sexta-feira, outubro 28, 2011

Peso Pesado e a Filosofia Ocidental

Malta,

Urge dizer-vos que tenho visto o Peso Pesado (e também a Casa dos Segredos ocasionalmente, mas isso não é para contar a ninguém) (e ficará para outro post).

Tenho uma colega de faculdade nessa Herdade, a gorducha Marta (simpática mesmo), e ontem eu e o Pedro voltámos a espreitar o programa.

E chegámos a uma conclusão. Amo o Pedro e fomos feitos um para o outro.

Com efeito, após uma altercação lá na Herdade não sei bem com o quê, ouvimos o gordo Alfredo que pesa 200kg a gritar,

(sendo que um outro lhe disse em plena discussão "tens 200kg mas não me assustas" e eu e Pedro ao mesmo tempo "f...não te assustas mas devias! ")

E foi aí que tivemos, ao mesmo tempo, uma epifania. Ao ouvir o gordinho Alfredo, de 200kg, na mais completa indignação e fúria, olhámos um para o outro e dissemos ao mesmo tempo:

"Roto!".

Ao mesmo tempo! O amor é tão cúmplice...

Após a constatação que o Alfredo é gay ( e acho muito bem, a genitália masculina é amorosa), o Pedro, que é um filósofo conceptual e gosta de analisar tudo ao pormenor, após um período de breve reflexão afirmou:

"Se o Alfredo for passivo, garanto-te que é frustrado."

"Porquê?"

"Porque com 200kgs acredita que é preciso mais de meio metro de piça para lhe atravessar aquelas bordas do cu". "E olha que meio metro não é fácil de arranjar. E eu não posso lá ir porque não sou roto".

Reitero o meu amor por Pedro,

Esse grande homem que prioriza o seu olhar sobre a condição humana e a retrata magistralmente.

quinta-feira, setembro 08, 2011

Auto-avaliação: nota 5 (0/5)

Só uma pequena anotação da última conversa que tive com o meu irmão:

- Então minha grande besta , vais para esses países medonhos russos e bielo-russos, mesmo tendo visto o Hostel 1 e 2?

- E... que queres dizer com isso?

- Não tens receio de ir para esses motéis sinistros, em que dormes em quartos de 15 pessoas, a pagar €3,50 ? Uma espécie de ameaça velada que paira sobre ti durante a noite?

- E por que razão teria medo?

- ...Não tens medo de ir parar a uma camarata com seres tipo, hum... clinicamente perversos? Psicopatas, psicotrópicos e afins? Pessoas de quem deverias ter medo, muito medo!


O meu irmão sorriu e lançou-me um olhar sobranceiro.


- Susana. minha grande estúpida:

EU SOU A PESSOA ESQUISITA DE QUEM OS OUTROS 14 DEVEM TER MEDO.

Nunca fui calada com tanta propriedade. Nuno, os meus sinceros parabéns.



quarta-feira, agosto 31, 2011

Nuno, A Derradeira Ilusão de Óptica .





Olá. Este é o meu irmão Nuno, já tão amplamente denegrido neste blogue (e rádio comercial).

O meu irmão Nuno, como bem sabe quem o conhece, é um grandessíssimo chulo. Como Judas seboso que frontalmente se assume, faz mil e um negócios, engana-me sempre que pode ( e eu deixo sempre enganar-me), conseguindo safar-se SEMPRE MAS SEMPRE MESMO de qualquer situação, gozando a vida como um verdadeiro lorde inglês.

No fundo é um bode ranhoso (mas é o meu irmãozinho de quem gosto tanto).

Agora, atentem:

Eu este ano fui passear a Monsaraz e a Dornes.
O meu irmão foi à Rússia.
O ano passado fui ao Funchal.
O meu irmão foi à Las Vegas, México e Califórnia.

Nessa medida, e no seguimento do post infra, tenho-vos a dizer que o meu irmão, ao invés do famigerado tio do namorado Maxo-Pila é, oficialmente,

A ÚLTIMA MATRIOSKA (Mini-Pila), ao contrário do que a sua foto (tirada em Moscovo) sugere!

