domingo, dezembro 25, 2005

a cura para a moléstia do século 21

Querem saber qual o tema de conversa na minha Consoada?

Uma tia-avó, quase centenária mais ainda muito lúcida, relembrou os velhos tempos. De grande pobreza mas, ao mesmo tempo, de grande entreajuda entre os habitantes das aldeias.

E o pormenor, curioso, das crianças usarem as chamadas "calças de cu aberto", ou seja calças sem fundilhos, para os petizes se aliviarem e limparem o rabo mais rapidamente às folhas de laranjeira.

Todos nos rimos um pouco, pensando nesses tempos difíceis mas, ao mesmo tempo, inocentes, pois apesar da promiscuidade (40, 50 cus por aldeia), não se ouvia falar nessa coisa da "pedofilia".

Após alguém mencionar este aspecto, instalou-se um silêncio sofrido na sala. Olhámos todos para o fundo do prato da sopa, desconfortáveis com o assunto. Claro que as crianças com menos de 22 anos riram baixinho, pois tudo o que lhes cheire a Bibi tem imensa graça.

Até que a minha tia-avó, no cimo dos seus 80 (iletrados) anos disse: "Pois, o fruto proibido.., na altura estava tudo mais que farto de ver os cus aos miúdos!"


Pronto. é no meio destas conversas inocentes que surgem grandes ideias.

Já estou a imaginar a nova colecção Primavera-Verão da Trafaluc Criança

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Barceló de Carvalho. Conhecido Internacionalmente por Bonga.

Bonga, esse maravilhoso cantor que, quando uma vez veio actuar aqui nos Bombeiros Voluntários, me ignorou completamente quando eu, armada em esperta e em grande fã ( apesar de só conhecer a Mariquinhas vem comigo para Angola), venho a correr a uma velocidade super-sónica para conseguir um autógrafo mas escorrego não sei em quê e me espeto mesmo com a boca em cima dos sapatos dele.

Pois sacudiu-me e nem sequer se dignou a olhar para baixo. E lá fiquei eu a chorar, com as collants que entretanto se romperam no asfalto e a saia no pescoço, e as cuecas da Betty Boop a acenarem sedutoramente a quem as quisesse ver.


Artista da m.. Era ir ao quarto da Mariquinhas e metê-la no trans-siberiano, ele que fosse buscá-la a Beijing e a convencesse outra vez para voltar. E demorasse muitos anos.

domingo, dezembro 18, 2005

Não mãe, estão é mesmo ganzados

Hoje vou escrever um post curto.

O meu irmão fez anos.
Convidou uns génios do Técnico mas que, infelizmente, são uns grandes drogados.

Infelizmente também, ficaram na mesa dos meus pais e da minha madrinha (as probabilidades não eram muitas, haviam mais de 40 pessoas, mas ninguém se quis sentar ao pé deles)

Não resisti: "Mãe, não notaste nada de estranho?"

a minha mãe, ser mais bondoso desta Terra "Susana, coitados, são simplesmente feios".

ó santa inocência, que proporcionas momentos hilariantes!

Antes D que S

Há professores que nunca o deveriam ser.

Conhecimentos..muitos, sensibilidade - ausente.

Hoje recordei-me de um episódio que não me traumatizou mas poderia tê-lo feito.

Foi no inverno de 1991.
Eu, para variar, tinha o nariz cheio de ranho, e como ainda não tinha entrado na adolescência, não tinha qualquer despudor em me assoar ruidosamente para aqueles lenços de pano. O meu, ainda me lembro, tinha um D bordado, monograma do nome do meu pai, isto porque os meus estavam todos para lavar.

O lenço, e isto sem querer entrar em muitos pormenores, tinha uma palete interessante de verdes, verde escuro, verde cromático, verde pálido, verde primário, verde deprimente, verde assustador, verde "Meu Deus como é que isto é possível? Vai já para a unidade de infecto-contagiosos!", nalguns pontos um castanho mais perturbador, alguns toques de amarelo, enfim, era um lenço bem aproveitado, e asseguro-vos que não tinha mais que algumas horas.

