quinta-feira, junho 20, 2019

Big Brother (Great Husband)





Já alguma vez disse que o meu marido entrou em 2001, no Big Bother 3? Fica a consolação de que altura os reality show não eram o degredo que são hoje - ainda assim, meu Deus, por que é alguém, voluntariamente, alinha numa coisa destas?

Ele, Pedro. Porque sim, porque pode, porque não quer saber o que os outros pensam. Sabe lidar com a crítica, desmonta argumentos em minutos, tem total indiferença para quem não lhe interessa. Adoro, super sensual.

Especialmente porque eu, à data, embrulhava-me em guerras dia sim dia não, fazia questão de comprar a confusão dos outros, fervilhava em emoções fortes, desmontava com brilhantismo argumentos ao chapadão nas trombas, e tudo isto em nanosegundos.

Não me orgulho (...um pouquinho) - (alguma saudade dos tempos em que a juventude nos permitia calar uma pessoa com grande honestidade física, sem grandes canseiras racionais). 
Enfim,

Ei-lo aqui na capa da revista do Correio da Manhã, 2 dias antes do Final do Ano de 2001, altura em que se saberia se seria o vencedor.

Lembro-me muito bem desta capa, porque, consabidamente, eu retenho demasiada informação irrelevante, esquecendo-me de conceitos básicos (panar bifes do lombo, tentar fazer puré com batatas cruas, deixar o carrinho de bebé numa fila de supermercado  – em meu abono, tenho a dizer que empurrava 2 carrinhos: um de supermercado, outro de bebé. Calhou de ser o da criança, acontece).

Voltando à capa. Meu Deus. Tanto se me apraz dizer. Mas não vou.

Posso apenas, à laia de comentário, referir que ainda hoje me choca a quantidade de cabelos que ele tinha plantados naquela cabeça. Credo. Tantos. Como é que somem assim de um dia para o outro?! Mundo estranho.

Mas gosto da frase: “Todos apostam no Pedro”. E como não? No meio dum Tigrão, duma Liliana Aguiar, dum toureiro chamado Aníbal…Pedro era, inegavelmente, a última coca-cola do deserto.

Ora, eu apostei nele há 9 anos atrás. Depois da lista de coisas deprimentes e merecidas que vivenciei, confesso que esta aposta, para mim, foi de uma tremenda genialidade.

Encontrei este souvenir lá na arrecadação, um cartão do BB. E à pergunta de dinâmica de grupo do Grande Irmão, “se fosse um objecto, qual seria?”

Pedro: Um cubo de gelo, frio e transparente.

Ahaha, tão Pedro. E seria ele lá outra coisa. Só se fosse um átomo de hidrogénio.
Reflecti.


Susana - Um martelo de orelhas, cabo em aço e ponta arranca-pregos.





4 comentários:

redonda disse...

Lembro-me que no início gostei de ver e que gostei do Zé Maria (do 1º de todos) e que sem dúvida nos primeiros haveria uma inocência e coragem que deve ser difícil encontrar nos que se lhe seguiram

Loba disse...

Se voltas a desertar farei uso desse martelo de pontas nos teus olhos.
Mau.

euoparoloeosoutros disse...

E eis que voltas e desapareces...Volta que os teus textos e histórias fazem falta!!

Susana disse...

Macacos me mordam se não é desta que fico a escrever aqui para sempre. Porra. Estou cansada de mim mesma, tenho que distribuir este peso (figurado, claro, estou uma estampa) por várias pessoas!

Conheço alguns de nomes, os mais resistentes. Obrigada :)