domingo, maio 14, 2006

Não se preocupem, ela tem arranjo

Hoje chorei tanto a rir que já ganhei o dia para, pelo menos, 3 semanas e meia.

Estou no meu quarto e oiço o maior aparato policial. Sirenes nervosas ouviam-se já ha quase um minuto quando 6 carros da polícia, em fila indiana e numa bisga indescritível, aterram na rotunda mesmo em frente à minha casa (e eu ca em cima a assistir a tudo despudoradamente) e cortam todas as saídas da mesma.

Vai haver molho pensa a minha família em uníssono, esfregando já as mãos de contentamento por tamanho deleite neste fim de tarde.

O meu irmão não estava, pelo que só eu e os meus pais nos desfazíamos em hipóteses mirabolantes, envolvendo sempre os presos da Carregueira e Lexus em fuga.


Estamos todos muito atentos à curva que antece a rotunda, esperando impacientemente pelos foragidos, quando aparece o meu irmão na minha bicicleta, esborrando-se todo para conseguir controlar a dita, bufando por todos os lados e já em perfeito desequilíbrio pelo esforço dispendido.

Nós os 3, da varanda, não soltamos pio. A ideia do meu irmão ser um meliante em debandada por um lado preocupa-nos, por outro é algo tão impensável que até se torna emocionante. Mas, pela cara apoplética do miúdo percebemos que o problema dele é o excesso de peso e nao problemas com as autoridades, pelo que ficámos imóveis esperando o desfecho.

Este foi, adiante-se, lindo, porque o meu irmão, já mais morto que vivo já que pedalar mais do que 10 minutos é um suplício que nem pela pátria,

apagou-se definitivamente quando vê 6 carros da polícia parados na rotunda para a qual ele se dirige,

sem contar com os 200 desocupados que assomam às janelas.


morto de susto pela suposta espera, vem estrada fora aos ziguezagues, num esforço hercúleo para dominar o veículo desmotorizado até, finalmente, embater no sinal de cedência de prioridade, rebolar estrada fora até ao 1º carro ficando prostrado de barriga para cima e pernas cada uma para seu lado.

A minha mãe grita, o meu pai abana a cabeça e eu rio-me. Depois, subitamente, contraio-me num esgar azedo ao recordar-me que não carreguei a bateria da máquina digital.

De qualquer forma a gargalhada colectiva que ecoou por Belas fora fez-me regressar à realidade e sentir-me vingada. Quem mandou vender-me o bilhete de Pearl Jam a preços abusivos?

Que fique com o dinheiro, a minha vista regalada não tem preço! E acreditem, vê-lo depois chegar a casa todo roto do asfalto e com o guiador pendurado ao pescoço (apesar da bicicleta ser minha) fez-me relembrar quão maravilhosa e cintilante a vida é.

Life, oh life..

5 comentários:

Ana disse...

lololololol valeu a pena esperar 5 dias por isto!! =)

Dr. Cunillingus disse...

Com tudo isto ficou sem saber afinal o que é que a polícia aí foi fazer....

Anónimo disse...

Que história mirabolante!
Já à muito tempo k não aparecia por aqui! Mts Beijos e vê se me entrgas a minha fita!
Pedro Castelo

Anónimo disse...

Oi! Queria-te só dar os parabens fazes-me rir à gargalhada.
Continua.

Anónimo disse...

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