Para mal dos meus pecados, e porque levei um pontapé no rabo do Bocas, que era um guineense repetente, porque eu não o deixei apalpar-me, o meu lenço, assim como mais de metade dos meus pertences voaram para a outra ponta da sala e gerou-se uma grande confusão.

O professor manda toda a gente calar. Apanha o lenço com o ar mais enojado do mundo e pergunta, com os vómitos prestes a assomarem, qual anúncio da Control:

- "De quem é isto?"

Toda a gente calada.

Ele repetiu a pergunta.

E toda a gente continuou calada.

De repente ele vislumbra uma letra no meio daquela mucosidade visceral.


"DANIEL!! - Chama ele com voz de trovão. - Venha cá buscar isto que lhe pertence!"

e o desgraçado do Daniel a negar aterrorizado a propriedade daquele lenço.

" Não há cá mais ninguém com o nome começado por D - venha já cá buscar isto, antes que perca a paciência!"

E lá foi o Daniel, acossado por uma turma inteira às gargalhadas, vaiado por 30 crianças, nos 2 minutos mais humilhantes da sua vida, abrilhantados por toda a espécie de efeitos sonoros.

E eu, no meio, a rir-me sorrateiramente, com uma mão na boca a conter a gargalhada de alívio

e com a outra a esfregar ao rabo, no preciso sítio onde o animal do Bocas me tinha aplicado um chuto.

E claro, eternamente grata por naquele dia a minha avó ter tido a ideia de génio: Sabino? Não....Domingos. Vai-se chamar Domingos.

A Grande Lição

Eu e o Gonçalo andámos esta semana no último modelo da Chrysler, o Crossfire. Desportivo, e, para mim e na minha visão leiga muito parecido com o Kitt.

Andámos às voltas no Saldanha, ansiando para que nos calhassem todos os semáforos, isto de maneira a que o resto da ralé tivesse oportunidade de atentar religiosamente naquele carrinho.

As pessoas, compreensivelmente, babavam-se dramaticamente, incluindo um carro da polícia que ficou parado no meio de um cruzamento com prioridade e nos deixou passar para ver as elegantes linhas traseiras.

Gozámos com as pessoas nas paragens dos autocarros e ainda tentámos acertar em 2 ou 3 velhotes que ousaram colocar-se à frente do bólide para apanhar o 36 para os Olivais.

Depois, regressámos à garagem da Chrysler na Expo, onde o alugámos, e voltámos para casa de metro, indo pela linha vermelha, verde e azul, até chegarmos a São Sebastião. Eu segui depois para Sete Rios, onde o comboio proveniente de Alverca me levou até à estação Queluz/Belas.

O que eu aprendi nesse dia foi que num momento se pode estar na mó de cima, dentro de um Crossfire de 20 mil contos, e no outro a tiritar de frio na paragem da 179 para a Idanha. As pessoas medem-se pelos seus actos, e nunca, mas nunca, se deve julgar alguém pelo seu exterior.

Mentira.

O que eu aprendi é que fico podres de boa dentro daquele carro !!!

Nuno..meu irmão Nuno

Hoje o meu pai gritou comigo.

perguntou "quem é que cortou assim o queijo?"

notei, muito claramente, que havia um tom de censura velada na sua voz (semelhante à da conta de telefone Tele2, embora um pouco mais subtil). A auréola por cima dele latejava a verde fluorescente "perigo!perigo!"

Pelo que fiz o que sei fazer melhor, descartei as culpas para cima do meu irmão.

"Foi o Nuno" - delatei eu, com um profundo desprezo na voz, como quem diz "raios partam o miúdo, fez 21 anos este fim de semana a e ainda parece que anda na pré-primária a preparar os lanchinhos".

"ai dele quando chegar a casa!" - setenciou o meu pai - "vai ter que aprender! quando viver na casa dele pode fazer toda a m.. que quiser, aqui, NÃO!"


e eu assenti com a cabeça, praticamente lacrimejando à laia de " já não se fazem pais destes, bondosos e pacientes, com tanto apreço pela domesticidade do lar!"

