sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Ai os cãezinhos tão giros

Não me levem a mal.. eu adoro animais,

mas estão a ver aquelas situações,

em que estamos de cócoras atrás da porta da sala, a tentar diligentemente ouvir uma conversa ao telefone,

entre o nosso irmão e uma miúda, há já quase 10 minutos,

na mesma posição, quase sem respirar, com os joelhos esfolados, os ombros deslocados e o rabo a descair para trás?

e, ao mesmo tempo, rimo-nos muito baixinho, quase afogando-nos com o esforço de contenção, enquanto tentamos explicar à nossa mãe, do outro lado do corredor, que não estamos a fazer nada de mal, para ela dar meia volta de modo a que consigamos continuar a ouvir a conversa?

Pois, o problema dos animais é que, sem qualquer pudor, e em qualquer tipo de situações, quer estejamos naquela situação há 1 ou 30 minutos, acabam por nos denunciar. Sempre.

Aquele cão vinha da sala, ar abatido, arrastando-se pela divisão. Quando dobra a esquina vê-me naqueles propósitos. Claro que para um animal que não faz nada o dia inteiro, ver a dona naquela posição é um petisco pincelado a mel.

Primeiro começa a abanar o rabo. Antes de entrar em pânico faço-lhe sinal com a mão para ele vir sem grande alarido.

Porque algum motivo é cão, burro que nem uma porta, interpreta o meu aceno como um convite tácito para brincar. Começa a saltitar à minha volta, latindo alegremente, olhando também para o meu irmão como que a convidá-lo para uma grande brincadeira.

Nem tenho tempo para lhe dar um pontapé.

Só vejo surgir o peúgo roto do meu irmão e, quando me preparo para fugir apanho com aquela meia nojenta, à qual vem atrelado um dedo do pé com ar suspeito.

Nem pude reclamar. A minha dignidade não mo permitiu.

Limitei-me a dar um chapadão no cão e a imaginar o desfecho da conversa telefónica.

Um conselho? Na lojinha..escolham os peixes.

2 comentários:

MasterGuillian disse...

conselho responsável... mas não apoia a classe :-( ai pobres veterinários

Ronin disse...

Cusca ! :-)