quinta-feira, março 02, 2006

Eu e o Pancho Villa

Preciso de ajuda especializada.

Há 10 ou 15 anos para cá que abomino o Carnaval.
Apetece-me esventrar aqueles recalcados que se vestem de mulher, assim como aqueles que, munidos de laranjas e melancias acham muita graça arremessar os referidos frutos a cabeças desprevenidas, a uma velocidade supersónica igual à que se escondem debaixo das marquises.

Horroriza-me os disfarces deploráveis, as serpentinas e os confettis.

Confesso que acho alguma graça às bombinhas de mau-cheiro, mas, mesmo assim, continuo a achar o Carnaval uma grande deprimência, um conjunto de ideias enfastiantes e acontecimentos simpelsmente tristes.

Por isso é que fiquei petrificada quando acordei, nesta 3ª feira dia 28,

ainda com resquícios de serpentinas dentro das orelhas e dependuradas nas pregas das nádegas,

e me lembrei que havia passado a noite, vestida à el mariachi, com um sombrero gigante e um poncho multicolor em pleno Bairro.

Deus, se me amares como ao filho pródigo, impede que alguém se recorde de mim naquela figura.

Se não me amares mas tiveres um especial carinho, faz com que aqueles pensem que eu estava vestida de criadinha francesa.

Ou de esteticista pernambucana.

Tudo, mas tudo, menos de revolucionário mexicano.

3 comentários:

marta* disse...

oh su e estavas linda a passear-t pelo bairro a dar porrada de meia noite com as abas do sombrero:)
e sabes que mais? ninguém vai esquecer
existem provas...aos molhos...fotos fotos e mais fotos

tb podia ser pior, podias ter levado a toga :P

Simbelmune disse...

mais do que pensas ser penoso é o que o É realmente... para lá do castigo estará a recompensa - de certo alguém te terá visto para além da aparência...

Ronin disse...

...shame on you... :-p