Pela 2ª vez, a farmácia foi a minha salvação. E ao mesmo tempo, causa de embaraço, da qual saí, para variar, airosamente.
Fui comprar esta semana uma batôn para o cieiro. Neutrogena (€5), altamente amaricado mas que o meu Gonçalo usa. E lá há coisa pior do que o esponsal-macho ter melhores cuidados estéticos que a fêmea. Custou-me mt dar os 5 euros, mas mais que um batôn, comprei um pouco de dignidade (BASTA AOS BATÔNS DO LIDL).
Quando já estava a pagar, e o farmacêutico prestes a colocar a embalagem no saquinho, oiço uma panafernália de insultos, buzinas acirradas e nem precisei de olhar. Pois, era eu, claro.
Tinha estacionado o carro à frente da farmácia, e o autocarro 144 que ia para belém e que, curiosamente, é o que me leva para a fac todos os dias, estava impedido de passar devido ao meu miserável estacionamento.
Ainda não tinha transposto a soleira da porta já ia a antecipar um gozo vitorioso.
Saí a coxear dolorosamente e a arrastar a perna direita perante o olhar desconfiado do farmacêutico.
Coxeei, arrastei-me, manquei até à porta do carro, e, simulando um olhar de verdadeiro sofrimento, olhei para o condutor e pedi-lhe desculpa com uma mão, enquanto a outra segurava o saquinho da farmácia como quem diz " olha, vê,só vim aqui buscar a minha medicamentação semanal. É triste estar-se doente, e tu aí, vigoroso que nem um touro a carregar nos pedais. E vós, pessoas apinhadas que vão agarradas aos elásticos cujo nome não me recordo, calai-vos porque eu sofro mais que vocês todos juntos".
E, realmente, todos muito caladinhos assistiram à minha via-sacra igualmente silenciosa, apenas pautada por um sugestivo mancamento e olhar suplicante. Fiquei tão impressionada que quase me auto-convenci que pertencia a essa estatítica de pessoas com handicaps, que encontram mil obstáculos no dia a dia.
O meu é realmente não conseguir, pura e simplesmente, assumir os erros.
Mas divirto-me muito. (pois, têm razão, também é triste deleitar-me com divertimentos destes, mas eu não vi o Boat Trip, ao contrário de 95% daqueles que me lêem!)
Será que só sou eu que vejo laivos de pedofilia na relação do Manuel O Português e o Zezinho de "O meu Pé de Laranja Lima"? 9 (NOVE) anos depois do início deste blogue muita gente alvitrou sobre tudo menos isto. Portanto tenho concluir que sim, sou só eu.
sábado, janeiro 07, 2006
Solicita-se empatia humana
E posso saber porque é que desde ontem 28 pessoas leram este blogue e pura e simplesmente não se pronunciaram? Posso aventar algumas hipóteses,
mas tenho demasiada preguiça para as concretizar.
Façam o favor de se manifestarem, porque se há pessoas que escrevem para exorcizar os seus fantasmas, graças a Deus ainda não cheguei a esse ponto! (não sei se o falar sozinha conta, de qualquer maneira não me desviem do assunto);
Shame on you caro leitor, que aqui vem saber que há pessoas mais desastradas que você, sabe-lo, confirma-o, e continua a vir aqui apenas saborear a desgraça alheia.
Por falar nisso, post supra.
mas tenho demasiada preguiça para as concretizar.
Façam o favor de se manifestarem, porque se há pessoas que escrevem para exorcizar os seus fantasmas, graças a Deus ainda não cheguei a esse ponto! (não sei se o falar sozinha conta, de qualquer maneira não me desviem do assunto);
Shame on you caro leitor, que aqui vem saber que há pessoas mais desastradas que você, sabe-lo, confirma-o, e continua a vir aqui apenas saborear a desgraça alheia.
Por falar nisso, post supra.
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Contador de visitantes
Para quem está a ler o meu salsicha pela 1ª vez (acontece diariamente, pressinto-o) não se assuste.
O facto de, pelo menos até à data de hoje, só estarem contabilizados 5 visistantes (cinco!!), não traduz a nobreza de sentimentos e profundidade aquiliana deste meu blogue. Traduz, evidentemente, a lerdice da progenitora que nunca soube instalar um contador de visitantes e que deixou arrastar esta situação por mais de 2 anos (minto, 6 meses e pouco).
Continuo sem saber instalar.
Mas felizmente tenho um irmão que, finalmente fez jus à sua condição de parente directo e, sob coacção psicológica, acedeu ao meu pedido.
Depois assomaram-se-me sentimentos ambivalentes:
por um lado respeito por tão simpático feito - (ainda me lembro quando ele nem sabia mexer no paintbrush..tempos saudosos)
por outro, viva repulsa e náuseas profundas porque ele foi ao meu quarto dizer-me que já tinha tudo feito e, concomitantemente, pisou os meus óculos com o seu corpo paquidérmico e partiu as 2 lentes.
Perdi 2 lentes, ganhei a certeza de 5 visistantes. Nem que seja para gozar. Não há má publicidade certo?
O facto de, pelo menos até à data de hoje, só estarem contabilizados 5 visistantes (cinco!!), não traduz a nobreza de sentimentos e profundidade aquiliana deste meu blogue. Traduz, evidentemente, a lerdice da progenitora que nunca soube instalar um contador de visitantes e que deixou arrastar esta situação por mais de 2 anos (minto, 6 meses e pouco).
Continuo sem saber instalar.
Mas felizmente tenho um irmão que, finalmente fez jus à sua condição de parente directo e, sob coacção psicológica, acedeu ao meu pedido.
Depois assomaram-se-me sentimentos ambivalentes:
por um lado respeito por tão simpático feito - (ainda me lembro quando ele nem sabia mexer no paintbrush..tempos saudosos)
por outro, viva repulsa e náuseas profundas porque ele foi ao meu quarto dizer-me que já tinha tudo feito e, concomitantemente, pisou os meus óculos com o seu corpo paquidérmico e partiu as 2 lentes.
Perdi 2 lentes, ganhei a certeza de 5 visistantes. Nem que seja para gozar. Não há má publicidade certo?
quinta-feira, janeiro 05, 2006
Informações práticas
Quero avisar-vos, queridos leitores, que este blogue vai parecer finalmente um blogue a sério quando o apalhaçar com coisas giras, tipo editar links, meter a minha identificação com signos etc.
Isso acontecerá ainda hoje, caso consiga chantagear a tempo o meu irmão (é ele obviamente que fará as alterações, eu sou de Letras).
Caso não resulte, terei mesmo que esperar pelo fim de semana, altura em que detenho a posse do Opel e, por conseguinte, a vida amorosa do meu irmao nas mãos. (não quero com isto dizer que ele pratica sexo dentro do automóvel, mas sim que este o conduz ao sítio apropriado). E mesmo que seja dentro do automóvel, não vislumbro qualquer impedimento. Para além dos óbvios denominados "manete (?) das mudanças" e, Polícia Municipal.
Até lá!
Isso acontecerá ainda hoje, caso consiga chantagear a tempo o meu irmão (é ele obviamente que fará as alterações, eu sou de Letras).
Caso não resulte, terei mesmo que esperar pelo fim de semana, altura em que detenho a posse do Opel e, por conseguinte, a vida amorosa do meu irmao nas mãos. (não quero com isto dizer que ele pratica sexo dentro do automóvel, mas sim que este o conduz ao sítio apropriado). E mesmo que seja dentro do automóvel, não vislumbro qualquer impedimento. Para além dos óbvios denominados "manete (?) das mudanças" e, Polícia Municipal.
Até lá!
Como não iniciar um ano.
Ah o Ano Novo o Ano Novo...
Matei as resoluções todas ao 3.º dia
Dieta?
Como fui no 1.º dia do ano à tarde para uma albergaria, caríssima e em que ofertavam o pequeno almoço, vi-me obrigada a deglutir TUDO, mas rigorasamente Tudo, o que era meu por direito: croissants, pão com queijo, bolos, sumos, cereais (e nem gosto!). Depois de uma ligeira indisposição, em que perdi os sentidos por alguns segundos, apercebi-me que já não sou capaz de continuar (nem comecei) uma dieta este ano. Perdi a motivação. E agora, só mesmo em 2007.
Ginásio?
Como já não vou fazer a dieta, não vale a pena ir para o ginásio. Ainda por cima é um instrutor-homem, é difícil correr na passadeira e ao mesmo tempo parecer sexy. Isto sem falar na trepidação humilhante do piso.
Passear os cães todos os dias?
Como já não vou fazer dieta, não vale a pena ir cansar-me para a rua, com dois cães perfeitamente deprimentes (uma é coxa, outra é rato). E perfeitamente desobedientes.
Razão tinha o Gonçalo, quando quis comprar o canguru (Rambo, vai buscar-me as pantufas!! Aquecidas!)
Nunca mais é Dezembro.
Matei as resoluções todas ao 3.º dia
Dieta?
Como fui no 1.º dia do ano à tarde para uma albergaria, caríssima e em que ofertavam o pequeno almoço, vi-me obrigada a deglutir TUDO, mas rigorasamente Tudo, o que era meu por direito: croissants, pão com queijo, bolos, sumos, cereais (e nem gosto!). Depois de uma ligeira indisposição, em que perdi os sentidos por alguns segundos, apercebi-me que já não sou capaz de continuar (nem comecei) uma dieta este ano. Perdi a motivação. E agora, só mesmo em 2007.
Ginásio?
Como já não vou fazer a dieta, não vale a pena ir para o ginásio. Ainda por cima é um instrutor-homem, é difícil correr na passadeira e ao mesmo tempo parecer sexy. Isto sem falar na trepidação humilhante do piso.
Passear os cães todos os dias?
Como já não vou fazer dieta, não vale a pena ir cansar-me para a rua, com dois cães perfeitamente deprimentes (uma é coxa, outra é rato). E perfeitamente desobedientes.
Razão tinha o Gonçalo, quando quis comprar o canguru (Rambo, vai buscar-me as pantufas!! Aquecidas!)
Nunca mais é Dezembro.
terça-feira, janeiro 03, 2006
Ficámos todos com a fama. E o proveito? Nunca mostrei nada a ninguém! (minto.)
O tema da minha Consoada abalou as mentes mais conservadoras desta nossa Estremadura. Mas, pasmem-se!, houve temas bastante piores mas cujo meu (imenso, notório, vibrante) pudor me impede de delatar.
Conto apenas uma história, triste, advirto, de como toda uma geração pode sucumbir à desgraça por facto alheio.
Mais uma vez a minha tia-avó oitocentista, animada por uma ginginha, começou a bater as palmas desalmadamente e, chorando a rir recordou aquele episódio em que o padrinho dela mostrou o "pirilau" (picha Tia Quitas, picha!!!) a duas vizinhas, e em como foi escorraçado com varapaus pelas duas até cair numas balsas, pelo que ficou posteriormente conhecido com o cognome de "o balseiro".
Finalmente percebi porque é que a família da minha avó é conhecida lá em Tomar pela "família dos Balseiros".
Poderia ter descendido de um Álvares Cabral, ou um D. Fuas Roupinho. De um ex-regedor ou presidente da Junta. Mas não.
Tinha que descender de um tarado sexual ainda por cima boiola, que em vez de dar um enxerto de porrada em 2 fracas miúdas depois de lhes mostrar o artefacto, foge e ainda cai nuns picos, tendo sido assistido posteriormente pelo boticário lá da terra e obrigado a ficar prostrado na cama durante uma semana, até que as feridas abertas no rabo sarassem.
Estou consumida pela vergonha.
Conto apenas uma história, triste, advirto, de como toda uma geração pode sucumbir à desgraça por facto alheio.
Mais uma vez a minha tia-avó oitocentista, animada por uma ginginha, começou a bater as palmas desalmadamente e, chorando a rir recordou aquele episódio em que o padrinho dela mostrou o "pirilau" (picha Tia Quitas, picha!!!) a duas vizinhas, e em como foi escorraçado com varapaus pelas duas até cair numas balsas, pelo que ficou posteriormente conhecido com o cognome de "o balseiro".
Finalmente percebi porque é que a família da minha avó é conhecida lá em Tomar pela "família dos Balseiros".
Poderia ter descendido de um Álvares Cabral, ou um D. Fuas Roupinho. De um ex-regedor ou presidente da Junta. Mas não.
Tinha que descender de um tarado sexual ainda por cima boiola, que em vez de dar um enxerto de porrada em 2 fracas miúdas depois de lhes mostrar o artefacto, foge e ainda cai nuns picos, tendo sido assistido posteriormente pelo boticário lá da terra e obrigado a ficar prostrado na cama durante uma semana, até que as feridas abertas no rabo sarassem.
Estou consumida pela vergonha.
domingo, dezembro 25, 2005
a cura para a moléstia do século 21
Querem saber qual o tema de conversa na minha Consoada?
Uma tia-avó, quase centenária mais ainda muito lúcida, relembrou os velhos tempos. De grande pobreza mas, ao mesmo tempo, de grande entreajuda entre os habitantes das aldeias.
E o pormenor, curioso, das crianças usarem as chamadas "calças de cu aberto", ou seja calças sem fundilhos, para os petizes se aliviarem e limparem o rabo mais rapidamente às folhas de laranjeira.
Todos nos rimos um pouco, pensando nesses tempos difíceis mas, ao mesmo tempo, inocentes, pois apesar da promiscuidade (40, 50 cus por aldeia), não se ouvia falar nessa coisa da "pedofilia".
Após alguém mencionar este aspecto, instalou-se um silêncio sofrido na sala. Olhámos todos para o fundo do prato da sopa, desconfortáveis com o assunto. Claro que as crianças com menos de 22 anos riram baixinho, pois tudo o que lhes cheire a Bibi tem imensa graça.
Até que a minha tia-avó, no cimo dos seus 80 (iletrados) anos disse: "Pois, o fruto proibido.., na altura estava tudo mais que farto de ver os cus aos miúdos!"
Pronto. é no meio destas conversas inocentes que surgem grandes ideias.
Já estou a imaginar a nova colecção Primavera-Verão da Trafaluc Criança
Uma tia-avó, quase centenária mais ainda muito lúcida, relembrou os velhos tempos. De grande pobreza mas, ao mesmo tempo, de grande entreajuda entre os habitantes das aldeias.
E o pormenor, curioso, das crianças usarem as chamadas "calças de cu aberto", ou seja calças sem fundilhos, para os petizes se aliviarem e limparem o rabo mais rapidamente às folhas de laranjeira.
Todos nos rimos um pouco, pensando nesses tempos difíceis mas, ao mesmo tempo, inocentes, pois apesar da promiscuidade (40, 50 cus por aldeia), não se ouvia falar nessa coisa da "pedofilia".
Após alguém mencionar este aspecto, instalou-se um silêncio sofrido na sala. Olhámos todos para o fundo do prato da sopa, desconfortáveis com o assunto. Claro que as crianças com menos de 22 anos riram baixinho, pois tudo o que lhes cheire a Bibi tem imensa graça.
Até que a minha tia-avó, no cimo dos seus 80 (iletrados) anos disse: "Pois, o fruto proibido.., na altura estava tudo mais que farto de ver os cus aos miúdos!"
Pronto. é no meio destas conversas inocentes que surgem grandes ideias.
Já estou a imaginar a nova colecção Primavera-Verão da Trafaluc Criança
sexta-feira, dezembro 23, 2005
Barceló de Carvalho. Conhecido Internacionalmente por Bonga.
Bonga, esse maravilhoso cantor que, quando uma vez veio actuar aqui nos Bombeiros Voluntários, me ignorou completamente quando eu, armada em esperta e em grande fã ( apesar de só conhecer a Mariquinhas vem comigo para Angola), venho a correr a uma velocidade super-sónica para conseguir um autógrafo mas escorrego não sei em quê e me espeto mesmo com a boca em cima dos sapatos dele.
Pois sacudiu-me e nem sequer se dignou a olhar para baixo. E lá fiquei eu a chorar, com as collants que entretanto se romperam no asfalto e a saia no pescoço, e as cuecas da Betty Boop a acenarem sedutoramente a quem as quisesse ver.
Artista da m.. Era ir ao quarto da Mariquinhas e metê-la no trans-siberiano, ele que fosse buscá-la a Beijing e a convencesse outra vez para voltar. E demorasse muitos anos.
Pois sacudiu-me e nem sequer se dignou a olhar para baixo. E lá fiquei eu a chorar, com as collants que entretanto se romperam no asfalto e a saia no pescoço, e as cuecas da Betty Boop a acenarem sedutoramente a quem as quisesse ver.
Artista da m.. Era ir ao quarto da Mariquinhas e metê-la no trans-siberiano, ele que fosse buscá-la a Beijing e a convencesse outra vez para voltar. E demorasse muitos anos.
domingo, dezembro 18, 2005
Não mãe, estão é mesmo ganzados
Hoje vou escrever um post curto.
O meu irmão fez anos.
Convidou uns génios do Técnico mas que, infelizmente, são uns grandes drogados.
Infelizmente também, ficaram na mesa dos meus pais e da minha madrinha (as probabilidades não eram muitas, haviam mais de 40 pessoas, mas ninguém se quis sentar ao pé deles)
Não resisti: "Mãe, não notaste nada de estranho?"
a minha mãe, ser mais bondoso desta Terra "Susana, coitados, são simplesmente feios".
ó santa inocência, que proporcionas momentos hilariantes!
O meu irmão fez anos.
Convidou uns génios do Técnico mas que, infelizmente, são uns grandes drogados.
Infelizmente também, ficaram na mesa dos meus pais e da minha madrinha (as probabilidades não eram muitas, haviam mais de 40 pessoas, mas ninguém se quis sentar ao pé deles)
Não resisti: "Mãe, não notaste nada de estranho?"
a minha mãe, ser mais bondoso desta Terra "Susana, coitados, são simplesmente feios".
ó santa inocência, que proporcionas momentos hilariantes!
Antes D que S
Há professores que nunca o deveriam ser.
Conhecimentos..muitos, sensibilidade - ausente.
Hoje recordei-me de um episódio que não me traumatizou mas poderia tê-lo feito.
Foi no inverno de 1991.
Eu, para variar, tinha o nariz cheio de ranho, e como ainda não tinha entrado na adolescência, não tinha qualquer despudor em me assoar ruidosamente para aqueles lenços de pano. O meu, ainda me lembro, tinha um D bordado, monograma do nome do meu pai, isto porque os meus estavam todos para lavar.
O lenço, e isto sem querer entrar em muitos pormenores, tinha uma palete interessante de verdes, verde escuro, verde cromático, verde pálido, verde primário, verde deprimente, verde assustador, verde "Meu Deus como é que isto é possível? Vai já para a unidade de infecto-contagiosos!", nalguns pontos um castanho mais perturbador, alguns toques de amarelo, enfim, era um lenço bem aproveitado, e asseguro-vos que não tinha mais que algumas horas.
Para mal dos meus pecados, e porque levei um pontapé no rabo do Bocas, que era um guineense repetente, porque eu não o deixei apalpar-me, o meu lenço, assim como mais de metade dos meus pertences voaram para a outra ponta da sala e gerou-se uma grande confusão.
O professor manda toda a gente calar. Apanha o lenço com o ar mais enojado do mundo e pergunta, com os vómitos prestes a assomarem, qual anúncio da Control:
- "De quem é isto?"
Toda a gente calada.
Ele repetiu a pergunta.
E toda a gente continuou calada.
De repente ele vislumbra uma letra no meio daquela mucosidade visceral.
"DANIEL!! - Chama ele com voz de trovão. - Venha cá buscar isto que lhe pertence!"
e o desgraçado do Daniel a negar aterrorizado a propriedade daquele lenço.
" Não há cá mais ninguém com o nome começado por D - venha já cá buscar isto, antes que perca a paciência!"
E lá foi o Daniel, acossado por uma turma inteira às gargalhadas, vaiado por 30 crianças, nos 2 minutos mais humilhantes da sua vida, abrilhantados por toda a espécie de efeitos sonoros.
E eu, no meio, a rir-me sorrateiramente, com uma mão na boca a conter a gargalhada de alívio
e com a outra a esfregar ao rabo, no preciso sítio onde o animal do Bocas me tinha aplicado um chuto.
E claro, eternamente grata por naquele dia a minha avó ter tido a ideia de génio: Sabino? Não....Domingos. Vai-se chamar Domingos.
Conhecimentos..muitos, sensibilidade - ausente.
Hoje recordei-me de um episódio que não me traumatizou mas poderia tê-lo feito.
Foi no inverno de 1991.
Eu, para variar, tinha o nariz cheio de ranho, e como ainda não tinha entrado na adolescência, não tinha qualquer despudor em me assoar ruidosamente para aqueles lenços de pano. O meu, ainda me lembro, tinha um D bordado, monograma do nome do meu pai, isto porque os meus estavam todos para lavar.
O lenço, e isto sem querer entrar em muitos pormenores, tinha uma palete interessante de verdes, verde escuro, verde cromático, verde pálido, verde primário, verde deprimente, verde assustador, verde "Meu Deus como é que isto é possível? Vai já para a unidade de infecto-contagiosos!", nalguns pontos um castanho mais perturbador, alguns toques de amarelo, enfim, era um lenço bem aproveitado, e asseguro-vos que não tinha mais que algumas horas.
Para mal dos meus pecados, e porque levei um pontapé no rabo do Bocas, que era um guineense repetente, porque eu não o deixei apalpar-me, o meu lenço, assim como mais de metade dos meus pertences voaram para a outra ponta da sala e gerou-se uma grande confusão.
O professor manda toda a gente calar. Apanha o lenço com o ar mais enojado do mundo e pergunta, com os vómitos prestes a assomarem, qual anúncio da Control:
- "De quem é isto?"
Toda a gente calada.
Ele repetiu a pergunta.
E toda a gente continuou calada.
De repente ele vislumbra uma letra no meio daquela mucosidade visceral.
"DANIEL!! - Chama ele com voz de trovão. - Venha cá buscar isto que lhe pertence!"
e o desgraçado do Daniel a negar aterrorizado a propriedade daquele lenço.
" Não há cá mais ninguém com o nome começado por D - venha já cá buscar isto, antes que perca a paciência!"
E lá foi o Daniel, acossado por uma turma inteira às gargalhadas, vaiado por 30 crianças, nos 2 minutos mais humilhantes da sua vida, abrilhantados por toda a espécie de efeitos sonoros.
E eu, no meio, a rir-me sorrateiramente, com uma mão na boca a conter a gargalhada de alívio
e com a outra a esfregar ao rabo, no preciso sítio onde o animal do Bocas me tinha aplicado um chuto.
E claro, eternamente grata por naquele dia a minha avó ter tido a ideia de génio: Sabino? Não....Domingos. Vai-se chamar Domingos.
A Grande Lição
Eu e o Gonçalo andámos esta semana no último modelo da Chrysler, o Crossfire. Desportivo, e, para mim e na minha visão leiga muito parecido com o Kitt.
Andámos às voltas no Saldanha, ansiando para que nos calhassem todos os semáforos, isto de maneira a que o resto da ralé tivesse oportunidade de atentar religiosamente naquele carrinho.
As pessoas, compreensivelmente, babavam-se dramaticamente, incluindo um carro da polícia que ficou parado no meio de um cruzamento com prioridade e nos deixou passar para ver as elegantes linhas traseiras.
Gozámos com as pessoas nas paragens dos autocarros e ainda tentámos acertar em 2 ou 3 velhotes que ousaram colocar-se à frente do bólide para apanhar o 36 para os Olivais.
