sexta-feira, outubro 13, 2006

O degredo II

Se há coisa que eu tenho um real pavor, é de assistentes de loja que me espiolham e, gentilmente, perguntam se podem ajudar. Não sei se já aqui revelei, mas tenho o hábito diário de me ir encharcar em perfume na Sephora e na Companhia dos Perfumes. Lá sou unicamente importunada pelos seguranças que, convenha-se, enquanto homens são bastante fáceis de ludibriar. Basta fazer um sorriso de esguelha e, com a mão direita, despejo um J´Adore decote abaixo.

Ma agora vem o trauma da minha vida: a DOUGLAS!! Na verdade, a Douglas deve ter despendido quantias avultadíssimas em estratégias de asfixia psicológica, pois é a única loja em que eu entro para me perfumar e saio não só sem uma pinguinha de perfume mas com um objecto inútil e comprado licitamente.
Exemplo na última ida ao mundo da Douglas (e que eu me esfarrape aqui se voltarei mais alguma vez!):

- vou eu colada às paredes, escondendo-me por entre pilares, deslizando no chão de azulejo e soerguendo ocasionalmente a cabeça por cima das prateleiras, tentando alcançar desesperadamente o Light Blue de Dolce&Gabanna. Quando me faltava unicamente meio palmo para agarrar o dito, eis que surge um desses seres atemorizadores chamados “lojistas” que me pergunta se quero alguma coisa.

Pois há muita coisa que eu sei fazer. Inclusive mentir. Mas há qualquer coisa de fisiológico que me transfigura frente às assistentes. Eu feita ursa desorientada começo a inventar problemas como sobrancelhas desfiadas e pestanas quebradiças.

Conclusão: entrei lá à macho latino e saí de pantufas, com a porcaria de um rímel da Givenchi que me custou 22 euros mais dois reafirmantes de coxas da Clarins que me custaram 65 euros!! Um belo total de 87 euros (17 CONTOS E QUATROCENTOS!!!)

MEU DEUS EU SÓ QUERIA UM BORRIFO DE D&G!

E a ratazana da lojista com a sua bela comissão.
Comissão de boas vindas hei-de eu dar-lhe quando a apanhar na estação do Oriente e lhe der uma surra de meia-noite.

8 comentários:

x-prep disse...

Curioso, a mim costuma acontecer-me o contrário: vou cheio de área pa comprar um blusão e qd vejo o preço começa a salva de defeitos. Depois, por vergonha, acabo por comprar um par de meias

susana disse...

responsável pelo esvaziamento completo do intestino? com meias?

tenho medo,muito medo.

Anónimo disse...

parabéns .........não diria melhor....mas pior k isso so mm...ter o azar de apanhar um perfume horrivel e passar o dia a lavar as mãos, tudo o k mexemos fika kom o cheiro, tudo sabe áquilo ..........LOL....bjinhos fika bem ....grande blog k prova k a sinceridade é tudo

Jorge disse...

Confesso que quando li esta “postagem” (como diz o Blogger em português do Brasil) gostei muito mas fiquei com cara-de-boi no que toca à Douglas. Nunca tinha visto nenhuma loja dessas.
Hoje, assim que entro no Oeiras parque, dou de caras com a loja, na antiga Valentim de Carvalho. Sorri e lembrei-me desta magnifica peça de literatura de Belas.
Senti um bonito contraste. É que, não sei porque razão, no acesso pelas passadeiras rolantes mais próximas, o ar estava contaminado por um aroma a couve-podre (termo técnico – bufa). Infelizmente não se podia culpar ninguém. A menos que algo, como o coro de Santo Amaro de Oeiras, se tenha “libertado” sincronizadamente naquela zona, pela extensão e duração do aroma... não foi Homem.
Felizmente a Douglas estava lá para me salvar o apetite!

Carlos Sampaio disse...

Já experimentaste usar a velha frase, "não preciso de ajuda obrigado"?

Dr. Cunillingus disse...

Não saía mais barato teres comprado o perfume??? De há uns posts para cá começo a tirar alguma conclusões, que por serem contraditórias, me confudem...

susana disse...

posso dar 80 euros para um xarope de seiva, mass perfumes é coisa que para mim não vale mesmo a pena. até hoje sobrevivi com as amostras e os leites de corpo que são substancialmente mais barato.

64€/perfume? jamais.

Ronin disse...

...patetico Susana... patetico... :-p