

1º antes clepto que ninfo.

2º ando a refinar a minha amoralidade com pequenos laivos de consciência cívica e religiosa: hoje de madrugada esperei pontualmente pelas 00H01 para furtar o jornal "Público" do ex-cup&cino da Duque de Ávila, oficialmente do dia anterior.

Quão elevado será prejuízo? Lógico que eu sou a única demente que gosta de ler tudo quanto sejam letrinhas, independentemente da sua validade. Quando vou à minha avó escondo-me no sotão as ler as fotonovelas da revista "Ela" de 1967, - não sabem o susto que eu apanhei ao descobrir que o Eládio Clímaco já teve 30 anos!!


Enfim, certamente não magoei os sentimentos de niguém, se bem que a mim também não me proporcionou grande lucro..

Quando cheguei à cama e me preparava para degustar tamanho petisco comecei a ter rebates, não de consciência, mas sim de higiene, pois fiquei profundamente enojada com o jornal, cheio de nódoas de café e alguns restos de caramelo.

Depois daquela adrenalina toda, olhares furtivos para as câmaras de vigilância, controlo dissimulado sobre os empregados, e olhares ameaçadores para os restantes convivas (nomeadamente a Joana e o Bruno que me observavam petrificados)

até me ficou mal aquele enojamento súbito, mas eu sou assim. Ladra mas muito asseada.

Paixões Juvenis




Acreditem ou não, escolhi esta foto não para horrorizar mas sim para sublinhar algo que me faz sempre muita confusão:

é notório que os 2 petizes estão a errar,

e ainda por cima fazem-no à boca podre, com um sorriso estampado no rosto e um à-vontade genuíno (reparem na sacola sobre o ombro direito do menino mais feliz, como quem diz "hoje vou para a escola aprender os advérbios temporais, as fracções matemáticas, as linhas de caminho-de-ferro e jogar à sirumba, não sem antes penetrar analmente este amável burrito"

Mas a mim o que me CHOCA profundamente, para além do minísculo "penes" do segundo menino, mais contido mas também danado para a brincadeira,

é o facto de alguém estar a tirar contentemente uma fotografia, sem nunca ter alvitrado sequer ajudar o pobre animal! Este deve andar de sol a sol na labuta campina, e depois, em vez de recolher ao seu celeiro, tem que aguentar com os desejos adolescentes de 2 crianças desenvergonhadas!

Envergonhado está o próprio animal que, sabendo estar a ser perpetuado por um dagarreótipo tenta nem olhar para a objectiva, baixando os olhos pudoradamente e rezando para que a sua santa mãe nunca chegue a descobrir.

E o porco do fotógrafo a rir-se certamente, com as calças nos tornozelos e uma sensação de bem-estar relaxante...Era estar entretido e vir o pai do burrinho por detrás! Ou não.. provavelmente só o elevaria às nuvens, seguido de um bem merecido cigarro.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Pormenores



Digo eu, na minha santa inocência e sem qualquer ponta de inveja doentia ou ciúmes exacerbados:

é impressão minha ou a Soraia tem um braço meio deficiente? (o da esquerda).

Não quero ser mesquinha, mas se fosse gajo nem lhe tocava. Jesus, fujo a sete pés de cartilagens bafientas..

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

ídolos

A minha amiga Joana Morais consititui, de certa forma, o meu modelo ideal de gaja despreeocupada, mas feliz.

Eu uma vez fiquei com um livro da biblioteca José Régio na Venteira mais 3 dias que o permitido e,

nas 2 noites anteriores à entrega final fiquei doente, com assomos de vómito e dores de cabeça.

Sonhava com fiscais de livros e multas astronómicas que me perseguiam até à velhice.

Ao 3.º dia fui à biblioteca, com um xaile na cabeça e um nariz falso com bigode e óculos,

murmurei o meu n.º de leitor e antes dela me repreender lancei-me aos pés da funcionária e desfieei os meus azares, todos inventados no próprio momento mas profundamente comovedores.

Ela, muito admirada como é que eu me mantinha ainda em pé, com uma operação à vesícula na noite anterior e 2 às coronárias três dias antes, (mas com efeitos secundários óbvios concretizados no bigode farfalhudo) lá me deixou ir, sem sequer se lembrar da burla dos 3 dias atrasados (sou mesmo maquiavélicca muah ahhh ahh).

Mas a Joana já é grande e vive sozinha.

Alugou 7 filmes (confirmo!! eu estava lá!!) na blockbuster;

deixou-os a apodrecer no sofá durante uma semana,

e depois ainda passou 15 dias na neve.

Conclusão, quando vou a casa dela, para me inteirar das novidades, vejo 7 DVDS lançados ao desalento.

e eu :"tipo, não devias já ter entregue isso?"
ela, despachada e descansada: "nope, ta-se bem"


200 euros.

Eu ouvi isto e depois fui para casa, cabisbaixa a pontapear as pedras da calçada..

Inveja, pura inveja.

Com 200 euros ia ao Campera, comprava a Mango, leiloava a Lanidor e ainda limpava o ranho a notas de 20 lançando-as depois na fonte da Fortuna (que ainda não há passaria a haver depois da minha gestão desastrosa à frente do Outlet).

Ela foi à Blockbuster e calou a boca aos gajos.

Quando for grande quero ser como a Joana. Com um bocadinho de Soraia Chaves.

Momento bíblico

Lembram-se de uma história bíblica em que Labão, pai de Lia, (a mais velha) e Raquel, oferece a mão da sua caçula a Jacob, não sem antes lhe ordenar 7 anos de trabalhos no campo?

E depois de labutar 7 anos ele é enganado já que, na noite de núpcias, Raquel é trocada no meio da penumbra por Lia. Jacob, na manhã seguinte e após descobrir o embuste, é obrigado a trabalhar mais 7 anos se quiser casar finalmente com Raquel...

Bem, hoje acordei de noite com insónias e pus-me a matutar no assunto.

Esse Labão estaria bem tramado pelas autoridades judiciárias contemporâneas se resolvesse repetir a gracinha neste séc. 21

Senão, vejamos:

Tráfico - Mas que é isto?? andar a vender as filhas a desconhecidos? PIOR! - é um crime QUALIFICADO, pelas relações de parentesco.

- Lenocínio. Obrigá-las a entregar o corpo em vista a obter trabalhos forçados no campo por um homem forte e vigoroso. Quem o mandou ter filhas? Procriasse varão!

- Coacção. Nem quero imaginar a tensão coactiva sobre aquele desgraçado, homem no vigor da sua juventude ansiando dementemente pela esposa casta e linda. Por alguma razão ele queria a mais nova, certo?

- Escravidão. Não tem outro nome. 14 anos a trabalhar de sol a sol é, definitivamente,muito mais que escravidão, é doentio! (por muito boa que fosse a paga! diziam que a Raquel era cá um miminho..)


E sabem o que é passar a noite de núpcias aninhado na esposa e, na manhã seguinte apercebem-se que não só copularam com um coirão tão feio que mais parece um escroto, como ainda têm que trabalhar mais 7 anos para viver condignamente com uma esposa ao lado que possam levar para passear e mostrar aos amigos nas festas de aldeia?

Palavra de honra, no meio de tanta mesquinhez, acho que o Gutemberg se enganou na impressão, o meu Deus só poderia ter baptizado esse homem de Grande Lambão!

Faltou o "m".

Ficou o historial criminoso. No livro mais lido de todos os tempos.

Mau negócio.

domingo, fevereiro 19, 2006

Reflexão maometana

O Alvim é rabo.

Filhos da Droga 2

Nunca fizeram uma grande asneira e depois pensaram:

"Poça, se calhar Deus ficou zangado comigo".

E sabem que isso não é nada auspicioso...por isso tremelicam de arrependimento, ficando a torcer para que Deus já se tenha esquecido.

E depois pensam: "bolas, se Deus já se esqueceu, neste momento deve-se estar a recordar!"

Findo este pequeno momento de reflexão tentam pensar no nada, no vazio, de modo a que não sejam apanhados em falso, nas porcarias que já fizeram?

E depois pensam, "bem, isto de ter um Pai omnisciente tem muito que se lhe diga, que ganda m.."

E após pensarem isto não ficam à espera que, literalmente, vos caia um raio em cima, por pensamento tão impuro?

Depois esta última indagação não ficam completamente mortificados por terem efectivamente achado, nem que por um micro-segundo, que Deus poderia ser cruel a esse ponto? E não ficam à espera que, e agora sim,após esta heresia venha um grande castigo dos céus, personificado em labaredas de fogo e esqueletos neuro-obcessivos?

A sério, há alturas do dia em que, após esta cadeia sucessiva de perguntas e auto-respostas,qual delas a mais estúpida, entro num ciclo vicioso tão deprimente que fico a falar sozinha, pior, a conversar diligentemente com os dedos anelares e a fantasiar episódios grotescos.

Tipo agora, em que escrevo este post, murmuro insanidades e espreito por cima dos ombros sempre à espera do fariseu Nicodemos (o célebre cobrador de impostos semítico) a esbofetear-me rancoroso por ainda não ter entregue o IRS de 2005.

