Não sei se repararam na consideração que está aí em cima, do Zezinho e do Manuel o Português, dessa mítica telenovela "O meu Pé de Laranja Lima".
Toda a gente diz que eu acho que os homens são, na sua grande maioria, homossexuais.
É mentira.
Aqui há uns tempos conversei, por mero acaso, com o realizador dessa telenovela, o Senhor Álvaro Reis. Como boa Tuga que sou, não me coibi:
"Senhor Álvaro: o Manuel era ou não homossexual, e por conseguinte pedófilo porque andava sempre atrás do Zezinho, e a própria irmã Glória sabia não era?"
O Senhor Álavaro ficou calado. Eu sei que o silêncio não tem valor jurídico, mas, Meu Deus, li no silêncio daquele homem uma grande admiração por eu ser tão esperta e ter descoberto aquilo tudo.
Claro que negou, mas era tarde de mais.
Isto para dizer que eu não acho que todos os homens são boiolas. Mas esta personagem era, em concreto, um grande rabiló e nunca vi a Alta Autoridade para a Comunicação Social debruçar-se sobre o assunto.
Agora é tarde de mais. Eu e os meus amigos de infância já ficámos traumatizados com aqueles convites libidinosos que se ouviam diariamente para "andar no carro do Português". Quem não se lembrar da novela vai achar isto estúpido. Mas quem se recordar..vai ter medo, muito medo...
Será que só sou eu que vejo laivos de pedofilia na relação do Manuel O Português e o Zezinho de "O meu Pé de Laranja Lima"? 9 (NOVE) anos depois do início deste blogue muita gente alvitrou sobre tudo menos isto. Portanto tenho concluir que sim, sou só eu.
quarta-feira, agosto 31, 2005
segunda-feira, agosto 29, 2005
Boicotem a TELE2
A conta do telefone veio a semana passada e a Tele2 informou-nos simpaticamente que a conta foi de 90 €.
O meu pai nem nos bateu, o que na altura soou a estranho. Mas perceberíamos porquê, mais tarde.
Numa reunião solene de família, foi-nos dito que o telefone fixo fora cortado.
Assistiu-se a um silêncio compungido durante 1 hora, tempo o qual serviu para nos apercebermos verdadeiramente da monstruosidade daquela acção.
Acho que nem dormi nessa noite.
No dia seguinte, fazendo luto pelo telefone, e querendo dar-lhe um último beijo, reparei que afinal o telefone fora só desligado da ficha.
Rindo-me, telefonei a todos os meus contactos sofregamente, tentando-me compensar daquelas 12 horas em que estivera ausente do mundo real.
Nessa noite quando chega, o meu pai informa que afinal não cortara o telefone, mas sim o tirara simplesmente da ficha, mas se no fim do mês viesse alguma chamada, o responsável seria açoitado sem dó nem piedade.
Com o sorriso mais amarelo do mundo fui-me deitar, chorando baixinho pelo enorme estupidez que cometera.
Se no final de Setembro o blogue parar misteriosamente, rezem 2 ou 3 missinhas em meu sufrágio.
Obrigada queridos amigos
O meu pai nem nos bateu, o que na altura soou a estranho. Mas perceberíamos porquê, mais tarde.
Numa reunião solene de família, foi-nos dito que o telefone fixo fora cortado.
Assistiu-se a um silêncio compungido durante 1 hora, tempo o qual serviu para nos apercebermos verdadeiramente da monstruosidade daquela acção.
Acho que nem dormi nessa noite.
No dia seguinte, fazendo luto pelo telefone, e querendo dar-lhe um último beijo, reparei que afinal o telefone fora só desligado da ficha.
Rindo-me, telefonei a todos os meus contactos sofregamente, tentando-me compensar daquelas 12 horas em que estivera ausente do mundo real.
Nessa noite quando chega, o meu pai informa que afinal não cortara o telefone, mas sim o tirara simplesmente da ficha, mas se no fim do mês viesse alguma chamada, o responsável seria açoitado sem dó nem piedade.
Com o sorriso mais amarelo do mundo fui-me deitar, chorando baixinho pelo enorme estupidez que cometera.
Se no final de Setembro o blogue parar misteriosamente, rezem 2 ou 3 missinhas em meu sufrágio.
Obrigada queridos amigos
Aniversário
Pessoal, relembro-vos que fiz anos no dia 23, e para quem ainda não me ofertou algo, informo que sou alérgica a pechibeque e gosto particularmente de ouro branco.
O meu número de sapatos é o 37 e o de calças é..bem não interessa, lembrem-se só que os tops da Zara me fazem parecer que estou em fase de aleitamento e não gosto de Nicholas Spark.
O meu número de sapatos é o 37 e o de calças é..bem não interessa, lembrem-se só que os tops da Zara me fazem parecer que estou em fase de aleitamento e não gosto de Nicholas Spark.
Desculpem, mas não resisto a colocar uma anedota completamente parva
Certo dia um rapaz vai a uma praia deserta e encontra uma rapariga sem braços nem pernas toda nua que chora desalmadamente.
- Que é que tens?- perguntou o rapaz.
- Sou uma rapariga sem braços nem pernas e nunca ninguém me beijou!
O rapaz lá lhe fez a vontade e deu-lhe um beijo. Já o rapaz se ia embora e a rapariga chora de novo.
- Que é que tens agora ?- Sou uma rapariga sem braços nem perna e nunca ninguém me f****.
O rapaz pega nela, atira-a ao mar :"Toma que já estás f*dida!!
- Que é que tens?- perguntou o rapaz.
- Sou uma rapariga sem braços nem pernas e nunca ninguém me beijou!
O rapaz lá lhe fez a vontade e deu-lhe um beijo. Já o rapaz se ia embora e a rapariga chora de novo.
- Que é que tens agora ?- Sou uma rapariga sem braços nem perna e nunca ninguém me f****.
O rapaz pega nela, atira-a ao mar :"Toma que já estás f*dida!!
Os benefícios das sãs convivências
Ontem as minhas vizinhas (de 15 e 12 anos) passaram a tarde aqui em casa.
Brincámos aos cozinheiros (obriguei-as a fazer sanduíches de salsichas com Ketchup e salada)
Brincámos às senhoras ricas/criadas pobres (em que as obriguei a passarem 10 peças de roupa a ferro que a minha mãe me tinha pedido)
Brincámos aos salões de estética (em que as obriguei a fazerem-me a depilação - com cera, e com pinça, e a pintarem-me as unhas das mãos e dos pés)
Brincámos à fisioterapia (em que as obriguei a massajarem-me o corpo todo com cremes da Nívea)
Brincámos às executivas/trabalhadores externos (em que as obriguei a irem ao videoclube entregarem-me as 2 Novidades que eu tinha alugado)
Um grande Bem-Haja às minhas vizinhas. E às minhas brincadeiras porque o certo é que elas saiem daqui estafadas mas divertidíssimas, sempre a implorarem-me que peça à mãe delas para as deixar vir a minha casa novamente.
Mas só virão daqui a 15 dias. A depilação com cera ainda aguenta bastante tempo.
Brincámos aos cozinheiros (obriguei-as a fazer sanduíches de salsichas com Ketchup e salada)
Brincámos às senhoras ricas/criadas pobres (em que as obriguei a passarem 10 peças de roupa a ferro que a minha mãe me tinha pedido)
Brincámos aos salões de estética (em que as obriguei a fazerem-me a depilação - com cera, e com pinça, e a pintarem-me as unhas das mãos e dos pés)
Brincámos à fisioterapia (em que as obriguei a massajarem-me o corpo todo com cremes da Nívea)
Brincámos às executivas/trabalhadores externos (em que as obriguei a irem ao videoclube entregarem-me as 2 Novidades que eu tinha alugado)
Um grande Bem-Haja às minhas vizinhas. E às minhas brincadeiras porque o certo é que elas saiem daqui estafadas mas divertidíssimas, sempre a implorarem-me que peça à mãe delas para as deixar vir a minha casa novamente.
Mas só virão daqui a 15 dias. A depilação com cera ainda aguenta bastante tempo.
Pénis Grandinho
Bem, tentarei ser breve, mas compreendam por favor que o que se passa traumatizaria qualquer pessoa que jogue com o baralho todo, quanto mais eu...
Eu, uns amigos e o namorado estávamos numa praia.
Umas amigas foram dar um passeio à beira-mar. Eu fiquei a enfardar-me de croquetes e a ler a Nova Gente.
Eis senão quando, aparecem elas aos gritinhos, muito vermelhas e a arfar, a gritarem que estava um homem todo nu com um PÉNIS GIGANTESCO no fim da praia.
- "Gigantesco como"? - perguntei eu, fazendo-me de porta voz já que os rapazes fizeram-se de desentendidos, porque tudo o que tenha a ver com tamanhos os intimida.
- "Gigantesco, tipo a PILA DE UM BURRO!!!" - responderam, quase em uníssono.
Claro que tive que ir investigar. Levei as outras 2 que também não tinham visto o prodígio e fomos aos saltinhos até ao fim da praia, contendo-nos para não disparar em completa maratona.
Tentei visualizar uma pila de burro, mas confesso que só me assomavam ao pensamento outras imagens, nomeadamente a Ciciollina com uma galinha e o Taveira numa poltrona.
De repente, vimo-lo.
