domingo, fevereiro 21, 2010

Finalmente, caso-me...

É com os olhos rasos de lágrimas e um nó na garganta que anuncio que vou-me casar no próximo mês de Março.

29 anos de vida

25 anos que deixei de ser filha única

19 anos de escola

15 anos desde o meu primeiro beijo

9 anos depois do meu primeiro desgosto de amor


e finalmente vou-me casar!!!!!!!!!!!! - em representação de um homem que está preso em S. Paulo por assalto à mão armada a cumprir 12 anos de cadeia. Uma jóia de pessoa, naturalmente.

A noiva com a qual vou contrair matrimónio em representação desse patife vive em Alfama, berra que nem uma doida, assoa-se às mangas, escreve o nome dela com erros ortográficos, tem um rabo que parecem dois e é tremendamente parva pelo que não lê de certeza este blogue para me vir pedir contas das chibadelas!

Desumanidades medievais à parte, preferia passar uma década numa penitenciária brasileira superlotada de tuberculosos do que casar com aquela gaja e vir viver com ela para Portugal.

Vai ser um casamento muito bonito.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

O voo picado da Linguiça (eu)

Ainda não postei aqui que o ano passado tive a insólita ideia de comprar um motociclo.

A ideia era conduzir por Lisboa serpenteando de cabelo ao vento por entre os carros, cruzando avenidas, e superando mil obstáculos. Ora o confronto com a realidade foi duro. A verdade é que só sabia zizaguear estrada fora, tentando travar com pés e gritando pela minha mãe com ar de louca esgazeada.

Sempre que conseguia travar (geralmente com a língua dependurada e as solas dos sapatos a fumegar), ficava imóvel uns segundos maldizendo a minha pessoa e as minhas estúpidas ideias, jurando para nunca mais.

Ora este sábado tinha a minha primeira e verdadeira experiência motard. Cabo da Roca e marina de Oeiras. E aí vai Salsicha, cabelo encrespinhado no capacete, nariz a pingar estalactite e olhos rasos de lágrimas de emoção e stress, a tentar superar-se e , afinal, não morrer.

A5, ic 19, Cril, Crel, marginal, fiz tudo!!! Naturalmente sempre escoltada pelos simpáticos motards, dois à frente, dois atrás - ( a 35/h, tenho a leve sensação que nunca mais vou saber destes passeios).

Fiquei mesmo feliz e orgulhosa da minha competência técnica. Até chegar à casa dos meus pais e espetar-me dolorosamente numa curva a 10 metros da garagem.

Levantei-me num ápice a fim de evitar vergonhas, sacudi o blusão e calcei novamente os ténis (percebo agora a utilidade das botas). Depois levantei a mota, observei quase que comovida os estragos no alcatrão (sim, leram bem, no alcatrão) e fui a coxear para casa merdalejando a minha vida.

À distância de 3 dias, a moral desta minha primeira queda? Venham mais (preferencialmente de colete protector e cotoveleiras), sinto-me outra, O MUNDO É MEU!