Aquietem os vossos corações preocupados. Sei por fonte segura que ele não lê este blogue (hihihi)

PS-Pedro, adorei as nossas férias



sexta-feira, agosto 19, 2011

Sorte da tia

Escrevo-vos este post atraves de um irritante teclado espanhol, pelo que o mesmo seguira sem qualquer acentuacao e a pontuacao falhou a meio (desisti.Reconheco a superioridade intelectual deste computador e ja nao estou para me aborrecer mais)

A proposito de um atleta afro-americano do Belenenses gigante que conheci, aflorei a conversa mais batida do mundo:

Eu: coitadas das coreanas, aquilo para fazer filhos deve ser triste. Falo com as mulheres dos meus clientes, olha que as sao tomenses ate saltam.
Ele: dizem isso dos africanos, mas olha que o meu tio V.... tem ca uma destas pilas
Eu : a serio? estou chocada, ele ate e um bocado caga tacos, pequenino
Ele: eu sei, mas tem um pilao que so visto
Eu: mas como e que tu sabes?
Ele: jogamos futebol e estamos nos balnearios

Matuto. O tio dele realmente nao e nada alto e aquilo faz-me especie.

Eu: mas olha la, quer dizer, pila grande, mas pila grande tipo o que?

Ele reflecte alguns segundos, perspegando os olhos no tecto.

Ele: Hum... Estas a ver as Matrioskas?
Eu (nao muito segura de perceber aquilo que ele vai dizer) sim... que tem?
Ele: Bem... Digamos que ... Olha, imagina que existia uma Matrioska de Pilas,

Silencio

Ele: Estas a imaginar ou nao
Eu: sim...
Ele: Entao digamos que na formula das Matrioska de Pilas, a do meu tio seria a do exterior.

Desatei-me a rir.

Ainda tive o discernimento para lhe perguntar qual seria a dele, e ele a hombridade de confessar que estaria là pelos meios.

Quando voltei a cumprimentar o senhor quinquagenario, fi=lo com todo um outro respeito.

quinta-feira, agosto 18, 2011

A importância de ser-se Susana

Depois de me ter queixado da falta e saudades do meu seio familiar, chegou a vez, em boa consciência, de me vangloriar da importância da minha presença nessa mesma casa e escrever aqui, em letras garrafais, que acho UM PERFEITO ESCÂNDALO NINGUÉM CHORAR A MINHA AUSÊNCIA!

Fá-lo-ei em breves linhas:

1 - A minha velha cadela Yupi (17 anos), andava com uma comichão doida na boca, escafiando violentamente os seus bigodes e já tendo inclusive uma ferida (situação comentada telefonicamente pela minha mãe).

2- A minha mãe volta-me a ligar e reporta-me orgulhosa e freneticamente que o lambão do veterinário queria cobrar-lhe 30 euros para observar o cão , mas ela foi muito mais esperta e dirigiu-se à loja das rações dos animais.

eu fico calada a ouvir o seguimento do monólogo

3- Depois, a minha mãe diz-me que a senhora das rações a informou que aquela ferida derivava certamente das gânfias do animal, e que, naturalmente, as devia cortar e na ferida aplicar uma pomada de bactericida que aquilo passava rápido. Aconselhou-a ainda a comprar o amoroso abajour para cabeças de cão (os chamados colares isabelinos). A minha mãe declina educadamente dizendo que o meu pai faria um.

4 - Custo do incidente canino: 5 euros pela pomadinha (o meu pai fez literalmente um abajour de um garrafão de azeite e prendeu-o com um atacador) . Mãe orgulhosa desliga o telefonema ainda a blafesmar contra o judeu do veterinário.

5 - Mãe volta a ligar, ligeiramente preocupada, dizendo que o cão andava um pouco abatido, mas que devia ser da vergonha do abajour (o facto de ser uma anciã dá-lhe um certo estatuto nos cães cá da rua).

6 - Mãe liga no dia seguinte, aflorando o isolamento persistente do cão, e mencionando, inclusive, o aspecto um pouco fungoso (palavras dela) da ferida.

6 - Vou finalmente a casa.

7 - O cão tem, objectivamente, metade da cara podre.

8 - Histérica, obrigo-a a ir ao veterinário.

9 - Cão sujeito imediatamente a intervenção cirúrgica no Hospital Veterinário do Restelo, para extirpação de um abcesso de um dente que já lhe estava a carcomer as entranhas.

