quarta-feira, maio 31, 2006

O blogue é meu seus viperinos!

Aviso aos mais incautos
boa nova para os mais solitários
admoestação para os mais invejosos
preparação metfísica aos mais cardíacos:


proximo post vou colocar uma foto do meu estimado corpo, e depois não digam que é prima, as calças do pai, e imagem do banco de dados, e outras alarvidades que já me chegaram aos ouvidos (mais magros também, o auricular direito é que anda ali numa certa oscilação de peso).

advirto já: sim, sou megalómana, narcisista empedernida, covil de todas as impurezas mundanas,porca deslavada e sensaborona de meia idade. (aprendi com o Eminem, se dissermos mal de nós próprios, os outros já não têm matéria prima por onde pegar)

SO WHAT?

Mas valeu a pena. M, és ..!

Ontem lá me libertei da neurose compulsiva da minha mãe e me esgueirei de casa, se bem que já ia no cruzamento dos bombeiros ao pe da rotunda e ainda a ouvia a praguejar como um carroceiro,palavrões de fazer corar o PacMan, ameançando-me de coisas feias caso eu nao lhe acabasse um trabalho pendente até as 9 horas do dia seguinte,

e fui ver os Donna Maria ao Speackeasy.

A conclusão a que cheguei é que, apesar de eles serem muito,mas muito bons mesmo,

eu saio de casa para fugir a uma louca e acabo por ir parar ao pé de uma vocalista lunática, com espasmos espiléticos e com a mania que é fada e esvoaça pela sala fora,

prega os olhos ao tecto e tremelica as beiçolas, num gesto de intectualimo dialético puro, em que por um lado canta o inigualável Variações com um sentimento brutal e difícil de aceder, mas depois rodopia aquelas ancas de tísica e aquele rabinho Trafaluc sub-9 num esforço sexual patético,

canta descalça e apanha os cabelos num sedutor rabo de cavalo, (se ela nao o tem porque nao pedir emprestado ao equídeo certo?)

lançando olhares libidinososa tudo quanto mexe menos a mim,

(que estou perfeitamente entretida em ver as porcas do Champagne, quais hound bassets com trelas de diamantes a serem vigorosamente apalpadas por informáticos desesperados, antecipando um fantástico serão na parte de trás do seu Mecedes Classe A).

Voltei para casa de madrugada e na cozinha esperava-me uma mãe lavada em lágrimas, extenuada e olheirenta, soçobrada pelo cansaço,

o que mesmo assim não a impediu de vir atrás de mim com um livro do David Hume empunhado corredor fora, até eu me trancar no quarto e,num linguarejar profundamente malicioso e visceral proferir a tão fatídica e repetida frase: " AMANHÃ MINHA MENINA, CONVERSAMOS..."

Porra,se ela conversasse menos e escrevesse mais!

segunda-feira, maio 29, 2006

já tenho um portátil: espalhe-se a boa nova.

Fui, nestas ultimas semanas, impelida a fazer uns trabalhitos universitarios para a minha desolada mãe.

Basicamente ela lançou-se aos meus pés, choramingando pateticamente num discurso desconexo acerca da falta de tempo, da crueldade dos trabalhos domésticos, de como tinha passados 9 excruciantes meses comigo no ventre, como mentia piedosamente para eu faltar às aulas de educação física (experimentem usar copa D e correr os 100 metros de barreiras!), os castigos corporais que evitou q me fossem aplicados por um pai mais combalido pelas tropelias, o arrependimento honesto de um dia me ter ameaçado coma escola de correcção,

bla bla bla, enfim, uma tentativa lamentável de me chantagear à qual eu, catolica e apostolicamente acedi.

Recebi hoje o meu Toshiba. Vou já instalar o Wireless weee!

quinta-feira, maio 25, 2006

Resolução de ano novo n.º 19

Decidi hoje de manhã que iria ser vegan.

Uma larica insofismável por bifinhos de peru e 14 horas volvidas obrigaram-me a repensar.


se fosse um filme: "a infiltrada" (nem que seja por 13 horas nesse sub-mundo do straight edge)

se fosse um livro: "A queda de um anjo" (acalmem-se corações gorgolejantes de preocupação, a queda foi inócua - e nada as próximas aulas de aikido não suavizem)


sou uma fraca.

sábado, maio 20, 2006

Kiss my..

