sábado, março 04, 2006

Responsabilidade por factos ilícitos

Anteontem tive que ir à faculdade fotocopiar uns livros. Fui comprar o cartãozinho, e fui tirá-las à biblioteca, mas ao fim de uns 5 minutos a máquina começa a apitar e a piscar confusamente.

Eu via uns bonequitos, umas coisas em inglês, mas detesto tudo o que seja sinalépticas e sinais sonoros, fico sempre muito confusa e apetece-me fugir.

Mas as fotocópias eram tão importantes que eu me lancei à descoberta, e já que a funcionária andava a namoriscar um professor pelos corredores, achei que daria conta do recado.

Ao fim de uns quantos minutos, começo ao pontapé à máquina, abrir e a fechar a tampa gigante, a desligá-la da ficha e a saltar-lhe literalmente em cima.

Tive que dar-me por vencida.

A espumar de raiva, saco das folhas que já estavam fotocopiadas, alinhadas num tabuleiro, e preparo-me para me ir embora. Quando as retiro uma luz acende-se no visor e leio "Papel retirado, máquina pronta a copiar".

Ah, então era isto penso, e volto a abrir a tampa. De repento vejo um lanho monumental no superfície da máquina, uma espécie de fenda, quer dizer - o vidro estava mesmo partido.

Tirei o meu cartão das fotocópias, arrumei a mala e os livros, e fugi o mais sub-repticiamente possível.

Ontem voltei lá e no lugar da fotocopiadora estava uma cadeira .

Senti-me finalmente recompensada pela tormenta das propinas.