Depois, regressámos à garagem da Chrysler na Expo, onde o alugámos, e voltámos para casa de metro, indo pela linha vermelha, verde e azul, até chegarmos a São Sebastião. Eu segui depois para Sete Rios, onde o comboio proveniente de Alverca me levou até à estação Queluz/Belas.
O que eu aprendi nesse dia foi que num momento se pode estar na mó de cima, dentro de um Crossfire de 20 mil contos, e no outro a tiritar de frio na paragem da 179 para a Idanha. As pessoas medem-se pelos seus actos, e nunca, mas nunca, se deve julgar alguém pelo seu exterior.
Mentira.
O que eu aprendi é que fico podres de boa dentro daquele carro !!!
Andámos às voltas no Saldanha, ansiando para que nos calhassem todos os semáforos, isto de maneira a que o resto da ralé tivesse oportunidade de atentar religiosamente naquele carrinho.
As pessoas, compreensivelmente, babavam-se dramaticamente, incluindo um carro da polícia que ficou parado no meio de um cruzamento com prioridade e nos deixou passar para ver as elegantes linhas traseiras.
Gozámos com as pessoas nas paragens dos autocarros e ainda tentámos acertar em 2 ou 3 velhotes que ousaram colocar-se à frente do bólide para apanhar o 36 para os Olivais.
Depois, regressámos à garagem da Chrysler na Expo, onde o alugámos, e voltámos para casa de metro, indo pela linha vermelha, verde e azul, até chegarmos a São Sebastião. Eu segui depois para Sete Rios, onde o comboio proveniente de Alverca me levou até à estação Queluz/Belas.
O que eu aprendi nesse dia foi que num momento se pode estar na mó de cima, dentro de um Crossfire de 20 mil contos, e no outro a tiritar de frio na paragem da 179 para a Idanha. As pessoas medem-se pelos seus actos, e nunca, mas nunca, se deve julgar alguém pelo seu exterior.
Mentira.
O que eu aprendi é que fico podres de boa dentro daquele carro !!!
Nuno..meu irmão Nuno
Hoje o meu pai gritou comigo.
perguntou "quem é que cortou assim o queijo?"
notei, muito claramente, que havia um tom de censura velada na sua voz (semelhante à da conta de telefone Tele2, embora um pouco mais subtil). A auréola por cima dele latejava a verde fluorescente "perigo!perigo!"
Pelo que fiz o que sei fazer melhor, descartei as culpas para cima do meu irmão.
"Foi o Nuno" - delatei eu, com um profundo desprezo na voz, como quem diz "raios partam o miúdo, fez 21 anos este fim de semana a e ainda parece que anda na pré-primária a preparar os lanchinhos".
"ai dele quando chegar a casa!" - setenciou o meu pai - "vai ter que aprender! quando viver na casa dele pode fazer toda a m.. que quiser, aqui, NÃO!"
e eu assenti com a cabeça, praticamente lacrimejando à laia de " já não se fazem pais destes, bondosos e pacientes, com tanto apreço pela domesticidade do lar!"
Quando o vi fora do meu campo de visão, corri pela vida até ao meu quarto, telefonei para o 96 do meu irmão e mal ele atendeu implorei que se acusasse. Estranhamente, ele disse "está bem". Seria da idade? Um surto repentino de altruísmo??
Quando ele chegou a casa, já tarde, ainda ouvi o meu pai com voz de trovão: (e eu escondidinha debaixo dos cobertores)
- Com que então o queijo corta-se assim ?!!
Responta pronta e certeira:
"Não fui eu, foi o Dédé." E foi-se embora muito lampeiro, com aquele cu agigantado a desequilibrar os alicerces.
(Explicação científica: O Dédé é o melhor amigo do meu irmão, que ficou ontem a dormir cá em casa por causa do aniversário.)
Nunca senti tamanho reconhecimento para com o meu irmão. Denunciar um amigo, que nunca terá oportunidade de se defender e que, ao invés, cairá nas más graças dos meus pais para todo o sempre, que o repudiarão qual mãe solteira de grande promiscuidade,
para salvar o rabinho da minha irmã que, após 25 anos de vida, chacina o queijo e depois ainda o esconde dentro do frigorífico no compartimento das cenouras e alho francês para ninguém o descobrir..
é de homem.
Parabéns Nuno. Pela tua grande confusão interior e nítido desfazamento de prioridades.
perguntou "quem é que cortou assim o queijo?"
notei, muito claramente, que havia um tom de censura velada na sua voz (semelhante à da conta de telefone Tele2, embora um pouco mais subtil). A auréola por cima dele latejava a verde fluorescente "perigo!perigo!"
Pelo que fiz o que sei fazer melhor, descartei as culpas para cima do meu irmão.
"Foi o Nuno" - delatei eu, com um profundo desprezo na voz, como quem diz "raios partam o miúdo, fez 21 anos este fim de semana a e ainda parece que anda na pré-primária a preparar os lanchinhos".
"ai dele quando chegar a casa!" - setenciou o meu pai - "vai ter que aprender! quando viver na casa dele pode fazer toda a m.. que quiser, aqui, NÃO!"
e eu assenti com a cabeça, praticamente lacrimejando à laia de " já não se fazem pais destes, bondosos e pacientes, com tanto apreço pela domesticidade do lar!"
Quando o vi fora do meu campo de visão, corri pela vida até ao meu quarto, telefonei para o 96 do meu irmão e mal ele atendeu implorei que se acusasse. Estranhamente, ele disse "está bem". Seria da idade? Um surto repentino de altruísmo??
Quando ele chegou a casa, já tarde, ainda ouvi o meu pai com voz de trovão: (e eu escondidinha debaixo dos cobertores)
- Com que então o queijo corta-se assim ?!!
Responta pronta e certeira:
"Não fui eu, foi o Dédé." E foi-se embora muito lampeiro, com aquele cu agigantado a desequilibrar os alicerces.
(Explicação científica: O Dédé é o melhor amigo do meu irmão, que ficou ontem a dormir cá em casa por causa do aniversário.)
Nunca senti tamanho reconhecimento para com o meu irmão. Denunciar um amigo, que nunca terá oportunidade de se defender e que, ao invés, cairá nas más graças dos meus pais para todo o sempre, que o repudiarão qual mãe solteira de grande promiscuidade,
para salvar o rabinho da minha irmã que, após 25 anos de vida, chacina o queijo e depois ainda o esconde dentro do frigorífico no compartimento das cenouras e alho francês para ninguém o descobrir..
é de homem.
Parabéns Nuno. Pela tua grande confusão interior e nítido desfazamento de prioridades.
quinta-feira, dezembro 15, 2005
A minha triste sina
Transcrição de um livro odontológico:
"Rossendi (1993), diz que as parestesias são sensações estranhas, onde não há a total perda de sensibilidade.
Sendo reconhecidas por qualquer pessoa que já recebeu uma injeção de anestésico local em tratamentos odontológicos. Quando persistentes, indicam anormalidade das vias sensoriais. Segundo Madi (2000), as causas da parestesia podem ser as seguintes: (1) uma agressão traumática; (2) agressão que parte dos tecidos circundantes (inflamação, tumor que comprime o nervo, ou que, como a inflamação lhe ultrapassa os envoltórios e o invade); (3) lesões vasculares (neuropatias vasculares); (4) inflamação do nervo."
Pois Foi. Mais do que agressão traumática, foi o degredo total.
O Rossendi não é nenhum entendido, que meta as sensações estranhas nos entrefolhos! Isto é doloroso, triste, gótico, arrasador, sofrível, causador de pânico.
Nunca mais o Natal será o mesmo que os outros.
Agora que já vos fiz ficar com a voz embargada com a comoção, relembro que que os DVD´S "Sex and the City" estão em promoção, (packs de 1 série) no El Corte Inglés, a um preço simbólico de 49€,
caso estejam indecisos, sublinho que um livro do José Lins do Rego (Oficina do Livro) vai sempre bem em qualquer altura do ano, e estão a preços muito acessíveis. (também não desgosto de Frances Burnett).
Obrigada pelo carinho desvelado com que me mimoseiam. Não mandem por via postal porque nunca estou em casa e tenho sempre que me arrastar até aos correios para levantar as encomendas.
E num horário muito pouco acessível (9h às 18h, onde já se viu?)
Mais uma vez, obrigada.
"Rossendi (1993), diz que as parestesias são sensações estranhas, onde não há a total perda de sensibilidade.
Sendo reconhecidas por qualquer pessoa que já recebeu uma injeção de anestésico local em tratamentos odontológicos. Quando persistentes, indicam anormalidade das vias sensoriais. Segundo Madi (2000), as causas da parestesia podem ser as seguintes: (1) uma agressão traumática; (2) agressão que parte dos tecidos circundantes (inflamação, tumor que comprime o nervo, ou que, como a inflamação lhe ultrapassa os envoltórios e o invade); (3) lesões vasculares (neuropatias vasculares); (4) inflamação do nervo."
Pois Foi. Mais do que agressão traumática, foi o degredo total.
O Rossendi não é nenhum entendido, que meta as sensações estranhas nos entrefolhos! Isto é doloroso, triste, gótico, arrasador, sofrível, causador de pânico.
Nunca mais o Natal será o mesmo que os outros.
Agora que já vos fiz ficar com a voz embargada com a comoção, relembro que que os DVD´S "Sex and the City" estão em promoção, (packs de 1 série) no El Corte Inglés, a um preço simbólico de 49€,
caso estejam indecisos, sublinho que um livro do José Lins do Rego (Oficina do Livro) vai sempre bem em qualquer altura do ano, e estão a preços muito acessíveis. (também não desgosto de Frances Burnett).
Obrigada pelo carinho desvelado com que me mimoseiam. Não mandem por via postal porque nunca estou em casa e tenho sempre que me arrastar até aos correios para levantar as encomendas.
E num horário muito pouco acessível (9h às 18h, onde já se viu?)
Mais uma vez, obrigada.
quarta-feira, dezembro 07, 2005
Pai há só um
À laia de comentário do post anterior, como querem que seja um adulto normal, se ouvi no outro dia,em plena hora sagrada de almoço o seguinte comentário entre o meu pai e uns amigos:
(amigos) - pois, isto os filhos só dão é despesa!
e o meu pai, em vez de intrepidamente lançar um olhar assassino a tais alarves e expulsá-los do seu lar cristão, onde coabita com a sua mulher mãe dos seus 2 filhos - sementes lindas do seu jardim,
corrobora dizendo,
- Pois, ao fim e ao cabo são capital sem retorno, ou melhor, investimentos de fundos perdidos.
Fundos Perdidos!!
Quando eu tiver dinheiro, agarro naquele homem , meto-o num cruzeiro para a Tasmânia, obrigo-o a fazer um safari na Tanzânia, a ir à Lua em expedição num vaivém russo, dormir no Four Seasons de Nova Iorque, ir fazer os fatos por medida à Versage, ir a Roma e comprar 3 Lamborgini diablo exotic coupe2 Dr 6.0 VT AWD um preto, um prateado, e um azul escuro, compro-lhe a Harley Inc. , pago ao Polansky para lhe lamber as botas e à Jessica Alba para rebolar o traseiro mesmo em frente ao nariz dele.
Depois exigirei o devido pedido de desculpas.
(amigos) - pois, isto os filhos só dão é despesa!
e o meu pai, em vez de intrepidamente lançar um olhar assassino a tais alarves e expulsá-los do seu lar cristão, onde coabita com a sua mulher mãe dos seus 2 filhos - sementes lindas do seu jardim,
corrobora dizendo,
- Pois, ao fim e ao cabo são capital sem retorno, ou melhor, investimentos de fundos perdidos.
Fundos Perdidos!!
Quando eu tiver dinheiro, agarro naquele homem , meto-o num cruzeiro para a Tasmânia, obrigo-o a fazer um safari na Tanzânia, a ir à Lua em expedição num vaivém russo, dormir no Four Seasons de Nova Iorque, ir fazer os fatos por medida à Versage, ir a Roma e comprar 3 Lamborgini diablo exotic coupe2 Dr 6.0 VT AWD um preto, um prateado, e um azul escuro, compro-lhe a Harley Inc. , pago ao Polansky para lhe lamber as botas e à Jessica Alba para rebolar o traseiro mesmo em frente ao nariz dele.
Depois exigirei o devido pedido de desculpas.
Sou, e com muito orgulho
Estive a ler um livro de Psicologia (em véspera de exame de agregação para a Ordem dá-me para isto...) (penso que é o meu subconsciente a fazer uma denegação nua e crua do Direito)
e finalmente consigo auto-qualificar-me em termos clínicos:
caríssimos,
Eu, Susana Nunes Alexandre, sou um Adulto Não Amadurecido.
Não sei se ria ou se me preocupe.
Como sou criança provavelmente rir-me-ei até até discernimento suficiente para me aperceber de quão mau isto é.
Fica a promessa solene de que, quando passar o estágio débil-infatilóide o comunico, por escrito, aqui no blog.
Até lá, continuo a escrever palermices que envolvem sempre, inolvidavelmente, as palavras "cócó", "maricas", "def" e alguns neologismos.
Tenham paciência.
e finalmente consigo auto-qualificar-me em termos clínicos:
caríssimos,
Eu, Susana Nunes Alexandre, sou um Adulto Não Amadurecido.
Não sei se ria ou se me preocupe.
Como sou criança provavelmente rir-me-ei até até discernimento suficiente para me aperceber de quão mau isto é.
Fica a promessa solene de que, quando passar o estágio débil-infatilóide o comunico, por escrito, aqui no blog.
Até lá, continuo a escrever palermices que envolvem sempre, inolvidavelmente, as palavras "cócó", "maricas", "def" e alguns neologismos.
Tenham paciência.
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Robot-Roto
Nunca esperei viver o suficiente contar esta situação que vi, profundamente horrorizada, com estes meus olhos..e que hoje partilho:
Estava a ver televisão, quando me é apresentado visualmente (num programa qualquer), o novo robot da Toyota, enfim, uma das já costumadas pancadas nipónicas.
Chama-se HRP-2, mede 1,54 pesa 58 quilos e tem 30 graus de liberdade, além de dois eixos na cintura.
E agora perguntam vocês: Para que servirá este novo robot humanóide?
- para intervir em meticulosas cirurgias cardiovasculares?
- para testar novos sistemas de protecção de airbags?
- para ..hum..nem sei bem para que é que servem os robots, para além de assustarem de morte alguém que os veja num beco escuro à noite,
mas enfim, não é DE CERTEZA, para aquilo que eu vi, nesse dia:
...o robot humanóide estava com duas GUEIXAS a(que também são, per si, coisas profundamente assustadoras), a DANÇAR PRIMOROSAMENTE , executando com esmero e doçura essa arte (?) ancestral, com um ar enlevado e balançado docemente os seus dois braços articulados de ferro fundido, e sedutoramente lançando as suas pernas de um lado para o outro, seduzindo os espectadores que batiam palmas entusiasticamente.
(graças a Deus ninguém se lembrou de o encharcar em pó de arroz nem de lhe pintar as beiças de vermelho-escarlate.)
Triste.
O Progresso o Progresso.. tantas vidas ceifadas para no fim nascer.. um robot assumidamente homossexual, vulgo "atraca de popa" ou, mais boçalmente, "caga para dentro".
Nessa noite nem consegui dormir .
Estava a ver televisão, quando me é apresentado visualmente (num programa qualquer), o novo robot da Toyota, enfim, uma das já costumadas pancadas nipónicas.
Chama-se HRP-2, mede 1,54 pesa 58 quilos e tem 30 graus de liberdade, além de dois eixos na cintura.
E agora perguntam vocês: Para que servirá este novo robot humanóide?
- para intervir em meticulosas cirurgias cardiovasculares?
- para testar novos sistemas de protecção de airbags?
- para ..hum..nem sei bem para que é que servem os robots, para além de assustarem de morte alguém que os veja num beco escuro à noite,
mas enfim, não é DE CERTEZA, para aquilo que eu vi, nesse dia:
...o robot humanóide estava com duas GUEIXAS a(que também são, per si, coisas profundamente assustadoras), a DANÇAR PRIMOROSAMENTE , executando com esmero e doçura essa arte (?) ancestral, com um ar enlevado e balançado docemente os seus dois braços articulados de ferro fundido, e sedutoramente lançando as suas pernas de um lado para o outro, seduzindo os espectadores que batiam palmas entusiasticamente.
(graças a Deus ninguém se lembrou de o encharcar em pó de arroz nem de lhe pintar as beiças de vermelho-escarlate.)
Triste.
O Progresso o Progresso.. tantas vidas ceifadas para no fim nascer.. um robot assumidamente homossexual, vulgo "atraca de popa" ou, mais boçalmente, "caga para dentro".
Nessa noite nem consegui dormir .
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Milagre
Já não se podem cometer pequenos erros que logo estes nos perseguem para toda a vida...
O ano passado estava eu na casa da minha madrinha, com as minhas primas quando, sem querer, ( porque só sou cleptomaníaca com livros), agarrei no comando da televisão da sala e o pus na minha mala, pensando inocentemente que era a bateria do portátil.
Durante essa semana falei no msn com a minha prima:
elsa - ai, nem sabes, a desgraça que se abateu sob o meu lar!
susana - ai sim, então desabafa, que coisa horrível sucedeu?
elsa- o meu comando da sala desapareceu!!
susana - Por quem sois! isso é horrível, e agora?
elsa - e agora andamos todos chorososo cá em casa, o meu pai coitado, já perdeu a vontade de ver televisão e quando vem cansado do trabalho janta e deita-se logo na cama!
(o meu tio tem uma colecção de hérnias e tenta não levantar-se muitas vezes)
elsa- foi uma desgraça, e parece mentira, quem é que iria levar um comando aqui de casa!
susana - pois, olha era apanhar quem fez isso e espancá-lo até aprender a lição!
No fim de semana seguinte, abro a mala do portátil e vejo, qual rosas de Santa Isabel, o famigerado comando.
Imediatamente entrei em pânico. Não sabia se me haveria de livrar dele, mais concretamente atirá-lo para o Jamor, se discretamente voltar a colocá-lo na casa da minha madrinha, assim como quem não quer a coisa. Ou, 3ª opção, mas logo me ri pondo-a fora de questão: acusar-me e devolvê-lo.
Pois no domingo seguinte, com o ar mais comprometido do mundo, a assobiar baixinho e com os olhos postos num candelabro do tecto, aproximei-me sorrateiramente da televisão e, numa fracção de segundo, saco do comando do meu anorak (que até já tinha levantado ligeiras suspeitas pois estávamos em Junho ) não, é mentira, não levava anorak nenhum, mas enfim, saco do comando das cuecas, lamento mas é a mais pura das verdades e coloco-o em cima da televisão.
Passados uns minutos oiço a minha madrinha aos gritos "Ai meu querido Santo António, que tanto rezei o teu responso, me fizeste aparecer o comando"! e lançou-se aos pés de uma imagem que tem ao canto da sala, soluçando convulsivamente enquanto o resto da família se aproximava boquiaberta e com um fervoroso respeito perante tão grandioso milgare.
Eu saí de fininho, a andar literalmente de lado em pêzinhos de lã, até embater no meu pai, que, com um ar repreensivo me censurava silenciosamente por ter proporcionado tão triste espectáculo. Estava à espera de uma reprimenta valente, mas ele nem teve tempo porque teve que ir ajudar a minha avó a levantar-se pois esta já se havia lançado para o chão tentando beijar os pés do santinho.
Só a minha prima é que sabe a verdade. Cada vez que desaparece alguma coisa lá d casa manda-me uma mensagem a perguntar se eu tenho peças a mais no portátil. Desculpem sim? Ao menos dei sentidas alegrias aos crentes...e mais uma nota de rodapé no meu currículo religioso.
O ano passado estava eu na casa da minha madrinha, com as minhas primas quando, sem querer, ( porque só sou cleptomaníaca com livros), agarrei no comando da televisão da sala e o pus na minha mala, pensando inocentemente que era a bateria do portátil.
Durante essa semana falei no msn com a minha prima:
elsa - ai, nem sabes, a desgraça que se abateu sob o meu lar!
susana - ai sim, então desabafa, que coisa horrível sucedeu?
elsa- o meu comando da sala desapareceu!!
susana - Por quem sois! isso é horrível, e agora?
elsa - e agora andamos todos chorososo cá em casa, o meu pai coitado, já perdeu a vontade de ver televisão e quando vem cansado do trabalho janta e deita-se logo na cama!
(o meu tio tem uma colecção de hérnias e tenta não levantar-se muitas vezes)
elsa- foi uma desgraça, e parece mentira, quem é que iria levar um comando aqui de casa!
susana - pois, olha era apanhar quem fez isso e espancá-lo até aprender a lição!
No fim de semana seguinte, abro a mala do portátil e vejo, qual rosas de Santa Isabel, o famigerado comando.
Imediatamente entrei em pânico. Não sabia se me haveria de livrar dele, mais concretamente atirá-lo para o Jamor, se discretamente voltar a colocá-lo na casa da minha madrinha, assim como quem não quer a coisa. Ou, 3ª opção, mas logo me ri pondo-a fora de questão: acusar-me e devolvê-lo.
Pois no domingo seguinte, com o ar mais comprometido do mundo, a assobiar baixinho e com os olhos postos num candelabro do tecto, aproximei-me sorrateiramente da televisão e, numa fracção de segundo, saco do comando do meu anorak (que até já tinha levantado ligeiras suspeitas pois estávamos em Junho ) não, é mentira, não levava anorak nenhum, mas enfim, saco do comando das cuecas, lamento mas é a mais pura das verdades e coloco-o em cima da televisão.
Passados uns minutos oiço a minha madrinha aos gritos "Ai meu querido Santo António, que tanto rezei o teu responso, me fizeste aparecer o comando"! e lançou-se aos pés de uma imagem que tem ao canto da sala, soluçando convulsivamente enquanto o resto da família se aproximava boquiaberta e com um fervoroso respeito perante tão grandioso milgare.
Eu saí de fininho, a andar literalmente de lado em pêzinhos de lã, até embater no meu pai, que, com um ar repreensivo me censurava silenciosamente por ter proporcionado tão triste espectáculo. Estava à espera de uma reprimenta valente, mas ele nem teve tempo porque teve que ir ajudar a minha avó a levantar-se pois esta já se havia lançado para o chão tentando beijar os pés do santinho.
Só a minha prima é que sabe a verdade. Cada vez que desaparece alguma coisa lá d casa manda-me uma mensagem a perguntar se eu tenho peças a mais no portátil. Desculpem sim? Ao menos dei sentidas alegrias aos crentes...e mais uma nota de rodapé no meu currículo religioso.
Sock sweet sock
Hoje é feriado.
Ontem, antes de me deitar, pensei e antecipei uma manhã gostosa, prostrada languidamente na cama a ver desenhos animados e a comer empadas..com a Yupi a acalorar-me os pés e o aquecimento no quarto a proporcionar um micro-clima digno dos deuses.
O certo é que, não eram ainda 9h, a minha mãe abre a porta de rajada, atira-me violentamente com 2 pares de péugos que, só não me acertaram num olho porque não calhou, ( e que me poderiam ter cegado uma vista para todo o sempre) e rosna:
- Paula Cristina! (é uma longa história, que conto no post supra) Comprei-te estas meias anti-derrapantes!
