terça-feira, setembro 27, 2005

Meu fillho, meu tesouro

Isto aconteceu há 3 anos, altura em que uma amiga minha, a Xana, teve um filho.

Esse filho pesava tanto, que no parto, sem cesariana, rasgou-lhe o traseiro vulgo cu, tendo que levar 10 pontos. Fora os que levou no perineu.Mas isto são pormenores, porque o que eu quero contar não tem nada a ver.

Quando o filho já tinha 1 mês, eu implorei àXana que me deixasse levá-lo à rua, sozinha, para passear. Ela quis vir também. Mas eu obriguei-a a ficar em casa.

Isto por uma razão:

Meti a criança no carrinho e aí fui eu rua fora, a saracotear-me sedutoramente e olhando à minha volta tentando que todos me conseguissem ver.

E agora perguntam vocês: mas porquê? até porque assim pareço uma mãe solteira e não há nada mais estigmatizante do que isso.

Dizem bem. Mãe solteira, mas COM TUDO NO SÍTIO!RECÉM-MÃMÃ ENXUTÍSSIMA... Reparem:

As pessoas pensam que, supostamente tenho um filho de 1 mês. O que quer dizer que há 30 dias estava gravidíssima.

Ao bambolear-me criteriosamente pela rua estou, para variar, encolhida ao meu mais alto esforço, e, mais uma vez também, com a respiração suspensa a sair-me de pantufas pelas orelhas. Tenho, por conseguinte, apenas uma ligeira barriguinha. Sexy até.

As maminhas sugerem uma fase inicial de aleitamento. Mas vão firmes e hasteadas. O rabo, que faço questão de empinar, não parece um balão de banda gástrica como tantas vezes as grávidas, tristemente, ostentam.

Finalmente, passo por um café onde estão, simplesmente, mulheres.
Estas, sem sequer tentarem disfarçar, lançam-me olhares sanguinários verdadeiramente homicidas.

E eu para o puto, a tentar-me não rir (com voz de diminuída mental, e gugus-dadás à mistura : " ó filhote, tásss a gossstar não tásss, ó amorzinho, tão lindo, comeu tudo.., a papinha toda.., depois vais fazer ó-ó não vais?"

As mulheres a consumirem-se interiormente.
E eu satisfeita, pois ao menos uma vez na vida a minha ligeira barriga e, latus sensus, a minha figura roliça é justificada e, melhor ainda, admirada e invejada.

Há que saber aproveitar os contextos. E obrigar uma amiga chegada a engravidar.

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