Para o(a) idiota anónimo,

que disse que agora só me falta arranjar rabo,

mereces um post só para ti porque, mais uma vez, reafirmo que adoro tiros nos pés e, mais,

adoro tapinhas bem dados

daqueles sonoros e se for no rabo melhor,

porque se há coisa que eu prezo é o meu rabinho mundano, rubicundo mas amoroso,
adoravelmente torneado com muito esforço e dedicação, em suma,

um rabo adorável, daqueles de se pregar os olhos no tecto e agradecer às divindades com os olhos marejados tamanho presente.

Compreendo é que a adoração à Trindade seja por mim feita solitariamente porque não estou a ver, assim à queima-roupa, alguma qualidade pela qual possas também agradecer. A não ser claro, essa extremosa capacidade de não ver o evidente.

Mas já dizia o principezinho..
e se tu não vês o notório quanto mais o essencial.

9 quilos a menos



e a auto-estima nunca é demais.
três vivas para mim!

sexta-feira, maio 19, 2006

Era uma vez uma Yupi.

Não sei como vos escrevo estas linhas.


Ontem a minha mãe, de índole perfídia e profundamente maléfica, trouxe uma barrita de chocolate para mim.
Resisti aos instintos primitivos e limitei-me a jantar um copo de leite.
Hoje quando regressei do meu novo emprego (caso ainda haja alguém neste Portugal pequenino que ainda não saiba),

vejo a barrita, piscando o olhito matreiro em cima de uma cadeira na cozinha, já sem embrulho e tudo, pedindo-me para ser deglutida.
Debati-me, mais uma vez, numa célere luta interior, até que, finalmente, a gula vulgo larica triunfou,

e me lanço vorazmente sobre ela.

Mais tarde aparece o meu pai, vociferando e perguntando-me porque é que eu não limpei o cócó da yupi.

e eu "nao vi!"

e ele "como nao viste? é gigante mesmo à entrada!!"

eu "se é gigante e se o viste porque nao limpaste tu?"

"cala-te e vai mas é limpar" seguido de uma dissertação mundana sobre a mudança dos tempos, e se no tempo dele ele falasse assim com o meu avô era chicoteado no pelourinho da aldeia e açoitado com ramos de laranjeira.

Sosseguem-se os corações mais alvoraçados: não, a barrita não era cócó de cão. Mas quase.

pai, coçando a cabeça em estado pensativo "pois, aquilo de certeza que foi a barrita manhosa"

eu, em situação clínica pré-traumático mas muito cautelosa: "estás a falar do quê?"

pai, rindo-se com a singular lembrança "à bocado a tua mãe deu-lhe uma barra, comeu um bocado e vá lá que vomitou o resto, senão grande c... que iria para ali"

eu, azul-topázio, mão já à frente da boca "vomitou como?"

pai encolhendo os ombros cansado"oh, como querias que fosse? comeu e deitou fora"

su apoiada já na parede,ardendo em febre e de mão erguida suplicante: " e..alguém apanhou?"

conclui ele, à laia de despedida "a tua mãe deixou aí, pode ser que a Bianca goste"


A sério, quando apanhar o cão a jeito desfaço-o em pancada. (Só não faço o mesmo com a minha mãe porque teve o bom gosto de se me emprenhar e concedeu-me excelentes e portentosos genes ADNeicos. Que por acaso neste momento devem estar revolvidos na minha própria bílis porque ainda não consegui vomitar a barra.)
E ainda ingeri 190 calorias mastigadas de uma assentada.

Reiteiro o conselho já aqui uma vez prestado: na loja, escolham a tartaruga anã. Até porque em caso de asneira sempre conseguem persegui-la, violentá-la selvaticamente e lançá-la pelo esgoto.

Escusado será dizer que o cão anda foragido há já 3 horas.

quarta-feira, maio 17, 2006

ou com regressão hipnótica, quiçá

Estou chocada com o meu provincianismo blogueico destes últimos dias.
Posts deprimentes e maldosos, mal projectados e ainda mais mal escritos.


Ó Meu Deus, já incorporei em Funcionária Pública!! Mamaduuuuu, preciso de ti!

a minha 1ª semana como assalariada

é o 3º dia de trabalho e já consegui chegar atrasada 6 vezes (3 de manha e 3 ao almoço).

saímos 15 minutos mais cedo com a desculpa dos transportes (mesmo cara podre, com a estação do oriente a 1 minuto!!)

estou numa sala com mais 8 sub-30, falamos de tudo menos, na verdade, daquilo que interessa.

já arranjámos esquemas para nos revezarmos para o cafe durante o maximo de tempo possível.

os minutos livres que sobram nesta, enfim, selvajaria ultra-doce aproveitamos para realizar algum trabalho profissional, nomeadamente aceder a informações confidenciais e rirmo-nos muito.