- o quê? - pergunto eu ainda meio abananada, arrancada cruelmente ao País dos Sonhos
- Andas sempre descalça, a lavar o chão, está pouco sujo não é?..Faz favor de aqui em diante, se te queres armar em selvagem, não uses os chinelos tão bons que tens,( a avó ainda te deu aquelas pantufas tão giras com o dromedário ), usas estes peúgos antiderrapantes que não se sujam tanto.Um dia, quando te casares, vai ser uma vergonha, onde já se viu, com chinelas tão boas..andas com as meias todas pretas parecem carvão!
Deixei de ouvir. Soçobrei ao sono e voltei a adormecer. Antes, porém, ainda tive discernimento para pensar que em nenhum outro lar deste Portugal uma mãe arranca o seu próprio filho, sangue do seu sangue, para lhe comunicar que tem 1 par de meias carapau-de-corridas .
Fiquei a pensar se havia de ficar feliz pela prenda ou triste pela manhã perdida. Optei pelo feliz.É que reparem na linha verdadeiramente anti-derrapante ainda não as experimentei) e nos olhos tortos do cão..não há quem resista...
Ontem, antes de me deitar, pensei e antecipei uma manhã gostosa, prostrada languidamente na cama a ver desenhos animados e a comer empadas..com a Yupi a acalorar-me os pés e o aquecimento no quarto a proporcionar um micro-clima digno dos deuses.
O certo é que, não eram ainda 9h, a minha mãe abre a porta de rajada, atira-me violentamente com 2 pares de péugos que, só não me acertaram num olho porque não calhou, ( e que me poderiam ter cegado uma vista para todo o sempre) e rosna:
- Paula Cristina! (é uma longa história, que conto no post supra) Comprei-te estas meias anti-derrapantes!
- o quê? - pergunto eu ainda meio abananada, arrancada cruelmente ao País dos Sonhos
- Andas sempre descalça, a lavar o chão, está pouco sujo não é?..Faz favor de aqui em diante, se te queres armar em selvagem, não uses os chinelos tão bons que tens,( a avó ainda te deu aquelas pantufas tão giras com o dromedário ), usas estes peúgos antiderrapantes que não se sujam tanto.Um dia, quando te casares, vai ser uma vergonha, onde já se viu, com chinelas tão boas..andas com as meias todas pretas parecem carvão!
Deixei de ouvir. Soçobrei ao sono e voltei a adormecer. Antes, porém, ainda tive discernimento para pensar que em nenhum outro lar deste Portugal uma mãe arranca o seu próprio filho, sangue do seu sangue, para lhe comunicar que tem 1 par de meias carapau-de-corridas .
Fiquei a pensar se havia de ficar feliz pela prenda ou triste pela manhã perdida. Optei pelo feliz.É que reparem na linha verdadeiramente anti-derrapante ainda não as experimentei) e nos olhos tortos do cão..não há quem resista...
quarta-feira, novembro 30, 2005
Os avôzinhos
Ontem vi um casal de velhotes amorosos no metro.
Se há coisa que eu mais adoro neste mundo, para além de bébés e cães é de velhos. Sou capaz de ficar uma eternidade a olhar embevecida para esses seres misteriosos que, acho, mereciam todas as honras terrenas, mais que não seja porque, na sua maioria, exercem a actividade mais linda do mundo que é a de serem avós.
Bem, ontem, vinha emaranhada nestes pensamentos delico-doces, cheia de ternura por esse casal que, mal se aguentando em pé, se apoiavam mutuamente um no outro, mas de mãozita dada e com uma atenção desvelada um para com o outro.
Eis quando senão chegam ao acesso para sair, e se largam imediatamente, indo cada um para o seu canal de saída, a passo militar e ar decidido. O velho saca do passe e abre a porta dele.
Entretanto a velhota olha para ele muito sabida e fica à espera. "De quê?" - pensei eu, resposta que logo obteria. À espera que ele passasse o seu passe pela canal dela.
Como estas passagens funcionam por sensores de movimento, o velhote teve tempo de abrir o dele, o dela, e de sairem cada um pela sua portinhola,que imediatamente se voltou a fechar atrás deles.
E lá foram eles, com um ar muito lampeiro, (cheirando-me que não era a primeira vez que incorriam em tal infracção), voltando a assumir segundos depois o ar de avós da santa terra, ansiando com as lágrimas nos olhos pela visita dos netinhos na Consoada, enquanto afagam o "Farrusco", sua única companhia nas serranias transmontanas.
Eu, pasmada, fiquei a pensar que, realmente, nunca me tinha lembrado daquilo, pois sempre que não tenho título válido para sair, colo-me literalmente a algum ser humano mais compreensivo e apanho com as portas laterais uma em cada nalga, ao mesmo tempo que a minha espinha dorsal é violentamente lançada para a frente, a cabeça para trás, o pescoço para o lado, esforçando-me sempre para manter um ar saudável, (esboçando até, por vezes, um leve sorriso como quem diz "até gosto, escusam de se estar a rir")
enfim, um espectáculo triste de se assistir.
Nesse dia aprendi que a idade é mesmo um posto (para além claro, dos elevados ensinamentos técnicos)! Provavelmente são incontinentes. Mas o dinheiro que poupam nos títulos gastam nas fraldas. Parece-me uma troca justa.
Se há coisa que eu mais adoro neste mundo, para além de bébés e cães é de velhos. Sou capaz de ficar uma eternidade a olhar embevecida para esses seres misteriosos que, acho, mereciam todas as honras terrenas, mais que não seja porque, na sua maioria, exercem a actividade mais linda do mundo que é a de serem avós.
Bem, ontem, vinha emaranhada nestes pensamentos delico-doces, cheia de ternura por esse casal que, mal se aguentando em pé, se apoiavam mutuamente um no outro, mas de mãozita dada e com uma atenção desvelada um para com o outro.
Eis quando senão chegam ao acesso para sair, e se largam imediatamente, indo cada um para o seu canal de saída, a passo militar e ar decidido. O velho saca do passe e abre a porta dele.
Entretanto a velhota olha para ele muito sabida e fica à espera. "De quê?" - pensei eu, resposta que logo obteria. À espera que ele passasse o seu passe pela canal dela.
Como estas passagens funcionam por sensores de movimento, o velhote teve tempo de abrir o dele, o dela, e de sairem cada um pela sua portinhola,que imediatamente se voltou a fechar atrás deles.
E lá foram eles, com um ar muito lampeiro, (cheirando-me que não era a primeira vez que incorriam em tal infracção), voltando a assumir segundos depois o ar de avós da santa terra, ansiando com as lágrimas nos olhos pela visita dos netinhos na Consoada, enquanto afagam o "Farrusco", sua única companhia nas serranias transmontanas.
Eu, pasmada, fiquei a pensar que, realmente, nunca me tinha lembrado daquilo, pois sempre que não tenho título válido para sair, colo-me literalmente a algum ser humano mais compreensivo e apanho com as portas laterais uma em cada nalga, ao mesmo tempo que a minha espinha dorsal é violentamente lançada para a frente, a cabeça para trás, o pescoço para o lado, esforçando-me sempre para manter um ar saudável, (esboçando até, por vezes, um leve sorriso como quem diz "até gosto, escusam de se estar a rir")
enfim, um espectáculo triste de se assistir.
Nesse dia aprendi que a idade é mesmo um posto (para além claro, dos elevados ensinamentos técnicos)! Provavelmente são incontinentes. Mas o dinheiro que poupam nos títulos gastam nas fraldas. Parece-me uma troca justa.
domingo, novembro 27, 2005
Eu sou assim..
Já me aconteceram várias coisas na vida.
Não me refiro a estas deprimentes que aqui conto. É natural que as mais agressivas as reserve para mim.
Mas hoje, acordei triste, o dia correu mal, a noite também se afigura péssima. E por isso, vou divagar um pouco, ao contrário do que é costume. Antes que bazem a velocidades recordistas, deixem-me só advertir-vos que, melancólica como estou, vou contar uma coisa que penso que nunca contei a ninguém.
Gente, vós não tendes mais que fazer do que esperar sofregamente pelos meus segredos mais recônditos?! Get a life..!
Não me refiro a estas deprimentes que aqui conto. É natural que as mais agressivas as reserve para mim.
Mas hoje, acordei triste, o dia correu mal, a noite também se afigura péssima. E por isso, vou divagar um pouco, ao contrário do que é costume. Antes que bazem a velocidades recordistas, deixem-me só advertir-vos que, melancólica como estou, vou contar uma coisa que penso que nunca contei a ninguém.
Gente, vós não tendes mais que fazer do que esperar sofregamente pelos meus segredos mais recônditos?! Get a life..!
sábado, novembro 26, 2005
O 100.º POST!
É com lágrimas nos olhos e profundamente emocionada que vos anuncio que este é o meu 100.º post.
Reli um, logo no incício, que versava sobre as cores pastéis do canil de Mafra, escrito à pressão para perfazer o número lindo de 5 (!) posts. Mal sabia eu que, volvidos 5 meses, e muitos episódios decorridos, a saber:
- colónia anual do Projecto Crescer
-infecção urinária de Julho, Agosto, e Setembro (eu sou asseada, tenho é problemas nefrológicos)
- ida a Colónia
- festejo dos meus 25 anos (quarto de século)
- festejo de um ano e meio de namoro a 29 de Setembro (eu sei, assombroso não é?)
- ocorrência de erros médicos, por negligência grosseira
- paralização do lado esquerdo da face
- término do estágio
- ideia peregrina de tentar ser magistrada (eu sei, se eu, louca varrida, passo a ser um órgão de soberania, deixa de haver fé na Humanidade)
- choque causado pela notícia de saber que tenho que ir obrigatoriamente à oral, independentemente da nota que tiver no exame escrito que será no próximo dia 10, pois em vez de apresentar 1700 créditos, apresentei, por lapso, 1645. (esperem, deixem-me hiperventilar uns minutos)
voltei,
- confissão do episódio do frango na cara
- confissão do episódio do "Children´s Drugs"
- confissão do episódio da minha suposta gravidez num top da Zara
enfim... Obrigada por terem partilhado comigo estes momentos. Eu posso não ter o baralho todo, mas, vós sabem, em consciência, que também não têm.
Um grande bem haja. Este blogue termina aqui.
Brincadeirinha. Vou só ali comer uns Manhãzitos (que mais parecem Manhozozitos porque são nojentos - mas a minha mãe ainda não foi ao pão hoje) e, naturalmente, voltarei.
Hasta
Reli um, logo no incício, que versava sobre as cores pastéis do canil de Mafra, escrito à pressão para perfazer o número lindo de 5 (!) posts. Mal sabia eu que, volvidos 5 meses, e muitos episódios decorridos, a saber:
- colónia anual do Projecto Crescer
-infecção urinária de Julho, Agosto, e Setembro (eu sou asseada, tenho é problemas nefrológicos)
- ida a Colónia
- festejo dos meus 25 anos (quarto de século)
- festejo de um ano e meio de namoro a 29 de Setembro (eu sei, assombroso não é?)
- ocorrência de erros médicos, por negligência grosseira
- paralização do lado esquerdo da face
- término do estágio
- ideia peregrina de tentar ser magistrada (eu sei, se eu, louca varrida, passo a ser um órgão de soberania, deixa de haver fé na Humanidade)
- choque causado pela notícia de saber que tenho que ir obrigatoriamente à oral, independentemente da nota que tiver no exame escrito que será no próximo dia 10, pois em vez de apresentar 1700 créditos, apresentei, por lapso, 1645. (esperem, deixem-me hiperventilar uns minutos)
voltei,
- confissão do episódio do frango na cara
- confissão do episódio do "Children´s Drugs"
- confissão do episódio da minha suposta gravidez num top da Zara
enfim... Obrigada por terem partilhado comigo estes momentos. Eu posso não ter o baralho todo, mas, vós sabem, em consciência, que também não têm.
Um grande bem haja. Este blogue termina aqui.
Brincadeirinha. Vou só ali comer uns Manhãzitos (que mais parecem Manhozozitos porque são nojentos - mas a minha mãe ainda não foi ao pão hoje) e, naturalmente, voltarei.
Hasta
quinta-feira, novembro 24, 2005
Susana na A1
Já não me basta ser parastésica, como sou para-burra.
Hoje ia no meu carro, descansadinha a 70 à hora na A1, quando vejo uma ambulância atrás de mim, ainda um pouco longe, com as suas letrinhas vermelhas
Eu, que ia embalada docemente ao som de Faith No More, entro no meu estado característico de pânico, e já que estava na faixa do lado esquerdo tentei meter-me o mais à direita possível.
Por pouco não me enfaixei num campo hortícula, mas, tendo rogado à Virgem auxílio, fui poupada de tal vergonha, e limitei-me a ouvir 2 dezenas de buzinas simultâneas, profundamente indignadas, pais de família horrorizados, com as cabeças de fora e os punhos cerrados a chamarem-me nomes menos próprios e ameaçarem-me de pancada.
Depois deste suplício, fiquei mais aliviada porque se calhar a minha manobra suicida até serviu para salvar o pobre enfermo da ambulância, que entretanto passava à minha esquerda.
Quando ela me ultrapassou só me lembro de pensar: "parastésica estúpida"..
Era uma Toyota Hiace branca, com letras garrafais vermelhas a dizer "Triumph Internacional".
Matar-me por causa de uma carrinha cheia de cuecas e soutiens?
A minha família num sofrimento indizimável..e algures uma dona de casa hiper-excitada com as suas fio dental nº 44.
Tenho que largar as drogas.
Hoje ia no meu carro, descansadinha a 70 à hora na A1, quando vejo uma ambulância atrás de mim, ainda um pouco longe, com as suas letrinhas vermelhas
Eu, que ia embalada docemente ao som de Faith No More, entro no meu estado característico de pânico, e já que estava na faixa do lado esquerdo tentei meter-me o mais à direita possível.
Por pouco não me enfaixei num campo hortícula, mas, tendo rogado à Virgem auxílio, fui poupada de tal vergonha, e limitei-me a ouvir 2 dezenas de buzinas simultâneas, profundamente indignadas, pais de família horrorizados, com as cabeças de fora e os punhos cerrados a chamarem-me nomes menos próprios e ameaçarem-me de pancada.
Depois deste suplício, fiquei mais aliviada porque se calhar a minha manobra suicida até serviu para salvar o pobre enfermo da ambulância, que entretanto passava à minha esquerda.
Quando ela me ultrapassou só me lembro de pensar: "parastésica estúpida"..
Era uma Toyota Hiace branca, com letras garrafais vermelhas a dizer "Triumph Internacional".
Matar-me por causa de uma carrinha cheia de cuecas e soutiens?
A minha família num sofrimento indizimável..e algures uma dona de casa hiper-excitada com as suas fio dental nº 44.
Tenho que largar as drogas.
OFICIALMENTE NÃO SE DESCE MAIS BAIXO QUE ISTO
Epístola do ser humano mais azarado do mundo aos seus confreires:
Caríssimos,
Hoje fui ao dentista remover os últimos pontos da minha cirugia a dois dentes inclusos.
Perguntar-me-ão vocês: "E foram eles removidos?"
Ao que responderei "sim, efectivamente foram".
Mas não se entusiasmem, não badalem os sinos, não zurrem os burros, não pipiem os mochos, não grasnem os patos. Não.
TOMEM ATENÇÃO:
Durante a micro-cirurgia de há 15 dias, o tão prendado destista rompeu-me vários nervos . O resultado foi a perda de sensibilidade no lado esquerdo da face, incluindo lábios e gengivas. Não achei muito normal, mas hoje perguntei-lhe o que se passava.
Reaparem, neste momento eu não sinto metade da cara mas tenho o conforto de saber que esta patologia se chama "parastesia", e vai regressar ao seu estado normal dentro de 1 ano .
Ops,
desculpem,
caí da cadeira no sentido figurado porque ainda não estou a acreditar no que ouvi hoje naquele consultório.
1 ano com metade da cara literalmente anestesiada. Nervos rompidos, dentes estraçalhados, ó Meu Deus, que mais tormentas me reservarás??
Já tomei 2 valiums porque não me sinto com forças de enfrentar o ano civil de 2005/2006 de boca à banda. Agradeço mensagens encorajadoras, já sabem é que não consigo retribuir convenientemente. O "obrigada" sai-me um pouco disforme. Aliás, vou evitar dizer o quer que seja na próxima temporada.
Até daqui a um ano,
Ass: Susana A Parastésica
Caríssimos,
Hoje fui ao dentista remover os últimos pontos da minha cirugia a dois dentes inclusos.
Perguntar-me-ão vocês: "E foram eles removidos?"
Ao que responderei "sim, efectivamente foram".
Mas não se entusiasmem, não badalem os sinos, não zurrem os burros, não pipiem os mochos, não grasnem os patos. Não.
TOMEM ATENÇÃO:
Durante a micro-cirurgia de há 15 dias, o tão prendado destista rompeu-me vários nervos . O resultado foi a perda de sensibilidade no lado esquerdo da face, incluindo lábios e gengivas. Não achei muito normal, mas hoje perguntei-lhe o que se passava.
Reaparem, neste momento eu não sinto metade da cara mas tenho o conforto de saber que esta patologia se chama "parastesia", e vai regressar ao seu estado normal dentro de 1 ano .
Ops,
desculpem,
caí da cadeira no sentido figurado porque ainda não estou a acreditar no que ouvi hoje naquele consultório.
1 ano com metade da cara literalmente anestesiada. Nervos rompidos, dentes estraçalhados, ó Meu Deus, que mais tormentas me reservarás??
Já tomei 2 valiums porque não me sinto com forças de enfrentar o ano civil de 2005/2006 de boca à banda. Agradeço mensagens encorajadoras, já sabem é que não consigo retribuir convenientemente. O "obrigada" sai-me um pouco disforme. Aliás, vou evitar dizer o quer que seja na próxima temporada.
Até daqui a um ano,
Ass: Susana A Parastésica
segunda-feira, novembro 21, 2005
Esparrelas patriotas
Para o ordenamento jurídico português, se eu der um empurrão em alguém, e essa pessoa cair para o chão e, por um grande (gigantesco) azar lhe cair um raio em cima no preciso momento em que ela está prostrada, sou acusada de um crime de homicído por negligência.
Hoje está a trovejar. Vou andar na rua em passinhos de lã.
Hoje está a trovejar. Vou andar na rua em passinhos de lã.
domingo, novembro 20, 2005
é um capachinho
Neste momento em que vos escrevo, o meu irmão ouve "A Cabana" do José Cid.
Pior: tem esse episódio musical menos feliz, em "repeat".
Porquê a informação? Não é para envergonhá-lo. é mesmo para desabafar. Estou a dar em louca.
Pior: tem esse episódio musical menos feliz, em "repeat".
Porquê a informação? Não é para envergonhá-lo. é mesmo para desabafar. Estou a dar em louca.
Injustiças
Eu vivo em Belas. Tristemente, mas vivo.
Mas há, pelo menos, uma pessoa que vive numa terra alentejana chamada Estrumeira (colega do meu irmão, miúdo giro, divertido, inteligente). E é de lamentar. Não se dá hipóteses a habitantes em topomínias destas.
Eu sei, também sofro a discriminação na pele, por muito que tente insinuar que estou a escassos metros (centenas, em abono da verdade) do Clube de Campo. Tentei-o fazer sentir-se como um ser humano normal. Fiz-lhe um chá de cidreira, barrei-lhe um pão com compota, mostrei-lhe o meu vídeo da Profissão de Fé.
Tudo isto na esperança de o fazer esquecer que ele é, na realidade, um Estrumento ou, pior, um Estrumício.
Mas afinal, qual é o encanto de Linda-a-Velha? (reparem, dá-se uma no cravo outra na ferradura; foi linda, mas agora é velha, provavelmente sem dentes e incontinente).
Temos que ser uns para os outros.
Mas há, pelo menos, uma pessoa que vive numa terra alentejana chamada Estrumeira (colega do meu irmão, miúdo giro, divertido, inteligente). E é de lamentar. Não se dá hipóteses a habitantes em topomínias destas.
Eu sei, também sofro a discriminação na pele, por muito que tente insinuar que estou a escassos metros (centenas, em abono da verdade) do Clube de Campo. Tentei-o fazer sentir-se como um ser humano normal. Fiz-lhe um chá de cidreira, barrei-lhe um pão com compota, mostrei-lhe o meu vídeo da Profissão de Fé.
Tudo isto na esperança de o fazer esquecer que ele é, na realidade, um Estrumento ou, pior, um Estrumício.
Mas afinal, qual é o encanto de Linda-a-Velha? (reparem, dá-se uma no cravo outra na ferradura; foi linda, mas agora é velha, provavelmente sem dentes e incontinente).
Temos que ser uns para os outros.
Não havia alternativa
A minha mãe há muitos anos trabalhava num hospital civil de Lisboa, profundamente assustador, ali na Almirante Reis chamado Desterro.
Havia no serviço dela uma fotografia aumentada numa escala a 60%, com a legenda "Infeccção nas Criptas de Morgani".
Para terem uma ideia aproximada, a fotografia reportava um caso muito grave de hemorróidas e fissura anal, na qual se mostrava distintamente o que poderia acontecer a a um rabinho saudável caso o Morgani nos atacasse.
Pior: havia no quadro a seguir uma fotografia com a legenda "hemorroidectomia", a qual não consigo traduzir por palavras. Acreditem, não consigo.
Tudo isto para dizer que quando não tinha aulas, era obrigada a ir para o trabalho da minha mãe. Então tinha sempre que passar por esse corredor onde estavam as fotografias emolduradas (sim..que grande orgulho..) como quem passa pela Casa do Terror, a tremer e cheia de nojo.
Um dia, depois dessa temerosa provação do corredor, sentei-me na cadeira da minha mãe e, vendo um tubinho elástico todo catita, começo a soprar nele, colocando a outra extremidade nas orelhas, nariz e outros orifíciosque tais.
De repente levo com um carolo gigante, uma chapada brutal e um empurrão que me fez levantar vôo e, ao mesmo tempo, cuspir o tubinho, que outra coisa não era senão uma algália masculina.
A minha mãe, em pânico, gritava "isso é para pôr na pila dos homens!" e para mim, criança com 9 anos, não havia nada de mais monstruoso do que o falo masculino pelo que quase desmaiei de pavor.
Depois desse episódio deprimente recusei-me a ir para o emprego da minha mãe,pelo que ficou estipulado que, quando não houvesse aulas, iria para o emprego do meu pai, numa Central Eléctrica da EDP.
Na primeira vez que lá fui, ainda não tinham passados 20 minutos quando mexi numa fonte de alimentação. Qual não é o meu grande espanto quando oiço um barulhinho sinuoso e apanho um valente choque de 220 volts.
Todos os presentes ficaram preocupados mas depois riram-se muito, imagino que tenha sido um grande gáudio ver uma criança de 9 anos, com um vestidinho vermelho e verde xadrez, e uma boina verde a condizer, completamente chamuscada e ainda a fumegar.
A conclusão que retirei desta tormenta é que, mais triste que uma criança sujeita a visões hemorrodais e com uma algália masculina na boca, e que uma criança esturricada na presença de adultos é, sem sombra de dúvida,
uma criança sem opções. Passei a ficar sozinha em casa, considerou-se ser a alternativa mais segura.
Havia no serviço dela uma fotografia aumentada numa escala a 60%, com a legenda "Infeccção nas Criptas de Morgani".