10 - Custo total do incidente: 350 euros da cirurgia, mais 50 de consultas, mais 45 de medicamentos, mais os 5 da pomada da estúpida da mulher das rações.

11 - Ri-me sadicamente para a minha mãe. Tudo teria sido evitado se eu estivesse em cssa porque, aparentemente, eu sou a única pessoa normal que nela habitava. Ter-se-ia pago a consulta inicial do veterinário (30 euros), que facilmente lhe administraria um antibiótico e anti-inflamatório.

Percebo no olhar da Yupi que ficou muito fragilizada com a situação. Não pela ferida (mais focinho, menos focinho, tanto se lhe dá). Mas pela facto da minha mãe, no fundo, a sua mãe também!, não só ser uma grande avara como completa e absolutamente alienada.

Faltava lá eu e todos reconheceram a preciosidade da minha presença. Acho que a minha existência terrena é, simplesmente, um profundo milagre.

quarta-feira, agosto 17, 2011

Salsicha e a Prostituição nos motores de busca mais incompetentes do mundo

Estando hoje imbuída do maior espírito inquisidor, resolvi investigar melhor este blogue e descobri uma opção que diz: ESTATÍSTICAS.

Logo ali se me deparou uma parafernália de opções para eu perceber quem lê, por que lê, como chega aqui, entre outras coisas que não consegui perceber muito bem...

Agora, os agradecimentos cá do fundo: piston do meu coração, a maçã de eva e o desassossego.

A seguir, um TERRORISMO SOCIAL que nunca pensei vivenciar:

Para se chegar à salsicha girl, a maior parte dos curiosos vem pelo "salsicha não te desgraces" (normal, julgo).

Logo a seguir, em 2.º lugar, vem um sugestivo "como ser prostituta" e, num honroso 7.º lugar, ex-aequo com "odeio a bimby", aparece um adorável"como se tornar prostituta"!

(Penso que é interessante analisar como as pessoas distinguem o pormenor de ser-se prostituta e a de se tornar prostituta. É reconfortante perceber que as pessoas não se sentem logo umas porcas, ao invés, tentam antes descortinar todas as vertentes prostíbulas que se lhes apresentam. Meretrizes cautelosas, no fundo. Ou lenocidas prudentes(lenocinas? o código penal não lhes dá nome).

Dirijo-me agora à horda de gente esquisita que cá vem inadvertidamente parar: não sei por que motivo o motor de busca vos trouxe a mim, e que espécie de circuitos sexuais é que frequentam.

Não tenho nada de concreto para vos ensinar, a não ser que, ainda assim, Jesus vos ama.
E que ser-se prostituta não é, efectivamente, crime. Mas fazer-se massagens prostáticas a 20 euros quase que juro que é. Absolutamente lamentável.

Quero a minha querida Mãe. MÃE. MÃE. MÃE.

É verdade, não tenho escrito. A minha vida mudou e, em agradecimento aos inúmeros comentários (na sua grande maioria carinhosos insultos), vejo-me na contigência e, afinal, grande prazer, de partilhar convosco o meu último ano. Perceberão assim, espero, o porquê de me ser cientificamente impossível escrever neste blogue e se mereço ou não a vossa total compreensão.

Exemplo aleatório de 2 episódios domésticos (dos mais de 20 que detenho), que me fazem exaurir mentalmente:

1.º episódio)
Ele chega a casa. Vai tirar um iogurte ao frigorífico mas aquieta-se à porta deste.
- O que é isto? - ri-se ele a olhar de esguelha para mim
- O quê - respondo eu com ar abstraído, enquanto limpo discretamente a nhanha de melancia que esparramei pela centésima vez na mesa, com a ponta da minha echarpe.
- Bem, este post-it bastante ilustrativo que diz (pigarreia): "Base de sopa: cebola, água, cenoura, batata. Cozer em água 20 minutos e esmigalhar. Rechear com agriões, espinafres ou couves. Só no fim.".

Nem soube muito bem o que dizer. Já estudei muito, adoro ler, e tenho uma excelente memória. Mas bolas, antes fazer um tutorial de como resolver um cubo de rubik do que o flagelo de permanecer numa cozinha mais do que 3 minutos (tempo que considero estritamente necessário para compor uma sande de fiambre e um iogurte açucarado num tabuleiro e desandar dali o mais rápido possível).