Joana, tens razão.
Tenho mesmo que largar as drogas.

Home sweet home

Mais um episódio triste da minha vida:

Ontem, sábado à noite, a trovejar violentamente e a chover a potes,

tomei a resolução sensata de ficar em casa. Eram 18h e pus-me a analisar criteriosamente o site da tv cabo, fazendo um esquema com horas e canais, de forma a conseguir ver o maior número possível de horas televisivas, sempre ao seu mais alto nível.

Começava às 21h com o AXN - CSI, passava para o Pepole & Arts às 21h, com A Promovida, em seguida veria o Scrubs na Sic Radical, findo o qual assistiria, novamente na Sic Radical ao South Park, passando de seguida para Sic Mulheres com o Sexo e a Cidade, acabando, finalmente, com o filme A Última Testemunha no canal inicial, o AXN.

Voltei a refazer o esquema porque me dei conta que, por exemplo, e no que diz respeito à Sic Radical, não rentabilizaria o tempo disponível a ver 2 séries cómicas, haveria sim que prescrutar qualquer coisa mais didática, tipo Mar Portuguez na Sic Notícias. Mas depois tive que mudar o programa a seguir, senão a Carrie Bradshaw não me cairia bem após as epopoeias nacionais.

Refiz toda a análise anterior, vezes e vezes sem conta, até me deparar com o programa nocturno perfeito. E fiquei contente porque faltavam apenas 5 minutos para começar o 1.º visionamento, no AXN.


Vi a 1ª parte. Com os olhos fechados consegui arrastar-me até à televisão, desligando-a. Atirei-me para cima da cama esgotada psicologicamente, mas ainda com o discernimento suficiente para saber que esta seria a noite de sábado mais degradante dos últimos anos.

Depois lembrei-me:

"não, houve uma vez que a minha vizinha me arrastou para o Tabernáculo da Fé, igreja baptista em Mira-Sintra".

Assunto resolvido, esqueci os remorsos.

Um porquinho chamado "FOGE!"

Este post é dedicado a todas as meninas que fazem anos durante a época dos saldos, do género pleno Agosto tipo eu,

e quando vão com os olhos delirantes de febre abrir as prendas, língua pendente e a salivar abundantemente, completamente esfaimadas por dinheiro, vulgo notas de 20

deparam-se com paninhos da loiça, enternecedoramente bordados com patinhos e laguinhos, pintainhos e coelhinhos e outros motivos igualmente cruéis,

ou, pior, com um envelope (daqueles em que já nos cheira a Freeport, ou, se formos mais pobres ainda, a Zara da Amadora)

em que lá dentro está um postal de aniversário a desejar-nos muita paz e saúde!

SAÚDE?? Eu fico é DOENTE! Onde já se viu postaizinhos! Só faltam é ser com os mlfadados pintainhos e coelhinhos. E olhem que normalmente envolvem porquinhos ou vaquinhas falantes..

Estou com uma raiva a animais campestres que tenho a impressão que se me derem um cordeirinho nos anos, o esfacelo em 10 bocados e atiro-os pela janela. Não sem a antes lhe espetar daquelas colherzinhas para tirar o esparguete no rabo e arremessá-lo vezes sem contra contra a porta da despensa.

Nos meus anos,e volto a repetir, lembrem-se: sou alérgica a pechisbeque e adoro ouro branco.

sábado, fevereiro 18, 2006

Carta Aberta

Querem que partilhe algo de muito degradante convosco?

Não, não me façam esgares horrizados como quem não está nem para aí virado, porque ao fim e ao cabo, e apesar de este blogue não ser propriamente o rotten, sei que adoram tudo o que cheire a instintos homicidas e pernas desfeitas.

Tudo isto para dizer,

que aqui há usn dias escrevi um post assertivo, bastante comovedor e com grande relevância político-ambiental (em que pedia a ajuda desesperada às autoridades competentes de forma a repôr o appearance do salsicha)

e cujo título rezava assim

"Ai deste que não tenha 5 comentários, no mínimo".

Nem vos vou dizer quantas pessoas responderam. Espero que se redimam no presente post, senão nunca mais haverá historietas com as seguintes frases:

- plaquetas de cócó de pombo
- bati com o septo no portão
- fui à serra de sintra ao parque das merendas e acabei por assistir acidentalmente a uma reunião secreta entre a classe operária dos antílopes e o sindicato sapateiro das osgas marítimas.

E nem se alvitre que as osgas não têm pés. Uma imaginação espicaçada move montanhas. Ou serras. de Sintra.

Querem mais post estúpidos como estes? Então assumam-se, seus blogofóbicos enpedernidos.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

A senciência

Eu sei.

Sinto-vos.

Tacteio-vos.

Calco-vos.

Cheiro-vos.

Efabulo-vos.

Saboreio-vos


Sei.

por isso,

QUERO A MERDA DOS COMENTÁRIOS AOS MEUS POSTS SEUS IMISCUIDORES DISSIMULADOS!

Outra vez o autocarro

Eu e os autocarros...Devo advertir que esta história é verídica embora claro, e como não podia deixar de ser, salpicada de alguns devaneios imaginativos, mas não muitos (ok, alguns, verão quais são, certamente).

Ia hoje na malfadada 144, atolada de livros gigantes, quando me resolvo a depô-los no banco vazio ao meu lado.

Depois de passar ali num bairro manhoso ao pé de Alfragide, penso que o Bairro do Zambujal, e após terem entrado no autocarro algumas pessoas com um ar mais suspeito,

o motorista faz uma curva apertada e os meus livros escorregam para o chão.

Devo antes de mais recordar que eram livros bem grandes, nomeadamente um Código de Processo Civil anotado, com o heróico número de 800 páginas que,

quando caiu ao chão, fez um barulho seco, um baque sonoro que se ouviu quase na Cruz de Pau.

Um nano segundo depois, o motorista encosta o autocarro e, sem se virar para trás, leva as mãos ao ar, em jeito de rendição.

Está tudo no mais pleno silêncio. Os passageiros entreolham-se, pensando que o motorista endoideceu de vez.

E só então percebo que ele pensa que os guineenses recém-entrados estão a fazer um saque audacioso ao cofrezinho dos bilhetes.

Pigarreio como quem não quer a coisa, tusso com bocadinho mais de força e, finalmente e a tremer, o motorista vira-se para nós.

Então vê o livro caído na coxia e percebe tudo. Lança um olhar cruel aos passageiros.

Não tenho muito por onde escapar. Para além dos 3 guineenses com o ar homicida, só estão 2 velhitos fofos mas que, infelizmente, têm cara de nem de saber ler a cartilha infantil quanto mais um código anotado.

Resto eu. Esboço um sorriso amarelo e, em biquinhos de pés vou buscar o livro, acenando com a mão como quem diz "não se aflija, já o tenho".

O homem, ainda a cambalear, vai-se apoiando nos assentos até finalmente se sentar de novo. Respira fundo, massaja as fontes, e, após um compasso de espera de 3 minutos arranca novamente.

Eu olho para os guineenses em jeito de cumplicidade à laia de "estes motoristas...fazem tudo para não chegar a horas!"

Os guineenses homicidas..lançaram-me um olhar de desprezo e vaticinei uma chacina eminente.

Saí escoltada pelos casal idoso, enquanto de dentro do autocarro os pretinhos me ameaçavam de punho fechado.


Com dizia a minha catequista do 9.º volume: CAGUEI E ANDEI!

Se bem que isto melhor se aplicaria ao motorista.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

O dia em que quase matei um ente querido

Sabem aqueles episódios que desejamos nunca ter vivenciado? Aquelas coisas que nos arrependemos para sempre?

Um dia estava a ver "Crime She Wrote", com a admirável Angela Lansbury. Era o meu programa preferido, e vivia uma semana inteira à espera que desse na televisão.

Não será então de estranhar que uma vez, sentada orgasmicamente a ver a série, tenha enxotado o meu irmão quando ele se abeirou do sofá para me aborrecer.

Primeiro, e sem descolar os olhos da televisão, dei-lhe uma estalada fraquinha, garanto que não fez muito barulho.

Da segunda vez, micro-segundos mais tarde, já lhe dei um bofetão com a mão aberta.

Como se ele insistisse em importunar-me com os seus guinchinhos de menina, viro-me na direcção dele para lhe pregar uma sova de meia noite, eis quando senão

vejo o meu irmão completamente ROXO, a agarrar na garganta e a tentar respirar, função essa que, manifestamente não estava a conseguir, já que andava aos círculos pela sala, indo embater na mesa de centro antes de cair redondo no chão com um gemido já fraco.

Olho para a mesa e vejo lá um prato com uma carne de porco à alentejana. Com um raciocínio lógico brilhante, compreendo que ele está a tentar lutar com um pedação enorme de bácoro entalado na garganta!

Espojado no chão, agarro-lhe uma perna e vou a arrastá-lo até às escadas do meu prédio, até que toco a todas as campainhas do meu andar e grito por socorro.

Lá aparece uma velhota que lhe faz respiração boca a boca e lhe sacode o diafragma e o miúdo sobrevive.