Para terem uma ideia aproximada, a fotografia reportava um caso muito grave de hemorróidas e fissura anal, na qual se mostrava distintamente o que poderia acontecer a a um rabinho saudável caso o Morgani nos atacasse.
Pior: havia no quadro a seguir uma fotografia com a legenda "hemorroidectomia", a qual não consigo traduzir por palavras. Acreditem, não consigo.
Tudo isto para dizer que quando não tinha aulas, era obrigada a ir para o trabalho da minha mãe. Então tinha sempre que passar por esse corredor onde estavam as fotografias emolduradas (sim..que grande orgulho..) como quem passa pela Casa do Terror, a tremer e cheia de nojo.
Um dia, depois dessa temerosa provação do corredor, sentei-me na cadeira da minha mãe e, vendo um tubinho elástico todo catita, começo a soprar nele, colocando a outra extremidade nas orelhas, nariz e outros orifíciosque tais.
De repente levo com um carolo gigante, uma chapada brutal e um empurrão que me fez levantar vôo e, ao mesmo tempo, cuspir o tubinho, que outra coisa não era senão uma algália masculina.
A minha mãe, em pânico, gritava "isso é para pôr na pila dos homens!" e para mim, criança com 9 anos, não havia nada de mais monstruoso do que o falo masculino pelo que quase desmaiei de pavor.
Depois desse episódio deprimente recusei-me a ir para o emprego da minha mãe,pelo que ficou estipulado que, quando não houvesse aulas, iria para o emprego do meu pai, numa Central Eléctrica da EDP.
Na primeira vez que lá fui, ainda não tinham passados 20 minutos quando mexi numa fonte de alimentação. Qual não é o meu grande espanto quando oiço um barulhinho sinuoso e apanho um valente choque de 220 volts.
Todos os presentes ficaram preocupados mas depois riram-se muito, imagino que tenha sido um grande gáudio ver uma criança de 9 anos, com um vestidinho vermelho e verde xadrez, e uma boina verde a condizer, completamente chamuscada e ainda a fumegar.
A conclusão que retirei desta tormenta é que, mais triste que uma criança sujeita a visões hemorrodais e com uma algália masculina na boca, e que uma criança esturricada na presença de adultos é, sem sombra de dúvida,
uma criança sem opções. Passei a ficar sozinha em casa, considerou-se ser a alternativa mais segura.
quarta-feira, novembro 09, 2005
Make Over
Não sei se já viram um programa que dá no People & Arts que, concomitantemente, me fascina e me causa repulsa. Em abono da verdade reconheço que me fascina mais do que me repulsa, porque o vejo religiosamente todas as noites, à uma da manhã.
E acreditem, o espectáculo que dou a tentar não soçobrar ao violento sono não é bonito de se ver. Mais: é profundamente patético.
O programa é "Extreme Makeover".
Pessoas basicamente feias submetem-se a cirugias plásticas e ficam muito giras (umas mais que outras, depende sempre da matéria prima).
Ora o que é que eu pensei:
Se este programa fosse feito em Portugal, escreveria eu uma carta à produção suplicando para que lipoaspirem, cortem, reduzam, suguem, façam o que for preciso para eu ficar melhor?
Resposta: Não. Em Portugal não.
Mas se eu estivesse de férias na Tanzânia e, miraculosamente, conseguisse ser seleccioanda, sim, obviamente que sim! (Tenho que começar a ir de férias com o Gonçalo e, se possível, influenciar os destinos turísticos da família).
A exigência não seria assim tão acentuada, apenas:
- cirurgia dentária, queria 7 dentinhos de cima com porcelana (branca, leitosa - sublime)
- levantamento de pálpebras para não parecer que tenho olhos à la Trissomia 21, que tenho e escusam de o negar;
- retracção do queixo (não muita, ligeiramente)
- colocação de maçãs do rosto (e, finalmente, saberei onde pôr blush, em vez de o pôr praticamente dentro das orelhas)
- pigmentação das olheiras, para um cor de pele pêssego-acetinado);
- colocação de sardas (adoro, adoro, adoro)
- lipoaspiração ao pescoço
- lipoaspiração aos braços
- lipoaspiração ao abdómen
- lipoaspiração às coxas
- colocação de músuculos na barriga das pernas (sub-reptícios, evidentemente)
- redução mamária
não, esqueçam, voltem a pôr as mamas,
- cirurgia oftalmológica
- extensões de cabelo até à 4º omoplata, num tom castanho escuro - acobreado
Pronto, basicamente era isto.
Mas, recordem-se, fora de Portugal, não quero os 11 distritos do país a rirem-se às minhas custas!
Vejam com os vossos próprios olhos. E tenham medo, muito medo
Ok. confessem lá que não ficaram tentados!
sexta-feira, novembro 04, 2005
Mais uma
Recordo este episódio com desvelado carinho, pois nesse dia sei que eu e o Gonçalo proporcionámos o momento de humor da noite a centenas de desconhecidos, estúpidos, mas desconhecidos.
Eu e ele fomos uma destas noites (em que conseguimos acertar o nosso confuso calendário) ao cinema.
Depois de enorme discussão na fila dos bilhetes, onde não faltaram ameaças, choro, amuos e pauladas, resolvemos ir ver "Virgem aos 40". Ainda meio aborrecidos e praticamente de costas voltadas entrámos na sala e sentámo-nos nos respectivos lugares, sempre fazendo questão de demonstrar que nos irritávamos mutuamente.
Mesmo antes do início do filme entraram dois homossexuais (não tem nada a ver, mas sabem que eu gosto de adjectivos), que prontamente nos informaram que estávamos sentados nos lugares deles. Cadeiras 15 e 16.
O Gonçalo, como sabem, não é muito bom de se assoar quando está chateado, e, em abono da verdade, refira-se que eu já lhe tinha esgotado quase toda a sua paciência. Escrevo só que os maricas não foram propriamente bem tratados.
A certa altura já todos os olhitos curiosos se debruçavam em nós os 4. (Sublinhe-se que a sala do cinema estava a abarrotar.)
Por fim, o Gonçalo é condescendente e diz em voz alta:
- Bem, se calhar foi a gaja estúpida dos bilhetes que se enganou.
e, alto e a bom som, depois de muito barafustar contra a senhora, e em tom de enfado pelos deprimentes homossexuais:
- onde é que já se viu, marcar-se 4 lugares para 2 cadeiras! eu tenho aqui no bilhete, cadeira 15 e 16 na sala 5.
Homossexuais:
- pois. é que esta é a sala 4.
Gonçalo
- então mas isto não é para "Virgem aos 40"?
Gargalhada geral na sala.
Resposta em coro:
- não, isto é para "Os Irmãos Grimm"
Susana, em alvoroço, a agarrar na mala e no casaco, já com uma perna na porta de saída, e em tom teatral:
- Gonçalo Manuel, se querias ver este filme bastava dizer, escusavas de fazer esta fita!
E fui-me embora mt ofendida, com a sala toda a rir-se.
Viémos embora, apanhámos o "Virgem aos 40" quase a meio.
Felizmente reconciliámo-nos.
Chegámos à conclusão que seria muito duro enfrentarmos aquela vergonha sozinhos.
Eu e ele fomos uma destas noites (em que conseguimos acertar o nosso confuso calendário) ao cinema.
Depois de enorme discussão na fila dos bilhetes, onde não faltaram ameaças, choro, amuos e pauladas, resolvemos ir ver "Virgem aos 40". Ainda meio aborrecidos e praticamente de costas voltadas entrámos na sala e sentámo-nos nos respectivos lugares, sempre fazendo questão de demonstrar que nos irritávamos mutuamente.
Mesmo antes do início do filme entraram dois homossexuais (não tem nada a ver, mas sabem que eu gosto de adjectivos), que prontamente nos informaram que estávamos sentados nos lugares deles. Cadeiras 15 e 16.
O Gonçalo, como sabem, não é muito bom de se assoar quando está chateado, e, em abono da verdade, refira-se que eu já lhe tinha esgotado quase toda a sua paciência. Escrevo só que os maricas não foram propriamente bem tratados.
A certa altura já todos os olhitos curiosos se debruçavam em nós os 4. (Sublinhe-se que a sala do cinema estava a abarrotar.)
Por fim, o Gonçalo é condescendente e diz em voz alta:
- Bem, se calhar foi a gaja estúpida dos bilhetes que se enganou.
e, alto e a bom som, depois de muito barafustar contra a senhora, e em tom de enfado pelos deprimentes homossexuais:
- onde é que já se viu, marcar-se 4 lugares para 2 cadeiras! eu tenho aqui no bilhete, cadeira 15 e 16 na sala 5.
Homossexuais:
- pois. é que esta é a sala 4.
Gonçalo
- então mas isto não é para "Virgem aos 40"?
Gargalhada geral na sala.
Resposta em coro:
- não, isto é para "Os Irmãos Grimm"
Susana, em alvoroço, a agarrar na mala e no casaco, já com uma perna na porta de saída, e em tom teatral:
- Gonçalo Manuel, se querias ver este filme bastava dizer, escusavas de fazer esta fita!
E fui-me embora mt ofendida, com a sala toda a rir-se.
Viémos embora, apanhámos o "Virgem aos 40" quase a meio.
Felizmente reconciliámo-nos.
Chegámos à conclusão que seria muito duro enfrentarmos aquela vergonha sozinhos.
domingo, outubro 30, 2005
AHH DOIDA!!
sexta-feira, outubro 28, 2005
Indemnização por danos emergentes - Olá
Lembrei-me ontem de uma coisa estúpida (para juntar às outras 88 que aqui estão - é verdade, já tenho 89 post! - que blog frenético!)
Quando tinha 7 anos parti uma perna.
Já é triste ter-se gesso (todo riscado e com assinaturas de nomes próprios em letra de imprensa, porque alguns amigos ainda não andavam na 1ª classe e fora a avó que os ensinara a rasbicar)
Agora é infinitivamente triste o motivo pelo qual a parti.
Eu ia para o trabalho da minha mãe que, à altura, era no Hospital do Desterro.
Como eu ia a chorar muito, porque aquilo eram só velhos com algálias e leprosos sem dedos, a minha mãe comprou-me um gelado, mais concretamente, um Epá.
Então eu, que já na altura tinha distúrbios alimentares, (apesar de só pesar 27 kgs) e vibrava com comida, dediquei toda a minha atenção a degustar aquele gelado. Aliás, atenção é um eufemismo..eu praticamente me enfiei dentro do copo e alambazei-me todana plenitude dos meus 5 sentidos.
Entretanto, no Metro do Socorro, estação que já não existe, e já salpicada de gelado nos cotovelos, orelhas, (cabelo nem se fala), enfim, deliciada com o meu Epá, desço umas escadas e, a meio delas, dou um tralho inacreditável e vou parar quase aos carris.
Entretanto a minha mãe lança-se cá de cima sobre as intermináveis escadas a berrar "ÉS SEMPRE A MESMA COISA!!!!" e, finalmente, levanta-me.
Ponto da situação:
- Perna Partida
- Gelado Epá na linha do Metro
Chorei tanto, mas tanto tanto, porque queria o gelado, que não me apercebi, aliás, nem eu nem ninguém, que tinha uma perna fracturada.
A minha mãe lá me enfiou outro copo na boca e eu, a coxear rua fora, ia caladinha e só se ouviu um arroto no fim da deliciosa refeição. (ao fim e ao cabo sempre comi um gelado e meio).
Ao fim da tarde, tarde essa muito deprimente, sentada numa sala com uma janela de vidro em que se via os anciãos a fazerem xixi para dentro de uma arrastadeira, reparei que tinha o tornozelo, sem exagero, do tamanho de uma bola de ténis.
Lá fui para S. José, levei com o famigerado gesso, e o meu pai foi-me lá buscar, agarrou em mim às costas como se fosse um saco de batatas e, a rir-se, perguntou se eu queria alguma coisa.
Um gelado, pensam vocês?
Não, aproveitei para pedir a Barbie-Noiva.
Rendeu..não tenham pena, rendeu.
Quando tinha 7 anos parti uma perna.
Já é triste ter-se gesso (todo riscado e com assinaturas de nomes próprios em letra de imprensa, porque alguns amigos ainda não andavam na 1ª classe e fora a avó que os ensinara a rasbicar)
Agora é infinitivamente triste o motivo pelo qual a parti.
Eu ia para o trabalho da minha mãe que, à altura, era no Hospital do Desterro.
Como eu ia a chorar muito, porque aquilo eram só velhos com algálias e leprosos sem dedos, a minha mãe comprou-me um gelado, mais concretamente, um Epá.
Então eu, que já na altura tinha distúrbios alimentares, (apesar de só pesar 27 kgs) e vibrava com comida, dediquei toda a minha atenção a degustar aquele gelado. Aliás, atenção é um eufemismo..eu praticamente me enfiei dentro do copo e alambazei-me todana plenitude dos meus 5 sentidos.
Entretanto, no Metro do Socorro, estação que já não existe, e já salpicada de gelado nos cotovelos, orelhas, (cabelo nem se fala), enfim, deliciada com o meu Epá, desço umas escadas e, a meio delas, dou um tralho inacreditável e vou parar quase aos carris.
Entretanto a minha mãe lança-se cá de cima sobre as intermináveis escadas a berrar "ÉS SEMPRE A MESMA COISA!!!!" e, finalmente, levanta-me.
Ponto da situação:
- Perna Partida
- Gelado Epá na linha do Metro
Chorei tanto, mas tanto tanto, porque queria o gelado, que não me apercebi, aliás, nem eu nem ninguém, que tinha uma perna fracturada.
A minha mãe lá me enfiou outro copo na boca e eu, a coxear rua fora, ia caladinha e só se ouviu um arroto no fim da deliciosa refeição. (ao fim e ao cabo sempre comi um gelado e meio).
Ao fim da tarde, tarde essa muito deprimente, sentada numa sala com uma janela de vidro em que se via os anciãos a fazerem xixi para dentro de uma arrastadeira, reparei que tinha o tornozelo, sem exagero, do tamanho de uma bola de ténis.
Lá fui para S. José, levei com o famigerado gesso, e o meu pai foi-me lá buscar, agarrou em mim às costas como se fosse um saco de batatas e, a rir-se, perguntou se eu queria alguma coisa.
Um gelado, pensam vocês?
Não, aproveitei para pedir a Barbie-Noiva.
Rendeu..não tenham pena, rendeu.
terça-feira, outubro 25, 2005
E se doeu!
Pessoal,
por isto é que é sempre bom trocar ideias...
Coloquei um post com 2 dançarinos austro-turcos. Muitos encararam como uma configuração flagrante de um crime de maus tratos ao cônjuge, previsto e punido no art.º 152.º do Código Penal.
Eu..vi apenas um verdadeiro debilitado mental, com muitos poucos reflexos e diminuída resposta de reacção.
Isto porque, se reparem, antes de apanhar as 3 valentes chapadas na cara, a senhora fica com os braços presos atrás da nuca ( ela também não era grande coisa, convenha-se), e o senhor, não muito esperto, continua com a dança, só se apercebendo da ocorrência mais tarde.
E, como bom labrego que parece ser, nem se dignou a pedir desculpa. Acho que poderia passar perfeitamente por um tuga provinciano que são, basicamente, todos os homens deste nosso Portugal - à excepção, evidentemente, de todos os homens do meu blog. (tirando o meu irmão).
Por isso não se martirizem com o post...Se vos alegra um dia, quanto tinha 8 anos, estava no cimo de um sotão, e o meu pai, cá em baixo, virou-se para falar com a minha mãe no preciso momento em que eu alegremente me lancei para os braços dele. Foi triste, porque apenas vislumbrei a tijoleira da despensa, na qual embati com alguma dor.
Não encarei como maus tratos a menor. Pensem sempre pela positiva.
por isto é que é sempre bom trocar ideias...
Coloquei um post com 2 dançarinos austro-turcos. Muitos encararam como uma configuração flagrante de um crime de maus tratos ao cônjuge, previsto e punido no art.º 152.º do Código Penal.
Eu..vi apenas um verdadeiro debilitado mental, com muitos poucos reflexos e diminuída resposta de reacção.
Isto porque, se reparem, antes de apanhar as 3 valentes chapadas na cara, a senhora fica com os braços presos atrás da nuca ( ela também não era grande coisa, convenha-se), e o senhor, não muito esperto, continua com a dança, só se apercebendo da ocorrência mais tarde.
E, como bom labrego que parece ser, nem se dignou a pedir desculpa. Acho que poderia passar perfeitamente por um tuga provinciano que são, basicamente, todos os homens deste nosso Portugal - à excepção, evidentemente, de todos os homens do meu blog. (tirando o meu irmão).
Por isso não se martirizem com o post...Se vos alegra um dia, quanto tinha 8 anos, estava no cimo de um sotão, e o meu pai, cá em baixo, virou-se para falar com a minha mãe no preciso momento em que eu alegremente me lancei para os braços dele. Foi triste, porque apenas vislumbrei a tijoleira da despensa, na qual embati com alguma dor.
Não encarei como maus tratos a menor. Pensem sempre pela positiva.
domingo, outubro 23, 2005
As vicissitudes da vida
Este foi um diálogo (verídico) profundamente surrealista a que assisti, não há muito tempo:
Mãe do Gonçalo: - Susana, nem imagina há quanto tempo não passo o Natal em casa. Mas este ano, sim. Não há dinheiro..passamos todos em Lisboa.
Susana (compreensiva) - Ah..pois..
Mãe do Gonçalo: - Gonçalo, onde é que passámos o ano passado?
Gonçalo - Não sei, acho que foi na Tailândia.
Mãe do Gonçalo - Não, Gonçalo, fomos à Tailândia em 2003. Ah, já sei, fomos ao Dubai.
Gonçalo (em tom de censura) - Achas mãe, fomos foi às Maldivas. O Dubai foi já à imenso tempo!
Mãe do Gonçalo: Não! Já sei! Fomos ao Quénia. Até fizémos o safari.
Gonçalo (corrobando): Sim, sim, pois foi, fomos ao Quénia.
Entrei muda e saí calada.
Mãe do Gonçalo: - Susana, nem imagina há quanto tempo não passo o Natal em casa. Mas este ano, sim. Não há dinheiro..passamos todos em Lisboa.
Susana (compreensiva) - Ah..pois..
Mãe do Gonçalo: - Gonçalo, onde é que passámos o ano passado?
Gonçalo - Não sei, acho que foi na Tailândia.
Mãe do Gonçalo - Não, Gonçalo, fomos à Tailândia em 2003. Ah, já sei, fomos ao Dubai.
Gonçalo (em tom de censura) - Achas mãe, fomos foi às Maldivas. O Dubai foi já à imenso tempo!
Mãe do Gonçalo: Não! Já sei! Fomos ao Quénia. Até fizémos o safari.
Gonçalo (corrobando): Sim, sim, pois foi, fomos ao Quénia.
Entrei muda e saí calada.
sábado, outubro 22, 2005
O meu Gonçalo
Quero confessar-vos que me sinto um pouco sozinha.
O Gonçalo comprou uma box para descodificar os canais por cabo. Ele é viciados nos TeleCines e Premium Action.
Infelizmente comprou uma box por 75 euros, mas que só descodifica o Canal Parlamento e o Canal Venus.
O certo é que nunca mais ninguém o viu.
Mas ele telefonou-me ontem e disse-me que se vai filiar no Bloco de Esquerda, "tem excelentes alternativas mobilizadoras". Tenho muito orgulho nele. Nunca vi ninguém mentir com tanta mestria.
O Gonçalo comprou uma box para descodificar os canais por cabo. Ele é viciados nos TeleCines e Premium Action.
Infelizmente comprou uma box por 75 euros, mas que só descodifica o Canal Parlamento e o Canal Venus.
O certo é que nunca mais ninguém o viu.
Mas ele telefonou-me ontem e disse-me que se vai filiar no Bloco de Esquerda, "tem excelentes alternativas mobilizadoras". Tenho muito orgulho nele. Nunca vi ninguém mentir com tanta mestria.
o meu 1º beijo
Bem, vou manchar definitivamente a minha reputação como menina cândida mas, a verdade é incontornável e, certo é que, dei o meu 1º beijo com a idade impensável de 4 anos.
O melhor? A pessoa simpática e doce a quem o dei.
O pior? Não, não foi a língua (suas mentes porcas, lá havia língua com 4 anos?!) Foi o facto dessa pessoa, passados 21 anos, não se lembrar!! Gajos..
Diálogo a semana passada:
Eu: "Mas diz lá, não te lembras de estar na minha sala, debaixo da mesa de jantar (verídico), e os nossos pais a conversarem, e tu beijaste-me?"
Ele (laconicamente): "Não. (Pausa). (Mais animado):Olha sempre vais ao arraial do Técnico?"
Nunca vos apeteceu dar umas lambadas bem assentes nestes gajos acéfalos? Alô! Numa vida minimamente bem vivida dão-se uns quantos beijos, linguados, amassos, biscates, vivem-se relações fogosas, fugazes, longas, românticas, interesseiras,
MAS 1º BEIJO HÁ SÓ 1!
Que querem..só tinha 4 anos..ainda não estava alertada para a mente segmentada de um homem.
Se pudesse voltar atrás no tempo, qual filme Twilight Zone, no preciso momento em que ele se debruçasse sobre mim, punha-me de gatas e de costas viradas, baixava a saia e os collants, e sorrateiramente punha o rabo a jeito, de modo a que naquele momento épico se providenciasse um grandessíssimo BEIJO NO CU.
Pode ser que ele não esquecesse este tão rapidamente .
O melhor? A pessoa simpática e doce a quem o dei.
O pior? Não, não foi a língua (suas mentes porcas, lá havia língua com 4 anos?!) Foi o facto dessa pessoa, passados 21 anos, não se lembrar!! Gajos..
Diálogo a semana passada:
Eu: "Mas diz lá, não te lembras de estar na minha sala, debaixo da mesa de jantar (verídico), e os nossos pais a conversarem, e tu beijaste-me?"
Ele (laconicamente): "Não. (Pausa). (Mais animado):Olha sempre vais ao arraial do Técnico?"
Nunca vos apeteceu dar umas lambadas bem assentes nestes gajos acéfalos? Alô! Numa vida minimamente bem vivida dão-se uns quantos beijos, linguados, amassos, biscates, vivem-se relações fogosas, fugazes, longas, românticas, interesseiras,
MAS 1º BEIJO HÁ SÓ 1!
Que querem..só tinha 4 anos..ainda não estava alertada para a mente segmentada de um homem.
Se pudesse voltar atrás no tempo, qual filme Twilight Zone, no preciso momento em que ele se debruçasse sobre mim, punha-me de gatas e de costas viradas, baixava a saia e os collants, e sorrateiramente punha o rabo a jeito, de modo a que naquele momento épico se providenciasse um grandessíssimo BEIJO NO CU.
Pode ser que ele não esquecesse este tão rapidamente .
Post sério. Edição mt limitada.
Caríssimos,
Como sabem, estou na Ordem, inscrita como advogada-estagiária (cédula nº 25644 - tenho preferência por penal mas se quiserem faço um especial favor ajudo-vos em comercial ou fiscal, om as melhroes tarifas disponíveis neste vasto mercado).
Como sabem, tenho o exame de agregação em Dezembro. Exame esse para o qual, TODOS os estagiários, à excepção de alguns mais iluminados (pigarreio),já estão a estudar compulsivamente, pq afinal já só faltam 2 meses.. (freaks!).
Bem, mas não era aqui que eu queria chegar.