E para quem se está a interrogar neste momento: sim, sempre que preciso de fazer uma sopa necessito de ir ao youtube, digitar "fazer sopa" (melhor site do mundo: SABORINTENSO - obrigada Neuza, és linda) e ir pondo no pause à medida que o vídeo avança, saltitando entre o fogão e o laptop. E sim, NÓS NAMORAMOS, somos muito felizes e sublinho que faço maravilhas noutras coisas.

2.º episódio - dos tais 20 Deus meu)
Abro o cesto de roupa suja para pôr as farpelas do menino a lavar (o que me dobra a responsabilidade por não ser roupa minha) e deparo-me com um cenário medonho. Calções cremes com riscas azuis escuras; boxers brancos com um boneco da Sininho verde fluorescente; t-shirt bege com uns desenhos com toda a tabela de cores existentes no mundo inteiro e não estou a exagerar.

Estou sozinha em casa, sinto-me perdida e faço a única coisa que uma menina criada a compotas de morango e um milhão de beijinhos tem que fazer: começar a chorar copiosamente e ligar para o telemóvel da mãe.

Felizmente tudo se resolve. Por entre soluços, vou escolhendo os dois montinhos de roupa de cor e roupa branca conforme as indicações dela - não só nada convencida daquilo que faço, como completamente chocada por pôr as minhas preciosas cuecas cor de salmão no monte de roupa branca (tipo, não é máquina de roupa branca e máquina de roupa com cores??? é só impressão minha ou o salmão, o turquesa e o cinzento são efectivamente CORES ? Até fico confusa a tentar explicar isto, imagine-se o tumulto de EFECTIVAMENTE COLOCAR A ROUPA NA MÁQUINA!)

Eu sei que isto passa. Que um dia farei isto de olhos vendados, com uma perna às costas, dobrada ao meio, a esticar o cabelo e a fumar um cigarrinho. Mas, acreditem - enquanto isso não acontece (tipo saber seleccionar a mais brilhosa hortaliça ou o melhor espadarte fumado) sinto-me, oficialmente, um triste espectáculo.

Repito: faço outras maravilhas.

sábado, abril 16, 2011

Quantas vergonhas explanadas ao longo destes 6 anos de blogue? Inúmeras. Maior que esta? Nenhuma.

Não sou de criar intrigas, mas a problemática de praticamente vivermos com uma pessoa, na casa dela, passa unicamente pela seguinte questão: Como, pelo santo amor de Deus, mas como é que vocês conseguem utilizar descansada e relaxadamente uma sanita que não é e nunca foi nossa?


E refiro-me concretamente ao acto de defecar, vulgo fazer um cocó. (Acho realmente horrendo não escrever no blogue há meses e depois vir com esta conversa, mas acreditem que foi ela mesmo que me conseguiu fazer sentar neste computador e desabafar).

E agora, o horror social do ano: Susana vive então 6 dias por semana numa casa. E um dia por semana na sua própria casa. Susana não faz cocó durante 6 dias, porque no escritório não consegue, trabalham lá 15 pessoas. Então, Susana carrega diariamente no ventre um pequeno ser, que dá à luz sempre que dorme na sua própria casa.

Até que um dia, enche-se de coragem, e, na casa que não é sua mas que estava vazia, baixa as calças e faz um firme e bojudo cocó. E vai trabalhar, feliz por ter ultrapassado este obstáculo.

À noite ao telefone:


Ele: Então, hã, os meus parabéns!


Eu - Hein?


Ele: Fui à casa de banho e na sanita estava lá um floater a olhar para mim!


Eu (silêncio)


Ele: A sério, aquilo saiu mesmo de dentro ti?!


Eu (estado de choque)


Ele: O gajo era rijo hã?! Se tu visses como ele lutou pela vida!


Eu (horrorizada)


Ele: Olha que só o consegui partir pela espinha com duas descargas do autoclismo..


Eu: OK! JÁ PERCEBI A IDEIA!!!!


Ele: A sério, fico muito feliz por já cagares cá em casa!


Depois dos meus pruridos todos em fazer cocó, vou lá e sem qualquer pejo faço um de tal maneira, que flutua e rodopia durante 8 horas, nunca cedendo à morte precisando de mais duas descargas para desaparecer sanita adentro!

Voltei a carregar no ventre o meu progressivo alien.