quarta-feira, agosto 31, 2011

Nuno, A Derradeira Ilusão de Óptica .





Olá. Este é o meu irmão Nuno, já tão amplamente denegrido neste blogue (e rádio comercial).

O meu irmão Nuno, como bem sabe quem o conhece, é um grandessíssimo chulo. Como Judas seboso que frontalmente se assume, faz mil e um negócios, engana-me sempre que pode ( e eu deixo sempre enganar-me), conseguindo safar-se SEMPRE MAS SEMPRE MESMO de qualquer situação, gozando a vida como um verdadeiro lorde inglês.

No fundo é um bode ranhoso (mas é o meu irmãozinho de quem gosto tanto).

Agora, atentem:

Eu este ano fui passear a Monsaraz e a Dornes.
O meu irmão foi à Rússia.
O ano passado fui ao Funchal.
O meu irmão foi à Las Vegas, México e Califórnia.

Nessa medida, e no seguimento do post infra, tenho-vos a dizer que o meu irmão, ao invés do famigerado tio do namorado Maxo-Pila é, oficialmente,

A ÚLTIMA MATRIOSKA (Mini-Pila), ao contrário do que a sua foto (tirada em Moscovo) sugere!

Aquietem os vossos corações preocupados. Sei por fonte segura que ele não lê este blogue (hihihi)

PS-Pedro, adorei as nossas férias



sexta-feira, agosto 19, 2011

Sorte da tia

Escrevo-vos este post atraves de um irritante teclado espanhol, pelo que o mesmo seguira sem qualquer acentuacao e a pontuacao falhou a meio (desisti.Reconheco a superioridade intelectual deste computador e ja nao estou para me aborrecer mais)

A proposito de um atleta afro-americano do Belenenses gigante que conheci, aflorei a conversa mais batida do mundo:

Eu: coitadas das coreanas, aquilo para fazer filhos deve ser triste. Falo com as mulheres dos meus clientes, olha que as sao tomenses ate saltam.
Ele: dizem isso dos africanos, mas olha que o meu tio V.... tem ca uma destas pilas
Eu : a serio? estou chocada, ele ate e um bocado caga tacos, pequenino
Ele: eu sei, mas tem um pilao que so visto
Eu: mas como e que tu sabes?
Ele: jogamos futebol e estamos nos balnearios

Matuto. O tio dele realmente nao e nada alto e aquilo faz-me especie.

Eu: mas olha la, quer dizer, pila grande, mas pila grande tipo o que?

Ele reflecte alguns segundos, perspegando os olhos no tecto.

Ele: Hum... Estas a ver as Matrioskas?
Eu (nao muito segura de perceber aquilo que ele vai dizer) sim... que tem?
Ele: Bem... Digamos que ... Olha, imagina que existia uma Matrioska de Pilas,

Silencio

Ele: Estas a imaginar ou nao
Eu: sim...
Ele: Entao digamos que na formula das Matrioska de Pilas, a do meu tio seria a do exterior.

Desatei-me a rir.

Ainda tive o discernimento para lhe perguntar qual seria a dele, e ele a hombridade de confessar que estaria là pelos meios.

Quando voltei a cumprimentar o senhor quinquagenario, fi=lo com todo um outro respeito.

quinta-feira, agosto 18, 2011

A importância de ser-se Susana

Depois de me ter queixado da falta e saudades do meu seio familiar, chegou a vez, em boa consciência, de me vangloriar da importância da minha presença nessa mesma casa e escrever aqui, em letras garrafais, que acho UM PERFEITO ESCÂNDALO NINGUÉM CHORAR A MINHA AUSÊNCIA!

Fá-lo-ei em breves linhas:

1 - A minha velha cadela Yupi (17 anos), andava com uma comichão doida na boca, escafiando violentamente os seus bigodes e já tendo inclusive uma ferida (situação comentada telefonicamente pela minha mãe).