Mas estava tão fraco que nem teve força de me esconjurar pelo mal-entendido.


Não tenham pena.
Estou há 19 anos a pagar pelo sucedido.

Amadora, esse paraíso na Terra

Quão contraditória é uma residência ao pé de uma certa estação de comboios da linha de Sintra denominada "Amadora Palace"?

Mas esta gente pensa que ludibria alguém?!

Ou estão convencidos que camuflam brilhantemente o facto do recepcionista ter não uma mas duas arma no coldre, e o segurança atrás dele uma arma branca a respontar do cuecão ?

Que degredo..Os próprios assaltantes devem rir-se à boca podre desses ardis geniais!

O assédio

Eu tenho um fã.

Não, mais uma vez não cucuritem os galos, não zurrem os burros, não chiem os ratos, não crocitem os corvos, nem guinchem os porcos (chiu Nuno, é uma ordem!).

O fã que me assedia diariamente com o olhar lânguido e língua estrategicamente pendente no lado esquerdo da boca é:

- o senhor do Bar da Universidade
- aflitivamente baixo (só chega até à prateleira dos salgados)
- tem uma dentadura assaz duvidosa (vislumbrei até hoje 4 dentes, 3 dos quais em estado mórbido de decomposição, e com umas gengivas castanho pálido muito intrigantes).
- 2 faixas etárias acima, vulgo velho como um escroto (44/52)


e por fim, e à laia de conclusão:

- tem um ligeiro atraso. Não, minto,

é simplesmente estúpido, aliado a um abissal atraso.

Ontem fui jantar ao bar.

Detectei logo os sinais de excitação físca, perfeitamente manifestos mas que preferi ignorar pois, afinal de contas, ia jantar e não queria estar com o estômago revolvido pela imagem daquele homem nu.

Ele, suando em bica e sorrindo com aqueles dentinhos apodrecidos, franzindo o sobrolho com o seu ar sensual e que me fez lembrar o Homem Elefante,

fez-me sinal para aproximar e, em jeito de confidência, sussurou-me que, por ser para mim, me ia "fazer um jeitinho".

Rezei para que ele não dispusesse do seu órgão sexual em plena cantina pensando que me deleitaria, mas, pelos vistos, a sua ideia era mesmo ajudar-me no que concernia à minha refeição.

Eu tinha pedido e pago uma tosta,

mas logo o imaginei a trazer-me 1 prato de strogonoff e batatinhas, com um sumo de laranja natural e uma taça de gelatina, e eventualmente com uma dose de arroz.

Ele vai para a copa, e quando sai, com um ar deveras suspeito, escondendo-se do resto dos colegas e ludibriando as câmaras de vigilância,

dá-me já um saco cheio,

e antes de eu o abrir, confidencia-me lascivamente:

"Em vez de 2 guardanapinhos..pus aqui 4!! Só para ser para a menina...".

E juro que quase me pareceu que me soprou um beijo, mas entretanto eu já tinha fugido a uma tal rotação que ainda estava ele a dizer "até amanhã princesa" e já a porta do bar tinha batido.

Pulha! Frustar-me as expectativas alimentícias daquela maneira.. A tosta soube-me a nada, ainda por cima acorriam-me imagens do anãozito nu.

Não sei para quando a recuperação, mas só espero não desenvolver traumas sexuais relacionados com a comida.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Vou sentar-me e esperar

olhem, arzahhhhh para esta merda de blogue que tanto está bem como a seguir já está todo virado do avesso. Agora não tem o site meter, nao tem foto, não tem posts recentes, nem meses longíquos.

Desconjunturou-se todo e eu CAGUEI BEM DE ALTO (literalmente, porque eu não faço cócó, sou uma menina, e o Gonçalo sabe bem disso, sou um ser abençoado, um anjinho iluminado, sou muito fofinha),

por isso enquanto isto nao voltar ao normal OU ALGUÉM ME AJUDE porque o irmão que tenho em casa vale tanto como uma mão cheia de merda e outra cheia de nada!,

vou barricar-me na sala, a ver dvd´s, comer chetoo´s e pensar nos posts maravilhendos que poderia estar a escrver e que, manifestamente, não estarei.

Em momento oportuno voltarei a esta bodega.

Ai deste que não tenha 5 comentários, no mínimo

Por favor,

alguma alma caridosa se apiede do meu desespero e me ajude a tirar as letras azuis e restantes idiotices que coloquei no malfadado dia 9 de Fevereiro e agora não sei como tirar? E nem se diga para eu voltar ao sítio e repôr como estava pois, obviamente, e atendendo ao pomenor não despiciendo de que não sou, ao contrário de muita má-língua que por aqui ciranda, atrasada mental, motivo pelo qual já tentei fazer a tarefa supra,

nessa medida agradeço complacência para este meu suplício, concretizada em directrizes práticas e eficazes..

Obrigada

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Informação Escatológica

Bolas,

tive que voltar porque me lembrei que não intitulei o post infra.

E se há coisa que eu gosto é de merdas perfeitinhas.

Chamar-lhe-ei "O Desabafo".
Não sei se já repararam (espero que não, senão há indícios sérios que não têm vida própria, uma conflituosidade inter-social acentuada, e, por demais evidente, uma hetero-exclusão comunitária perturbadora, vulgo PESSOAL SEM AMIGOS)

mas eu hoje já escrevi uma data de posts,

cada um mais sem sentido e amoral que o outro,

pela simples razão de que, amanhã, tenho a repetição do exame da Ordem,

e, como qualquer estudante preguiçosa, desorganizada e cábula que se preze, já inventei mil e uma coisas para fazer,

inclusive lavei a banheira com Cif, tarefa que, ao fim de 2 minutos, achei demasiadamente afrontosa à minha condição de..enfim, qualquer coisa que me impede de executar a empreitada supra-mecionada,

só para não ter que estudar.

Pelo que me voltei a sentar frente a este teclado para vos dizer isto mesmo que vos acabei de transmitir.

E dizer nada em tanto é obra certo? Só me dá é para o mal. Lá para os contratos de impugnações paulianas não me dá tanto a veia artística.

Arghhh façam-me parar!

Vou desligar o pc no botão do reset com o dedo do pé.

é favor não atentar às novas alterações mundanas deste blog

Caros,

Estou bastante desolada, porque o meu irmão é que teve a brilhante ideia de apalhaçar o blogue com pormenores giros.

Mostrou-me uma coisa ou outra e depois foi sair.

O certo é que eu me entusiasmei, andei a mexer em coisas com nomes insofismáveis tipo html e dashboar, pelo que no fim da brincadeira me apercebi que tinha posto o salsichinha meio virado do avesso, com comentários estúpidos tipo "o meu olho gigante"

e agora não só os não consigo tirar,

como os post mais recentes ficaram num azul escuro (meio cobalto, meio metalizado) e nem eu, que os sei de cor, consigo perceber o que dizem.

é uma tragédia, e suspeito vagamente que ele fez de propósito.

Lá porque escutei a conversa dele ao telefone,já tive a minha paga não?! Um pontapé daquela perna elefantísica

ainda por cima com sabor (ele espetou-ma na boca) a VENENO!

Snif

Ai os cãezinhos tão giros

Não me levem a mal.. eu adoro animais,

mas estão a ver aquelas situações,

em que estamos de cócoras atrás da porta da sala, a tentar diligentemente ouvir uma conversa ao telefone,

entre o nosso irmão e uma miúda, há já quase 10 minutos,

na mesma posição, quase sem respirar, com os joelhos esfolados, os ombros deslocados e o rabo a descair para trás?

e, ao mesmo tempo, rimo-nos muito baixinho, quase afogando-nos com o esforço de contenção, enquanto tentamos explicar à nossa mãe, do outro lado do corredor, que não estamos a fazer nada de mal, para ela dar meia volta de modo a que consigamos continuar a ouvir a conversa?

Pois, o problema dos animais é que, sem qualquer pudor, e em qualquer tipo de situações, quer estejamos naquela situação há 1 ou 30 minutos, acabam por nos denunciar. Sempre.

Aquele cão vinha da sala, ar abatido, arrastando-se pela divisão. Quando dobra a esquina vê-me naqueles propósitos. Claro que para um animal que não faz nada o dia inteiro, ver a dona naquela posição é um petisco pincelado a mel.

Primeiro começa a abanar o rabo. Antes de entrar em pânico faço-lhe sinal com a mão para ele vir sem grande alarido.

Porque algum motivo é cão, burro que nem uma porta, interpreta o meu aceno como um convite tácito para brincar. Começa a saltitar à minha volta, latindo alegremente, olhando também para o meu irmão como que a convidá-lo para uma grande brincadeira.

Nem tenho tempo para lhe dar um pontapé.

Só vejo surgir o peúgo roto do meu irmão e, quando me preparo para fugir apanho com aquela meia nojenta, à qual vem atrelado um dedo do pé com ar suspeito.

Nem pude reclamar. A minha dignidade não mo permitiu.

Limitei-me a dar um chapadão no cão e a imaginar o desfecho da conversa telefónica.

Um conselho? Na lojinha..escolham os peixes.