Quando o vi fora do meu campo de visão, corri pela vida até ao meu quarto, telefonei para o 96 do meu irmão e mal ele atendeu implorei que se acusasse. Estranhamente, ele disse "está bem". Seria da idade? Um surto repentino de altruísmo??

Quando ele chegou a casa, já tarde, ainda ouvi o meu pai com voz de trovão: (e eu escondidinha debaixo dos cobertores)

- Com que então o queijo corta-se assim ?!!

Responta pronta e certeira:

"Não fui eu, foi o Dédé." E foi-se embora muito lampeiro, com aquele cu agigantado a desequilibrar os alicerces.

(Explicação científica: O Dédé é o melhor amigo do meu irmão, que ficou ontem a dormir cá em casa por causa do aniversário.)

Nunca senti tamanho reconhecimento para com o meu irmão. Denunciar um amigo, que nunca terá oportunidade de se defender e que, ao invés, cairá nas más graças dos meus pais para todo o sempre, que o repudiarão qual mãe solteira de grande promiscuidade,


para salvar o rabinho da minha irmã que, após 25 anos de vida, chacina o queijo e depois ainda o esconde dentro do frigorífico no compartimento das cenouras e alho francês para ninguém o descobrir..

é de homem.

Parabéns Nuno. Pela tua grande confusão interior e nítido desfazamento de prioridades.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

A minha triste sina

Transcrição de um livro odontológico:

"Rossendi (1993), diz que as parestesias são sensações estranhas, onde não há a total perda de sensibilidade.
Sendo reconhecidas por qualquer pessoa que já recebeu uma injeção de anestésico local em tratamentos odontológicos. Quando persistentes, indicam anormalidade das vias sensoriais. Segundo Madi (2000), as causas da parestesia podem ser as seguintes: (1) uma agressão traumática; (2) agressão que parte dos tecidos circundantes (inflamação, tumor que comprime o nervo, ou que, como a inflamação lhe ultrapassa os envoltórios e o invade); (3) lesões vasculares (neuropatias vasculares); (4) inflamação do nervo."

Pois Foi. Mais do que agressão traumática, foi o degredo total.
O Rossendi não é nenhum entendido, que meta as sensações estranhas nos entrefolhos! Isto é doloroso, triste, gótico, arrasador, sofrível, causador de pânico.
Nunca mais o Natal será o mesmo que os outros.

Agora que já vos fiz ficar com a voz embargada com a comoção, relembro que que os DVD´S "Sex and the City" estão em promoção, (packs de 1 série) no El Corte Inglés, a um preço simbólico de 49€,
caso estejam indecisos, sublinho que um livro do José Lins do Rego (Oficina do Livro) vai sempre bem em qualquer altura do ano, e estão a preços muito acessíveis. (também não desgosto de Frances Burnett).

Obrigada pelo carinho desvelado com que me mimoseiam. Não mandem por via postal porque nunca estou em casa e tenho sempre que me arrastar até aos correios para levantar as encomendas.

E num horário muito pouco acessível (9h às 18h, onde já se viu?)

Mais uma vez, obrigada.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Pai há só um

À laia de comentário do post anterior, como querem que seja um adulto normal, se ouvi no outro dia,em plena hora sagrada de almoço o seguinte comentário entre o meu pai e uns amigos:

(amigos) - pois, isto os filhos só dão é despesa!

e o meu pai, em vez de intrepidamente lançar um olhar assassino a tais alarves e expulsá-los do seu lar cristão, onde coabita com a sua mulher mãe dos seus 2 filhos - sementes lindas do seu jardim,

corrobora dizendo,

- Pois, ao fim e ao cabo são capital sem retorno, ou melhor, investimentos de fundos perdidos.