2- A minha mãe volta-me a ligar e reporta-me orgulhosa e freneticamente que o lambão do veterinário queria cobrar-lhe 30 euros para observar o cão , mas ela foi muito mais esperta e dirigiu-se à loja das rações dos animais.

eu fico calada a ouvir o seguimento do monólogo

3- Depois, a minha mãe diz-me que a senhora das rações a informou que aquela ferida derivava certamente das gânfias do animal, e que, naturalmente, as devia cortar e na ferida aplicar uma pomada de bactericida que aquilo passava rápido. Aconselhou-a ainda a comprar o amoroso abajour para cabeças de cão (os chamados colares isabelinos). A minha mãe declina educadamente dizendo que o meu pai faria um.

4 - Custo do incidente canino: 5 euros pela pomadinha (o meu pai fez literalmente um abajour de um garrafão de azeite e prendeu-o com um atacador) . Mãe orgulhosa desliga o telefonema ainda a blafesmar contra o judeu do veterinário.

5 - Mãe volta a ligar, ligeiramente preocupada, dizendo que o cão andava um pouco abatido, mas que devia ser da vergonha do abajour (o facto de ser uma anciã dá-lhe um certo estatuto nos cães cá da rua).

6 - Mãe liga no dia seguinte, aflorando o isolamento persistente do cão, e mencionando, inclusive, o aspecto um pouco fungoso (palavras dela) da ferida.

6 - Vou finalmente a casa.

7 - O cão tem, objectivamente, metade da cara podre.

8 - Histérica, obrigo-a a ir ao veterinário.

9 - Cão sujeito imediatamente a intervenção cirúrgica no Hospital Veterinário do Restelo, para extirpação de um abcesso de um dente que já lhe estava a carcomer as entranhas.

10 - Custo total do incidente: 350 euros da cirurgia, mais 50 de consultas, mais 45 de medicamentos, mais os 5 da pomada da estúpida da mulher das rações.

11 - Ri-me sadicamente para a minha mãe. Tudo teria sido evitado se eu estivesse em cssa porque, aparentemente, eu sou a única pessoa normal que nela habitava. Ter-se-ia pago a consulta inicial do veterinário (30 euros), que facilmente lhe administraria um antibiótico e anti-inflamatório.

Percebo no olhar da Yupi que ficou muito fragilizada com a situação. Não pela ferida (mais focinho, menos focinho, tanto se lhe dá). Mas pela facto da minha mãe, no fundo, a sua mãe também!, não só ser uma grande avara como completa e absolutamente alienada.

Faltava lá eu e todos reconheceram a preciosidade da minha presença. Acho que a minha existência terrena é, simplesmente, um profundo milagre.

quarta-feira, agosto 17, 2011

Salsicha e a Prostituição nos motores de busca mais incompetentes do mundo

Estando hoje imbuída do maior espírito inquisidor, resolvi investigar melhor este blogue e descobri uma opção que diz: ESTATÍSTICAS.

Logo ali se me deparou uma parafernália de opções para eu perceber quem lê, por que lê, como chega aqui, entre outras coisas que não consegui perceber muito bem...

Agora, os agradecimentos cá do fundo: piston do meu coração, a maçã de eva e o desassossego.

A seguir, um TERRORISMO SOCIAL que nunca pensei vivenciar:

Para se chegar à salsicha girl, a maior parte dos curiosos vem pelo "salsicha não te desgraces" (normal, julgo).

Logo a seguir, em 2.º lugar, vem um sugestivo "como ser prostituta" e, num honroso 7.º lugar, ex-aequo com "odeio a bimby", aparece um adorável"como se tornar prostituta"!

(Penso que é interessante analisar como as pessoas distinguem o pormenor de ser-se prostituta e a de se tornar prostituta. É reconfortante perceber que as pessoas não se sentem logo umas porcas, ao invés, tentam antes descortinar todas as vertentes prostíbulas que se lhes apresentam. Meretrizes cautelosas, no fundo. Ou lenocidas prudentes(lenocinas? o código penal não lhes dá nome).

Dirijo-me agora à horda de gente esquisita que cá vem inadvertidamente parar: não sei por que motivo o motor de busca vos trouxe a mim, e que espécie de circuitos sexuais é que frequentam.