Desculpa..

Cláudia, (pigarreio)


Hum... lembras-te de me terem dado um vibrador na minha Benção das Fitas, com a forma de um golfinho e azul?

Lembras-te de eu o ter guardado no bolso do casado pendurado no roupeiro?

Lembras-te de ele ter um dia desaparecido? (perguntavas-me diariamente pela saúde dele..)

Bem, eu realmente deitei-o fora,

Isto porque a minha mãe um dia o encontrou no guarda-fatos,

Perguntou-me o que era aquilo e o que estava ali a fazer,

E eu disse-lhe que era TEU E MO TINHAS PEDIDO PARA GUARDAR!

Ela ficou horrorizada e disse para eu tirar aquilo dali para fora.

Por isso é que ela te olha agora com alguma desconfiança, e não te comprou prenda de Natal este ano.

Mas vê isto pelo meu prisma: FUI OBRIGADA A DEITAR O MEU GOLFINHO FORA!!

Tu ficaste apenas com a fama. E o meu proveito? snif

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Outra vez o poema

Poema ao Milésimo:


és roto, nem te acusaste,
shame on you caro leitor
mas porque aqui entraste
e sempre me visitaste
não te reprovo com vigor
condecoro-te com louvor
brincadeira, achas que sim?
bonificar quem entra.. enfim..
de mansinho, armado em esperto
em vez de surgir de peito aberto

fazendo ecoar por este mundo,
durante toda uma vida,
(contento-me com um segundo)
o salsicha não tem medida

é meu, é profundo. (lolada)

Interpelação admonitória

Caríssimos Confreires,


obrigado por NADA!!!

Se ontem alguém cá tivesse vindo, que não veio, mas por algum acaso insusceptível de compreensão viesse, da parte das Produções Fictícias,

o certo é que teria encontrado um vasto e inóspito deserto interactivo, um monólogo patético entre a minha pessoa e o meu alter ego, devaneios de meia idade que nunca os supus ter mas agora até já estou assustada,

já que sou só eu a falar, é só 0 comentários em tudo o que escrevo e nem o 1000 leitor se atreveu a denunciar-se, visitando-me sob a forma de anónimo, por ser mais dignificante do que ter que, frontalmente, confessar que me lê.


Hum.. estou deveras conspurcada com estes procedimentos, e toda a minha áurea de ser peculiar se esfumou, não passando agora de uma lunática que beija o cão e mata os periquitos à fome.


É lamentável.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

URGENTE!!

Desocupados amigos,

Há, se bem que ínfima, uma micro-possibilidade de alguém das Produções Fictícias ler este blogue, porque mandei há pouco mais de 7 minutos um e-mail para eles, bastante deprimente e desesperado, com o único objectivo de participar num sketch,

motivo o qual me forçou a puxar os galões e, à falta de melhor, (corpo da Soraia, leia-se)

lhes meter pelos olhos adentro aquilo que tenho de melhor: o salsichinha

(a dança no poste fica reservada exclusivamente para o Gonçalo)

É FAVOR, POR CONSEGUINTE,


colocarem comentários a enaltecerem as minhas grandes qualidades,

quer físicas,

quer físicas!,

abstenham-se de missivas que contenham palavras como "cu de bomba, badocha, óbelixa, cara de cu", como já apanhei aqui,

e realcem tudo o que há de melhor, inventando sempre que necessário, mas de uma forma realista e convincente.

Sereis recompensados.

No sketch farei um sinal imperceptível aos meus amigos leitores, à laia de exemplo, abano o rabinho de frente para a câmara, gritando "in your face cristina do gouxa"

Será, decerto, um momento enternecedor.

Obrigada.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Falso alarme

Não tenho palavras. Estou literalmente boquiaberta (tanto o quanto a minha parastesia me permite).

Isto passou de 1000 (weee) visitantes para 930 (dooop)

Estou farta de ti, hacker desocpuado. Qualquer dia apanhas na tromba, estou-te a avisar.

1000 visitantes!!!

Bolas, isto foi um pouco mais rápido do que eu pensava!

Foi só o tempo de eu ir à casinha de banho e eis quando se me deparo com a obrigação (reformulo) prazer imenso de dedicar um poema à milésima pessoa que, por acaso, nao faço ideia de quem seja porque entrou anónimo.

Anónimo:

Um dia no meu site entraste
e pelos vistos retornaste
és uma pessoa culta e muito esperta
Ao contrario de mim que sou pouco certa.

IMPORTANTE!

Ó Meu Deus, que emoção, faltam só 3 pessoas para os 1000 visitantes!!!

Devo adiantar que vou escrever uma pequena prosa em honra ao meu milésimo leitor.

Tenho é que abster-me de vir aqui tantas vezes senão arrisco-me a fazer uma auto-serenata.

O que não deixaria de ter a sua graça mas, em ultima instância, é muito degradante.

Resta-me esperar. E que ganhe o mais desocupado.

O meu cão anfíbio

Nunca vos aconteceu virarem-se de repente e o vosso cão está a olhar para vocês, com um ar misterioso e os olhos brilhantes, como quem tem alguma coisa para dizer mas por qualquer motivo está impedido, como quase uma necessidade imperiosa imperiosa de falar e, ao mesmo tempo, permanecer calado?

Confesso que me passaram algumas ideias pela cabeça.

Do género ser um animal preso numa armadilha fantasiosa, estilo contos de Grimm de 1760.

Experimentei. Não resultou.



E daí? E se fosse mesmo um príncipe? Quem riria por último?

Show business

Cada vez me convenço mais que as figuras públicas são, ao fim e ao cabo, uma grande merda como nós os mortais.

Já tinha suspeitado disto quando uma vez, em pleno Jardim Zoológico, vi o Carlos Moniz, cujo programa "A Casa do Tio Carlos" bombava nas horas.

Empoleirei-me em cima da manjedoura dos dromedários enquanto lhe soprava beijos, e gesticulava para chamar a sua atenção. Mesmo quando fui manietada pelos funcionários e arrastada até ao atendimento administrativo para me pedirem contas da incauta acção, o Tio Carlos olhou para mim com um ar melindrado e prosseguiu o seu caminho, sem sequer acenar um adeus.

Passados uns tempos foi aquele episódio com o Bonga, que já qui relatei. Mesmo totalmente espojada no chão, com os cotovelos e joelhos dolorosamente arruinados, sem um dente e a sangrar abundantemente do sobrolho, esse senhor foi capaz de esboçar um gesto de apreço, continuando a fumar o seu cigarro e enquanto o meu gemido cada vez mais fraco se deixada de ouvir até, finamente, perder os sentidos no meio do parque de estacionamento.

Anos mais tarde vi o José Malhoa na Costa da Caparica, enrolado aos beijos com uma loira de 25 anos, cheia de celulite mas mesmo assim demasiado boa para aquela trampa.
Quando tentei acenar-lhe, simulando um gesto como quem vai telefonar, neste caso para a esposa traída dizendo "Srª Malhoa? Sabe onde está o seu marido?", e rindo-me selvaticamente com o gosto antecipado desta chantagem,

o certo é que ele olhou para mim e ignorou-me, continuando com as suas lascívias repulsivas.

A semana passada, numa discoteca lisbonense, vejo a Cristina do "Você na TV". Não resisti e lancei-me aos pés dela, dizendo "adoro-te adoro-te és tão linda".

Acto contínuo a Cristina deu-me uma ligeira biqueirada com o estilete da sua sandália e, apesar de me ter feito um furinho no braço, ainda me consegui agarrar aos seus tornezelos, enquanto ela armada em estrela chamava um amigo da musculação, que me pontapeou nas costelas e com gestos obscenos me disse para eu ir copular.


Mas o que é que se passa com esta gente? Se são conhecidos são graças a pessoas anónimas como nós, que lhes compramos os discos, copiamos as roupas e gozamos com as suas gaffes!

Hás-de cá vir, Cristina. Telefono para o Gouxa em directo e mando o meu irmão arrotar-te grotescamente na cara.

Estúpida.

Renove-se as boas vindas!

Más notícias:

o hacker holográfico que vivia apenas na minha cabeça aluncinada pelos vistos ressuscitou,

porque eu tinha um post a desabafar sobre os meus dois periquitos nojentos, mortos à fome, post esse que eu já vi aqui neste blogue maravilhoso e que, inacreditavelmente, já aqui NÃO ESTÁ!

Se alguém leu esse post por favor diga-me, porque senão posso, eventualmente (não muito, duvidar da minha sanidade mental.

O post versava sobre um casal chamado Papo Seco e Meia Noite, que me andam a atormentar sob a forma de hieroglifos num bloco de notas,

e terminava com um pedido de tréguas.

Eu ainda não estou assim tão doida...

domingo, fevereiro 05, 2006

O servicinho

Hoje o meu pai apareceu-me a berrar no meu quarto, a dizer que havia verniz vermelho espalhado pelas loiças da casa de banho, e que se eu achava que aquilo nao dava trabalho a limpar, então que levantasse o meu real traseiro e fosse lá tirar aquela porcaria.