Automaticamente me lembrei do "Jerico", um burro que havia lá na terra. Observámos tudo com uma imensa atenção, e quando nos preparávamos para regressar, porque estavámos com princípios de apoplexia e eu precisava de beber água, ele dirige-se a mim e diz, num ligeiro sotaque:
"Susana?"
Se eu tivesse testículos, eles certamente teriam descaído até bem perto do chão. Fiquei pregada à areia e ele a perguntar-me, num inglês bastante perceptível, se eu me lembrava dele.
E eu, consciente que deveria responder qualquer coisa, nomeadamente um "sim, a tua cara não me é estranha", só rezava a todos os santinhos para que me impedissem de olhar para o pénis de burro que estava ali exposto, mesmo à minha frente.
De repente, fez-se luz na minha cabeça. Ele era holanês, amigo de uma amiga minha, que eu tinha conhecido em Amsterdão.
Entretanto as minhas amigas tinham fugido velozmente e deixado-me sozinha.
Continuei a fazer conversa de circunstância, como se nada se tivesse passado.
E acreditem, foi difícil, porque à pila dele faltava meio palmo para atingir OS JOELHOS!!
Uma coisa avassaladora. Claro que me desmarquei dele o mais rapidamente dele, sempre mandando abraços e beijos para as irmãs com o ar mais natural deste mundo. Como se ele não tivesse 35 cm de instrumento ( e 12 de diâmetro)..
Quando cheguei à toalha o namorado estava de trombas. Já sabia da minha connection: "Vai lá ter com o teu amigo da picha de meio metro!"
Deu risada para a tarde inteira!
Homens..ou são nudistas/exibicionistas Freaks, ou são namorados ciumentos das coisas mais estúpidas do mundo.
Juro que passei os 3 minutos mais agonizantes da minha vida, a tentar sorrir e olhar para a face de um ser humano, enquanto uma pila arraçada de equídeo se balançava à minha frente.
Não descaí o olhar sequer um nano-segundo. Não é para todos hã ?;)
Eu, uns amigos e o namorado estávamos numa praia.
Umas amigas foram dar um passeio à beira-mar. Eu fiquei a enfardar-me de croquetes e a ler a Nova Gente.
Eis senão quando, aparecem elas aos gritinhos, muito vermelhas e a arfar, a gritarem que estava um homem todo nu com um PÉNIS GIGANTESCO no fim da praia.
- "Gigantesco como"? - perguntei eu, fazendo-me de porta voz já que os rapazes fizeram-se de desentendidos, porque tudo o que tenha a ver com tamanhos os intimida.
- "Gigantesco, tipo a PILA DE UM BURRO!!!" - responderam, quase em uníssono.
Claro que tive que ir investigar. Levei as outras 2 que também não tinham visto o prodígio e fomos aos saltinhos até ao fim da praia, contendo-nos para não disparar em completa maratona.
Tentei visualizar uma pila de burro, mas confesso que só me assomavam ao pensamento outras imagens, nomeadamente a Ciciollina com uma galinha e o Taveira numa poltrona.
De repente, vimo-lo.
Automaticamente me lembrei do "Jerico", um burro que havia lá na terra. Observámos tudo com uma imensa atenção, e quando nos preparávamos para regressar, porque estavámos com princípios de apoplexia e eu precisava de beber água, ele dirige-se a mim e diz, num ligeiro sotaque:
"Susana?"
Se eu tivesse testículos, eles certamente teriam descaído até bem perto do chão. Fiquei pregada à areia e ele a perguntar-me, num inglês bastante perceptível, se eu me lembrava dele.
E eu, consciente que deveria responder qualquer coisa, nomeadamente um "sim, a tua cara não me é estranha", só rezava a todos os santinhos para que me impedissem de olhar para o pénis de burro que estava ali exposto, mesmo à minha frente.
De repente, fez-se luz na minha cabeça. Ele era holanês, amigo de uma amiga minha, que eu tinha conhecido em Amsterdão.
Entretanto as minhas amigas tinham fugido velozmente e deixado-me sozinha.
Continuei a fazer conversa de circunstância, como se nada se tivesse passado.
E acreditem, foi difícil, porque à pila dele faltava meio palmo para atingir OS JOELHOS!!
Uma coisa avassaladora. Claro que me desmarquei dele o mais rapidamente dele, sempre mandando abraços e beijos para as irmãs com o ar mais natural deste mundo. Como se ele não tivesse 35 cm de instrumento ( e 12 de diâmetro)..
Quando cheguei à toalha o namorado estava de trombas. Já sabia da minha connection: "Vai lá ter com o teu amigo da picha de meio metro!"
Deu risada para a tarde inteira!
Homens..ou são nudistas/exibicionistas Freaks, ou são namorados ciumentos das coisas mais estúpidas do mundo.
Juro que passei os 3 minutos mais agonizantes da minha vida, a tentar sorrir e olhar para a face de um ser humano, enquanto uma pila arraçada de equídeo se balançava à minha frente.
Não descaí o olhar sequer um nano-segundo. Não é para todos hã ?;)
MAS A QUERCUS NÃO MATA AS URTIGAS PORQUÊ???
O melhor que temos na vida é o riso. E nada rir como da desgraça alheia. Ou, em casos pontuais, da nossa.
Há 2 semanas, numa Via-Sacra algures no meio da Alemanha, com 500 pessoas que se expressavam em língua portuguesa, tive que fazer, inevitavelmente, chichi.
Tive a ideia brilhante de ir para o meio da mata, enquanto ao longe se entoava religiosamente o"Avé Maria, cheia de Graça.."
Quando vislumbrei um sítio menos deprimente, eu e a Zélia (sim, porque as meninas TÊM que ir mesmo aos pares), deparámo-nos com outra rapariga, com um ar muito aliviado (ar esse que imediatamente se transformou em pavor, quando nos viu). Com as cuecas pelos joelhos, tranquilizámo-la e garantimos que eu vinha para o mesmo.
Fiquei uns segundos acocorada, mas estava muito inibida.
Há que ver que a poucos metros estavam essas duas raparigas observando-mme de soslaio (sim, porque elas TAMBÉM foram aos pares), e uns 40 segundos de distância vinha um grupo de pessoas que cantavam alegremente e se dirigiam perigosamente para os meus lados.
Fiz força. fiz força. 10, 9, 8, 7,6, já os ouvia pertinho... - era muita pressão e o chichi recusava-se a sair.
Dando-me por vencida, tentei-me levantar, eis senão quando um golpe do destino foi fatal.
O meu (bonito/sensual) rabo descaiu ligeiramente para a direita e imediatamente se sentiu lesado. Por 3 valentes ramos de urtigas que me deixaram a lacrimejar e a amaldiçoar a minha sorte.
A Zélia riu-se muito, mas finalmente lá voltámos para a Via-Sacra. E bem rápido, tendo em atenção as circunstâncias tristes, porque esse grupo continuava a aproximar-se de uma maneira assustadora.
Claro que a partir desse minuto a minha vida virou o caos, porque eu pura e simplesmente PRECISAVA DE COÇAR O RABINHO (mais concretamente a nalga esquerda, mesmo por debaixo da borda, junto ao perineu), mas tinha 300 pessoas atrás de mim, muito angélicas e compenetradas, a louvar o Senhor, enquanto as minhas necessidades naquele momento se definiam como pragmáticas e bem definidas.
Lá tive algum respeito pelo momento e ia fingindo que estava a ajeitar as cuecas, suspirando de alívio sempre que alguma ponta de um dedo raspava lá de fininho.
Nunca tive tanta pena de ter cortado as unhas.
(Bem, também tive pena quando o corta-unhas ficou no aeroporto).
(mas isso são contas de outro rosário).
(que rezarei noutraVia-Sacra).
(de preferência com atenção, porque eu acho que nunca tinha blafesmado tanto num evento religioso como este).
Deus perdoará.
Há 2 semanas, numa Via-Sacra algures no meio da Alemanha, com 500 pessoas que se expressavam em língua portuguesa, tive que fazer, inevitavelmente, chichi.
Tive a ideia brilhante de ir para o meio da mata, enquanto ao longe se entoava religiosamente o"Avé Maria, cheia de Graça.."
Quando vislumbrei um sítio menos deprimente, eu e a Zélia (sim, porque as meninas TÊM que ir mesmo aos pares), deparámo-nos com outra rapariga, com um ar muito aliviado (ar esse que imediatamente se transformou em pavor, quando nos viu). Com as cuecas pelos joelhos, tranquilizámo-la e garantimos que eu vinha para o mesmo.
Fiquei uns segundos acocorada, mas estava muito inibida.
Há que ver que a poucos metros estavam essas duas raparigas observando-mme de soslaio (sim, porque elas TAMBÉM foram aos pares), e uns 40 segundos de distância vinha um grupo de pessoas que cantavam alegremente e se dirigiam perigosamente para os meus lados.
Fiz força. fiz força. 10, 9, 8, 7,6, já os ouvia pertinho... - era muita pressão e o chichi recusava-se a sair.
Dando-me por vencida, tentei-me levantar, eis senão quando um golpe do destino foi fatal.
O meu (bonito/sensual) rabo descaiu ligeiramente para a direita e imediatamente se sentiu lesado. Por 3 valentes ramos de urtigas que me deixaram a lacrimejar e a amaldiçoar a minha sorte.
A Zélia riu-se muito, mas finalmente lá voltámos para a Via-Sacra. E bem rápido, tendo em atenção as circunstâncias tristes, porque esse grupo continuava a aproximar-se de uma maneira assustadora.