Não tenho nada de concreto para vos ensinar, a não ser que, ainda assim, Jesus vos ama.
E que ser-se prostituta não é, efectivamente, crime. Mas fazer-se massagens prostáticas a 20 euros quase que juro que é. Absolutamente lamentável.

Quero a minha querida Mãe. MÃE. MÃE. MÃE.

É verdade, não tenho escrito. A minha vida mudou e, em agradecimento aos inúmeros comentários (na sua grande maioria carinhosos insultos), vejo-me na contigência e, afinal, grande prazer, de partilhar convosco o meu último ano. Perceberão assim, espero, o porquê de me ser cientificamente impossível escrever neste blogue e se mereço ou não a vossa total compreensão.

Exemplo aleatório de 2 episódios domésticos (dos mais de 20 que detenho), que me fazem exaurir mentalmente:

1.º episódio)
Ele chega a casa. Vai tirar um iogurte ao frigorífico mas aquieta-se à porta deste.
- O que é isto? - ri-se ele a olhar de esguelha para mim
- O quê - respondo eu com ar abstraído, enquanto limpo discretamente a nhanha de melancia que esparramei pela centésima vez na mesa, com a ponta da minha echarpe.
- Bem, este post-it bastante ilustrativo que diz (pigarreia): "Base de sopa: cebola, água, cenoura, batata. Cozer em água 20 minutos e esmigalhar. Rechear com agriões, espinafres ou couves. Só no fim.".

Nem soube muito bem o que dizer. Já estudei muito, adoro ler, e tenho uma excelente memória. Mas bolas, antes fazer um tutorial de como resolver um cubo de rubik do que o flagelo de permanecer numa cozinha mais do que 3 minutos (tempo que considero estritamente necessário para compor uma sande de fiambre e um iogurte açucarado num tabuleiro e desandar dali o mais rápido possível).

E para quem se está a interrogar neste momento: sim, sempre que preciso de fazer uma sopa necessito de ir ao youtube, digitar "fazer sopa" (melhor site do mundo: SABORINTENSO - obrigada Neuza, és linda) e ir pondo no pause à medida que o vídeo avança, saltitando entre o fogão e o laptop. E sim, NÓS NAMORAMOS, somos muito felizes e sublinho que faço maravilhas noutras coisas.

2.º episódio - dos tais 20 Deus meu)
Abro o cesto de roupa suja para pôr as farpelas do menino a lavar (o que me dobra a responsabilidade por não ser roupa minha) e deparo-me com um cenário medonho. Calções cremes com riscas azuis escuras; boxers brancos com um boneco da Sininho verde fluorescente; t-shirt bege com uns desenhos com toda a tabela de cores existentes no mundo inteiro e não estou a exagerar.

Estou sozinha em casa, sinto-me perdida e faço a única coisa que uma menina criada a compotas de morango e um milhão de beijinhos tem que fazer: começar a chorar copiosamente e ligar para o telemóvel da mãe.

Felizmente tudo se resolve. Por entre soluços, vou escolhendo os dois montinhos de roupa de cor e roupa branca conforme as indicações dela - não só nada convencida daquilo que faço, como completamente chocada por pôr as minhas preciosas cuecas cor de salmão no monte de roupa branca (tipo, não é máquina de roupa branca e máquina de roupa com cores??? é só impressão minha ou o salmão, o turquesa e o cinzento são efectivamente CORES ? Até fico confusa a tentar explicar isto, imagine-se o tumulto de EFECTIVAMENTE COLOCAR A ROUPA NA MÁQUINA!)

Eu sei que isto passa. Que um dia farei isto de olhos vendados, com uma perna às costas, dobrada ao meio, a esticar o cabelo e a fumar um cigarrinho. Mas, acreditem - enquanto isso não acontece (tipo saber seleccionar a mais brilhosa hortaliça ou o melhor espadarte fumado) sinto-me, oficialmente, um triste espectáculo.

Repito: faço outras maravilhas.