Muito condignamente levantei-me da cadeira onde estava a estudar e, sem lhe dirigir palavra, calcei as minhas pantufas gigantes de pés de pedinte com as meias rotas e os dedões à mostra (um must da Michelle K)e enlacei o robe,

e lá fui eu para a casa de banho onde, com um pouco de acetona e algodão, retirei aquele verniz vermelhão da bancada, atirei os restos para a sanita, lavei as mãos e fui-me embora.

Há dias em que dá gosto fazer nojices sem querer, deixá-las lá por preguiça, e no dia seguinte ser chamada à atenção e desfazer-me da imundice em 20 segundos.

Ficou lá bem caladinho, a remoer-se por eu nao me ter lamuriado e implorado perdão.

Muuuu ahh ahhh ahhh!!!!

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Esclarecimento

Estabelecimento Prisional de Caxias.

mas não agoirem!!

Aviso:

Por favor, quero advertir que o meu e-mail susana.alexandre@gmail.com, estará temporariamente desactivado, pela monumental vergonha que terei passado desde o dia 1 de Fevereiro,

data em que, por infortúnio do destino,

resolvi mandar um em-mail privado para uma pessoa de um fórum jurídico,

e-mail esse,

esperem, ainda que me custa falar no assunto,


foi enviado sem querer para o endereço geral do fórum.


Devo dizer que a missiva continha grande parte das ASNEIRAS eruditas no período pós-medieval português (séc.XVI),

e quase todas as contemporâneas, incluindo os dialectos da Cruz de Pau e Bairro de Santa Fiolomena,

isto para basicamente qualificar criteriosamente o mentor da lista e 90% dos restantes participantes.

Ainda nem tive coragem de ir ver o que se passou. Por isso, qualquer assunto susi_nunes@hotmail.com, esperem só que seja saneada da lista e se esqueçam da minha existência o que,

a avaliar pela dimensão dos impropérios que lhes foram dirigidos,

demorará aproximadamente 2 meses, isto se não fizerem participação disciplinar e eu for presa.

altura em que me contactarão provavelmente em D.65478@epc.pt.


Fica dado o recado!

segunda-feira, janeiro 30, 2006

O Salsicha foi violentado

Hoje quando me apercebi que tinha já 682 (seiscentos e oitenta e dois) visitantes, e após dar algumas cabrioletas no ar, resolvi averiguar o modo como estes vinham aqui parar. Ou seja, o que motiva estes desocupados leitores a espreitarem este blog

Devido ao meu sentido de humor inebriante- pensei
ou quiçá à escrita escorreita e de grande nobreza de sentimentos - completei

quando vou ao sitemeter, vejo que a última entrada tinha sido feita através desta bela coisa:

http://br.search.yahoo.com/search?p=pentes%20de%20a%C3%A7o%20para%20retirar%20as%20lendeas&prssweb=Buscar&ei=UTF-8&fr=FP-tab-web-t&fl=0&x=wrt&meta=all%3D1


note-se:

-pentes
-para
-retirar
-lêndeas

Traduzindo por miúdos,

houve algum piolhoso que, em desespero de causa e confiando na virtuosidade imbatível dos motores de busca cibernéticos, nomeadamente o Yahoo Search,

pensou que conseguiria encontrar e, passo a citar: "pentes de aço para retirar as lendeas",

neste blog RESPEITÁVEL,

Isto só porque eu escrevi uma vez, num post manhoso qualquer,que os miúdos do Projecto Crescer foram a uma extasiante visita a uma fábrica vidraceira e, ao invés de escutarem o senhor que dissertava sobre os seus segmentos de mercado,

se entretinham a tirar os piolhos uns aos outros!

Caro leitor com Pediculus Capitis,vulgo piolhos na cabeça:

Para retirar os ectoparasitas hematófagos NÃO LEIA O SALSICHA

APLIQUE A MEDICAÇÃO PIOLHICIDA!!!

domingo, janeiro 29, 2006

Nota de Rodapé

Andam por aí a cirandar boatos profanos de que, pura e simplesmente, o post do Castelo Branco seria fruto da minha imaginação.

Apesar desta, efectivamente, já ter dado conclusas provas de que se revolve nos emaranhados de uma mente fértil e desprovida de qualquer sentido de dignidade e profundidade,

a verdade é que a própria realidade nos ultrapassa muitas e muitas vezes,

Destarte, afianço que o post é verídico, embora com algumas nuances mais quixotescas, nomeadamente os saltinhos espavoridos pelo corredor que, natural e cientificamente,

me foram impedidos de verificar via voipbuster.


p.s. - se, por algum infortúnio, alguma autoridade judicária me inquirir sobre os factos passados, naturalmente que os negarei com veemência e, inclusive, indignação, salpicada por acusações baratas contra o Estado.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

A receita era óptima, o nome é que pouco ortodoxo

A minha vida foi, desde cedo, pautada por péssimas decisões.

O engraçado é que demoro em média 7 dias para decidir coisas ultra-básicas e depois, ao fim e ao cabo, essa decisão estará, sem sombra de dúvida, totalmente errada.

Tudo isto começou quando a minha professora da primária nos pediu para irmos a um livro de receitas e copiarmos uma de sobremesas.

Lá fui eu espiolhar a Maria Lurdes Modesto e o seu Livro Tradicional de Cozinha Portuguesa, no qual se encontravam, para meu desespero, mais de 100 receitas de bolos e doces.

Demorei 3 dias para escolher a receita. Depois lá escolhi uma que era curtinha (sempre fui preguiçosa) e sem muitos ingredientes, não que tivesse que fazer a receita mas não estava para ser apanhada em falso e admitir que não percebia nada de cozinha (ainda hoje não percebo).

No dia em que a professora nos pediu os títulos das receitas, para se inteirar do que tinhamos feito:

Marta - "mouse de chocolate"
Duarte - "Semi-frio de baunilha"
Catarina - "Gelatina de morango"

Susana (ar orgulhoso, olhando em volta de modo a que todos os meninos a pudessem ouvir, a si e à sua receita escolhida com tanta dedicação): PUDIM DE ÁGUA!!

Silêncio compungente.


E esta é a história de uma vida.

Más decisões, mais do que tempo para as ponderar, e com mais ou menos ingredientes sai, invariavelmente,

uma grande e cozinhada merda.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

José Castelo Branco e o verdadeiro susto

Ontem, na hora de almoço, eu e o meu irmão resolvemos aproveitar as chamadas gratuitas para números fixos do Voipbuster e telefonámos para a residência do Sr. José Castelo Branco, já que o meu irmão tem os números de todas as pessoas e mais algumas devido ao que ele chama de "engenharia social", vulgo piratices manhosas.

era para ter sido para a Belle Dominique mas não descobrimos o número (o meu irmão, leviano, até sugeriu que ela era um homem e estaria registado como Manuel Domingues. Devaneios..)


Atendeu-nos um senhor, o Carlos, brasileiro efeminado, cheio de retoques verbais e colocações de voz particularmente afectadas. O meu irmão, saloio das Beiras e sem qualquer preocupação em fazer um bom trabalho, ri-se à cara podre enquanto manda chamar o "Zé Castelo".

Homossexual - E quem é que deseja falar?

O meu irmão (sotaque bracarense) - Sou o Xico Alpendre, conhecido por Totinegro amigo dele desde os tempos de Santo António dos Cavaleiros!

Homossexual - ah..sei..Só um momento

Passados 10 minutos volta:

Homossexual:oi..o Sr. José Castelo Branco pede para informar que o Sr. deve estar enganado porque nunca morou nesse lugar.

Meu irmão - não? deve estar confundido! Bom, eu sou irmão do Conde de Valbom, era para convidar o Zé para ir à festa dos seus 60 anos, ali no Palácio do Marquês da Fronteira. Paciência, o Fernando ficará com muita pena..

Homossexual: espere um segundo então, por favor,

Passados 3 minutos volta só se ouve:

- táaa?Quem falaaa? - voz aflitivamente apaneleirada do zé


Então o meu irmão, ganhando balanço e colocando-se o mais perto possível do microfone, faz uma pausa e manda o arroto mais monumental que se possa imaginar, com a duração mínima de, pelo menos 4 segundo, e a décibéis claramente proibidos pelos regulamentos administrativos.

- aiii!! - ouve-se num tom amedrontado

- que horror! - já ao longe - o telefone ainda com a ligação, mas o Zé a pôr-se certamente a milhas, eu a imaginá-lo aos saltinhos amaricados, espavorido pelo corredor.

O empregado abeira-se do telefone e lá o desliga, eu rebentada de riso, com falta de ar ao canto do quarto.

- poça, até fiquei mal disposto, - confidencia o meu irmão, acalmando o estômago violentado.

Tão depressa não beberá ele uma água das pedras sem se lembrar do Xico Alpendre.

sábado, janeiro 21, 2006

O silêncio vale ouro

Quando andava na primária tinha uma amiga minha que era a Andreia.

A Andreia ia todos os dias com uma roupa diferente para a escola e todos os santos dias a mãe dela ia ter ao recreio para lhe dar uma sandes e um sumo, e todos os dias lá estava a mãe dela as 6h da tarde para ir buscar no seu fancy carro.