Claro que a partir desse minuto a minha vida virou o caos, porque eu pura e simplesmente PRECISAVA DE COÇAR O RABINHO (mais concretamente a nalga esquerda, mesmo por debaixo da borda, junto ao perineu), mas tinha 300 pessoas atrás de mim, muito angélicas e compenetradas, a louvar o Senhor, enquanto as minhas necessidades naquele momento se definiam como pragmáticas e bem definidas.
Lá tive algum respeito pelo momento e ia fingindo que estava a ajeitar as cuecas, suspirando de alívio sempre que alguma ponta de um dedo raspava lá de fininho.
Nunca tive tanta pena de ter cortado as unhas.
(Bem, também tive pena quando o corta-unhas ficou no aeroporto).
(mas isso são contas de outro rosário).
(que rezarei noutraVia-Sacra).
(de preferência com atenção, porque eu acho que nunca tinha blafesmado tanto num evento religioso como este).
Deus perdoará.
segunda-feira, agosto 22, 2005
A reviravolta
O Christoff, simpático alemão, convidou o nosso grupo para pernoitar no seu descampado, lado a lado com vacas tresmalhadas e bois possantes, durante os primeiros dias da Jornada. Convidou, sublinho eu.
Divertimo-nos à grande.
Tomámos banhos de piscina à noite, aquecida por uma fogueira,
cantámos canções,
vimos as estrelas,
tirámos bebidas à discrição de um frigorífico,
ouvimos reggae altíssimo, que ecoava pelas colinas fora,
foi feito um churrasco, comemos saborosas salsichas,
viajámos velozmente de tractor,
eu fui submetida a um tratamento de ondas radioactivas utilizados em cães e gatos pela mãe dele, que é veterinária e teve piedade do meu inchaço da gengiva,
e conhecemos os seus amigos porque ele aproveitou a nossa presença para celebrar o seu aniversário, já passado.
Que dias tão bem passados, suspirámos nós, na última noite em que lá estivémos.
Demos um abraço forte a esse grande amigo e a Zélia perguntou, polidamente, e por cortesia, no seu melhor alemão, se era preciso contribuirmos com algum dinheirinho para as despesas dele.
Quando se preparava para sorrir e dizer "Está bem Christoff, obrigada pela generosidade!", ele inesperadamente sacou de duas folhas A4 e entregou-lhe um orçamento.
"Hum, cada pessoa deve dar entre 10 a 15 €" - explicou ele, sustentando as suas afirmações com talões de supermercado.
Ficámos todos de boca aberta. No nosso país, quando se convida, convida-se mesmo, não se esfrega na cara das pessoas quantos rolos de papel higiénico é que elas limparam o rabo!
A espumar pela boca, lá demos o dinheiro. Ainda chorei um pouco, mas depois esqueci-me.
Mas depois, uma boa notícia: acho que a mãe dele (a veterinária das medicinas alternativas) lhe deu uma sova de meia-noite e obrigou-o a restituir tudo. Não sei como é as coisas se processaram. O certo é que ele foi ter connosco à Vigília com o Papa e devolveu o dinheiro.
Ficámos todos muito contentes com os nossos 10 euros e fomos comer ao Burger King.
Mães destas já não se fazem...Porrada para cima deles!!
Divertimo-nos à grande.
Tomámos banhos de piscina à noite, aquecida por uma fogueira,
cantámos canções,
vimos as estrelas,
tirámos bebidas à discrição de um frigorífico,
ouvimos reggae altíssimo, que ecoava pelas colinas fora,
foi feito um churrasco, comemos saborosas salsichas,
viajámos velozmente de tractor,
eu fui submetida a um tratamento de ondas radioactivas utilizados em cães e gatos pela mãe dele, que é veterinária e teve piedade do meu inchaço da gengiva,
e conhecemos os seus amigos porque ele aproveitou a nossa presença para celebrar o seu aniversário, já passado.
Que dias tão bem passados, suspirámos nós, na última noite em que lá estivémos.
Demos um abraço forte a esse grande amigo e a Zélia perguntou, polidamente, e por cortesia, no seu melhor alemão, se era preciso contribuirmos com algum dinheirinho para as despesas dele.
Quando se preparava para sorrir e dizer "Está bem Christoff, obrigada pela generosidade!", ele inesperadamente sacou de duas folhas A4 e entregou-lhe um orçamento.
"Hum, cada pessoa deve dar entre 10 a 15 €" - explicou ele, sustentando as suas afirmações com talões de supermercado.
Ficámos todos de boca aberta. No nosso país, quando se convida, convida-se mesmo, não se esfrega na cara das pessoas quantos rolos de papel higiénico é que elas limparam o rabo!
A espumar pela boca, lá demos o dinheiro. Ainda chorei um pouco, mas depois esqueci-me.
Mas depois, uma boa notícia: acho que a mãe dele (a veterinária das medicinas alternativas) lhe deu uma sova de meia-noite e obrigou-o a restituir tudo. Não sei como é as coisas se processaram. O certo é que ele foi ter connosco à Vigília com o Papa e devolveu o dinheiro.
Ficámos todos muito contentes com os nossos 10 euros e fomos comer ao Burger King.
Mães destas já não se fazem...Porrada para cima deles!!
O Ser Híbrido: Meio Macho, Meio Fêmea
O meu irmão é estranho, isso é totalmente pacífico.
Mas o meu irmão é também um hermafrodita dos tempos modernos, isto porque:
Num destes dias de manhãzinha, na casa de um alemão chamado Christoff, o meu irmão dirige-se para o quarto das meninas para dar os seus bons-dias à sua querida namorada. Eles tratam-se carinhosamente por Béuuu, nome essa que não é falado, mas sim dito como um vagido de um gatinho.
Fica qualquer coisa como isto:
Ele- (miando baixinho): "Hummmmm..a Béuuuu (ler Miauuuu) gosta de mim?"
Ela - (respondendo no mesmo tom): "Xim, a Béuuuu (ler Miauuuu) gota de ti"
Tudo isto fica um bocado meloso, mas alcancemos o cerne da questão:
Nesse dia de manhã, estamos nós de costas, ainda dentro do saco-cama e só se ouve:
-Béuuuuu (ler: Miauuuuu)!!! Béuuuuuu!!
Todas as 10 raparigas no quarto se viram, enternecidas, para a porta, com um olhar doce como quem diz "ai, finalmente um rapaz gentil e meigo".
Imediatamente os seus olhares de nostalgia e doçura se dissipam, enquanto observam, horrorizadas, um exemplar do sexo masculino a coçar violentamente os seus dois testículos com uma mão, enquanto a outra coça a cabeça, tentando aniquilar duas lêndeas ao pé das orelhas-
Isto miando com os olhos fechados como quem canta uma canção de embalar... "Béuuuuu"....
Sinceramente, foi um espectáculo misto de horror/ternura. Mas gostei de o ver para assim poder gozar com ele e também relatar isto a quem não assistiu. Passem a palavra, e não se esqueçam: eram os 2 TOMATES, com uma mão. A outra coçava criteriosamente a cabeça.
Obrigada.
Mas o meu irmão é também um hermafrodita dos tempos modernos, isto porque:
Num destes dias de manhãzinha, na casa de um alemão chamado Christoff, o meu irmão dirige-se para o quarto das meninas para dar os seus bons-dias à sua querida namorada. Eles tratam-se carinhosamente por Béuuu, nome essa que não é falado, mas sim dito como um vagido de um gatinho.
Fica qualquer coisa como isto:
Ele- (miando baixinho): "Hummmmm..a Béuuuu (ler Miauuuu) gosta de mim?"
Ela - (respondendo no mesmo tom): "Xim, a Béuuuu (ler Miauuuu) gota de ti"
Tudo isto fica um bocado meloso, mas alcancemos o cerne da questão:
Nesse dia de manhã, estamos nós de costas, ainda dentro do saco-cama e só se ouve:
-Béuuuuu (ler: Miauuuuu)!!! Béuuuuuu!!
Todas as 10 raparigas no quarto se viram, enternecidas, para a porta, com um olhar doce como quem diz "ai, finalmente um rapaz gentil e meigo".
Imediatamente os seus olhares de nostalgia e doçura se dissipam, enquanto observam, horrorizadas, um exemplar do sexo masculino a coçar violentamente os seus dois testículos com uma mão, enquanto a outra coça a cabeça, tentando aniquilar duas lêndeas ao pé das orelhas-
Isto miando com os olhos fechados como quem canta uma canção de embalar... "Béuuuuu"....
Sinceramente, foi um espectáculo misto de horror/ternura. Mas gostei de o ver para assim poder gozar com ele e também relatar isto a quem não assistiu. Passem a palavra, e não se esqueçam: eram os 2 TOMATES, com uma mão. A outra coçava criteriosamente a cabeça.
Obrigada.
NO AEROPORTO II
No elevador do aeroporto em Colónia entrou 1 carrinho para as bagagens com 3 mochilas de campismo, conduzido pelo pessoal aqui de Belas, cada uma com sensivelmente 14 Kg. Entrou outro carrinho com mais mochilas, E outro, e outro. Estavam 5 carros desses . Mais os 5 respectivos condutores. O elevador deveria ter à volta de 600 kgs.
Entra a Susana, sem bagagem, porque a sua mochila já tinha ido noutro elevador.