E sinto que vai melhorar.

domingo, maio 14, 2006

Não se preocupem, ela tem arranjo

Hoje chorei tanto a rir que já ganhei o dia para, pelo menos, 3 semanas e meia.

Estou no meu quarto e oiço o maior aparato policial. Sirenes nervosas ouviam-se já ha quase um minuto quando 6 carros da polícia, em fila indiana e numa bisga indescritível, aterram na rotunda mesmo em frente à minha casa (e eu ca em cima a assistir a tudo despudoradamente) e cortam todas as saídas da mesma.

Vai haver molho pensa a minha família em uníssono, esfregando já as mãos de contentamento por tamanho deleite neste fim de tarde.

O meu irmão não estava, pelo que só eu e os meus pais nos desfazíamos em hipóteses mirabolantes, envolvendo sempre os presos da Carregueira e Lexus em fuga.


Estamos todos muito atentos à curva que antece a rotunda, esperando impacientemente pelos foragidos, quando aparece o meu irmão na minha bicicleta, esborrando-se todo para conseguir controlar a dita, bufando por todos os lados e já em perfeito desequilíbrio pelo esforço dispendido.

Nós os 3, da varanda, não soltamos pio. A ideia do meu irmão ser um meliante em debandada por um lado preocupa-nos, por outro é algo tão impensável que até se torna emocionante. Mas, pela cara apoplética do miúdo percebemos que o problema dele é o excesso de peso e nao problemas com as autoridades, pelo que ficámos imóveis esperando o desfecho.

Este foi, adiante-se, lindo, porque o meu irmão, já mais morto que vivo já que pedalar mais do que 10 minutos é um suplício que nem pela pátria,

apagou-se definitivamente quando vê 6 carros da polícia parados na rotunda para a qual ele se dirige,

sem contar com os 200 desocupados que assomam às janelas.


morto de susto pela suposta espera, vem estrada fora aos ziguezagues, num esforço hercúleo para dominar o veículo desmotorizado até, finalmente, embater no sinal de cedência de prioridade, rebolar estrada fora até ao 1º carro ficando prostrado de barriga para cima e pernas cada uma para seu lado.

A minha mãe grita, o meu pai abana a cabeça e eu rio-me. Depois, subitamente, contraio-me num esgar azedo ao recordar-me que não carreguei a bateria da máquina digital.

De qualquer forma a gargalhada colectiva que ecoou por Belas fora fez-me regressar à realidade e sentir-me vingada. Quem mandou vender-me o bilhete de Pearl Jam a preços abusivos?

Que fique com o dinheiro, a minha vista regalada não tem preço! E acreditem, vê-lo depois chegar a casa todo roto do asfalto e com o guiador pendurado ao pescoço (apesar da bicicleta ser minha) fez-me relembrar quão maravilhosa e cintilante a vida é.

Life, oh life..

terça-feira, maio 09, 2006

O julgamento

Todo este blogue versa sobre, como alguém referiu e bem, a "twilight zone" que é a minha vida.

O ano passado:

su na sala de audiências, ar compungido, de pé e com a mão no peito,


" Os meus cumprimentos a este Tribunal, na pessoa do Meretíssimo Sr. Dr. Juiz de Direito, ao Digníssimo Magistrado do Ministério Público, ao caro Colega, ao Sr. Funcionário Judicial e demais presentes,



Peço justiça."



E sentei-me, resplandecente de orgulho do meu maravilhoso trabalho juridico.
E sou assim, pequenina mas mt ladina.
Burra mas profundamente educada.

domingo, maio 07, 2006

Abuso filial

Eu anteontem comprei a minha primeira biciceta sem rodinhas.

Estive 3 horas e meia a escolher os espigões de selim, suspensões traseiras e quadros em carbono.

Quando cheguei finalmente a casa pedalei nela 8 minutos porque estava, literalmente, exausta, mas, para meu grande infortúnio, no dia seguinte o meu pai anuncia-me que eu tinha partido uns cabos não sei do quê dos punhos do guiador.