O resto da turma emporcalhava-se o mais que podia, mas não muito porque a roupa tinha que durar pelo menos 2 dias. Quando chegávamos do recreio, suados e mais mortos que vivos, atacávamos a palete de leite que o Estado oferecia e aí sim, cagávamo-nos verdadeiramente com o leite com chocolate a escorrer-nos pelos queixos e a aninhar-se nos antebraços.

Estas diferenças eu até podia aceitar. Mas houve um dia em que a Andreia me disse que a mãe não a deixava ver televisão depois das 19h e que, por conseguinte, nunca tinha visto o Macgyver.

Aí, e após um leve espasmo, toda a minha comiseração por um ser da mesma espécie se me assomou e explodi:

- TU NUNCA VISTE O MACGYVER??

Nesse dia quando a mãe da Andreia a veio buscar, tive questão de ter uma conversinha com a senhora. Esta, uma cinquentona com 1.75, cabelo cinzento repuxado num frio carrapito, e de rosto cerrado, perguntou-me o que é que eu queria.

Expliquei-lhe atabalhoadamente: "O Macgyver é muito bom, ver a série até nos pode salvar a vida, está a fazer um grande mal à Andreia, imagine se um dia uma de nós é raptada. Eu ao menos sei cortar as cordas com uma gaiola vazia. A Andreia nunca saberá"!

Ela olhou para mim com um ar suspeito.

No dia seguinte perguntei-lhe: então, a tua mãe disse-te se domingo podes ver o Macgyver??

- Não, isso não disse. Mas proibiu-me de brincar contigo.

Eu e a minha grande boca.

Os nomes todos que eu quero chamar à Ordem mas não posso porque me habilito a sanções disciplinares

Ainda remoendo:

tive a mais alta remuneração dada a um estagiário por um julgamento:70 contos por 10 minutos,

se até um juíz se apercebeu que eu me esforcei,

porque é que a Ordem, pares inter pares, me acossa assim?

sexta-feira, janeiro 20, 2006

A Relíquia

Hoje soube que chumbei no exame da Ordem.

Como consolo reparei nos outros 70% de chumbo. Como desconsolo tenho tudo o resto.

E eu preocupada com a oral..nem lá vou conseguir pôr os cotos!

sábado, janeiro 14, 2006

A crueldade parental

Hoje quando cheguei a casa da fac, tinha um puff lindo cor de rosa, no meio da sala. Todos já tinha saído, pelo que pude gozar aquele momento com a mais alta carga emocional possível, sem correr o risco de me acharem compeltamente demente. (o meu sonho foi sempre ter um puff cor de rosa.

Descalço as botas, arregaço a saia e v ou a correr da outra ponta do quarto e atiro-me de braços e pernas abertas para cima dele. Se pensam que algo de mau vai acontecer, desenganem-se. Era tão seguro e macio como eu sempre sonhei.

Puxei o lustro com o rabo, mostrei-lhe o meu diário, perfumei-o com a minha loção de corpo da Lâncome, apresentei-o á Bianca e até fiz ginástica - sentando-me e agarrando-me às pontas, fui a saltitar colada ao puff até ao corredor, e, embora tenha chegado lá mais morta que viva foi uma experiência que recordarei com desvelado carinho ( no caminho inverso é que já tive que vir a arrastá-lo, que a minha constituição óssea já não está para brincadeiras).

Adormeço aninhada no meu recente amor quando sou acordada por uma voz vociferadora, a minha mãe num estado de elementar de fúria, que gradualmente se vai transformando na mais pura demência: "O QUE TU ESTÁS A FAZER?!!".

e eu, arqueando o sobrolho, pois não estava mesmo a perceber, e em jeito de pergunta: "estou a dormir no meu puf?.."

e a minha mãe: " NÃO, NÃO ESTÁS! ESTÁS É A LEVAR UMA SOVA SE NÃO GIRARES DAÍ PARA FORA!

e eu a olhar para a minha mãe, sangue do meu sangue, nunca a ouvi dizer uma asneira na minha vida mas acho que naquele momento ela as estava capaz de dizer todas, por ordem alfabética e, inclusive, sob a forma de arroto.

Fugi dali para fora, mas ainda tive tempo de a ver colocar o meu puff num saco da Habitat e meter um laçarote, junto a um cartão festivo que julgo ser de aniversário. Alguma porca vai ficar bem contente hoje, e infelizmente não sou eu.

Qualquer dia faço um saboroso salmão no forno, com coentros picados, parmesão ralado e leite creme fresco e mariquices gastronómicas que a minha mãe adora e depois grito-lhe aos ouvidos: " OLHA LÁ NÃO SABES QUE ISTO É PARA OFERECER AO BANCO ALIMENTAR NÃO!!? FAZ MAS É FAVOR DE TIRAR AS MÃOZINHAS GULOSAS DO TACHO, SUA GRANDESSÍMA LAMBONA!

Depois dizem que têm filhos hiperactivos.

Sexta-feira 13

Ontem, dia 13:

- não ganhei o euromilhões (nem me lembrei de me apostar, dumb!)

- fiquei atolada num beco em Santos porque houve um carro que resolveu estacionar no meio da rua, e foi à sua vida, deixando-me num estado de nervos já que nem podia fazer marcha-atrás (já andar para a frente foi o degredo que foi!!), nem podia desabafar porque era a única pessoa sóbria,

depois quando nos lembrámos de levantar as escovas do carro, e colar folhas lambidas de jornais no parabrisas do veículo e deixámos um bilhete repleto de asneiras e ameaças ilícitas,

apareceu a polícia, que com cara de poucos amigos nos perguntou o que é nós pensávamos que estávamos a fazer, (e eu a a tentar esconder o bilhete ofensivo no meio do soutien)

aflitinha para fazer chichi, e possessa com aqueles polícias com ar de engatatões do Cacém de Cima, começo a gritar que era tudo uma pouca-vergonnha e, inclusive, eles eram uma vergonha, quando eram precisos para actuar e multar carros não faziam nada,

e um polícia a perguntar-me, de cacetete na mão, se eu tinha estado a beber,

eu de mão na anca, qual sopeira recé-licenciada:

- bebi sim, senhor agente, 3 sumóis de ananás e um ice tea de manga - algum inconveniente?

E um outro polícia "então mostre lá esse papel que ia deixar"

e eu (que remédio!) "tome lá, mas olhe que eu ainda devia ter escrito pior"

O polícia lê, dá a ler ao outro, riem-se , e colam o bilhete no meio do capot.

Ainda bem que os nossos agentes detêm algum nível, se bem que básico, de comicidade.

Lá conseguimos sair daquele inferno, para, 40 metros à frente, pararmos por falta de bateria.

Passei as 2 horas seguintes sentada no passeio, a olhar para os beirais dos telhados e a contar o número de plaquetas de cócó de pombos até, finalmente,

aparecerem 4 amigos alcoolizados que ajudaram a pôr o carro a pegar (não sem antes terem quase cilindrado 2 namorados góticos que caminhavam silenciosos no passeio, graças a Deus que estes tiveram discernimento para literalmente se pendurarem no estendal de um rés do chão).

cheguei a casa e o aquecedor do meu quarto estava no nível 2... Não aguentei e cedi às emoções latentes. Chorei, chorei e chorei.

E depois ri-me. Aquele bilhete colado no capot era mesmo uma conspurcação desde a primeira maíscula até ao último caracter desenhado! É nestas alturas que adoro o meu lado mais carroceiro.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Sara, se me vires na RTPI, muda para a RTL

Hoje em dia fazem-se conhecimentos a uma velocidade estonteante.

Cruzamos caminhos com pessoas distintas, de lugares longínquos e que podem ter tudo a ver connosco.

É msn, hi5, chats, fotologs..uma série inimaginável de potenciais relações humanas.

No meu tempo não era nada assim, é triste mas o meu 1.º contacto social extra-lisbonense foi aos 8 anos quando escrevi uma carta a uma miúda que queria ter correspondentes, no Agora Escolha, e apareceu a morada dela em rodapé.

Essa miúda, de seu nome Sara, revelou ser uma grande def, burra que fazia dó, escrevia cheia de erros e só falava de coisas completamente estúpidas como a reconstrução do coreto da aldeia dela e coisas que não lembravam a ninguém. (ah, e adorava o Michael Jackson, sintomático certo?)

tanto tempo perdido..porque eu não consegui pura e simplesmente coarctar os sonhos áquela mongolóide porque eu acabei por ser a única correspondente dela.

Felizmente casou-se aos 13 anos, foi viver para o Luxemburgo e eu deixei de a aturar.

Vi foi a Vera Roquette um dia destes no El Corte Inglés e bem que me apeteceu enfiar-lhe um estaladão na fuça. E ainda por cima a Ana dos Cabelos Ruivos perdia sempre para o compacto do Totobola!

Péssimas recordações.

O meu 1.º desmaio

Numas férias que passei em Londres, fui dada como desaparecida.