Sai a Susana porque o elevador imediamente começou a apitar estridentemente, com luzes de néon vermelhas a piscar, e alarmes por tudo quanto era piso, indicando que havia excesso de peso.
Eu sei que foi puro azar. Mas foi igualmente degradante.
E triste, especialmente porque fui escorraçada do elevador, de vidro, por pessoas que julgava minhas amigas, e porque vi a cara deles todos, a rirem-se à boca podre.
É das poucas recordações que tenho do aeroporto de Colónia.
Tenho que arranjar outra ( sem ser a do corta-unhas).
Com o tempo isto sara.
Entra a Susana, sem bagagem, porque a sua mochila já tinha ido noutro elevador.
Sai a Susana porque o elevador imediamente começou a apitar estridentemente, com luzes de néon vermelhas a piscar, e alarmes por tudo quanto era piso, indicando que havia excesso de peso.
Eu sei que foi puro azar. Mas foi igualmente degradante.
E triste, especialmente porque fui escorraçada do elevador, de vidro, por pessoas que julgava minhas amigas, e porque vi a cara deles todos, a rirem-se à boca podre.
É das poucas recordações que tenho do aeroporto de Colónia.
Tenho que arranjar outra ( sem ser a do corta-unhas).
Com o tempo isto sara.
NO AEROPORTO:
Tudo correu bem até à parte da entrada nos gates propriamente ditos. Naquela revisãozinha que fazem ao nosso corpo e nossos pertences, foi com grande pena minha que a minha mala de mão apitou sonoramente e eu, qual criminosa, fui encaminhada para um canto, onde me perguntaram cruelmente se eu tinha alguma faca.
Ora pois claro que tinha, como é que era suposto eu barrar as tostas com Nutela?? Tentei explicar educamente o meu ponto de vista, objectivo esse que saiu logrado. Disseram que eram armas cortantes (bem..se nunca me dissessem permaneceria na ignorância para sempre!) e perigosas, e que se quisesse deixabva a faca lá, dava 1€50 e eles remetiam-na num envelope para casa.
Olhem-me estes... GATUNOS!! Com 1€50 compro na Alemanha 3 (três) Kinder Buenos e ainda recebo 4 cêntimos de troco.
Arrotei na cara deles que podiam ficar com a faca, não sem antes ter gritado pela Zélia para lhe pedir a opinião, sincera, se aquela pertenceria a algum serviço de loiça fino. Ao que ela respondeu, e bem, "Sei lá Susana, a faca é tua!" Ainda choraminguei um pouco, mas aqueles seguranças têm um coração empedernido.
Antes de me ir embora ainda me ri na cara deles e disse que tinha também um garfo.
Mas aqueles palermas inconscientes deixaram-me ir, a gritar lunaticamente, empunhando o citado garfo e a gritar "Eu consigo fazer bem pior com este garfo do que com essa faca!Ora pensem lá como é que se melhor esburaca um olho? Hein?"
Hoje, no regresso, fiquei sem o corta-unhas.
Estava tão cansada que nem discuti. Fiquei só a rir-me interiormente porque acho que ainda tinha um bocado de esmalte das unhas dos pés naquele utensílio. E ele pegou-lhe com a mão.
Hehehe, agora que penso melhor nisso até tenho uma certa satisfação que aquilo lá tenha ficado. O pior será quando a minha mãe der por falta dele ( cá em casa as coisas são comunitárias).
Quero lá saber... Fiquem com a faca e o corta-unhas cagado. Eu fico com uma história para contar aos netos...E com grandes probabilidades de ser esbofeteada caso a minha mãe leia este post e descubra que o faqueiro está incompleto.
Eu..arrisco.
Ora pois claro que tinha, como é que era suposto eu barrar as tostas com Nutela?? Tentei explicar educamente o meu ponto de vista, objectivo esse que saiu logrado. Disseram que eram armas cortantes (bem..se nunca me dissessem permaneceria na ignorância para sempre!) e perigosas, e que se quisesse deixabva a faca lá, dava 1€50 e eles remetiam-na num envelope para casa.
Olhem-me estes... GATUNOS!! Com 1€50 compro na Alemanha 3 (três) Kinder Buenos e ainda recebo 4 cêntimos de troco.
Arrotei na cara deles que podiam ficar com a faca, não sem antes ter gritado pela Zélia para lhe pedir a opinião, sincera, se aquela pertenceria a algum serviço de loiça fino. Ao que ela respondeu, e bem, "Sei lá Susana, a faca é tua!" Ainda choraminguei um pouco, mas aqueles seguranças têm um coração empedernido.
Antes de me ir embora ainda me ri na cara deles e disse que tinha também um garfo.
Mas aqueles palermas inconscientes deixaram-me ir, a gritar lunaticamente, empunhando o citado garfo e a gritar "Eu consigo fazer bem pior com este garfo do que com essa faca!Ora pensem lá como é que se melhor esburaca um olho? Hein?"
Hoje, no regresso, fiquei sem o corta-unhas.
Estava tão cansada que nem discuti. Fiquei só a rir-me interiormente porque acho que ainda tinha um bocado de esmalte das unhas dos pés naquele utensílio. E ele pegou-lhe com a mão.
Hehehe, agora que penso melhor nisso até tenho uma certa satisfação que aquilo lá tenha ficado. O pior será quando a minha mãe der por falta dele ( cá em casa as coisas são comunitárias).
Quero lá saber... Fiquem com a faca e o corta-unhas cagado. Eu fico com uma história para contar aos netos...E com grandes probabilidades de ser esbofeteada caso a minha mãe leia este post e descubra que o faqueiro está incompleto.
Eu..arrisco.
XX JORNADAS MUNIDIAIS DA JUVENTUDE: A SAGA (I)
E lá fomos nós todos contentes ver o Papa a Colónia. Eu ia um bocado triste porque tinha a cara inchada e da boca saiam pontos pretos que me relembravam a tormenta do dia anterior, no dentista.
Fomos 18. Estávamos contentíssimos no aeroporto. Mal sabiamos o que nos esperava.
Histórias? Ei-las, por ordem cronológica.
É sabido que eu sou narcisista por isso é natural que a maior parte se centre em mim. Infelizmente certas coisas só me acontecem, não por inaptidão minha mas sim por puro azar. Acreditem ou não.
Comecemos:
Fomos 18. Estávamos contentíssimos no aeroporto. Mal sabiamos o que nos esperava.
Histórias? Ei-las, por ordem cronológica.
É sabido que eu sou narcisista por isso é natural que a maior parte se centre em mim. Infelizmente certas coisas só me acontecem, não por inaptidão minha mas sim por puro azar. Acreditem ou não.
Comecemos:
quinta-feira, agosto 11, 2005
VERÍDICO: O DENTISTA
História VERÍDICA:
Hoje, dia 11, fui ao dentista-cirugião, para fazer uma pequena intervenção onde se retirariam 2 dentes dos meus 3 dentes de siso, chamados "inclusos" por estarem dentro da gengiva e daí se recusarem a sair (o 4º nunca existiu).
- Apanho 2 valentes injecções anestésicas. Choro um pouco.
- Vejo uma espécie de chave de parafusos a ser esterilizada. Choro um pouco mais intensamente.
- Esburacam-me a gengiva e vejo pelos óculos do dentista um buraco ensaguentado, que se reverelaria ser a minha boca. Choro audível mas controlado.
- Acomete-me uma hemorragia intensa, à qual o dentista admirado me pergunta se tenho tensão alta para sangrar tanto. Entre soluços respondo que não.
De repente, o dentista fica branco.
Páro de chorar e fico a olhar desconfiadamente.
-"Cometi um erro de palmatória" - confidencia ele.
- " Cortei a gengiva errada. Não está aqui dente nehum, era no lado esquerdo. Vi foi o raio-x ao contrário..."
A minha mãe leva as mãos à cabeça quase que perde os sentidos.
Eu, a sangrar que nem uma porca, arregalo os olhos e não acredito no que estou a ouvir.
Sou suturada com 5 pontos.
Cheia de dores, cosida com linha preta, sem poder comer durante uma data de horas.
Cheguei a casa e tropecei no tapete da garagem e ia mesmo aterrando de queixo no chão. Felizmente segurei-me com os cotovelos e fiquei só com 2 simétricas nódoas negras.
Há mesmo dias em que pura e simplesmente não devemos sair da cama. Assim pensei eu e certamente o dentista que saiu com o ar mais abatido-envergonhado-desolado-atormentado deste mundo.
Mas ele chegou a casa e alambazou-se com bons jantares e beijou a esposa.
Eu cheguei a casa e toda a gente se riu de mim até às lágrimas e nem pude praguejar porque só mexia o lado esquerdo da boca.
Pensava que era só nos filmes ou nas anedotas do Bocage.
Raio-x ao contrário..desta vez, não tenho palavras.
Hoje, dia 11, fui ao dentista-cirugião, para fazer uma pequena intervenção onde se retirariam 2 dentes dos meus 3 dentes de siso, chamados "inclusos" por estarem dentro da gengiva e daí se recusarem a sair (o 4º nunca existiu).
- Apanho 2 valentes injecções anestésicas. Choro um pouco.
- Vejo uma espécie de chave de parafusos a ser esterilizada. Choro um pouco mais intensamente.
- Esburacam-me a gengiva e vejo pelos óculos do dentista um buraco ensaguentado, que se reverelaria ser a minha boca. Choro audível mas controlado.