Fundos Perdidos!!
Quando eu tiver dinheiro, agarro naquele homem , meto-o num cruzeiro para a Tasmânia, obrigo-o a fazer um safari na Tanzânia, a ir à Lua em expedição num vaivém russo, dormir no Four Seasons de Nova Iorque, ir fazer os fatos por medida à Versage, ir a Roma e comprar 3 Lamborgini diablo exotic coupe2 Dr 6.0 VT AWD um preto, um prateado, e um azul escuro, compro-lhe a Harley Inc. , pago ao Polansky para lhe lamber as botas e à Jessica Alba para rebolar o traseiro mesmo em frente ao nariz dele.

Depois exigirei o devido pedido de desculpas.

Sou, e com muito orgulho

Estive a ler um livro de Psicologia (em véspera de exame de agregação para a Ordem dá-me para isto...) (penso que é o meu subconsciente a fazer uma denegação nua e crua do Direito)

e finalmente consigo auto-qualificar-me em termos clínicos:

caríssimos,

Eu, Susana Nunes Alexandre, sou um Adulto Não Amadurecido.

Não sei se ria ou se me preocupe.

Como sou criança provavelmente rir-me-ei até até discernimento suficiente para me aperceber de quão mau isto é.

Fica a promessa solene de que, quando passar o estágio débil-infatilóide o comunico, por escrito, aqui no blog.
Até lá, continuo a escrever palermices que envolvem sempre, inolvidavelmente, as palavras "cócó", "maricas", "def" e alguns neologismos.

Tenham paciência.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Robot-Roto

Nunca esperei viver o suficiente contar esta situação que vi, profundamente horrorizada, com estes meus olhos..e que hoje partilho:

Estava a ver televisão, quando me é apresentado visualmente (num programa qualquer), o novo robot da Toyota, enfim, uma das já costumadas pancadas nipónicas.

Chama-se HRP-2, mede 1,54 pesa 58 quilos e tem 30 graus de liberdade, além de dois eixos na cintura.

E agora perguntam vocês: Para que servirá este novo robot humanóide?

- para intervir em meticulosas cirurgias cardiovasculares?
- para testar novos sistemas de protecção de airbags?
- para ..hum..nem sei bem para que é que servem os robots, para além de assustarem de morte alguém que os veja num beco escuro à noite,

mas enfim, não é DE CERTEZA, para aquilo que eu vi, nesse dia:

...o robot humanóide estava com duas GUEIXAS a(que também são, per si, coisas profundamente assustadoras), a DANÇAR PRIMOROSAMENTE , executando com esmero e doçura essa arte (?) ancestral, com um ar enlevado e balançado docemente os seus dois braços articulados de ferro fundido, e sedutoramente lançando as suas pernas de um lado para o outro, seduzindo os espectadores que batiam palmas entusiasticamente.

(graças a Deus ninguém se lembrou de o encharcar em pó de arroz nem de lhe pintar as beiças de vermelho-escarlate.)

Triste.

O Progresso o Progresso.. tantas vidas ceifadas para no fim nascer.. um robot assumidamente homossexual, vulgo "atraca de popa" ou, mais boçalmente, "caga para dentro".

Nessa noite nem consegui dormir .

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Milagre

Já não se podem cometer pequenos erros que logo estes nos perseguem para toda a vida...

O ano passado estava eu na casa da minha madrinha, com as minhas primas quando, sem querer, ( porque só sou cleptomaníaca com livros), agarrei no comando da televisão da sala e o pus na minha mala, pensando inocentemente que era a bateria do portátil.

Durante essa semana falei no msn com a minha prima:

elsa - ai, nem sabes, a desgraça que se abateu sob o meu lar!
susana - ai sim, então desabafa, que coisa horrível sucedeu?
elsa- o meu comando da sala desapareceu!!
susana - Por quem sois! isso é horrível, e agora?
elsa - e agora andamos todos chorososo cá em casa, o meu pai coitado, já perdeu a vontade de ver televisão e quando vem cansado do trabalho janta e deita-se logo na cama!
(o meu tio tem uma colecção de hérnias e tenta não levantar-se muitas vezes)

elsa- foi uma desgraça, e parece mentira, quem é que iria levar um comando aqui de casa!
susana - pois, olha era apanhar quem fez isso e espancá-lo até aprender a lição!