Na realidade, uma amiga minha, não me encontrando no ponto de encontro as horas - por motivos dos quais não me orgulho, nomeadamente, paixão avassaladora e fulminante por um londrino que me levou a ver o pôr do sol em Brighton a 150 km- ,

começou a hiperventilar porque os pacotes de leite eram realmente muito dramáticos e tinham milhentas fotos de pessoas desparecidas,
começando a imaginar-me esquartejada num qualquer beco de Oxford Street.

Na manhã seguinte dirigiu-se à esquadra mais próximo da nossa casa, em Nothing Hill, e, num pranto, deu-me, oficialmente, como "missing person".

nesse dia à noite, lá dei com a minha casa, e vi-a fungosa, a soluçar nas escadas, completamente borrada de rímel e com dois rolos de papel higiénico ao lado. Quando me viu levantou-se maravilhada.

ia-lhe a dar um abraço para a reconfortar quando recebo, inesperadamente, a chapadona da minha vida.

Acto reflexo, dou-lhe uma chapada também, gesto que se revelou idiota porque ainda não tinha recuperado o equilíbrio desda a noite anterior e quando dou por mim estou estatelada no chão, com uma grande lasca na perna e uma p.. de dor de cabeça.

Finalmente ela abraça-me e diz-me baixinho "estúpida! não me voltes a fazer isto!estou tão contente por te ver...pensava que tinhas desaparecido".

Eu também a abraço e digo-lhe "se avisaste os meus pais parto-te a boca"

ao que ela responde: "eu não, o consulado português é que lhes telefonou"

Foi nesta altura que perdi os sentidos.

A espiral da mentira

Ontem fui mais cedo para a faculdade e apanhei o autocarro das 16h15, uma hora antes que o habitual.

Entro no autocarro e eis quando senão me deparo com a figura imponente do condutor que me havia buzinado humilhantemente à frente da farmácia.

Ele sorriu docemente, compreensivo perante a minha condição clínica.
Eu também, e fui a mancar pela coxia fora, até me lembrar que, sendo manca, deveria era ter-me sentado logo nos primeiros bancos da frente (dooopp).
Entretanto estava lá a senhora do Instituto Óptico minha conhecia há anos (milhentos pares de óculos, e afinal estes eúltimos partidos pelos pés agigantados do meu irmão também sucumbiram, não há qualquer arranjo)e, cheia de pena, alto e bom som.

- ahhh!!, que é que lhe aconteceu filha?

e eu,sempre tão inventona, sem nada para dizer

- mas caíste? - insiste ela

e o condutor a olhar de esguelha pelo espelho


e eu a pensar: já não me posso divertir num acto isolado que logo uma cadeia de acontecimentos distintos entre si se interligam e me quebram este contentamento!

Lá esfarrapei uma desculpa, e tive que levar com comiserações efusivas da senhora até Alfragide.
Em Belém saio, e, com dificuldade, transponho os degraus até o passeio e aceno um vigoroso adeus ao condutor. Só quando o vejo fora do meu alcance é que desato a correr até à outra paragem, afinal ainda tinha que apanhar o 51 até ao fim da Rua da Junqueira!

Desta feita deixei muitos turistas curiosos, mesmo à frente dos Pastéis. Tenho que parar com as minhas charadas, qualquer dia quando visitar Amsterdão tenho que ir munida com um par de canadianas!

O ROUBO-Post longo mas com grande moral

Um dia, numa colónia, fui acusada de roubar. E posso-vos garantir, já subtraí muita coisa, mas neste caso estava o mais inocentada possível.Foi na colónia de férias de castelo do bode, em 1993, turno de Agosto.

Uma grande parva que dormia na minha tenda, descobriu na minha mochila um soutien seu n.º32 (quando eu, com 13 anos, usava o 36). Claro que a colega era uma grande porca desleixada e atirou com aquilo para cima das minhas coisas e eu ao arrumar a minha mala nem reparei.

Foi-se queixar ao monitor dela que, por acaso, não gostava nada de mim porque eu, dias antes, havia-lhe chamado a atenção para os seus modos impróprios para com uma colona da minha idade que, ao efectuar um jogo de campo, trepava numa escada com uma grande mini-saia.

Ele foi-se então queixar do suposto furto ao Chefe de Campo que, na noite anterior, havia recebido queixa de mim já que eu, E MUITO BEM, me havia recusado a participar num espectáculo degrandante ao qual eles chavam "festival da canção" e que incluia coreografia e saias de folhos. Ora eu estava apaixonada por um miúdo da colónia e tinha mais que fazer do que pantominas infantis à frente dele!

conclusão: acusaram-me formalmente de roubar o soutien n.º32 que, certamente me teria dado muito jeito com 11 anos, e disseram que iam telefonar aos meus pais. (que telefonem pensei eu, só a minha mãe já usa o 42! ela sabe o que a casa gasta)

Nessa noite, a última da colónia, fez-se uma grande gala e atribuiram-se diplomas, de acordo com votações anteriores dos colonos
Eu fui eleita " A mais sexy" (ah, glorioso ano de 93) e dirigi-me ao palco. perante uma multidão de 130 pessoas agradeci (sim, que grande nomeação não haja dúvida), e mencionei o facto de ter sido acusada de roubar um soutien. Fiz questão de frisar quem me acusava (era a Maria Jorge, também, que merda de nome e feia como os cornos) e disse qq coisa como isto:

- a maria jorge usa o 32...(em tom de quem não quer a coisa)
(toda a gente se riu)

- EU NÃO USO O 32!!(com grande ênfase, à laia de discurso presidencialista)
(todos os rapazes assobiaram, uivaram e afins)

- e agora quem acha que para o ano deveriamos todos ir para o turno de Julho e cagar no de Agosto ponha o dedo no ar!

não houve tempo para fazer contagens porque imediatamente alguém me tirou o microfone e agarrou-me por um braço e levou-me outra vez à sala do Chefe de Campo onde me disse literalmente que estava farto de mim.

Mais tarde soube que a Maria Jorge caiu numa ribanceira abaixo e raspou uma mão no asfalto, pelo que ficou sem o dedo anelar. Não me ri claro, mas esbocei um sentido sorriso.

Duvido também que alguém se quisesse casar com aquilo.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

porque é que tenho as tarefas infra-mencionadas, e mais algumas as quais, por pudor n digo e estou aqui a brincar no salsicha

TAREFAS IMPRETERÍVEIS:


tenho que ir fazer um trabalho para ajudar a minha mãe, na cadeira sugestiva de Filosofia Medieval, sobre o S. Boaventura, certamente o teólogo/ filósofo mais aborrecido de todos os tempos.

tenho que ir trocar a minha escova da Gigashoping, eu sei, sou uma verdadeira atrasada, era tudo mentira, aquilo é uma real bosta e estou muito envergonhada por ter sequer anotado o n.º de telefone que deram na televisão.

tenho que ir ver se estou inscrita no centro do emprego, porque, eu sei é espantoso, NÃO ME LEMBRO SE ESTOU OU NÃO! O pior é que o meu centro de emprego é o da Amadora, certamente o mais cheio e decrépito de todos os centros estremadurenses.

tenho que preparar-me mentalmente que vou fazer a oral do exame de agregação à Ordem este mês e, por direito próprio, ser cilindrada pelo meu júri. Porque é que não escolhi Jornalismo? Porquê?

(mas aprendi coisas giras,por exemplo: se eu tentar matar o hamster da minha vizinha, punem-me rigorosamente. Se tentar cortar a perna da minha vizinha, não acontece nada, ficamos todos amigos) (com algumas reservas, claro, duvido que ela me convide novamente para o seu anivesário).

tenho que ir ao centro de saúde porque, e isto é trágico, com o início dos meus 25 anos (sempre que escrevo a minha idade hiperventilo. esperem. já está.) perdi a regalia do sistema de saúde da EDP. Só agora me apercebi das verdadeiras consequências. Passo a ser uma reles mortal com a senha na mão, a entediar-me de morte até que alguém se lembre que eu existo.


E estou aqui sentada, de pijama, com uma taça de cereais (bhacc) quase a vomitar-me, de lentes de contacto pq o meu irmão pisou os óculos, já vi uma grande mancha de chichi da yupi, que, para variar, demarca o seu território em pleno corredor e que terei que limpar rapidamente antes que comece a oxidar as juntas da parede.



AHHHH GLORIOSO 2006!!

domingo, janeiro 08, 2006

Around the World - (saudosos) East 17

Penso que a chantagem exercida sobre o meu irmão não foi, se calhar, particularmente eficaz, e ele anda a gozar com a minha cara.

Ele colocou-me um site meter, o tal contador, mas cheira-me que os dados estão viciados. Senão, vejamos:

entraram à volta de 60 pessoas.
Acredito perfeitamente.
Vou a ver detalhes sobre elas e, analisando criteriosamente sua proveniência constato que tenho pessoas de Singapura, Rússia, Timor, Roménia, Estados Unidos, Japão e México.