- Acomete-me uma hemorragia intensa, à qual o dentista admirado me pergunta se tenho tensão alta para sangrar tanto. Entre soluços respondo que não.
De repente, o dentista fica branco.
Páro de chorar e fico a olhar desconfiadamente.
-"Cometi um erro de palmatória" - confidencia ele.
- " Cortei a gengiva errada. Não está aqui dente nehum, era no lado esquerdo. Vi foi o raio-x ao contrário..."
A minha mãe leva as mãos à cabeça quase que perde os sentidos.
Eu, a sangrar que nem uma porca, arregalo os olhos e não acredito no que estou a ouvir.
Sou suturada com 5 pontos.
Cheia de dores, cosida com linha preta, sem poder comer durante uma data de horas.
Cheguei a casa e tropecei no tapete da garagem e ia mesmo aterrando de queixo no chão. Felizmente segurei-me com os cotovelos e fiquei só com 2 simétricas nódoas negras.
Há mesmo dias em que pura e simplesmente não devemos sair da cama. Assim pensei eu e certamente o dentista que saiu com o ar mais abatido-envergonhado-desolado-atormentado deste mundo.
Mas ele chegou a casa e alambazou-se com bons jantares e beijou a esposa.
Eu cheguei a casa e toda a gente se riu de mim até às lágrimas e nem pude praguejar porque só mexia o lado esquerdo da boca.
Pensava que era só nos filmes ou nas anedotas do Bocage.
Raio-x ao contrário..desta vez, não tenho palavras.
terça-feira, agosto 09, 2005
Festival da Canção
Felizmente...a tradição ainda é o que era!
Constatei esta simpática realidade num destes dias em que, impossibilitada de sair de casa por estar às portas da morte com uma infecção, me propus a ver o fantástico canal "RTP MEMÓRIA", que desde já recomendo.
Depois de ter choramingado um pouco depois de recordar o "EU SHOW NICO", assisti maravilhada ao "Festival da Canção Portuguesa de 1967". Confesso que o vi do início até ao fim e sempre com grande saudosismo, o que é memorável pois nessa data não só eu ainda não existia como cada um dos meus pais tinha 7 anos. De qualquer forma foi um momento bonito.
A má notícia é esta:
No novo milénio a Rosa Lobato Faria continua a escrever as mesmas letras, ano após ano. O Marco Quelhas a compor a música. A Idália Moniz a dirigir a orquestra. Sempre os mesmos resistentes a integrar um evento digno da mais sincera piedade.
Mas o pior de tudo continua a ser o facto dos portugueses continuarem a escolher o pior dos piores. (Ainda hoje estou traumatizada com o T.C. e o seu "Chocolate com Baunilha", que lhe valeu um honroso 19º lugar em Dublin).
A boa notícia:
Os portugueses nada mais fazem do que perpetuar milenares tradições. Já em 1967 foi escolhida a canção mais deprimente de todos os tempos, interpretada por Eduardo Nascimento e cuja letra se reportava ao vento, chuva e à amada, e à morte quase eminente por ela estar longe e a noite escura lá fora, e a tristeza, e os campos de trigo, e as searas da aldeia, as flores do campo, o sacristão leproso e outras idiotices que tais.
Juro que teria preferido o Duo Ouro Negro, constituído por 2 homossexuais assumidos, mas com um sentido rítimico muito mais apurado. Infelizmente estes ficaram em 3º lugar.
Mas que tarde tão bem passada...acho que 5ª feira vai dar "A Viúva do Enforcado"! Mal posso esperar.
Constatei esta simpática realidade num destes dias em que, impossibilitada de sair de casa por estar às portas da morte com uma infecção, me propus a ver o fantástico canal "RTP MEMÓRIA", que desde já recomendo.
Depois de ter choramingado um pouco depois de recordar o "EU SHOW NICO", assisti maravilhada ao "Festival da Canção Portuguesa de 1967". Confesso que o vi do início até ao fim e sempre com grande saudosismo, o que é memorável pois nessa data não só eu ainda não existia como cada um dos meus pais tinha 7 anos. De qualquer forma foi um momento bonito.
A má notícia é esta:
No novo milénio a Rosa Lobato Faria continua a escrever as mesmas letras, ano após ano. O Marco Quelhas a compor a música. A Idália Moniz a dirigir a orquestra. Sempre os mesmos resistentes a integrar um evento digno da mais sincera piedade.
Mas o pior de tudo continua a ser o facto dos portugueses continuarem a escolher o pior dos piores. (Ainda hoje estou traumatizada com o T.C. e o seu "Chocolate com Baunilha", que lhe valeu um honroso 19º lugar em Dublin).
A boa notícia:
Os portugueses nada mais fazem do que perpetuar milenares tradições. Já em 1967 foi escolhida a canção mais deprimente de todos os tempos, interpretada por Eduardo Nascimento e cuja letra se reportava ao vento, chuva e à amada, e à morte quase eminente por ela estar longe e a noite escura lá fora, e a tristeza, e os campos de trigo, e as searas da aldeia, as flores do campo, o sacristão leproso e outras idiotices que tais.
Juro que teria preferido o Duo Ouro Negro, constituído por 2 homossexuais assumidos, mas com um sentido rítimico muito mais apurado. Infelizmente estes ficaram em 3º lugar.
Mas que tarde tão bem passada...acho que 5ª feira vai dar "A Viúva do Enforcado"! Mal posso esperar.
segunda-feira, agosto 08, 2005
CONTRADIÇÕES
Mais uma coisa estúpida dos seres humanos para se apreender:
Tenho um amigo meu, o amistoso André Emanuel, que me contou que no início deste Verão foi com uns amigos a um Festival de Música em Espanha, onde ficou acampado.
Numa noite tocou um grupo verdadeiramente dantesco e com laivos satânicos. A música era infernal e parecia retratar as misérias da 2ª Guerra Mundial.
Ele e os seus deitaram-se na tenda e adormeceram, suspirando como querubins. Chegados a Barcelona, amontoados numa sala, não conseguiam dormir com o tiquetaque de um Swatch amarelo que estava no pulso de um deles.
Estranho não é? Agora que as Jornadas Mundiais se avizinham também pensei no mesmo. Vão estar 500 mil pessoas no mesmo recinto e eu a dormir descansadamente como fiz noutras Jornadas.
Mas quando chegar a Lisboa continuarei a aplicar religiosamente duas lambadas na cadela quando ela se atrever a descer da cama a meio a noite para se coçar no tapete. É que aquele "scratchhhh" quase imperceptível irrita-me desesperadamente!
Transcende-me. Mesmo.
Tenho um amigo meu, o amistoso André Emanuel, que me contou que no início deste Verão foi com uns amigos a um Festival de Música em Espanha, onde ficou acampado.
Numa noite tocou um grupo verdadeiramente dantesco e com laivos satânicos. A música era infernal e parecia retratar as misérias da 2ª Guerra Mundial.
Ele e os seus deitaram-se na tenda e adormeceram, suspirando como querubins. Chegados a Barcelona, amontoados numa sala, não conseguiam dormir com o tiquetaque de um Swatch amarelo que estava no pulso de um deles.
Estranho não é? Agora que as Jornadas Mundiais se avizinham também pensei no mesmo. Vão estar 500 mil pessoas no mesmo recinto e eu a dormir descansadamente como fiz noutras Jornadas.
Mas quando chegar a Lisboa continuarei a aplicar religiosamente duas lambadas na cadela quando ela se atrever a descer da cama a meio a noite para se coçar no tapete. É que aquele "scratchhhh" quase imperceptível irrita-me desesperadamente!
Transcende-me. Mesmo.
INVESTIGUEM SFF!
É impressão minha ou há aqui qualquer coisa que não bate certo?
Na semana em que houve um prémio zilionário no Euromilhões, entrevistaram-se quase todos os portugueses para se chibarem sobre as suas chaves de ouro, eventuais aspirações, perturbações mentais etc.
Na TVI ouvi o seguinte:
(locutor) : Então ó chefe, vai apostar é? (isto foi ficcionado, mas foi qualquer coisa parecida)
(homem de meia-idade) : ó amigo, vou sim-senhor! (igualmente ficcionado, mas aproximado da verdade)
(locutor): então e que números é que vai colocar?
(homem de meia-idade): vou apostar os mesmos números de sempre! há anos que mantenho os mesmos!
(locutor) (indiscretamente): ah, e então pode-nos dizer quais são?
(homem de meia-idade): é a idade dos meus familiares!
PAUSA.
Agora pergunto-me eu:
Há realmente, famílias disfuncionais. Famílias perturbadoras e com sérias necessidades não-colmatadas de terapia grupal.
Mas que família estranhíssima seria a deste homem, que, ano após ano, mantém a mesma idade??
Eu achei simplesmente SPOOKY.
Na semana em que houve um prémio zilionário no Euromilhões, entrevistaram-se quase todos os portugueses para se chibarem sobre as suas chaves de ouro, eventuais aspirações, perturbações mentais etc.
Na TVI ouvi o seguinte:
(locutor) : Então ó chefe, vai apostar é? (isto foi ficcionado, mas foi qualquer coisa parecida)
(homem de meia-idade) : ó amigo, vou sim-senhor! (igualmente ficcionado, mas aproximado da verdade)
(locutor): então e que números é que vai colocar?