Eu queria era informar que, o último dia para as inscrições para esse exame, foram no dia 6 de Outubro. No entanto, como haviam imensas pessoas que ainda não tinham conseguido fazer os relatórios (estes eram à volta de 50, fora outras mariquices burocráticas, o que perfazia no total 100 documentos, mais os respectivos duplicados, mais 25 em em suporte digital), o Conselho Distrital resolveu então prorrogar o prazo até dia 20, quinta-feira, até às18H.
Quem não apresentasse nesse dia, só poderia fazer o exame final daqui a um ano.
PERGUNTA : (têm que responder em 2 nano-segundos:)
QUEM FOI A ÚLTIMA PESSOA, DE UM UNIVERSO DE 800 (OITOCENTOS) ESTAGIÁRIOS A SAIR DAQUELE EDIFÍCIO, NO DIA 20, POR VOLTA DAS
20h30?
Sim. Na verdade, fui mesmo eu.
E sabem a que horas entrei? Às 14h. Estive 6h30 naquele edifício, a chorar compulsivamente, porque tinha os documentos cheios de irregularidades, incompletos, trocados, repetidos. Tive 6h30 para os corrigir, e, por conseguinte, fazer neste lapso de tempo o que outras pessoas fizeram em 2 meses. Era cientificamente impossível chegar-se tão baixo como eu cheguei.
Tive um momento perfeitamente surrealista em que foram dados 8 minutos (a secretaria fechava às 18h e eram 17h52) para fazer 3 relatórios e 2 mapas de consulta. Que, numa situação normal, demorariam à volta de 5 horas para elaborar. Nos primeiros 10 segundos respirei fundo, disse que seria capaz, e só levantei os olhos quando acabei tudo. Precisamente 1 minuto e meio antes da hora estipulada. Não eram relatórios brilhantes mas, para meu grande espanto e júbilo, fi-los.
Foi, sem dúvida, um dos piores dias da minha vida. E o dia em que aceitei, publicamente, que sou um ser humano profundamente desorganizado, irresponsável e, em última análise, um perigo potencializado ao máximo nesta vida de prazos que é a advocacia.
Independentemente de tudo, inclusive considerações pessoais, eu quero só sublinhar que, se estivermos numa situação limite e com a corda à volta do pescoço como a que, definitivamente, passei na quinta-feira, somos capazes de TUDO. Arranjamos discernimento não sabemos bem onde, concentração, focagem e, acima de tudo, Força.
Acreditei que iria conseguir acabar aquilo em 8 minutos. Continuo sem saber como, o certo é que acabei.
Debatam-se até ao fim. TUDO É POSSÍVEL.
Como sabem, estou na Ordem, inscrita como advogada-estagiária (cédula nº 25644 - tenho preferência por penal mas se quiserem faço um especial favor ajudo-vos em comercial ou fiscal, om as melhroes tarifas disponíveis neste vasto mercado).
Como sabem, tenho o exame de agregação em Dezembro. Exame esse para o qual, TODOS os estagiários, à excepção de alguns mais iluminados (pigarreio),já estão a estudar compulsivamente, pq afinal já só faltam 2 meses.. (freaks!).
Bem, mas não era aqui que eu queria chegar.
Eu queria era informar que, o último dia para as inscrições para esse exame, foram no dia 6 de Outubro. No entanto, como haviam imensas pessoas que ainda não tinham conseguido fazer os relatórios (estes eram à volta de 50, fora outras mariquices burocráticas, o que perfazia no total 100 documentos, mais os respectivos duplicados, mais 25 em em suporte digital), o Conselho Distrital resolveu então prorrogar o prazo até dia 20, quinta-feira, até às18H.
Quem não apresentasse nesse dia, só poderia fazer o exame final daqui a um ano.
PERGUNTA : (têm que responder em 2 nano-segundos:)
QUEM FOI A ÚLTIMA PESSOA, DE UM UNIVERSO DE 800 (OITOCENTOS) ESTAGIÁRIOS A SAIR DAQUELE EDIFÍCIO, NO DIA 20, POR VOLTA DAS
20h30?
Sim. Na verdade, fui mesmo eu.
E sabem a que horas entrei? Às 14h. Estive 6h30 naquele edifício, a chorar compulsivamente, porque tinha os documentos cheios de irregularidades, incompletos, trocados, repetidos. Tive 6h30 para os corrigir, e, por conseguinte, fazer neste lapso de tempo o que outras pessoas fizeram em 2 meses. Era cientificamente impossível chegar-se tão baixo como eu cheguei.
Tive um momento perfeitamente surrealista em que foram dados 8 minutos (a secretaria fechava às 18h e eram 17h52) para fazer 3 relatórios e 2 mapas de consulta. Que, numa situação normal, demorariam à volta de 5 horas para elaborar. Nos primeiros 10 segundos respirei fundo, disse que seria capaz, e só levantei os olhos quando acabei tudo. Precisamente 1 minuto e meio antes da hora estipulada. Não eram relatórios brilhantes mas, para meu grande espanto e júbilo, fi-los.
Foi, sem dúvida, um dos piores dias da minha vida. E o dia em que aceitei, publicamente, que sou um ser humano profundamente desorganizado, irresponsável e, em última análise, um perigo potencializado ao máximo nesta vida de prazos que é a advocacia.
Independentemente de tudo, inclusive considerações pessoais, eu quero só sublinhar que, se estivermos numa situação limite e com a corda à volta do pescoço como a que, definitivamente, passei na quinta-feira, somos capazes de TUDO. Arranjamos discernimento não sabemos bem onde, concentração, focagem e, acima de tudo, Força.
Acreditei que iria conseguir acabar aquilo em 8 minutos. Continuo sem saber como, o certo é que acabei.
Debatam-se até ao fim. TUDO É POSSÍVEL.
domingo, outubro 16, 2005
o amor é cego. e principalmente surdo.
Uma destas noites, por volta das 2h da manhã,
eu e o Gonçalo viamos atentamente a telenovela "Vila Faia".
Eu estava sensibilizada, a recordar velhos vultos do cinema português, a relembrar a minha infância, recordar como adorava o o Nicolau Breyner e a Margarida Carpinteiro, rever a Adelaide João e Amélia Rey Collaço...foi um momento bonito.
A certa altura apareceu no écran a actriz Fernanda Borsatti .O Gonçalo, palitando o dente de trás e coçando os testículos abre a boca e diz "F....-se, já há 20 anos esta mulher era velha!"
Eu amo-o. Não posso fazer nada.
eu e o Gonçalo viamos atentamente a telenovela "Vila Faia".
Eu estava sensibilizada, a recordar velhos vultos do cinema português, a relembrar a minha infância, recordar como adorava o o Nicolau Breyner e a Margarida Carpinteiro, rever a Adelaide João e Amélia Rey Collaço...foi um momento bonito.
A certa altura apareceu no écran a actriz Fernanda Borsatti .O Gonçalo, palitando o dente de trás e coçando os testículos abre a boca e diz "F....-se, já há 20 anos esta mulher era velha!"
Eu amo-o. Não posso fazer nada.
Susana Banda-Larga
Por amor de Deus, feedbakem-me neste post:
SOU SÓ EU QUE ABOMINO, TENHO NOJO DE MORTE PELA SIMONE DE OLIVEIRA?
Desde já peço as minhas mais sinceras desculpas se no universo desmesurado de 14 leitores que orbitam no meu blogue, algum deles for aparentado da Simone.
Se essa pessoa existir, retiro 2 considerações:
- é preciso ter realmente muito azar, quais eram as probabilidades?? (bem, desde que um homem na Tanzânia foi fulminado 2 vezes (espaçadas) por um relâmpago...
- lamento, mas terás mesmo que te retirar deste espaço de gente de bem. vulgo, BAZA!
Confesso, hoje estou com um profundo mau humor.
E ver na RTP memória a Simone a dizer pela ..sei lá..incontável vez, que "tenho as costas largas, não devo nada a ninguém, eu digo sempre a verdade e sou um ser humano excepcional
(mente estúpido, sim, tens razão),
uma mulher de garra, tenho muita força de viver, que grande exemplo de vida e de coragem que sou, ai sou tão boa, atentem em mim, ralé do povo, que aprenderão mais comigo do que com S. João Baptista a anunciar a Boa Nova", fico profundamente doente.
Isto sem falar na visão deprimente que eu tive da Rita Ribeiro com 40 anos. Antes do Hugo Rendas e das inúmeras plásticas (um nojo!), nessa mesmo RTP memórias.
Tenho que deixar de ver TV Cabo antes que soçobre ao desespero.
SOU SÓ EU QUE ABOMINO, TENHO NOJO DE MORTE PELA SIMONE DE OLIVEIRA?
Desde já peço as minhas mais sinceras desculpas se no universo desmesurado de 14 leitores que orbitam no meu blogue, algum deles for aparentado da Simone.
Se essa pessoa existir, retiro 2 considerações:
- é preciso ter realmente muito azar, quais eram as probabilidades?? (bem, desde que um homem na Tanzânia foi fulminado 2 vezes (espaçadas) por um relâmpago...
- lamento, mas terás mesmo que te retirar deste espaço de gente de bem. vulgo, BAZA!
Confesso, hoje estou com um profundo mau humor.
E ver na RTP memória a Simone a dizer pela ..sei lá..incontável vez, que "tenho as costas largas, não devo nada a ninguém, eu digo sempre a verdade e sou um ser humano excepcional
(mente estúpido, sim, tens razão),
uma mulher de garra, tenho muita força de viver, que grande exemplo de vida e de coragem que sou, ai sou tão boa, atentem em mim, ralé do povo, que aprenderão mais comigo do que com S. João Baptista a anunciar a Boa Nova", fico profundamente doente.
Isto sem falar na visão deprimente que eu tive da Rita Ribeiro com 40 anos. Antes do Hugo Rendas e das inúmeras plásticas (um nojo!), nessa mesmo RTP memórias.
Tenho que deixar de ver TV Cabo antes que soçobre ao desespero.
quinta-feira, outubro 13, 2005
Querido leitor nº11
Pedro,
Para além do choque profiláctico por ter sabido que o culpado não foi o dentista mas sim uma mulher cuja categoria profissional dá pelo nome de assistente,
hoje fiquei chocada por saber que:
1) recomendas o meu blogue como "talvez o melhor"
Agora vais pensar: ah, pois, ela queria era "o melhor". Não. Por quem me tomas? Estou chocada porque ainda não me tinhas elucidado, e eu afinal até poderia ter colocado essa anotação no meucurriculum vitae que mandei hoje para inúmeras organizações empresariais. Sabes que as recomendações valem ouro..
2) és amigo da minha prima Elsa que afinal até tem um blogue desde 2001 e eu sou a única pessoa que não sabia.
Tenho que me ir deitar, são muitas emoções para um dia só.
Para além do choque profiláctico por ter sabido que o culpado não foi o dentista mas sim uma mulher cuja categoria profissional dá pelo nome de assistente,
hoje fiquei chocada por saber que:
1) recomendas o meu blogue como "talvez o melhor"
Agora vais pensar: ah, pois, ela queria era "o melhor". Não. Por quem me tomas? Estou chocada porque ainda não me tinhas elucidado, e eu afinal até poderia ter colocado essa anotação no meucurriculum vitae que mandei hoje para inúmeras organizações empresariais. Sabes que as recomendações valem ouro..
2) és amigo da minha prima Elsa que afinal até tem um blogue desde 2001 e eu sou a única pessoa que não sabia.
Tenho que me ir deitar, são muitas emoções para um dia só.
Isto merece um post - mensagem recebida há 1semana:
Bruno said...
Esta doida ontem dizia "deviam ter relações sexuais". Hoje, talvez para dar impacto ao já de si impactante "poste" (no inglês-latino-murcão da Susana) ... decide escrever "vão ter relações sexuais".Enfim ... retirou-me o livre arbítrio. Quanto ao Sr. Meu Pai, já ligou ao Nené, para saber se eventualmente se teria esquecido de algum acontecimento relevante na vida passada de ambos. Felizmente, o dito senhor não confirma nenhum dos factos aqui avançados.Imagino a desilusão da Filipa Gonçalves ....
Esta doida ontem dizia "deviam ter relações sexuais". Hoje, talvez para dar impacto ao já de si impactante "poste" (no inglês-latino-murcão da Susana) ... decide escrever "vão ter relações sexuais".Enfim ... retirou-me o livre arbítrio. Quanto ao Sr. Meu Pai, já ligou ao Nené, para saber se eventualmente se teria esquecido de algum acontecimento relevante na vida passada de ambos. Felizmente, o dito senhor não confirma nenhum dos factos aqui avançados.Imagino a desilusão da Filipa Gonçalves ....
Cláudia Marques
Eu hoje resolvi dedicar um post sério à Cláudia.
Não porque gosto muito dela, mas porque a Cláudia ficou profundamente aborrecida por causa da acusação (merecida) dos mais variados incidentes atentatórios contra a integridade física, moral, religiosa, laboral, constitucional, administrativa, judiciária, ambiental, social, comunitária e económica dos infelizes ratinhos , que ela vem perpetrando nos últimos 24 meses.
Apontamentos sobre a vida da Cláudia:
- a Cláudia tinha medo de soprar as velas dos seus próprios bolos de anos (anos mais tarde, ironia do destino, tem sangue-frio para ser uma homicida ratídea). Por isso, desde os seus 2 anos até aos seus 9, imaginem quem é que se esticava toda em cima das cadeiras para soprar? Este anjo doce que hoje vos escreve..é verdade...
- a Cláudia fazia sessões espíritas com a Cátia Bica e outros, a fim de falarem com o Jon Bon Jovi que, pasme-se, continua vivo no ano civil de 2005. Burras que nem portas..Meu Deus..
- a Cláudia enquanto estudava na Universidade de évora foi trabalhar na night. Na (única) discoteca dos arredores. À socapa da mãe. Conclusão: tirou as melhores notas de sempre nesse semestre. Estás hoje arrependida de não ter ido para um bar de alterne os outros 4 anos não é estúpida? ;)
A Cláudia nunca me emprestou roupa porque dizia que eu lhe alargava tudo nas mamas, mas eu não lhe digo que agora ela está quase tão gorda como eu.
Porquê? ....
Cláudia, minha irmã Cláudia (adaptado - Alice Vieira, Melhor Conto Infantil 1987)
Beijo grande para quem me conhece desde sempre.
Não porque gosto muito dela, mas porque a Cláudia ficou profundamente aborrecida por causa da acusação (merecida) dos mais variados incidentes atentatórios contra a integridade física, moral, religiosa, laboral, constitucional, administrativa, judiciária, ambiental, social, comunitária e económica dos infelizes ratinhos , que ela vem perpetrando nos últimos 24 meses.
Apontamentos sobre a vida da Cláudia:
- a Cláudia tinha medo de soprar as velas dos seus próprios bolos de anos (anos mais tarde, ironia do destino, tem sangue-frio para ser uma homicida ratídea). Por isso, desde os seus 2 anos até aos seus 9, imaginem quem é que se esticava toda em cima das cadeiras para soprar? Este anjo doce que hoje vos escreve..é verdade...
- a Cláudia fazia sessões espíritas com a Cátia Bica e outros, a fim de falarem com o Jon Bon Jovi que, pasme-se, continua vivo no ano civil de 2005. Burras que nem portas..Meu Deus..
- a Cláudia enquanto estudava na Universidade de évora foi trabalhar na night. Na (única) discoteca dos arredores. À socapa da mãe. Conclusão: tirou as melhores notas de sempre nesse semestre. Estás hoje arrependida de não ter ido para um bar de alterne os outros 4 anos não é estúpida? ;)
A Cláudia nunca me emprestou roupa porque dizia que eu lhe alargava tudo nas mamas, mas eu não lhe digo que agora ela está quase tão gorda como eu.
Porquê? ....
Cláudia, minha irmã Cláudia (adaptado - Alice Vieira, Melhor Conto Infantil 1987)
Beijo grande para quem me conhece desde sempre.
DESPEDIDA DE SOLTEIRA - toda a verdade em 25 linhas
Ah, suas galinhas doidas, por momentos recearam pela vossa integridade moral certo? Não se preocupem, tudo o que direi aqui será sob a forma do mais completo anonimato.
Eu fui a uma despedida de solteira há 2 semanas.
Não envolveu corpos desnudados, pilas equídeas, nem testículos depilados. óhhh dirão vocês. Sim, eu também fiz ouvir a minha egrégia voz, mas o resto do coro era católico por isso, perdi.
Muito sumariamente, quero só esclarecer que nesta despedida foi realizado o já lendário jogo "verdade ou consequência". Não vou estribar as mais variadas respostas que ouvi. Quer dizer, posso elencar algumas:
- nunca usei acessórios
- ando a trepar paredes
- gosto de apanhar por trás
- o aparelho nos dentes aleija
Mas isso é irrelevante. O que eu vos quero contar é que,
no dia do casamento, alguém se vira para o grupinho da despedida e confessa:
"eu menti em algumas respostas".
Silêncio
De repente, tal qual "Clube dos Poetas Mortos", uma de nós avança e, timidamente enuncia:
"Eu também não disse toda a verdade".
E por aí fora, até, inclusive, a confissão integral da minha pessoa.
Conclusão: todas mentimos. E rimos. Muito..muito..
Mentirosas...mas porcas ;) !
Eu fui a uma despedida de solteira há 2 semanas.
Não envolveu corpos desnudados, pilas equídeas, nem testículos depilados. óhhh dirão vocês. Sim, eu também fiz ouvir a minha egrégia voz, mas o resto do coro era católico por isso, perdi.
Muito sumariamente, quero só esclarecer que nesta despedida foi realizado o já lendário jogo "verdade ou consequência". Não vou estribar as mais variadas respostas que ouvi. Quer dizer, posso elencar algumas:
- nunca usei acessórios
- ando a trepar paredes
- gosto de apanhar por trás
- o aparelho nos dentes aleija
Mas isso é irrelevante. O que eu vos quero contar é que,
no dia do casamento, alguém se vira para o grupinho da despedida e confessa:
"eu menti em algumas respostas".
Silêncio
De repente, tal qual "Clube dos Poetas Mortos", uma de nós avança e, timidamente enuncia:
"Eu também não disse toda a verdade".
E por aí fora, até, inclusive, a confissão integral da minha pessoa.
Conclusão: todas mentimos. E rimos. Muito..muito..
Mentirosas...mas porcas ;) !
Descoberta do ano
Caríssimos:
Deixem-me partilhar convosco a minha mais recente descoberta.
Afinal o dentista que me esburacou a gengiva errada, revelou ser o ser humano mais bondoso, fiel seguidor do juramento de Hipócrates, verticalmente correcto, diligente pai de família de que há memória nos últimos 70 anos.
Afinal, quem tramou a Susi_ nunes e trocou a posição do raio-x?
A esquizofrénica da assistente.
Provavelmente recrutada pela Randstad.
Mas o infeliz do dentista, que apanhou com as culpas todas, sempre se negou a apontar o dedo acusador. Descobri hoje por mero acaso... conversa coscuvilheira entre 2 assistentes externas ao processo.
Pois, é verdade, já extraí o 1º dente do siso. Eu queria tê-lo trazido para casa, mas, revés do destino, ele ao ser escarafunchado foi arrancado em mil pedaços, alguns dos quais engoli juntamente com alguma saliva e secreções nasais porque ainda estou com muita expectoração.
Estou maravilhada, voltei a acreditar na Humanidade.
Deixem-me partilhar convosco a minha mais recente descoberta.
Afinal o dentista que me esburacou a gengiva errada, revelou ser o ser humano mais bondoso, fiel seguidor do juramento de Hipócrates, verticalmente correcto, diligente pai de família de que há memória nos últimos 70 anos.
Afinal, quem tramou a Susi_ nunes e trocou a posição do raio-x?
A esquizofrénica da assistente.
Provavelmente recrutada pela Randstad.
Mas o infeliz do dentista, que apanhou com as culpas todas, sempre se negou a apontar o dedo acusador. Descobri hoje por mero acaso... conversa coscuvilheira entre 2 assistentes externas ao processo.
Pois, é verdade, já extraí o 1º dente do siso. Eu queria tê-lo trazido para casa, mas, revés do destino, ele ao ser escarafunchado foi arrancado em mil pedaços, alguns dos quais engoli juntamente com alguma saliva e secreções nasais porque ainda estou com muita expectoração.
Estou maravilhada, voltei a acreditar na Humanidade.
domingo, outubro 09, 2005
Pedro, meu leitor nº11, este post é dedicado a ti.
O Pedro informou-me que, em momentos de maior solidão e quando tudo corre mal, lê o meu blogue para se animar. Este post será colocado para a eventual situação de, Deus queira que não, a tua namorada te trocar por uma poetiza árabe, anã, leprosa, e com uma perna.
Eu tive o ponto alto do meu ano na 4ª feira, com o casamento do Sebas e da Sónia. No domingo anterior fui ao Freeport para comprar a farpela casamenteira. Estive lá aproximadamente 9 horas, até que por fim, esgotada fisica e emocionalmente, consegui enfiar-me numa saia nº 34 (eu sei, eu própria ainda não me recompus do choque).
Eu ia contar o resto da história, mas. ao invés, anuncio que estou com 37.º febre e com muito mau aspecto.
Aguardem-me por favor. Com os delírios que estou a ter afigra-se-me que quando isto me passar terei bastante para contar.
Até lá informo que, tenho uns quantos posts em atraso, concernentes nomeadamente a:
- copo de água S&S
- a 1ª visita dos pais da namorada a minha casa
- o mundo fascinante das capas de edredons do IKEA
- porque é que não fui votar
et coetera
Um grande Bem-Haja, amanhã começo o curso. E o dentista foi adiado para 5ªf.
O Pedro informou-me que, em momentos de maior solidão e quando tudo corre mal, lê o meu blogue para se animar. Este post será colocado para a eventual situação de, Deus queira que não, a tua namorada te trocar por uma poetiza árabe, anã, leprosa, e com uma perna.
Eu tive o ponto alto do meu ano na 4ª feira, com o casamento do Sebas e da Sónia. No domingo anterior fui ao Freeport para comprar a farpela casamenteira. Estive lá aproximadamente 9 horas, até que por fim, esgotada fisica e emocionalmente, consegui enfiar-me numa saia nº 34 (eu sei, eu própria ainda não me recompus do choque).
Eu ia contar o resto da história, mas. ao invés, anuncio que estou com 37.º febre e com muito mau aspecto.
Aguardem-me por favor. Com os delírios que estou a ter afigra-se-me que quando isto me passar terei bastante para contar.
Até lá informo que, tenho uns quantos posts em atraso, concernentes nomeadamente a:
- copo de água S&S
- a 1ª visita dos pais da namorada a minha casa
- o mundo fascinante das capas de edredons do IKEA
- porque é que não fui votar
et coetera
Um grande Bem-Haja, amanhã começo o curso. E o dentista foi adiado para 5ªf.
sexta-feira, setembro 30, 2005
Dedução lógico-aritmética - o post mais estúpido de todos os tempos
O pai do Bruno é o Virgílio do Sporting.
O pai da Filipa Gonçalves é o Néné do Benfica.
O Virgílio está para o Néné
assim como o Bruno está para a Filipa
Bom, chegamos ao cerne da questão. Ontem disse eu ao Bruno: "Se o Virgílio está para o Néné assim como tu estás para a Filipa, tu e o travesti vão ter relações sexuais".
Ora isto não tem lógica, eu sei.