De seguida praguejou dementemente e gritou-me aos ouvidos " RAI´S PARTAM OS MIUDOS, NÃO SE LHES PODE DAR NADA, FOI A ULTIMA COISA QUE EU TE COMPREI NA MINHA VIDA OUVISTE?!"

Hoje pedi-lhe uns óculos de sol porque os meus se partiram todos num tralho na semana passada ao que ele respondeu:

- não me andes a comprar porcarias, com a saúde não se brinca, 200 euros chegam?



Como eu adoro a velhice que assoma docemente o 2º quartel da vida dele.
Saltito impacientemente pelo 3.º

quinta-feira, maio 04, 2006

O Pesadelo da Susana

Hoje foi um daqueles dias em que tive uma montanha-russa de emoções, dos quais passei de um estado de euforia extrema capaz de abraçar o Mundo num enlace profundo,

até um de comportamentos sanguinários, com os olhos vermelhos raiados de sangue, prestes a pontapear a velha que passa aqui a vender rissóis,
(nao pontapeei, segurei-me a tempo)
(caso houvesse velha, que não há)

porque descobri, num espaço de 15 segundos:

1.º, que quem morreu foi mesmo a Joana (weeee, ainda andou o S. Tomás de Aquino a tentar arranjar 5 vias ontologicas e cosmologicas para provar a existência de Deus! Mais que provado!!!!)

2.º, que a deprimente escritora escreveu "Herdeiros da Lua de Joana". Glup

Pausa.

Em jeito de peça de teatro.


VOLTA AQUINO, NÃO QUERO SER DESCRENTE!

quarta-feira, maio 03, 2006

Lua de Joana

Preciso, desde ha muito, de desabafar sobre a Lua de Joana.

Eu odeio, abomino, esventro-me toda só de pensar nessa obra literária. É muito má mesmo, e continuo a achar que quem deveria ter morrido era a miuda e não o irmão para não haver o perigo público de uma Lua de Joana 2, e que a própria autora também já deve ter comprado uns grandes sabugos,

Tipo Gato fedorento, mas esses dá-lhs para o brilhantismo.
A Maria Teresa deu-lhe para a merda que deu.

Sinto-me bem melhor.
Amanhã aflorarei "Uma Aventura no Estádio".

Cara podre 2

Bem,

vou confessar-vos a minha costela mais raquítica:


não resisti e mandei um e-mail ao Fernando Pereira. Qualquer coisa do género: " Então ó Nando, ontem Trump Tower, hoje Quinta dos Carvalhinhos?"

Ao que ele respondeu "Susaninha (weee) (onomatopeia minha),eu fui aprendendo com a vida que a grandeza dos homens se manifesta precisamente nas coisas mais simples. Podes contar sempre comigo se um dia quiseres fazer uma festa original, muito chique e absolutamente glamorosa. Entretanto fica com um beijinho do tamanho da tua Trump Tower."

Pergunta:

- quão cara será a sua actuaçao?
- far-me-á desconto atendendo ao meu e-mail?

ou, ao invés,

fará uma pequena correcção monetária encarecendo-me pelo desplante quase ofensivo?

e ainda,

arranjar-me-a ele varão?


Isso sim, seria muito chique. E poupava-me imenso trabalho.

Não é que eu veja, mas

Nem de propósito com o post infra,

ouvi ontem a tia Maya na Tertúlia, a parabenizar o Joao Portugal por se ter feito à vida porque isto o mundo da música não são rosas,

e andar a tirar fotos em casamentos e baptizados.

Lá do fundo da casa-de-banho, preparando-me para mais uma sessão de confrontações fisico-neurológicas com as bandas de cera da Veet, instintivamente gritei: E O FERNANDO PEREIRA TAMBÉM1!!

Depois, reformulei: FOTOS NAO, ELE SÓ CANTA!



Eu vibro com coincidências.

segunda-feira, maio 01, 2006

Medo

Estou profundamente abalada.

Descobri hoje numa revista especializada de noivas (pânico) que o Fernando Pereira, esse grande nem sei o quê (imitador? entreteneirista? Entretenidor? Imiteirista?)

ACTUA EM CASAMENTOS E BAPTIZADOS!

Eu nao digo que o mundo anda perdido? Qualquer dia vejo vejo o Serra Lopes a domar dromedários e o Claudio Ramos a cantarolar no miradouro de Santa Luzia,

deveria ter-me apercebido que o Apocalipse não tarda quando ouvi os vizinhos do Tiago a fazerem o amor selvaticamente.

No 5.º andar.

(nós nas águas furtadas)