(homem de meia-idade): vou apostar os mesmos números de sempre! há anos que mantenho os mesmos!
(locutor) (indiscretamente): ah, e então pode-nos dizer quais são?
(homem de meia-idade): é a idade dos meus familiares!
PAUSA.
Agora pergunto-me eu:
Há realmente, famílias disfuncionais. Famílias perturbadoras e com sérias necessidades não-colmatadas de terapia grupal.
Mas que família estranhíssima seria a deste homem, que, ano após ano, mantém a mesma idade??
Eu achei simplesmente SPOOKY.
Ideias sofríveis
A semana passada fui fazer compras ao Minipreço.
De carro.
Algo que eu já não fazia há bastante tempo, justificação semi-parcial para o que se segue:
Ia eu no meu Opel, armada em Fangio, quando me acerquei do dito supermercado e estacionei numa rua ali perto. Só quando estacionei é que reparei no olhar misto de indignação/horror de um velhinho, que, com a sua bengala, me tentava atingir a traseira do carro enquanto se escafiava todo a gritar para quem o conseguisse ouvir (basicamente os 4 quarteirões circundantes) que eu tinha entrado numa rua EM SENTIDO CONTRÁRIO...
Dentro do carro e com o coração aos saltos, tomei uma decisão:
Estava em plena Av. Miguel Bombarda em Queluz. Do lado esquerdo tinha o tão ambicionado Minipreço. Do lado direito uma farmácia.
Enquanto o idiota do velho continuava a atrair as atenções para mim, (e a ele já se tinham juntado dois bebedolas), saí muito sofredoramente do carro. E, a coxear, agarrada à anca esquerda, fui mancando sugestivamente até à farmácia.
O intento era fingir que, por estar inválida, tive que estacionar o mais perto possível desse estabelecimento, e que me tinha sido inevitável entrar em sentido contrário. Pensei ficar simplesmente na farmácia (normalmente apinhada de gente) alguns minutos, enquanto se atendiam os fregueses, e depois, como quem não quer a coisa, sair de fininho e atravessar a estrada e ir ao famigerado Minipreço.
Para mal dos meus pecados a farmácia estava vazia. Entrei lá a mancar e em 3 segundos tive que inventar alguma coisa para comprar. Saí de lá com um creme de celulite e 20 euros a menos.
Saí a blafesmar, mas com um olho no velho e exibindo triunfalmente o saquinho
farmacêutico. "Embrulha", pensei eu.
E depois pensei também o porquê daquilo tudo.
Eu preocupo-me imensamente com o que os outros pensam de mim. Mas também sou inacreditavelmente estúpida. Era só um velhote, de certeza que tinha fraldas, que se iria esquecer do sucedido passados 40 minutos, e que mesmo que chegasse ao lar e contasse isto aos amigos eles também se iriam esuqecer ou então não seriam levados a sério!
Da próxima vez que entrar em sentido contrário sigo o mais rapidamente possível por essa faixa até estar a salvo de olhares recriminadores. E palavra de honra, se alguém me vier dizer que estou em contramão, olho incredulamente para o lado oposto e finjo que acabei de ver uma macaca anã a saltar entre dois postes de electricidade. É estúpido mas sai definitivamente mais barato do que a brilhante ideia dos 20 euros...
De carro.
Algo que eu já não fazia há bastante tempo, justificação semi-parcial para o que se segue:
Ia eu no meu Opel, armada em Fangio, quando me acerquei do dito supermercado e estacionei numa rua ali perto. Só quando estacionei é que reparei no olhar misto de indignação/horror de um velhinho, que, com a sua bengala, me tentava atingir a traseira do carro enquanto se escafiava todo a gritar para quem o conseguisse ouvir (basicamente os 4 quarteirões circundantes) que eu tinha entrado numa rua EM SENTIDO CONTRÁRIO...
Dentro do carro e com o coração aos saltos, tomei uma decisão:
Estava em plena Av. Miguel Bombarda em Queluz. Do lado esquerdo tinha o tão ambicionado Minipreço. Do lado direito uma farmácia.
Enquanto o idiota do velho continuava a atrair as atenções para mim, (e a ele já se tinham juntado dois bebedolas), saí muito sofredoramente do carro. E, a coxear, agarrada à anca esquerda, fui mancando sugestivamente até à farmácia.
O intento era fingir que, por estar inválida, tive que estacionar o mais perto possível desse estabelecimento, e que me tinha sido inevitável entrar em sentido contrário. Pensei ficar simplesmente na farmácia (normalmente apinhada de gente) alguns minutos, enquanto se atendiam os fregueses, e depois, como quem não quer a coisa, sair de fininho e atravessar a estrada e ir ao famigerado Minipreço.
Para mal dos meus pecados a farmácia estava vazia. Entrei lá a mancar e em 3 segundos tive que inventar alguma coisa para comprar. Saí de lá com um creme de celulite e 20 euros a menos.
Saí a blafesmar, mas com um olho no velho e exibindo triunfalmente o saquinho
farmacêutico. "Embrulha", pensei eu.
E depois pensei também o porquê daquilo tudo.
Eu preocupo-me imensamente com o que os outros pensam de mim. Mas também sou inacreditavelmente estúpida. Era só um velhote, de certeza que tinha fraldas, que se iria esquecer do sucedido passados 40 minutos, e que mesmo que chegasse ao lar e contasse isto aos amigos eles também se iriam esuqecer ou então não seriam levados a sério!
Da próxima vez que entrar em sentido contrário sigo o mais rapidamente possível por essa faixa até estar a salvo de olhares recriminadores. E palavra de honra, se alguém me vier dizer que estou em contramão, olho incredulamente para o lado oposto e finjo que acabei de ver uma macaca anã a saltar entre dois postes de electricidade. É estúpido mas sai definitivamente mais barato do que a brilhante ideia dos 20 euros...
quinta-feira, julho 28, 2005
As insondáveis maravilhas da indústria vidraceira
O difícil é mesmo saber por onde começar...
A colónia de férias Projecto Crescer, iniciada no dia 25, teve hoje, definitivamente o seu apogeu.
(Apesar de ser impossível esquecer que a famigerada colónia começou às 9h00 da manhã de segunda-feira, mas às 9h15 já tinhamos a Rena Orlanda a cuspir os mais valentos impropérios à "túspida" da mulher da Junta; que na 3ª feira o atrasado mental do motorista da Mafrense demorou uma hora e meia a dar com o ponto de encontro, sem nunca se lembrar de comunicar com alguém, apesar de ter demorado 4 nano-segundos a ir choramingar à senhora da Câmara, queixando-se de que nós o tinhamos mandado embora e já haviamos chamado outra transportadora. Não, andamos a comer gelados com a testa querem ver?!
E sem esquecer também que na 4ª feira, quando os desgraçados dos miúdos finalmente sairam a horas, sem percalços com autocarros, chegaram à praia de Carcavelos, vulgo Praia do Cagalhão, a bandeira estava vermelha e passado uma hora começou a chover violentamente, pelo que lá voltaram para casa com um ar muito deprimido)
Bem, adiante, o porquê do apogeu do dia de hoje. Passo a explicar:
De manhã fomos para a praia das Maçãs. Os miúdos começaram a lamber as beiças quando avistaram a piscina ao lado dessa praia. Claro que explicámos que não iriamos para aí, mas sim para a praia. Bandeira: Vermelha.
Felizmente tinham uns jogos todos catitas, cujo ponto alto foi o jogo dos Matraquilhos Humanos(onde, a dada altura, o guarda-redes era um miúdo hiper-enérgico, a coisa mais querida do mundo mas sem uma pernita. Tirada a prótese lá tentou defender, mas convenha-se, é realmente complicado estar agarrado ao varão com as duas mãos e chutar com a única perna que se tem).
Como o tema da colónia deste ano são as Fábulas de la Fontaine, cada grupo tinha um nome de um animal.
Quando me dei conta ecoava pela praia:
"NINGÉM PÁRA OS GALINHAS
NINGUÉM PÁRA OS GALINHAS
NINGUÉM PARA OS GALINHAS OLÉ Ô!!!"
Não soa bem pois não? Na praia das Maçãs ainda pior.
Bem, mas a parte engraçada ocorreu de tarde. Destino: FÁBRICA DE VIDROS SOTRANCO.
40 miúdos esgotados, 10 animadores a arrastarem-se agarrando-se às paredes, reuniram-se numa sala com o chefe de secção de produto daquela nobre fábrica. Iniciou-se então uma maravilhosa palestra de 45 minutos sobre o Vidro.
Realmente só quem lá esteve é que conseguiu ver a magia nos olhos do Sr. Candeias quando se gabava que esta era a única fábrica que fazia os frascos de antibióticos das farmácias. Sim, aqueles castanhos. Falou disso com palavras eloquentes, mas com o tom mais monocórdico, saloio, grave, sussurante, arrastado, penoso, que se possa imaginar. Por isso reparem na estranheza da situação: O Candeias fala dos frascos como quem fala de uma filha que, com bolsa de mérito, foi convidada para Sillicon Valley para trabalhar no sector emergente da economia digital. Mas fá-lo com um tom de voz como quem apanhou o seu filho de 14 anos no sofá com..
... o seu melhor amigo (homossexualidade latente)
que é o Tareco (bestialidade).
por isso reparem, o tom era realmente muito sofrido.