Mas tem sempre alguma graça dizê-lo. O Bruno riu-se da parvoíce, mas depois fico hirto e sério:
"Isso pressupoõe que o meu pai e o Néné.."
Pois. Há uma altura na vida em que as crianças se apercebem que os pais não são os heróis destemidos, repletos de qualidades, intocáveis ao mais alto nível. Não, são seres humanos com pulsões diversas, e auréola de humanidade como qualquer um de nós.
Ele ficou muito abatido.
O pai da Filipa Gonçalves é o Néné do Benfica.
O Virgílio está para o Néné
assim como o Bruno está para a Filipa
Bom, chegamos ao cerne da questão. Ontem disse eu ao Bruno: "Se o Virgílio está para o Néné assim como tu estás para a Filipa, tu e o travesti vão ter relações sexuais".
Ora isto não tem lógica, eu sei.
Mas tem sempre alguma graça dizê-lo. O Bruno riu-se da parvoíce, mas depois fico hirto e sério:
"Isso pressupoõe que o meu pai e o Néné.."
Pois. Há uma altura na vida em que as crianças se apercebem que os pais não são os heróis destemidos, repletos de qualidades, intocáveis ao mais alto nível. Não, são seres humanos com pulsões diversas, e auréola de humanidade como qualquer um de nós.
Ele ficou muito abatido.
Ainda o RATO ZINGUER
quinta-feira, setembro 29, 2005
Miguel, heterossexual convicto
Peço imensa desculpa pelo minha minha inconveniência.
é óbvio que não é homossexual, senão não participaria nessas orgias gregas futebolísticas, que dá pelo nome de blogue do anti benfica ou afins.
Gajo que é gajo delira com futebol. Confesso que por vezes apatece-me cometer crimes de ofensas corporais qualificadas ao meu namorado, quando está a dar o Mucifalense/Beira Baixa e ele não me liga nenhuma e reparem que eu estou vestida à criadinha francesa.
Mas se ele não gostasse de futebol..para além de suspeito seria anti-sexy.
P.S. - VIVA O YURAN DO F.C.P. ÉPOCA DE 1994/1995!!
é óbvio que não é homossexual, senão não participaria nessas orgias gregas futebolísticas, que dá pelo nome de blogue do anti benfica ou afins.
Gajo que é gajo delira com futebol. Confesso que por vezes apatece-me cometer crimes de ofensas corporais qualificadas ao meu namorado, quando está a dar o Mucifalense/Beira Baixa e ele não me liga nenhuma e reparem que eu estou vestida à criadinha francesa.
Mas se ele não gostasse de futebol..para além de suspeito seria anti-sexy.
P.S. - VIVA O YURAN DO F.C.P. ÉPOCA DE 1994/1995!!
Tiago Bernardo - 1 casamento e um divórcio litioso
Querido Tiago Bernardo:
Quando coloquei o seu nome no Google, para ver se descortinava quem era, apareceu-me logo à queima-roupa "desejo casar".
O Tiago tem um nome super caturreira, uma foto giríssima, um sentido de humor aguçado e uma inteligência acutilante (senão não leria atentamente o meu blogue, correcto).
Um conselho:
Não se case. Mais cedo ou mais tarde as esposas acabam por deixar crescer os pêlos das pernas, andam com peúgas de lã grossa no inverno, por cima das calças debotadas do pijama e no verão ficam com o palato mais dilatado e ressonam.
Dizem que vão usar o anel vaginal mas o certo é o que o obrigarão a ir à bomba de gasolina (24h) para comprar os preservativos e, pior, fazem cócó à sua frente.
Uma advertência exlusiva de:
Susana, a cada vez mais demente, perdoem-me pessoal da igreja, vulgo beatas, vocês sabem quem são!
Quando coloquei o seu nome no Google, para ver se descortinava quem era, apareceu-me logo à queima-roupa "desejo casar".
O Tiago tem um nome super caturreira, uma foto giríssima, um sentido de humor aguçado e uma inteligência acutilante (senão não leria atentamente o meu blogue, correcto).
Um conselho:
Não se case. Mais cedo ou mais tarde as esposas acabam por deixar crescer os pêlos das pernas, andam com peúgas de lã grossa no inverno, por cima das calças debotadas do pijama e no verão ficam com o palato mais dilatado e ressonam.
Dizem que vão usar o anel vaginal mas o certo é o que o obrigarão a ir à bomba de gasolina (24h) para comprar os preservativos e, pior, fazem cócó à sua frente.
Uma advertência exlusiva de:
Susana, a cada vez mais demente, perdoem-me pessoal da igreja, vulgo beatas, vocês sabem quem são!
Ry
Ry Ry Ry...
Sabes porque não pus o teu nome com maiúsculas?
Porque a tua imensidão e rectidão de carácter, tão inesperada quanto bem vinda, é demasiadamente grande para ainda sublinhá-la com meras regras dactilográficas.
Porquê maiscúlas se todo Tu mereces um teclado inteiro a fervilhar qualidades em Caps Lock?
pensa nisto, porque eu também acabei de inventar e ainda não digeri bem.
Sabes porque não pus o teu nome com maiúsculas?
Porque a tua imensidão e rectidão de carácter, tão inesperada quanto bem vinda, é demasiadamente grande para ainda sublinhá-la com meras regras dactilográficas.
Porquê maiscúlas se todo Tu mereces um teclado inteiro a fervilhar qualidades em Caps Lock?
pensa nisto, porque eu também acabei de inventar e ainda não digeri bem.
K9 - ...sei lá
K9, esse grande ser humano, que, por vezes, também se transfigura e faz uma perninha de email filtering application that works in conjunction with your regular POP3 email program and automatically classifies incoming emails as spam, foi por mim esquecido.
E que não se abone em meu favor dizendo-se que, afinal, eu nunca tinha ouvido falar nele em todo o decorrer dos meus frutuosos 25 anos. Não. Haja consciência, não se procurem justificações e quiçá, o mundo tornar-se-à num lugar mais profícuo de sentimentos e emoções.
Bem, não percebi o que escrevi, mas o que importa reter é que o K9 é um grande ser humano, ao mesmo tempo faz de spam e ainda tem tempo para lançar as vistas ao meu bébé, e não é do Benfica. Ou é, não tenho bem a certeza. Ok, é anti-anti Benfica, e aproveito para dizer que o pai do Bruno é o Virgílio do Sporting. O que interessa isso? Para vós, pessoas normais, provavelmente nada.
Para mim, que vivo das aparências, é informação excitante.
Obrigada
E que não se abone em meu favor dizendo-se que, afinal, eu nunca tinha ouvido falar nele em todo o decorrer dos meus frutuosos 25 anos. Não. Haja consciência, não se procurem justificações e quiçá, o mundo tornar-se-à num lugar mais profícuo de sentimentos e emoções.
Bem, não percebi o que escrevi, mas o que importa reter é que o K9 é um grande ser humano, ao mesmo tempo faz de spam e ainda tem tempo para lançar as vistas ao meu bébé, e não é do Benfica. Ou é, não tenho bem a certeza. Ok, é anti-anti Benfica, e aproveito para dizer que o pai do Bruno é o Virgílio do Sporting. O que interessa isso? Para vós, pessoas normais, provavelmente nada.
Para mim, que vivo das aparências, é informação excitante.
Obrigada
C.A.R.L.O.S. - Cantou Arrotou e Riu-se Lugubremente Ontem no Seixal
Carlos, conhecido ineternacionalmente por frimicrichiró, ou frimichórichi, whatever,
foi o meu lapso mais imperdoável.
Não há leitor mais fiél do que este ser humano aprazível, tão solícito e fofinho e sempre actualizado.
Carlos, diante de todos, ergo a mão ao peito (não quero piadas estúpidas, já me bastou ir hoje para o ginásio com 2 soutiens em cima um do outro, para melhor segurar, e eu pensar: é humanamente impossível chegar-se tão baixo) (e era literalmente baixo, mas não andavam a rojar pelo chão ouviram?)
adiante,
ergo a mão ao peito e, com olhos suplicantes, apoio-me no no teu ombro e, ruborizada, rogo: "perdoa-me"
Um grande-bem haja
(sabes se dá para tirar fotocópias no cartório de graça, para fins extra-religiosos?)
para o meu amigo Carlos, vulgo cara de cu.
foi o meu lapso mais imperdoável.
Não há leitor mais fiél do que este ser humano aprazível, tão solícito e fofinho e sempre actualizado.
Carlos, diante de todos, ergo a mão ao peito (não quero piadas estúpidas, já me bastou ir hoje para o ginásio com 2 soutiens em cima um do outro, para melhor segurar, e eu pensar: é humanamente impossível chegar-se tão baixo) (e era literalmente baixo, mas não andavam a rojar pelo chão ouviram?)
adiante,
ergo a mão ao peito e, com olhos suplicantes, apoio-me no no teu ombro e, ruborizada, rogo: "perdoa-me"
Um grande-bem haja
(sabes se dá para tirar fotocópias no cartório de graça, para fins extra-religiosos?)
para o meu amigo Carlos, vulgo cara de cu.
Miguel Vieira - prêt à porter
Miguel Vieira, esse grande estilista homossexual português!
ou não.
Miguel, quem quer que sejas, aqui fica um sentido e profundo abraço, não há nada melhor do que saber que o meu blogue atingiu um nº com 2 (dois!!!!) dígitos. Esse 10 foi música para os meus ouvidos, espero que este post seja também para os teus. Se fores mesmo o estilista, desculpa lá a menção à tua orientação sexual, não sabia muito bem o que dizer. Ah, e claro, adorei a tua colecção de Inverno, que nunca na vida comprarei:
1º- porque menti, é uma colecção profundamente sinistra
2º- ainda estou a dever dinheiro à Ordem e provavelmente serei expulsa nos próximos 3 meses caso não regularize a minha dívida.
Um Bem-Haja para ti.
se quiseres saber em quem a Maya anda a descarregar toda a sua energia Zen, vulgo hum..enfim.. emaila-me.
ou não.
Miguel, quem quer que sejas, aqui fica um sentido e profundo abraço, não há nada melhor do que saber que o meu blogue atingiu um nº com 2 (dois!!!!) dígitos. Esse 10 foi música para os meus ouvidos, espero que este post seja também para os teus. Se fores mesmo o estilista, desculpa lá a menção à tua orientação sexual, não sabia muito bem o que dizer. Ah, e claro, adorei a tua colecção de Inverno, que nunca na vida comprarei:
1º- porque menti, é uma colecção profundamente sinistra
2º- ainda estou a dever dinheiro à Ordem e provavelmente serei expulsa nos próximos 3 meses caso não regularize a minha dívida.
Um Bem-Haja para ti.
se quiseres saber em quem a Maya anda a descarregar toda a sua energia Zen, vulgo hum..enfim.. emaila-me.
Marta - insustentável leveza do C.P.R. (Cardio-Pulmonale Reanimation)
Marta.
Nome aramaico, que significa "dona de casa".
Por o ser, tem muito tempo livre para ver a tertúlia cor de rosa de manhã, ficar horrorizada com a bicheza/atracção que exerce o Cláudio Ramos e sorrir maliciosamente por saber que a Maya anda bem montada (tem um Mercedes e..anda enrolada com um advogado. Não digo quem é!) (se quiserem saber, e-mailem-me em privado: susi_nunes@hotmail.com)
Bem, a Marta, que tem muito tempo livre, até já anda num curso de socorrismo sabe Deus a fazer o quê, gosta de ler o meu blogue. Porque como futura psicóloga que é, anda desesperadamente a tentar arranjar sustentação formal e adjectiva para a sua tese a apresentar em 2006, que, em princípio, se reportará ao tema sugestivo: esquizofrenia bipolar.
Peço perdão por ser uma pessoa peculiar sim? Lá fora falamos!
Nome aramaico, que significa "dona de casa".
Por o ser, tem muito tempo livre para ver a tertúlia cor de rosa de manhã, ficar horrorizada com a bicheza/atracção que exerce o Cláudio Ramos e sorrir maliciosamente por saber que a Maya anda bem montada (tem um Mercedes e..anda enrolada com um advogado. Não digo quem é!) (se quiserem saber, e-mailem-me em privado: susi_nunes@hotmail.com)
Bem, a Marta, que tem muito tempo livre, até já anda num curso de socorrismo sabe Deus a fazer o quê, gosta de ler o meu blogue. Porque como futura psicóloga que é, anda desesperadamente a tentar arranjar sustentação formal e adjectiva para a sua tese a apresentar em 2006, que, em princípio, se reportará ao tema sugestivo: esquizofrenia bipolar.
Peço perdão por ser uma pessoa peculiar sim? Lá fora falamos!
MEA CULPA
A Susana errou.
Não, estou a brincar, a Susana não erra, tem é momentos mais elípticos na sua vida e por vezes esquece-se de algumas coisas. ou pessoas.
Porque sou uma grande fixe, irei dedicar um post a cada uma das pessoas que me esqueci de mencionar no post anterior.
A todos, um grande bem-haja, e a notícia em 1ª mão de que, 5ª feira, vou novamente ao dentista.
Não, estou a brincar, a Susana não erra, tem é momentos mais elípticos na sua vida e por vezes esquece-se de algumas coisas. ou pessoas.
Porque sou uma grande fixe, irei dedicar um post a cada uma das pessoas que me esqueci de mencionar no post anterior.
A todos, um grande bem-haja, e a notícia em 1ª mão de que, 5ª feira, vou novamente ao dentista.
terça-feira, setembro 27, 2005
Este é dedicado a vós, fiéis resistentes
Esta semana fiz as contas e verifiquei, verdadeiramente emocionada, e com os olhos marejados de lágrimas, que já tenho 8 (oito) leitores!
é pois, com a voz embargada com a comoção, que orgulhosamente os enuncio:
1) o meu namorado - por imposição (e mesmo assim, desconfio que só lê as gordas)
2) o meu amigo Bruno - por interesses mobiliários e económicos, pois quer editar o meu filho em livro, e repartir metade dos lucros (mas a vergonha irreal que eu passaria por ter unicamente 4 exemplares vendidos seria só eu que a passaria certo?)
3) a minha amiga Cláudia (violadora dos direitos consagrados constitucionalmente de amorosos ratinhos) - para gozar comigo no Messenger
4) a namorada do meu irmão - para ver se descobre informações sobre o meu irmão e ex-namoradas
5) a minha amiga Zélia - porque a obrigo
6) o meu amigo David - porque diz que é sempre bom ler isto de manhã, a comer os cereais. E acrescenta que logo a seguir consegue evacuar mais facilmente. O "cagar literatura" no seu sentido mais profundo.
7) O casal J.C./Vera - por motivos indecifráveis.
8) o ry - porque é uma simpatia, e as pessoas simpáticas solidarizam-se com pessoas descompensadas como eu.
A todos, um grande BEM-HAJA.
é pois, com a voz embargada com a comoção, que orgulhosamente os enuncio:
1) o meu namorado - por imposição (e mesmo assim, desconfio que só lê as gordas)
2) o meu amigo Bruno - por interesses mobiliários e económicos, pois quer editar o meu filho em livro, e repartir metade dos lucros (mas a vergonha irreal que eu passaria por ter unicamente 4 exemplares vendidos seria só eu que a passaria certo?)
3) a minha amiga Cláudia (violadora dos direitos consagrados constitucionalmente de amorosos ratinhos) - para gozar comigo no Messenger
4) a namorada do meu irmão - para ver se descobre informações sobre o meu irmão e ex-namoradas
5) a minha amiga Zélia - porque a obrigo
6) o meu amigo David - porque diz que é sempre bom ler isto de manhã, a comer os cereais. E acrescenta que logo a seguir consegue evacuar mais facilmente. O "cagar literatura" no seu sentido mais profundo.
7) O casal J.C./Vera - por motivos indecifráveis.
8) o ry - porque é uma simpatia, e as pessoas simpáticas solidarizam-se com pessoas descompensadas como eu.
A todos, um grande BEM-HAJA.
Sr. Hacker. Volta para o teu mundo holográfico
Bem, acho que devo um pedido de desculpas à recente comunidade composta por 6 membros, que se dignam a ler o meu blogue.
Eu pensei que havia um hacker a destruir o meu bébé.
Isto porque, quando eu abria o blogger para editar os posts, a 1ª página dizia " 0 posts ". Eu eu "mas qual 0! eu tenho 61!"
Depois de uma carta aberta, muito choro, inimagináveis insultos, idas à Brigada anti-crimes informáticos na Judiciária da Gomes Freire, ameaças veladas e praguejamentos brutais,
perguntei o meu irmão o que fazer,
ao que ele, após abrir o blogger, respondeu e passo a citar:
"minha grande estúpida"
E eu "ai.."
e ele a repetir
"minha grande estúpida." "tu para veres os teus posts tens que ir à página que diz edit, mas tu estás na página que diz draft. Se tu não tens rascunhos nenhuns, é lógico que isto diz "0 posts found.E tu és estúpida e não sabes inglês".
e olhou-me com um ar cansado.
Eu fui para o meu quarto de fininho. Pensar se havia de contar isto, se havia de apagar a carta ao Sr. Hacker, se pedir desculpa aos leitores que levaram com o meu desgosto nestes últimos dias.
Se havia de tentar a lobotomia.
Lapsos...quem não os tem?
Eu pensei que havia um hacker a destruir o meu bébé.
Isto porque, quando eu abria o blogger para editar os posts, a 1ª página dizia " 0 posts ". Eu eu "mas qual 0! eu tenho 61!"
Depois de uma carta aberta, muito choro, inimagináveis insultos, idas à Brigada anti-crimes informáticos na Judiciária da Gomes Freire, ameaças veladas e praguejamentos brutais,
perguntei o meu irmão o que fazer,
ao que ele, após abrir o blogger, respondeu e passo a citar:
"minha grande estúpida"
E eu "ai.."
e ele a repetir
"minha grande estúpida." "tu para veres os teus posts tens que ir à página que diz edit, mas tu estás na página que diz draft. Se tu não tens rascunhos nenhuns, é lógico que isto diz "0 posts found.E tu és estúpida e não sabes inglês".
e olhou-me com um ar cansado.
Eu fui para o meu quarto de fininho. Pensar se havia de contar isto, se havia de apagar a carta ao Sr. Hacker, se pedir desculpa aos leitores que levaram com o meu desgosto nestes últimos dias.
Se havia de tentar a lobotomia.
Lapsos...quem não os tem?
Meu fillho, meu tesouro
Isto aconteceu há 3 anos, altura em que uma amiga minha, a Xana, teve um filho.
Esse filho pesava tanto, que no parto, sem cesariana, rasgou-lhe o traseiro vulgo cu, tendo que levar 10 pontos. Fora os que levou no perineu.Mas isto são pormenores, porque o que eu quero contar não tem nada a ver.
Quando o filho já tinha 1 mês, eu implorei àXana que me deixasse levá-lo à rua, sozinha, para passear. Ela quis vir também. Mas eu obriguei-a a ficar em casa.
Isto por uma razão:
Meti a criança no carrinho e aí fui eu rua fora, a saracotear-me sedutoramente e olhando à minha volta tentando que todos me conseguissem ver.
E agora perguntam vocês: mas porquê? até porque assim pareço uma mãe solteira e não há nada mais estigmatizante do que isso.
Dizem bem. Mãe solteira, mas COM TUDO NO SÍTIO!RECÉM-MÃMÃ ENXUTÍSSIMA... Reparem:
As pessoas pensam que, supostamente tenho um filho de 1 mês. O que quer dizer que há 30 dias estava gravidíssima.
Ao bambolear-me criteriosamente pela rua estou, para variar, encolhida ao meu mais alto esforço, e, mais uma vez também, com a respiração suspensa a sair-me de pantufas pelas orelhas. Tenho, por conseguinte, apenas uma ligeira barriguinha. Sexy até.
As maminhas sugerem uma fase inicial de aleitamento. Mas vão firmes e hasteadas. O rabo, que faço questão de empinar, não parece um balão de banda gástrica como tantas vezes as grávidas, tristemente, ostentam.
Finalmente, passo por um café onde estão, simplesmente, mulheres.
Estas, sem sequer tentarem disfarçar, lançam-me olhares sanguinários verdadeiramente homicidas.
E eu para o puto, a tentar-me não rir (com voz de diminuída mental, e gugus-dadás à mistura : " ó filhote, tásss a gossstar não tásss, ó amorzinho, tão lindo, comeu tudo.., a papinha toda.., depois vais fazer ó-ó não vais?"
As mulheres a consumirem-se interiormente.
E eu satisfeita, pois ao menos uma vez na vida a minha ligeira barriga e, latus sensus, a minha figura roliça é justificada e, melhor ainda, admirada e invejada.
Há que saber aproveitar os contextos. E obrigar uma amiga chegada a engravidar.
Esse filho pesava tanto, que no parto, sem cesariana, rasgou-lhe o traseiro vulgo cu, tendo que levar 10 pontos. Fora os que levou no perineu.Mas isto são pormenores, porque o que eu quero contar não tem nada a ver.
Quando o filho já tinha 1 mês, eu implorei àXana que me deixasse levá-lo à rua, sozinha, para passear. Ela quis vir também. Mas eu obriguei-a a ficar em casa.
Isto por uma razão:
Meti a criança no carrinho e aí fui eu rua fora, a saracotear-me sedutoramente e olhando à minha volta tentando que todos me conseguissem ver.
E agora perguntam vocês: mas porquê? até porque assim pareço uma mãe solteira e não há nada mais estigmatizante do que isso.
Dizem bem. Mãe solteira, mas COM TUDO NO SÍTIO!RECÉM-MÃMÃ ENXUTÍSSIMA... Reparem:
As pessoas pensam que, supostamente tenho um filho de 1 mês. O que quer dizer que há 30 dias estava gravidíssima.
Ao bambolear-me criteriosamente pela rua estou, para variar, encolhida ao meu mais alto esforço, e, mais uma vez também, com a respiração suspensa a sair-me de pantufas pelas orelhas. Tenho, por conseguinte, apenas uma ligeira barriguinha. Sexy até.
As maminhas sugerem uma fase inicial de aleitamento. Mas vão firmes e hasteadas. O rabo, que faço questão de empinar, não parece um balão de banda gástrica como tantas vezes as grávidas, tristemente, ostentam.
Finalmente, passo por um café onde estão, simplesmente, mulheres.
Estas, sem sequer tentarem disfarçar, lançam-me olhares sanguinários verdadeiramente homicidas.
E eu para o puto, a tentar-me não rir (com voz de diminuída mental, e gugus-dadás à mistura : " ó filhote, tásss a gossstar não tásss, ó amorzinho, tão lindo, comeu tudo.., a papinha toda.., depois vais fazer ó-ó não vais?"
As mulheres a consumirem-se interiormente.
E eu satisfeita, pois ao menos uma vez na vida a minha ligeira barriga e, latus sensus, a minha figura roliça é justificada e, melhor ainda, admirada e invejada.
Há que saber aproveitar os contextos. E obrigar uma amiga chegada a engravidar.
domingo, setembro 25, 2005
Terror na Auto-Estrada
Aqui entre nós, tenho que vos contar isto (quer dizer, não é uma necessidade imperiosa, mas até gosto de desabafar) :
Esta semana, nessa já ultra-conhecida povoação/micro-mundo do Taguspark, dirigia-me pacatamente para o ginásio habitual (onde já estou inscrita há quase 13 dias), quando me aproximo de uma rotunda.
Ainda ia um pouco longe. Olho para a direita, nenhum carro.