No fim de semana seguinte, abro a mala do portátil e vejo, qual rosas de Santa Isabel, o famigerado comando.

Imediatamente entrei em pânico. Não sabia se me haveria de livrar dele, mais concretamente atirá-lo para o Jamor, se discretamente voltar a colocá-lo na casa da minha madrinha, assim como quem não quer a coisa. Ou, 3ª opção, mas logo me ri pondo-a fora de questão: acusar-me e devolvê-lo.

Pois no domingo seguinte, com o ar mais comprometido do mundo, a assobiar baixinho e com os olhos postos num candelabro do tecto, aproximei-me sorrateiramente da televisão e, numa fracção de segundo, saco do comando do meu anorak (que até já tinha levantado ligeiras suspeitas pois estávamos em Junho ) não, é mentira, não levava anorak nenhum, mas enfim, saco do comando das cuecas, lamento mas é a mais pura das verdades e coloco-o em cima da televisão.

Passados uns minutos oiço a minha madrinha aos gritos "Ai meu querido Santo António, que tanto rezei o teu responso, me fizeste aparecer o comando"! e lançou-se aos pés de uma imagem que tem ao canto da sala, soluçando convulsivamente enquanto o resto da família se aproximava boquiaberta e com um fervoroso respeito perante tão grandioso milgare.

Eu saí de fininho, a andar literalmente de lado em pêzinhos de lã, até embater no meu pai, que, com um ar repreensivo me censurava silenciosamente por ter proporcionado tão triste espectáculo. Estava à espera de uma reprimenta valente, mas ele nem teve tempo porque teve que ir ajudar a minha avó a levantar-se pois esta já se havia lançado para o chão tentando beijar os pés do santinho.

Só a minha prima é que sabe a verdade. Cada vez que desaparece alguma coisa lá d casa manda-me uma mensagem a perguntar se eu tenho peças a mais no portátil. Desculpem sim? Ao menos dei sentidas alegrias aos crentes...e mais uma nota de rodapé no meu currículo religioso.

Sock sweet sock

Hoje é feriado.

Ontem, antes de me deitar, pensei e antecipei uma manhã gostosa, prostrada languidamente na cama a ver desenhos animados e a comer empadas..com a Yupi a acalorar-me os pés e o aquecimento no quarto a proporcionar um micro-clima digno dos deuses.

O certo é que, não eram ainda 9h, a minha mãe abre a porta de rajada, atira-me violentamente com 2 pares de péugos que, só não me acertaram num olho porque não calhou, ( e que me poderiam ter cegado uma vista para todo o sempre) e rosna:

- Paula Cristina! (é uma longa história, que conto no post supra) Comprei-te estas meias anti-derrapantes!
- o quê? - pergunto eu ainda meio abananada, arrancada cruelmente ao País dos Sonhos
- Andas sempre descalça, a lavar o chão, está pouco sujo não é?..Faz favor de aqui em diante, se te queres armar em selvagem, não uses os chinelos tão bons que tens,( a avó ainda te deu aquelas pantufas tão giras com o dromedário ), usas estes peúgos antiderrapantes que não se sujam tanto.Um dia, quando te casares, vai ser uma vergonha, onde já se viu, com chinelas tão boas..andas com as meias todas pretas parecem carvão!

Deixei de ouvir. Soçobrei ao sono e voltei a adormecer. Antes, porém, ainda tive discernimento para pensar que em nenhum outro lar deste Portugal uma mãe arranca o seu próprio filho, sangue do seu sangue, para lhe comunicar que tem 1 par de meias carapau-de-corridas .

Fiquei a pensar se havia de ficar feliz pela prenda ou triste pela manhã perdida. Optei pelo feliz.É que reparem na linha verdadeiramente anti-derrapante ainda não as experimentei) e nos olhos tortos do cão..não há quem resista...