Eu olho em volta. Vejo 35 cabeças debruçadas, com os narizes esborrachados no tampo da mesa. Uns tiravam macacos do nariz, outros contavam as lêndeas, o Sílvio e o Ricardo traqueavam o chourição das sandes forte e feio, só parando quando o cheiro era realmente tortuoso e eu apliquei uma lambada no boné do que me estava mais perto.
Ouve-se ressonar baixinho. Era a Jo, que havia soçobrado ao desespero. O Mestre jogava no telemóvel, bocejando ruidosamente, enquanto os miúdos, regra geral mais espertos e mais discretos , colocavam os seus óculos de sol e bonés de pala grande, para fecharem as pálpebras sem grandes remorsos.
A Rena Orlanda também primou pela discrição, aproveitando-se do facto de ter ao colo uma criança de 3 anos para fingir que precisava de o pôr de pé em cima dos seus joelhos, para lhe cheirar as fraldas, embora na verdade aproveitasse esses 8 segundos para descansar um poucochinho.
A Zélia Maria olhava em volta procurando companheiros de infortúnio, pelo que eu, solidariamente, esbocei uns discretos gestos de tiros na cabeça à queima-roupa e encenei cortes sanguinários em ambos os pulsos. Inacreditavelmente o resto dos animadores pareciam verdadeiramente interessados! Ou então fui eu, que quando me apercebi que ele ia começar a dissertar sobre a ecologia, ambiente e a política dos 3 R´s comecei a ver tudo desfocado.
De seguida, como prémio de bom comportamento, os mais velhos puderam ir ver a fábrica do vidro em verdadeira acção! O que implica observar as máquinas de inspecção, as máquinas de embalar, de rotular, entre outras! UAUUU!( Claro que o forno de 1200.º não nos foi permitido ver...Mais uma vez, os interesses das crianças e jovens colidem frontalmente com os interesses e valores dos adultos.)
Da fábrica só me resultou um sentimento: nunca mais poderei olhar para uma embalagem de vidro da Compal (feitos na Sotranco!!! Assim como os antibióticos de Portugal!!! WEEEE) sem me gregoriar automaticamente. Por uma lado perdeu-se a magia própria das embalagens de vidro (quem as faria? de onde viriam? qual o calendário por que se regeriam? Gregoriano, luni-solar ou israelita?)
Por outro lado esta tarde só será esquecida com muita terapia, pois eu andei na escola sensivelmente 17 anos e não me recordo de uma visita de estudo tão lúgubre e depressiva. Bem, não me posso esquecer daquela vez em que fui à fábrica da Coca-Cola em Palmela, em que nos obrigaram a gramar com todos os comerciais desde 1939, incluindo os reclames mudos, mas no final lá nos deram uns pentes fininhos, daqueles para tirar os piolhos, a dizer "Sempre Coca-Cola"
Não sei se as crianças alguma vez nos perdoarão. Talvez sim, porque no final desta visita deram a cada uma uma garrafinha pequenina, tipo martini, que elas fizeram questão de partir no Vidrão, com grande estardalhaço e risotas. Mas só o fizeram já em Belas, porque apesar de maldosas elas não quiseram ferir susceptibilidades...
O senhor inocentemente sugeriu uma próxima visita. Pusémo-nos todos a andar a uma velocidade vertiginosa. Não gostamos de criar falsas expectativas...
Próxima vez...só se for para apresentar a conta do hipnoterapeuta.
Violento. No minimo.
A colónia de férias Projecto Crescer, iniciada no dia 25, teve hoje, definitivamente o seu apogeu.
(Apesar de ser impossível esquecer que a famigerada colónia começou às 9h00 da manhã de segunda-feira, mas às 9h15 já tinhamos a Rena Orlanda a cuspir os mais valentos impropérios à "túspida" da mulher da Junta; que na 3ª feira o atrasado mental do motorista da Mafrense demorou uma hora e meia a dar com o ponto de encontro, sem nunca se lembrar de comunicar com alguém, apesar de ter demorado 4 nano-segundos a ir choramingar à senhora da Câmara, queixando-se de que nós o tinhamos mandado embora e já haviamos chamado outra transportadora. Não, andamos a comer gelados com a testa querem ver?!
E sem esquecer também que na 4ª feira, quando os desgraçados dos miúdos finalmente sairam a horas, sem percalços com autocarros, chegaram à praia de Carcavelos, vulgo Praia do Cagalhão, a bandeira estava vermelha e passado uma hora começou a chover violentamente, pelo que lá voltaram para casa com um ar muito deprimido)
Bem, adiante, o porquê do apogeu do dia de hoje. Passo a explicar:
De manhã fomos para a praia das Maçãs. Os miúdos começaram a lamber as beiças quando avistaram a piscina ao lado dessa praia. Claro que explicámos que não iriamos para aí, mas sim para a praia. Bandeira: Vermelha.
Felizmente tinham uns jogos todos catitas, cujo ponto alto foi o jogo dos Matraquilhos Humanos(onde, a dada altura, o guarda-redes era um miúdo hiper-enérgico, a coisa mais querida do mundo mas sem uma pernita. Tirada a prótese lá tentou defender, mas convenha-se, é realmente complicado estar agarrado ao varão com as duas mãos e chutar com a única perna que se tem).
Como o tema da colónia deste ano são as Fábulas de la Fontaine, cada grupo tinha um nome de um animal.
Quando me dei conta ecoava pela praia:
"NINGÉM PÁRA OS GALINHAS
NINGUÉM PÁRA OS GALINHAS
NINGUÉM PARA OS GALINHAS OLÉ Ô!!!"
Não soa bem pois não? Na praia das Maçãs ainda pior.
Bem, mas a parte engraçada ocorreu de tarde. Destino: FÁBRICA DE VIDROS SOTRANCO.
40 miúdos esgotados, 10 animadores a arrastarem-se agarrando-se às paredes, reuniram-se numa sala com o chefe de secção de produto daquela nobre fábrica. Iniciou-se então uma maravilhosa palestra de 45 minutos sobre o Vidro.
Realmente só quem lá esteve é que conseguiu ver a magia nos olhos do Sr. Candeias quando se gabava que esta era a única fábrica que fazia os frascos de antibióticos das farmácias. Sim, aqueles castanhos. Falou disso com palavras eloquentes, mas com o tom mais monocórdico, saloio, grave, sussurante, arrastado, penoso, que se possa imaginar. Por isso reparem na estranheza da situação: O Candeias fala dos frascos como quem fala de uma filha que, com bolsa de mérito, foi convidada para Sillicon Valley para trabalhar no sector emergente da economia digital. Mas fá-lo com um tom de voz como quem apanhou o seu filho de 14 anos no sofá com..
... o seu melhor amigo (homossexualidade latente)
que é o Tareco (bestialidade).
por isso reparem, o tom era realmente muito sofrido.
Eu olho em volta. Vejo 35 cabeças debruçadas, com os narizes esborrachados no tampo da mesa. Uns tiravam macacos do nariz, outros contavam as lêndeas, o Sílvio e o Ricardo traqueavam o chourição das sandes forte e feio, só parando quando o cheiro era realmente tortuoso e eu apliquei uma lambada no boné do que me estava mais perto.
Ouve-se ressonar baixinho. Era a Jo, que havia soçobrado ao desespero. O Mestre jogava no telemóvel, bocejando ruidosamente, enquanto os miúdos, regra geral mais espertos e mais discretos , colocavam os seus óculos de sol e bonés de pala grande, para fecharem as pálpebras sem grandes remorsos.
A Rena Orlanda também primou pela discrição, aproveitando-se do facto de ter ao colo uma criança de 3 anos para fingir que precisava de o pôr de pé em cima dos seus joelhos, para lhe cheirar as fraldas, embora na verdade aproveitasse esses 8 segundos para descansar um poucochinho.
A Zélia Maria olhava em volta procurando companheiros de infortúnio, pelo que eu, solidariamente, esbocei uns discretos gestos de tiros na cabeça à queima-roupa e encenei cortes sanguinários em ambos os pulsos. Inacreditavelmente o resto dos animadores pareciam verdadeiramente interessados! Ou então fui eu, que quando me apercebi que ele ia começar a dissertar sobre a ecologia, ambiente e a política dos 3 R´s comecei a ver tudo desfocado.
De seguida, como prémio de bom comportamento, os mais velhos puderam ir ver a fábrica do vidro em verdadeira acção! O que implica observar as máquinas de inspecção, as máquinas de embalar, de rotular, entre outras! UAUUU!( Claro que o forno de 1200.º não nos foi permitido ver...Mais uma vez, os interesses das crianças e jovens colidem frontalmente com os interesses e valores dos adultos.)
Da fábrica só me resultou um sentimento: nunca mais poderei olhar para uma embalagem de vidro da Compal (feitos na Sotranco!!! Assim como os antibióticos de Portugal!!! WEEEE) sem me gregoriar automaticamente. Por uma lado perdeu-se a magia própria das embalagens de vidro (quem as faria? de onde viriam? qual o calendário por que se regeriam? Gregoriano, luni-solar ou israelita?)