Olho para a esquerda,
É O TERROR NO SEU ESTADO MAIS PRIMITIVO, O PAVOR MAIS DILACERANTE QUE PODE ACOMETER UM SER HUMANO, FICO TRANSFIGURADA, SUO EM BICA E AS MINHAS BATIDAS CARDÍACAS ACELERAM EM QUÁDRUPLO, ESTANDO NUM EMINENTE ESTADO DE APOPLEXIA FULMINANTE.
NÃO CONSIGO EMITIR UM ÚNICO SOM. UM ESGAR DE INCREDULIDADE MORRE-SE-ME NA GARGANTA E SÓ PENSO: SOBREVIVEREI A ISTO?
A entrar na rotunda, do meu lado esquerdo, vejo aquelas aberrações pertubadoras, denominadas desde há muito de "semi truck" ou camiões de cabine", normalmente comercializadas pela Volvo ou Mercedes.
Tem uma cabine GIGANTESCA, uma reconstrução pura do camião do "Duel" - Spielberg (1971 -google, amo-te) e depois, patética mas ao mesmo tempo horripilantemente, tem duas rodinhas pouco maiores que os meus seios, a fazerem de rodas, e um estrado do tamanho de um tabuleiro de forno eléctrico.
Juro: se ficarem a olhar mais de 3 segundos para uma coisa dessas, vão ficar com a sensação que há ali qualquer coisa que não bate certo, e depois, conforme os segundos escoam, vão começar a ficar perturbados até finalmente cederem e, bem alto, gritarem.
Não vos enoja isto?
Esta semana, nessa já ultra-conhecida povoação/micro-mundo do Taguspark, dirigia-me pacatamente para o ginásio habitual (onde já estou inscrita há quase 13 dias), quando me aproximo de uma rotunda.
Ainda ia um pouco longe. Olho para a direita, nenhum carro.
Olho para a esquerda,
É O TERROR NO SEU ESTADO MAIS PRIMITIVO, O PAVOR MAIS DILACERANTE QUE PODE ACOMETER UM SER HUMANO, FICO TRANSFIGURADA, SUO EM BICA E AS MINHAS BATIDAS CARDÍACAS ACELERAM EM QUÁDRUPLO, ESTANDO NUM EMINENTE ESTADO DE APOPLEXIA FULMINANTE.
NÃO CONSIGO EMITIR UM ÚNICO SOM. UM ESGAR DE INCREDULIDADE MORRE-SE-ME NA GARGANTA E SÓ PENSO: SOBREVIVEREI A ISTO?
A entrar na rotunda, do meu lado esquerdo, vejo aquelas aberrações pertubadoras, denominadas desde há muito de "semi truck" ou camiões de cabine", normalmente comercializadas pela Volvo ou Mercedes.
Tem uma cabine GIGANTESCA, uma reconstrução pura do camião do "Duel" - Spielberg (1971 -google, amo-te) e depois, patética mas ao mesmo tempo horripilantemente, tem duas rodinhas pouco maiores que os meus seios, a fazerem de rodas, e um estrado do tamanho de um tabuleiro de forno eléctrico.
Juro: se ficarem a olhar mais de 3 segundos para uma coisa dessas, vão ficar com a sensação que há ali qualquer coisa que não bate certo, e depois, conforme os segundos escoam, vão começar a ficar perturbados até finalmente cederem e, bem alto, gritarem.
Não vos enoja isto?
Brrrrrrrrrr, spooky
Este que vos mostro não tem nem 1/10 da mosntruosidade daquele que eu vi. O pior foi que fiquei tão apática que entrei na rotunda sem dar por isso e, selvaticamente levei com a buzina daquele freeky show.
Não sei como não morri de susto.
RATOS - UM AMOR INSOFISMÁVEL
Este post do Rato Zinguer suscitou alguma polémica.
Não me refiro a fundamentalismos religiosos. Não.
Houve alguém que me disse, e passo a citar, "estúpida, isso não é um rato, é um urso".
e acrescentou ainda com um tom malicioso "e de ratos percebo eu".
Questão:
Mas afinal, que moralidade tem esta pessoa, bióloga no Instituto de Medicina Tropical, para me vir fazer afirmações dissertivas sobre o que é ou não um rato? À partida parece ter toda, mas agora acompanhem-me:
esta bióloga, que não tem outro nome e estas coisas são para ser ditas,
DISSECA RATINHOS AMOROSOS, PROVAVELMENTE PAIS DE FAMÍLIA E PADRINHOS DE AFILHADOS, QUIÇÁ SACRISTÃOS NA SUA PARÓQUIA LOCAL E VOLUNTÁRIOS DE ONG´S DIVERSAS, com a justificação, e reparem nisto:
- é para encontrar cura para doenças graves e asim salvar vidas humanas!!
que sacrilégio! CLÁUDIA, são ratinhos.
Olha:

Só para me chatear é que ela veio com a conversa do rato. Um urso, um rato, o que interessa isso?
Há é que reter é que também são filhos de Deus, teus e meus Irmãos, e espero que um dia reencarnes como ratazana de esgoto, mas esgoto do campo (para não haver a possibilidade de vires a ser uma rata rica).
Mas também espero, e porque sou misericordiosa, que já não hajam doenças letais para o Homem, e que a tua única eventual hipótese de morte prematura seja às mãos de um rato-esposo alcóolico.
(Um dia ainda hei-de relatar a história do meu 1º animal de estimação, um rato morto que encontrei dependurado num pacote de raticida da Bayer.) Mais tarde. Ainda é um assunto doloroso.
Não me refiro a fundamentalismos religiosos. Não.
Houve alguém que me disse, e passo a citar, "estúpida, isso não é um rato, é um urso".
e acrescentou ainda com um tom malicioso "e de ratos percebo eu".
Questão:
Mas afinal, que moralidade tem esta pessoa, bióloga no Instituto de Medicina Tropical, para me vir fazer afirmações dissertivas sobre o que é ou não um rato? À partida parece ter toda, mas agora acompanhem-me:
esta bióloga, que não tem outro nome e estas coisas são para ser ditas,
DISSECA RATINHOS AMOROSOS, PROVAVELMENTE PAIS DE FAMÍLIA E PADRINHOS DE AFILHADOS, QUIÇÁ SACRISTÃOS NA SUA PARÓQUIA LOCAL E VOLUNTÁRIOS DE ONG´S DIVERSAS, com a justificação, e reparem nisto:
- é para encontrar cura para doenças graves e asim salvar vidas humanas!!
que sacrilégio! CLÁUDIA, são ratinhos.
Olha:

Só para me chatear é que ela veio com a conversa do rato. Um urso, um rato, o que interessa isso?
Há é que reter é que também são filhos de Deus, teus e meus Irmãos, e espero que um dia reencarnes como ratazana de esgoto, mas esgoto do campo (para não haver a possibilidade de vires a ser uma rata rica).
Mas também espero, e porque sou misericordiosa, que já não hajam doenças letais para o Homem, e que a tua única eventual hipótese de morte prematura seja às mãos de um rato-esposo alcóolico.
(Um dia ainda hei-de relatar a história do meu 1º animal de estimação, um rato morto que encontrei dependurado num pacote de raticida da Bayer.) Mais tarde. Ainda é um assunto doloroso.
quinta-feira, setembro 22, 2005
Que personagem do Seinfeld é que és
Sim, rendi-me a estes quiz hiper-estúpidos.
Pior que isso, minto aos próprios testes!
Quão baixo é que ainda poderei descer?
This low.
Ahaha, hoje tou hilariante!

Que personagem do Seinfeld é você?
Trazido a você por Soul Fire
Pior que isso, minto aos próprios testes!
Quão baixo é que ainda poderei descer?
This low.
Ahaha, hoje tou hilariante!

Que personagem do Seinfeld é você?
Trazido a você por Soul Fire
Cirurgia aprazível
Gajas, vêde como a cirurgia plástica, ao invés das anteriores pacientes, podem ser reconfortantes.
Carrie - " Sex and the City". Quem sabe, sabe.
http://www.awfulplasticsurgery.com/archives/000463.html
Carrie - " Sex and the City". Quem sabe, sabe.
http://www.awfulplasticsurgery.com/archives/000463.html
J-LO
A Jennifer também se mostrou entediada com o seu prosaico nariz. Alternativa: afiná-lo..sem despudor
http://www.awfulplasticsurgery.com/archives/004167.html
http://www.awfulplasticsurgery.com/archives/004167.html
Paris Hilton nos primórdios
No site: plásticas horríveis, encontrarão a Paris como teenager.
Bhacccc
http://www.awfulplasticsurgery.com/archives/005189.html
Bhacccc
http://www.awfulplasticsurgery.com/archives/005189.html
quarta-feira, setembro 21, 2005
Carta a um patife
Andaram a sacanear o meu blogue.
Só assim se explica o facto de 53 Posts terem desaparecido misteriosamente, pelo que nunca mais poderei editá-los.
Lisboa, 22 de Setembro de 2005
Assunto: Crueldade inadmissível
Sr. hacker:
Com as lágrimas nos olhos lhe peço: deixe o meu bébé em paz, porque eu nunca fiz nada de útil na vida, e assim sinto-me mais contente porque chego a casa e vou colocar posts. A minha mãe agradece o facto de eu ter deixado de andar a cirandar pela cozinha sempre a perguntar-lhe "o que é o jantar", vezes e vezes sem conta, até ela, desesperada, ceder e responder o que soa música aos meus ouvidos: "puré de batata com frango".
Tenha misericórdia de mim e dos meus. Reponha as coisas como estavam.
Senão também tenho a alternativa de me queixar junto do Diap. E se o Sr. hacker for o mesmo que meteu a minha foto tipo passe num site porno, adverti-o que então ficarei, definitivamente, aborrecida.
Atempadamente grata pela atenção dispensada,
os meus melhores cumprimentos,
Susana "agora já fico acordada até à 1h manhã" Alexandre
Só assim se explica o facto de 53 Posts terem desaparecido misteriosamente, pelo que nunca mais poderei editá-los.
Lisboa, 22 de Setembro de 2005
Assunto: Crueldade inadmissível
Sr. hacker:
Com as lágrimas nos olhos lhe peço: deixe o meu bébé em paz, porque eu nunca fiz nada de útil na vida, e assim sinto-me mais contente porque chego a casa e vou colocar posts. A minha mãe agradece o facto de eu ter deixado de andar a cirandar pela cozinha sempre a perguntar-lhe "o que é o jantar", vezes e vezes sem conta, até ela, desesperada, ceder e responder o que soa música aos meus ouvidos: "puré de batata com frango".
Tenha misericórdia de mim e dos meus. Reponha as coisas como estavam.
Senão também tenho a alternativa de me queixar junto do Diap. E se o Sr. hacker for o mesmo que meteu a minha foto tipo passe num site porno, adverti-o que então ficarei, definitivamente, aborrecida.
Atempadamente grata pela atenção dispensada,
os meus melhores cumprimentos,
Susana "agora já fico acordada até à 1h manhã" Alexandre
domingo, setembro 18, 2005
sexta-feira, setembro 16, 2005
Jack
O meu namorado quer comprar um canguru, à venda num mini-zoo no Mucifal, pela módica quantia de 2500€.
Diz que leu na "Super Interessante" que é um animal inteligente, capaz de apreender conceitos e executar tarefas.
Anunciou-me, com um ar orgulhoso , que assim o animal (solícito) abriria as garrafas de cerveja, traria as pantufas à sala e até programaria a temperatura no ar-condicionado.
Tenho, definitivamente, que lhe suspender a assinatura.
Volta Penthouse, estás perdoada!
Diz que leu na "Super Interessante" que é um animal inteligente, capaz de apreender conceitos e executar tarefas.
Anunciou-me, com um ar orgulhoso , que assim o animal (solícito) abriria as garrafas de cerveja, traria as pantufas à sala e até programaria a temperatura no ar-condicionado.
Tenho, definitivamente, que lhe suspender a assinatura.
Volta Penthouse, estás perdoada!
O drogado
Conheço um adicto de droga, vulgo carocho, que experimentou um momento verdadeiramente transcendente ao tomar anestesia de cavalo.
Só conseguia mexer as órbitas já que todo o seu corpo estava paralizado.
Pausa.
Eu sei. Foi transcendente para ele..e também me transcende a mim.
Só conseguia mexer as órbitas já que todo o seu corpo estava paralizado.
Pausa.
Eu sei. Foi transcendente para ele..e também me transcende a mim.
Tele2 - Terror na Auto-estrada da comunicação
Hoje veio a conta da Tele2.
Como já mencionei num post anterior, o prosseguimento da minha vida terrena depende basicamente do valor computado na factura.
No dia 31 de Agosto, se o trauma não me tolda a memória, fui ameaçada veladamente pelo meu próprio progenitor. Veladamente porque ouvi um "Ai se a factura não é abaixo dos 30€ EU NEM SEI O QUE TE FAÇO". Portanto permanecemos ambos na ignorância. E eu não queria morrer ignorante.
Bem, mas veio a conta. Eu tirei a carta da caixa do correio. Sentei-me na sala. Acendi uma vela aromática para descomprimir, mas como me estava a faltar o ar acabei por não apreciar bem o momento.
Depois de 2 ou 3 idas à casa de banho (eu sei que é informação dispensável mas tudo o que meta rabos e cócós tem muita graça e eu gosto de vos agradar) abri, finalmente, o envelope.
Datas: 27 de Julho a 27 de Agosto.
Ainda não é a conta do mês fatídico. Tenho que esperar mais um mês angustiante para avaliar os estragos dos derradeiros dias de Agosto e os primeiros de Setembro.
Continuo a fazer planos. E a pedir as vossas preces.
Como já mencionei num post anterior, o prosseguimento da minha vida terrena depende basicamente do valor computado na factura.
No dia 31 de Agosto, se o trauma não me tolda a memória, fui ameaçada veladamente pelo meu próprio progenitor. Veladamente porque ouvi um "Ai se a factura não é abaixo dos 30€ EU NEM SEI O QUE TE FAÇO". Portanto permanecemos ambos na ignorância. E eu não queria morrer ignorante.
Bem, mas veio a conta. Eu tirei a carta da caixa do correio. Sentei-me na sala. Acendi uma vela aromática para descomprimir, mas como me estava a faltar o ar acabei por não apreciar bem o momento.
Depois de 2 ou 3 idas à casa de banho (eu sei que é informação dispensável mas tudo o que meta rabos e cócós tem muita graça e eu gosto de vos agradar) abri, finalmente, o envelope.
Datas: 27 de Julho a 27 de Agosto.
Ainda não é a conta do mês fatídico. Tenho que esperar mais um mês angustiante para avaliar os estragos dos derradeiros dias de Agosto e os primeiros de Setembro.
Continuo a fazer planos. E a pedir as vossas preces.
quarta-feira, setembro 14, 2005
Pink Panther
Há uns anos atrás fiquei 1 mês internada no D. Estefânea.
Como hospital infantil que era, todos os seus pisos estavam enfeitados com desenhos, bonecos, e as paredes reproduziam desenhos animados tipo Minnie, Mickey e parentes afins.
No meu quarto estava a Pantera Cor de Rosa. A lamber um gelado.
Ocupava uma parede inteira, por isso não era uma figura que passasse despercebida. Infelizmente, por não ter muito mais que fazer senão ficar deitada na cama, com um catater enfiado na bexiga, e uma fralda gigantesca, fiquei a olhar para esse boneco durante 30 dias, ao fim dos quais já tinha decorado os pêlos do rabo e os dedos das mãos (da Pantera, note-se).
Já nos últimos dias a irmã da minha avó foi-me visitar. Trouxe-me flores e começou a examinar o quarto, deitando olhares circundantes até se deparar com a Pantera.
- Ah-exaclama ela. - Que quarto tão bonito! Até tem ali um macaco a comer um iogurte!
Eu olhei para ela. Depois para a Pantera cor de rosa ( cor de rosíssima) e o sugestivo Gelado. Voltei a olhar para ela. A minha tia-avó continuava com o olhar mais enlevado do mundo, a contemplar o suposto símio.
Até hoje não percebo.
Como hospital infantil que era, todos os seus pisos estavam enfeitados com desenhos, bonecos, e as paredes reproduziam desenhos animados tipo Minnie, Mickey e parentes afins.
No meu quarto estava a Pantera Cor de Rosa. A lamber um gelado.
Ocupava uma parede inteira, por isso não era uma figura que passasse despercebida. Infelizmente, por não ter muito mais que fazer senão ficar deitada na cama, com um catater enfiado na bexiga, e uma fralda gigantesca, fiquei a olhar para esse boneco durante 30 dias, ao fim dos quais já tinha decorado os pêlos do rabo e os dedos das mãos (da Pantera, note-se).
Já nos últimos dias a irmã da minha avó foi-me visitar. Trouxe-me flores e começou a examinar o quarto, deitando olhares circundantes até se deparar com a Pantera.
- Ah-exaclama ela. - Que quarto tão bonito! Até tem ali um macaco a comer um iogurte!
Eu olhei para ela. Depois para a Pantera cor de rosa ( cor de rosíssima) e o sugestivo Gelado. Voltei a olhar para ela. A minha tia-avó continuava com o olhar mais enlevado do mundo, a contemplar o suposto símio.
Até hoje não percebo.
As peúgas
Num desses saudosos verões em que passei 15 dias a vegetar na terra da minha avó, em Mafra, tive um vislumbre do que é um casamento saudável.
A minha avó estava a coser umas peúgas do meu avô, que tinham um buraco magistral no dedo grande do pé.
O meu avô estava ao pé dela, a ver televisão.
De repente ele saiu do torpor macilento no qual estava há já quase meia-hora para, simplesmente, deitar um olho ao trabalho ingrato da minha avó e dizer:
- Olha lá, não vês que esse nó está mal feito?
Com um olhar a chispar faúlhas, ela retirou a agulha, dobrou as 2 peúgas inacabadas numa só, e, de uma assentada, atirou-lhe com elas no meio dos olhos sussurando:
- Nó mal feito dei eu há já quase 50 anos.
E foi-se embora, deixando o meu avô a rir-se que nem um perdido.
O casamento saudável, repleto de amor? Está nestas pequenas coisas..Num retirar estratégico da agulha..Hajam casamentos assim, fogosos, mas consentâneos no respeito devido.
E o que eu me ri, Meu Deus!
A minha avó estava a coser umas peúgas do meu avô, que tinham um buraco magistral no dedo grande do pé.
O meu avô estava ao pé dela, a ver televisão.
De repente ele saiu do torpor macilento no qual estava há já quase meia-hora para, simplesmente, deitar um olho ao trabalho ingrato da minha avó e dizer:
- Olha lá, não vês que esse nó está mal feito?
Com um olhar a chispar faúlhas, ela retirou a agulha, dobrou as 2 peúgas inacabadas numa só, e, de uma assentada, atirou-lhe com elas no meio dos olhos sussurando:
- Nó mal feito dei eu há já quase 50 anos.
E foi-se embora, deixando o meu avô a rir-se que nem um perdido.
O casamento saudável, repleto de amor? Está nestas pequenas coisas..Num retirar estratégico da agulha..Hajam casamentos assim, fogosos, mas consentâneos no respeito devido.
E o que eu me ri, Meu Deus!
sábado, setembro 10, 2005
Professora Margarida:
Um dia apanhei a chapadona da minha vida, aplicada vigorosamente pela minha professora primária.
Motivo: não conseguia atinar com as simetrias, e se tinha que fazer um quadradinho no lado esquerdo era certinho que o iria desenhar no lado direito.
Nunca fui muito boa com localizações espacio-temporais.
Isto para dizer, que aquela grande mula, bateu-me mais do que uma vez, por uma merdicha que já se revelou ser completamente despicienda na minha vida, porque eu não preciso das simetrias para nada! Tirei um curso de Letras! Sei tocar piano! Falo mais do que uma língua! Tenho coordenação motora! Sei conjugar os horários do comboio de Sete Rios com a Vimeca!
Para que é que eu quero simetrias? Até tenho uma perna maior que a outra!
SUA GRANDE BRUXA!
Motivo: não conseguia atinar com as simetrias, e se tinha que fazer um quadradinho no lado esquerdo era certinho que o iria desenhar no lado direito.
Nunca fui muito boa com localizações espacio-temporais.
Isto para dizer, que aquela grande mula, bateu-me mais do que uma vez, por uma merdicha que já se revelou ser completamente despicienda na minha vida, porque eu não preciso das simetrias para nada! Tirei um curso de Letras! Sei tocar piano! Falo mais do que uma língua! Tenho coordenação motora! Sei conjugar os horários do comboio de Sete Rios com a Vimeca!
Para que é que eu quero simetrias? Até tenho uma perna maior que a outra!
SUA GRANDE BRUXA!
O frango sub-aproveitado
A minha mãe sofre muito.
Tenho que contar esta história, porque me divirto imenso quando me lembro, e também por inúmeros pedidos para imortalizar o episódio.
Um dia eu, estava eu no pátio da minha casa a brincar com a Bianca, quando tive a brilhante ideia de pegar num balde de cimento com 15 Kgs.
Naturalmente, (senão nem teria piada), o balde caiu-me em cima dos pézinhos. Pés esses descalços e que ficaram portanto, plenamente expostos ao embate brutal que ocorreu.
Parti 4 dedos dos pés mas mesmo assim ainda me consegui arrastar para dentro de casa, fui buscar um franco congelado para pôr no pé (porque não havia gelo) e deitei-me na minha cama, à espera que aparecesse alguém e que tomasse conta da ocorrência.
Para meu grande azar, apareceu o meu irmão, que imediatamente se pôs ao lado dos meus ultra-inchados e completamente pretos dedos dos pés, e começou a ameaçar cruelmente que lhes iria tocar e até torcer.
Querendo simplesmente salvar a minha vida, arremessei-lhe com um livro de Direito Fiscal que tinha cabeceira o qual, felizmente, lhe acertou num olho, pelo que ele se afastou dos ditos e, a praguejar, foi para a cozinha, onde tirou umas favas congeladas da arca e veio sentar-se ao meu lado na cama. Desta vez não era para me judiar, mas sim para sofrer comigo, porque também tinha ficado com um olho inchado.
Quando a minha mãe chegou, ouviu vozes no meu quarto. Abriu a porta e deparou-se com um espectáculo degradante. Eu com um frango no pé, ele com as favas no olho.
Fitou-nos durante uns segundos, sem dizer nada. Depois elevou os olhos ao alto e foi a falar sozinha para a sala, amaldiçoando a hora que se tinha lembrado de casar com o meu pai.
Nesse dia comemos peixe.
Tenho que contar esta história, porque me divirto imenso quando me lembro, e também por inúmeros pedidos para imortalizar o episódio.
Um dia eu, estava eu no pátio da minha casa a brincar com a Bianca, quando tive a brilhante ideia de pegar num balde de cimento com 15 Kgs.
Naturalmente, (senão nem teria piada), o balde caiu-me em cima dos pézinhos. Pés esses descalços e que ficaram portanto, plenamente expostos ao embate brutal que ocorreu.
Parti 4 dedos dos pés mas mesmo assim ainda me consegui arrastar para dentro de casa, fui buscar um franco congelado para pôr no pé (porque não havia gelo) e deitei-me na minha cama, à espera que aparecesse alguém e que tomasse conta da ocorrência.
Para meu grande azar, apareceu o meu irmão, que imediatamente se pôs ao lado dos meus ultra-inchados e completamente pretos dedos dos pés, e começou a ameaçar cruelmente que lhes iria tocar e até torcer.