Quanto à menina de Singapura,por exemplo, quis-lhe deixar um agradecido olá, mas não fazia a mais pequena ideia onde se colocariam os comments, (descubram tb vocês):

這次也去了旗津港的海邊玩,吃了一些海產,還不錯。
總之,這次比賽結果雖不盡理想,希望不影響下次的心情,仍然每次比賽都全力以赴。
張貼人 mickey @ 8:49 下午 1 留言

O que equivale a dizer "post by mickey @ 8:49" (tanta chinesice para isto??) mas afinal onde estão os comentários? 1 留 será?

Cheirou-me a esturro. Fiquei a pensar se o meu irmão não andaria a gozar comigo. Bem capaz é ele de inventar um blogue de uma singapurense só para ter o prazer de viperinar a minha vida.

de qq forma, se alguém conhecer e existir realmente esta miúda:



Transmitam-lhe os meus sinceros cumprimentos e perguntem-lhe pela família.

sábado, janeiro 07, 2006

A minha tia I




Apresento-vos a minha tia octogenária.

Para além de grande contadora de histórias também adora maltratar o meu cão. Ele já sabe que, todos os Natais, e por amor ao Menino que nasceu em Belém, vai ter que levar grandes chapadas entre as orelhas, até ficar com os ouvidos a zumbir. Isto sim, é a verdadeira vida de cão, na acepção mais plena da expressão.

ps - reparem no olhar maléfico dela e no desespero incontido do animal.

deviam-me ter chumbado na carta - esqueçam, eu chumbei

Pela 2ª vez, a farmácia foi a minha salvação. E ao mesmo tempo, causa de embaraço, da qual saí, para variar, airosamente.

Fui comprar esta semana uma batôn para o cieiro. Neutrogena (€5), altamente amaricado mas que o meu Gonçalo usa. E lá há coisa pior do que o esponsal-macho ter melhores cuidados estéticos que a fêmea. Custou-me mt dar os 5 euros, mas mais que um batôn, comprei um pouco de dignidade (BASTA AOS BATÔNS DO LIDL).

Quando já estava a pagar, e o farmacêutico prestes a colocar a embalagem no saquinho, oiço uma panafernália de insultos, buzinas acirradas e nem precisei de olhar. Pois, era eu, claro.

Tinha estacionado o carro à frente da farmácia, e o autocarro 144 que ia para belém e que, curiosamente, é o que me leva para a fac todos os dias, estava impedido de passar devido ao meu miserável estacionamento.
Ainda não tinha transposto a soleira da porta já ia a antecipar um gozo vitorioso.

Saí a coxear dolorosamente e a arrastar a perna direita perante o olhar desconfiado do farmacêutico.
Coxeei, arrastei-me, manquei até à porta do carro, e, simulando um olhar de verdadeiro sofrimento, olhei para o condutor e pedi-lhe desculpa com uma mão, enquanto a outra segurava o saquinho da farmácia como quem diz " olha, vê,só vim aqui buscar a minha medicamentação semanal. É triste estar-se doente, e tu aí, vigoroso que nem um touro a carregar nos pedais. E vós, pessoas apinhadas que vão agarradas aos elásticos cujo nome não me recordo, calai-vos porque eu sofro mais que vocês todos juntos".

E, realmente, todos muito caladinhos assistiram à minha via-sacra igualmente silenciosa, apenas pautada por um sugestivo mancamento e olhar suplicante. Fiquei tão impressionada que quase me auto-convenci que pertencia a essa estatítica de pessoas com handicaps, que encontram mil obstáculos no dia a dia.

O meu é realmente não conseguir, pura e simplesmente, assumir os erros.
Mas divirto-me muito. (pois, têm razão, também é triste deleitar-me com divertimentos destes, mas eu não vi o Boat Trip, ao contrário de 95% daqueles que me lêem!)

Solicita-se empatia humana

E posso saber porque é que desde ontem 28 pessoas leram este blogue e pura e simplesmente não se pronunciaram? Posso aventar algumas hipóteses,

mas tenho demasiada preguiça para as concretizar.


Façam o favor de se manifestarem, porque se há pessoas que escrevem para exorcizar os seus fantasmas, graças a Deus ainda não cheguei a esse ponto! (não sei se o falar sozinha conta, de qualquer maneira não me desviem do assunto);

Shame on you caro leitor, que aqui vem saber que há pessoas mais desastradas que você, sabe-lo, confirma-o, e continua a vir aqui apenas saborear a desgraça alheia.

Por falar nisso, post supra.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Contador de visitantes

Para quem está a ler o meu salsicha pela 1ª vez (acontece diariamente, pressinto-o) não se assuste.

O facto de, pelo menos até à data de hoje, só estarem contabilizados 5 visistantes (cinco!!), não traduz a nobreza de sentimentos e profundidade aquiliana deste meu blogue. Traduz, evidentemente, a lerdice da progenitora que nunca soube instalar um contador de visitantes e que deixou arrastar esta situação por mais de 2 anos (minto, 6 meses e pouco).
Continuo sem saber instalar.
Mas felizmente tenho um irmão que, finalmente fez jus à sua condição de parente directo e, sob coacção psicológica, acedeu ao meu pedido.

Depois assomaram-se-me sentimentos ambivalentes:

por um lado respeito por tão simpático feito - (ainda me lembro quando ele nem sabia mexer no paintbrush..tempos saudosos)

por outro, viva repulsa e náuseas profundas porque ele foi ao meu quarto dizer-me que já tinha tudo feito e, concomitantemente, pisou os meus óculos com o seu corpo paquidérmico e partiu as 2 lentes.

Perdi 2 lentes, ganhei a certeza de 5 visistantes. Nem que seja para gozar. Não há má publicidade certo?

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Informações práticas

Quero avisar-vos, queridos leitores, que este blogue vai parecer finalmente um blogue a sério quando o apalhaçar com coisas giras, tipo editar links, meter a minha identificação com signos etc.

Isso acontecerá ainda hoje, caso consiga chantagear a tempo o meu irmão (é ele obviamente que fará as alterações, eu sou de Letras).
Caso não resulte, terei mesmo que esperar pelo fim de semana, altura em que detenho a posse do Opel e, por conseguinte, a vida amorosa do meu irmao nas mãos. (não quero com isto dizer que ele pratica sexo dentro do automóvel, mas sim que este o conduz ao sítio apropriado). E mesmo que seja dentro do automóvel, não vislumbro qualquer impedimento. Para além dos óbvios denominados "manete (?) das mudanças" e, Polícia Municipal.

Até lá!

MAI NADA!

o meu 1º de Janeiro de 2006

Como não iniciar um ano.

Ah o Ano Novo o Ano Novo...

Matei as resoluções todas ao 3.º dia

Dieta?
Como fui no 1.º dia do ano à tarde para uma albergaria, caríssima e em que ofertavam o pequeno almoço, vi-me obrigada a deglutir TUDO, mas rigorasamente Tudo, o que era meu por direito: croissants, pão com queijo, bolos, sumos, cereais (e nem gosto!). Depois de uma ligeira indisposição, em que perdi os sentidos por alguns segundos, apercebi-me que já não sou capaz de continuar (nem comecei) uma dieta este ano. Perdi a motivação. E agora, só mesmo em 2007.

Ginásio?
Como já não vou fazer a dieta, não vale a pena ir para o ginásio. Ainda por cima é um instrutor-homem, é difícil correr na passadeira e ao mesmo tempo parecer sexy. Isto sem falar na trepidação humilhante do piso.

Passear os cães todos os dias?
Como já não vou fazer dieta, não vale a pena ir cansar-me para a rua, com dois cães perfeitamente deprimentes (uma é coxa, outra é rato). E perfeitamente desobedientes.
Razão tinha o Gonçalo, quando quis comprar o canguru (Rambo, vai buscar-me as pantufas!! Aquecidas!)

Nunca mais é Dezembro.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Ficámos todos com a fama. E o proveito? Nunca mostrei nada a ninguém! (minto.)

O tema da minha Consoada abalou as mentes mais conservadoras desta nossa Estremadura. Mas, pasmem-se!, houve temas bastante piores mas cujo meu (imenso, notório, vibrante) pudor me impede de delatar.

Conto apenas uma história, triste, advirto, de como toda uma geração pode sucumbir à desgraça por facto alheio.

Mais uma vez a minha tia-avó oitocentista, animada por uma ginginha, começou a bater as palmas desalmadamente e, chorando a rir recordou aquele episódio em que o padrinho dela mostrou o "pirilau" (picha Tia Quitas, picha!!!) a duas vizinhas, e em como foi escorraçado com varapaus pelas duas até cair numas balsas, pelo que ficou posteriormente conhecido com o cognome de "o balseiro".

Finalmente percebi porque é que a família da minha avó é conhecida lá em Tomar pela "família dos Balseiros".

Poderia ter descendido de um Álvares Cabral, ou um D. Fuas Roupinho. De um ex-regedor ou presidente da Junta. Mas não.

Tinha que descender de um tarado sexual ainda por cima boiola, que em vez de dar um enxerto de porrada em 2 fracas miúdas depois de lhes mostrar o artefacto, foge e ainda cai nuns picos, tendo sido assistido posteriormente pelo boticário lá da terra e obrigado a ficar prostrado na cama durante uma semana, até que as feridas abertas no rabo sarassem.

Estou consumida pela vergonha.