Por outro lado esta tarde só será esquecida com muita terapia, pois eu andei na escola sensivelmente 17 anos e não me recordo de uma visita de estudo tão lúgubre e depressiva. Bem, não me posso esquecer daquela vez em que fui à fábrica da Coca-Cola em Palmela, em que nos obrigaram a gramar com todos os comerciais desde 1939, incluindo os reclames mudos, mas no final lá nos deram uns pentes fininhos, daqueles para tirar os piolhos, a dizer "Sempre Coca-Cola"
Não sei se as crianças alguma vez nos perdoarão. Talvez sim, porque no final desta visita deram a cada uma uma garrafinha pequenina, tipo martini, que elas fizeram questão de partir no Vidrão, com grande estardalhaço e risotas. Mas só o fizeram já em Belas, porque apesar de maldosas elas não quiseram ferir susceptibilidades...
O senhor inocentemente sugeriu uma próxima visita. Pusémo-nos todos a andar a uma velocidade vertiginosa. Não gostamos de criar falsas expectativas...
Próxima vez...só se for para apresentar a conta do hipnoterapeuta.
Violento. No minimo.
segunda-feira, julho 25, 2005
Triste, muito triste mesmo
A colónia de férias do Projecto Crescer começou hoje, segunda-feira. Os percalços do dia..bem, remeterei para outro post. Porque a verdadeira desgraça não aconteceu neste dia 25, mas sim na sexta feira passada, dia esse que recordarei com desespero enquanto tiver discernimento para saber o quão mau foi o que aconteceu.
Curiosos? Bem, a maior parte das pessoas que estarão a ler isto já o saberão, porque a minha boca rota não se compadece do meu orgulho ferido. Confesso, a minha língua transcende-me.
Fomos eu, a Zélia, e a Sónia Neves, vulgo rena Orlanda.
Nesse dia dirigimo-nos nessa furgoneta-maravilha que dá pelo nome de carrinha da Paróquia. Destino: LIDL de Massamá.
Objectivo: Comprar 300 fatias de queijo, 300 fatias de chouriço, 300 fatias de fiambre, 600 pacotinhos de sumo, 17 litros de leite, 9 garrafões de água.
Poderão as coisas piorar?
Sim. Claramente, sim.
Depois de momentos deprimentos dentro dessa coisa que dá pelo nome de LIDL (em abono da verdade, há qur dar o benefício da dúvida aos bolos mármore, tidos como bastante razoáveis)
eu e as duas gajas, sufocadas por um carrinho cheio até à altura dos nossos olhos, decidimo-nos a pagar.
Evidentemente que eu, por um lado, não tenho responsabilidade suficiente para deter o cartão de crédito pciano, nem, por outro lado, habilidade suficiente para colocar as compras nos sacos, por isso fiquei a coçar as minhas feridas enquanto olhava curiosamente para as compras das pessoas que, desesperadamente, estavam atrás de nós.
Recordo-me perfeitamente. Atrás de mim estava uma senhora. Notoriamente a personificação de Satanás na Terra que, para disfarçar a coisa (mas pensaria ela que nós somos estúpidos??) , segurava dois rolos de papel higiénico numa mão e três latas de atum na outra.
Passados uns minutos lá me consciencializei que deveria ajudar as duas desgraçadas nas compras.
Então, num laivo de generosidade que eu própria haveria de pagar BEM CARO, coloquei uma palete de leite naquela coisa que anda sozinha até à caixa, deve ter um nome mas agora não me recordo, fico sempre assim quando as lágrimas me assomam aos olhos e impede-me de pensar. Bem, deve ser tapete rolante, ou coisa do género.
Um nano-segundo após ter carregado com a palete sinto um ligeiro aperto no braço. Viro-me. A tal senhora, essa criatura diabólica disfarçada de doméstica ressabiada olha-me com preocupação.
"A menina não devia fazer esforços" - arrota ela
(Hein??)
" A menina está de bebé não está?"
E o meu mundo, tal como eu o conheço hoje, desaba.
A sónia Rena diz que me viu a olhar psicopaticamente para a senhora.
Eu não me recordo.
Só sei que os meus olhos ficaram raiados e os meus instintos sanguinários tentaram despontar. Controlei-me. Faria senti-la mal, muito mal. Não a espanquei. Apenas coloquei a mão sobre o ventre, ajustando o meu top largo. Encolhi-me ao meu mais alto esforço. As órbitas tentaram sair, a respiração, suspensa, saia de pantufas pelas orelhas. Mas ganhei.
A senhora arrependeu-se instantaneamente.
"Ai desculpe!! Não está!, Parecia, por causa da t-shirt"
Lancei-lhe o meu ar de mais profundo desprezo. Fi-la notar que eu tinha compras para 3 meses num bunker da Argélia, enquanto ela segurava pateticamente 3 latas de atum (classe baixa) e 2 rolos de papel higiénico. CAGONA, pensei eu.
Saí o mais digamente possível do LIDL. Eu sei que é um contra-senso, mas, ainda assim, possível. A Zélia Maria e a Rena, alheias a esta desgraça, cacarejavam alegremente em direcção à carrinha das obras. Sentei-me ao volante e ainda pensei em atropelar acidentalmente uma certa Senhora com muitas Fezes, vulgo Cagona, que circulava pertubadoramente por detrás do meu veículo. Mas deixei-a ir em paz.
Porque eu tenho 25 anos e ela devia ter uns 55. Porque eu ainda posso ter muitos e bons filhos e ela já entrou na menopausa.
Estou demasiado chateada para retirar uma ilação, Façam-no vocês. Mas, posso sugerir algo: TOPS, DA P... DA ZARA, f.. nem dados!!
Curiosos? Bem, a maior parte das pessoas que estarão a ler isto já o saberão, porque a minha boca rota não se compadece do meu orgulho ferido. Confesso, a minha língua transcende-me.
Fomos eu, a Zélia, e a Sónia Neves, vulgo rena Orlanda.
Nesse dia dirigimo-nos nessa furgoneta-maravilha que dá pelo nome de carrinha da Paróquia. Destino: LIDL de Massamá.
Objectivo: Comprar 300 fatias de queijo, 300 fatias de chouriço, 300 fatias de fiambre, 600 pacotinhos de sumo, 17 litros de leite, 9 garrafões de água.
Poderão as coisas piorar?
Sim. Claramente, sim.
Depois de momentos deprimentos dentro dessa coisa que dá pelo nome de LIDL (em abono da verdade, há qur dar o benefício da dúvida aos bolos mármore, tidos como bastante razoáveis)
eu e as duas gajas, sufocadas por um carrinho cheio até à altura dos nossos olhos, decidimo-nos a pagar.
Evidentemente que eu, por um lado, não tenho responsabilidade suficiente para deter o cartão de crédito pciano, nem, por outro lado, habilidade suficiente para colocar as compras nos sacos, por isso fiquei a coçar as minhas feridas enquanto olhava curiosamente para as compras das pessoas que, desesperadamente, estavam atrás de nós.
Recordo-me perfeitamente. Atrás de mim estava uma senhora. Notoriamente a personificação de Satanás na Terra que, para disfarçar a coisa (mas pensaria ela que nós somos estúpidos??) , segurava dois rolos de papel higiénico numa mão e três latas de atum na outra.
Passados uns minutos lá me consciencializei que deveria ajudar as duas desgraçadas nas compras.
Então, num laivo de generosidade que eu própria haveria de pagar BEM CARO, coloquei uma palete de leite naquela coisa que anda sozinha até à caixa, deve ter um nome mas agora não me recordo, fico sempre assim quando as lágrimas me assomam aos olhos e impede-me de pensar. Bem, deve ser tapete rolante, ou coisa do género.
Um nano-segundo após ter carregado com a palete sinto um ligeiro aperto no braço. Viro-me. A tal senhora, essa criatura diabólica disfarçada de doméstica ressabiada olha-me com preocupação.
"A menina não devia fazer esforços" - arrota ela
(Hein??)
" A menina está de bebé não está?"
E o meu mundo, tal como eu o conheço hoje, desaba.
A sónia Rena diz que me viu a olhar psicopaticamente para a senhora.
Eu não me recordo.
Só sei que os meus olhos ficaram raiados e os meus instintos sanguinários tentaram despontar. Controlei-me. Faria senti-la mal, muito mal. Não a espanquei. Apenas coloquei a mão sobre o ventre, ajustando o meu top largo. Encolhi-me ao meu mais alto esforço. As órbitas tentaram sair, a respiração, suspensa, saia de pantufas pelas orelhas. Mas ganhei.
A senhora arrependeu-se instantaneamente.
"Ai desculpe!! Não está!, Parecia, por causa da t-shirt"
Lancei-lhe o meu ar de mais profundo desprezo. Fi-la notar que eu tinha compras para 3 meses num bunker da Argélia, enquanto ela segurava pateticamente 3 latas de atum (classe baixa) e 2 rolos de papel higiénico. CAGONA, pensei eu.
Saí o mais digamente possível do LIDL. Eu sei que é um contra-senso, mas, ainda assim, possível. A Zélia Maria e a Rena, alheias a esta desgraça, cacarejavam alegremente em direcção à carrinha das obras. Sentei-me ao volante e ainda pensei em atropelar acidentalmente uma certa Senhora com muitas Fezes, vulgo Cagona, que circulava pertubadoramente por detrás do meu veículo. Mas deixei-a ir em paz.
Porque eu tenho 25 anos e ela devia ter uns 55. Porque eu ainda posso ter muitos e bons filhos e ela já entrou na menopausa.
Estou demasiado chateada para retirar uma ilação, Façam-no vocês. Mas, posso sugerir algo: TOPS, DA P... DA ZARA, f.. nem dados!!
terça-feira, julho 19, 2005
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