Querendo simplesmente salvar a minha vida, arremessei-lhe com um livro de Direito Fiscal que tinha cabeceira o qual, felizmente, lhe acertou num olho, pelo que ele se afastou dos ditos e, a praguejar, foi para a cozinha, onde tirou umas favas congeladas da arca e veio sentar-se ao meu lado na cama. Desta vez não era para me judiar, mas sim para sofrer comigo, porque também tinha ficado com um olho inchado.
Quando a minha mãe chegou, ouviu vozes no meu quarto. Abriu a porta e deparou-se com um espectáculo degradante. Eu com um frango no pé, ele com as favas no olho.
Fitou-nos durante uns segundos, sem dizer nada. Depois elevou os olhos ao alto e foi a falar sozinha para a sala, amaldiçoando a hora que se tinha lembrado de casar com o meu pai.
Nesse dia comemos peixe.
A cicatriz
Faço uma advertência aos pais inconscientes que, querendo brincar com os filhos induzem-nos em erro e fazem-nos passar vergonhas imerecidas.
O meu pai quando era pequeno levou um coice de um burro no meio dos olhos.
Ficou com uma pequena cicatriz, a qual, obviamente, me suscitou interesse quando tive idade para reparar nela. Ele, em vez de ser franco e dizer-me a verdade, preferiu dizer-me que era um ferimento da tropa e que tinha levado com um míssil na cabeça.
Eu na altura não o questionei sobre o que seria tal coisa, e em má hora o fiz, porque um dia, em pleno jantar com a família do meu pai, pessoas com as quais sempre me mostrei muito reservada, vi a minha oportunidade de ouro para falar e, consequentemente, brilhar:
cunhada do meu pai - olha lá, como é que arranjaste essa cicatriz aí na testa?
estúpida da Susana, antecipando-se ao pai, com os olhos a brilhar sôfregamente, regojizando-se por ser a 1ª a explicar: - isso foi um míssil que lhe acertou!
Os talheres que tilintavam na mesa deixaram-se de ouvir. Os presentes, com a cara enterrada na sopa ergueram os olhos, fitando-me com um misto de admiração/incredulidade.
cunhada do meu pai: - ó Domingos, a tua filha fala pouco, mas quando fala, diz das boas!
E riram-se todos muito, eu agarrei nos 2 coelhinhos da minha avó e fui chorar para a capoeira da criação.
Pais: Não tentem isto em casa.
O meu pai quando era pequeno levou um coice de um burro no meio dos olhos.
Ficou com uma pequena cicatriz, a qual, obviamente, me suscitou interesse quando tive idade para reparar nela. Ele, em vez de ser franco e dizer-me a verdade, preferiu dizer-me que era um ferimento da tropa e que tinha levado com um míssil na cabeça.
Eu na altura não o questionei sobre o que seria tal coisa, e em má hora o fiz, porque um dia, em pleno jantar com a família do meu pai, pessoas com as quais sempre me mostrei muito reservada, vi a minha oportunidade de ouro para falar e, consequentemente, brilhar:
cunhada do meu pai - olha lá, como é que arranjaste essa cicatriz aí na testa?
estúpida da Susana, antecipando-se ao pai, com os olhos a brilhar sôfregamente, regojizando-se por ser a 1ª a explicar: - isso foi um míssil que lhe acertou!
Os talheres que tilintavam na mesa deixaram-se de ouvir. Os presentes, com a cara enterrada na sopa ergueram os olhos, fitando-me com um misto de admiração/incredulidade.
cunhada do meu pai: - ó Domingos, a tua filha fala pouco, mas quando fala, diz das boas!
E riram-se todos muito, eu agarrei nos 2 coelhinhos da minha avó e fui chorar para a capoeira da criação.
Pais: Não tentem isto em casa.
Acto de Contrição
Há pouco ouvi um clássico: "E se de repente alguém te oferecer flores"?
Lembrei-me da minha 1ª ( e única) ida ao Júlio (de Matos).
Tinha uns 4 anos, fui lá visitar não sei quem (MEU DEUS!! agora é que me apercebi, será que era alguém da minha família??), e um senhor,gentil, mas completamente louco, sem dentes e vestido com um sobretudo até aos pés em pleno Verão, oferece-me um malmequer.
Eu não tive tempo de agradecer, porque pus-me imediatamente em fuga a correr apavoradamente para o Mini do meu pai, com os braços no ar e a gritar com voz grossa, qual Kenny no "Home Alone".
Devo confessar que com 4 anos ainda não tinha uma sensibilidade muito apurada.
Desculpe Sr. Maluco.
Lembrei-me da minha 1ª ( e única) ida ao Júlio (de Matos).
Tinha uns 4 anos, fui lá visitar não sei quem (MEU DEUS!! agora é que me apercebi, será que era alguém da minha família??), e um senhor,gentil, mas completamente louco, sem dentes e vestido com um sobretudo até aos pés em pleno Verão, oferece-me um malmequer.
Eu não tive tempo de agradecer, porque pus-me imediatamente em fuga a correr apavoradamente para o Mini do meu pai, com os braços no ar e a gritar com voz grossa, qual Kenny no "Home Alone".
Devo confessar que com 4 anos ainda não tinha uma sensibilidade muito apurada.
Desculpe Sr. Maluco.
QUEM É AMIGA QUEM É? - VÍDEOS
Vá, para se divertirem para o caso (improvável) das minhas sapientes palavras não vos alumiarem a alma:
- Pneu Obediente
http://www.myfilehut.com/userfiles/fogo/aindamelhor.com-pneu.wmv
- Elefantes nunca esquecem
http://www.thefilebucket.com/userfiles/fogo10/memoria.mpeg
- A sério, até a mim me doeu
http://www.putfile.com/media.php?n=news%20lady
- Miúdo Abusado
http://www.thefilebucket.com/userfiles/fogo10/moleque.avi
- Isso faz-se?
http://www.myfilehut.com/userfiles/fogo/aindamelhor.com-massagista.mpeg
- este reprovou no teste de "Macho"
http://www.myfilehut.com/userfiles/fogo/aindamelhor.com-choque.mpeg
- vejam só se quiserem
http://www.thefilebucket.com/userfiles/fogo10/macaco.mpeg
- Pneu Obediente
http://www.myfilehut.com/userfiles/fogo/aindamelhor.com-pneu.wmv
- Elefantes nunca esquecem
http://www.thefilebucket.com/userfiles/fogo10/memoria.mpeg
- A sério, até a mim me doeu
http://www.putfile.com/media.php?n=news%20lady
- Miúdo Abusado
http://www.thefilebucket.com/userfiles/fogo10/moleque.avi
- Isso faz-se?
http://www.myfilehut.com/userfiles/fogo/aindamelhor.com-massagista.mpeg
- este reprovou no teste de "Macho"
http://www.myfilehut.com/userfiles/fogo/aindamelhor.com-choque.mpeg
- vejam só se quiserem
http://www.thefilebucket.com/userfiles/fogo10/macaco.mpeg
Dica: cirurgia/elevador
Como sou sou sempre atenta e solidária, aqui fica uma dica para vós, vigorosos e saudáveis blogo-leitores, caso algum dia se submetam a uma intervenção cirúrgica:
NUNCA ACORDEM DA REALIDADE ANESTÉSICA NUM ELEVADOR!
Sumariamente: ( e falo por experiência própria, como certamente já terão adivinhado )
Quando acordam, não fazem mesmo puto de ideia de onde estão.
E se há pessoa mais lúcida quando acorda, sou, acreditem, eu.
Já estive em pleno Toronto, num descampado, a choverem-me rãs em cima, e a dormir em cima de um saco do lixo preto, do LIDL (grande supermercado, tem umas novas Trishas caseiras), a 9.0000 km da minha caminha e mesmo assim, quando um sapo mais inconsciente me pisou testa, acordei, localizei-me IMEDIATAMENTE no tempo e no espaço e ainda tive o discernimento de dar uma sova bem aplicada no animal e atormentá-lo em inglês ("Run for your life, you stupid frog!)
Adiante. Se acordarem no elevador têm elevadíssimas probabilidades de estarem deitados na maca, a olhar directamente para a lâmpada deste meio locomotivo ( que, elucide-se, costuma ser grandinha e emite uma luz intensa e encadeante) e, consequentemente, acharem que infelizmente MORRERAM e que estão a olhar directamente para a LUZ AO FUNDO DO TÚNEL!
Acreditem, não é uma experiência bonita de se viver, especialmente se só estiverem vestidos com um bata com uma grande racha até ao rabo, sem cuecas nem fraldas, sendo que a maca suja é tão ou mais deprimente que o estado pós-operatório.
Quem vos avisa...
NUNCA ACORDEM DA REALIDADE ANESTÉSICA NUM ELEVADOR!
Sumariamente: ( e falo por experiência própria, como certamente já terão adivinhado )
Quando acordam, não fazem mesmo puto de ideia de onde estão.
E se há pessoa mais lúcida quando acorda, sou, acreditem, eu.
Já estive em pleno Toronto, num descampado, a choverem-me rãs em cima, e a dormir em cima de um saco do lixo preto, do LIDL (grande supermercado, tem umas novas Trishas caseiras), a 9.0000 km da minha caminha e mesmo assim, quando um sapo mais inconsciente me pisou testa, acordei, localizei-me IMEDIATAMENTE no tempo e no espaço e ainda tive o discernimento de dar uma sova bem aplicada no animal e atormentá-lo em inglês ("Run for your life, you stupid frog!)
Adiante. Se acordarem no elevador têm elevadíssimas probabilidades de estarem deitados na maca, a olhar directamente para a lâmpada deste meio locomotivo ( que, elucide-se, costuma ser grandinha e emite uma luz intensa e encadeante) e, consequentemente, acharem que infelizmente MORRERAM e que estão a olhar directamente para a LUZ AO FUNDO DO TÚNEL!
Acreditem, não é uma experiência bonita de se viver, especialmente se só estiverem vestidos com um bata com uma grande racha até ao rabo, sem cuecas nem fraldas, sendo que a maca suja é tão ou mais deprimente que o estado pós-operatório.
Quem vos avisa...
quarta-feira, setembro 07, 2005
Polícia Judiciária, essa grande corporação
Hoje tive de escala na Polícia Judiciária.
Eu gosto muito de estar escalada neste sítio porque:
- são só homens amistosos
- desejosos de agradarem às estagiárias
- recebo à volta de 100 €
- regra geral fico sentada a ver televisão e a ler o jornal
- e faço 3 ou 4 interrogatórios divertidos
Hoje fiz um em que..por favor, acompanhem:
Antes de entrar para a sala do interrogatório, a mãe do miúdo, que o havia acompanhado, agarra-se às minhas mangas e chora, chora, lavada em ranho amarelado:
"Nós não sabemos pq é que ele está aqui! Só se foi por causa de uma mota, dizem que a mota dele andou em asssaltos, mas ele já me disse "ó mãe não fui eu", e eu acredito, olhe é que não mente, só fuma chamôn, e só foi a tribunal por ter sido apanhado sem carta, ai ele é tão bonzinho, nunca me bateu!"
Lá fui eu, extremamente comovida porque o miúdo nunca havia levantado a mão contra a progenitora..
O miúdo tinha 18 anos. Não sabia ler, mas tinha ido até ao 5º ano. (1º mistério indecifrável)
Chamava-se Alberto mas só respondia pelo nome de "Olhinhos". ( Pelo nº de crimes de furto que cometeu mais deveria ser " Beto Mãozinhas").
O Sr Agente perguntou:
"Conheces o Luís Silva?"
"Não"
"Não conheces? Mas estavas lá em baixo na rua a falar com ele!"
"Não conheço nenhum Luís"
Estiveram nisto 5 minutos. Até que o miúdo arrota:
"Não estive a falar com nenhum Luís". Estava a falar era com o "Pintassilgo". Ahhh, como é que nós não adivinhamos? (2º mistério)
Afinal de contas, não tinha nada a ver com motas, mas sim com furtos numa arrecadação na Buraca. Eu fiquei sem palavras. Juro que fiquei literalmente boquiaberta com o rol de material apreendido:
- dossiês de várias cores
- cadeira de praia
- teclado (estragado)
-estojo com lápis de cor
- tuperawares
Não sei quem foi mais idiota. Os palermas que furtaram isto, ou o dono unhas-de-fome que se deu ao trabalho de apresentar queixa.
Ao fim de 15 minutos o "Mãozinhas" foi para casa. Provavelmente na mota roubada.
Eu apanhei o comboio em Entrecampos.
Pobre, mas honrada.
Eu gosto muito de estar escalada neste sítio porque:
- são só homens amistosos
- desejosos de agradarem às estagiárias
- recebo à volta de 100 €
- regra geral fico sentada a ver televisão e a ler o jornal
- e faço 3 ou 4 interrogatórios divertidos
Hoje fiz um em que..por favor, acompanhem:
Antes de entrar para a sala do interrogatório, a mãe do miúdo, que o havia acompanhado, agarra-se às minhas mangas e chora, chora, lavada em ranho amarelado:
"Nós não sabemos pq é que ele está aqui! Só se foi por causa de uma mota, dizem que a mota dele andou em asssaltos, mas ele já me disse "ó mãe não fui eu", e eu acredito, olhe é que não mente, só fuma chamôn, e só foi a tribunal por ter sido apanhado sem carta, ai ele é tão bonzinho, nunca me bateu!"
Lá fui eu, extremamente comovida porque o miúdo nunca havia levantado a mão contra a progenitora..
O miúdo tinha 18 anos. Não sabia ler, mas tinha ido até ao 5º ano. (1º mistério indecifrável)
Chamava-se Alberto mas só respondia pelo nome de "Olhinhos". ( Pelo nº de crimes de furto que cometeu mais deveria ser " Beto Mãozinhas").
O Sr Agente perguntou:
"Conheces o Luís Silva?"
"Não"
"Não conheces? Mas estavas lá em baixo na rua a falar com ele!"
"Não conheço nenhum Luís"
Estiveram nisto 5 minutos. Até que o miúdo arrota:
"Não estive a falar com nenhum Luís". Estava a falar era com o "Pintassilgo". Ahhh, como é que nós não adivinhamos? (2º mistério)
Afinal de contas, não tinha nada a ver com motas, mas sim com furtos numa arrecadação na Buraca. Eu fiquei sem palavras. Juro que fiquei literalmente boquiaberta com o rol de material apreendido:
- dossiês de várias cores
- cadeira de praia
- teclado (estragado)
-estojo com lápis de cor
- tuperawares
Não sei quem foi mais idiota. Os palermas que furtaram isto, ou o dono unhas-de-fome que se deu ao trabalho de apresentar queixa.
Ao fim de 15 minutos o "Mãozinhas" foi para casa. Provavelmente na mota roubada.
Eu apanhei o comboio em Entrecampos.
Pobre, mas honrada.
terça-feira, setembro 06, 2005
Dude, where is my car?
Hoje, pela 1ª vez desde o meu encarte, despistei-me.
Não foi uma grandiosidade, mas ainda fiz um peãozito a uma velocidade média de 2 Km.
Estava a subir o TagusPark. O chão molhado pelas 1ªas chuvas. Algum trânsito.
De repente o carro pura e simplemente não trava.
Pânico? Não, sedutoramente puxei o travão de mão e enquanto rodopiava fiquei a pensar quantos espectadores estariam a assistir à cena.
Infelizmente eram poucos. Digo infelizmente porque foi uma cena tão bonita, um peão tão perfeitinho, de uma suavidade tão acariciante, e de uma destreza tão flagrante, que fiquei verdadeiramente triste por só ter meia dúzia de gatos pingados convertidos em espectadores .
Além disso dois deles correspondiam ao condutor do carro da frente e do detrás, que obviamente não contam por estarem aterrorizados, expectantes da direcção que o meu carro tresloucado tomaria (a 2 km à hora, relembro). Por isso não conseguiram discernir convenientemente a minha perfomance imaculada.
Enfim, foi um momento bonito que se perdeu no bulício da cidade.
Não foi uma grandiosidade, mas ainda fiz um peãozito a uma velocidade média de 2 Km.
Estava a subir o TagusPark. O chão molhado pelas 1ªas chuvas. Algum trânsito.
De repente o carro pura e simplemente não trava.
Pânico? Não, sedutoramente puxei o travão de mão e enquanto rodopiava fiquei a pensar quantos espectadores estariam a assistir à cena.
Infelizmente eram poucos. Digo infelizmente porque foi uma cena tão bonita, um peão tão perfeitinho, de uma suavidade tão acariciante, e de uma destreza tão flagrante, que fiquei verdadeiramente triste por só ter meia dúzia de gatos pingados convertidos em espectadores .
Além disso dois deles correspondiam ao condutor do carro da frente e do detrás, que obviamente não contam por estarem aterrorizados, expectantes da direcção que o meu carro tresloucado tomaria (a 2 km à hora, relembro). Por isso não conseguiram discernir convenientemente a minha perfomance imaculada.
Enfim, foi um momento bonito que se perdeu no bulício da cidade.
domingo, setembro 04, 2005
Obrigada Sr. Agente
Perguntar-me-ão vocês:
- Mas ser advogada estagiária tem, efectivamente, alguma coisa de bom?
Respondo eu: sim, já descobri que sim. Ou então é por ser rapariga.
Aqui há uns dias fui a uma festa. O pessoal bebeu uns copos, menos eu, evidentemente, pois considero o cheiro e sabor alcóolicos profundamento nauseabundos.
Conclusão, tive que ser eu a conduzir a Chrysler.
Ohhhh que pena, dirão vocês. Sim, efectivamente é pena, pois às 3h30 da manhã fui mandada parar na minha 1ª operação Stop.
Claro que na minha 1ª paragem oficial eu não tinha QUAISQUER documentos, quanto mais carta de condução. O sr. agente fez um ar muito pesaroso e obrigou-me a ir com ele soprar no balão.
Estava tudo bem, evidentemente, à parte do pormenor de eu não conseguir provar a minha existência e consequente encarte.
Mas isso foi problema que prontamente se resolveu, quando eu, a espumar, mas sempre bem educada e com o gloss nos lábios, toquei no assunto do montante da coima e iniciei o meu praguejar habitual contra o Estado.
Fiz então (com grande capacidade teatral, auto-elogio-me já!) o choradinho de advogada-estagiária-que- recebe-nomeações-oficiosas- de- tudo- quanto- é-gajo- bêbedo-e-reincidente-em-crimes-estradais
e, em tom de confidência, com grande familiariedade:
"sim, sr. agente, porque vocês apanham esses deliquentes, e os estagiários é que têm que defender esses mentecaptos assassinos em tribunal, que quase sempre saiem em liberdade, e somos nós pagos pelos Cofres da Justiça? Não!!! E se o somos é tarde e a más horas!!! Este país é uma vergonha!! A culpa é do cavaquismo, e o Sá Carneiro também teve a sua dose! Ai, mas se eu mandasse nisto, outro galo cantaria!"
Resultou. Fui-me embora com o consolo de uma simples advertência, e um sorriso derretido a desejar-me um resto de boa viagem.
Foi por ser advogada estagiária? Foi ser gaja? Foi por me ter alongado demasiado nos meus desabafos?
Prefiro pensar que foi por causa da 1ª razão. Foi a única que até hoje não me deu nenhuma alegria.
- Mas ser advogada estagiária tem, efectivamente, alguma coisa de bom?
Respondo eu: sim, já descobri que sim. Ou então é por ser rapariga.
Aqui há uns dias fui a uma festa. O pessoal bebeu uns copos, menos eu, evidentemente, pois considero o cheiro e sabor alcóolicos profundamento nauseabundos.
Conclusão, tive que ser eu a conduzir a Chrysler.
Ohhhh que pena, dirão vocês. Sim, efectivamente é pena, pois às 3h30 da manhã fui mandada parar na minha 1ª operação Stop.
Claro que na minha 1ª paragem oficial eu não tinha QUAISQUER documentos, quanto mais carta de condução. O sr. agente fez um ar muito pesaroso e obrigou-me a ir com ele soprar no balão.
Estava tudo bem, evidentemente, à parte do pormenor de eu não conseguir provar a minha existência e consequente encarte.
Mas isso foi problema que prontamente se resolveu, quando eu, a espumar, mas sempre bem educada e com o gloss nos lábios, toquei no assunto do montante da coima e iniciei o meu praguejar habitual contra o Estado.
Fiz então (com grande capacidade teatral, auto-elogio-me já!) o choradinho de advogada-estagiária-que- recebe-nomeações-oficiosas- de- tudo- quanto- é-gajo- bêbedo-e-reincidente-em-crimes-estradais
e, em tom de confidência, com grande familiariedade:
"sim, sr. agente, porque vocês apanham esses deliquentes, e os estagiários é que têm que defender esses mentecaptos assassinos em tribunal, que quase sempre saiem em liberdade, e somos nós pagos pelos Cofres da Justiça? Não!!! E se o somos é tarde e a más horas!!! Este país é uma vergonha!! A culpa é do cavaquismo, e o Sá Carneiro também teve a sua dose! Ai, mas se eu mandasse nisto, outro galo cantaria!"
Resultou. Fui-me embora com o consolo de uma simples advertência, e um sorriso derretido a desejar-me um resto de boa viagem.
Foi por ser advogada estagiária? Foi ser gaja? Foi por me ter alongado demasiado nos meus desabafos?
Prefiro pensar que foi por causa da 1ª razão. Foi a única que até hoje não me deu nenhuma alegria.
sábado, setembro 03, 2005
Os Filhos da Droga
Tenho que fazer a remissão dos pecados e confessar que às vezes tenho laivos de verdadeira idiotice.
Quando estive na Alemanha, fiquei super excitada por estar no país natal de Christiane F., heroína desse grande livro "Os Filhos da Droga", baseado, como se sabe, numa história verídica.
Tentei encetar conversa e perguntar a todos os nacionais alemães se conheciam esse livro, para podermos conversar um pouco sobre ele. Então ia tentando:
- Do you know "Drug´s Sons"?
- No.
- And "The sons of the Drugs"?
- No
- Perhaps "Childrens of the Drugs"?
- No
- And "Drug´s Childrens"?
- No
Ao fim de 10 dias desisti. Os débeis mentais dos alemães não tinham hábitos de leitura. E não atentavam nos seus próprios best sellers!
Quando cheguei a casa fui buscar com todo o carinho esse livro épico. Na capa: "Os Filhos da Droga".
Na contracapa, o título original:
"Wir Kinder Von Bahnhof Zoo"
Quando estive na Alemanha, fiquei super excitada por estar no país natal de Christiane F., heroína desse grande livro "Os Filhos da Droga", baseado, como se sabe, numa história verídica.
Tentei encetar conversa e perguntar a todos os nacionais alemães se conheciam esse livro, para podermos conversar um pouco sobre ele. Então ia tentando:
- Do you know "Drug´s Sons"?
- No.
- And "The sons of the Drugs"?
- No
- Perhaps "Childrens of the Drugs"?
- No
- And "Drug´s Childrens"?
- No
Ao fim de 10 dias desisti. Os débeis mentais dos alemães não tinham hábitos de leitura. E não atentavam nos seus próprios best sellers!
Quando cheguei a casa fui buscar com todo o carinho esse livro épico. Na capa: "Os Filhos da Droga".
Na contracapa, o título original:
"Wir Kinder Von Bahnhof Zoo"
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o meu 1º de Janeiro de 2006







